Repositório RCAAP
ROSE, FLOR, MARIA ET ANNAISE. (LE COLONEL CHABERT D'HONORE DE BALZAC ET SES VARIANTES: BRÉSILIENNE, QUÉBÉCOISE, HAITIENNE...)
Si l'on compare le parcours de deux héroines de roman: Rose Chapotel, dans Le colonel Chabert d'Honoré de Balzac,et dona Flor, dans Dona Flor e seus dois maridos de Jorge Amado, on s'apercoit qu'il y a des analogies dans leur situation de dépendance de leur mari, mais que pour la mairrise de leurs destins et la possibilité d'ascension sociale, l'Européenne est nettement plus favorisée que la brésilienne. Et cette inégalite semble, par d'autres comparaisons, erre la condition des héroincs américaines par rapport leurs consoeurs européennes.
Consciência fonológica de vinte e três disléxicos falantes do Português
O presente estudo, com recorte transversal, investiga o desempenho de sujeitos disléxicos em tarefas de consciência fonológica, a partir do enfoque teórico do déficit de processamento fonológico da dislexia. A amostra é composta por 23 sujeitos disléxicos, falantes do português brasileiro, nas faixas etárias entre 8;0 e 14;11. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o CONFIAS, Consciência Fonológica: Instrumento de Avaliação Sequencial (MOOJEN et alii, 2003), que avalia a consciência fonológica nos níveis da sílaba e do fonema. Os resultados mostraram que, no nível da sílaba, a tarefa mais difícil foi a Produção de Rima; no nível do fonema, foi a Transposição. Os resultados evidenciaram, também, o uso de estratégias linguísticas, a exemplo de Associação Fonológica, Associação Semântica, entre outras.
Apresentação
No summary/description provided
2017
Barreiros, Patrício Nunes Rocha, Flávia Aninger de Barros Lacerda, Mariana Fagundes de Oliveira Araujo, Silvana Silva de Farias
O professor de línguas, o PNLD, o livro didático de línguas e outros materiais didáticos
Este artigo tem o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) como pano de fundo para as discussões apresentadas. Objetiva-se mostrar as situações e as demandas que o professor de línguas têm enfrentado atualmente, e confrontá-las com as relações entre o professor e o livro didático e outros materiais de ensino no seu cotidiano profissional. Para atingir esse objetivo, recorre-se a autores que têm refletido sobre o docente de línguas e a profissão docente, a referências aos docentes em textos produzidos no próprio PNLD (resoluções e Guia do Livro Didático) e a pesquisas realizadas nos últimos anos pelo Grupo de Pesquisa em Materiais e Recursos Didáticos do CEFET-MG. Assumindo uma postura crítica, argumenta-se sobre a necessidade de o PNLD e outras políticas de provimento de materiais para ensino promoverem novas iniciativas de apoio ao docente em prol de uma educação mais libertadora e menos opressiva.
Os guerreiros do imaginário: Entrevista de Abdellatif Chaouite com Patrick Chamoiseau
Tradução de uma entrevista com Patrick Chamoiseau, por Abdellatif Chaouite realizada na ação « Fazer o mundo com o Outro », iniciada pela Maison des Passages (Lyon) no contexto do Contrato Urbano de Coesão Social, publicada no periódico Ecarts d'identité, Grenoble: n°112, p. 25-34, junho, 2008.
