Repositório RCAAP
Inflamação miocárdica no contexto de infeção a SARS-CoV-2 (COVID-19)
O diagnóstico de miocardite continua um desafio, nomeadamente pela sua apresentação heterogénea e confundente. Acompanhando-se não raramente também por inflamação do pericárdio, a inflamação do miocárdio tem ganho cada vez mais relevância por se assumir como uma das potenciais consequências da infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19). Neste estudo retrospetivo efectuado num Centro Hospitalar Universitário, foram analisados os processos de 39 doentes internados por inflamação miocárdica (com ou sem pericardite associada) no período compreendido entre 1 de Março de 2019 e 31 de Agosto de 2021 e divididos em dois grupos: o primeiro (o grupo designado por“pré-covid-19”) que consistiu no grupo de doentes internados nos 12 meses anteriormente ao primeiro caso de infeção a covid-19 identificado em Portugal; e o segundo (designado por grupo “pós covid-19”) que consistiu no grupo de doentes internados nos 18 meses após o primeiro caso de covid-19 identificado em Portugal. Para a análise estatística utilizaram-se: o teste de Fisher e Coeficiente V de Cramer, o teste de Shapiro-Wilk e o teste de Mann-Whitney . Em termos de resultados significativos realça-se: uma redução de 43% em internamentos por miocardite (com ou sem pericardite) ou pericardite isolada, desde o primeiro caso covid-19; a existência no grupo “pré- Covid-19” de infra-desnivelamento do segmento PR (infra_PR) em 17% dos doentes vs 10% no grupo “pós Covid-19” (Teste de Fisher: P= 0,046, coeficiente de Cramer: P=0,038); a existência no grupo “pré- Covid-19,” de supra-desnivelamento do segmento ST (supra-ST) com concavidade superior em 18 % dos doentes vs 58% no grupo “pós Covid-19”(Teste de Fisher: P= 0,018 , coeficiente de Cramer: P=0,018); e a existência no grupo “pré-Covid-19,” de 61% dos doentes com medicação em ambulatório no momento de alta, e no grupo “pós Covid” de 81%. (Teste de Fisher: P=0,007 e o coeficiente de Cramer: P=0,007). Coloca-se a possibilidade das medidas de confinamento e higiene, menor afluência ás urgências e vacinação contra o SARS-COV2 poderem ter exercido influência na incidência de inflamação miopericárdica.
2025-10-28T12:17:59Z
Martins, Rita Alexandre Costa
Incidence of muscle symptoms in placebo arm among statin-intolerant patients : systematic review with meta-analysis
As estatinas são uma classe de fármacos frequentemente utilizados na prevenção cardiovascular, eventos adversos associados ao uso de estatinas, denominados como intolerância a estatinas, são a causa mais comum de baixa adesão terapêutica, o que se repercute num risco cardiovascular aumentado. Esta revisão sistemática tem como objetivo estimar a incidência de sintomas musculares em pacientes com história de intolerância a estatina quando se encontram sob placebo. Esta revisão sistemática inclui estudos controlados e randomizados, incluindo pacientes com história de intolerância a estatinas que receberam placebo, publicados até Março de 2022 em CENTRAL, MEDLINE, PsycINFO, EMBASE. O outcome primário foi a incidência de eventos adversos musculares. Foi realizada uma meta-análise de efeitos aleatórios para agrupar os dados. Resultados foram apresentados sob a forma de percentagem, com intervalos de confiança de 95%, limitados entre 0 e 100% devido a transformação de dados. No total foram incluídos 7 estudos com 1131 participantes a receberem placebo. A incidência de eventos musculares adversos agregada foi de 23.03% (95% CI 11.35-37.10%), e a descontinuação devido a eventos musculares foi de 8.44% (95% CI 4.32-14.21%). Em pacientes previamente rotulados como intolerantes a estatinas, quase um quarto apresenta tais sintomas quando se encontra sob placebo, o que sugere que este não são relacionados com estatinas e, portanto, estes doentes iriam beneficiar de uma terapêutica com estatinas otimizada.
Propriedades electrónicas de espécies hidrofóbicas micro-solvatadas e em solução
As ligações de hidrogénio (H) são interacções fundamentais em diversos domínios da química e da bioquímica. Embora amplamente estudadas continuam a persistir lacunas ao nível da compreensão de fenómenos associados à formação de ligações de H fracas entre solutos hidrofóbicos/anfifílicos e a água. O principal objectivo do trabalho que consta desta tese consistiu no estudo da interdependência entre algumas propriedades electrónicas de solutos hidrofóbicos e da água e as correspondentes ligações de H. Em particular, considerou-se o comportamento de propriedades como a energia de ligação, os momentos dipolar e quadrupolar, a polarizabilidade dinâmica e as energias de ionização de sistemas contendo solutos hidrofóbicos. No primeiro trabalho apresentado estudou-se, por meio de uma metodologia combinada de Dinâmica Molecular e cálculos de estrutura electrónica, as propriedades electrónicas acima mencionadas para um sistema composto por uma molécula de metano numa solução aquosa. Pretendeu-se aceder à topologia da rede de ligações de H na vizinhança do metano e compreender de que forma a hidratação afecta as propriedades electrónicas deste. Por outro lado, averiguou-se a existência de alterações significativas nas propriedades electrónicas da água. Nos dois trabalhos seguintes o soluto escolhido foi o benzeno, considerado um sistema aromático modelo. Estudou-se, desta feita, a interacção do benzeno com a água, em pequenos agregados e em solução. A formação de ligações de H entre a água e os electrões r do anel aromático assumem um papel fundamental na hidratação do benzeno pelo que se procurou compreender de que forma estas ligações de H alteram a distribuição electrónica no benzeno. Considerou-se ainda, no segundo trabalho apresentado, o estudo do benzeno em pequenos agregados de cianeto de hidrogénio (HCN). Procurou-se relacionar o comportamento observado na microhidratação do benzeno e a interacção deste com cadeias de HCN. No último trabalho apresentado considerou-se o problema da hidratação anisotrópica do benzeno.
