Repositório RCAAP
Efeitos da adubação NPK nos teores de macronutrientes das folhas de cana-de-açúcar (cana-soca)
Foram utilizados oito ensaios de adubação NPK, em cana-soca do cultivar CB41-76, conduzidos em diversos solos do Estado de São Paulo, sendo quatro em Latossolo Roxo, um em Latossolo Vermelho-Amarelo textura argilosa, um em Latossolo Vermelho-Amarelo textura média, um em solos Podzolizados de Lins e Marília variação Manilha e outro em variação Lins. Aos quatro meses de idade da cana-soca, amostras de folhas + 3 foram coletadas para fins de análise de macronutrientes. As variações dos teores de macronutrientes foram mais acentuadas entre localidades do que entre doses dos respectivos adubos. Correlações positivas e significativas foram obtidas somente entre os teores de potássio nas folhas e as produções de cana. Devido às variações acentuadas dos teores de macronutrientes nas folhas de cana-soca em relação a diferentes localidades, as seguintes faixas de teores de nutrientes poderão ser, provisoriamente, consideradas como adequadas: N - 1,53 a 2,22%; P-0,14 a 0,20%; K - 1,24 a 1,59%; Ca-0,38 a 0,71%; Mg - 0,11 a 0,20% e S-0,11 a 0,31%.
2022-12-06T13:19:44Z
Espironelo,Ademar Gallo,José Romano Lavorenti,Arquimedes Igue,Toshio Hiroce,Ruter
Correlação entre os teores de líber e fibras em caules de crotalária e malva
No presente estudo, estimou-se a correlação entre os teores de líber (casca) e fibras em caules de crotalária (Crotalaria juncea L.) e malva (Urena lobata L.), com o objetivo de estabelecer um procedimento simples e rápido de análise de fibra. Os resultados obtidos mostraram que os teores de líber e fibra estão relacionados entre si, com alto nível de significância (p > 0,99) para as correlações entre essas duas características tecnológicas. Os coeficientes de correlação observados, de 0,84 e 0,79, respectivamente, para crotalária e malva, permitem a avaliação indireta do teor de fibra liberiana através do teor de líber, estabelecendo um procedimento simples e rápido de análise de fibra, a ser utilizado especificamente em programas de melhoramento genético.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anísio Ciaramello,Dirceu Salgado,Antônio Luiz de Barros Clausse,Cristine Arruda,Maria Carla Queiroz de
Comportamento do marmeleiro 'Mendoza INTA-37'
Relatam-se observações e dados obtidos durante dez anos com o cultivar de marmelo Mendoza INTA-37, selecionado no Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, Argentina, que apresentou excelente adaptação nas condições de inverno brando paulista. Os frutos são grandes, globosos e de belo aspecto. A polpa é clara, de consistência firme e textura meio grosseira; as lojas cartilaginosas são grandes e há pouca mucilagem envolvendo as sementes, relativamente pouco numerosas, cerca de 17 por fruto. A planta é de porte volumoso, vigorosa, produtiva e de baixa suscetibilidade à entomosporiose. O florescimento é um tanto tardio, porém os frutos amadurecem cedo, ao final de janeiro, nas condições de Jundiaí, SP. Os frutos apresentam aptidão para fins industriais, pois, manufaturados experimentalmente, resultaram em marmelada semelhante àquelas obtidas de modo artesanal, com os cultivares Portugal ou Smyrna. Essas características justificam a inclusão do cultivar Mendoza INTA-37 nos pomares comerciais em São Paulo, e no programa de melhoramento varietal do marmeleiro, do Instituto Agronômico.
2022-12-06T13:19:44Z
Dall'Orto,Fernando Antonio Campo Ojima,Mário Barbosa,Wilson Martins,Fernando Picarelli Rigitano,Orlando
Extração e isolamento de diosgenina de barbasco
Dioscorea composita Hemsl. e D. floribunda Mart. & Gal., introduzidas no Brasil, mostraram teores de diosgenina de 3,15 ± 1,41% e 4,72 ± 0,24% na matéria seca dos tubérculos, com pureza mínima de 54,7 e 39,2% respectivamente. lamogenina também ocorre nos tubérculos de ambas as espécies. O teor de diosgenina em D. composita é crescente com a idade da planta, mostrando um máximo pronunciado em torno do terceiro ano de cultivo e estabilizando-se ao redor do sexto ano.
