RCAAP Repository

Relato de caso: implante transparietohepático de cateter de longa permanência para diálise

O implante transhepático de cateteres de diálise de longa permanência é um procedimento de exceção, utilizado para obter um acesso em pacientes com oclusão de veias centrais de membros superiores e inferiores. O caso descrito relata um paciente jovem, com história de 15 anos de diálise, que foi submetido no passado a um transplante renal sem sucesso. Esse paciente encontrava-se em urgência dialítica e oclusão comprovada de veias centrais de membros superiores e de veias ilíacas. Foi realizado o implante do cateter de longa permanência pelo acesso transparietohepático sob anestesia geral. A ponta do cateter foi posicionada ao nível do átrio direito. A diálise foi realizada satisfatoriamente no mesmo dia.

Year

2007

Creators

Nasser,Felipe Biagioni,Rodrigo Bruno Campos,Roberta Cristina Almeida Silva,Emanuella Galvão de Sales e Barros,Orlando Costa Burihan,Marcelo Calil Ingrund,José Carlos Neser,Adnan

Novas tecnologias, novas complicações: complicações após uso de novos dispositivos de selamento e de trombectomia arterial

Relatamos aqui um caso singular de complicação isquêmica, e também traumática, referente ao uso de dois novos dispositivos para utilização endovascular, ambos no mesmo paciente. Um é um dispositivo hemostático para selamento de punção (Angio-Seal®; - St. Jude Medical) e o outro, um cateter para trombectomia rotacional aspirativa percutânea (Rotarex®; - Straub Medical). Discutimos a indicação destes dispositivos em pacientes gravemente enfermos, com quadro de instabilidade hemodinâmica ou em estado de hipercoagulabilidade, associado à doença aterosclerótica femoral, por seu elevado potencial de complicações.

Year

2007

Creators

Ferreira,Marcelo Monteiro,Marcelo Abuhadba,Giafar Lanziotti,Luiz Capotorto,Luis Fernando

Anomalous formation of the portal vein: a case report

The knowledge about the formation and relations of the portal vein is important for surgeons and radiologists. The variations in the level of formation and the pattern of formation of portal vein might lead to confusions during radiological and surgical procedures. Here we present a rare variation in the formation of the portal vein as found during the cadaveric dissections. The portal vein was formed by the union of splenic vein, superior mesenteric vein and inferior mesenteric veins. The abnormal termination of left gastric vein into superior mesenteric vein before the formation of portal vein was also seen in the same cadaver. Identification of these variations is useful in managing traumatic rupture of the mesentery.

Year

2007

Creators

Gorantla,Vasavi Rakesh Potu,Bhagath Kumar Pulakunta,Thejodhar Vollala,Venkata Ramana Addala,Pavan Kumar Nayak,Soubhagya Ranjan

A produção científica do J Vasc Bras: conquistas e desafios

CONTEXTO: Sucessor da revista Cirurgia Vascular e Angiologia, o Jornal Vascular Brasileiro (J Vasc Bras) é o órgão científico oficial da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e vem, ao longo dos anos, progredindo e conquistando importantes metas. No entanto, tais conquistas remetem ao comprometimento ininterrupto capaz de manter um alto padrão de qualidade e implicam constantes desafios, não apenas para que novas conquistas aconteçam, mas também para que o mesmo se perpetue. OBJETIVO: Avaliar criticamente todas as publicações do J Vasc Bras nas versões impressas e/ou eletrônicas entre os anos de 2002 a 2007. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão sistemática sobre todas as publicações do J Vasc Bras, tanto impressas quanto eletrônicas, ocorridas no referido período. Os manuscritos foram subdivididos em 12 categorias e analisados em cinco aspectos, a saber: a) tipos de publicações; b) grandes áreas temáticas; c) níveis de evidências científicas; d) citações bibliográficas; e) países de origens das citações bibliográficas. Usaram-se os programas estatísticos SPSS®, versão 13.0 e Microsoft Excel® 2003 para as análises estatísticas. Não há conflito de interesse neste estudo. RESULTADOS: Foram avaliadas 26 edições e quase 400 manuscritos que se enquadraram em todos os níveis de evidências científicas, abrangendo desde editoriais, artigos originais, de revisão, consensos e/ou fóruns científicos e relatos de casos até cartas ao editor e resumos de trabalhos de conclusão. Os textos abordaram todas as grandes áreas temáticas da angiologia e cirurgia vascular, além da bioética, sociologia, filosofia e inovação tecnológica. No entanto, e apesar de uma paulatina mudança de paradigma, percebeu-se que os autores nacionais ainda deixam a desejar no que diz respeito à valorização da produção científica nacional e à do próprio J Vasc Bras, atitude que necessita ser repensada. CONCLUSÃO: Apesar de jovem, o J Vasc Bras vem galgando obstáculos e cumprindo seu papel, seja como órgão oficial da SBACV, seja como revista científica. Suas conquistas permitem deduzir que o mesmo está no caminho certo; entretanto, ainda existem desafios a vencer, particularmente em relação aos próprios autores nacionais, os quais, sem dúvida, foram e sempre serão parte de todas as conquistas. Mais do que estimular, a palavra de ordem é crescer, e de forma conjunta.

