Repositório RCAAP
Abordagem anestésica para cirurgia de Epilepsia: 4 anos de experiência do centro de referência no Hospital de Egas Moniz
Introdução: Cerca de 30-40% dos casos de Epilepsia são refratários à terapêutica médica, sendo a cirurgia uma possibilidade de controlo sintomático, redução ou descontinuação da medicação anticonvulsivante e melhoria da qualidade de vida. A descrição da abordagem anestésica na literatura científica é rara embora apresente inúmeros desafios relativos ao doente, cirurgia, e cuidados perioperatórios. O objetivo deste estudo é a análise retrospetiva da abordagem anestésica para cirurgia de Epilepsia durante 4 anos no centro de referência do Hospital de Egas Moniz. Material e Métodos: Revisão de registos médicos dos doentes submetidos a cirurgia de Epilepsia, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2017. Foi colhida e analisada informação relativa a dados demográficos, avaliação e evolução perioperatória, seguimento e sucesso terapêutico. Resultados: Foram submetidos a cirurgia de Epilepsia 68 doentes, com idade média de 37,7 anos, classificados ASA II (77,9%) e ASA III (22,1%). As técnicas escolhidas foram anestesia geral (95,6%) e sedação consciente (4,4%). Ocorreram como complicações intraoperatórias hemorragia significativa (4,4%), convulsões (2,9%) e bradicardia (2,9%). A permanência em Unidade de Cuidados Intensivos (63,2%) durou, em média, 1,6 dias, incluídos em 7,8 dias de internamento hospitalar. No seguimento em ambulatório, houve redução de 90% das convulsões e da medicação anticonvulsivante. Discussão: O conhecimento e experiência na abordagem anestésica em cirurgia de Epilepsia são cruciais para tornar estes complexos procedimentos eficazes e seguros, diminuindo as complicações e melhorando a qualidade de vida. Conclusões: A abordagem peri-operatória tailor-made a cada doente/cirurgia parece ser a chave do sucesso terapêutico e prognóstico.
2022-11-18T13:07:28Z
Costa-Martins, Isabel Calhau, Ricardo Rodrigues, Nuno Carreteiro, Joana André, Ana Isabel
Inovação na Abordagem da Via Aérea Durante a Pandemia COVID-19
A COVID-19 é transmitida predominantemente por gotículas, e o risco de infeção é grande em procedimentos geradores de aerossóis, como a intubação, extubação e aspiração do tubo orotraqueal. Este facto exige às equipas hospitalares uma reorganização de dinâmicas e proteção adicional, dada a grande transmissibilidade desta doença. A inovação em medicina tem assumido um papel interessante no desenvolvimento de materiais que conferem proteção na abordagem da via aérea. Apresentamos um caso clínico de um doente COVID-19 internado na Unidade de Cuidados Intensivos, que complicou com paragem cardiorespiratória. Na abordagem da via aérea foi utilizada uma box de aerossóis e um clamp de tubo orotraqueal. A sua utilização é rápida e confere proteção adicional para os profissionais da exposição a gotículas. Porém, é necessário treino e preparação do staff, de forma a potenciar os seus benefícios e diminuir as dificuldades associadas à falta de experiência na sua utilização.
2022-11-18T13:07:28Z
Jacob, Miguel Ruivo, Ernesto Portela, Inês Tavares, João Varela, Miguel Moutinho, Sofia Costa, Hugo Nunez, Daniel
“Patient Blood Management” em Tempos de Pandemia
.
2022-11-18T13:07:28Z
Morais, Ines Lopes, Sara Gomes, Helena Coelho, Henrique Lima, Fátima Paupério, Diana
Hipertermia Maligna – Protocolo de Atuação do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental
Introdução: A Hipertermia Maligna, apesar de rara, constitui uma das mais graves emergências anestésicas, com implicações clínicas potencialmente catastróficas. O conhecimento da sua fisiopatologia e o reconhecimento e atuação precoces pelos profissionais envolvidos é fundamental. No Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, a preocupação por uma abordagem sistematizada remonta há quase 40 anos, tendo sido desde então implementado e constantemente atualizado o protocolo de Hipertermia Maligna e o respetivo carro. Este artigo pretende descrever a realidade no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e expor a evolução da nossa abordagem, protocolada e simulada, segundo as boas práticas de qualidade e segurança, e baseada na evidência científica atual. Material e métodos: Criação de um protocolo de atuação e de um carro próprio de Hipertermia Maligna, com todo o material e fármacos necessários, organizado por profissional de saúde. Por último, a implementação de simulações periódicas para treino de todos os profissionais do bloco operatório. Resultados: Informação atualizada e sintetizada, permitindo uma rápida atuação perante uma emergência de Hipertermia Maligna. Transmissão de conhecimentos e treino de competências técnicas e não técnicas através de ações de formação e simulação de todos profissionais envolvidos. Discussão/Conclusões: A existência de protocolos institucionais e uniformização de todo o material e fármacos num carro próprio, nos diversos locais de execução de técnicas anestésicas, permite uma atuação mais rápida, eficaz e organizada. Igualmente importante, o treino de todos os elementos de uma sala operatória, baseado em ações de formação e simulações, constituindo um pilar essencial para o sucesso na prática clínica.