2022-12-06T13:19:44Z
Zullo,Marco Antonio Teixeira Ramos,Maria Tereza Baraldi Monteiro,Domingos Antonio Godoy Jr.,Gentil
Produção conjunta de fibras celulósicas e etanol a partir do bambu
No presente estudo com Bambusa vulgaris Schrad., procurou-se desenvolver um novo processo de utilização do bambu, visando à produção conjunta de etanol e fibras celulósicas para papel. Os rendimentos em fibras celulósicas e etanol foram obtidos em função da idade do colmo (1, 3 e 5 anos) e região de amostragem em cada colmo (base, meio e ponta). Esses rendimentos, bem como outros relacionados com a fração fibrosa, glicose e amido, foram determinados com solução diluída de ácido sulfúrico. A densidade básica dos colmos foi determinada em cavacos antes do seu tratamento. Pelos resultados obtidos, é tecnicamente possível a produção conjunta de etanol e fibras celulósicas a partir do bambu. Os rendimentos em fibras celulósicas (46,85 a 56,04%) e etanol (12,77 a 14,79 litros/100 kg de cavacos) foram mais elevados nas regiões mediana e ponta dos colmos mais velhos. Essa mesma tendência foi observada para a glicose (teores de 22,80 a 26,41%) e amido hidrolisado (18,99 a 24,27%). O rendimento em fibras brutas ou fração fibrosa (69,35 a 76,35%) foi mais elevado nos cavacos provenientes dos colmos mais novos. A densidade básica dos cavacos não variou em função da idade do colmo (0,573 a 0,628 g/cm³), mas em função da região de amostragem (0,518 a 0,683 g/cm³), sendo mais densos os cavacos das regiões mediana e ponta dos colmos.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anisio Arruda,Maria Carla Queiroz de Ciaramello,Irceu Salgado,Antônio Luiz de Barros Tomazello Filho,Mário
Herança da resistência de milho a Pratylenchus spp.
As espécies de nematóides que mais causam problemas na cultura do milho no Brasil são Pratylenchus zeae e P. brachyurus. O uso de variedades resistentes é o método ideal de controle, sendo que já foram identificadas fontes de resistência em alguns genótipos de milho. Utilizou-se a linhagem Col 2(22), considerada como resistente, e a Ip 48-5-3, como suscetível, mais as gerações F1, F2 e retrocruzamentos com o objetivo de obter informações sobre a herança da resistência. Avaliaram-se esses genótipos em campo, em área infestada por P. zeae (76%) e P. brachyurus (24%), em Pindorama. Plantou-se o experimento em janeiro de 1986 e, após oitenta dias, coletaram-se amostras de raízes dos tratamentos para avaliação do número de nematóides por grama de raiz. Os resultados mostraram que a diferença observada quanto à resistência entre as linhagens Col 2(22) e Ip 48-5-3 é, provavelmente, devida a dois pares de genes dominantes de efeitos genéticos aditivos. As herdabilidades no sentido amplo e restrito foram altas, respectivamente 82,0 e 80,8%.
2022-12-06T13:19:44Z
Sawazaki,Eduardo Lordello,Ana Ines Lucena Lordello,Rubens Rodolfo Albuquerque
Estádio de maturação e qualidade de sementes de girassol
Componentes da qualidade de sementes de girassol do cultivar IAC-Anhandy foram avaliados nos anos agrícolas de 1983/84 (Campinas, SP) e 1984/85 (Tatuí, SP). Amostras foram coletadas das regiões central, intermediária e periférica de capítulos colhidos aos 10, 20, 30 e 40 dias após florescimento. Em 1983/84, a proporção de sementes chochas aos 10 dias foi bastante elevada, variando entre 64,1 e 94,4%. Com o avanço da maturação, a porcentagem de sementes chochas decresceu drasticamente, baixando, aos 40 dias, para 5,2, 2,2 e 2,6 nas regiões central, intermediária e periférica respectivamente. Os teores de óleo na semente aos 10 dias foram muito baixos (entre 2,2 e 2,6%), mas aumentaram consideravelmente até os 30 dias, quando atingiram valores entre 44,8 e 46,6%, permanecendo praticamente estáveis até os 40 dias. A viabilidade das sementes (porcentagem de germinação + porcentagem de dormência) exibiu índices relativamente baixos aos 10 dias, aumentando sensivelmente até 30 dias, quando atingiram valores próximos de 100%, com uma proporção de sementes dormentes acima de 90%; aos 20, 30 e 40 dias, não foram verificadas diferenças de germinação e dormência entre regiões do capítulo. Aos seis meses de armazenamento, a dormência tornou-se nula em todos os tratamentos. O material colhido aos 10 dias deteriorou-se rapidamente, não exibindo germinação aos 12 meses. As sementes colhidas aos 20, 30 e 40 dias, independente da região do capitulo, conservaram-se bem, mantendo índices de germinação acima de 80% até 24 meses de armazenamento. Tendências semelhantes foram observadas no ano agrícola 1984/85, quanto a germinação, dormência e sementes chochas, tendo estas últimas, após 20 dias do florescimento, apresentado valores mais altos que no ano anterior, provavelmente devido às condições ácidas do solo.
