Repositório RCAAP
“EN EL CORAZÓN DE SUS CONCIUDADANOS”: A REVOLUÇÃO DE MAIO E A TRAJETÓRIA DE SEUS LÍDERES NA PRODUÇÃO DO HISTORIADOR JESUÍTA GUILLERMO FURLONG
O presente trabalho tem por objetivo apresentar o tema de meu projeto de Dissertação, orientado pela Profª Drª Eliane Cristina Deckmann Fleck, e que propõe analisar as obras Belgrano: el santo de la espada y de la pluma (1974) e Cornelio Saavedra: padre de la patria argentina (1979), de Guillermo Furlong SJ, inserindo-as em seus respectivos contextos de produção e vinculando-as a um processo de construção de uma memória sobre a Revolução de Maio, ocorrida em 1810, na Argentina. Sendo este meu primeiro semestre de inserção no PPG em História da Unisinos, enfocarei, neste texto, a trajetória do historiador argentino, bem como suas relações com a historiografia leiga da época e suas motivações para a escrita das biografias que tem como tema os próceres da Revolução de Maio.
2022-12-06T14:18:40Z
Schossler, Mariana
POLÍTICA E COMÉRCIO: A ATUAÇÃO DE ANTÔNIO VICENTE DA FONTOURA AO LONGO DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA (1835 -1845)
Este trabalho se propôs averiguar a atuação de Antonio Vicente da Fontoura, durante a Revolução Farroupilha (1835 – 1845), os postos assumidos por este comerciante ao longo do conflito, e seu retorno a politica local de Cachoeira após a Revolta. A pesquisa vem sendo desenvolvida com base em bibliografias envolvendo a temática, jornais de época e documentos (correspondências) que nos ajudem a “rastrear” as ações do personagem. Veremos neste artigo como Vicente da Fontoura, comerciante da região de Cachoeira, inseriu-se à Revolução Farroupilha seja ela por sua posição econômico-social, pelo interesse dos Farroupilhas, ou por possuir interesses pessoais na participação do conflito. Atualmente como Mestrando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Maria (PPGH-UFSM), Bolsista FAPERGS/CAPES, continuo pesquisando Antonio Vicente da Fontoura juntamente com Domingos José de Almeida, averiguando a atuação comercial destes na Fronteira Platina entre 1830 a 1850. Meu orientador é o Professor Doutor José Iran Ribeiro.
2022-12-06T14:18:40Z
Campos, Cristiano Soares
NEGÓCIOS DE FAMÍLIA: NOTAS SOBRE O CAPITAL ECONÔMICO FAMILIAR DE UM GOVERNADOR REPUBLICANO (RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX)
Este artigo trata de alguns aspectos da trajetória do líder republicano Júlio Prates de Castilhos a partir da análise da dinâmica econômica de sua família ao longo da segunda metade do século XIX. Objetiva analisar a relação entre a construção do capital econômico familiar com a formação da carreira político-profissional de Júlio de Castilhos. Partindo da análise qualitativa de inventários e correspondências familiares, investiga os investimentos e atividades econômicas da família Castilhos e evidencia a centralidade dos negócios pecuários e comércio de muares na construção do capital econômico familiar. Demonstra a vinculação e dependência da formação superior de Júlio de Castilhos aos negócios familiares, uma vez que o capital que financiou seus estudos provinha de rendimentos gerados por meio das atividades econômicas de sua família. Demonstra também que, mesmo residindo na capital do estado e desempenhando atividade de advogado, jornalista e político, Júlio de Castilhos manteve vinculação com negócios da família, seja pela manutenção dos bens herdados, seja através de investimentos em atividades pecuárias.
