Repositório RCAAP

Revascularização do miocárdio no paciente octogenário: 15 anos de observação

Com o objetivo de avaliar a mortalidade hospitalar atual e comparar a evolução da revascularização convencional do miocárdio nos pacientes octogenários, tratados evolutivamente de Janeiro/1978 a Janeiro/ 1993, no InCór, foram analisados, retrospectivamente, todos os pacientes operados no período. Dos 47 pacientes, 35 (74,46%) eram do sexo masculino e 12 (25,53%) do sexo feminino. A média de idade foi igual a 81,85 (80 a 88) anos. A indicação operatória ocorreu devido ao quadro de angina instável em 29 (61,70%) pacientes, angina estável em 17 (36,17%) pacientes e em 1 (2,12%) paciente devido a dissecção de placa de ateroma quando da realização de angioplastia. As operações foram realizadas em caráter eletivo em 33 (70,21%) pacientes, em caráter de urgência em 10 (21,27%) paciéntese em caráter emergencial nos outros 4 (8,51 %). Os condutos utilizados foram a veia safena autógena em 41 (87,23%) pacientes e a artéria torácica interna pediculada em 6 (12,76%). A mortalidade hospitalar foi de 8,5% e as causas de óbito foram: encefalopatia anóxica, insuficiência respiratória, hemorragia digestiva e choque cardiogênico secundário a infarto agudo do miocárdio. O tempo médio de seguimento foi de 17,6 (1 a 75) meses. As causas de óbito tempo-relacionadas foram: neoplasias em 3 (27,27%) pacientes, infecção em 3 (27,27%) pacientes, acidente vascular cerebral em 2 (18,18%) pacientes, trombose mesentérica em 1 (9,09%) paciente, síndrome depressiva em 1 (9,09%) paciente e choque cardiogênico em 1 (9,09%). Analisando a sobrevida tempo-relacionada, observamos que nos 3 últimos períodos: 91,92 e Janeiro/93 a mortalidade caiu para zero. A grande maioria dos pacientes estava livre de angina e de sinais e/ou sintomas de insuficiência cardíaca. Concluímos que a revascularização convencional do miocárdio representa boa alternativa terapêutica para o paciente octogenário portador de doença arterial coronária, não só devido ao risco operatório decrescente, como também à redução/abolição dos sintomas, melhorando a qualidade e/ou a expectativa de vida.

Ano

1993

Creators

Iglézias,José Carlos R Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Ferreira de Ramires,José Antônio F Oliveira,Sérgio Almeida de Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Ectopia "cordis": relato de 2 casos operados. Discussão do manuseio cirúrgico e revisão da literatura

A ectopia "cordis" verdadeira é uma doença congênita, rara e caracterizada pela presença do coração fora do tórax, havendo, como principal característica, a ausência das camadas que o recobrem. Na grande maioria dos pacientes portadores da ectopia "cordis" verdadeira existe associação de defeitos intracardíacos complexos. No presente trabalho, os autores relatam sua experiência com 2 casos operados, na Unidade de Tratamento Cardiotorácico - UNITÓRAX - do Real Hospital Português do Recife, bem como discutem o manuseio cirúrgico e fazem uma revisão da literatura.

Ano

1993

Creators

Escobar,Mozart Lima,Ricardo de Carvalho França,Nadja Arraes Belém,Haydee Schmidt,Eugênia Souza,Maria P Alecrim,Roberto Santa,Renato Della Mello,Nereide Granja,Luiz G Pontes,Joel

Acotovelamento de enxerto de artéria torácica interna na revascularização do miocárdio: relato de caso

Os autores apresentam caso de revascularização do miocárdio, complicado por acotovelamento da artéria torácica interna esquerda, tratado com sucesso.

Ano

1993

Creators

Lourenção Jr,Artur Iglézias,José Carlos R Dallan,Luís Alberto Pereira,Ana Nery R Oliveira,Sérgio Almeida de Jatene,Adib D

Dez anos de experiência com artéria torácica interna direita através do seio transverso na revascularização da artéria circunflexa e seus ramos