2022-12-06T13:19:44Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Ungaro,Maria Regina Gonçalves Lago,Antonio Augusto do Razera,Luiz Fernandes
Resistência de soja a insetos: VII. Avaliação de danos de percevejos em cultivares e linhagens
Em dois anos consecutivos (1980/81 e 1981/82) estudou-se, em Campinas, o comportamento de oito linhagens (IAC 73-228, IAC 77-3802, IAC 77-3823, IAC 78-2296, IAC 78-2318, IAC 78-3258, IAC 78-3278 e D72-9601-1) e dois cultivares (Santa Rosa e TMU) de soja em relação ao ataque de percevejos em campo. No primeiro ano, a infestação natural de Nezara viridula (L) e Piezodorus guildinii (West.) foi complementada com liberação de adultos de Euschistus heros (Fabr.) coletados em lavouras de soja. No segundo ano, não houve necessidade de infestações artificiais, já que as populações naturais de N. viridula e P. guildinii estavam altas. Como critérios para avaliação de dano, usaram-se: retenção foliar, produção de grãos, produção dividida em quatro classes de dano, porcentagem em peso de grãos danificados, peso de cem sementes, teor de óleo e poder germinativo. IAC 73-228 e IAC 78-2318 comportaram-se como os mais resistentes.
2022-12-06T13:19:44Z
Lourenção,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de Nagai,Violeta
Avaliação da resistência dê cafeeiros às raças dê Meloidogyne incognita
No Centro Experimental de Campinas do Instituto Agronômico, de abril de 1984 a agosto de 1985, realizaram-se dois experimentos, em vasos, para avaliar a resistência de mudas de sete linhagens de Coffea arabica ('Mundo Novo': CP388-17, CP379-19, CP501 e MP376-4; 'Catuaí Amarelo' H2077-2-5-62 e 'Catuaí Vermelho' H2077-2-5-81, e 'Caturra Amarelo') e dois de C. canephora (Robusta: 'Guarini' col. 10 e 'Kouillon' col. 67-14) às quatro raças de Meloidogyne incognita. No primeiro experimento, cada muda foi infestada com 8.000 ovos, passados cinco meses do transplante, e a avaliação, efetuada seis meses depois. No segundo experimento, as mudas foram infestadas cerca de um ano do transplante com 7.000 ovos cada uma e a avaliação realizada decorridos dez meses. Todas as plantas foram infestadas pelas raças 1 e 2; entretanto, a reprodução do nematóide foi menor nas plantas mais velhas. As raças 3 e 4 apresentaram baixas infestações e algumas reações de imunidade, principalmente a 4, que tem pouca importância prática pela sua pequena ocorrência. Os cultivares de Catuaí revelaram médias de notas de ootecas menores que as das linhagens de 'Mundo Novo', indicando menor suscetibilidade. Contudo, é importante ressaltar que a menor infestação não significa que as raças 3 e 4 sejam menos danosas ao cafeeiro quando o parasitam em campo.
2022-12-06T13:19:44Z
Lordello,Rubens Rodolfo Albuquerque Lordello,Ana Ines Lucena
Efeito da freqüência de rega e da umidade do solo sobre a germinação carpogênica de sclerotinia sclerotiorum
Os efeitos da freqüência de rega e da umidade do solo na germinação carpogênica de Sclerotinia sclerotiorum foram estudados em condições ambientais controladas. Solo e escleródios foram acondicionados em caixas tipo gerbox e umedecidos uma, duas, três e cinco vezes por semana até os níveis de 75 e 100% da saturação. O solo regado uma vez por semana até 75% da saturação não permitiu a germinação dos escleródios, enquanto o solo molhado até 100% da saturação permitiu a germinação de até 70% dos escleródios, assim como um grande número de apotécios. Regas mais freqüentes, nos dois níveis de umidade do solo, aumentaram a germinação de escleródios e a produção de apotécios. Tão importante quanto a umidade do solo foi o intervalo entre regas, pois regas mais freqüentes, mesmo com volumes menores de água, favoreceram a maior germinação carpogênica do patógeno.