“Not storing the samples it’s certainly not a good service for patients”: constructing the biobank as a health place
Abstract: Biobanks have been established from the beginning of the millennium as relevant infrastructures to support biomedical research. These repositories have also transformed the paradigm of collecting and storing samples and associated clinical data, moving these practices from the healthcare services and research laboratories to dedicated services. In Portugal, the establishment of biobanks is happening in the absence of a specific legal framework, turning it difficult to fully understand the scope of their action. This ethnographic research explored how establishing a biobank challenges the dynamics between healthcare and biomedical research. The ethnography intended to follow the path of biological samples from the hospital, where they were collected, to the biobank in a research institute, where they were stored. Findings suggest that although the nature of the biobank’s technical work seemed to inscribe it as a research-oriented setting, the biobank’s daily work was performed through symbolic action in the logic of care. Biobank staff constantly recalled the human nature of the samples, and they built complex illness narratives of each sample, promoting a connection with the absent donor. These practices were crucial to constructing the biobank as a health place, one that was designed to be life-saving in the near future.
Medical guidelines must not be influenced by commercial interests
When guidelines are influenced by commercial interests, such as those of pharmaceutical companies, medical device manufacturers, or other stakeholders, their recommendations may be biased and may not prioritize patients' best interests, leading to recommendations that prioritize financial gain over patient outcomes. This can lead to inappropriate use or overuse of certain treatments, technologies, or medications that may not be necessary or appropriate and can result in patient harm, including adverse effects and complications, unnecessary healthcare costs, healthcare waste and inefficiencies. When commercial interests influence medical guidelines, it can be challenging to determine the true motivations behind the recommendations. This can erode public trust in the healthcare system and lead to skepticism about medical advice. Therefore, medical associations should transparently report funding sources that support the development of their guidelines, and they should not accept commercial sponsorship for medical guidelines.
2025-10-28T12:10:18Z
Koletzko, Berthold Cortez-Pinto, Helena Löhr, Matthias van Hooft, Jeanin Rosendahl, Jonas
Contrasting patterns of population structure of Bulwer’s petrel (Bulweria bulwerii) between oceans revealed by statistical phylogeography
The patterns of population divergence of mid-latitude marine birds are impacted by only a few biogeographic barriers to dispersal and the effect of intrinsic factors, such as fidelity to natal colonies or wintering grounds, may become more conspicuous. Here we describe, for the first time, the phylogeographic patterns and historical demography of Bulwer’s petrel Bulweria bulwerii and provide new insights regarding the drivers of species diversification in the marine environment. We sampled Bulwer’s petrels from the main breeding colonies and used a statistical phylogeography approach based on surveying nuclear and mitochondrial loci (~ 9100 bp) to study its mechanisms of global diversification. We uncovered three highly differentiated groups including the Western Pacific, the Central Pacific and the Atlantic. The older divergence occurred within the Pacific Ocean, ca. 850,000 ya, and since then the W Pacific group has been evolving in isolation. Conversely, divergence between the Central Pacific and Atlantic populations occurred within the last 200,000 years. While the Isthmus of Panama is important in restricting gene flow between oceans in Bulwer’s petrels, the deepest phylogeographic break is within the Pacific Ocean, where oceanographic barriers are key in driving and maintaining the remarkable structure found in this highly mobile seabird. This is in contrast with the Atlantic, where no structure was detected. Further data will provide insights regarding the extent of lineage divergence of Bulwer’s petrels in the Western Pacific.
2025-10-28T12:18:41Z
Silva, Monica C. Catry, Paulo Bried, Joël Kawakami, Kazuto Flint, Elizabeth Granadeiro, José P.
Global assessment of marine plastic exposure risk for oceanic birds
Plastic pollution is distributed patchily around the world’s oceans. Likewise, marine organisms that are vulnerable to plastic ingestion or entanglement have uneven distributions. Understanding where wildlife encounters plastic is crucial for targeting research and mitigation. Oceanic seabirds, particularly petrels, frequently ingest plastic, are highly threatened, and cover vast distances during foraging and migration. However, the spatial overlap between petrels and plastics is poorly understood. Here we combine marine plastic density estimates with individual movement data for 7137 birds of 77 petrel species to estimate relative exposure risk. We identify high exposure risk areas in the Mediterranean and Black seas, and the northeast Pacific, northwest Pacific, South Atlantic and southwest Indian oceans. Plastic exposure risk varies greatly among species and populations, and between breeding and non-breeding seasons. Exposure risk is disproportionately high for Threatened species. Outside the Mediterranean and Black seas, exposure risk is highest in the high seas and Exclusive Economic Zones (EEZs) of the USA, Japan, and the UK. Birds generally had higher plastic exposure risk outside the EEZ of the country where they breed. We identify conservation and research priorities, and highlight that international collaboration is key to addressing the impacts of marine plastic on wide-ranging species.