No período de abril de 1983 a novembro de 1993, 185 pacientes foram submetidos à revascularização do miocárdio utilizando-se a artéria torácica interna direita (ATI D) através do seio transverso do pericárdio, associada a artéria torácica interna esquerda (ATIE) e a pontes de veia safena (PVS). A ATIE foi anastomosada nos ramos descendente anterior e diagonais, enquanto que a ATID foi anastomosada por via retro-aórtica para a artéria circunflexa, ramos marginais ou diagnonais. Cento e quarenta e quatro pacientes eram do sexo masculino e 41 do feminino. A idade variou de 35 a 68 anos (média de 49,8 anos). Cento e vinte e três pacientes tinham doença triarterial, 41 bilateral e 15 lesão de tronco de coronária esquerda isolada ou associada a outras lesões coronarianas. A média de ramos coronarianos revascularizados foi de 2,9 por paciente com uma variação de 2 a 6 enxertos, sendo 73,4% com as ATIE e ATID e 26,5% com PVS. A mortalidade imediata foi de 3,2% (seis casos). As causas de óbito foram; fibrilação ventricular em 3 pacientes, úlcera perfurada em 1, hemorragia digestiva alta em 1 e acidente vascular cerebral em 1. A morbidade hospitalar incluiu: reoperações em 6 casos (3,2%), infarto do miocárdio em 5 (3%), alterações respiratórias em 8 (4,3%), alterações gastrointestinais em 2 (1 %), alterações de parede torácica em 5 (3%) e acidente vascular cerebral em 1 (0,5%). O seguimento pós-operatório variou de 6 a 127 meses, tendo sido localizados 85% dos pacientes. Seis pacientes (3,8%) foram a óbito tardiamente e as causas foram: edema agudo de pulmão em 1 caso, insuficiência renal em 1, acidente vascular cerebral em 1 e em 3 não foi possível a sua identificação. A sobrevida atuarial foi de 95,1% em 1 ano, 89,4% em 5 anos e 87,6% em 10 anos de seguimento. Dos pacientes seguidos tardiamente, 123 (81%) estavam em classe funcional I e 34 (19%) estavam em classe funcional II. Seis pacientes foram submetidos a angioplastia, 7 apresentaram infarto do miocárdio não fatal e 1 paciente foi reoperado por oclusão das duas artérias torácicas internas. Foram realizados 69 cateterismos pós-operatórios, sendo 38 imediatos e 31 tardios, num período que variou de 3 a 120 meses (média de 51,6 meses). No período pós-operatório imediato, ATIE estava pérvia em 37 casos (97%) e a ATID em 36 (95%). No reestudo tardio, a ATIE estava pérvia em 30 pacientes (97%) e a ATID em 29 (92,7%). A análise atuarial mostrou que a percentagem de casos que apresentavam a ATIE pérvia foi de 97,6% em 1 ano e de 93,8% aos 5-10 anos de seguimento, enquanto que a incidência de casos em que a ATID estava pérvia foi de 92,1% em 1 ano e de 84,1% em 5 e 10 anos. Os resultados apresentados mostram que a revascularização de ramos da artéria coronária esquerda com as ATI E e ATI D proporciona aos pacientes uma boa evolução tardia, em decorrência da baixa incidência de eventos cardíacos durante o período estudado. A alta incidência de enxertos pérvios em 10 anos, com a utilização da ATID posicionada através do seio transverso, sugere que esta opção técnica deve ser sempre lembrada na revascularização da artéria circunflexa e seus ramos.

Ano

1993

Creators

Gerola,Luís Roberto Puig,Luiz B Moreira,Luiz Felipe P Gemha,Guilherme P Cividanes,Gil Vicente I Santos,Rosângela C. M Oppi,Egle C

Reconstrução geométrica do ventrículo esquerdo: avaliação intraoperatória por ecocardiograma transesofágico

O tratamento cirúrgico do aneurisma do VE teve seus resultados incrementados com a aplicação do princípio da reconstrução da geometria da cavidade do VE através da aplicação de diferentes técnicas cirúrgicas. No auxílio da avaliação imediata dos resultados da cirurgia, além dos parâmetros hemodinâmicos, a ecocardiografia transesofágica vem se mostrando um método útil e eficiente. No período de julho/91 a janeiro/92, 22 pacientes consecutivos portadores de aneurisma de VE foram operados, sendo 20 masculinos com idade variando de 35 a 72 anos (57,1a). Dois grupos foram individualizados, sendo o grupo 1 (GI) composto por 11 pacientes que, além do tratamento do aneurisma de VE, receberam revascularização para outro território coronariano além da descendente anterior (DA) e GII com 11 pacientes que corrigiram o aneurisma de VE e não revascularizaram outras coronárias, além da DA.. Todos os pacientes apresentavam ICC prévia á operação e 8 pacientes sintomas anginosos no GI e 3 no GII. Os dois grupos eram similares quanto a idade, sexo e presença de ICC. Todos os pacientes foram operados com auxílio de circulação extracorpórea (CEC) em hipotermia moderada e pinçamento intermitente de aorta, pelo mesmo cirurgião. A técnica cirúrgica empregada constou da reconstrução da geometria da cavidade do VE com aplicação de sucessivas plicaturas da região septal e ântero-apical, além da RM nos casos já citados. Não houve óbitos e, além de suporte hemodinâmico com drogas inotrópicas, 4 pacientes fizeram uso de balão intra-órtico, com boa evolução posterior. A avaliação ecocardiográfica foi realizada antes do início da CEC e após saída de CEC em quadro de estabilidade hemodinâmica. Vários parâmetros foram avaliados como: espessamento da parede inferior que no pré-CEC era 31 % no Gl e 28% no G11 e no pós-CEC mudou para 62% e 60% no G1 e G11 (p,05). A fração de ejeção variou de 24% e 26% em G1 e G11 no pré-CEC para 51 % e 53% em G1 e G11 no pós-CEC (p,05). O diâmetro diastólico variou de 66 e 64 mm em G1 e G11 no pré-CEC para 54 e 52 mm após a correção em G1 e G11 (p,05). Em conclusão, a técnica de reconstrução da geometria do VE se mostrou eficiente, confirmada por parâmetros hemodinâmicos e ecocardiográficos durante o intraoperatório.

Ano

1993

Creators

Jatene,Marcelo B Moraes,Álvaro Jatene,Fábio B Medeiros,Caio Rezende,Marcos V Dallan,Luís Alberto Jatene,Adib D

Rotura cardíaca após infarto agudo do miocárdio (IAM): uma complicação passível de correção cirúrgica?

