Repositório RCAAP
Association of parents' nutritional status, and sociodemographic and dietary factors with overweight/obesity in schoolchildren 7 to 14 years old
To assess the association of parents' nutritional status, and dietary and sociodemographic factors with overweight/obesity in schoolchildren in Florianópolis Island, Santa Catarina State, Brazil, this cross-sectional epidemiological study examined 2,826 schoolchildren 7 to 14 years old, classified according to body mass index curves for age and sex recommended by the International Obesity Task Force. Data were analyzed using Poisson regression. The final model showed overweight/obesity in boys associated directly with father's educational level, mother's age, and parents' nutritional status, and inversely with mother's educational level, and number of daily meals. Among girls, it associated directly with parents' nutritional status and the schoolchildren's age, and inversely with consumption of risk foods. The variables that associated with overweight/obesity differed between the sexes, except parents' nutritional status. Boys and girls with both parents overweight or obese were, respectively, 80% and 150% more likely to exhibit the same diagnosis, indicating the need for interventions that include the family environment.
2012
Bernardo,Carla de Oliveira Vasconcelos,Francisco de Assis Guedes de
Risco de suicídio e comportamentos de risco à saúde em jovens de 18 a 24 anos: um estudo descritivo
O objetivo foi avaliar risco de suicídio e comportamentos de risco em jovens. Estudo transversal na zona urbana de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, realizado por amostragem sistemática. Foram incluídos jovens de 18 a 24 anos, com capacidade cognitiva e que assinaram termo de consentimento. Foram aferidos risco de suicídio (MINI); comportamentos de risco (YRBSS); abuso/dependência de substâncias (ASSIST); e nível socioeconômico (ABEP). Os dados foram analisados no programa SPSS. A amostra constituiu-se de 1560 jovens e a prevalência de risco de suicídio foi de 8,6%. O risco de suicídio foi associado com: ter sofrido acidente com necessidade de ir ao pronto-socorro (p = 0,011), ter entrado em briga com agressão física (p = 0,016), ter carregado arma branca (p = 0,001) e arma de fogo (p < 0,001), ter abuso/dependência de substâncias (p < 0,001), não ter utilizado preservativo na última relação sexual (p = 0,025), não ter parceiro fixo (p < 0,001) e ter relação sexual com cinco ou mais pessoas (p = 0,018). Jovens com comportamentos de risco também demonstram indícios de risco de suicídio.
2012
Ores,Liliane da Costa Quevedo,Luciana de Avila Jansen,Karen Carvalho,Adriana Bezerra de Cardoso,Taiane Azevedo Souza,Luciano Dias de Mattos Pinheiro,Ricardo Tavares Silva,Ricardo Azevedo da
Análise espacial da vulnerabilidade social da gravidez na adolescência
O objetivo deste estudo foi apresentar uma análise espacial da vulnerabilidade social da gestação na adolescência, por meio do geoprocessamento de dados sobre nascimento e morte, existentes nos bancos de dados do Ministério da Saúde, com intuito de subsidiar ações e estratégias no processo de gestão intersetorial com base na problematização da análise espacial em áreas-bairros. Os mapas temáticos sobre educação, ocupação, parição e situação marital das mães, referentes a todos os nascimentos e óbitos no município, apresentaram correlação espacial com a gestação na adolescência. A sobreposição desses mapas temáticos produziu o mapa da vulnerabilidade social da gestação na adolescência e da mulher. O geoprocessamento revelou-se de grande importância para o estudo da vulnerabilidade social.
2012
Ferreira,Rosiane Araújo Ferriani,Maria das Graças Carvalho Mello,Débora Falleiros de Carvalho,Ione Pinto de Cano,Maria Aparecida Oliveira,Luiz Antônio de
Posição socioeconômica e duração do benefício por incapacidade devido a doenças musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho
Neste estudo, estima-se o efeito da posição socioeconômica sobre a duração dos benefícios por incapacidade devido a doenças musculoesqueléticas. Dados de um inquérito conduzido pela Auditoria Regional do Instituto Nacional do Seguro Social, com todos os segurados que receberam benefício por incapacidade temporária por doenças musculoesqueléticas da região cervical e membros superiores, em 2008, juntamente com os registros administrativos, foram utilizados para formar uma coorte de 563 trabalhadores. Todos eram residentes em Salvador, Bahia. Entre os trabalhadores sindicalizados e com alta demanda psicossocial no trabalho, a posição socioeconômica se associava positivamente com a duração do benefício (RR = 1,89; IC95%: 1,25-2,87). Esses resultados correspondem ou a uma situação de iniquidade ou ao uso desnecessário do seguro pelos trabalhadores com posição socioeconômica alta. Investigações futuras que visem a elucidar as diferenças na utilização dos benefícios são necessárias para subsidiar a abordagem apropriada dessa questão pelos gestores do seguro social.
