Repositório RCAAP

ABANDONO E ERRÂNCIA: A BUSCA IDENTITÁRIA EM LÉONORA MIANO E PAULINA CHIZIANE

O pós-colonial pode ser visualizado como uma condição propícia à mobilidade, à errância, à fluidez. Imersos nesse universo caótico e fraturado, sujeitos vagueiam, pontuam relações e se mobilizam para se afirmarem en-quanto identidade em meio aos fluxos, ao nomadismo. Textos timbrados com o “rótulo” de pós-coloniais convidam leitores à reflexão de como itin-erários conflituosos, desenvolvidos em espaços de múltiplos encontros, des-velam a fragmentação circunscrita nas formações identitárias. Nesse sentido, a proposta do presente artigo é identificar de que forma esses aportes norteadores de “padrões” e “fixações” identitárias ocorrem nas obras de Léonora Miano e Paulina Chiziane.

Ano

2017

Creators

Germano, Patrícia Gomes Bezerra, Rosilda Alves

GUINÉ PORTUGUESA VERSUS GUINÉ-BISSAU: A LUTA DA LIBERTAÇÃO NACIONAL E O PROJETO DE CONSTRUÇÃO DO ESTADO GUINEENSE

Esse texto é parte da minha tese de doutorado, em andamento, que objetiva descrever como os processos de resistências na Guiné Portuguesa (nome atribuído a Guiné-Bissau no quadro da colonização portuguesa, sendo considerado assim o território exclusivo da ultramar portuguesa) se desen-cadearam, analisando o protagonismo dos seus habitantes; buscamos tam-bém desmistificar a concepção de passividade atribuída aos africanos du-rante os séculos da colonização nesse processo. Ao apresentar essa outra perspectiva, diferente do que se estabeleceu na literatura já existente, an-corada nas distorções eurocêntricas associadas ao passado do colonialismo na história da Guiné-Bissau, este estudo oferece outra perspectiva que busca contar uma História da África a partir da reflexão dos africanos.

Ano

2017

Creators

Monteiro, Artemisa Odila Candé

Editorial

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Ano

2017

Creators

Barreiros, Patrício Nunes

Editorial

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Ano

2017

Creators

Barreiros, Patrício Nunes

Apresentação

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Ano

2017

Creators

de Queiroz, Amarino Oliveira Walter, Roland de Lima, Maria Nazaré Mota

CULTURA NACIONAL COMO COMUNIDADE FILMADA: REPRESENTAÇÕES DA NACIONALIDADE NO CINEMA BRASILEIRO

A reiteração das representações da nacionalidade em filmes e na cultura midiática em geral indicia a viabilidade da nação como uma categoria persistente — embora mais evanescente e menos sólida do que na era moderna — de análise da cultura. Mesmo que seu centro produtor de identificações, o Estado-Nação, tenha perdido a força de homogeneização e persuasão política, a narrativa da nação, em meio à problemática das identidades coletivas no mundo globalizado, continua sendo reescrita e debatida no ci-nema brasileiro contemporâneo.

Ano

2017

Creators

Botelho, Marcos Cezar

A VIOLÊNCIA COMO DEVIR-SUJEITO EM ALBERT CAMUS, JOSÉ PADILHA E CLARICE LISPECTOR

campo das narrativas literárias ou cinematográficas tem a capacidade de refletir sobre problemáticas subjetivas que se contextualizam nas demandas de representação de si. A violência, como desordenadora dos es-paços subjetivos, pode funcionar como relevante estratégia de leitura dos domínios do indivíduo, de suas ações e escolhas, das relações com a alteri-dade e da urgência do devir como um elemento não programado. Este trabalho intenta discutir como as narrativas analisadas empreendem as reflexões mais contemporâneas sobre subjetividade, na medida em que representam o desamparo de personagens em crise.

Ano

2017

Creators

Santos, Lívia Maria Natália de Souza

NARRATIVA CONTEMPORÂNEA: A LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA EM ESTORVO

O artigo analisa as possibilidades de intersecção das linguagens na representação do narrador em sua trajetória paranoica pelo tempo, pelos lu-gares e pela própria percepção de si e dos outros no romance Estorvo, de Chico Buarque, e na adaptação cinematográfica homônima, feita por Ruy Guerra. Privilegiando o filme, para melhor compreensão dos recursos explo-rados na obra, foi considerada também a perspectiva do próprio cineasta, a-través de entrevistas em que ele esclarece os motivos que o conduziram à adaptação do romance e os recursos eleitos para a montagem de modo a “traduzir” em filme as características prenunciadas no romance.

