Repositório RCAAP
Efeito da idade das larvas de Ceratitis capitata (Wied.) sobre a qualidade biológica do parasitoide Diachasmimorpha longicaudata (Ashmead)
Objetivou-se avaliar a influência da idade (tamanho) das larvas de Ceratitis capitata utilizadas na criação de Diachasmimorpha longicaudata sobre o parasitismo, a razão sexual e a longevidade das fêmeas da progênie, quando as fêmeas mães foram mantidas sozinhas ou competindo pelo mesmo hospedeiro. Para isso, foram oferecidas larvas de cinco, seis, sete e oito dias de idade às fêmeas do parasitoide em "unidades de parasitismo", no interior de gaiolas adaptadas, contendo uma ou duas fêmeas do parasitoide de sete dias de idade. O número de fêmeas do parasitoide dividindo a mesma "unidade de parasitismo" não afetou nenhum aspecto da qualidade do parasitoide. O tamanho do hospedeiro influenciou significativamente no número de parasitoides emergidos. Larvas hospedeiras menores (cinco dias) provocaram uma redução no parasitismo em relação às larvas de seis, sete e oito dias de idade. Houve maior emergência de parasitoides machos de hospedeiros com cinco e seis dias de idade, enquanto mais fêmeas emergiram de larvas com sete e oito dias de idade. As fêmeas de D. longicaudata provenientes de larvas com seis, sete e oito dias viveram mais do que as fêmeas obtidas de larvas com cinco dias de idade. Larvas hospedeiras maiores, quando utilizadas na criação de parasitoides de moscas-das-frutas, aumentam a porcentagem de parasitismo, o número de fêmeas na progênie e a longevidade das fêmeas da progênie, podendo proporcionar vantagens econômicas quando utilizadas para liberação aumentativa no campo.
2014
Oliveira,Patrícia Cristina do Carmo Fonseca,Edna Dias Alvarenga,Clarice Diniz Giustolin,Terezinha Augusta Rabelo,Marcelo Mendes Coutinho,Cristiane Ramos
A dieta alimentar da presa Tenebrio molitor (Coleoptera: Tenebrionidae) pode afetar o desenvolvimento do predador Podisus nigrispinus (Heteroptera: Pentatomidae)?
Inimigos naturais são importantes para o controle de pragas em culturas agrícolas e florestais. A criação de insetos predadores em biofábricas deve ser de baixo custo para serem utilizados em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP). O objetivo deste trabalho foi avaliar o desenvolvimento de Podisus nigrispinus Dallas, 1851 (Heteroptera: Pentatomidae), alimentado com larvas de Tenebrio molitor Linnaeus, 1758 (Coleoptera: Tenebrionidae), criadas com as seguintes dietas: farelo de trigo, ração triturada ou peletizada para aves poedeiras e fubá de milho. Foram obtidos os parâmetros de desenvolvimento e reprodução necessários para calcular a tabela de vida do predador. Os parâmetros da tabela de vida revelaram crescimento populacional em todos os tratamentos. No entanto, a taxa líquida de reprodução (Ro) de P. nigrispinus foi menor quando alimentados com larvas de T. molitor criadas com fubá de milho, mostrando ser a alimentação menos adequada para esse predador. Por proporcionar maior número total de ovos, o farelo de trigo constituiu a melhor dieta para P. nigrispinus. Estudos sobre dietas de presas alternativas são importantes, pois podem favorecer a nutrição de inimigos naturais e, consequentemente, melhorar o desempenho das criações massais em laboratório.
2014
Menezes,Claubert Wagner Guimarães de Camilo,Silma da Silva Fonseca,Arley José Assis Júnior,Sebastião Lourenço de Bispo,Diego Faustolo Soares,Marcus Alvarenga
Adubação da soja: I - Ensaios preliminares de adubação mineral em terra-roxa-misturada
No presente trabalho são relatados os resultados de um ensaio com soja (Glycine max (L.) Merril) instalado com a finalidade de estudar, em caráter preliminar, as reações da cultura aos tratamentos com adubos químicos, na presença e na ausência de calcário e o efeito residual dos fertilizantes. O ensaio foi conduzido em Campinas, na Estação Experimental "Dr. Theodureto de Camargo", do Instituto Agronômico, numa gleba de terra-roxa-misturada, e os resultados obtidos de três anos de experiência mostraram forte reação à aplicação de fósforo e à calagem. O fósforo e o calcário proporcionaram ainda efeito residual no ano agrícola 1958/59, como resultado da aplicação no ano anterior. Os resultodos obtidos confirmam a recomendação generalizada de efetuar, de preferência, a adubação mineral nas culturas anuais que precedem a soja num programa de rotação.