Year

2008

Creators

Costa-Val,Ricardo Sousa Filho,José Carlos Taveira de

Profilaxia da trombose venosa profunda: aplicação prática e conhecimento teórico em um hospital geral

CONTEXTO: Trabalho realizado na área de cirurgia vascular, porém relevante a todas as especialidades clínicas e cirúrgicas devido à importância clínica da trombose venosa profunda e sua principal complicação, a embolia pulmonar. OBJETIVOS: Verificar se a profilaxia para a trombose venosa profunda está sendo utilizada de forma adequada e rotineira em nosso serviço e avaliar o conhecimento dos médicos sobre as indicações de profilaxia medicamentosa. MÉTODOS: Foi realizado um estudo prospectivo com 850 pacientes internados de março a maio de 2007 no Hospital Geral de Roraima. Foram pesquisados fatores clínicos, medicamentosos e cirúrgicos. A estratificação de risco e a avaliação da profilaxia foram estabelecidas conforme a classificação recomendada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e o protocolo realizado por Caiafa em 2002. Os médicos responderam a um questionário e analisaram três casos clínicos hipotéticos. Os dados foram tabulados e analisados estatisticamente usando o programa de computador Epi-Info 2002®. RESULTADOS: Dos 850 pacientes estudados, 557 (66,66%) eram clínicos e 293 (33,34%) cirúrgicos. Do total, 353 pacientes (41,56%) foram classificados como baixo risco, 411 (48,32%) como médio risco e 86 (10,12%) como alto risco para desenvolver trombose venosa profunda. Dos 497 pacientes que necessitavam receber profilaxia medicamentosa para trombose venosa profunda, apenas 120 (24%) a receberam; destes, 102 (85%) a receberam de forma correta. Dos que não necessitavam de profilaxia, nenhum a recebeu. Os clínicos prescreveram mais e de forma mais correta a profilaxia em relação aos cirurgiões, apesar de estes terem demonstrado possuir um melhor conhecimento teórico do tema. No geral, o conhecimento teórico sobre trombose venosa profunda foi insuficiente. CONCLUSÕES: Em nosso serviço, a profilaxia medicamentosa da trombose venosa profunda é subutilizada em pacientes com indicação para recebê-la, tornando necessária a implementação de um programa de educação continuada sobre o tema.

Year

2008

Creators

Pereira,Cristiano Almeida Brito,Sérgio Soares de Martins,Antonio Sansevero Almeida,Christiany Moreira

