Repositório RCAAP
DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO POR ULTRA-SONOGRAFIA
Apresentam-se as vantagens, os princípios fundamentais da técnica e a situação atual do diagnóstico de gestação por ultra-sonografia nas espécies bovina, eqüina e ovina. Entre as vantagens da ultra-sonografia para o diagnóstico de gestação destaca-se a precocidade, a inocuidade, o diagnóstico de prenhez gemelar e a possibilidade de estimar a viabilidade embrionária. O diagnóstico de gestação por ultra-sonografia possibilita um reconhecimento precoce e seguro desse estado com reflexos econômicos positivos e imediatos.
1991
Neves,Jairo Pereira
OCORRÊNCIA E DURAÇÃO DAS TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS DO AR PREJUDICIAIS À FECUNDAÇÃO DAS FLORES DO ARROZ EM SANTA MARIA. RS. III: PROBABILIDADES DE OCORRÊNCIA DA DURAÇÃO DAS TEMPERATURAS BAIXAS
Utilizando os valores das temperaturas mínimas, máximas e das 21 h, hora local, dos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março registradas na Estação Climatológica Principal de Santa Maria, RS, determinaram-se as probabilidades de ocorrência da duração máxima de horas com temperatura do ar ≤ 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17,0°C e de seqüências de dias consecutivos com no mínimo uma hora de duração com temperatura do ar ≤ 15, 16 e 17,0°C. Essas probabilidades foram obtidas para cada decêndio dos meses estudados. Os resultados evidenciam que o risco de ocorrência de temperaturas prejudiciais à fecundação das flores da cultura do arroz é bem menor no 2° e 3° decêndio do mês de fevereiro. Deve-se, portanto, semear e/ou escolher ciclo de cultivar de arroz que possibilite que a fase de floração ocorra durante o 2° e 3° decêndio do mês de fevereiro.
1992
Schneider,Flávio Miguel Buriol,Galileo Adeli Estefanel,Valduíno
ALTERAÇÕES NO SISTEMA RADICULAR E CONCENTRAÇÃO DE FÓSFORO EM TREMOÇO AZUL PROVOCADAS POR ALUMÍNIO
Com o objetivo de avaliar as alterações morfológicas em raízes de tremoço azul, causadas pelo estresse de alumínio (Al), conduziu-se um experimento em casa de vegetação usando vasos (21) com solução nutritiva de Hoagland modificada. As plantas de tremoço azul (Lupinus angustifolius L.) cv IAPAR 24, foram germinadas em areia, e mantidas na solução nutritiva diluída a 50% por duas semanas. Após 15 dias, estas plantas foram submetidas ao estresse de Al, apresentando os tratamentos, uma variação temporal em dias de: 0-33, 13-33, 23-33, 0-11, 0-22. Nos períodos de tempo sem Al e na testemunha, as plantas cresceram em solução nutritiva completa. As plantas não submetidas ao estresse em Al apresentaram ampla ramificação lateral (10,45m de comprimento total), raízes finas (0,63mm de raio) e claras, com 0,29% de P na parte aérea. Na presença de Al durante todo o período, houve inibição da ramificação (0,56m), aumento acentuado do raio (1,76mm), com presença de exsudados e precipitados de sais na epiderme, rachaduras, escamamento e necroses com aspecto coralóide, e a concentração de P na parte aérea foi extremamente baixa (0,01%). A adição de Al, nos períodos iniciais, inibiu significativamente a emissão de raízes pelo engrossamento dos pontos de crescimento, tais danos foram reversíveis e a extensão foi dependente do tempo de exposição ao Al. No ambiente isento de Al na fase inicial propiciou condições favoráveis a absorção de nutrientes, em especial P, apresentando um pico de crescimento do sistema radicular capaz de tolerar estresses futuros, demonstrando que a toxidez em tremoço azul foi mais severa nesta fase.