Foram estudados 9162 pacientes atendidos no INCOR, com o diagnóstico de IAM, de janeiro de 1983 a dezembro de 1993. Destes, 1,05% apresentaram rotura cardíaca de origem isquêmica como complicação do infarto miocárdico. A faixa etária média foi de 69,5 anos, predominando os pacientes de raça branca (93,75%) e do sexo feminino (55,3%). Os dados estudados incluíram história clínica, exames laboratoriais subsidiários, drogas utilizadas e achados cirúrgicos ou de necropsia. As roturas cardíacas foram classificadas, de acordo com a literatura, em agudas e sub-agudas. Observamos 72 casos de rotura miocárdica aguda com taxa de mortalidade de 98,6% e 24 casos de rotura sub-aguda com 41,6% de óbitos. Foram operados 4 pacientes na forma aguda e 15 na forma sub-aguda, resultando em 78,9% de sobrevida pósoperatória. Dos pacientes que receberam terapia trombolítica com sucesso 76,4% faleceram, enquanto que, dos pacientes tratados convencionalmente, esse número chegou a 86,1 %. Quando a terapia trombolítica foi administrada até 1 hora após o IAM, a mortalidade foi de 33,3%, dentre 3 e 6 horas foi de 60% e após 6 horas foi de 100%. A rotura ocorreu após 5 dias do IAM somente em 5,9% dos pacientes que receberam trombolíticos, enquanto que nos pacientes submetidos à terapêutica convencional esse índice elevou-se para 40,5%. Concluímos pela gravidade e necessidade de atuação imediata nos pacientes com rotura cardíaca, mesmo nos casos sub-agudos, quando 30% dos pacientes com suspeita ecocardiográfica de expansão em área isquêmica transmural falecem. Nas roturas agudas, a situação é dramática e a sobrevida está associada a fatores logísticos. Em condições sub-agudas, entretanto, pode-se dispor de técnicas que dispensam suturas e circulação extracorpórea, constituindo um importante recurso para o tratamento dessa grave complicação do IAM.

Ano

1993

Creators

Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Almeida de Abreu Filho,Carlos Cabral,Richard H Jatene,Fábio B Pêgo-Fernandes,Paulo M Iglésias,José Carlos R Jatene,Marcelo B Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Tratamento do canal arterial persistente em neonatos prematuros: análise de 18 casos

A presente investigação tem o propósito de analisar, retrospectivamente, os resultados obtidos em 18 pacientes neonatos prematuros, submetidos a operação para oclusão da PCA, no período entre julho de 1990 e dezembro de 1993 (42 meses), sendo 12 (66,6%) pacientes do sexo feminino, com idade que variou entre 10 e 44 (20,8±8,3) dias, idade gestacional entre 26 e 28 (27,2±0,9) semanas. No dia da operação o peso dos pacientes esteve compreendido entre 700 e 1380 (985,8±181,6) gramas. A insuficiência respiratória aguda ocorreu em todos os pacientes sendo a principal indicação cirúrgica, estando em 6 (33,3%) pacientes associada à insuficiência cardíaca congestiva. A indometacina endovenosa foi utilizada no período pré-operatório em 9 (50%) pacientes na tentativa de se obter o fechamento farmacológico, sem sucesso, do canal arterial e apesar de não influenciar nos resultados pós-operatórios, apresentou como principal efeito secundário a redução significativa da diurese (p<0,001), que se normalizou após quatro dias do uso da droga. A técnica operatória empregada foi a toracotomia póstero-lateral esquerda trans-pleural com fixação de três ou quatro clipes metálicos para oclusão do canal arterial. O exame ecocardiográfico pré-operatório, realizado em 15 (83,2%) pacientes, mostrou que a relação entre o diâmetro do átrio esquerdo/aorta estava aumentada em todos os pacientes, sendo observado em 4 (22,2%) com até 30 dias da operação e apenas 1 (55%) paciente com quatro meses após a operação, evidenciando tendência de normalização da função cardíaca. Um (5,5%) paciente apresentou reabertura do canal arterial no pós-operatório imediato, sendo submetido à reoperação para ligadura do canal. Não foi observada diferença significativa no tempo necessário de intubação orotraqueal (IOT) (p=0,586) bem como do tempo de permanência com fração inspiratória de oxigênio (FIO2) < 40% e &gt; 40% < 60% no período pré e pós-operatório (p=0,841 e p=0,692, respectivamente), mas com redução significativa do tempo de permanência com FIO2 &gt; 60% (p=0,033). O período de internação hospitalar variou de 43 a 157 (96,0±24,8) dias. Não houve mortalidade operatória, observando-se ainda baixa morbidade com este método. As causas de óbito, no período pós-operatório, não estiveram relacionadas com o tratamento cirúrgico. Pode-se concluir que a ligadura cirúrgica da PCA, nos pacientes neonatos e prematuros, é método eficaz e seguro podendo ser praticado com baixa morbidade e mortalidade.

Ano

1993

Creators

Ciongoli,Wagner Fiorelli,Alfredo I Gaioto,Fábio A Busnardo,Fábio F Cruz,Luiz N. F Meira,Enoch B. S Bittar,Roberto Daniel Filho,Durval Anibal

Cirurgia conservadora da valva tricúspide na endocardite infecciosa

O comprometimento valvar direto do coração pela endocardite infecciosa, com indicação cirúrgica, tem sido classicamente tratada por excisão da valva e tecidos adjacentes comprometidos, associada ou não a implante de prótese. Dois casos de operação conservadora em endocardite infecciosa da valva tricúspide com 42 e 3 meses de evolução são descritos. Os autores discutem as vantagens de, quando possível, não retirar toda a valva tricúspide na endocardite bacteriana.