2025-10-28T12:12:12Z
Clark, Bethany L. Carneiro, Ana P. B. Pearmain, Elizabeth J. Rouyer, Marie-Morgane Clay, Thomas A. Cowger, Win Phillips, Richard A. Manica, Andrea Hazin, Carolina Eriksen, Marcus González-Solís, Jacob Adams, Josh Albores-Barajas, Yuri V. Alfaro-Shigueto, Joanna Alho, Maria Saldanha Araujo, Deusa Teixeira Arcos, José Manuel Arnould, John P. Y. Barbosa, Nadito J. P. Barbraud, Christophe Beard, Annalea M. Beck, Jessie Bell, Elizabeth A. Bennet, Della G. Berlincourt, Maud Biscoito, Manuel Bjørnstad, Oskar K. Bolton, Mark Booth Jones, Katherine A. Borg, John J. Bourgeois, Karen Bretagnolle, Vincent Bried, Joël Briskie, James V. Brooke, M. de L. Brownlie, Katherine C. Bugoni, Leandro Calabrese, Licia Campioni, Letizia Carey, Mark J. Carle, Ryan D. Carlile, Nicholas Carreiro, Ana R. Catry, Paulo Catry, Teresa Cecere, Jacopo G. Ceia, Filipe R. Cherel, Yves Choi, Chang-Yong Cianchetti-Benedetti, Marco Clarke, Rohan H. Cleeland, Jaimie B. Colodro, Valentina Congdon, Bradley C. Danielsen, Jóhannis De Pascalis, Federico Deakin, Zoe Dehnhard, Nina Dell’Omo, Giacomo Delord, Karine Descamps, Sébastien Dilley, Ben J. Dinis, Herculano A. Dubos, Jerome Dunphy, Brendon J. Emmerson, Louise M. Fagundes, Ana Isabel Fayet, Annette L. Felis, Jonathan J. Fischer, Johannes H. Freeman, Amanda N. D. Fromant, Aymeric Gaibani, Giorgia García, David Gjerdrum, Carina Gomes, Ivandra Soeli Gonçalves Correia Forero, Manuela G. Granadeiro, José P. Grecian, W. James Grémillet, David Guilford, Tim Hallgrimsson, Gunnar Thor Halpin, Luke R. Hansen, Erpur Snær Hedd, April Helberg, Morten Helgason, Halfdan H. Henry, Leeann M. Hereward, Hannah F. R. Hernandez-Montero, Marcos Hindell, Mark A. Hodum, Peter J. Imperio, Simona Jaeger, Audrey Jessopp, Mark Jodice, Patrick G. R. Jones, Carl G. Jones, Christopher W. Jónsson, Jón Einar Kane, Adam Kapelj, Sven Kim, Yuna Kirk, Holly Kolbeinsson, Yann Kraemer, Philipp L. Krüger, Lucas Lago, Paulo Landers, Todd J. Lavers, Jennifer L. Le Corre, Matthieu Leal, Andreia Louzao, Maite Madeiros, Jeremy Magalhães, Maria Mallory, Mark L. Masello, Juan F. Massa, Bruno Matsumoto, Sakiko McDuie, Fiona McFarlane Tranquilla, Laura Medrano, Fernando Metzger, Benjamin J. Militão, Teresa Montevecchi, William A. Montone, Rosalinda C. Navarro-Herrero, Leia Neves, Verónica C. Nicholls, David G. Nicoll, Malcolm A. C. Norris, Ken Oppel, Steffen Oro, Daniel Owen, Ellie Padget, Oliver Paiva, Vitor H. Pala, David Pereira, Jorge M. Péron, Clara Petry, Maria V. de Pina, Admilton Pina, Ariete T. Moreira Pinet, Patrick Pistorius, Pierre A. Pollet, Ingrid L. Porter, Benjamin J. Poupart, Timothée A. Powell, Christopher D. L. Proaño, Carolina B. Pujol-Casado, Júlia Quillfeldt, Petra Quinn, John L. Raine, Andre F. Raine, Helen Ramírez, Iván Ramos, Jaime A. Ramos, Raül Ravache, Andreas Rayner, Matt J. Reid, Timothy A. Robertson, Gregory J. Rocamora, Gerard J. Rollinson, Dominic P. Ronconi, Robert A. Rotger, Andreu Rubolini, Diego Ruhomaun, Kevin Ruiz, Asunción Russell, James C. Ryan, Peter G. Saldanha, Sarah Sanz-Aguilar, Ana Sardà-Serra, Mariona Satgé, Yvan G. Sato, Katsufumi Schäfer, Wiebke C. Schoombie, Stefan Shaffer, Scott A. Shah, Nirmal Shoji, Akiko Shutler, Dave Sigurðsson, Ingvar A. Silva, Monica C. Small, Alison E. Soldatini, Cecilia Strøm, Hallvard Surman, Christopher A. Takahashi, Akinori Tatayah, Vikash R. V. Taylor, Graeme A. Thomas, Robert J. Thompson, David R. Thompson, Paul M. Thórarinsson, Thorkell L. Vicente-Sastre, Diego Vidal, Eric Wakefield, Ewan D. Waugh, Susan M. Weimerskirch, Henri Wittmer, Heiko U. Yamamoto, Takashi Yoda, Ken Zavalaga, Carlos B. Zino, Francis J. Dias, Maria P.