2012
Souza,Norma Suely Souto Santana,Vilma Sousa
Automedicação em idosos residentes em Campinas, São Paulo, Brasil: prevalência e fatores associados
O objetivo foi avaliar a prevalência e fatores associados à automedicação em idosos e identificar os principais fármacos consumidos sem prescrição. Estudo transversal de base populacional, com amostra estratificada por conglomerados e em dois estágios realizado em Campinas, São Paulo, Brasil, em 2008-2009. Dos 1.515 idosos, 80,4% referiram uso de ao menos um medicamento nos três dias anteriores à pesquisa. Desses, 91,1% relataram consumo exclusivo de medicamentos prescritos e o restante (8,9%), uso simultâneo de prescritos e não prescritos. Após ajuste, idade > 80 anos, hipertensão arterial, presença de doenças crônicas, uso de serviços de saúde, realização de consultas odontológicas e filiação a plano médico de saúde estiveram associadas negativamente, e renda per capita, positivamente à automedicação. Os fármacos sem prescrição mais consumidos foram dipirona, AAS, diclofenaco, Ginkgo biloba, paracetamol e homeopáticos. Sobretudo entre idosos, a assistência farmacêutica deve ser priorizada para evitar o uso incorreto de medicamentos e garantir o acesso aos fármacos necessários ao tratamento.
2012
Oliveira,Marcelo Antunes de Francisco,Priscila Maria Stolses Bergamo Costa,Karen Sarmento Barros,Marilisa Berti de Azevedo
Deficiência de iodo e fatores associados em lactentes e pré-escolares de um município do semiárido de Minas Gerais, Brasil, 2008
O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência de deficiência de iodo em crianças de 6 a 71 meses em Novo Cruzeiro, Minas Gerais, Brasil. Foram analisadas 475 crianças alocadas por amostragem probabilística estratificada em relação às concentrações de iodo no sal de consumo familiar e excreção urinária de iodo. Observou-se excreção deficiente de iodo em 34,4% das crianças; entre as quais, 23,5% apresentaram deficiência leve; 5,9%, moderada; e 5%, grave. Diferença na distribuição da deficiência de iodo urinário foi constatada entre o meio urbano e rural (p < 0,001), registrando concentrações medianas de iodúria de 150,8µg/L e 114,3µg/L, respectivamente. Observou-se alta proporção de deficiência entre crianças cujo teor de iodo no sal de consumo encontrava-se abaixo da recomendação. A deficiência de iodo em Novo Cruzeiro não constitui problema de saúde pública segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), embora apresente prevalência ainda expressiva. A distribuição limítrofe de iodúria associada a baixos níveis de iodo no sal sugere que as ações de controle dessa carência ainda não são completas no país.
2012
Macedo,Mariana de Souza Teixeira,Romero Alves Bonomo,Élido Silva,Camilo Adalton Mariano da Silva,Marcelo Eustáquio da Sakurai,Emília Carneiro,Mariângela Lamounier,Joel Alves
Articulação entre serviços públicos de saúde nos cuidados voltados à saúde mental infantojuvenil
O objetivo do estudo é descrever e analisar as articulações que se realizam entre as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSI), tendo em vista as ações voltadas à saúde mental de crianças e adolescentes. Foram realizadas entrevistas semidirigidas com gerentes de cinco CAPSI e 13 Unidades Básicas de Saúde com ESF, de 5 regiões distintas no Município de São Paulo, Brasil, que foram transcritas e analisadas mediante perspectiva hermenêutica. A articulação entre as equipes da ESF e CAPSI se dá prioritariamente por encaminhamento de casos, apoio matricial ou parceria para casos considerados pertinentes ao CAPSI. Falta de recursos humanos, cobrança por produtividade e ausência de capacitação dos profissionais da ESF para trabalhar com saúde mental foram mencionadas como obstáculos para a efetiva articulação entre os serviços. A lógica do encaminhamento e da desresponsabilização, bem como a hegemonia do modelo biomédico e a consequente fragmentação dos cuidados se mostram vigentes no cotidiano dos serviços.