2022-12-06T14:18:40Z
Martiny, Carina
TURISMO, RELAÇÕES DE TRABALHO E A REORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO RURAL
Problematiza-se por meio de um estudo de caso, a agricultura familiar em relação aos projetos de turismo do Vale dos Vinhedos- RS através da análise de narrativas dos seus atores sociais e de dados históricos. Por meio de entrevistas individuais de história de vida e análise documental, ambas de caráter preliminar, percebe-se que nos últimos anos os empreendimentos vitivinicultores, hoteleiros e gastronômicos da região tendem a constituir-se de modo a abarcar o trabalho do agricultor familiar, que deixa sua pequena propriedade para se tornar um assalariado de um espaço recentemente urbanizado ou, quando muito, passam a serem fornecedores de uma matéria prima altamente desvalorizada pelo empreendedor. Neste processo histórico, enfatiza-se a ausência dos projetos de turismo desenvolvidos por parte da iniciativa pública e, ao mesmo tempo, uma lacuna na inclusão da agricultura familiar com os empreendimentos turísticos privados, que passaram a dominar as relações de trabalho da região, já que uma minoria destes trabalhadores tiveram condições de consolidar-se na agroindústria. Constata-se que, embora o Vale dos Vinhedos seja um roteiro turístico aparentemente constituído, a agricultura familiar tem sido sucumbida através da falta de legitimidade, historicamente estabelecida, do seu trabalho em relação com o mercado turístico, desfazendo assim, a prerrogativa das iniciativas do turismo também enquanto fenômeno social. Analisado de modo crítico a transformação histórica dos arranjos sociais, sugere-se que houve uma reorganização em função da conjuntura de um mercado voltado ao turismo, o que embasa as premissas de dominância do empresariado na região, bem como, da consequente desvalorização do trabalhador rural, o que nada mais é que a própria observação local da maturação de um modelo capitalístico inscrito globalmente.
2022-12-06T14:18:40Z
Silveira, Marco Antônio Negri da Salvagni, Julice
MONGE JOÃO MARIA NA TRADIÇÃO RELIGIOSA POPULAR DO PLANALTO MERIDIONAL DO BRASIL
O presente projeto de pesquisa vem sendo desenvolvido junto ao Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal de Pelotas e tem por objetivo reconstruir o processo histórico de uma das mais marcantes e duradouras devoções populares surgidas nas Américas: a crença no Monge João Maria. Iniciada na década de 1840 a partir da peregrinação do italiano João Maria de Agostini por vários países do continente americano, desde então a devoção vem sendo ressignificada pelas pessoas em um processo criativo e autônomo, servindo há mais de um século como elemento identitário e que estrutura a sociabilidade. Atingindo um vasto território que inclui pontos dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com repercussões no norte da Argentina, a devoção configurou-se como verdadeiro patrimônio cultural e imaterial de pessoas que têm no monge um de seus principais santos. Além da pesquisa histórica propriamente dita, desejamos realizar um mapeamento dos locais de memória atualmente associados à devoção ao Monge João Maria. Este Mapa da Devoção será apresentado aos órgãos oficiais na tentativa de obter seu reconhecimento como patrimônio imaterial das populações, a fim de contribuir para a preservação de locais e crenças.
2022-12-06T14:18:40Z
Karsburg, Alexandre
BIOGRAFIA E SUA ESCRITA: A TRAJETÓRIA POLÍTICA DE FERNANDO DO Ó (1930-1940)
A trajetória de Fernando Souza do Ó, importante liderança espírita da cidade de Santa Maria no processo de organização do movimento espírita local, ao assumir a função de “propagador” da doutrina no município no contexto de 1930 a 1940, permite evidenciar os conflitos e concorrências existentes no campo religioso na Cidade de Santa Maria. Nesse sentido, em nosso estudo, partimos da preocupação de como suas ideias representaram uma estratégia de inserção para o movimento espírita na cidade de Santa Maria, e para tanto, recorremos ao conjunto de escritos do autor veiculados na imprensa leiga (Diário do Interior). Nessa lógica, o presente artigo propõe-se a discutir, tendo por referência conceitos de Campo religioso de Pierre Bourdieu e representações de Roger Chartier, questões de trajetória e biografia do personagem, de modo a refletir sobre as dificuldades empíricas acerca da produção de conhecimento histórico a partir do indivíduo. Assim, busca-se evidenciar de que forma as escolhas individuais, os projetos e lutas politicas que permitem a observação de processos, relações no fluxo temporal, trazendo o sujeito na sua historicidade, a sua compreensão de si e do mundo, possibilitando a inferência do movimento espírita em sua dimensão holística ao trazer à tona o conjunto de práticas e ideias presentes no seu interior de modo relacional ao contexto político em que se insere.