poolHelper: An R package to help in designing Pool‐Seq studies
Next-generation sequencing of pooled samples (Pool-seq) is an important tool in population genomics and molecular ecology. In Pool-seq, the relative number of reads with an allele reflects the allele frequencies in the sample. However, unequal individual contributions to the pool and sequencing errors can lead to inaccurate allele frequency estimates, influencing downstream analysis. When designing Pool-seq studies, researchers need to decide the pool size (number of individuals) and average depth of coverage (sequencing effort). An efficient sampling design should maximise the accuracy of allele frequency estimates while minimising the sequencing effort. We describe a novel tool to simulate single nucleotide polymorphism (SNP) data using coalescent theory and account for sources of uncertainty in Pool-seq. We introduce an R package, poolHelper, enabling users to simulate Pool-seq data under different combinations of average depth of coverage and pool size, accounting for unequal individual contributions and sequencing errors, modelled by adjustable parameters. The mean absolute error is computed by comparing the sample allele frequencies obtained based on individual genotypes with the frequency estimates obtained with Pool-seq. poolHelper enables users to simulate multiple combinations of pooling errors, average depth of coverage, pool sizes and number of pools to assess how they influence the error of sample allele frequencies and expected heterozygosity. Using simulations under a single population model, we illustrate that increasing the depth of coverage does not necessarily lead to more accurate estimates, reinforcing that finding the best Pool-seq study design is not straightforward. Moreover, we show that simulations can be used to identify different combinations of parameters with similarly low mean absolute errors. This can help users to define an effective sampling design by using those combinations of parameters that minimise the sequencing effort. The poolHelper package provides tools for performing simulations with different combinations of parameters (e.g. pool size, depth of coverage, unequal individual contribution) before sampling and generating data, allowing users to define sampling schemes based on simulations. This allows researchers to focus on the best sampling scheme to answer their research questions. poolHelper is comprehensively documented with examples to guide effective use.
2025-10-28T12:11:30Z
Carvalho, João Faria, Rui Butlin, Roger K. Sousa, Vitor C
Integrating Pool‐seq uncertainties into demographic inference
Next-generation sequencing of pooled samples (Pool-seq) is a popular method to assess genome-wide diversity patterns in natural and experimental populations. However, Pool-seq is associated with specific sources of noise, such as unequal individual contributions. Consequently, using Pool-seq for the reconstruction of evolutionary history has remained underexplored. Here we describe a novel Approximate Bayesian Computation (ABC) method to infer demographic history, explicitly modelling Pool-seq sources of error. By jointly modelling Pool-seq data, demographic history and the effects of selection due to barrier loci, we obtain estimates of demographic history parameters accounting for technical errors associated with Pool-seq. Our ABC approach is computationally efficient as it relies on simulating subsets of loci (rather than the whole-genome) and on using relative summary statistics and relative model parameters. Our simulation study results indicate Pool-seq data allows distinction between general scenarios of ecotype formation (single versus parallel origin) and to infer relevant demographic parameters (e.g. effective sizes and split times). We exemplify the application of our method to Pool-seq data from the rocky-shore gastropod Littorina saxatilis, sampled on a narrow geographical scale at two Swedish locations where two ecotypes (Wave and Crab) are found. Our model choice and parameter estimates show that ecotypes formed before colonization of the two locations (i.e. single origin) and are maintained despite gene flow. These results indicate that demographic modelling and inference can be successful based on pool-sequencing using ABC, contributing to the development of suitable null models that allow for a better understanding of the genetic basis of divergent adaptation.
2025-10-28T12:19:09Z
Carvalho, João Morales, Hernán E. Faria, Rui Butlin, Roger K. Sousa, Vitor C
Modelação em sistemas de informação geográfica da avaliação da susceptibilidade a movimentos de vertente na área amostra de Lousa Loures (Região a Norte de Lisboa)
A aplicação e validação de um modelo de suscetibilidade na área de Lousa-Loures (área teste) com recurso a algoritmos obtidos para a área de Fanhões-Trancão (área modelo), justifica-se pelo facto destas áreas terem características geológicas e geomorfológicas similares e pela existência da mesma tipologia de deslizamentos, nomeadamente os deslizamentos translacionais superficiais. Paralelamente, é desenvolvida a avaliação da suscetibilidade na área de Lousa-Loures, com recurso ao inventário de deslizamentos translacionais superficiais dessa área. Foram criadas e utilizadas bases de dados relacionais que transcrevem as relações entre os fatores de predisposição da instabilidade e os deslizamentos translacionais superficiais, com recurso à modelação através de Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Para possibilitar as comparações, procedeu-se à homogeneização dos dados de partida nas duas áreas e utilizou-se uma única ferramenta estatística para avaliar a suscetibilidade: o Método do Valor Informativo. Os resultados obtidos são validados através de técnicas estandardizadas, descritas na literatura especializada e já aplicados em estudos similares na região a norte de Lisboa.