Investigação da trombose venosa na gravidez

CONTEXTO: A trombose venosa profunda (TVP) na gravidez é fator determinante no aumento da morbidade e da mortalidade maternofetal. Pode ocorrer na presença de trombofilias, por compressão da veia cava inferior, estase venosa ou alterações hormonais. OBJETIVOS: Analisar pacientes grávidas e no pós-parto imediato portadoras de TVP em membros inferiores, pesquisar as possíveis causas de trombofilia e realizar revisão de literatura. MÉTODOS: Foram analisadas gestantes e puérperas encaminhadas por ginecologistas e obstetras com quadro clínico suspeito de TVP, de janeiro de 2004 a novembro de 2006, período em que foram realizados 24.437 partos no Hospital e Maternidade São Luiz (HMSL), sendo 89% cesarianas, 7,5% partos normais e 3,5% fórceps. Do total de pacientes encaminhadas com quadro clínico sugestivo, foram realizados 42 diagnósticos clínicos de TVP em gestantes com idade entre 21 e 39 anos, confirmados por duplex scan venoso. Imediatamente antes da introdução da terapia anticoagulante, foram colhidos exames para pesquisa de trombofilia, os quais foram repetidos após o período de tratamento. RESULTADOS: Das 42 pacientes portadoras de TVP, 32 eram primigestas (três gemelares sem alterações trombofílicas, duas por fecundação in vitro), oito secundigestas e duas tercigestas. Em quatro pacientes, a TVP ocorreu no primeiro trimestre da gestação (9,5%); em 11, no segundo trimestre (26,2%); em 27, no terceiro trimestre (64,3%). Dos 42 casos de diagnóstico de TVP, 18 (42,8%) ocorreram nas veias infrapatelares. Houve um caso de tromboembolismo pulmonar (TEP) em paciente de 37 anos que havia realizado fecundação in vitro, com gestação gemelar, e TVP (ausência de trombofilia) diagnosticada após a cesariana. Das 42 pacientes, 16 (38,1%) tiveram a causa da TVP estabelecida, com prevalência de mutação heterozigótica do fator V de Leiden (FVL) em seis pacientes (14,2%), seguida pela síndrome antifosfolípide e outras. A maioria das pacientes foi tratada com heparina de baixo peso molecular. CONCLUSÃO: A TVP na gravidez, apesar de sua baixa freqüência, aumenta consideravelmente a morbidade maternofetal. A pesquisa de trombofilia deve ser realizada em casos selecionados, tais como antecedentes pessoais ou familiares de fenômenos trombóticos e/ou trombofilia. A gestação gemelar, a cesariana e a inseminação artificial também foram fatores predisponentes para a ocorrência de TVP.

Year

2008

Creators

Kalil,Jorge Agle Jovino,Marco Antonio C. Lima,Marcelo Arriaga de Kalil,Renato Magliari,Maria Elisa Ruffolo Di Santo,Marcelo K.

Tratamento endovascular de aneurisma de artéria poplítea

CONTEXTO: Dos aneurismas periféricos, o da artéria poplítea é o mais freqüente, correspondendo a 70 a 80% dos casos. O tratamento cirúrgico convencional consta de exclusão do aneurisma e interposição de enxerto em ponte ou de ressecção parcial ou total do aneurisma e reconstrução arterial com enxerto em continuidade. O tratamento endovascular surgiu como uma alternativa ao reparo convencional. OBJETIVO: Avaliar o uso de endoprótese para o tratamento endovascular do aneurisma de artéria poplítea. METODOLOGIA: Num total de 17 pacientes, todos do sexo masculino, 11 foram tratados por técnica endovascular, utilizando-se próteses Hemobahn e Viabahn. RESULTADOS: Um paciente apresentou pseudo-aneurisma no pós-operatório imediato. Dentre as complicações tardias, um paciente apresentou endoleak distal da prótese após 7 meses, e houve oclusão da endoprótese em outro. Os nove pacientes restantes apresentaram controle de eco-Doppler satisfatório aos 20 meses, resultando em uma perviedade primária de 90% em um período médio de 27 meses de seguimento. CONCLUSÃO: O tratamento endovascular para aneurisma de artéria poplítea é factível e apresenta algumas vantagens em relação ao tratamento aberto, como menor tempo de internação e de recuperação.

Year

2008

Creators

Thomazinho,Fernando Silvestre,Jose Manoel da Silva Sardinha,Wander Eduardo Motta,Fernando Perozin,Igor Schincariol Morais Filho,Domingos de

Os clientes e a avaliação pré-operatória ambulatorial

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A avaliação pré-operatória vem sendo realizada com maior freqüência pelo anestesiologista. O objetivo deste trabalho foi pesquisar de forma transversal a satisfação de clientes externos e internos do serviço de avaliação pré-operatória ambulatorial do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre (APOA). MÉTODO: Foi feita aplicação de questionários para verificar a satisfação de clientes externos (pacientes) antes e após consulta e clientes internos (anestesiologistas e cirurgiões), durante um mês. RESULTADOS: Os pacientes apresentaram um grau de satisfação de 99%, os anestesiologistas 97% e os cirurgiões 76%. CONCLUSÕES: As principais dificuldades ocorreram e foram salientadas no contexto das sugestões dos clientes, principalmente na organização logística das etapas do processo e na aceitação de condutas pré-operatórias embasadas em evidências clínico-epidemiológicas por parte dos demais anestesiologistas.