Ano

1993

Creators

Pomerantzeff,Pablo M. A Corso,Ricardo Barros Mansur,Alfredo José Auler Júnior,José Otávio C. Grinberg,Max Stolf,Noedir A. G Jatene,Adib D

Nova metodologia para ensino e ensaio de técnicas operatórias em cirurgia cardíaca

Utilizando-se os equipamentos e reproduzindo-se as instalações de um centro operatório, simulam-se todas as condições para operações com circulação extracorpórea (CEC). Estas são realizadas num manequim que tem peças anatômicas humanas frescas fixadas em suporte especialmente desenvolvido e colocado dentro da sua cavidade torácica. Os procedimentos são gravados em vídeo e projetados em telão para o auditório, que mantém intercomunicação com a equipe cirúrgica. O sistema foi utilizado no XI Simpósio Internacional Unicór em julho de 1993, no 3º Congresso da SCICVESP em novembro de 1993 e no 21º Congresso Nacional de Cirurgia Cardíaca em março de 1994, com os seguintes procedimentos: Operação de Senning, Anastomose cavo-pulmonar, Operação de Jatene, Operação de Konno, Operação de Monaghian, Cardioplegia retrógrada, Ampliação do anel aórtico com retroplegia sanguínea normotérmica contínua, Ampliação simétrica do anel aórtico (Nova proposição técnica), Plastia da valva mitral, Substituição da valva mitral, Operação do labirinto, Desfibrilador implantável e Transplante cardíaco. O método, recebido com entusiasmo pela coletividade médico-cirúrgica, mostrou ser uma eficiente técnica de ensino e de ensaio de cirurgia cardíaca, permitindo: 1) perfeita reprodução de atos operatórios em ambientes coletivos; 2) excelente imagem dos procedimentos através da projeção de vídeo (telão); 3) melhora na capacidade de transmissão dos ensinamentos pela clareza do campo operatório e descontração da equipe cirúrgica; 4) interrupção da "operação", sem o risco das cirurgias habituais e à qualquer momento para esclarecimentos técnicos ou táticos; 5) formação de material didático de uso permanente (videoteca) de excelente qualidade; 6) realização das "operações" em cardiopatias congênitas ou adquiridas, através da criação de um arquivo de peças anatômicas congênitas ou adquiridas, congeladas; 7) antevisão da extensão desse procedimento a outras especialidades.

Plástica da valva mitral: resultados tardios de doze anos de experiência e evolução das técnicas

Foram estudados 301 pacientes, sendo 151 (50,2%) do sexo masculino, com idade variando de 3 meses a 79 anos (média de 37,96 com desvio padrão de 21,4 anos). A etiologia das lesões foi reumática em 128 (42,52%), degenerativa em 78 (25,91%), congênita em 21 (6,97%), isquêmica em 18 (5,98%), endomiocardiofibrose em 9 (2,99%), endocardite infecciosa em 8 (2,65%), valvulite crônica inespecífica em 5 (1,66%), e não definida em 34 (11,29%) pacientes. Duzentos e quatro (67,8%) pacientes apresentavam insuficiência mitral e 97 (32,2%) dupla lesão mitral. Cirurgia associada foi realizada em 45% dos pacientes sendo a mais freqüente a substituição da valva aórtica em 41 (13%) pacientes. As principais técnicas utilizadas foram: ressecção quadrangular da cúspide posterior em 97 (30,99%) pacientes, associada a deslizamento em 3, anel de Carpentier em 93 (29,71%), e tira posterior em 76 (24,28%) pacientes. Encurtamento de cordas tendíneas foi realizado em 56 pacientes e encurtamento de papilar em 6. A mortalidade imediata foi de 12 (3,9%) pacientes. Foram reoperados no pós-operatório imediato 3 (0,9%) pacientes por disfunção da plástica. As taxas linearizadas para tromboembolismo, morte, replastia e troca valvar mitral no pós-operatório tardio foram respectivamente 0,2%, 0,5%, 1,0% e 1,1 % pacientes/ano. A curva actuarial de sobrevida é de 83,6% em doze anos e a curva actuarial livre do evento reoperação é de 83%. Setenta e nove por cento dos pacientes encontram-se em classe funcional I (NYHA) no pós-operatório tardio (evolução de 10077 meses/pacientes). Podemos concluir que os pacientes submetidos a plástica da valva mitral apresentaram evolução satisfatória, e que o aprimoramento das técnicas com o passar dos anos tem contribuído para melhoria dos resultados.