1960
Miyasaka,Shiro Silva,J. Gomes da Gallo,J. Romano
Restauração de solo para a cultura da cana-de-açúcar: II - Período 1956-58
Durante o período 1954-56 foi conduzida por técnicos do Instituto Agronômico uma experiência de restauração de solo para a cultura da cana-de-açúcar, instalada em arenito da formação Glacial, em gleba de propriedade da Usina Açucareira Ester, no município de Cosmópolis. Neste artigo são apresentados os resultados obtidos no segundo período de condução da experiência, correspondendo, ainda, às produções de cana-planta. Não foram introduzidos modificações no delíneamento experimental inicial; todavia, foram alteradas as quantidades de nitrogênio e de potássio da adubação feita no primeiro período, conservando-se o mesmo nível de fósforo. Empregaram-se 90, 120 e 90 kg/ha de N, P2O5 e K2O respectivamente, nas formas de sulfato de amônio, superfosfato simples e cloreto de potássio. Empregou-se, neste período, a variedade de cana-de-açúcar CB 40/69 e a leguminosa cultivada foi novamente o crotaloria (Crotalaria juncea L.). Verificou-se que todos os tratamentos que receberam fertilizantes foram sensivelmente superiores ao testemunha e que entre aquêles obtiveram-se diferenças altamente significativas, com efeitos decisivos do potássio e do calcário nos aumentos de produção. Os melhores tratamentos foram: PK + calcário + leguminoso, NPK + calcário + leguminosa e NPK + calcário. Comparando as produções obtidas nos dois períodos, verifica-se que houve um aumento da produtividade do solo nos melhores tratamentos, enquanto que nos demais aconteceu o contrário.
1960
Wutke,Antônio Carlos Pimentel Alvarez,Raphael Gargantini,Hermano Arruda,Hermano Vaz de
Observações sôbre a produtividade de seringueiras (Hevea brasiliensis muell.-arg.) Plantadas de sementes: IV - Produtividade de 29 plantas existentes na travessa Itororó, Belém, Pá
Neste trabalho são apresentados os resultados do estudo da produtividade de 29 seringueiras plantadas de sementes, existentes na Travessa Itororó, Belém, quando tinham a idade de 25 anos aproximadamente. Os resultados se referem à produção obtida de sangrias feitas a meia espiral, em dois regimes de trabalho: a) em dias alternados, de 16 de setembro de 1943 a 31 de março de 1944; b) todos os dias úteis, de 1.° de abril a 30 de setembro de 1944. Do conjunto de seringueiras estudadas os resultados mostram que a melhor planta logo após as primeiras sangrias já se classificara em primeiro lugar, quanto à produção. Os dados revelam também que houve pequena diminuição na produção média da população, ao passar para o regime de sangria diária; observou-se no entanto, que o decréscimo de produção foi mois pronunciado e freqüente entre as plantas de maior produtividade médio no regime de sangria em dias alternados. O estudo da população como um todo mostra que uma pequena parcela das plantas contribuiu com grande parte da produção; em ambos os regimes de trabalho, cerca de 25% da população de plantas foram responsáveis por aproximadamente 50% do produção de látex, e mais ou menos 50% da população de plantas produziram cerca de 75% da produção de látex. Tais resultados mostram a importância que se deve dar à eliminação precoce de plantas pouco produtivas, no caso de se fazerem plantações a partir de sementes não selecionadas.
1960
Mendes,Luiz O. T.
Observações sôbre a produtividade de seringueiras (Hevea brasiliensis muell.-arg.) plantadas de sementes: V - Produtividade de 15 plantas existentes no Instituto Agronômico do Norte, Belém, Pá
São apresentados os resultados da sangria de 15 seringueiras plantadas de sementes e existentes no instituto Agronômico do Norte, que na data do início dos trabalhos tinham idade média superior a 30 anos. Os trabalhos foram executados de março de 1943 a setembro de 1944, sendo a sangria realizada a meia espiral, em dias alternados. É feito um estudo comparativo da produção em um e outro ano, bem como nos dois períodos em que foram divididos os anos. Logo após curto período de sangria a melhor planta classificou-se em primeiro lugar, pela sua produtividade. O estudo da população como um todo confirma resultados anteriores, de que pequena parte das plantas contribui com a maior parte da produção, em lotes de seringueiras obtidas de sementes não selecionadas.