2022-12-06T14:18:40Z
Mattos, Renan Santos
NOS CAMINHOS DA MÚSICA E DA HISTÓRIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A TRAJETÓRIA DO MAESTRO JOAQUIM JOSÉ DE MENDANHA NO RIO GRANDE DO SUL DO SÉCULO XIX
O Rio Grande do Sul do século XIX traz em sua história, personagens, trajetórias e acontecimentos primorosos para a compreensão de importantes aspectos das construções sociais existentes ao longo dos séculos, bem como de um Brasil em constante formação. Neste trabalho, direcionaremos o nosso enfoque para a figura do mulato Joaquim José de Mendanha e sua atuação no período Imperial, onde dentre os diferentes frutos resultantes de sua passagem pela região sul, destaca-se um dos símbolos oficiais de um estado: a composição da música do Hino Rio-Grandense. Participando ativamente de bandas e orquestras, Mendanha ainda dirigiu coros de Igrejas de Porto Alegre e fundou algumas sociedades musicais, deixando registrado através de suas ações, o seu envolvimento e a sua contribuição cultural para com o Rio Grande do Sul do XIX. Assim, buscando uma breve reflexão sobre a atuação e os espaços de circulação desse personagem, e destacando o fato do mesmo ser mulato, objetivamos investigar alguns dos caminhos percorridos por Mendanha nesse período. Trazendo apontamentos iniciais sobre a história desse Maestro, pretende-se partindo de fontes bibliográficas e documentais, evidenciar através desta trajetória alguns dos limites e possibilidades de ascensão social encontrado por mulatos no Brasil Oitocentista.
2022-12-06T14:18:40Z
Marques, Letícia Rosa
JOÃO SIMÕES LOPES NETO, UM INTELECTUAL PERIFÉRICO
O presente artigo procura traçar a trajetória do escritor João Simões Lopes Neto (1865-1916) visando inseri-lo na categoria de intelectual. O escritor talentoso, o profícuo dramaturgo, o inventivo empreendedor, manteve durante toda a vida adulta a atividade de jornalista como trabalho principal. Sua produção em periódicos de sua cidade, Pelotas, foi permeada por opiniões firmes, ações de ponta, o que fez com que ocupasse uma posição arrojada para a época em que viveu. Embora tratasse preponderantemente de assuntos locais, Simões Lopes Neto discutia temas universais com desenvoltura. A condição de grande distância em relação ao centro cultural de então, o Rio de Janeiro, pode ser considerada como um entrave para que seu trabalho fosse reconhecido em toda sua dimensão, ainda que mantivesse contato com pensadores de projeção nacional.
2022-12-06T14:18:40Z
Netto, Heloisa Sousa Pinto
A TRAJETÓRIA DE MANSUETO BERNARDI E OTHELO ROSA NO CONTEXTO DA ALIANÇA LIBERAL: ALINHAMENTOS E TENSÕES
O objetivo deste artigo é mostrar como as alianças estabelecidas no final dos anos 1920 entre as elites políticas do estado eram frágeis e escondiam tensões, mais ou menos, sentidas nas injunções entre os aliancistas. Para isto, serão analisados os casos de dois agentes políticos e intelectuais: Mansueto Bernardi e Othelo Rosa. No final dos anos 1920, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul teve o ingresso de nomes reconhecidos no cenário político e cultural de Porto Alegre, cuja atuação foi importante no contexto da Aliança Liberal e da união das elites políticas e intelectuais do estado. Entre os quais se destacam o diretor da “Revista do Globo”, Mansueto Bernardi, e o diretor de “A Federação”, Othelo Rosa. O primeiro foi o redator do “Manifesto dos Intelectuais” gaúchos em apoio à Revolução de 1930, e o segundo desempenhou papel importante na condição de chefe da folha republicana no front de defesa da campanha de Getúlio Vargas à Presidência da República. Entretanto, a Revolução de 30 trouxe diferentes encaminhamentos às trajetórias desses agentes.