O uso de ferramentas computacionais na elaboração do Vocabulário de Eulálio Motta: AntConc e FLEx
Com o crescente desenvolvimento das tecnologias computacionais, várias ferramentas estão disponíveis com o intuito de facilitar a construção de obras lexicográficas (dicionários, vocabulários, glossários etc.). Neste trabalho, objetiva-se descrever a funcionalidade e as etapas de aplicação de dois programas utilizados para a construção do Vocabulário do escritor baiano Eulálio de Miranda Motta: o AntConc, para a análise do corpus, e o Fieldworks Language Explorer (FLEx), para a organização do banco de dados e a edição dos verbetes. Adotou-se como base os princípios teórico-metodológicos da Lexicografia moderna (BIDERMAN, 1978; 1984; 2001; HAENSCH, 1982; WERNER, 1982; VILELA, 1983; 1995; PORTO DAPENA, 2002, entre outros) e da Linguística de corpus (BEBER SARDINHA, 2004; OTHERO; MENUZZI, 2005). Delimitou-se como corpus desta pesquisa 215 textos em prosa, escritos em vida ou publicados postumamente, sendo: 36 textos publicados na coluna Rabiscos do jornal Mundo Novo (1931 a 1932, Mundo Novo-BA); 17 textos publicados no jornal O Lidador (1933 a 1935, Jacobina-BA); 45 textos publicados no jornal O Serrinhense (1950 a 1951, Serrinha-BA); 24 textos publicados no jornal Gazeta do Povo (1960-1961, Feira de Santana-BA); 43 panfletos escritos de 1949 a 1983 (BARREIROS, P., 2015) e 50 causos que compõem Bahia Humorística, escritos de 1933 a 1934 (BARREIROS, L., 2016). Entende-se que essa seleção de 215 textos atende aos diversos suportes utilizados por Eulálio Motta para veiculação e divulgação de seus escritos, possibilitando inventariar o vocabulário usado pelo escritor durante um período de mais de 50 anos (de 1931 a 1983). O Vocabulário produzido é composto por 700 entradas, organizadas de A a Z, sendo 513 lexias simples, 35 lexias compostas e 152 lexias complexas (POTTIER, 1977), e tem como finalidade contribuir para a preservação de costumes e valores culturais do homem sertanejo, expresso no uso da língua.
“Grammatica da Lingoagem Portuguesa” x “Serões Grammaticaes ou Nova Grammatica Portugueza”: um estudo comparativo acerca da classe gramatical “verbo”
O presente trabalho é composto do resultado de um estudo comparativo feito entre duas gramáticas sobre a categoria gramatical do verbo, sobre a forma como esta classe é abordada, sobre os aspectos apresentados que envolvem os verbos. As gramáticas utilizadas foram: “Grammatica da Lingoagem Portuguesa” de Fernão de Oliveira, que é a primeira gramática da língua portuguesa escrita por um português, editada pela primeira vez em 1536, e a obra “Serões Grammaticaes ou Nova Grammatica Portugueza” de Ernesto Carneiro Ribeiro, uma das primeiras gramáticas da língua portuguesa escrita por um brasileiro, tendo a sua primeira edição em 1890, porém a edição utilizada neste trabalho corresponde ao ano de 1955, ou seja, a 6ª edição. O método comparativo tem o objetivo de colocar em evidência as informações que se distinguem nos elementos de comparação. Este trabalho está dividido fundamentalmente em seis capítulos: no Primeiro Capítulo, Introdução, apresenta-se a proposta de estudo, o corpus e sua delimitação, um breve comentário do método de estudo escolhido que é o comparativo, além da justificativa da escolha do objeto de estudo; no Segundo Capítulo, faz-se um estudo sobre gramáticas envolvendo algumas definições sob o ponto de vista de dicionaristas e teóricos, além da apresentação do papel e da importância de uma gramática; no Terceiro Capítulo, apresentam-se breves considerações sobre Fernão de Oliveira e sobre Ernesto Carneiro Ribeiro; no Quarto Capítulo, há comentários sobre a forma de abordagem da classe gramatical dos verbos na “Grammatica da Lingoagem Portuguesa” de Fernão de Oliveira, no Quinto Capítulo, há comentários sobre a forma de abordagem da categoria gramatical intitulada verbo na obra “Serões Grammaticaes ou Nova Grammatica Portugueza” de Ernesto Carneiro Ribeiro, e por fim, o Sexto Capítulo, Considerações Finais, no qual se conclui a pesquisa, apontando-se as vantagens dos estudos realizados e as possibilidades de extensão deste trabalho, além de fazer observações sobre os resultados obtidos. Seguem-se aos capítulos as Referências.