2025-10-28T12:23:53Z
Piedade, Aldina Zêzere, José Tenedório, José António Garcia, Ricardo Oliveira, Sérgio Rocha, Jorge
Scales of solar energy: Exploring citizen satisfaction, interest, and values in a comparison of regions in Portugal and Spain
Solar energy installations are transforming urban and rural landscapes, with diverse socioeconomic and environmental impacts on local populations. Social acceptance of solar energy has been found to change depending on the scale of the installations. Yet, the conditions that lead citizens to become actively engaged in different solar energy “size” projects are still underexplored. Drawing on both social acceptance and energy citizenship literature, this study focuses on two case study regions in Southern Europe (i.e., Alentejo in Portugal and Andalusia in Spain), where a multi-scale solar expansion is advancing, with significant investments in large centralized solar photovoltaic systems (i.e., >50MWp). The aim of the article is to explore how citizens perceive the importance of the energy transition and gain further insight into the conditions that make citizens most satisfied with, and interested in, actively participating in the development of solar energy projects. The study draws on a representative survey (n = 832) collected in the two study regions and includes a vignette experiment. Statistical data analysis supports an understanding of the relational nature of social acceptance, which is suggested to be also applicable to energy citizenship, across different scales of solar energy production, from large and centralized to small-scale decentralized installations. The conclusions offer new findings on the intersection of social acceptance and energy citizenship research, as well as insights into energy policies related to solar energy expansion, useful for other regions and countries with comparable geographies in the Mediterranean and Southern Europe.
2025-10-28T12:18:28Z
Campos, Inês Brito, Miguel Luz, Guilherme
Modelling of intra-oceanic rifting and implications for the Terceira Rift in the Azores
Até à data, estudos de modelação numérica de rifting foram feitos incidindo sobre litosfera continental, com principal enfoque na sua evolução tectono-estrutural e breakup continental. O ciclo de Wilson relata que os oceanos se formam, evoluem e fecham. Este ciclo começa com a abertura de um oceano por meio de um processo de rifting continental, separando assim dois continentes, e terminando com uma colisão continente-continente através da subducção da litosfera oceânica (formando, posteriormente, uma bacia intracratónica). Porém, em situações geotectónicas específicas, verifica-se que a litosfera oceânica também sofre extensão e, daí resultando, de processos de rifting, como no caso do rift da Terceira (Atlântico Norte). O rifting intra-oceânico pressupõe a formação de nova crosta oceânica (e alastramento) no segmento de litosfera oceânica preexistente. Ora, se porventura, um rift intra-oceânico se formar, uma nova crosta oceânica poderá ser criada (causando alastramento oceânico) e impedir que o antigo oceânico feche (seguindo o ciclo de Wilson). Deste modo, a formação de um rift intra-oceânico poderá impedir a evolução tipica do ciclo de Wilson, podendo atrasar o seu fim. Assim, e com vista a compreender o processo de rifting intra-oceânico, recorremos à da evolução rift-to-drift, visto que esta transição engloba as diferentes fases de rifting e seus modos de deformação. A análise desta evolução permite compreender o processo de rifting na sua totalidade, envolvendo as diversas nuances que aqui serão abordadas, com principal foco no tempo de extensão necessário para que a litosfera oceânica atinja a sua ruptura total. O espaço temporal anteriormente referido demonstra-se particularmente útil visto que salienta um comportamento global, permitindo assim aproximar e aferir os processos de primeira e segunda que subjazem tal comportamento. Foi utilizado o código geodinâmico Underworld para levar a cabo a modelação numérica 2D de rifting intra-oceânico. Primeiro, dois conjuntos de experiências foram desenvolvidos, um conjunto sem fraquezas mecânicas e outro conjunto com uma fraqueza mecânica no centro das experiências. Deste modo, foi permitido estudar a influência que uma fraqueza mecânica tem na localização da distorção e na aceleração do tempo de extensão necessário para ruptura da litosfera oceânica. Em segundo lugar, e em ambos os conjuntos, foram sistematicamente tratados dois parâmetros fundamentais, que confluem para a evolução temporal da transição rift-to-drift: a) diferentes velocidades de extensão, que variaram entre 4 mm/yr e 160 mm/yr (velocidade de extensão total); e b) diferentes idades de placas litosféricas oceânicas, que variaram entre 10 Myr e 90 Myr, que atuam como proxy da espessura litosférica. De seguida, a metodologia e abordagem de modelação foram novamente utilizadas para simular a transição rift-to-drift do rift da Terceira e comparar os resultados experimentais com os resultados empíricos. Para este efeito, e de acordo com estudos anteriores, foi implementado uma fraqueza mecânica (simulando a falha Azores-Gibraltar) e usadas velocidades de extensão de 5.4 mm/yr e uma placa oceânica com uma idade de 30 Myr. Os resultados que advêm do presente estudo demonstram que o tempo necessário para atingir a ruptura total da placa litosférica oceânica (i.e., breakup oceânica) desde do inicio da extensão decrescem, descrevendo uma tendência não linear e logarítmica, com o aumento das velocidades de extensão. Do