2022-12-06T14:18:40Z
Martins, Jefferson Teles
OS HERÓIS COMO EXEMPLOS MORAIS: AS NARRATIVAS BIOGRÁFICAS ESCRITAS POR VALENTIM BENÍCIO DA SILVA ATRAVÉS DA LINHA EDITORIAL DA BIBLIOTECA MILITAR
O artigo visa analisar as biografias produzidas por Valentim Benício da Silva através da linha editorial da Biblioteca Militar. Duas temáticas serão abordadas: as narrativas biográficas e o anticomunismo no Exército, partindo dos discursos presentes na historiografia produzidas pelo o Exército durante o Estado Novo, relacionando-os com outras fontes produzidas pelos militares, relatórios dos Ministros da Guerra, revistas militares, etc. Na primeira parte, busco demonstrar as concepções históricas presentes na historiografia de Valentim Benício da Silva e de outros escritores da editora do Exército. Demonstro que as narrativas biográficas possuíam um caráter moralizante, o herói era representado como indivíduo exemplar, modelo de contemplação e identificação. Na segunda parte, tratarei das duas conceituações binárias presentes nos discursos do Exército e da Biblioteca Militar, o herói e o não herói. Ambos os conceitos serviam como estratégias políticas complementares, que visavam exemplificar através da história e do passado, a função dos soldados na sociedade, que era o afastamento da política, defesa do governo e uma conduta legalista no interior do Exército. Ao mesmo tempo, que se reforça o exemplo dos heróis como indivíduos legalistas, que apesar de todos os sacrifícios da carreira militar, nunca traíram a instituição castrense por motivos políticos. Uma produção anticomunista buscou representar os membros da Aliança Nacional Libertadora como traidores do Exército.
2022-12-06T14:18:40Z
Roatt de Oliveira, Priscila
O SOFRIMENTO COMO CATEGORIA DE PERTENCIMENTO NO FOTOJORNALISMO: O OLHAR ESTIGMATIZANTE SOBRE O SERTANEJO NAS FOTORREPORTAGENS DE O CRUZEIRO (1946-1951).
O presente artigo parte de pesquisa de mestrado, a qual busca identificar por meio das fotorreportagens de Pierre Verger um outro olhar na revista O Cruzeiro (1946-1951) acerca da figura do sertanejo. Aqui, pretendemos explorar a construção de uma certa linguagem visual presente nas páginas da revista, que pareceu construir um discurso estigmatizador de sofrimento em torno do tema. A fim de compreender o momento de formação da identidade visual do periódico, se faz necessário analisar e criticar as diferentes linguagens visuais em diálogo, não apenas a de Pierre Verger. Por meio de uma análise qualitativa de fotorreportagens, sendo estas pertencentes ao período de análise (qual seja, o do primeiro contrato de Pierre Verger com a revista), buscaremos mostrar o processo de constituição de um certo discurso visual veiculado no fotojornalismo de O Cruzeiro que associa o sofredor a uma categoria de pertencimento. As fotorreportagens parecem apontar para a estratégia de representação do sertanejo (ainda hoje utilizada) acerca de sua miséria, de seu incipiente habitat, bem como de seu atraso frente ao Brasil considerado moderno, através de um olhar vitimizador e estigmatizante.
2022-12-06T14:18:40Z
Costa, Ialê Menezes Leite
A HISTÓRIA DA AVENIDA RIO BRANCO DA CIDADE DE SANTA MARIA: UMA NARRATIVA ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA.