2012
Delfini,Patricia Santos de Souza Reis,Alberto Olavo Advincula
Validations of the Brazilian version of the Early Childhood Oral Health Impact Scale (ECOHIS)
This study aimed to evaluate the psychometric properties of the Brazilian version of the Early Childhood Oral Health Impact Scale (ECOHIS). A total of 247 children aged 2 to 5 years and their parents/guardians participated in this study. A clinical oral examination was performed and the parents/guardians completed the ECOHIS questionnaire. Within a period of four-weeks, 20% of the participants repeated the ECOHIS questionnaire. Construct validity was determined using Spearman's rank correlation. Discriminant validity, internal consistency and test-retest reliability were also evaluated. The children were divided into 2 groups: group 1 (with dental caries) and group 2 (caries-free). Children with caries showed higher mean ECOHIS scores than the caries-free children. The child impact section (p < 0.01), family impact section (p < 0.01) and total ECOHIS scores (p < 0.01) were significantly correlated with tooth decay. Cronbach's alpha coefficients demonstrated satisfactory internal consistency. The Brazilian version of the ECOHIS is a valid instrument for assessing oral health-related quality of life in preschool children with Brazilian Portuguese-speaking primary caregivers.
2012
Martins-Júnior,Paulo Antônio Ramos-Jorge,Joana Paiva,Saul Martins Marques,Leandro Silva Ramos-Jorge,Maria Letícia
Questionário de Saúde Geral (QSG-12): o efeito de itens negativos em sua estrutura fatorial
O Questionário de Saúde Geral (QSG-12) detecta doenças psiquiátricas não severas. Embora comumente tratado como um índice geral, a definição de sua estrutura fatorial suscita debates. Este trabalho objetivou testar tal estrutura, comparando três modelos: dois frequentemente citados na literatura (uni e bifatorial) e um terceiro, também unifatorial, que controla o viés de resposta devido à redação dos itens. Participaram 1.180 pessoas (300 estudantes universitários; 311 policiais militares; 274 professores do ensino fundamental; e 295 membros da população em geral), que responderam ao QSG-12 e perguntas demográficas. Análises fatoriais confirmatórias apontaram que a estrutura unifatorial, controlando o efeito dos itens negativos, reuniu os melhores índices de ajuste, excetuando entre os militares. Essa estrutura apresentou consistência interna superior a 0,80 em todos os grupos. Concluiu-se que o QSG-12 é mais adequado como unifatorial, embora se indique a necessidade de estudos futuros com pessoas de profissões e níveis de saúde mental diferentes.
2012
Gouveia,Valdiney V. Lima,Tiago Jessé Souza de Gouveia,Rildésia Silva Veloso Freires,Leogildo Alves Barbosa,Larisse Helena Gomes Macedo
Transtornos mentais em uma amostra de gestantes da rede de atenção básica de saúde no Sul do Brasil
Para determinar a prevalência de prováveis transtornos psiquiátricos durante a gravidez e os fatores sociodemográficos associados, utilizou-se o instrumento PRIME-MD, em 712 gestantes (16º a 36º semanas), de 18 unidades básicas de saúde no sul do Brasil. A prevalência de um provável transtorno mental foi de 41,7%. O transtorno depressivo maior (21,6%) foi o mais prevalente, seguido pelo Transtorno de Ansiedade Generalizada (19,8%). Os fatores que mostraram significância com um provável transtorno mental foram: não trabalhar nem estudar RP = 1,25 (IC95%: 1,04-1,51), não morar com o companheiro RP = 1,24 (IC95%: 1,01-1,52), e ter dois ou mais filhos RP = 1,21 (IC95%: 1,01-1,46). Houve uma alta prevalência de provável transtorno mental. No período de pré-natal ocorre uma maior frequência de consultas que pode propiciar o rastreamento, o diagnóstico e as abordagens terapêuticas adequadas dos transtornos mentais na rede básica de saúde.