2022-11-18T13:07:28Z
Moreira, Sónia Costa-Martins, Isabel Gordillo, Inmaculada
Importância da Ecografia Clínica para o Anestesiologista no Bloco Operatório Durante a Pandemia COVID-19
A ecografia clínica apresenta vantagens no perioperatório por ser portátil e reprodutível. Perante a presente pandemia COVID-19, acresce a vantagem de o equipamento ser passível de ser protegido com facilidade e de permitir um complemento ao exame físico e à realização de técnicas. A ecografia pulmonar permite auxiliar no rastreio, diagnóstico e estratificação da doença no pré-operatório, gestão da ventilação no intraoperatório e tomada de decisão no encaminhamento no pós-operatório. A ecografia clínica possibilita o controlo de técnicas como o processo de cateterização e confirmação de acesso venoso central e a colocação de sonda gástrica. Mais uma vez, a ecografia clínica demonstra a sua utilidade na gestão do perioperatório, especialmente para o Anestesiologista a desempenhar funções durante a presente pandemia COVID-19.
2022-11-18T13:07:28Z
Segura-Grau, Elena Ferreira, Ana Costa , Catarina
Elective Tracheostomy in COVID-19 Patients: A Retrospective Case Series
The COVID-19 outbreak represents a global health threat due to the unprecedented number of patients admitted to intensive care units and the overwhelming need for mechanical ventilation. Performing a tracheostomy in COVID-19 patients represents a risk for patients and healthcare workers. We report a case series of 10 patients with COVID-19 who underwent elective open tracheostomies in a negative pressure operating room, carried out by an experienced multidisciplinary team. They were tracheostomized after a mean intubation period of 18.6 days (range, 13-23 days). Only one patient developed postoperative complications and no viral transmission to health care workers was documented. Hence, our experience supports the safety of tracheostomy in COVID-19 patients, provided that meticulous planning and strict safety recommendations are followed.
2022-11-18T13:07:28Z
Dias-Vaz, Marta Tiago, Catarina Morais, Ana Ferreira, Milene Carvalho, Filipa
Hipotermia pós-operatória em doentes idosos
Introdução: A hipotermia pós-operatória é uma complicação prevenível com consequências na morbilidade e bem-estar dos doentes. Este estudo teve como objetivo determinar a incidência de hipotermia pós-operatória e o seu efeito clínico nos doentes idosos.Material e Métodos: Este estudo prospetivo observacional foi aprovado pela comissão de ética institucional e incluiu doentes >60 anos, submetidos a cirurgia eletiva e admitidos em Unidade Cuidados Pós Anestésicos (UCPA). As escalas Clinical Frailty e World Health Organization Disability Assessment Schedule foram usadas para avaliar a vulnerabilidade e a incapacidade. A escala de Sedação e Agitação de Richmond foi aplicada à admissão na UCPA (T0) e aos 15 minutos. A qualidade de recobro foi avaliada com a escala Quality of Recovery-15, 24 horas após a cirurgia. Foram considerados hipotérmicos (HP) os doentes com temperatura auricular <35ºC na admissão na UCPA.Resultados: De um total de 235 doentes, 26% estavam HP à admissão na UCPA. Estes apresentaram pontuações RASS inferiores em T0, não havendo diferença entre os grupos em T15. Não houve relação entre a incidência de hipotermia e o tipo de anestesia, mas os doentes HP foram submetidos a um tempo de anestesia superior (p=0.030). Estes doentes eram menos frágeis (p= 0.048) mas, de acordo com o POSSUM, os doentes HP tiveram maior risco de mortalidade (p=0.023) e morbilidade (p=0.016),. Estes desenvolveram mais eventos cardíacos (p=0.003).Conclusões: A incidência de hipotermia foi consideravelmente alta e os doentes HP tiveram maior risco de mortalidade e morbilidade, como mais eventos cardíacos, mas a sua qualidade de recobro foi similar.