1992
Rheinheimer,Danilo dos Santos Petry,Cláudia Bispo Jr.,Juarez Rodrigues Kaminski,João
DENSIDADE DE SEMEADURA E PRODUTIVIDADE DO PORONGO
O trabalho teve como objetivo determinar a melhor densidade de semeadura para a cultura do porongo Lagenaria siceraria (Mol.) Standi. Foi realizado um experimento na Universidade Federal de Santa Maria -RS, em 1987-88, com densidades de 2.222; 2.500; 2.666; 3.333 e 4.444 covas/ha, sendo avaliada a produção de frutos industrializáveis (número de frutos/ha e número de frutos/cova). Em outro experimento, instalado em Restinga Seca-RS, em 1988-89, usou-se densidades de 1.111, 2.222, 3.333, 4.444, 5.555 e 6.666 covas/ha, sendo avaliadas a produção de frutos industrializáveis, número de nós na ramificação primária (nós/planta), espessura do casco e volume externo da cuia O delineamento experimental foi blocos ao acaso com quatro repetições e duas plantas por cova, nos dois experimentos. Os resultados de produtividade não mostraram relação com as diferentes densidades estudada?, mas os melhores resultados foram obtidos com densidades que variaram de 3.333 à 5.555 covas por hectare. O número de frutos/cova, nós/planta e a espessura do casco diminuíram à medida que aumentou a densidade de semeadura Em densidades menores a produtividade foi compensada pelo aumento do número de frutos por cova O aumento da densidade de semeadura diminuiu o volume externo da cuia.
1992
Bisognin,Dilson Antônio Aude,Maria Isabel da Silva Marchezan,Enio
INFLUÊNCIA DE FUNGOS MVA NATIVOS NA ABSORÇÃO DE FÓSFORO DE FONTE DE BAIXA SOLUBILIDADE POR TREVO VESICULOSO
Conduziu-se um experimento, em casa de vegetação, com o objetivo de avaliar a influência de fungos MVA nativos de solo ácido, na absorção de fósforo de fonte de baixa solubilidade. Dez plantas/vaso de trevo vesiculoso (Trifolium vesiculosum Savi) foram cultivadas até início do florescimento, utilizando-se amostra superficial de um solo Podzólico Vermelho-Escuro (Palehumult), num esquema fatorial 2x4+1, com pH 4,2 e 5,1; zero, 35 ppm de P2O5 (SFT), 70ppm de P2O5 FBS (fração insolúvel em ácido cítrico a 2% de fosfato de Araxá parcialmente acidulado) e 70ppm de P2O5 deste último fosfato aplicado em cultivo anterior de comichão. Estes tratamentos foram inoculados com esporos de fMVA nativos. Usou-se também um tratamento com solo fumigado, com pH 4,2 e sem fósforo. O delineamento experimental foi inteiramente ao acaso com cinco repetições. Os tratamentos com pH 4,2 apresentaram sintomas de toxidez de manganês. A fumigação agravou estes sintomas, impedindo o estabelecimento das plântulas de trevo vesiculoso. Não houve diferenças significativas na produção de matéria seca, absorção de fósforo e taxa de colonização micorrízica, quando se adicionou FBS, quando comparados a FBS ou SFT, mas tiveram, estes parâmetros, valores superiores aos verificados para o tratamento sem adição de fósforo. Em pH 5,1 a colonização micorrízica atingiu níveis superiores a 80%, porém sem influência do fósforo. A produção de matéria seca e fósforo absorvido no tratamento sem adição de P foram semelhantes a FBS residual. A aplicação de 70ppm de FBS em efeito imediato, embora tenha duplicado o fósforo acumulado, foi inferior ao obtido com 35ppm de SFT, evidenciando que a FBS contém uma porção de fósforo solúvel e que os fMVA nativos podem contribuir para a nutrição fosfatada do trevo vesiculoso.
1992
Rheinheimer,Danilo dos Santos Kaminski,João Cassol,Luis César Pessoa,Antonio Carlos
CARACTERIZAÇÃO GERAL DA ARBORIZAÇÃO DA CIDADE DE BENTO GONÇALVES - RS
Através de um levantamento em 56 ruas, foi avaliada a arborização da cidade de Bento Gonçalves, RS. Concluiu-se, que a arborização atual corresponde a 45% das necessidades e que os altos índices de falhas e faltas sugerem a criação de um plano de arborização e de educação ambiental.
1992
Teixeira,Italo Filippi Santos,Nara Rejane Zamberlan dos Vaccaro,Sandro
RESPOSTA HEMATOLÓGICA DE CÃES APÓS UMA SANGRIA CONTROLADA
As alterações hemáticas de 10 cães (7 fêmeas e 3 machos) submetidos a uma sangria controlada, foram observadas durante 28 dias. A sangria correspondeu a remoção de 20ml de sangue por kg. A avaliação laboratorial foi realizada em tempos anteriores e subseqüentes à sangria. Os animais, após a sangria, apresentaram um decréscimo nos parâmetros eritrocitários sendo o ponto mínimo no tempo 5, (72 horas após à sangria) com valores abaixo do normal, o retorno aos valores iniciais ocorreu no tempo 7 (14 dias após a sangria). A porcentagem de reticulócitos refletiu uma estimulação leve da medula óssea que também foi observada pela diminuição da relação M/E que teve o ponto mínimo no tempo 6 (7 dias após a sangria).