Ano

2017

Creators

Reis, Mírian Sumica Carneiro Novaes, Claudio Cledson

OLNEY SÃO PAULO: BREVES ASPECTOS DA PESQUISA SOBRE O PERCURSO DO CINEASTA

Este artigo propõe algumas reflexões derivadas da pesquisa reali-zada sobre a obra de Olney São Paulo e apresenta seu percurso, bem como alguns resultados das articulações teóricas e críticas que os pesquisadores do Núcleo de Estudos em Literatura e Cinema (NELCI/UEFS) agenciam para dis-cutir a obra deste escritor e cineasta.

Ano

2017

Creators

Novaes, Claudio Cledson Reis, Mírian Sumica Carneiro

RECRIAÇÕES DE UM TEXTO LITERÁRIO, OU: DO RISO AO SUSSURRO

Promove-se, neste artigo, uma análise da coletânea Missa do galo: variações sobre o mesmo tema, na qual seis escritores fazem uma releitura do conto de Machado de Assis, adotando, em sua maioria, o ponto de vista de diferentes personagens. Procura-se explorar as similaridades entre tal o-peração e a transcriação de um texto literário para o cinema, bem como o fa-to de o ponto de vista das escravas negras, referidas no texto matricial, não ter sido adotado em nenhuma das novas versões do conto machadiano.

Ano

2017

Creators

de Oliveira, Marinyze das Graças Prates

VIOLÊNCIA, FOME E SONHO: AS ESTÉTICAS DO SUBDESENVOLVIMENTO NO DISCURSO DE GLAUBER ROCHA

Recuperando o texto Cinema Novo e Cinema Mundial, matriz do célebre Uma estética da fome, analisamos a perspectiva anticolonial de Glauber Rocha na tese que defendeu na cidade de Gênova, em 1965, e que ficou conhecida na Europa como A estética da violência. Com uma fala cortante e provocadora, Glauber Rocha denunciava, de um lado, o desejo de primitivismo do observador europeu e, do outro, o comodismo do público brasileiro, vendo em ambos a perpetuação de uma mentalidade tipicamente colonial. Ao superar o tradicional complexo de inferioridade do intelectual brasileiro frente à arte e ao pensamento europeus, o cineasta via na estética da violên-cia a possibilidade de uma revolução cultural do terceiro mundo. Receptor das escritas de Friedrich Nietzsche, Frantz Fanon e Josué de Castro, propunha um novo ponto de vista a partir do qual interpretar as criações artísticas do subdesenvolvimento, dissociando-o das suas habituais conotações melodra-máticas para revelar a sua condição trágica.

Ano

2017

Creators

Siega, Paula Regina

DADOS SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE CINEMA E LITERATURA NO CINEMA NOVO BRASILEIRO

Neste artigo a ideia principal é estabelecer um esquema comparati-vo abordando as relações entre o cinema e a literatura, com destaque para o cinema novo brasileiro. O mote principal do trabalho leva-nos a relacionar o romance e o cinema, mas nossa intenção é estabelecer um cômputo de rela-ções entre o cinema e a literatura de cordel, o teatro e a música/poesia. Quer dizer, nosso interesse é abordar dados que tornam possíveis as relações entre a literatura e o cinema novo brasileiro. Um documento escrito com ri-gor busca sinais documentais da época em consonância com outros mais atuais.

Ano

2017

Creators

Amar, Víctor

LUNETAS MÁGICAS — TRADUÇÕES ÓTICAS EM MACEDO E ALENCAR

Através da análise de dois textos produzidos no século XIX — o fo-lhetim Ao correr de pena, de José de Alencar, e o romance A luneta mágica, de Joaquim Manuel de Macedo —, ilustram-se as inquietações geradas pelo encontro do olhar romântico com o mundo mediado pelas invenções óticas.

Ano

2017

Creators

Sarmiento, Guilherme

PERSPECTIVA POÉTICA DE NEGOCIAÇÃO — PROPOSTA TEÓRICA E METODOLÓGICA PARA DISCUTIR O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO FÍLMICA DE ROMANCES

Este artigo discute questões relativas à adaptação de obras literá-rias para o cinema, buscando desenvolver e apresentar uma proposta meto-dológica e teórica que possibilite orientar a discussão sobre o assunto em uma direção mais apropriada do que tem percorrido os estudos recentes so-bre o tema. Denominamos tal proposta de Perspectiva Poética de Negocia-ção. O desenvolvimento desta proposta está diretamente relacionado à ma-neira como se define o processo de adaptação. Nesse sentido, neste trabalho, sugerimos como a adaptação deve ser entendida conceitualmente e, posteriormente, se apresenta os elementos e parâmetros metodológicos que permitem ao analista tanto verificar como cada obra (filme e romance) está configurada narrativamente para provocar determinados efeitos, assim como compará-las, observando o que foi transferido e o que foi transforma-do de uma para outra.