2022-12-06T13:19:44Z
Napoleão,Reginaldo Café Filho,Adalberto Correa Lopes,Carlos Alberto Nasser,Luiz Carlos Bhering Marouelli,Waldir Aparecido
Germinação de urediniósporos de Phakopsora pachyrhizi em diferentes métodos de armazenamento
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes métodos de armazenamento na viabilidade de urediniósporos de P. pachyrhizi. Para isso foram armazenadas folhas herborizadas com urediniossoros (24°C); urediniósporos em dessecador (10°C) + nitrogênio líquido (-196°C) após 60 dias, geladeira (4°C), deep-freezer (de -60 a -80°C) e nitrogênio líquido. A cada trinta dias avaliou-se à porcentagem de germinação em meio ágar-água 2% à temperatura de 25°C. Urediniósporos armazenados em nitrogênio líquido apresentaram maior porcentagem de germinação ao final das avaliações (270 dias). Urediniósporos armazenados em dessecador apresentaram 0% de germinação aos 60 dias e quando transferidos para o nitrogênio líquido voltaram a apresentar até 30% germinação. Urediniósporos armazenados nas demais condições apresentaram grande redução na germinação no primeiro mês e com 90 dias esta chegou a zero. Concluiu-se que o melhor método de armazenamento para urediniósporos de P. pachyrhizi foi o nitrogênio líquido.
2022-12-06T13:19:44Z
Zambenedetti,Elisandra Batista Alves,Eduardo Pozza,Edson Ampélio Araújo,Dejânia Vieira de
Efeitos de meio de cultura, fontes de carbono e nitrogênio, pH e regime luminoso no crescimento de Mycosphaerella musicola
Este trabalho objetivou o estabelecimento de condições favoráveis ao crescimento micelial de M. musicola in vitro, pela avaliação em quatro experimentos, da influência de diferentes meios de cultura (BDA, BDA/IFB, V8, V8/IFB, V8/CaCO3 e V8/CaCO3/IFB); combinações de fontes de carbono (dextrose, maltose, sacarose e xilose) e nitrogênio (peptona, glicina, nitrato de potássio e de sódio); valores de pH (6,8; 6,4; 5,7 e 4,9) e regimes luminosos (escuro contínuo, alternância luminosa e claro contínuo). Observou-se um maior crescimento de M. musicola quando cultivado nos meios de cultura BDA/IFB, V8/IFB e BDA. As fontes de carbono sacarose, maltose e dextrose quando combinadas com a peptona como fonte de nitrogênio, promoveram um maior crescimento micelial de M. musicola. O meio de cultura BDA/IFB, com o valor final de pH ajustado para 5,7, em regime de escuro contínuo, apresentou-se como o melhor para o crescimento de M. musicola.
2022-12-06T13:19:44Z
Montarroyos,Angélica Virgínia Valois Coelho,Rildo Sartori Barbosa Ferraz,Gabriela de Morais Guerra Santos,Rômulo dos Santos,Venézio Felipe dos Andrade,Paulo Paes de
Efeito do Soursop yellow blotch virus no desenvolvimento vegetativo e na produção da gravioleira
Os danos causados no desenvolvimento vegetativo e na produção de frutos da gravioleira pelo vírus da mancha-amarela da gravioleira (Soursop yellow blotch virus, SYBV), foram estudados durante os anos de 2000 a 2004 em um experimento com dois tratamentos: plantas sadias e plantas doentes, dispostos em blocos ao acaso, com oito repetições e quatro plantas por parcela. Foram avaliados, anualmente, a altura da planta, diâmetro do caule, número e peso de frutos, sendo que a produção foi monitorada a partir do segundo ano de plantio. As médias relativas à altura de planta, diâmetro do caule, número e peso de frutos das parcelas foram computadas, analisadas estatisticamente e comparadas pelo teste F. As plantas de ambos tratamentos foram originadas de mudas enxertadas, sendo as plantas doentes obtidas por meio de enxertias com propágulos de plantas infectadas com o SYBV. A doença reduziu em 65,11% e 46,72% a altura e o diâmetro do caule, respectivamente, e em 94,7 % e 99,2 % o número e o peso de frutos em relação às plantas sadias.