Year

2003

Creators

Oliveira,Alexandre Roth de Mendes,Florentino Fernandes Oliveira,Maurício

Alergia ao látex

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O látex, (cis 1,4 polyisoprene) está muito presente no dia-a-dia do anestesiologista. Os primeiros relatos de alergia ao látex datam de 1933. A sensibilidade ao látex na população de anestesiologistas é de 12,5% a 15,8%. A incidência de sensibilidade ao látex aumenta muito em grupos específicos, podendo produzir reações graves e até mesmo fatais. O objetivo desse estudo foi realizar uma revisão bibliográfica sobre o assunto, abordando este tema de interesse para o anestesiologista, considerando diagnóstico, prevenção e tratamento da alergia ao látex. CONTEÚDO: Os estudos sobre a prevalência das reações alérgicas ao látex variam muito conforme a população estudada e os métodos utilizados para estabelecer a sensibilidade ao antígeno. Mesmo com estas variações, existem alguns grupos em que o risco é elevado, particularmente em pacientes com distúrbio na formação do tubo neural. As manifestações clínicas variam desde dermatite de contato até anafilaxia e óbito. O diagnóstico precoce com pesquisa de IgE pode prevenir as reações de hipersensibilidade. CONCLUSÕES: É de extrema importância o diagnóstico precoce da alergia ao látex. A abordagem desses pacientes em ambientes livres de látex evitam a sensibilização e evolução muitas vezes para quadros dramáticos.

Year

2003

Creators

Allarcon,Jorge Barrios Malito,Maurício Linde,Herman Brito,Marcos Euder Mendonça

Uso de dexmedetomidina em anestesiologia

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina é um novo agonista alfa2-adrenérgico que apresenta relação de seletividade entre os receptores alfa2:alfa1 de 1600:1, com importante ação sedativa e analgésica, bom controle hemodinâmico frente ao estresse e que pode produzir, por si só, anestesia. Este agente tem sido empregado para promover analgesia e sedação no período pós-operatório e nas unidades de tratamento intensivo. Devido à suas propriedades, recentemente, a dexmedetomidina passou a ser utilizada também na sala de operações, como fármaco coadjuvante em anestesia. Assim, este artigo faz uma revisão da literatura com relação ao uso da dexmedetomidina na prática anestésica. CONTEÚDO: São apresentados os principais trabalhos com o emprego da dexmedetomidina em Anestesiologia, seja como medicação pré-anestésica, ou durante o ato anestésico-cirúrgico. O mecanismo de ação dos fármacos alfa2-agonistas e as propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas da dexmedetomidina também são revistos neste artigo. CONCLUSÕES: O uso da dexmedetomidina como medicação pré-anestésica, durante anestesia, ou no período pós-operatório, promove boa estabilidade hemodinâmica. Há redução do consumo de anestésicos durante a anestesia. Os pacientes sedados com a dexmedetomidina podem ser despertados, quando solicitados, e tornarem-se cooperativos. Mesmo doses elevadas do fármaco não provocam depressão respiratória. Bradicardia é um efeito adverso observado com freqüência, problema amenizado pela administração lenta da droga. Assim, a dexmedetomidina torna-se importante recurso adicional para a prática clínica da Anestesiologia, com possibilidade de uso em diversos tipos de pacientes e procedimentos cirúrgicos.