mesmo modo, as experiências revelam um papel secundário das idades das placas litosféricas têm no tempo necessário para atingir a ruptura da litosfera oceânica. Assim, foi possível determinar quantitativamente as influências de primeira ordem e de segunda ordem que as velocidades de extensão (cerca de 98%) e as idades de placas (até 59%) têm no tempo necessário até atingir o breakup oceânico. Esta tendência logarítmica das idades de breakup oceânica foram também aqui abordadas como um produto de dois factores fundamentais, nomeadamente: a) as taxas de distorção mais elevadas (impostas através das diferentes velocidades de extensão) causam tensões mais elevadas que, por sua vez, facilitam o falhamento da litosfera; e, b) a dualidade entre o arrefecimento da litosfera e seu enfraquecimento devido a taxas de distorção mais elevadas. Ou seja, velocidades de extensão mais elevadas levam a um enfraquecimento da litosfera na zona axial do rift, o que por sua vez, leva a uma exumação mais eficiente do manto astenosférico e aumento generalizado da temperatura (e vice-versa). Acrescendo a este facto, as velocidades de extensão mais elevadas causam tensões maiores, facilitando, assim, o falhamento da litosfera. Em suma, estes fatores combinados levam a um comportamento semelhante em todas as experiências realizadas, mesmo quando considerado o conjunto de experiências com uma anomalia mecânica, que localiza eficientemente a deformação em fases iniciais da extensão. Por outro lado, nas experiências em que não foram usadas anomalias mecânicas, as idades das placas têm um papel fundamental na formação de diferentes configurações de rift. Estas configurações de rift são: a) a formação de um único rift, formando inicialmente uma única zona onde a distorção acumula e a extensão atua; b) a formação de um rift que rompe por completo a litosfera, atingindo breakup oceânico, e um outro que aborta, sendo inicialmente formadas duas zonas onde a extensão atua; c) formação de dois rifts, onde são formadas, desde o início, duas zonas onde a extensão atua e continuando até atingir o breakup oceânico. O número de ocorrências dos diferentes tipos de configuração de rift variam, tanto com as diferentes idades de placa oceânica como com as diferentes velocidades de extensão. Verificase que o aumento das idades das placas impede a formação de dois rifts, enquanto que o aumento das velocidades de extensão favorece esta configuração. Desta forma, o balanço entre as ocorrências dos diferentes tipos de configuração de rifts é feita por dois fatores que se opõem: coesão litosférica e tensão divergente aplicada. A comparação entre os dois conjuntos de experiências, com e sem anomalia mecânica, revela que os processos subjacentes à tendência não linear e logarítmica se mantêm. Na verdade, a anomalia mecânica induz a localização da deformação e extensão na zona em que esta é aplicada (visto ser uma zona de fraqueza mecânica). Deste modo, e ao contrário do que ocorre no conjunto de experiências onde não são utilizadas quaisquer anomalias mecânicas, desde o início da extensão, a deformação é localizada numa única zona, tendo isto dois efeitos: a) a ausência de uma fase de distribuição de falhas; e devido a esta situação, b) a formação de um único rift, em qualquer circunstância. A ausência de uma fase precoce de distribuição de deformação pelo domínio total do modelo leva a que o tempo necessário para atingir a ruptura total da litosfera oceânica diminua. Verifica-se, então, que existe uma redução do tempo da transição de rift-to-drift de cerca de 10% (desde o início da extensão até o breakup oceânico). Esta comparação entre os dois conjuntos, é feita apenas para os casos, no conjunto onde não foi aplicada uma anomalia mecânica, em que apenas um rift é formado, sendo assim possível aferir a influência da fase de distribuição de deformação no tempo necessário para atingir a ruptura litosférica. A extensão no rift da Terceira, terá começado entre 25 Ma a 20 Ma e transitado para a fase de alastramento oceânico (i.e., drift) à cerca de 7 Ma. De acordo com estas evidências, a transição rift-to-drift terá ocorrido num espaço temporal entre 18 Myr a 13 Myr. Os resultados experimentais aqui apresentados situam esta transição em 20.50 Myr, o que revela um desvio de 12.2% a 36.6%. Apesar dos resultados experimentais divergirem do que é observado no caso natural do rift da Terceira, é importante notar a similaridade entre a experiência e o caso natural, visto este ser um caso particularmente complexo, com diversas incertezas, num processo de rifting oblíquo e tridimensional (em comparação às experiências bidimensionais aqui apresentas).
2025-10-28T12:21:27Z
Rodrigues, Nuno Miguel Ferreira
Antes e depois de editar: estudos filológicos
Editar não se resume a estabelecer texto; nem estabelecer texto, filologicamente, se faz sem edição, isto é, sem argumentação: prévia, paralela, posterior. Porém, se retirarmos o texto a editar ao estudo filológico, impõe-se, no resultado, a autonomia disciplinar ou a autorreflexão. Prova-o este mesmo volume de estudos filológicos, cujos autores, provocados com o repto da abstinência editorial, ou seja, com o repto da abstinência de texto a editar, responderam precisamente destas três formas: mantendo o texto nos seus estudos e assim declarando não haver, para a Filologia, nem antes nem depois da edição; voltando-se para a reflexão sobre os seus métodos, princípios e história; desviando-se para uma das disciplinas filológicas. Ou respondendo de várias destas formas, no mesmo estudo.