2022-12-06T13:19:44Z
Santos,Antonio A. dos Cardoso,José Edmilson Viana,Francisco Marto Pinto Vidal,Júlio Cal Souza,Raimundo Nonato Martins de
Seletividade de fungicidas cúpricos e sistêmicos sobre o fungo Cladosporium cladosporioides em cafeeiro
A ocorrência do fungo Cladosporium sp. em frutos do cafeeiro é freqüente e coincide com o período de controle de doenças desta cultura. O fungo Cladosporium sp. tem sido relatado associado a cafés de boa qualidade portanto, é importante que os fungicidas sejam seletivos aos agentes antagonistas de fungos deletérios à qualidade do café sendo o Cladosporium sp incluído neste grupo. Deste modo, o objetivo do presente trabalho foi testar a seletividade de alguns produtos utilizados visando o controle de doenças do cafeeiro sobre o fungo Cladosporium cladosporioides (Fres.) de Vries. O trabalho foi desenvolvido em uma lavoura da cultivar Acaiá Cerrado MG 1474, com 6 anos de idade no espaçamento adensado de 2,0 x 0,6 m, onde foram testados produtos preventivos, a base de cobre, e sistêmico, aplicados isoladamente e associados. Foram empregados como produtos cúpricos o oxicloreto de cobre (50% de cobre metálico) e Calda Viçosa comercial e como sistêmico o epoxiconazole. A avaliação da incidência de C. cladosporioides foi realizada através de notas subjetivas, em quatro épocas, registrando em porcentagem a área com crescimento fúngico sobre os frutos do cafeeiro. Verificou-se que enquanto nos tratamentos com fungicida epoxiconazole aplicado isoladamente ou associado ao fungicida cúprico o fungo apresentava-se inicialmente com baixa incidência, aumentando progressivamente a partir do mês de maio, nos tratamentos com apenas fungicidas cúpricos a incidência do fungo mostrou-se elevada desde maio, indicando não ter sido afetada e/ou mesmo favorecida por pulverizações anteriores do produto.
2022-12-06T13:19:44Z
Chalfoun,Sára Maria Cunha,Rodrigo Luz da Carvalho,Vicente Luiz de Nogueira,Denismar Alves
Ocorrência de Fusarium solani f. sp. piperis em Piper nigrum no estado de Alagoas
A pimenta-do-reino (Piper nigrum L.) é uma planta trepadeira, pertencente à família Piperaceae. Ela é originária do Sudeste Asiático, sendo a mais comum e importante das especiarias. A fusariose, também conhecida por podridão do pé e podridão das raízes é a principal doença da cultura, de ocorrência restrita ao Brasil. Um isolado de Fusarium sp., encontrado infectando plantas de pimenta-do-reino cv. bragantina no município de União dos Palmares em Alagoas, foi caracterizado morfologicamente e teve sua patogenicidade confirmada em mudas deste hospedeiro. Os macroconídios apresentaram-se falcados, hialinos com três a cinco septos, com dimensões de 30,5 - 26,5 x 6,3 - 4,9 ìm, enquanto os microconídios apresentaram-se hialinos, unicelulares, elípticos ou alantóides medindo 16,6 - 4,9 x 6,5 - 3,3 ìm. Os clamidósporos foram abundantes em meio batata-dextrose-ágar. O isolado foi identificado como Fusarium solani f. sp. piperis Alb. tratando-se do primeiro relato deste patógeno em pimenta-do-reino no estado de Alagoas.
2022-12-06T13:19:44Z
Carnaúba,Juliana Paiva Sobral,Márcio Félix Amorim,Edna Peixoto da Rocha Silva,Izael Oliveira
A gomose da acácia-negra no Brasil: a review
A acácia-negra (Acacia mearnsii) é cultivada no Brasil, especialmente no Estado do Rio Grande do Sul, visando tanto à produção de tanino, a partir da casca, quanto o uso da madeira para papel, celulose, carvão, lenha e chapas de aglomerados. A gomose causada por Phytophthora nicotianae e P. boehmeriae, é o seu principal problema fitossanitário. Discute-se nesta revisão a existência de dois padrões distintos de sintomatologia da gomose de Phytophthora que têm sido observados nas plantações brasileiras: gomose basal, associada a P. nicotianae, e gomose generalizada, mais associada a P. boehmeriae. São discutidos aspectos relacionados à etiologia, à epidemiologia e às estratégias de controle.