Já é alvorada, irmã da manhã: o canto de esperança do sambista
Neste artigo, estudamos os termos como aurora e alvorada inscritos em letras de samba,uma vez que entendemos que representam o canto de esperança do cantautor do morro. A fim de analisarmos as letras sob as perspectivas do real e não real, apoiamo-nos nas pesquisas de Coelho (1984), Bachelard (1988; 2008), Chevalier e Gheerbrant (1988), Bloch (2005), Romanelli (2015), Chauí (2016), Mattuella (2016) e Viera (2017). Fazem parte da análise, ainda, os processos de construção do cenário onde habitam os compositores das canções, assim como os de romantização do samba. Lançamos mão, pois, da obra de Vianna (1995), quando traz à tona o mistério do samba; Dantas (1988), que postula as relações entre o estético e o social; Benchimol (1992), por descrever a formação e proliferação dos subúrbios e Galvão (2017), posto que discute a idealização do suburbano. O samba nos possibilita compreender os desejos que cercam o sujeito do morro e de saltarmos junto dele para o que ainda não emergiu, mas que já foi idealizado.
2018
Mendonça, Guilherme Oliveira, Marilu Menon, Mauricio Catelão, Evandro
O filme diary of a wimpy kid no ensino da língua inglesa
O objetivo desse artigo é destacar a funcionalidade da imagem como modalidade de construção de significados, e apresentar sugestões de letramento com o uso de filmes como uma das modalidades no ensino da língua inglesa, para nível fundamental. Nesse caso específico, o trabalho será embasado no filme Diary of a Wimpy Kid (2010), (Diário de um Banana), com legendas em inglês, adaptado do livro homônimo (2008) de autoria de Jeff Kinney. Atividades dessa natureza podem auxiliar o profissional de ensino a tornar sua aula mais dinâmica, interessante e despertar o interesse do aluno. O aporte teórico principal terá com base, a obra de Jane Sherman, Using Authentic Video in the Language Classroom (2003), que define alguns conceitos de como trabalhar um vídeo ao ministrar uma aula de língua inglesa; e, de Gunther Kress, The Literacy in the New Media Age (2003), que discorre sobre a presença cada vez maior da imagem no processo de comunicação.
2018
Feldman, Alba Krishna Topan Alzão, Luiz Sérgio Alzair
Uma análise lexicológica dos instrumentos e das relações de trabalho em Seara Vermelha, de Jorge Amado
Em Seara vermelha, Jorge Amado empreende a representação da cultura do povo sertanejo e, por meio de sua narrativa ficcional, faz ecoar marcas indenitárias da cultural desse povo. Tal representação só foi possível pelo uso da linguagem. A língua facultou ao homem Jorge Amado estabelecer a relação indivíduo-sociedade-identidade e cultura. O léxico é o nível da língua que melhor representa o saber de um grupo sócio-linguístico-cultural, pois representa a via de acesso para ver e representar o mundo, deixando, portanto, transparecer os valores, as crenças, os hábitos e os costumes de um grupo social do qual o indivíduo faz parte. No presente texto, almejamos apresentar uma leitura da referida obra mediada pelas lentes da lexicologia, especialmente à luz da teoria dos campos lexicais proposta por Coseriu ([1977] 1986). A análise das lexias organizadas em macro e microcampos lexicais dos instrumentos e das relações de trabalho, conforme postula Coseriu, permite fazer a interseção entre o estudo do vocabulário da obra em questão com o conjunto de valores através dos quais se manifestam as relações entre indivíduos de um mesmo grupo que partilham patrimônios comuns como, por exemplo, a cultura, a língua, a religião, os costumes.