2012
Almeida,Michele Scortegagna de Nunes,Maria Angélica Camey,Suzi Pinheiro,Andrea Poyastro Schmidt,Maria Inês
Evaluation of pregnancy as a risk factor in the outcomes of influenza A (H1N1)/2009 in women of childbearing age
The aim of this study was to verify whether pregnancy was a risk factor for death in influenza A (H1N1)/2009 infection. We compared the case-fatality rates for pandemic influenza among non-pregnant women of childbearing age and pregnant women, besides investigating other factors that differentiated the groups in relation to the outcomes. The data were collected from the National Information System on Diseases of Notification (SINAN), of the Ministry of Health. The study used cases with laboratory confirmation and included 1,861 women from 10 to 49 years of age, of whom 352 were pregnant. The case-fatality rate during the 2009 pandemic was 4.5% for pregnant women and 6.4% for non-pregnant women (p = 0.197). Logistic regression did not show an association between pregnancy and death (OR = 0.7; 95%CI: 0.41-1.21). However, there were significant differences between the two groups in relation to mean age, treatment with oseltamivir, schooling, and presence of other risk factors.
2012
Lenzi,Luana Pontarolo,Roberto
O censo escolar como estratégia de busca de crianças e adolescentes em estudos epidemiológicos
Alternativas de baixo custo que possibilitem o acompanhamento de grupos populacionais constituem estratégias importantes na condução de estudos de coorte. Este trabalho apresenta os procedimentos para o uso do censo escolar como instrumento de busca de crianças e adolescentes em estudos de seguimento. O estudo foi realizado entre os estudantes adolescentes que frequentaram os postos de saúde de Cuiabá, Estado de Mato Grosso, Brasil, para vacinação em 1999. Foram localizados 86,8% de adolescentes com o uso do censo escolar e 0,2% pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade. Dentre os adolescentes localizados, foram entrevistados 1.716, representando uma taxa de seguimento de 71,4%. Neste estudo, o censo escolar mostrou ser um método efetivo na busca de estudantes.
2012
Gonçalves-Silva,Regina Maria Veras Sichieri,Rosely Ferreira,Márcia Gonçalves Pereira,Rosângela Alves Muraro,Ana Paula Moreira,Naiara Ferraz Valente,Joaquim Gonçalves
Sobrevida de pacientes em diálise no SUS no Brasil
O objetivo deste estudo foi analisar a sobrevida dos que iniciaram tratamento renal substitutivo em hemodiálise e diálise peritoneal no SUS, entre 2002 a 2004. Estudo observacional, prospectivo não concorrente. Utilizou-se a Base Nacional em Terapias Renais Substitutivas resultante de pareamento probabilístico dos sistemas Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade/Sistema de Informações Ambulatoriais e Sistema de Informações sobre Mortalidade do SUS. Incluíram-se os admitidos em 2002 e 2003, com 3 meses de tratamento e maiores de 18 anos. Dos 31.298 pacientes, a maioria iniciou em hemodiálise, era do sexo masculino, com média de 54 anos e residentes na Região Sudeste, e em municípios com IDH médio foi de 0,78. Associou-se a maior risco óbito: sexo feminino, idade superior a 55 anos, diagnóstico de diabete mellitus, em diálise peritoneal, não residir na Região Sudeste. Residir em cidades com melhor IDH proporcionou menor risco. Risco ajustado de HR = 1,17 em favor da hemodiálise. Os resultados sugerem menor sobrevida para os de diálise peritoneal e mais velhos. Portanto, torna-se necessário subsidiar políticas que avaliem melhor a escolha da modalidade, com estudos que aprofundem os achados encontrados.