Ano

1994

Creators

Pomerantzeff,Pablo M. A Brandão,Carlos M. A Monteiro,Ana Cristina M Nersessian,Ana Carolina Zeratti,Antonio E Stolf,Noedir A. G Barbero-Marcial,Miguel Oliveira,Sérgio A Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Substituição da valva mitral por aloenxerto valvar aórtico preservado em glutaraldeído

No período de setembro de 1984 a dezembro de 1992, 145 pacientes selecionados foram submetidos a substituição isolada de valva mitral, utilizando-se valvas aórticas de cadáver obtidas durante autopsia, processadas em glutaraldeído e montadas em suporte flexível de Celcon recoberto com Dacron. Os pacientes apresentavam idade média de 22,5 anos, variando de 5 a 77 anos e 79 (54,5%) pacientes tinham idade igual ou inferior a 15 anos. Operações cardíacas prévias haviam sido, realizadas em 26 (18%) pacientes e 20 (13,8%) deles eram portadores de biopróteses de porco, pericárdico bovino ou dura-máter calcificadas. A mortalidade hospitalar (30 dias) foi de 3 (2,1 %) pacientes. A evolução tardia coletou 709 pacientes-ano de seguimento total, correspondendo a um seguimento médio de 5 anos por paciente e máximo de 9 anos e 5 meses. Segmento completo foi obtido em 130 (91,5%) pacientes e parcial nos 12 pacientes restantes. Complicações relacionadas ao aloenxerto ocorreram em 48 pacientes, incluindo a fibrocalcificação, tromboembolismo, endocardite e escape para-valvar, correspondendo a uma incidência de 6,8% ± 0,9% por paciente-ano. A fibrocalcificação levando a disfunção valvar representou a principal complicação, presente em 37 pacientes com uma incidência de 5,2% ± 0,8% por paciente-ano. Todos os casos de calcificação ocorreram em pacientes com idade igual ou inferiora 15 anos, com um intervalo médio entre o implante valvar e a calcificação de 46 meses, variando de 14 a 100 meses. Reoperações foram realizadas em 44 pacientes com substituição da alobioprótese em 39, representando uma incidência de reoperações de 6,3% ± 0,9% por paciente-ano e uma incidência de substituição da alobioprótese de 5,5% ± 0,9% por paciente-ano. A principal causa da reoperação foi a calcificação, presente em 36 aloenxertos, sendo as outras causas representadas pela endocardite, escape para-valvar e insuficiência aórtica em valva natural. Ocorreram 15 óbitos tardios, representando uma mortalidade tardia de 2,1 % ± 0,5% por paciente-ano, porém apenas 3 óbitos estavam relacionados diretamente à alobioprótese, 10 à doença cardíaca (ICC, miocardiopatia e morte súbita) e 2 a outras causas (tuberculose e diabetes). A sobrevida atuarial em 10 anos foi de 82,9% ± 4,8%. A sobrevida atuarial em 10 anos livre de disfunção valvar devido a fibrocalcificação foi de 62,1 % ± 8,4% sendo de 100% para pacientes acima de 15 anos e 34,2% ± 11,2% para pacientes com idade igual ou inferior a 15 anos. Embora a fibrocalcificação tenha representado a principal complicação tardia ocorrida com as alobiopróteses levando a disfunção valvar e representando a principal indicação para reoperações no grupo pediátrico, sua incidência foi significativamente menor que a incidência relatada na literatura para pacientes pediátricos portadores de xenobiopróteses.

Ano

1994

Creators

Salles,Claudio A Buffolo,Ênio Andrade,José Carlos S Vieira,Gilberto Lino Borém,Paulo M Andrade Jr,Marcos A. M Mendonça,José Teles de Wanderley Neto,José

Cardiomioplastia: novo gerador da Biotronic

Na cardiomioplastia, a contração do músculo esquelético, submetido à estimulação elétrica sobre a parede ventricular dilatada, aumenta a função ventricular, que é dependente das condições prévias do coração e da doença de base. Um dos problemas principais que interfere no sucesso da substituição do músculo cardíaco é a estimulação sincrónica do miocárdio e o músculo esquelético. A estimulação desse músculo a longo prazo tem sido possível graças a eletrodos especiais associados à estimulação progressiva seqüencial, adaptando-o à função cardíaca, através da transformação gradual de fibras glicolíticas expostas à fadiga em oxidativas lentas altamente resistentes. O gerador de pulsos "Myos" (Biotronik) tem sido utilizado em nosso Serviço para estimulação elétrica do músculo grande dorsal em sincronização com o miocárdio. Esse tipo de cardiomioestimulador com circuito eletrônico e bateria de lítio armazena um programa de estimulação responsável por diferentes modos operacionais, adaptados por um programa de computação. Para a programação do cardiomioestimulador, o momento da sincronização do trem de pulso com a abertura da valva aórtica é de extrema importância. O modo M de alta velocidade é utilizado para avaliar este sincronismo. A avaliação clínica da cardiomioplastia tem como base os resultados obtidos de 32 pacientes, com idade de 22 a 72 anos (média = 46,2 anos). A maioria (72%) dos pacientes apresentou miocardiopatia dilatada por causa indeterminada, 24% de origem chagásica, 3% virótica e 3% por periparto. Os índices de mortalidade hospitalar e tardia foram ambos de 12,5% e de 3,1%, respectivamente, excluindo-se os chagásicos. A sobrevida atuarial foi de 81,3+-0,22% após 6 anos e de 94.4+-0,1 % após 5 anos, retirando-se os chagásicos. Os índices médios de diâmetros sistólico (55,1 mm), diastólico (70,7 mm), encurtamento segmentar (22,8%) e fração de ejeção (51,0%), referentes a seguimento médio de 14,2 meses, refletem que a cardiomioplastia pode ser efetiva na assistência do ventrículo esquerdo. A escolha do paciente parece ser a chave para o bom resultado operatório a curto e longo prazos.