1960
Mendes,Luiz O. T.
Novo tipo de evaporímetro terrestre
No presente trabalho descreve-se um novo tipo de evaporímetro, cujo princípio de funcionamento está baseado em leis físicas que regem o fenômeno de tensão superficial. Neste tipo de evaporímetro a medida da evaporação é feita por processo volumétrieo, dispensando o emprego de mecanismos de precisão e dispendiosos. Foi feita uma análise matemática do princípio de funcionamento do novo evaporímetro, demonstrando-se oferecer exatidão plenamente satisfatória para propósitos práticos. São dados suficientes detalhes construtivos, de instalação e operação, a fim de permitir que pessoas e entidades interessadas possam reproduzi-lo e comprovar as vantagens de seu emprêgo.
1960
Tosello,Rino N.
Efeitos do 2,4-D, em laranjeira baianinha
Com o objetivo de conhecer a reação da laranjeira Baianinha à aplicação de 2,4-D, principalmente com relação à queda de frutas, executamos um experimento de pulverização de plantas com solução deste hormônio sintético, na Estação Experimental de Limeira, zona de maior densidade citrícola do Estado de São Paulo. Tôdas as concentrações do ácido, usadas no experimento, causaram modificações nos caracteres normais da laranjeira (Citrus sinensis Osb). As fôlhas, flôres e frutas sofreram modificações mais ou menos acentuadas, de acordo com a concentração do produto, os resultados permitindo contra-indicar pulverizações com 2,4-D nas condições apresentadas; mostram também, que as modificações atribuídas ao hormônio só se produziram durante a safra em que se fizeram os tratamentos. São apresentados dados das produções, do aumento de pêso das frutas e de queda das mesmas e das fôlhas, bem como ilustrações das principais modificações ocorridas nas frutas. A aplicação do 2,4-D causou decréscimo linear do número de frutas, proporcional as dosagens do hormônio. Como conseqüência houve aumento do seu pêso médio. Êste fato pode ser de utilidade para outras variedades cítricas, quando houver interesse no aumento de tamanho das frutas.
1960
Rodriguez,Ody
Macrosporogênese, formação e desenvolvimento do saco embrionário, do endosperma e do embrião em Coffea Dewevrei De Wild, et Th. Dur
O desenvolvimento do saco embrionário nas flores de Coffea Dewevrei é um processo mais demorado do que em C. canephora e muito mais lento do que em C. arabica. As primeiras divisões do megasporo funcional têm início no dia da abertura da flor, raros sacos embrionários se apresentando completos no 1.° dia; em geral estão completos aos oito dias e, independentemente da fertilização, apresentam os núcleos polares fundidos 10 dias após a abertura das flores. A fertilização se dá a partir do 6.° dia, sendo mais comum a partir do 10.° dia. É também a partir do 10.° dia que ocorrem as primeiras divisões do endosperma, que pode apresentar até 20 núcleos antes de se tornar celular, e isto pode ocorrer dos 22 aos 107 dias. Somente depois que o endosperma se apresenta celular é que se dá a l.ª divisão na célula-ôvo; e esta primeira divisão só foi observada aos 142 dias. Em óvulos dessa mesma idade foram observados pró-embriões em estado um pouco mais adiantado de desenvolvimento. O crescimento do endosperma em volume é lento na primeira fase; o óvulo, no entanto, cresce rapidamente em seguida à fertilização, atingindo em média, aos 142 dias, um tamanho 1500 vezes maior que seu tamanho por ocasião da abertura da flor. No mesmo espaço de tempo o endosperma torna-se, em média, somente 230 vezes o volume inicial. Mesmo na falta da fertilização o óvulo cresce ligeiramente durante os 30 primeiros dias; observam-se, porém, os sinais de degenerescência do saco embrionário, que não cresce. Em seguida, os tecidos do óvulo também degeneram e se isto ocorrer nos dois óvulos, o ovário se desprende da árvore; alguns chegam a se manter na planta até 107 dias.
1960
Medina,Dixier M.