2022-11-18T13:07:28Z
Campos, Marta Teles, Ana Rita Azevedo, Bárbara Cristelo , Daniela Casimiro , Guilherme Casimiro , Guilherme Abelha, Fernando
Resposta da Anestesiologia Portuguesa à Pandemia por COVID-19
Introdução: O número de infetados com COVID-19 em Portugal já ultrapassa os 30.000. O Anestesiologista teve um papel importante na resposta a pandemia, pela transversalidade da sua atividade, nomeadamente na Medicina Intensiva, Emergência, Terapêutica da Dor e Medicina Perioperatória no Bloco Operatório, Imagiologia, Gastroenterologia, Pneumologia e Obstetrícia. Os principais objetivos deste estudo foram caraterizar o papel da Anestesiologia durante a pandemia por COVID-19 e aferir a organização das instituições hospitalares em Portugal. Material e Métodos: Estudo transversal, observacional, descritivo, analítico realizado através de questionário por e-mail, dirigido a Anestesiologistas a trabalhar em Portugal. O questionário incluía 10 questões de caráter sociodemográfico e profissional, 20 questões para caracterizar a organização dos recursos humanos e 35 questões acerca da gestão logística dos espaços físicos dos Serviços. Resultados: Obtiveram-se 266 respostas. 47,4% dos inquiridos contribuíram diretamente nos cuidados a doentes com COVID-19. Relativamente à gestão logística dos Serviços, 80% admitiu que o seu Serviço desenvolveu um plano de contingência; 41,4% referiu que as Unidades de Cuidados Pós-anestésicos foram convertidas em Unidades de Cuidados Intensivos e 66,9% indicou um aumento no número de camas de cuidados intensivos superior a 75%. A maioria concorda que o Serviço de Anestesiologia a que pertence fez uma gestão adequada dos recursos humanos na pandemia. Discussão e Conclusões: O papel da Anestesiologia mostrou-se crucial no combate à pandemia, nas diversas áreas que domina. Neste período, os anestesiologistas portugueses reorganizaram-se criando novos modelos de trabalho com o objetivo de melhorar o outcome dos doentes e minimizar o risco de infeção.
2022-11-18T13:07:28Z
Pedreira, Joana Dias, Ana Ribeiro, Ana Marques, Sofia Pereira, Elisabete Paulo, Liliana Abelha, Fernando Órfão, Rosário
Pandemia COVID-19: O Papel do Interno de Formação Específica em Anestesiologia na Educação e Segurança dos Profissionais de Saúde
Introdução: Numa crise de saúde pública, como a provocada pelo vírus SARS-CoV-2, os profissionais de saúde são o epicentro da resposta do sistema de saúde devendo a sua proteção ser uma prioridade. Este trabalho tem como objetivo demonstrar o papel do médico interno de formação específica (IFE) de Anestesiologia na educação e segurança dos profissionais de saúde em contexto de pandemia COVID-19. Material e Métodos: Trabalho descritivo e retrospetivo acerca da metodologia de formação utilizada por um grupo de médicos, especialistas e IFE, de Anestesiologia com início em março de 2020, num Centro Hospitalar Universitário. Resultados: Os IFE de Anestesiologia contribuíram para a construção de recursos cognitivos e formação na utilização do equipamento de proteção individual (EPI). No total formaram-se 248 profissionais de saúde: 98 médicos anestesiologistas, 15 médicos de outras especialidade, 75 enfermeiros, 20 assistentes e 40 técnicos operacionais. Discussão: O surto da COVID-19 mudou o mundo e a realidade dos profissionais de saúde, que correm um risco significativo, de contrair a infeção. A nova realidade representa um desafio em termos de segurança biológica. Face à evidência de que o uso apropriado de EPI reduz as taxas de transmissão da doença e protege a equipa, é essencial que todos os envolventes entendam o seu papel na redução da transmissão, sendo a sua formação crucial. Conclusão: Os médicos, especialistas e IFE de Anestesiologia tiveram um papel importante na formação dos profissionais nesta pandemia, contribuindo, para a redução da infeção entre os profissionais e disseminação da doença, aumentado a segurança global.