Year

2003

Creators

Villela,Nivaldo Ribeiro Nascimento Júnior,Paulo do

Avaliação pré-operatória do pneumopata

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As complicações pulmonares são as causas mais freqüentes de morbimortalidade pós-operatória, especialmente nos pneumopatas. Por essa razão, esses pacientes devem ser criteriosamente avaliados e preparados no pré-operatório, tanto do ponto de vista clínico como laboratorial. O objetivo da presente revisão é determinar o risco cirúrgico e estabelecer condutas pré-operatórias para minimizar a morbimortalidade per e pós-operatórias, nos portadores de doenças respiratórias. CONTEÚDO: As principais repercussões do ato anestésico-cirúrgico na função pulmonar foram relatadas. Da mesma forma, procurou-se selecionar os pacientes de maior risco, envolvidos ou não em ressecção pulmonar. Para esse fim, utilizou-se da propedêutica clínica e laboratorial. Finalmente, foi apresentada uma proposta de algoritmo pré-operatório para os procedimentos com ressecção pulmonar. CONCLUSÕES: O portador de doença respiratória, especialmente as de evolução crônica, necessita ser rigorosamente avaliado no pré-operatório. A classificação do estado físico (ASA) e o índice de Goldman são fatores de previsão de risco importantes nos pneumopatas não-candidatos à ressecção pulmonar. Somando-se a esses critérios, nos candidatos à ressecção pulmonar, o VO2 max, o VEF1e capacidade de difusão estimados para o pós-operatório, são imprescindíveis, em algumas situações. Os beta2-agonistas e corticóides devem ser considerados nos pré-operatórios desses pacientes.

Year

2003

Creators

Ramos,Gilson Ramos Filho,José Pereira,Edísio Junqueira,Marcos Assis,Carlos Henrique C.

As nove premissas anestesiológicas da Bíblia

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os autores fazem uma análise histórica de nove premissas inerentes à prática anestésica que já estão referenciadas na Bíblia há mais de 3.000 anos (Velho Testamento). Drogas anestésicas e adjuvantes, pacientes, atitudes e técnicas do anestesiologista são discutidas à luz da Bíblia e da ciência moderna. CONTEÚDO: Para facilitar a compreensão, as nove premissas estudadas estão correlacionadas com o livro citado da Bíblia: I - Jeová, o pioneiro da anestesia inalatória - Gên 2; II- Efeito hipnótico e amnéstico do álcool - Prov. 20, Gên. 19, Marc. 15; III - O Caos e a Cronobiologia relacionados à Anestesia - Gên. 1, Ecles. 3; IV - A Estereoisomeria dos anestésicos - Ecles. 42, Gên. 1; V - A ressuscitação cardiorrespiratória realizada por Elias e Eliseu - Gên. 2; Reis III 17, Reis IV 4; VI - A tocoanalgesia - Gên. 3, Apoc. 12, Gên. 35 e morte materna pós-parto de Raquel - Êx. 1; VII - A "proibição de comer" ou transfundir sangue na testemunha de Jeová - Lev. 7,17; VIII - A acidose no tratamento de convulsão epiléptica - Mat. 17; IX - Da morte na cruz por choque hipovolêmico - Marc. 15, João 19. CONCLUSÕES: De acordo com as premissas anestésicas discutidas, a leitura da Bíblia sem a ótica fundamentalista mostra não haver incompatibilidade entre religião, ciência e anestesia, exceto a interpretação da testemunha de Jeová sobre o Levítico, acreditando na perda da vida eterna porque o sangue transfundido é uma comida impura proibida por Jeová.

Year

2003

Creators

Vale,Nilton Bezerra do Delfino,José

Alterações eletroneurofisiológicas em anestesia com sevoflurano: estudo comparativo entre pacientes saudáveis e pacientes com paralisia cerebral

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Estudos avaliando a farmacodinâmica de drogas anestésicas em Paralisia Cerebral (PC) são escassos. O objetivo deste estudo foi comparar a resposta eletroneurofisiológica de pacientes normais e com PC à anestesia com sevoflurano, utilizando o EEG bispectral (BIS) e potencial evocado somatossensitivo de curta latência (PESS) como técnica de monitorização do grau de profundidade anestésica. MÉTODO: Foram selecionados 24 pacientes de 3 a 18 anos, candidatos a cirurgias na Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor, divididos em 2 grupos: 1. PC - 12 crianças com PC tipo espástica; 2. Controle (C) - 12 crianças sem doença do SNC. A anestesia foi realizada com sevoflurano associado a N2O a 60% em ventilação assistida. As variáveis BIS e ondas N9, N13, N19 e P/N 22 do PESS - latência e amplitude - foram avaliadas nas frações expiradas de sevoflurano (FEsev) de 1,2 e 2,5% (0,5 e 1 CAM). Foram monitorizadas a temperatura e a P ET CO2. Para análise foram utilizadas média e desvio-padrão para o BIS, e média da variação percentual dos valores de latência e amplitude das ondas do PESS, nas duas concentrações do anestésico. RESULTADOS: Não houve diferença de sexo, idade, peso e temperatura entre os grupos. Sob efeito da anestesia, os valores de BIS foram mais reduzidos no grupo PC, sendo a diferença entre os grupos estatisticamente significante com a FEsev 2,5% (30,3 x 37,5; p < 0,05). O aumento percentual da latência das ondas do PESS foi maior no grupo PC. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem um efeito depressor maior do anestésico no grupo com PC, sendo esta diferença captada pelo BIS e PESS.