Qual edição e o que editar
De início, apresenta-se a definição de filólogo de L. S Picchio e, de imediato, remonta-se à discussão de F. de Saussure sobre filologia, chegando-se, então ao “regresso à filologia” de Paul de Man. Por fim, toma-se a posição de Llored quanto à filologia. Ao preocupar-se com o objeto da Filologia, vai-se ao princípio do século XX com as nove etapas da filologia, apontadas por C. M. de Vasconcelos, que, na sua essência, são os mesmos com que se depara o filólogo nos dias atuais. Lembra-se, com B. Cerquiglini, a importância da escrita na sociedade medieval e chega-se, enfim, aos rascunhos dos escritores modernos e a importância dos dados de fala, alcançando-se o núcleo da investigação, que é o texto. Finalmente adverte-se que a filologia debruça-se sobre o documento, guardado, preservado nos arquivos. Explica-se a necessidade de o filólogo fazer edições de caráter conservador, preservando as características grafemáticas do texto, mas permitindo, também, a análise de outros níveis linguísticos no texto, como mostra R. Wright. Em seguida, passa-se a falar dos critérios de edição de textos, contrapondo antigas práticas com o comportamento dos editores na atualidade e a importância do texto fidedigno para o estudo do texto. E, então, passa-se a explicar a edição conservadora de textos na era da informática, ressaltando-se as tecnologias de que dispõe o editor de textos, lembrando a discussão trazida por M.C. P de Sousa, quanto à importância da cópia no meio digital e explicam-se as etapas da edição de um texto na era digital, chegando-se à edição digital hipertextual e, por conseguinte, à edição eletrônica. Nessa direção adverte-se o fato de que os princípios seguidos devem ser obedecidos a fim de que a edição digital possas cumprir o seu papel e tenha um espaço que a diferencia da edição estática feita nos moldes tradicionais. Conclui-se assinalando que o avanço tecnológico permitiu que a tarefa de proceder-se à transcrição do texto aumentou em velocidade e em variedades de formatos de apresentação, mas enfatizando-se ser a competência e a seriedade do pesquisador, por trás da decodificação dos caracteres e da escolha dos critérios, o ponto mais importante para a realização de um bom trabalho filológico.
2017
Telles, Célia Marques Lose, Alícia Dhuá
Descrição e análise sócio-histórica do sistema pronominal de posse do português rural da Bahia
Este artigo tem por objeto a alternância de marcação possessiva no português rural da Bahia, em que se encontram duas opções estruturais: a construção analítica (o dia de nós; o grupo da gente) e a construção sintética (nossa região). Apenas a última construção é atestada no português europeu. No entanto, a primeira é comum em línguas reestruturadas por processos de transmissão linguística irregular desencadeados pelo contato entre línguas. A base empírica é fornecida pelos resultados de uma análise desse aspecto da gramática em regiões isoladas do semiárido baiano, vistos à luz da literatura sobre aquisição de L2 em situação de contato.
2017
Oliveira, Matheus Santos Lacerda, Mariana Fagundes de Oliveira Carneiro, Zenaide de Oliveira Novais
A linguística textual e a construção do texto: um estudo sobre os fatores de textualidade
Este trabalho objetiva fazer uma reflexão sobre a Linguística Textual, buscando entender alguns conceitos e filiações desta ciência do texto. Estuda, também, o texto e como ele é construído numa relação de leitura e escrita. Por fim, faz uma reflexão acerca da importância dos fatores de textualização como a coesão (coesão lexical, referenciação, substituição, conjunção e elisão) coerência, intertextualidade, intencionalidade, situacionalidade, informatividade e aceitabilidade.