2022-12-06T13:19:44Z
Santos,Álvaro Figueredo dos Luz,Edna Dora Martins Newman
Quantitative control of Lettuce mosaic virus fitness and host defence inhibition by P1-HCPro
Two Lettuce mosaic virus isolates capable of overcoming the resistance afforded by the resistance gene mo1² in lettuce, LMV-AF199 from Brazil, and LMV-E, an European isolate, were evaluated for the rapidity and severity of symptoms induced on the lettuce variety Salinas 88 (mo1²). The mosaic symptoms on Salinas 88 plants inoculated with LMV-AF199 appeared 7 days post-inoculation (dpi) and 15 dpi for LMV-E. The symptoms induced by LMV-AF199 in this cultivar were also more severe than those induced by LMV-E. In order to identify the region of the viral genome responsible for this phenotype, recombinant viruses were constructed between these isolates and the phenotype of each recombinant was analysed. The region encoding proteins P1 and HcPro from LMV-AF199 was associated with the increased virulence in Salinas 88.
2022-12-06T13:19:44Z
Krause-Sakate,Renate Richard-Forget,Florence Redondo,Elise Pavan,Marcelo Agenor Zerbini,Francisco Murilo Candresse,Thierry Gall,Olivier Le
Fungitoxicidade, atividade elicitora de fitoalexinas e proteção de alface em sistema de cultivo orgânico contra Sclerotinia sclerotiorum pelo extrato de gengibre
O patógeno Sclerotinia sclerotiorum é um fungo que sobrevive no solo e causa a doença conhecida como mofo branco ou podridão de esclerotínia na cultura da alface (Lactuca sativa) e outras culturas. A doença é considerada de difícil controle, uma vez que o fungo é muito agressivo e produzem estruturas de resistência, os escleródios. Na busca de novos métodos de controle de doenças, os extratos de plantas com propriedades terapêuticas surgem como opção. Neste trabalho avaliou-se o efeito do extrato bruto aquoso (EBA) de gengibre (Zingiber officinalis) nas concentrações de 1, 5, 10, 15, 20 e 25% sobre o crescimento micelial e produção de escleródios de S. sclerotiorum, in vitro. Também foi verificada a eficiência do gengibre na proteção de plantas de alface cultivadas organicamente e inoculadas com o patógeno. Além da incidência da doença, foi analisado o rendimento da cultura e a atividade de peroxidase nos tecidos da planta. Água e o indutor de resistência acibenzolar-S-metil foram utilizados como tratamentos controle. Adicionalmente, a capacidade elicitora do EBA de gengibre em proporcionar o acúmulo das fitoalexinas deoxiantocianidina e gliceolina foi avaliada em bioensaios com sorgo e soja, respectivamente. Os resultados indicaram a atividade antimicrobiana dos EBA de gengibre, com inibição do crescimento micelial e da produção de escleródios. Na cultura da alface, verificou-se que a aplicação de massa de gengibre na base da planta aumentou a atividade da enzima peroxidase e reduziu a incidência da doença. A presença de compostos elicitores no EBA de gengibre foi observada pela indução da produção de fitoalexinas em sorgo e soja, que ocorreu de maneira dose-dependente. Estes resultados indicam o potencial de Z. officinalis para o controle de S. sclerotiorum em alface, o qual pode ocorrer tanto por atividade antimicrobiana direta quanto pela ativação de mecanismos de defesa das plantas.