2025-10-28T12:16:07Z
Correia, Ângela Pimenta, Carlota
A gestão da formação na sucursal da Mundiserviços em Cabo Verde
O presente Relatório de Estágio insere-se no âmbito da Unidade Curricular de Estágio, realizado na empresa MundiServiços, Consultoria de Gestão e Formação, Sucursal de Cabo Verde, conducente ao grau de Mestre em Ciências da Educação com especialização na área de Formação de Adultos. A Sucursal da MundiServiços em Cabo Verde centra a sua intervenção no mercado cabo-verdiano essencialmente em dois eixos: Consultoria na área de Gestão de Recursos Humanos e Formação Profissional. O meu Projecto de Estágio tem a sua incidência na área da Formação Profissional e visa responder a uma solicitação da ARFA - Agência de Regulação e Supervisão de Produtos Farmacêuticos e Alimentares - organização cliente da MundiServiços em Cabo Verde. Neste contexto, o Projecto de Estágio tem como finalidade a realização de um Estudo de Diagnóstico de Necessidades de Formação e a Elaboração de um Plano Estratégico de Formação que possa satisfazer as necessidades organizacionais, profissionais e pessoais da Agência e dos seus trabalhadores. Este trabalho enquadra-se numa medida estratégica da entidade, que passa pelo desenvolvimento de competências chave dos seus recursos humanos, como forma de responder a novos desafios estratégicos e organizacionais e de aumentar a motivação e satisfação interna dos seus trabalhadores. De acordo com os objectivos pré-estabelecidos para a execução deste estudo, tentou-se combinar as metodologias qualitativa e quantitativa, com recurso a diferentes técnicas de recolha, análise e tratamento de dados, com a principal finalidade de obter informações que permitam responder, de forma efectiva, à solicitação da agência, transformando as necessidades formativas dos trabalhadores em potencialidades.
2025-10-28T12:10:48Z
Ferreira, Danila Maresy Silva, 1980-
Modelação de propagação acústica em ambiente marinho
Foi realizada uma análise de modelos numéricos de propagação do som em ambiente marinho e selecionados dois modelos para serem aplicados em três cenários. Considerando os critérios definidos no domínio das baixas frequências foi selecionado o modelo KRAKEN e para as altas frequências BELLHOP. O teste de Munk permitiu a comparação dos modelos e a demonstração da propagação acústica em ambiente de águas profundas. Ao comparar as simulações nas diferentes gamas de frequências verifica-se que o padrão dos perfis de TL é o mesmo, embora na gama das altas frequências os valores sejam superiores e também é nesta gama que os resultados entre os dois modelos são mais concordantes. O teste de Pekeris ilustra a propagação num ambiente de águas pouco profundas. Em adição foram também realizadas simulações com e sem atenuação no fundo. É também no domínio das altas frequências que os resultados obtidos pelos modelos são mais semelhantes. Quando existe atenuação no fundo, independentemente da frequência, os valores de TL são superiores. No teste do afloramento costeiro apenas foi utilizado o modelo BELLHOP. As velocidades mínimas são semelhantes, porém, quando não existe afloramento costeiro as velocidades máximas são superiores. Como consequência, TL é superior nas simulações sem afloramento. Quando existe variação do domínio das frequências não existe uma alteração acentuada em TL. Considerando os resultados dos três cenários, verifica-se que as alterações nos perfis da velocidade do som têm maior impacto nos perfis de TL que as alterações na gama de frequências e coeficiente de atenuação no fundo. Assim, embora BELLHOP possa ser aplicado em situações de baixa frequência apresenta limitações, porém tem a vantagem de considerar a batimetria. Por outro lado, KRAKEN pode ser aplicado em qualquer domínio de frequência, mas pode ser computacionalmente mais exigente e não considera batimetria.
2025-10-28T12:10:04Z
Caetano, Beatriz Palma Teixeira
Presença e memória: homenagem a Paula Morão
Motivado pelo intuito único de se prestar homenagem a uma obra e a um pensamento de referência, neste volume reúnem-se ensaios e testemunhos de várias dezenas de pessoas gratas que, pelas mais variadas formas, viram o seu percurso de leitores marcado pela presença da fala e da escrita de Paula Morão, desafiado pelas suas leituras e comentários, enriquecido pelas suas edições criteriosas, desassossegado pelas suas observações inesperadas. Em certa medida, cada um dos textos (...) é sobretudo uma espécie de conversa, pois em todos eles se retomam interesses da homenageada, a fim de se dar continuidade a discussões mais antigas ou mais recentes, isto é, a fim de se poder retomar os diálogos de sempre, preservando-os e guardando-os numa forma materializada.
2025-10-28T12:15:53Z
Carmo, Carina Frias, Joana Matos Pimentel, Maria Cristina, 1954- Nobre, Ricardo Miguel Guerreiro Patrício, Rita
Spatial patterns of marine biodiversity associated with habitatforming species on rocky reefs: the Arrábida Marine Protected Area case study
Coastal zones and their rocky reefs are the most productive areas in the world and offer important economic benefits to society and also invaluable ecosystem services. Thus, the study of the biodiversity that supports the basis of food chains and the patterns that determine their spatial variability is of special relevance. The present dissertation investigates the biodiversity composition (taxonomic and functional) and distribution patterns of epifauna associated with four habitat-forming species (HFS) (Halopteris scoparia; Saccorhiza polyschides; Sphaerococcus coronopifolius; Treptacantha usneoides). The study was carried out in temperate rocky reefs of four sites at Arrábida Marine Protected Area, mainland Portugal. In this study, Arthropods and Molluscs were the two large taxonomic groups associated with the HFS studied. These groups are characterized by having a free lifestyle, moving freely in the substrate, being mostly detritivores and able to feed on a varied diet. Results showed a spatial segregation of the epifauna in relation to the four HFS studied. Functional structure is less variable among replicates than taxonomic structure, explaining a greater percentage of community variation. S. polyschides showed the highest abundance of epifauna, probably due to the greater amount of available habitat compared to the other HFS. T. usneoides showed the lowest abundance despite its size and biomass, possibly not being favored by the hydrodynamic conditions found at the time of sampling (stronger sea currents). Despite its small size, H. scoparia was important for a large number of organisms that, possibly, found in this HFS a favorable texture to find shelter and refuge. The DistLM showed that density of surrounding algae, mean depth and number of refuges, were also important variables to the biodiversity patterns observed. These results can contribute to a more effective management of marine protected areas, if integrated as an important piece of knowledge for a more complete understanding of ecological networks.