Este estudo apresenta a proposição de uma narrativa histórica da Avenida Rio Branco do município de Santa Maria/RS através da fotografia embasada nas teorias arquivísticas, e na composição de um álbum fotográfico que remete a sua própria história. O intento da pesquisa é utilizar a fotografia como documento arquivístico, unindo-a a temas como a história e memória, com aspectos ligados a história de uma das avenidas mais antigas da cidade de Santa Maria. As fotografias utilizadas no trabalho fazem parte do acervo fotográfico do Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria, da Casa de Memória Edmundo Cardoso e do acervo pessoal desta pesquisadora. O trabalho está divido em temáticas, as quais tratam da história, da memória, do patrimônio histórico, da fotografia e da arquivologia, demonstrando a relevância e a significância do tema em diversos aspectos, como o caráter social, cultural, entre outros. Por fim, foi construído um álbum com as fotografias que narram à história da Avenida Rio Branco, desde o ano de 1900 até o ano de 2012.
2022-12-06T14:18:40Z
da Silva, Carla Saldanha
A HISTÓRIA ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA: NARRATIVAS DA MODERNIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO NA CIDADE DO RIO GRANDE (1956 -1961).
O Brasil durante o período de 1956 a 1961 tinha como presidente Juscelino Kubistchek. Seu governo foi pautado pelo Plano de Metas, que tendia dar bases desenvolvimentistas para o Brasil. Como meta síntese tinha-se a construção da nova capital federal, Brasília. Essa foi construída sob os mais modernos padrões urbanistas, e, além disso, representava que todas as cidades do país, sejam interiores ou não, poderiam desenvolver-se, visto que Brasília, construída mesmo em meio ao sertão, conseguiu ser pensada, planejada e executada sob os ideais modernos perpassados da Europa e Estados Unidos e adaptados no Brasil. Chega-se então a cidade do Rio Grande, cidade que possuía uma economia considerável dentro do contexto do Brasil, visto que ainda que várias indústrias brasileiras tenham fechado no período estudado, a cidade conseguiu-se sobressair com a indústria pesqueira, ocasionando um desenvolvimento industrial e urbanístico dentro do contexto riograndino. Além disso, seu Porto configurava em termos de importância como o 3º do País. Dessa forma, questões como a urbanização, desenvolvimentismo e modernização estavam em pauta no contexto brasileiro, e pretende-se, então, analisar sob o prisma das fotografias do estúdio Casa Foto Rio Grande, importante estúdio da época e que fora contratado pela Prefeitura a fim de retratar as obras em curso da cidade, a representação da modernização e o possível desenvolvimento da cidade do Rio Grande evidenciado pelas fotografias.
2022-12-06T14:18:40Z
Hallal, Maria Clara Lysakowski
O FOTOCLUBISMO NA HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA DE PORTO ALEGRE NO SÉCULO XX.
Este trabalho resulta de pesquisa para a dissertação intitulada “Do Photo-Club Helios ao DECIFOTOS: memória e patrimônio em Porto Alegre no século XX” (PPGMP/UFPel) que é um estudo pioneiro sobre o fotoclube fundado em 02 de março de 1907, por alemães e descendentes, que se reuniam no Turnerbund, antigo nome da atual Sociedade de Ginástica Porto Alegre, 1867 – SOGIPA, para desenvolver atividades em fotografia amadora. Seu surgimento ocorreu ao tempo dos primeiros fotoclubes do país, originários do final do século XIX, e alguns tiveram curta existência e poucos são os registros documentais preservados. O trabalho pretende lançar o olhar sobre essas práticas sociais e culturais e contribuir para o conhecimento acerca das relações firmadas pelo Helios e seu sucessor, o Departamento Fotográfico da SOGIPA, posteriormente denominado Departamento Cine-Fotográfico da SOGIPA - DECIFOTOS, e de sua produção no século XX. O longo período de existência do Helios, até 7 de dezembro de 1949, data de sua dissolução, foi exitoso e muito dinâmico, apesar das atividades paralisadas durante as Guerras. O DECIFOTOS foi ativo na instituição até a década de 1990, participando da produção fotográfica artística na cidade e no país e, ainda, com a missão de registrar os eventos da SOGIPA. A pesquisa se constitui, portanto, em nova fonte sobre a historiografia a respeito do fotoclubismo no Brasil, tema sobre o qual há muito que conhecer, dada a expansão do movimento nos principais centros urbanos.