2017
da Rocha, Max Silva Silva, Maria Margarete de Paiva
“Não sou racista, mas...”: motivações linguísticas da proverbial retórica à brasileira para a negação do racismo
A expressão “não sou racista, mas...” é muito frequente nas redes sociais. Quem o utiliza é ou não racista? Este artigo analisa o valor linguístico e histórico da expressão. O caminho metodológico escolhido é a pesquisa bibliográfica. A análise serve-se de elementos da Pragmática e da Retórica. Ao que tudo indica, ela veicula racismo de forma ostensiva, embora tenha intenção de negá-lo.
Uma análise do objeto nulo no corpus do PEPP
Este trabalho tem como objetivo apresentar uma análise do objeto nulo no corpus do Programa de Estudos sobre o Português Popular Falado de Salvador – PEPP. Diferentemente das variáveis linguísticas, que os gerativistas propõem-se a estudar em diferentes línguas do mundo, o foco aqui é verificar como as variáveis sociais comportam-se diante desse fenômeno, baseando-se nos pressupostos da sociolinguística variacionista. Esse fenômeno tem um caráter bastante relevante no português brasileiro, pois é uma língua que permite o preenchimento da posição de objeto, bem como seu apagamento, estratégia utilizada para escapar do julgamento linguístico da sociedade, ou seja, não utilizar uma forma estigmatizada, que é o caso do preenchimento com um pronome lexical (cf. CÔRREA, 1992), mas não o clítico, que só é realizado em contextos de muita monitoração linguística. É importante salientar que é necessário fazer a continuação do estudo para chegar a dados mais conclusivos.
2017
Silva, Jilvan Evangelista da Paim, Marcela Moura Torres
Translinguajamento: pensando entre línguas a partir de práticas e metadiscursos de docentes indígenas em formação superior
O objetivo deste trabalho é estabelecer a genealogia epistemológica do conceito de translinguajamento a partir de pressupostos teóricos do campo dos estudos decoloniais e compreendê-lo com base em práticas comunicativas e metadiscursos de docentes indígenas em formação superior específica na Universidade Federal de Goiás (UFG). O translinguajamento é apresentado como uma alternativa para problematizar os essencialismos decorrentes da invenção das línguas (MAKONI; PENNYCOOK, 2007) – e, consequentemente, das nações e de outros construtos – e para compreender as práticas comunicativas contemporâneas. Pretendemos mobilizar reflexões relacionadas a práticas híbridas de linguagem, que rompam com a ideologia do monolinguajamento colonial e nacional e considerem a possibilidade de pensar entre línguas, na fronteira, conforme sugere Mignolo (2003), considerando o processo de globalização e os contextos locais e pensando a interculturalidade de forma crítica, marcada por processos de interação amplamente diversificados e profundamente afetados pela diferença colonial. Além disso, procuramos evidenciar e compreender como práticas e metadiscursos relacionados a essa ideia de translinguajamento se manifestam em um contexto de formação de docentes indígenas no curso de Licenciatura em Educação Intercultural da Universidade Federal de Goiás, a partir de dados orais e escritos gerados em sala de aula, em uma análise com direcionamento metodológico qualitativo e de cunho etnográfico. Considera-se o translinguajamento como uma alternativa para desinventar e reconstituir as línguas, questionando concepções fixas e totalizantes sobre linguagem, sobretudo em situações em que a complexidade social reconfigura os mapas linguísticos e exige novas perspectivas, como é o caso dos povos indígenas no Brasil. Para tanto, partimos da ideia de que o translinguajamento pode, inclusive, ser utilizado como uma estratégia de negociação nas relações interculturais, intrinsicamente constituídas na fluidez e no hibridismo, fundamentadas na mobilização de recursos pertencentes a repertórios linguísticos diversos, móveis e heterogêneos.
2018
Pimenta de Oliveira, Denise Nascimento, André Marques do
Estrutura temática e representação em “As Intermitências da Morte”/Death with Interruptions.