2012
Szuster,Daniele Araújo Campos Caiaffa,Waleska Teixeira Andrade,Eli Iola Gurgel Acurcio,Francisco de Assis Cherchiglia,Mariangela Leal
Avaliação da adequação da assistência pré-natal na rede SUS do Município do Rio de Janeiro, Brasil
A persistência de desfechos perinatais negativos no Município do Rio de Janeiro, Brasil, sugere problemas na qualidade da assistência pré-natal. A última investigação realizada nessa cidade mostrou adequação de apenas 38% dessa assistência. O objetivo deste estudo é avaliar a adequação da assistência pré-natal na rede do SUS do Município do Rio de Janeiro. Foi realizado um estudo transversal, em 2007-2008, por meio de entrevistas com 2.422 gestantes em atendimento nos serviços de pré-natal de baixo risco. Para avaliação da adequação da assistência, foi utilizado o índice PHPN, com as recomendações do Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento, do Ministério da Saúde, e um índice PHPN ampliado, em que foram acrescentados procedimentos clinico-obstétricos, prescrição de sulfato ferroso suplementar e ações educativas. Foi encontrada adequação de 38,5% para o PHPN e 33,3% para o PHPN ampliado. Estratégias de ampliação da captação precoce das gestantes e melhor utilização dos contatos com os serviços para a realização de ações de atenção à saúde são prioritárias para a reversão desse quadro.
2012
Domingues,Rosa Maria Soares Madeira Hartz,Zulmira Maria de Araújo Dias,Marcos Augusto Bastos Leal,Maria do Carmo
Distribuição de obesidade geral e abdominal em adultos de uma cidade no Sul do Brasil
O objetivo foi determinar a prevalência e a evolução da obesidade geral e abdominal em adultos com 20 anos ou mais em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Estudo transversal de base populacional realizado em 2010. A obesidade geral foi definida pelo índice de massa corporal (IMC) > 30kg/m² e a obesidade abdominal definida como > 88cm para mulheres e > 102cm para homens. Foram entrevistados 2.448 indivíduos. A prevalência de obesidade foi de 21,7% nos homens e 29,2% nas mulheres, já a obesidade abdominal foi de 19,5% e 37,5%, respectivamente. Na análise multivariada, menor escolaridade esteve associada ao aumento da obesidade geral e abdominal em mulheres. Renda familiar apresentou relação inversa com obesidade abdominal em homens. Comparativamente, mostraram aumento das prevalências de obesidade de 1,2 vez para as mulheres e 1,5 vez para os homens, com estudos em 1994 e 2000. Porém, para obesidade abdominal houve pequena redução entre as mulheres e se manteve semelhante para os homens. A prevalência de obesidade geral aumentou nos últimos 10 anos, enquanto que a obesidade abdominal mostrou estabilidade.
2012
Linhares,Rogério da Silva Horta,Bernardo Lessa Gigante,Denise Petrucci Dias-da-Costa,Juvenal Soares Olinto,Maria Teresa Anselmo
Impacto da Estratégia Saúde da Família sobre indicadores de saúde bucal: análise em municípios do Nordeste brasileiro com mais de 100 mil habitantes
Este estudo objetivou verificar o impacto da Estratégia Saúde da Família (ESF) sobre a saúde bucal na população do Nordeste do Brasil de 12 municípios com mais de 100 mil habitantes. Tomou-se, como referência, 20 setores censitários, 10 inseridos em áreas cobertas pela saúde bucal na ESF há, pelo menos, um ano, emparelhados com 10 setores de áreas não cobertas. A amostra foi de 59.221 indivíduos. Foram considerados três efeitos possíveis: negativo, positivo e ausência de efeito sobre os desfechos, com base na razão de prevalência ajustada pela regressão de Poisson. Com relação aos resultados encontrados, verificou-se que, tanto o "acesso a ações preventivas coletivas" quanto o "tratamento da dor de dente" apontam para um efeito positivo no modelo de prática da saúde bucal na ESF. Porém, os desfechos "cobertura de exodontia" e "tratamento restaurador" demonstraram efeito negativo ou sem efeito na maioria dos municípios pesquisados. Há indícios de que os resultados obtidos refletem os modelos de organização locais da saúde bucal na ESF.
2012
Pereira,Carmen Regina dos Santos Roncalli,Angelo Giuseppe Cangussu,Maria Cristina Teixeira Noro,Luiz Roberto Augusto Patrício,Alberto Allan Rodrigues Lima,Kenio Costa
Association between levels of physical activity and use of medication among older women
The aim of this study was to determine the association between levels of physical activity and usage of medication in older women. The level of physical activity was assessed using a pedometer. Use of medication was assessed through medical records supplied in reports kept by the Family Health Program, City Health Department, São Caetano do Sul, São Paulo State, Brazil. Regular use of pharmaceuticals, regardless of type of illness or treatment, was listed. Data analysis was performed using Poisson regression to estimate the prevalence ratio. The results of the study indicated that, amongst the 271 eligible women, 84.9% had been classified as active. Only 23.2% did not use any type of medication while 29.8% used three or more medications. The level of physical activity was inversely associated with the number of medications used, under both crude analysis and after adjustment. The study concluded that higher volumes of physical activity were significantly associated with lower usage of pharmaceuticals in women who are involved in a physical activity program.