2022-12-06T14:18:40Z
Rodeghiero, Luzia Costa
UM OLHAR SOBRE ACERVOS ESCOLARES DE TORRES/RS – 1960/1980.
O artigo percorre o olhar sobre arquivos fotográficos de escolas da rede pública do município de Torres/RS entre os anos de 1960-1980. As instituições analisadas foram: o Instituto Estadual de Educação Marcílio Dias, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Justino Alberto Tietbohel e a Escola Estadual Governador Jorge Lacerda. Imagens que permitem identificar quais foram às opções iconográficas das instituições de ensino. Entre quatrocentas e quarenta e seis fotografias que foram digitalizadas, medidas, catalogadas e identificadas treze temáticas visuais. Destacaram-se imagens que podem ser enquadradas ao âmbito do extraordinário, ou seja, imagens que registraram os momentos festivos, os passeios, as comemorações cívicas, as formaturas, etc., a opção por essas temáticas constatou-se serem decorrentes em grande medida do acesso restrito da câmera fotográfica, e ao que diz respeito ao ordinário, o registro ocorreu, porém, em pequena proporção. Por meio desses registros iconográficos pretende-se discutir a importância e o uso dado as fotografias nas instituições de ensino. Visto que as fotografias foram encontradas em péssimo estado de conservação.
2022-12-06T14:18:40Z
Eberhardt, Camila
O ACESSO DA MULHER TRABALHADORA À JUSTIÇA DO TRABALHO DO RIO GRANDE DO SUL (1941-1946)
A pesquisa tem por objetivo verificar acerca do acesso da mulher trabalhadora à Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul, no recorte temporal 1941-1946. O estudo realizou-se no Memorial da Justiça do Trabalho da 4ª Região, na cidade de Porto Alegre, a quem coube a guarda dos processos judiciais preservados e utilizados como fontes primárias. Considerando a legislação protetiva em relação ao trabalho da mulher no Brasil entre 1930 a 1945, entre outros direitos, como o direito ao voto em 1932, quer-se verificar sobre a relação da mulher trabalhadora em busca de direitos a essa instância judicial, num período onde havia muito preconceito e discriminação em relação à própria mulher e ao trabalho feminino. Assim, a luz da historiografia, mais especificamente com o campo de estudo da história das mulheres, quer-se compreender sobre a mulher trabalhadora dentro da perspectiva de que tais mulheres sempre tiveram atuação política, participando da esfera pública, de acordo com as possibilidades encontradas em cada período. Ademais, a pesquisa em tais fontes pretende também, demonstrar o valor histórico dos documentos, no presente caso, dos processos judiciais, aliado à pesquisa e à revisão bibliográfica, visando compreender um pouco mais, do universo das mulheres trabalhadoras rio-grandenses no período e a possível relação da Justiça do Trabalho no tocante à promoção e efetividade dos direitos sociais.
2022-12-06T14:18:40Z
Schneider, Giselda Siqueira da Silva
A MULHER TRABALHADORA EM SANTA MARIA DURANTE O ESTADO NOVO (1937-1945)
Este trabalho apresenta um estudo sobre a história das mulheres santamarienses no período da Ditadura do Estado Novo, que está sendo desenvolvido no Mestrado em História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O tema da pesquisa é a inserção da mulher no mundo do trabalho e sua atuação para a garantia e conquista de direitos sociais e trabalhistas durante o período do Estado Novo (1937-1945), no município de Santa Maria, RS. A escolha do Estado Novo no Brasil se deu em virtude deste ser um período onde muitas conquistas dos trabalhadores estavam sendo objeto de legislação específica e ao mesmo tempo um momento de repressão política, de forte aparato policial e repressivo e do fortalecimento dos sindicatos, sob a tutela do Estado e da luta dos trabalhadores para a garantia destes direitos, historicamente conquistados. As mulheres por séculos passaram despercebidas pela história, reprimidas em uma sociedade machista e autoritária, onde grande parte dos autores insere o homem no palco das lutas por reinvindicações e direitos trabalhistas.