Ano

1994

Creators

Braile,Domingo M Soares,Marcelo J. F Souza,Dorotéia R. S Schaldach,Max

Correção cirúrgica dos aneurismas da aorta: novo dispositivo que transforma qualquer tipo de prótese em prótese intraluminal

Os autores propõem o tratamento dos aneurismas da aorta com prótese intraluminal. É usado um novo dispositivo que transforma prótese de tipo, tamanho e diâmetro diferentes em prótese intraluminal, excluindo qualquer tipo de sutura para a fixação, e usando apenas uma ligadura circunferencial extravascular. Entre maio de 1989 e janeiro de 1993, 22 pacientes foram submetidos a aneurismectomia da aorta usando esta técnica: 12 pacientes com dissecção aguda da aorta tipo I e II de DeBAKEY, 1 paciente com dissecção aguda da aorta tipo III de DeBAKEY, 2 pacientes com aneurisma da aorta descendente, 2 pacientes com aneurisma da aorta toracoabdominal e 5 pacientes com aneurisma da aorta abdominal. Três pacientes evoluíram para o óbito no pós-operatório por acidente vascular cerebral, trombose mesentérica e infecção pulmonar, respectivamente. Os pacientes sobreviventes estão sendo seguidos trimestralmente em ambulatório e encontram-se assintomáticos. O uso do anel rígido sulcado de Delrin (R) simplifica a técnica cirúrgica, reduzindo o tempo de circulação extracorpórea e de parada cardíaca, dispensando o uso de hipotermia profunda e reduzindo o sangramento. Permite ainda o seu uso em qualquer local da aorta de maneira rápida, fácil e a baixo custo.

Ano

1994

Creators

Bernardes,Rodrigo de Castro Reis Filho,Fernando Antônio Roquette Castro,Atena Cipriano Rabelo,Walter Marino,Marcos Antônio Marino,Roberto Luiz Rabelo,Raul Correa

Bioprótese aórtica porcina "Stentless": acompanhamento clínico a médio prazo

O presente trabalho visa apresentar os resultados obtidos a médio prazo com o uso da prótese valvar aórtica porcina sem suporte "Stentless" Biocor. De maio de 1990 a dezembro de 1993,120 pacientes foram submetidos à troca de valva aórtica usando-se a prótese "Stentless", no Biocor Instituto de Belo Horizonte, Brasil. A idade dos pacientes variou de 11 a 76 anos (média: 36 anos), sendo 85 com menos de 40 anos. O sexo predominante foi o masculino com 69% dos casos. A seqüela de cardite reumática foi a etiologia mais freqüente (64 casos), seguida da disfunção de prótese aórtica (20), estenose aórtica congênita (11), endocardite em prótese aórtica (10), endocardite em valva aórtica (6), degeneração mixomatosa (5) e calcificação senil (4 casos). A técnica cirúrgica incluiu o uso de circulação extracorpórea com hipotermia moderada, cardioplegia cristalóide e aortotomia transversa dirigida para o seio de Valsalva não coronariano. A bioprótese foi implantada usando-se sutura contínua, interrompida, ou uma combinação das duas. A aortotomia foi ampliada com retalho de pericárdio bovino em 47 pacientes e outros procedimentos associados foram empregados em 30 casos. A mortalidade hospitalarfoi de 5%. Quatorze (11,6%) pacientes apresentaram complicações pós-operatórias, a maioriasem maiores problemas. No entanto, 5 (4,1 %) pacientes, operados no início da experiência, tiveram de ser submetidos a implante de marcapasso definitivo. Ocorreram seis óbitos tardios, todos não relacionados à bioprótese. Foram necessários quatro reoperações tardias, duas para correção de deiscência da sutura inferior e duas devido a endocardite bioprótese implantada. Estudos ecocardiográficos seriados realizados ao longo do seguimento tardio mostram função adequada com gradientes desprezíveis em todos os pacientes. A bioprótese encontra-se suficiente em 95.3% dos casos e nos demais, pequenos jatos de regurgitação sem significado hemodinâmico podem ser detectados. Concluímos que, a médio prazo, a bioprótese aórtica sem suporte, Biocor apresentou ótimos resultados clínicos e excelente desempenho hemodinâmico. Um seguimento mais longo ainda é necessário.

Ano

1994

Creators

Vrandecic,Mário O Gontijo Filho,Bayard Fantini,Fernando Antônio Silva,João Alfredo Paula E Oliveira,Ozanan C Martins Jr,Idail Costa Barbosa,Juscelino Teixeira Oliveira,Roberto M Avelar,Sandra O. S Miotto,Hebert C Barbosa,Mauricio R Vrandecic,Érika Vrandecic,Ektor

Incidência de coronariopatia após o transplante cardíaco ortotópico

O presente estudo tem por finalidade analisar tardiamente o padrão anatômico evolutivo das artérias coronárias do coração transplantado. Para cumprir tal proposição foram selecionados 22 pacientes submetidos ao transplante cardíaco ortotópico, com seguimento pós-operatório superior a 36 meses. As variáveis eleitas para este fim foram aferidas anualmente até o quinto ano de pós-operatório. A análise da ventriculografia mostrou a estabilidade da fração de ejeção (p=0,99) em valores normais. A cineangiocoronariografia seqüencial evidenciou incidência crescente de lesões arteriais com comprometimento da função contrátil. As lesões obstrutivas acometeram as artérias coronárias difusamente, com predomínio no território distai. Os episódios de rejeição aguda e a etiologia da cardiomiopatia não modificaram a evolução natural da aterosclerose coronária.