1992
Breitsameter,Irene Fan,Luiz Carlos Ribeiro Natalini,Cláudio Corrêa Lopes,Sonia Terezinha dos Anjos
TEMPERATURA CORPORAL, FREQÜÊNCIA CARDÍACA E RESPIRATÓRIA DO POTRO PURO SANGUE DE CORRIDA DO NASCIMENTO AO SEXTO MÊS DE IDADE
Cinqüenta e dois produtos Puro Sangue de Corrida (PSC), pertencentes a um estabelecimento localizado no município de São José dos Pinhais (PR), foram utilizados para a determinação de alguns parâmetros fisiológicos. Verificou-se a freqüência cardíaca e respiratória, assim com a temperatura corporal desde a primeira hora após o nascimento até os 180 dias de idade em horários e datas pré-determinadas. As freqüências cardíaca e respiratória decresceram após o sétimo dia de vida e a temperatura corporal oscilou entre 38,2 à 38,8°C. Concluiu-se que através do conhecimento desses valores fisiológicos para cada idade, o médico-veterinário terá bases mais sólidas para uma avaliação diagnostica mais segura.
1992
Luz,Inês Nicoloso Castro da Corte,Flávio de La Alda,Joaquin Lopez de Silva,Carlos Antonio Mondino da
EMPREGO DA DETOMIDINA COMO MEDICAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA EM EQÜINOS ANESTESIADOS COM HALOTANO
Foram investigados os efeitos do cloridrato de detomidina como medicação pré-anestésica em eqüinos anestesiados com halotano e submetidos à laparotomia mediana pré-retroumbilical. Os parâmetros de freqüência cardíaca e respiratória, tempo de reperfusão capilar, equilíbrio ácido-base, equilíbrio hidroeletrolítico e o perfil hematológico foram analisados. Os eqüinos foram tratados com detomidina e anestesiados com tiopental sódico e halotano em oxigênio a 100%. A avaliação da técnica demonstrou facilidade de manejo no período pré-operatório e indução sem excitação. As freqüências cardíaca e respiratória diminuíram significativamente. A hematologia e o equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base sofreram alteração significativa nos tempos estudados. O protocolo utilizado demonstrou ocorrer acidose respiratória aguda estando os valores obtidos dentro da variação aceita para eqüinos sob anestesia geral volátil, posicionados em decúbito dorsal.
1992
Natalini,Cláudio Corrêa Campello,Rui Afonso Vieira Sampaio,Augusto José Savioli de Almeida Breitsameter,Irene
LAPAROSCOPIA EM CÃES: INSERÇÃO DO TROCARTE SEM PRÉVIO PNEUMOPERITÔNIO
Através da laparoscopia em 30 cães observou-se a incidência de complicações ao empregar-se a inserção do trocarte do laparoscópio sem a prévia instalação do pneumoperitônio. Com este procedimento nenhuma alteração foi observada.
1992
Schossler,João Eduardo
AVALIAÇÃO DO "FLAP" MUSCULAR NA RECONSTRUÇÃO PARCIAL DA PAREDE ESOFÁGICA CERVICAL EM CANINOS
Com o objetivo de testar a viabilidade dos músculos cleidomastoideo e esternomastoideo como flap muscular na reconstrução parcial do esôfago cervical, cinco cães foram submetidos a intervenção cirúrgica, onde um segmento esofágico com aproximadamente 2 x 3cm foi ressecado e substituído por tecido muscular. Nas avaliações feitas na necropsia, foi observada a proliferação da mucosa esofágica sobre a porção muscular transplantada.
1992
Contesini,Emerson Antonio Pippi,Ney Luiz Witz,Maria Inês
O USO DE TUBO DE SILICONE COMO PRÓTESE ESOFÁGICA CERVICAL EM CANINOS
O comportamento da prótese de silicone em substituição a segmento de esôfago cervical, foi avaliado em cinco cães. Uma porção esofágica de aproximadamente 2cm de comprimento foi excisada e substituída por tubo de silicone com diâmetro semelhante, porém de maior comprimento. Esses animais foram observados pelo período de trinta dias, sendo sacrificados e necropsiados ao final desse período. No ato da colheita do esôfago foi observado o crescimento tecidual externamente à prótese.
