Repositório RCAAP
Efeito da solarização do solo, seguida pela aplicação de Trichoderma spp: ou de fungicidas, sobre o controle de Pythium aphanidermatum e de Rhizoctonia solani AG-4
O presente trabalho foi realizado com o objetivo de estudar alternativas para a desinfestação de solos, especialmente considerando a retirada do brometo de metila do mercado. Avaliou-se o efeito da solarização do solo, seguida ou não pela aplicação de isolados de Trichoderma spp. ou de fungicidas, sobre o controle de Pythium aphanidermatum e de Rhizoctonia solani AG-4, responsáveis por tombamento e podridão de raízes em várias culturas. Dois experimentos foram realizados em Piracicaba, SP (latitude 22º 42' e longitude 47º38'), um em campo aberto e outro no interior de uma casa-de-vegetação vedada, em delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial (2x3), tendo como fatores a solarização (com e sem) e os tratamentos (com fungicida, um isolado de Trichoderma sp. e uma testemunha). Bolsas de náilon contendo solo naturalmente infestado com P. aphanidermatum ou solo contendo propágulos de R. solani AG-4 foram enterradas a 10 cm de profundidade, em parcelas solarizadas ou não, nos dois ambientes. Após 30 dias de solarização, as bolsas foram coletadas e o solo infestado com P. aphanidermatum recebeu os tratamentos: o isolado de Trichoderma sp. IB-26 ou o fungicida metalaxyl + mancozeb. O solo contendo propágulos de R. solani foi tratado com o isolado de Trichoderma sp. IB-17 ou o fungicida pencycuron. As soluções dos fungicidas foram aplicadas na forma de rega. Também foram mantidas testemunhas para ambos os patógenos. Avaliou-se a viabilidade de P. aphanidermatum pelo tombamento de pós-emergência de plântulas de pepino e de R. solani pelo número de plântulas de rabanete sobreviventes ao tombamento de pré e pós-emergência. A solarização, o controle biológico e a solarização seguida pelo controle biológico não promoveram o controle de P. aphanidermatum, obtido apenas com metalaxyl + mancozeb, nos solos solarizados ou não. A solarização aplicada nos dois ambientes controlou R. solani, assim como o fungicida pencycuron, mas não houve efeito sinérgico na associação entre as técnicas. A aplicação do isolado de Trichoderma sp. IB-17 não proporcionou o controle desse patógeno nos solos solarizados ou não.
2022-12-06T13:19:44Z
Patrício,Flávia Rodrigues Alves Kimati,Hiroshi Tessarioli Neto,João Petenatti,Ademir Barros,Benedito Camargo
Efeito da temperatura e período de molhamento sobre o desenvolvimento de lesões de Colletotrichum musae em banana
A banana é a segunda fruta mais consumida no mundo, porém do campo até o mercado consumidor algo em torno de 40 % é perdido devido entre outras causas as doenças pós-colheita e a mais significativa é a antracnose. Diante da necessidade do conhecimento de fatores ambientais que condicionam estas perdas, o trabalho objetivou avaliar métodos de inoculação (com discos de BDA e estruturas do patógeno e suspensão de conídios com e sem ferimento) e a influência da temperatura (10,15,20,25 e 30 ºC) e do período de molhamento (0, 12, 24 e 36 h) sobre o desenvolvimento de Colletotrichum musae em banana. As frutas foram inoculadas com 17 isolados de C. musae onde todos mostraram-se patogênicos quando inoculados com ferimento independentemente do tipo de inóculo utilizado. No experimento envolvendo temperatura e período de molhamento, utilizou-se três isolados de C. musae, MAG2, SFV1 e FSA, que se comportaram como mais agressivo, intermediário e pouco agressivo, respectivamente. As temperaturas em torno de 20, 25 e 30 ºC e os períodos de molhamento testados favoreceram um maior desenvolvimento de lesões, sendo as maiores lesões observadas em temperaturas ao redor de 25 e 30 ºC, com redução à medida que ocorria uma diminuição da temperatura para todos os isolados testados. A temperatura em torno de 15 ºC proporcionou o menor desenvolvimento da doença.,