Adubação da batatinha experiências com adubos minerais e farelo de cacau
No período de 1946 a 1950 foram conduzidas duas experiências era Tupi Paulista e três em Mococa, para estudar o efeito, sôbre a produção da batatinha (Solarium tuberosum L.), da adição de farelo de cacau a adubações minerais contendo 40-120-60 e 80-120-60 kg/ha de N-P(2)0(5)-K(2)0. O farelo em apreço, que é um dos subprodutos da indústria do chocolate e consta principalmente de películas das amêndoas (sementes) de cacau, foi adicionado em doses que variaram entre 255 e 1100 kg/ha. A adição de farelo deprimiu um pouco a produção em Tupi, sendo que a depressão foi maior no tratamento que recebeu a menor dose de nitrogênio; em Mococa seu efeito foi positivo e apreciável na presença de 80-120-60, mas praticamente nulo quando adicionado a 40-120-60. Isso parece indicar que, na sua decomposição, o farelo deprimiu as disponibilidades do solo em nitrogênio assimilável. Assim, para estudar a conveniência de sua adição, dever-se-ía empregá-lo com bastante antecedência ao plantio; para aplicá-lo ao ser este efetuado, como nas experiências relatadas, o farelo deveria ser previamente curtido.
1960
Boock,O. J. Freire,E. S.
Longevidade de Dysdercus.: II - Fêmeas virgens de Dysdebcus mendesi bloete, em condições de laboratório
Em continuação a um estudo anteriormente publicado e referente à longevidade de fêmeas acasaladas de Dysdercus mendesi Bloete (1), o autor apresenta os resultados obtidos de um estudo semelhante, referente agora a fêmeas virgens da mesma espécie (n=452), mantidas em condições de laboratório. Ê feito um estudo da longevidade do inseto, bem como do índice de sobrevivência, taxa de mortalidade e esperança de vida. Também é estudado o efeito da temperatura ambiente nesses índices. As fêmeas virgens estudadas apresentaram uma longevidade média de 24,25 dias (para média de temperaturas igual a 19,20°C); para temperaturas médias de 15-18°C a longevidade foi de 26,41 dias (n = 192) e de somente 14.05 dias (n = 42) para temperaturas médias de 21-23°C
1960
Mendes,Luiz O. T.
Adubação da batatinha experiências com leucita, sulfato e cloreto de potássio
Neste trabalho são relatados os resultados obtidos em sete experiências de adubação da batatinha (Solanum tuberosum L.), conduzidas em 1952-53 e 1953-54 em várias localidades do Estado de São Paulo, e nas quais foram comparadas três formas de potássio na presença de nitrogênio e fósforo. O efeito da adubação potássica foi praticamente nulo em três experiências. Em média das outras quatro a produção com NP foi de 6,66 t/ha e os aumentos provocados pela adição de 30, 60 e 90 kg/ha de K(2)0 foram respectivamente de 20, 23 e 27% com sulfato e cloreto de potássio aumentaram um pouco o tamanho dos tubérculos, ao passo que leucíta o diminuiu consideravelmente. A incidência de manchas internas ("chocolate") nos tubérculos não foi modificada pela adubação potássica.
1960
Boock,O. J. Catani,R. A. Freire,E. S.
Levantamento pedológico da estação experimental de Pindamonhangaba
No presente trabalho são estudados, classificados e delimitados os solos da Estação Experimental de Pindamonhangaba. Êsse campo experimental possui uma área de 226 hectares, ou 93,9 alqueires paulistas, dedicando-se a pesquisas agrícolas. Os solos estão classificados em séries monotípicas ou tipos de solo, grande grupo, subordem e ordem, segundo a classificação climática. Acompanham cada série descrições morfológica e genética, bem como principais propriedades físicas e químicas. A fertilidade foi analisada somente pelas propriedades químicas de amostras compostas, colhidas em locais diversos dentro da Estação Os solos zonais, da subordem Latossolo, de boa drenagem, compreendem as séries Pinhão, Pinda, Polêmica e Ponte Alta, e os moderadamente drenados estão definidos pelas séries Guatemala e Gleba. Na categoria de intrazonais são encontrados os grandes grupos Glei Pouco Húmico (série Mosqueada) e o Glei Húmico (série Estação). A eerie Dourada é a única que se enquadra no grande grupo Aluvião, da ordem azonal.