Ano

2017

Creators

da Silva, Juliana de Fátima Alves Serafim, José Francisco

DA PROSA POÉTICA À CINEPLÁSTICA: UMA ANÁLISE DE À DERIVA (EN RADE, 1927), DE ALBERTO CAVALCANTI

Quando Alberto Cavalcanti se lançou no seu terceiro filme, À deriva (En rade, 1927), estava mais uma vez desejoso de se consagrar à recriação de uma obra literária. Curiosamente, ele se interessa pela novela A partida do Valdívia (Le départ du Valdivia) do amigo e ator Philippe Hériat, esse escrito estando ainda em estado de manuscrito, sua primeira edição aparece apenas em 1933. É graças a seu viés poético e intimista, ideal para abordar a vida dos seres situados num lugar de trânsito, o porto e suas imediações, de onde partem os sonhos dos homens, que esse texto literário apaixona o cineasta. Eis uma das razões que explica o fato de que À deriva, obra-chave da filmo-grafia cavalcantiana, tenha ficado, para sempre, aclamado pelos críticos e historiadores. Nele, descobrimos um cinema de pesquisa, em avanço em seu tempo, que os vanguardistas põem em prática ao longo dos anos 1920.

Ano

2017

Creators

Martins, Fernanda Aguiar Carneiro

A IRONIA DO NARRADOR E O DRAMA TRÁGICO DA HOSPITALIDADE CANIBAL EM DOGVILLE, DE LARS VON TRIER

Este artigo tem por objetivo abordar, a partir da enunciação irônica que afeta a voz do narrador no filme Dogville, do cineasta Lars Von Trier, a imagem de um destino trágico em função do “Drama da hospitalidade cani-bal”, à luz da psicanálise freudo-lacaniana articulada às contribuições de Jac-ques Derrida e Emmanuel Lévinas.

Ano

2017

Creators

de Souza, Carlos Cézar Mascarenhas

EL GOCE TOTALITARIO — SALÒ DE PASOLINI

Há duas características fundamentais que definem o sentido espiri-tual e civilizatório da tortura. Uma delas é de ordem política. Em termos ex-tremamente rudimentares, isso pode ser formulado mediante a exemplaridade criminal com que certos setores que estão na vanguarda da organização política e militar do estado de direito anunciam seu próprio poder de sedição como a base para uma nova ordem de fato local ou global. É por causa dessa razão que a tortura — seja ela do tipo como a praticada du-rante a Inquisição colonial do séc. XVI, seja ela da sorte como a praticada nas penitenciárias coloniais da Guerra Global atual — precisa ocultar a sua brutalidade primitiva, sangrenta e sacrificial da sociedade, enquanto que, ao mesmo tempo, precisa assegurar a exibição de si mesma como uma demons-tração pública de poder que é tão absoluta quanto arbitrária. Saló fornece uma denúncia da tortura, mas simultaneamente interpreta a tortura como a escrita secreta de uma modernidade que legitima e dissemina tortura enquanto linguagem. E, por último, este filme também anuncia o advento de um novo fascismo global: o fascismo global que encara nossa face hoje.

Ano

2017

Creators

Subirats, Eduardo

Apresentação

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Ano

2017

Creators

Seidel, Roberto Henrique Novaes, Claudio Cledson Martins, Fernanda Aguiar Carneiro

Editorial

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Ano

2017

Creators

Seidel, Roberto Henrique

PULSIONS ET DESTINS DE PULSIONS — BREVE INTRODUCTION A CARMELO BENE

Ator e homem de teatro, escritor e cineasta, Carmelo Bene causou sensação desde o seu primeiro filme Notre-Dame des Turcs (1968). Inspirado em seu romance inaugural — uma espécie de autobiografia, mais propria-mente poética que romanceada, ele permanece como sendo sua obra a mais célebre, verdadeiro turbilhão de imagens musicais, com seus monólogos, suas cores suntuosas, seu barroquismo simbolista. Eis por que Bene foi bas-tante admirado pelos críticos franceses, Deleuze, Klossowski e vários outros. Se seu cinema não tem um estilo reconhecível de um filme a outro, é verdade, no entanto, que, em todos os seus filmes, desde Notre-Dame des Turcs, ele pratica uma montagem disjuntiva que não se assemelha a nada do mesmo gênero. O cinema de Bene é esse exercício que só pode se receber por meio de um exercício igual da atenção, da tensão.

Ano

2017

Creators

Aumont, Jacques