First and Second-Level Digital Divides and Cultural Capital: Framing Digital Lives of Seniors in Portugal and Europe
Although research has been mainly focused on mapping individual determinants of digital exclusion, stressing the role of schooling, less attention has been paid to explore the role of pre-existing cultural practices and capital, beyond formal education, as determining factors of first-level and second-level divides among seniors and across western societies. The diffusion of digital devices with access to the internet is reaching a level close to 90% in European societies. However, the digital divide is still a noticeable issue when comparing generations and among seniors of age 65+ years (Friemel, 2016). As access to the internet, digital literacy, and use of digital services are increasingly prerequisites for public life and accessing public and commercial services in Europe and elsewhere (Alexopoulou, Åström, Karlsson, 2022), it is pertinent to look at the digital lives (or lack of) of seniors. Therefore, our study explores the influence of variations in cultural capital on the digital divide among seniors (aged 65+) in Portugal and Europe. The analyses are based on data from Eurobarometer and a representative survey concerning cultural practices on and offline in Portugal. The first part of the study introduces a comparative perspective of different regions of the European Union (EU) concerning the distribution of digital access and of online practices with cultural purposes, tracing digital first and second-level digital divides across Europe according to indicators of social and cultural inequality. The second section focuses on the results of the national survey regarding Internet use for cultural consumption. In the third part, also based on the same national data, we explore the association of various offline and online practices related to culture with types of digital divide. With this analysis we hope to find alternate ways of considering the links between technology usage and seniors and go beyond traditional analysis of this relationship.
2025-10-28T12:24:33Z
Lapa, Tiago Martinho, Teresa Duarte Reis, Célia
Global warming and heat wave risks for cardiovascular diseases: A position paper from the Portuguese Society of Cardiology
Global warming is a result of the increased emission of greenhouse gases. The consequences of this climate change threaten society, biodiversity, food and resource availability. The consequences include an increased risk of cardiovascular (CV) disease and cardiovascular mortality. In this position paper, we summarize the data from the main studies that assess the risks of a temperature increase or heat waves in CV events (CV mortality, myocardial infarction, heart failure, stroke, and CV hospitalizations), as well as the data concerning air pollution as an enhancer of temperature-related CV risks. The data currently support global warming/heat waves (extreme temperatures) as cardiovascular threats. Achieving neutrality in emissions to prevent global warming is essential and it is likely to have an effect in the global health, including the cardiovascular health. Simultaneously, urgent steps are required to adapt the society and individuals to this new climatic context that is potentially harmful for cardiovascular health. Multidisciplinary teams should plan and intervene healthcare related to temperature changes and heat waves and advocate for a change in environmental health policy.
2025-10-28T12:21:01Z
Caldeira, Daniel Dores, Hélder Franco, Fátima Bravo Baptista, Sérgio Cabral, Sofia Cachulo, Maria do Carmo Peixeiro, António Rodrigues, Rui Santos, Mário Timóteo, Ana Teresa Campos, Luís Vasconcelos, João Nogueira, Paulo Jorge Gonçalves, Lino
Negative and positive impacts of alien macrofungi: a global scale database
Advances in ecological research during the last decades have led to an improved understanding of the impacts of alien species. Despite that, the effects of alien macrofungi have often received little attention and are still poorly understood. With the aim of reducing this knowledge gap, we compiled a database of the recorded socio-economic and environmental impacts of alien macrofungi. This database was compiled from all relevant sources we could identify, through an exhaustive literature review, considering the identity of known alien taxa and explicit indications of impacts of any kind. In total, 1440 records of both negative and positive impacts were collected for 374 distinct species in different regions of all continents, except Antarctica. The most frequently recorded impacts are related to the mutualistic interactions that these fungi can form with their host plants. In total 47.8% of all records refer to the indirect negative effect of these interactions, by facilitating the colonization of invasive plants, while 38.5% refer to their positive contribution to the growth of forestry species. Less frequently recorded negative impacts included ectomycorrhizal interactions with native plants, plant pathogenicity and human poisoning after ingestion. Additional positive impacts include the use as a food source by native species and human populations and commercial exploitation. Alien macrofungi are an increasingly prevalent component of human-dominated ecosystems, having a diverse array of negative and positive impacts on native biota and human population. Our database provided a first step towards the quantification and mapping of these impacts.
2025-10-28T12:16:07Z
Monteiro, Miguel Capinha, César Ferreira, Maria Teresa Nuñez, Martin A. Reino, Luís