Ano

1994

Creators

Fiorelli,Alfredo I Stolf,Noedir A. G Graziosi,Pedro Bocchi,Edmar A Busnardo,Fábio Gaiotto,Fábio Higushi,Lourdes Ariê,Shiguemituzo Jatene,Adib D

Análise comparativa da hiperplasia intimal após o implante de stents com e sem sirolimus em artérias coronárias de pequeno calibre

OBJETIVO: Avaliar a redução do volume de hiperplasia intimal após angioplastia com stents com sirolimus (Cypher®) comparados com os stents não-recobertos de estrutura metálica fina (Pixel®) em pacientes com vasos pequenos. MÉTODOS: Oitenta pacientes com doença arterial coronariana foram prospectivamente incluídos em duas séries consecutivas de tratamento, sendo a primeira empregando stents com sirolimus (50) e a segunda stents não-recobertos de estrutura metálica fina (30). RESULTADOS: Os resultados foram: menor porcentual de obstrução da prótese através do ultra-som intracoronário [5,0% (EP = 0,77) x 39,0% (EP = 4,72), p < 0,001], menor perda tardia intra-stent [0,25 mm (EP = 0,03) x 1,11 mm (EP = 0,13), p < 0,001] e no segmento do vaso [0,30 mm (EP = 0,04) x 0,83 mm (EP = 0,11), p < 0,001], e também menor reestenose intra-stent (0% x 33,3%, p < 0,001) e no segmento do vaso (4% x 36,7%, p < 0,001) com os stents com sirolimus. A sobrevivência livre de eventos foi de 96% com os stents com sirolimus x 86,7% com os stents não-recobertos (p = 0,190). CONCLUSÃO: Os pacientes com vasos de pequeno calibre após o implante de stents com sirolimus evoluem com menor hiperplasia intimal (menor porcentual de obstrução intra-stent e menor perda tardia) do que quando são utilizados stents não-recobertos de estrutura metálica fina. Isto resultou em redução significativa da reestenose angiográfica aos oito meses de evolução.

Ano

2006

Creators

Devito,Fernando Stuchi Sousa,Amanda G. M. R. Feres,Fausto Abizaid,Alexandre Antonio Cunha Staico,Rodolfo Mattos,Luis Alberto Piva Tanajura,Luis Fernando Leite Abizaid,Andréa C. L. S. Chaves,Áurea Jacob Sousa,J. Eduardo M. R.

A exposição à fumaça de cigarro intensifica a remodelação ventricular após o infarto agudo do miocárdio

OBJETIVO: Analisar os efeitos da exposição à fumaça de cigarro (EFC) na remodelação ventricular após o infarto agudo do miocárdio (IAM). MÉTODOS: Ratos foram infartados e distribuídos em dois grupos: C (controle, n = 31) e F (EFC: 40 cigarros/dia, n = 22). Após seis meses, foi realizado ecocardiograma, estudo funcional com coração isolado e morfometria. Para comparação, foi utilizado o teste t (com média ± desvio padrão) ou teste de Mann-Whitney (com mediana e percentis 25 e 75). RESULTADOS: Os animais EFC apresentaram tendência a maiores áreas ventriculares diastólicas (C = 1,5 ± 0,4 mm², F = 1,9 ± 0,4 mm²; p = 0,08) e sistólicas (C = 1,05 ± 0,3 mm², F = 1,32 ± 0,4 mm²; p = 0,08) do VE. A função sistólica do VE, avaliada pela fração de variação de área, tendeu a ser menor nos animais EFC (C = 31,9 ± 9,3 %, F = 25,5 ± 7,6 %; p = 0,08). Os valores da - dp/dt dos animais EFC foram estatisticamente inferiores (C = 1474 ± 397 mmHg, F = 916 ± 261 mmHg; p = 0,02) aos animais-controle. Os animais EFC apresentaram maior peso do VD, ajustado ao peso corporal (C = 0,8 ± 0,3 mg/g, F = 1,3 ± 0,4 mg/g; p = 0,01), maior teor de água nos pulmões (C = 4,8 (4,3-4,8)%, F = 5,4 (5,1-5,5); p = 0,03) e maior área seccional do miócito do VE (C = 239,8 ± 5,8 µm², F = 253,9 ± 7,9 µm²; p = 0,01). CONCLUSÃO: A exposição à fumaça de cigarro intensifica a remodelação ventricular após IAM.

Ano

2006

Creators

Zornoff,Leonardo A. M. Matsubara,Beatriz B. Matsubara,Luiz S. Minicucci,Marcos F. Azevedo,Paula S. Camapanha,Álvaro O. Paiva,Sergio A. R.