2022-12-06T14:18:40Z
Fausto, Letícia
ENTRE EL CORDOBÉS E O CATY: A RELAÇÃO ENTRE APARÍCIO SARAIVA E JOÃO FRANCISCO PEREIRA DE SOUZA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇO PLATINO.
Este trabalho integra as pesquisas que vem sendo desenvolvidas na Linha de Pesquisa “Integração, Política e Fronteira”, do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Maria; contando com bolsa FAPERGS/CAPES. Sendo assim, o artigo propõe uma reflexão acerca da relação mantida entre Aparício Saraiva e João Francisco Pereira de Souza, mostrando o modo como estes dois agentes entraram em contato com o findar da Revolução Federalista, e os meios como ambos aproveitaram este contato para por em prática seus interesses. Neste aspecto, buscamos uma discussão dentro da história política, dos estudos biográficos, e do caudilhismo, demonstrando assim a relação destes personagens com a região fronteiriça, a partir de diferentes vínculos, aprofundando assim as investigações no âmbito da História Platina, especialmente no que tange a fronteira Brasil-Uruguai.
2022-12-06T14:18:40Z
Dobke, Pablo
A RELAÇÃO SUJEITO-ESTRUTURA NA HISTÓRIA SOCIAL - APONTAMENTOS PARA ANALISAR A ‘IDEIA DE RAÇA’ NESSA RELAÇÃO
A análise a seguir visa observar como no campo epistemológico pode-se interpretar a relação sujeito-estrutura tomando como base a perspectiva da história social, assim como lançar alguns apontamentos a fim de observar a presença da ideia de raça permeando essa relação, cujo pano de fundo está no pós-abolição do sul do Rio Grande do Sul e no norte do Uruguai no que tange aos sujeitos negros e suas associações observadas a partir dos seus membros como sujeitos coletivos. A estrutura é tomada como algo forte e com um grau de hierarquia perante a ação dos sujeitos, que por razões sociais foi moldada por ações desses, mas que parece ter se “emancipado” e adquirido vida fora deles. No entanto, as estruturas moldam as ações dos sujeitos e são moldadas por essas ações numa relação dialética. Dessa forma, as estruturas são tomadas enquanto processo que se dá a partir de relações sociais e não como algo estático. As relações sociais são responsáveis pela dinâmica histórica e sobre elas que se lança olhar a fim de captar a dinâmica da sociedade. Aqui as relações são destacadas no que tange às sociais que acionam a raça e que conduzem a análise da tese que desenvolvo centrada no processo de racialização.
2022-12-06T14:18:40Z
Silva, Fernanda Oliveira da
NZINGA MBANDI NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA: ASCENSÃO E LIDERANÇA NO REINO DO NDONGO E MATAMBA
Observaremos o modo como a rainha Nzinga Mbandi ascendeu em 1623 à liderança dos reinos de Ndongo e Matamba em discussões oriundas de obras que compõem a historiografia brasileira e que trabalham com a história das sociedades africanas. Para tanto, ressaltaremos o referencial bibliográfico e as fontes documentais utilizadas, especialmente a obra História Geral das Guerras Angolanas, do soldado português António de Oliveira de Cadornega. Problematizaremos o acesso ao corpus bibliográfico e documental, inferindo analiticamente em questões que sopesem descrições rígidas e literalizadas, que via de regra excluem as contextualizações e as distintas linguagens políticas empregadas na produção de uma obra, logo, de uma discussão historiográfica.
2022-12-06T14:18:40Z
Weber, Priscila Maria