1960
Küpper,Alfredo Verdade,Francisco da Costa Hungria,Luiz Soares Russo,Rubens
Levantamento pedológico da estação experimental de produção animal, em Pindamonhangaba
A Estação Experimental de Produção Animal situa-se no município de Pindamonhangaba e destina-se a fazer pesquisas para incrementar a produção-agro-pecuária dessa vasta região paulista. 0 presente estudo faz parte do levantamento detalhado da Bacia de Taubaté (Vale do Paraíba) e o seu início em áreas governamentais visou relacionar os dados de solos com os de outras pesquisas. Os resultados obtidos serão fornecidos aos agricultores quando terminarem os trabalhos do levantamento regional. Os solos distribuem-se nas categorias zonais, intrazonais e azonais. No primeiro encontram-se os da subordem Latosaolo, correspondendo às séries monotípicas (ou tipos de solo) Pinhão, Pinda, Polêmica, Ponte Alta, Feital, Ipiranga e Coruja, como bem drenados, e Guatemala, Gleba e Campo, como moderadamente drenados. Na categoria de intermediário entre o vermelho-amarelo podzólico e os Latossolos enquadra-se a série Tumirim. Nos inírazonaia encontram-se três grandes grupos. O primeiro formado pelas séries Goiabal, Ribeirão, Córrego e Mosqueada e correspondem ao Glei Pouco Húmico. A série Estação é considerada como Glei Húmico enquanto as séries Haras, Orvalho e Leitosa pertencem ao Bog.
1960
Verdade,F. C. Küpper,A Russo,R. Hungria,L. S. Grohmann,F. Nascimento,A. C. Medina,H. Penna
Variações sazonais na composição mineral de fôlhas de videira e efeitos do porta-enxêrto e da presença de frutos
No presente trabalho estuda-se a influência da época de amostragem, do porta-enxêrto e da presença de cacho nos ramos, sôbre a concentração dos principais nutrientes nas fôlhas de videira. As amostras de fôlhas procederam de plantas da variedade Angélica (Híbrido IAC 344-2) enxertada sôbre dois diferentes porta-enxertos, em algumas das quais havia sido notada incidência de clorose foliar. Os resultados foram obtidos para fôlhas de mesma idade fisiológica, nas diversas épocas distribuídas durante o ciclo vegetative. Os dados reafirmaram para a videira a necessidade de conhecimento da época de amostragem e do porta-enxêrto nos estudos de diagnose foliar. Não houve interferência da presença de frutos na composição das fôlhas, através do ciclo
1960
Gallo,J. Romano Oliveira,A. Sanchez de
Estudo anatômico para localização do óleo em raiz de Vetiveria zizanioides (L.) Nash
O presente estudo anatômico da raiz de Vetiveria zizanioides (L.) Nash. teve por finalidade determinar a localização do óleo essencial. Para tal estudo foram preparadas lâminas de raízes de diversas idades; constatou-se que o óleo, na sua quase totalidade, encontra-se na camada de células anexas ao endoderma. As células do parênquima cortical que antecedem a referida camada apresentam óleo em pequena quantidade. No cilindro central não foi constatada existência alguma de gotículas de óleo.
1960
Delistoianov,J. Toledo,Antonieta Pia de
Um fungo novo do caeté
Um fungo hifomicete, ocasionando lesões em folhas de Calathea sp., da família Marantaceae, vulgarmente chamada caeté e tido como novo à micologia brasileira é agora descrito pela primeira vez. Êsse organismo foi constatado também em fôlhas de Canna sp., da família Cannaceae, no Estado do Rio de Janeiro. Ao gênero novo deu-se o nome de Bilboque. À espécie, magnificum. A etimologia do gênero é apresentada e discutida, assim como a posição taxonômica do hifomicete, amparando-as na morfologia. Vai ilustrada com séries de figuras a bico de pena pelo próprio autor.
1960
Viégas,A. P.
Adubação do milho: XIV - Ensaios com mucuna intercalada e adubos minerais
No presente artigo são relatados os resultados obtidos em seis ensaios realizados entre 1944 e 1955 no Estado de São Paulo, com o fim de estudar o efeito fertilizante da mucuna preta (Stizolobium sp.) intercalada na cultura do milho. Os tratamentos comparados foram: sem adubo; calcário; fósforo e potássio; calcário, fósforo e potássio; mucuna; calcário e mucuna; fósforo, potássio e mucuna; calcário, fósforo, potássio e mucuna. Esta foi semeada entre as linhas do milho, após o início do florescimento deste, sendo incorporada ao solo, de mistura com a palhaça do cereal, algumas semanas depois da colheita das espigas. A adubação com fósforo mais potássio aumentou significativamente a produção do milho em quatro localidades. Em regra a presença do calcário não modificou o efeito dessa adubação, mas a da mucana o tornou mais pronunciado. Em média do período que durou cada ensaio o calcário praticamente não aumentou a produção. Notou-se, porém, que nos ensaios mais prolongados seu efeito tendeu a melhorar com o decorrer dos anos. O efeito da mucuna foi significativo e positivo em Tatuí, Capão Bonito e Pindorama, mas foi nulo em Limeira e ligeiramente negativo em Engenheiro Hermilo. Em Pindamonhangaba, cujo ensaio só durou um ano, ela não poderia ter efeito fertilizante. No início dos ensaios a resposta à mucuna pouco se modificou com a presença do calcário ou da adubação com fósforo mais potássio; nos últimos anos, porém, ela se tornou mais pronunciada na presença dessa adubação ou daquele corretivo. O modo de aplicação do corretivo e dos adubos parece ter retardado consideravelmente sua influência sobre o efeito da leguminosa. Os resultados obtidos indicam que em regra o efeito da inter-calação da mucuna é excelente em solos repetidamente cultivados, mas variável, por vezes muito pequeno, nus que permaneceram incultos por vários ano.