2022-12-06T13:19:44Z
Rodrigues,Edvirgem Schwan-Estrada,Kátia Regina Freitas Fiori-Tutida,Ana Cristina G. Stangarlin,José Renato Cruz,Maria Eugênia Silva
Caracterização citomorfológica, cultural, molecular e patogênica de Rhizoctonia solani Kühn associado ao arroz em Tocantins, Brasil
No Estado do Tocantins, no Norte do Brasil, a incidência de rizoctoniose no arroz é importante, causando danos significativos em lavouras de arroz irrigado. O principal objetivo deste trabalho foi determinar o grupo de anastomose (AG) de isolados de R. solani associados ao arroz naquela região, testando a hipótese de que esses isolados pertencem ao grupo padrão de anastomose AG-1 IA, que também é o agente causal da mela em soja em áreas úmidas do Norte do Brasil. Todos os quatro isolados de arroz foram caracterizados, através de fusão de hifas, como AG-1 IA. A caracterização cultural, em função das temperaturas basais (mínimas, máximas e ótimas), evidenciou que os isolados de R. solani de arroz apresentaram perfis semelhantes aos padrões AG-1 IA, AG-1 IB e AG-1 IC. Os isolados de arroz foram caracterizados como autotróficos para tiamina assim como os isolados padrões AG-1 IA, IB, IC, AG-4 HGI e o isolado da mela da soja. O teste de patogenicidade em plantas de arroz cultivar IRGA-409 e de patogenicidade cruzada à cultivar IAC-18 de soja (suscetível à mela), indicou que além de causar a queima da bainha em arroz, esses isolados causam mela em soja. Da mesma forma, o isolado SJ-047 foi patogênico ao arroz. As seqüências de bases de DNA da região ITS-5.8S do rDNA dos isolados do arroz foram similares às seqüências do AG-1 IA, depositadas no GenBank® - NCBI. A filogenia do ITS-rDNA indicou um grupo filogenético comum formado pelos isolados do arroz, o isolado da soja e o isolado teste do AG-1 IA. Assim, com base em características citomorfológicas, culturais, filogenéticas e patogênicas, foi confirmada a hipótese de que os isolados de R. solani patógenos de arroz do Estado do Tocantins pertencem ao grupo de anastomose AG-1 IA, além da indicação de que esses isolados podem também causar a mela em soja.
2022-12-06T13:19:44Z
Souza,Elaine Costa Kuramae,Eiko Eurya Nakatani,Andreia Kazumi Basseto,Marco Antonio Prabhu,Anne Sitarana Ceresini,Paulo Cezar
Murcha do manjericão (Ocimum basilicum) no Brasil: agente causal, círculo de plantas hospedeiras e transmissão via semente
O manjericão (Ocimum basilicum L.) é uma hortaliça da família Lamiaceae, utilizada na culinária ou como matéria prima para a indústria de fármacos e óleos essenciais. Amostras de plantas de manjericão apresentando sintomas de murcha, seca de hastes e podridão de colo foram coletadas na área rural de Brazlândia (DF) durante a estação chuvosa de 2005. Outras duas amostras foram coletadas em plantas cultivadas em campo aberto e casas de vegetação na região de Ponte Alta (DF). Isolados de um fungo, identificado como Fusarium oxysporum, foram obtidos em todas as amostras. Testes de patogenicidade foram conduzidos com mudas das cultivares O. basilicum 'Dark Opal' e 'Italian Large Leaf', e de acessos das espécies O. americanum L. (manjericão de folha miúda), O. campechianum Mill. (alfavaca), Origanum manjorana L. (manjerona), Origanum vulgare L. (orégano), Mentha arvensis L. (menta), Coleus blumei Benth. (tapete), Leonorus sibiricus L. (rubim) e Leonotis nepetaefolia (L.) W.T. Aiton (cordão-de-frade). Todos os isolados fúngicos mostraram-se altamente virulentos sobre as duas cultivares de manjericão. Em O. campechianum e O. americanum os isolados causaram apenas suave escurecimento vascular e leve redução de crescimento, sendo avirulentos sobre acessos das espécies O. manjorana, O. vulgare, M. arvensis, C. blumei, L. sibiricus e L. nepetaefolia. Este conjunto de dados indicou que o agente causal da doença é o fungo F. oxysporum f. sp. basilici, constituindo-se no primeiro registro formal deste patógeno no Brasil. Os lotes de sementes utilizados nas áreas de ocorrência da doença foram submetidos a um teste de sanidade visando verificar a presença do patógeno. O fungo F. oxysporum f. sp. basilici foi detectado em quatro dos seis lotes e os isolados obtidos das sementes contaminadas mostraram similar sintomatologia e um idêntico perfil de virulência aos verificados em campo e casa de vegetação, sugerindo que as sementes representam o mais provável veículo de introdução e potencial disseminação deste patógeno no Brasil.
2022-12-06T13:19:44Z
Reis,Ailton Miranda,Bruno Eduardo Cardoso Boiteux,Leonardo Silva Henz,Gilmar Paulo