2022-11-18T13:07:28Z
Vieira, Ana Infante, Cândida Mendes, Eunice Castro, Mafalda Asseiro, Mariana Camões, Pedro Norte, Gustavo Bernardino, Ana
Tempos de Incertezas ou Tempo de Oportunidades?
.
2022-11-18T13:07:28Z
Mesquita, Graça Ferreira, José Luis
Pandemia COVID-19 e o Doente Crítico: Experiência de Tratamento de Doentes numa UCPA Convertida em UCI versus Doentes Tratados numa UCI
INTRODUÇÃO: Em dezembro de 2019 foi descrito na China um novo Coronavírus, responsável pela doença COVID-19. Em Portugal, o Sistema de Saúde foi obrigado a rever a resposta em catástrofe expandido o número global de camas de nível III. Sabe-se ainda pouco sobre o impacto que estas adaptações podem ter. Neste sentido, propomo-nos a realizar um estudo comparativo dos doentes admitidos em duas unidades. METODOLOGIA: Descreve-se um estudo retrospectivo observacional desenvolvido em dois centros, uma Unidade de Cuidados Intensivos dedicada a doentes com Covid e uma Unidade de Cuidados Pós Anestésica convertida a UCI-Covid. RESULTADOS: Na Unidade 1 foram admitidos 23 doentes por pneumonia a SARS-Cov-2 e na unidade 2, 11 doentes. O SAPS II foi semelhante, mas constatou-se uma diferença significativa no SOFA à admissão (p=0,025). Houve uma diferença significativa no número de ARDS (p=0,036) e no tempo de internamento na UCI (p=0,045). A mortalidade na UCI (p=0,120) e aos 28 dias (p=0,116) foi semelhante. DISCUSSÃO: A diferença no SOFA não consistente com o SAPS pode ser explicada pela gravidade da disfunção respiratória. A diferença no tempo de internamento pode ser explicada pela gravidade da disfunção respiratória, pelas complicações infeciosas e pelo perfil de doentes admitidos das unidades (nível II+ III e nível III). A mortalidade aos 28 dias da unidade 1 foi inferior à unidade 2 (13% Vs 36,4%), mas sem significado estatístico. CONCLUSÃO: Os resultados encontrados são globalmente semelhantes. A constituição de equipas com experiências e formação diversa afigura-se como uma alternativa viável em tempos de pandemia.
2022-11-18T13:07:28Z
Valente, Miguel Oliveira, João Barbosa, Tiago Ribeiro, Sofia Nuñez, Daniel Santos, Alice Pereira, Isabel
Gestão dos Procedimentos Anestésicos em Contexto de Pandemia COVID-19: Aspetos Clínicos e Organizacionais
Este novo contexto de pandemia COVID-19, obrigou a uma reorganização dos recursos humanos e materiais afetos à prestação de cuidados de saúde, para dar resposta à avaliação e tratamento dos doentes com COVID-19, mas também a uma readaptação na abordagem clínica dos doentes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) de forma transversal, para que, em paralelo, fosse garantida a prestação de cuidados aos doentes com COVID-19 e a todos os outros. Considerando o risco de transmissão de infeção por SARS-CoV-2 associado a procedimentos de diagnóstico e terapêutica invasivos, designadamente os que podem ser geradores de aerossóis, importa reconfigurar a abordagem de doentes em contexto de pandemia, de forma a diminuir o risco de transmissão e a manter o controlo sobre a disseminação da COVID-19. O princípio fundamental destas recomendações é que, apesar da forte pressão sobre os hospitais, serviços e equipas, o principal esforço deve ser a utilização de práticas e tratamentos reconhecidos, que se baseiem na evidência disponível. O presente documento foi elaborado sob a chancela científica das principais instituições e sociedades representativas da Anestesiologia portuguesa (Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, Clube de Anestesia Regional/European Society of Regional Anaesthesia & Pain Therapy – Portugal e Direção do Colégio de Anestesiologia da Ordem dos Médicos), com o objetivo de definir os aspetos clínicos e organizacionais da abordagem anestésica em contexto da pandemia COVID-19. Estas recomendações foram produzidas após cuidadosa consideração do conhecimento científico, evidência e recomendações médicas publicadas até à data.