1960
Viégas,G. P. Freire,E. S. Fraga Jr.,C. G.
Adubação do milho: XV - Ensaios com diversos fosfatos (1. ª série)
Há muito tempo que o Instituto Agronômico vem realizando experiências para determinar a eficiência relativa de vários fosfatos na adubação do milho. Como até agora só foram publicados os resultados obtidos em algumas delas, os autores resolveram relatar, em séries, os que ainda se acham inéditos. No conjunto desta primeira série, constituída de seis ensaios iniciados até 1940-41 e cujos planos variaram consideravelmente, em regra superfosfato e Renânia-fosfato se mostraram equivalentes e foram superiores a farinha de ossos crus, farinha de ossos degelatinados, escórias de Thomas, Serrana fosfato, Cibrafosfato e Rofosfato. Em um ensaio, .superfosfato e Renánia-tosfato loram bem inferiores a farinha de ossos degelatinados; mas esta, por sua vez, ficou praticamente sem efeito em outro ensaio, no qual os dois primeiros adubos deram resultados satisfatórios. Superfosfato granulado, que figurou em dois ensaios, foi um pouco superior ao produto comum em um deles e muito inferior no outro. Rofoscal, estudado em um ensaio, não aumentou a produção. Todavia, tis autores advertem que o pequeno número de ensaios deste grupo e as condições em que eles foram conduzidos não permitem tirar conclusões seguras, o que se procurará fazer após a publicação das outras séries.
1960
Viégas,G. P. Freire,E. S. Venturini,W. R.
Experimentos de cavalos para citros. III
Seis experimentos de cavalos para variedades cítricas foram instalados em 1949, na Estação Experimental de Tietê. Empregaram-se como variedades-copa o limão Eureka, as laranjas Baianinha, Pêra, Hamlin e Maracanã, e a mandarina Mexerica. Como cavalos empregaram-se as laranjeiras azêda, caipira e pêra; os limoeiros cravo, rugoso nacional, rugoso da Flórida e cidra; as tangerineiras cravo e Cleopatra; a toran-jeira vermelha, o triíoliata, a limeira da Pérsia e o tangeleiro Sampson. Todos os experimentos foram localizados em solo do tipo limo-barrento, da formação Corumbataí, sub-solo impermeável. As copas de laranjeiras Baianinha, Hamlin e Maracanã, pela reação do Poncirus trijoliata, revelaram ser portadoras do vírus causador da exocorte. O limoeiro cravo mostrou também intolerância a êsse vírus. A copa de laranjeira Pêra causou sintomas de "bud-union-ring" quando enxertada sôbre limoeiro rugoso da Flórida e triíoliata. Dentre os dados obtidos até 1958 relacionaram-se o diâmetro do tronco em 1949, 1954 e 1958; a altura e circunferência da copa em 1958'; e a produção anual desde 1951 até 1958. Os dados de produção foram analisados estatisticamente, separados em dois períodos (1951-54 e 1955-58) e em conjunto para os oito anos. No primeiro período, o limoeiro rugoso nacional destacou-se por determinar maiores desenvolvimento e produção; nos últimos anos a laranjeira caipira sobrepujou-o. O tri-foliata teve comportamento contrário a esses cavalos determinando a formação das menores plantas e produções. O limoeiro cravo, com certas copas, destacou-se pela maior produtividade nos primeiros anos. O limoeiro rugoso da Flórida e as tangerineiras ocuparam posições intermediárias, tanto em desenvolvimento como em produtividade. Foi observada uma completa desarmonia entre a copa de limoeiro Eureka e o cavalo de triíoliata, cuja causa é ainda obscura. As observações sôbre estes experimentos serão prosseguidas.
1960
Moreira,S. Oliveira,V. G. Abramides,E.