Correlação e concordância entre medidas ecocardiográficas obtidas durante o exame no ecocardiógrafo com medidas de imagens digitalizadas: estudo transversal

OBJETIVO: Avaliar a correlação e concordância entre medidas ecocardiográficas das dimensões cardíacas, obtidas através do aplicativo Echo off-line (programa para obtenção de medidas de imagens digitalizadas em estação de trabalho dedicada), com as realizadas convencionalmente. MÉTODOS: Estudo transversal, contemporâneo, sendo randomizados 56 pacientes. Através do programa Echo off-line foram mensuradas as medidas ao modo M e 2D ao nível dos ventrículos, do átrio esquerdo e da aorta. Estas medidas foram comparadas às realizadas por outro profissional, através do teste de correlação de Pearson (r), com alfa crítico de 0,05 e pela análise de concordância (Bland e Altman). RESULTADOS: As mensurações realizadas no sistema Echo off-line demonstraram r de 0,85 a 0,98. A análise de concordância mostrou que, para a maioria das medidas, a diferença média entre os métodos foi aproximadamente zero. A variação de valores absolutos não apresentou, em média, significância clínica. O aplicativo Echo off-line permite uma redução de, aproximadamente, 30% no tempo para realização das medidas. CONCLUSÃO: Este trabalho demonstrou a acurácia do programa Echo off-line para mensurar as dimensões cardíacas em estação de trabalho dedicada, podendo ser utilizado rotineiramente nos laboratórios de ecocardiografia.

Ano

2006

Creators

Hatem,Maria Amélia Bulhões Castro,Iran Hatem,Domingos M. Zuccolotto,Marcos Schuck Júnior,Adalberto Pellanda,Lucia C. Pandolfo,Fernanda Feier,Flávia

Efeitos de um programa de exercício físico não-supervisionado e acompanhado a distância, via internet, sobre a pressão arterial e composição corporal em indivíduos normotensos e pré-hipertensos

OBJETIVO: Verificar os efeitos de um programa de condicionamento físico não-supervisionado e acompanhado via internet, por um período de seis meses, na pressão arterial e composição corporal em indivíduos normotensos e pré-hipertensos. MÉTODOS: Participaram 135 indivíduos divididos em dois grupos: 1) normotenso (n = 57), 43 ± 1 anos, pressão arterial sistólica (PAS) < 120 e diastólica (PAD) < 80 mmHg (GI); e 2) pré-hipertenso (n = 78), 46 ± 1 anos, PAS de 120 a 139 e PAD de 80 a 89 mmHg (GII). RESULTADOS: Após três e seis meses de condicionamento físico, os indivíduos GII apresentaram redução significativa na PAS (-3,6 ± 0,94 e -10 ± 0,94 mmHg, p < 0,05, respectivamente) e PAD (-6,5 ± 1 e -7,1 ± 0,9 mmHg, p < 0,05, respectivamente), peso corporal (-1,12 ± 0,26 e -1,25 ± 0,31 kg, p < 0,05, respectivamente), IMC (-0,79 ± 0,4 e -0,84 ± 0,41 kg/m2, p < 0,05, respectivamente) e circunferência da cintura (-1,12 ± 0,53 e -1,84 ± 0,56 cm, p < 0,05, respectivamente). No GI, o condicionamento físico diminuiu a circunferência da cintura no sexto mês (-1,6 ± 0,63 cm, p < 0,05). CONCLUSÃO: Este programa diminui a pressão arterial, peso corporal, IMC e circunferência da cintura em indivíduos pré-hipertensos, constituindo-se, portanto, numa estratégia segura e de baixo custo na prevenção de doenças cardiovasculares e melhoria da condição de saúde da população.

Ano

2006

Creators

Nunes,Ana Paula de Oliveira Barbosa Rios,Aline Cristina dos Santos Cunha,Gisela Arsa da Barretto,Antonio Carlos Pereira Negrão,Carlos Eduardo

Aspectos clínicos e terapêuticos da insuficiência cardíaca por doença de Chagas

OBJETIVO: Descrever as características clínicas e terapêuticas de pacientes com insuficiência cardíaca (IC) secundária a miocardiopatia chagásica crônica, bem como avaliar se estas são diferentes nas demais etiologias. MÉTODOS: Foram analisados prospectivamente pacientes atendidos no período de agosto de 2003 a junho de 2004, em um ambulatório de referência para IC. RESULTADOS: Foram incluídos 356 pacientes com o diagnóstico de IC. Miocardiopatia chagásica foi a etiologia mais freqüente, (48% dos casos). Outras etiologias foram miocardiopatia hipertensiva em 19%, dilatada idiopática em 11%, e isquêmica em 9%. Pacientes com IC secundária a miocardiopatia chagásica tinham com maior freqüência etnia não-branca (88 x 75%; p = 0,002), história familiar de doença de Chagas (57 x 21%; p = 0,001), maior tempo de doença (71 x 56 meses; p = 0,034), menor escolaridade (4,4 ± 4,1 x 5,7 ± 4,2 anos de estudo; p = 0,004), menor freqüência cardíaca (69 ± 12 x 73 ± 13; p = 0,03) e pressão arterial sistólica (121 ± 25 x 129 ± 28 mmHg; p = 0,006). Utilizavam com maior freqüência amiodarona (22 x 13%; p = 0,036) marcapassos artificiais (15 x 1%; p = 0,001) e com menor freqüência drogas betabloqueadoras (39 x 59%; p = 0,001). CONCLUSÃO: Nessa amostra de pacientes ambulatoriais com IC, em um estado com alta prevalência de doença de Chagas, miocardiopatia chagásica foi a etiologia mais freqüente, apresentando algumas características clínicas e terapêuticas diferentes dos demais pacientes.

Ano

2006

Creators

Braga,Julio Cesar Vieira Reis,Francisco Aras,Roque Costa,Nei Dantas Bastos,Claudilson Silva,Renata Soares,Alana Moura Júnior,Ademir Ásfora,Silvana Latado,Adriana Lopes