Year

2003

Creators

Mello,Sérgio Silva de Saraiva,Renato Ângelo

Anestesia peridural contínua com ropivacaína a 0,2% associada a anestesia geral para cirurgia do abdômen superior em crianças

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Técnicas anestésicas têm sido empregadas em pacientes pediátricos para vários tipos de cirurgias, apresentando entre outras vantagens, a analgesia pós-operatória. O objetivo deste estudo foi avaliar o ritmo de infusão de propofol e a recuperação pós-anestésica de crianças submetidas à cirurgia abdominal alta sob anestesia peridural torácica com ropivacaína a 0,2%, associada à anestesia geral com propofol ou propofol mais sufentanil. MÉTODO: Vinte e seis crianças ASA I, II e III, com idades entre 0 e 4 anos, submetidas à cirurgia abdominal alta foram selecionadas para anestesia peridural torácica (T7-T8) com ropivacaína a 0,2% (1,5 ml.kg-1). Foram divididas aleatoriamente em dois grupos: Propofol (infusão de propofol) e Sufentanil (infusão de propofol mais sufentanil 1 µg.kg-1). Os ritmos de infusões de propofol foram de 20 e 10 mg.kg-1.h-1 nos grupos Propofol e Sufentanil, respectivamente, ajustadas de modo a manter a pressão arterial cerca de 20% dos valores pré-indução e interrompidas 10 a 15 minutos antes do final estimado da cirurgia. A recuperação pós-anestésica foi avaliada através de uma escala modificada de Aldrete-Kroulik e a sedação avaliada através de uma escala de 5 pontos. RESULTADOS: Duas crianças de cada grupo foram excluídas por problemas técnicos. O ritmo de infusão foi significativamente menor no grupo Sufentanil em relação ao grupo Propofol durante 100 minutos após o início da cirurgia. Os tempos para extubação e transferência para a sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) foram significativamente menores no grupo Propofol, porém a intensidade e a duração da sedação foram maiores nesse grupo em relação ao grupo Sufentanil. Os escores de recuperação foram similares nos dois grupos. Após 3 horas na SRPA, todos pacientes haviam atingido os critérios para transferência para as enfermarias. Hipotensão arterial transitória foi observada em 2 pacientes do grupo Sufentanil. CONCLUSÕES: A combinação da anestesia peridural torácica contínua com ropivacaína a 0,2% (1,5 ml.kg-1) associada à infusão de propofol promove anestesia efetiva e segura para cirurgias abdominais altas em crianças. O ritmo de infusão de propofol e o tempo de sedação foram reduzidos com a adição de sufentanil.

Year

2003

Creators

Klamt,Jyrson Guilherme Garcia,Luis Vicente Stocche,Renato Mestriner Reis,Marlene Paulino dos

Estudo comparativo entre bupivacaína a 0,5% e mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% em anestesia peridural

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) vem sendo empregada pela sua propriedade anestésica com menor toxicidade do que a bupivacaína racêmica. O objetivo deste estudo é comparar a bupivacaína a 0,5% com a mistura enantiomérica de bupivacaína a 0,5% (S75-R25) em anestesia peridural. MÉTODO: Foram incluídos no estudo 44 pacientes divididos em dois grupos (n=22) denominados de Bupivacaína e S75-R25. Os pacientes foram medicados com midazolam por via venosa. A anestesia peridural foi realizada no espaço L3-L4 ou L2-L3, e administrado 16 a 24 ml da solução do anestésico local. O grupo Bupivacaína recebeu bupivacaína a 0,5% com vasoconstritor. O grupo S75-R25 recebeu a mistura enantiomérica de bupivacaína a 0,5% com vasoconstritor. Foram avaliados a temperatura do membro inferior antes e após o bloqueio peridural, o tempo de latência do bloqueio, o tipo de alteração referida pelo paciente, possíveis falhas sensoriais, nível sensorial metamérico e o grau de bloqueio motor. Na sala de recuperação pós-anestésica, foi anotado o tempo de requisição do primeiro analgésico. RESULTADOS: Fizeram parte da avaliação final 41 pacientes. Os grupos foram demograficamente semelhantes. A dose per-operatória de midazolam, o volume de anestésico local por via peridural, o tempo de latência para a instalação do bloqueio, falhas sensoriais a picada da agulha, temperatura do membro inferior nos diferentes tempos, o tipo de sensação parestésica, e o nível anestésico em dermátomos foram semelhantes entre os grupos. O grau de bloqueio motor foi mais intenso para o grupo Bupivacaína, comparado ao grupo S75-R25 (p = 0,0117). O tempo para requisição do primeiro analgésico no período pós-operatório foi superior para o grupo S75-R25, comparado ao grupo Bupivacaína (596 ± 436 minutos versus 463 ± 270 minutos, respectivamente; p = 0,04572). A incidência de efeitos adversos foi semelhante entre os grupos. CONCLUSÕES: A mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) apresentou maior tempo analgésico e menor grau de bloqueio motor, comparada com a solução de bupivacaína racêmica.