1992
Contesini,Emerson Antonio Pippi,Ney Luiz Witz,Maria Inês
AVALIAÇÃO CLÍNICO-MORFOLÓGICA DA REGENERAÇÃO NERVOSA PERIFÉRICA MEDIANTE ALINHAMENTO POR TUBO DE SILICONE EM CANINOS
Cinco cães foram submetidos à excisão de um segmento de aproximadamente 1cm de comprimento do ramo lateral do nervo radial superficial. Os cotos nervosos correspondentes foram introduzidos em um tubo de silicone, mantidos fixos e direcionados. Em cada animal foi feita biópsia do segmento nervoso lesado em um tempo diferente, sendo observada macro e microscopicamente a capacidade de regeneração do tecido nervoso periférico.
1992
Contesini,Emerson Antonio Witz,Maria Inês Pippi,Ney Luiz Graça,Dominguita Lühers
ARTROPLASTIA CAPSULAR DE COLONNA MODIFICADA PARA CÃES: AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA
Em uma primeira etapa foi determinado o Centro de Massa do Corpo de cães mediante a aplicação de um método experimental, a prancha de reação e um método analítico baseado em equações de regressão. Esta avaliação básica forneceu parâmetros para, numa segunda etapa, efetuar um estudo cinemático da deambulação de cães submetidos a artroplastia capsular da articulação coxofemoral. O exame biomecânico, comparado à avaliação clínica, demonstrou ser um método objetivo (quantitativo) para avaliação de alterações na locomoção.
1992
Wheeler,Juan Thomas Raiser,Alceu Gaspar
IMUNOGLOBULINAS DO POTRO PURO SANGUE DE CORRIDA (PSC) DO NASCIMENTO AO SEXTO MÊS DE IDADE
Sessenta potros PSC foram divididos em dois grupos de acordo com a ocorrência de sinais clínicos de doença. Avaliou-se os níveis de Imunoglobulina (Ig) sérica das 3h até o sexto mês de idade. A TSZ pelo espectrofotômetro ou visualmente indicou bem a Ig determinada por eletroforese. A concentração de Ig decresceu no fim do primeiro mês, tanto nos doentes como nos sadios, elevando-se 1 a 2 semanas após. Isso poderia indicar a passagem da imunidade passiva para a própria. A concentração mínima de Ig de 400mg/dl sugerida na literatura não é compatível com a aqui encontrada nos potros sadios; sugere-se estabelecer um novo nível mínimo de Ig de 800mg/dl. Este pode ser considerado a exigência mínima para avaliação de potros de alto risco, no entanto, não deve ser encarado isoladamente; o ambiente e o manejo parecem desempenhar um papel bem mais importante no contexto da imunidade do que se supunha até o momento.
1992
Luz,Inês Nicoloso Castro da Corte,Flavio Desessards De La Silva,José Henrique Souza da Alda,Joaquin Lopez de Silva,Carlos Antonio Mondino
ISOLAMENTOS DE BACTÉRIAS E VÍRUS EM PEIXES DE ÁGUAS DO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA E ARREDORES
Bactérias e vírus de peixes de águas do município de Santa Maria e arredores foram isolados, sendo comparados com os descritos na literatura como agentes etiológicos das doenças infecto-contagiosas dos peixes. Foram examinados 160 peixes, coletados nas quatro estações do ano, em rios, açudes e tanques de piscicultura Estes peixes pertenciam à populações aparentemente sadias. Para os exames bacteriológicos foram coletadas amostras diretamente dos rins e de lesões externas e internas quando presentes, num total de 232. Os exames destas amostras resultaram no isolamento e identificação de 21 diferentes gêneros de bactérias. Das bactérias isoladas, 11 são relatadas como patogênicas para os peixes, sendo estas Aeromonas hydrophila, Plesiomonas shigelloides, Edwardsiella tarda. Flavobacterium spp., Pseudomonas spp., Vibrio spp., Pasteurella spp., Micrococcus spp., Corynebacterium spp., Acinetobacter spp., e Streptococcus spp. . Para os exames virológicos foram usadas amostras de fígado, baço, gônadas e outros órgãos que mostrassem alterações macroscópicas, num total de 255. Estes materiais foram passados frente à linha celular Epitelioma Papiloso de Carpa (EPC) e dois materiais apresentaram efeito citopatogênico. A sétima passagem destes materiais em cultivo celular foi preparada para microscopia eletrônica, sendo evidenciadas partículas virais. Estas partículas estavam localizadas no citoplasma das células e mediam aproximadamente 50nm de diâmetro.