Este trabalho descreve os padrões de estrutura temática observados no romance “As Intermitências da Morte”, do escritor português José Saramago, e em sua retextualização para a língua inglesa, realizada por Margaret Jull Costa e intitulada Death with Interruptions, tomando como aporte teórico a Linguística Sistêmico-Funcional (HALLIDAY e MATTHIESSEN, 2014). O corpus foi digitalizado, anotado através de etiquetas (tags) e posteriormente processado no programa WordSmith Tools 7.0. Na sequência, foi alinhado em um template do MS Excel (FLEURI, 2013), para que a análise não fosse baseada somente em números absolutos. Dos resultados encontrados, destacam-se, na rextextualização, o uso de Processos existenciais em posição temática para indicar não agenciamento do Sujeito, o número mais baixo de ocorrências de Temas comentário, maior número de Temas equativos e maior número de continuativos em posição temática. Os demais resultados refletem diferenças sistêmicas entre as línguas trabalhadas.
2017
Frio, Fernanda Saraiva Vasconcellos, Maria Lúcia
Presença abençoada ou ausência sentida: a água na toponímia da Bahia
A Onomástica, ramo da Lexicologia que estuda os nomes próprios de pessoas (antropônimos) e de lugares (topônimos), representa uma fonte de estudo da língua e sua relação com o patrimônio cultural de um povo. Nessa perspectiva, considerando os topônimos como testemunhos da história da língua e buscando conciliar as abordagens teóricas da Etnolinguística e da Lexicologia, com foco nos estudos onomásticos, discute-se, neste artigo, a importância da água, como presença abençoada ou ausência sentida, no processo de nomeação do espaço na Bahia. Povoados, vilas, aldeias surgiram às margens de rios, lagoas e riachos e o povo aprendeu a identificar o lugar por essa presença, imprescindível à existência de vida. Analisa-se, nesse contexto, o número significativo de hidrotopônimos, uma taxe de natureza física, no corpus estudado, que envolve os 169 designativos dos municípios presentes nos volumes XX e XXI da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2 de julho de 1958. De acordo com o sistema classificatório proposto por Dick (1990, 1992) para a realidade toponímica brasileira, as taxes de natureza física refletem a visão imediata da terra, causa nominativa principal na toponímia baiana analisada, resultado que se contrapõe ao registrado em outras regiões do Brasil, onde a supremacia da colonização portuguesa, predominantemente marcada pela fé religiosa, se sobrepõe à força da natureza no ato de nomear o lugar.
2017
Prudente, Clese Mary Abbade, Celina Márcia
AS RELAÇÕES INTERDISCURSIVAS EM “UMA HISTÓRIA DO SERTÃO”
O presente artigo objetiva analisar o discurso religioso e as relações interdiscursivas na construção do sentido e como estes auxiliam a construção da identidade nordestina. O corpus é composto pelo cordel “Uma história do sertão”, de Joaquim Eustáquio de Oliveira (2015), escolhido por ser um gênero popular e rico em manifestações culturais. Para tanto, embasamo-nos em pesquisadores e teóricos que têm a temática em questão como foco, sendo eles: Pêcheux (1990; 1998), Foucault (1997), Maingueneau (2005), Moita Lopes (2002; 2006), Possenti (2003). O discurso religioso explora sistematicamente os dizeres ‘já-proferidos e, quando se concretizam esses usos, os sujeitos ativam as memórias discursivas armazenadas, descobrindo algo próximo/familiar e os reproduzem de acordo com sua leitura particular, por intermédio de projeções que, por sua vez, são resultados de um legado constituído socialmente. A análise conduz à constatação de que esse gênero constitui-se em rico material de exploração didática num campo discursivo e de que nossas ações verbais estão num constante processo de construção e reconstrução, por meio das diversas vozes que permeiam o texto. Dessa forma, a análise demonstrou as marcas da interdiscursividade por meio do discurso religioso na materialidade do cordel.
2019
Batista, Ruy Martins dos Santos Santos, Maria das Graças Alves dos Batista-Santos, Dalve Oliveira