Year

2003

Creators

Gonçalves,Rosane Fossatti Lauretti,Gabriela Rocha Mattos,Anita Leocádia de

Estudo comparativo entre bupivacaína a 0,5%, mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e ropivacaína a 0,75% associadas ao fentanil em anestesia peridural para cesarianas

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Estudos clínicos com enantiômeros levógiros dos anestésicos locais demonstraram maior segurança em função de menor cardiotoxicidade. Este estudo visou avaliar a qualidade da anestesia e as repercussões maternas e fetais com o emprego da bupivacaína a 0,5%, com a mistura enantiomérica da bupivacaína (S75-R25) a 0,5% e com a ropivacaína a 0,75% associadas ao fentanil, por via peridural em cesarianas. MÉTODO: Foram avaliadas 90 gestantes, estado físico ASA I, submetidas à cesariana eletiva sob anestesia peridural e divididas em 3 grupos: no grupo I receberam 23 ml de bupivacaína a 0,5% com epinefrina; no grupo II receberam 23 ml da mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% com epinefrina e no grupo III receberam 23 ml de ropivacaína a 0,75%. Associaram-se 2 ml de fentanil aos anestésicos locais. Foram avaliados: tempo de latência, duração da analgesia, grau de bloqueios motor e sensitivo, tempos de histerotomia e delivramento, relaxamento muscular e qualidade da anestesia, alterações hemodinâmicas e respiratórias maternas, presença de efeitos colaterais e vitalidade dos recém-nascidos através do índice de Apgar e da gasometria do cordão umbilical. RESULTADOS: Não houve diferença entre os grupos, exceto na qualidade da anestesia. Nos grupos com predominância da fração levógira foi clinicamente inferior, havendo necessidade de complementação da anestesia em 3 casos. A duração da analgesia foi maior no grupo da ropivacaína. CONCLUSÕES: A mistura enantiomérica (S75-R25) da bupivacaína a 0,5% e a ropivacaína a 0,75% por via peridural proporcionaram boas condições, tanto quanto a bupivacaína a 0,5%, para a realização do ato anestésico-cirúrgico. As repercussões nos neonatos mostraram que os agentes anestésicos foram igualmente seguros.

Year

2003

Creators

Côrtes,Carlos Alberto Figueiredo Oliveira,Amaury Sanchez Castro,Luis Fernando Lima Cavalcanti,Franz Schubert Serafim,Maurício Marsaioli Taia,César Taia Filho,Siguero

Analgesia pós-operatória em cirurgia ortopédica: estudo comparativo entre o bloqueio do plexo lombar por via perivascular inguinal (3 em 1) com ropivacaína e a analgesia subaracnóidea com morfina