2022-11-18T13:07:28Z
Bernardino, Ana Pereira, Ana Jardim, Ana Raimundo, Ana Costa, Andreia Lobo, Clara Amaral, Cristina Patuleia, Domingas Machado, Duarte Semedo, Edgar Moura, Fernando Pinheiro, Filipe Resendes, Hernâni Trindade, Hugo Rebelo, Humberto Duran, Javier Carvalhas, Joana Jesus, Joana Lavado, Joana Magalhães, Joana Martins, José Ribeiro, Lara Pereira, Margarida Cunha, Mariana Isidoro, Marta Sá, Miguel Franco, Nuno Serrano, Nuno Fernandes, Paula Trancada, Raquel Trancada, Raquel Borges, Rita Silva, Ronald Orfão, Rosário Guimarães, Rui Torrinha, Sofia Folhadela, Tiago Taleço, Tiago Pereira, Vasco Pinho-Oliveira, Vítor Moreira, Zélia
Diaphragmatic Hernia – from trauma to eventration
No summary/description provided
2022-11-18T13:07:28Z
Alves, Ana Queijo, Joana Carlos, Telma
Comentário ao artigo Tempos de incertezas ou tempo de oportunidades?
No summary/description provided
Accidental subarachnoid position of an epidural catheter
Epidural analgesia remains a frequently used technique in all perioperative settings and chronic pain management, though still associated with a variety of complications, including technique failure, spinal hematoma or abcess and inadvertent location/migration of the catheter to the intravascular/subdural/subarachnoid space, with potential letal consequences. In this clinical case we report a migration of an epidural catheter intended for chronic pain management, which was placed intrathecally with position confirmed by radiocontrast dye. The authors pretend to highlight with this case that a high suspicion level is crucial for the correct diagnosis of catheter malposition and appropriate management. In our current knowledge, there are no previous published images on the literature showing simultaneous radiocontrast in both the epidural and intratechal space, giving our imagens its singularity.
2022-11-18T13:07:28Z
Cunha, Ana Sofia Nunes Marques, João Filipe
Guillain-Barré Syndrome underlying SARS-CoV-2 or just a confounding factor?
A síndrome de Guillain-Barré foi frequentemente associada a uma infeção viral. O mimetismo molecular é um dos mecanismos pelos quais os vírus podem estar envolvidos na etiologia desta neuropatia inflamatória desmielinizante. Descrevemos um caso de um homem de 58 anos com diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2 que desenvolveu sintomas clínicos compatíveis com a síndrome de Guillain-Barré. O SARS-CoV-2 poderia ter sido o trigger responsável e, embora a relação causal permaneça incerta, existe uma provável associação de causa-efeito entre o SARS-CoV-2 e o GBS, no entanto, mais estudos são necessários para apoiar esta associação.
2022-11-18T13:07:28Z
Romano Ribeiro, Carolina Alves, Adelaide Silva, Mafalda Pipa, Sara Figueiredo, Sofia Fonseca, Tatiana
Impacto da Pandemia COVID-19 na Saúde Mental dos Anestesiologistas do Sistema de Saúde Nacional
Introduction: The coronavirus disease (COVID-19) pandemic has posed strain on the entire healthcare system. Portuguese anaesthesiologists played a major role, being relocated to newly created intensive care units and performing risky procedures such as endotracheal intubation. We aimed to evaluate how the COVID-19 pandemic affected the mental health of Portuguese Anaesthesiologists working for the National Health Service. Materials and Methods: Transversal observational descriptive and analytical study directed to residents and specialists in Anaesthesiology working in public hospitals in Portugal during the COVID-19 pandemic. We used the 12-item General Health Questionnaire (GHQ-12). Mann-Whitney and ANOVA or Kruskal-Wallis tests were used to compare the GHQ-12 score between groups and paired sample t-test to compare the GHQ-12 score before and during the pandemic. The statistical significance was considered for p-value < 0.05. Results: 184 physicians answered the questionnaire. The majority of the respondents were women (75%) and most participants were aged between 31 and 40 years old (31%). Participants were mainly from the Northern Region (55.4%). Female participants presented a statistically significant higher GHQ-12 score (p-value 0.024). Nearly 80% of the participants exhibited psychological distress during the pandemic. The main adversities faced were fear of infecting the family and lack of hospital organization. Discussion and Conclusions: Participants reported experiencing a higher psychological burden during the COVID-19 pandemic, especially women. Therefore, it is important to recognize this problem and take measures to improve the mental health of Anesthesiologists and other healthcare workers to avoid potential short and long-term consequences.
2022-11-18T13:07:28Z
Tiago, Catarina Dias-Vaz, Marta Carvalho, Ana Filipa Barata, Melanie Marques, Ana