2012
Silva,Leonardo José da Azevedo,Mario Renato Matsudo,Sandra Lopes,Guiomar Silva
Mortalidade por hepatite viral B no Brasil, 2000-2009
Este trabalho trata-se de estudo descritivo, cujo objetivo foi descrever o perfil de mortalidade pelo vírus da hepatite B (VHB) no Brasil e regiões, com base nos dados disponíveis no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Constituíram a população de estudo os óbitos pelo VHB registrados no SIM durante o período de 1º de janeiro de 2000 a 31 de dezembro de 2009. A taxa bruta de mortalidade no país permaneceu constante; a proporção de óbitos por hepatocarcinoma com VHB como causa associada não ultrapassou 7%. A taxa de mortalidade padronizada foi maior na Região Norte, e a mortalidade proporcional foi maior no sexo masculino. Em 2009, os anos potenciais de vida perdidos (APVP) no sexo masculino foram maiores no grupo etário de 50 a 59 anos; no sexo feminino, no grupo de 40 a 49 anos. O maior aumento da taxa de APVP ocorreu no sexo masculino (60 a 69 anos). Esta pesquisa reforça a importância de se aumentarem as medidas de prevenção contra a hepatite B, além de se ampliar o acesso ao diagnóstico precoce para que haja a redução da mortalidade nas próximas décadas.
2012
Tauil,Márcia de Cantuária Amorim,Thiago Rodrigues de Pereira,Gerson Fernando Mendes Araújo,Wildo Navegantes de
Consequências da judicialização das políticas de saúde: custos de medicamentos para as mucopolissacaridoses
O estudo analisa os gastos da judicialização de medicamentos para a mucopolissacaridose (MPS), uma doença rara, de alto custo, fora da política de assistência farmacêutica e com benefício clínico. O levantamento de dados foi realizado nos arquivos de 196 dossiês que determinou que o Ministério da Saúde fornecesse medicamentos no período entre 2006 e 2010, e nos registros administrativos e contábeis do Ministério da Saúde. A análise identifica sujeição do governo brasileiro a monopólios de distribuição de medicamentos e, consequentemente, perda de sua capacidade de administrar compras. Também identifica que a imposição da aquisição imediata e individualizada impede a obtenção de economias de escala com a compra planejada de maiores quantidades de medicamento, e impõe dificuldades logísticas para o controle das quantidades consumidas e estocadas. Conclui-se que a judicialização decorre da ausência de uma política clara do sistema de saúde para doenças raras em geral, e tem como consequência gastos acima do necessário para o tratamento.
2012
Diniz,Debora Medeiros,Marcelo Schwartz,Ida Vanessa D.
Relação entre a cobertura da Estratégia Saúde da Família e o diagnóstico de sífilis na gestação e sífilis congênita
Este estudo procurou correlacionar as informações disponíveis em sistemas nacionais de informação em saúde sobre notificações de sífilis em gestante, sífilis congênita e cobertura populacional da Estratégia Saúde da Família (FHS). As estimativas de notificação foram calculadas de acordo com o Estudo Sentinela Parturiente de 2004 do Ministério da Saúde e os dados observados foram obtidos na Internet, nas páginas da Secretaria de Vigilância em Saúde e da Secretaria de Atenção em Saúde, para o ano de 2008. As razões observadas sobre estimadas para sífilis em gestante e sífilis congênita e a cobertura populacional da FHS por macrorregião brasileira não apresentaram correlação (r = -0,28 e r = -0,40, respectivamente). A FHS se apresenta como local privilegiado para realização do pré-natal e, logicamente, fonte da notificação compulsória de sífilis em gestante. Acoplando diagnóstico com o tratamento adequado da sífilis na gestante e no parceiro, a FHS é instrumento primordial para a eliminação da sífilis congênita no Brasil. Expansão da cobertura e cuidado de qualidade são essenciais para o alcance da meta.
2012
Saraceni,Valéria Miranda,Angélica Espinosa