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do plexo lombar pelo acesso perivascular inguinal, chamado de bloqueio 3 em 1, tem sido utilizado para analgesia pós-operatória. O objetivo deste estudo foi comparar a analgesia pós-operatória do bloqueio 3 em 1 a da morfina subaracnóidea em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas em membro inferior (MI). MÉTODO: Foram estudados 40 pacientes escalados para cirurgia ortopédica de MI, de ambos os sexos, estado físico ASA I e II, com idades entre 15 e 75 anos, distribuídos em 2 grupos (M e BPL). Foi realizada anestesia subaracnóidea em todos os pacientes, em L3-L4 ou L4-L5, com 20 mg de bupivacaína isobárica a 0,5%. No grupo M (n = 20) foi associado 50 µg de morfina ao anestésico local. No grupo BPL (n = 20) foi realizado o bloqueio 3 em 1 ao término da cirurgia, utilizando 200 mg de ropivacaína a 0,5%. Avaliou-se a analgesia e a intensidade da dor às 4, 8, 12, 14, 16, 20 e 24 horas após o término da cirurgia, o nível do bloqueio subaracnóideo, o tempo cirúrgico e as complicações. RESULTADOS: A duração da analgesia no grupo BPL foi de 13,1 ± 2,47, enquanto no grupo M todos os pacientes referiam dor e ausência de bloqueio motor no primeiro instante avaliado (4 horas). Houve falha do bloqueio de um dos 3 nervos em 3 pacientes. A incidência de náusea e prurido foi significativamente maior no grupo M. Quanto à retenção urinária, não houve diferença significante entre os grupos. Não houve depressão respiratória, hipotensão arterial ou bradicardia. A analgesia pós-operatória foi mais efetiva no grupo BPL, comparada ao grupo M às 4, 8, 12,14 e 16 horas. Às 20 e 24 horas não houve diferença significante entre os grupos. CONCLUSÕES: A analgesia pós-operatória proporcionada pelo bloqueio 3 em 1 apresentou efeitos colaterais inferiores à morfina subaracnóidea com tempo de analgesia semelhante.

Year

2003

Creators

Fonseca,Neuber Martins Ruzi,Roberto Araújo Ferreira,Fernando Xavier Arruda,Fabrício Martins

Dexmedetomidina associada a propofol em sedação durante anestesia local para cirurgia plástica

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina é um novo agonista alfa2-adrenérgico com propriedades potencialmente úteis em anestesia. Este estudo comparativo tem por finalidade observar os efeitos da dexmedetomidina sobre o consumo de propofol e a evolução dos parâmetros cardiovasculares e respiratórios, quando incluída em técnica de sedação durante anestesia local em cirurgia plástica. MÉTODO: Participaram do estudo 40 pacientes do sexo feminino com idades entre 16 e 60 anos, estado físico ASA I ou II, submetidas a cirurgias plásticas eletivas sob anestesia local. Foram distribuídas aleatoriamente em dois grupos de vinte: C (controle) e D (dexmedetomidina). Em ambos, a sedação foi obtida com propofol na dose em bolus inicial de 1 mg.kg-1 seguida de infusão contínua em velocidade ajustada para se obter grau de sedação consciente. No grupo D, as pacientes receberam infusão venosa contínua de dexmedetomidina à velocidade de 0,01 µg.kg-1.min-1, concomitante com a de propofol. Foram avaliados: efeito da dexmedetomidina sobre o consumo de propofol; variação dos parâmetros cardiovasculares (PAS, PAD, PAM, FC) e respiratórios (SpO2, P ET CO2); qualidade do controle do sangramento per-operatório e características da recuperação pós-anestésica. RESULTADOS: A velocidade média de infusão de propofol foi menor no grupo D (35,2 ± 5,3 µg.kg-1.min-1) do que no grupo C (72,6 ± 8,5 µg.kg-1.min-1). Os valores médios de PAS, PAD e PAM decresceram em relação ao inicial, a partir dos 30 minutos, no grupo D, mantendo-se a seguir estáveis até o final; no grupo C, aumentaram. A FC manteve-se estável no grupo D e aumentou a partir dos 30 minutos no grupo C. O tempo médio para obedecer ao comando de "abrir os olhos" foi menor no grupo D (6,3 ± 2,5 min) em relação ao C (8,9 ± 2,7 min). O controle do sangramento per-operatório foi superior no grupo D em relação ao C. CONCLUSÕES: O emprego da dexmedetomidina associada ao propofol apresenta as seguintes vantagens: redução do consumo de propofol, estabilidade dos parâmetros cardiovasculares, controle adequado do sangramento per-operatório, ausência de efeito importante sobre a ventilação.

Year

2003

Creators

Nociti,José Roberto Serzedo,Paulo Sérgio Mateus Zuccolotto,Eduardo Barbin Sebben,Fabiana Gonzales,Raul F.