1992
Canabarro,Terezinha Flores Weiblen,Rudi Brandão,Deodoro Atlante Spanevello,Dolores
ASPECTOS MORFO-FISIOLÓGICOS DA CEBOLA
A cultura da cebola Allium cepa L. ocupa lugar de importância entre as hortaliças cultivadas no Brasil. Em termos de valor da produção, é superada apenas pelo tomate e a batata e, em algumas regiões de São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina representa a principal atividade econômica. O objetivo do trabalho foi caracterizar aspectos morfo-fisiológicos importantes em cebola que variam conforme as condições climáticas. Apesar de existir um conhecimento satisfatório, o aprimoramento e desenvolvimento tecnológicos são fundamentais para aumentar a produtividade e normalizar o abastecimento do produto.
1992
Manfron,Paulo Augusto Garcia,Danton Camacho Andriolo,Jerônimo Luiz
IMPORTÂNCIA DA IMUNIDADE PASSIVA PARA O TERNEIRO
O colostro é essencial para a sobrevivência de terneiros. O primeiro leite contém anticorpos específicos os quais detêm a capacidade de fazer frente às principais enfermidades encontradas no meio ambiente. O colostro é muito nutritivo sendo também laxativo. A imunidade da vaca é removida ativamente da corrente circulatória e transferida para o úbere. Da glândula mamaria passa ao trato gastro-intestinal do terneiro pela ingestão e daí é absorvida pela permeabilidade intestinal e pela ausência relativa de enzimas digestivas durante esta fase. Esta revisão trata da importância da imunidade passiva, dos prejuízos econômicos causados pela ausência ou pouca ingestão do colostro bem como dos fatores que interferem nesta absorção. São revisados os principais testes utilizados para determinação de imunoglobulinas. As principais formas de prevenção e tratamento são também abordados.
1992
Rebelatto,Marlon Cezar Weiblen,Rudi
BALANÇO DE RADIAÇÃO SOBRE UMA CULTURA DE MILHETO FORRAGEIRO
Em uma cultura de milheto forrageiro (Pennisetum americanum, Leek) cv. pérola, em Eldorado do Sul.RS a 30°05'27"S de latitude, 51°40'18"W de longitude e 40m de altitude, foram quantificados os componentes do balanço de radiação, no ano agrícola de 1988/89. A perda diária de energia por reflexão de ondas curtas foi superior à perda líquida de radiação de ondas longas, porém com valores semelhantes no início da manhã e ao final da tarde. O albedo demonstrou dependência do ângulo zenital da radiação solar, sendo menor próximo ao meio-dia e máximo no início da manhã. O albedo médio diário variou de 0,22 a 0,28, sem relação consistente com o índice de área foliar e com a nebulosidade.
1992
Medeiros,Sandro Luis Petter Santos,Marcos Luis Verdi dos Bergamaschi,Homero Berlato,Moacir Antonio
ÉPOCA DE PLANTIO E SEUS EFEITOS NA PRODUTIVIDADE E TEOR DE SÓLIDOS SOLÚVEIS NO CALDO DA CANA-DE-AÇUCAR
Foi conduzido um experimento de campo na Universidade Federal de Santa Maria com o objetivo de determinar a época de plantio da cana-de-açúcar (Saccharum sp.) que maximiza a produção de colmos industrializáveis e o teor de sólidos solúveis no caldo (grau Brix). Foram testadas duas cultivares de cana-de-açúcar (NA 56-79 e IAC 50-134) em oito épocas de plantio, de 15 de agosto de 1985 a 15 de março de 1986. Não houve diferença entre a cana plantada em agosto e setembro e nem entre as cultivares. Na colheita da cana-planta a produtividade média foi de 82,5t/ha para estas duas épocas de plantio. A cana plantada em agosto-setembro alcançou altos rendimentos quando a colheita foi realizada aos 12 meses de idade. A cana-de-açúcar plantada em janeiro/1986 e colhida 19 meses após apresentou maior produção de colmos industrializáveis (167,2t/ha) e foi diferente dos plantios realizados em outubro/1985, janeiro, fevereiro e março/1986. NOS plantios efetuados em janeiro, fevereiro e março a produtividade foi máxima quando a cana-planta foi colhida a partir dos 18 meses de idade. O grau Brix médio, considerando as épocas de agosto e setembro em quatro colheitas foi de 19,8%, independente da cultivar. Em relação às outras épocas de planta, a cana plantada em fevereiro apresentou maior grau Brix (20,1%) e foi diferente das demais épocas, na média de três colheitas.
1992
Aude,Maria Isabel da Silva Marchezan,Enio Pignataro,lone Aidee Bernardes Pasqualetto,Antonio