2022-12-06T13:19:44Z
Pessoa,Wagner Rogério Leocádio Soares Oliveira,Sônia Maria Alves de Dantas,Suzana Alencar Freire Tavares,Selma Cavalcanti Cruz de Holanda Santos,Alice Maria Gonçalves
Preservação de urediniósporos de Puccinia melanocephala, agente causal de ferrugem em cana-de-açúcar
A sazonalidade na manifestação da ferrugem da cana dificulta a obtenção de esporos em quantidades adequadas para inoculações em qualquer época do ano, restringindo os trabalhos envolvendo o patógeno aos meses nos quais a doença esta presente no campo. O trabalho visou desenvolver uma metodologia para preservar os esporos por períodos prolongados, mantendo sua viabilidade e infectividade. Esporos foram coletados a partir de folhas naturalmente infectadas, com bomba de vácuo. Parte dos esporos foi desidratada por liofilização ou em sílica gel e outra parte não passou por desidratação. Armazenaram-se estes esporos em diferentes temperaturas (temp. ambiente, 5ºC, -20 ºC, -80ºC). Periodicamente, a viabilidade dos esporos foi avaliada por meio de plaqueamento em ágar-água. Após o quarto mês, foi também avaliada a infectividade dos esporos armazenados por meio de inoculações na variedade suscetível SP70-1143, seguida da avaliação da área foliar atacada. Os esporos armazenados à temperatura ambiente e a 5ºC, independentemente da desidratação, permaneceram viáveis por períodos máximos de 1 mês e 2 meses, respectivamente. Os melhores tratamentos consistiram na desidratação em sílica gel, seguida pelo armazenamento à -20ºC e -80ºC. Mesmo após um ano de armazenamento nestas condições, os esporos provocaram ferrugem nas plantas inoculadas, em níveis de severidade adequados para um teste de discriminação de reações à ferrugem.
2022-12-06T13:19:44Z
Garcia,Ely Oliveira Casagrande,Marcos Virgílio Rago,Alejandro Mário Massola Junior,Nelson Sidnei
Análise do perfil de expressão dos genes da cana-de-açúcar envolvidos na interação com Leifsonia xyli subsp: xyli
Utilizando a técnica de macroarranjos de cDNA em membranas de náilon, analisou-se o perfil de expressão de 3.575 ESTs ("Expressed Sequence Tags") de cana-de-açúcar, oriundas do projeto SUCEST, em duas variedades, uma tolerante (SP80-0185) e outra suscetível (SP70-3370) ao Raquitismo da Soqueira. Foram analisadas amostras foliares de plantas inoculadas com Leifsonia xyli subsp. xyli., agente etiológico do Raquitismo, contrastadas com plantas não inoculadas (controle), para cada variedade, marcadas com sondas de cDNA e hibridizadas contra os macroarranjos. Após as hibridizações e análises estatísticas dos dados foi possível identificar 49 ESTs com expressão alterada, sendo 44 na variedade tolerante (41 ESTs induzidos e 3 reprimidos) e 5 na variedade suscetível (2 ESTs induzidos e 3 reprimidos). Os resultados obtidos sugerem que a tolerância da variedade SP80-0185 de cana-de-açúcar à bactéria fitopatogênica pode estar relacionada com a percepção de sinais extracelulares, visto que ESTs relacionados a vias de transdução de sinais apresentaram expressão gênica induzida na variedade tolerante, os quais codificam para uma EST com similaridade à H+-ATPase da membrana plasmática, fatores de transcrição G-box, OsNAC6, "DNA binding", família MYB e "Zinc Finger" e ainda uma EST com similaridade ao fator de ligação ao G-Box, o qual corresponde a uma seqüência de DNA cis presente em vários promotores de plantas e requerido para o reconhecimento de muitos estímulos ambientais. Na variedade suscetível foi reprimido uma EST com similaridade à lipase. Esta enzima, também de membrana, faz parte da síntese do jasmonato, o qual ativa as defesas vegetais contra patógenos de plantas. Possíveis funções para os genes induzidos ou reprimidos nas cultivares de cana tolerante ou resistente ao Raquitismo são discutidas neste trabalho.
2022-12-06T13:19:44Z
Ferro,Maria Inês Tiraboschi Barros,Neli Martins de Dabbas,Karina Maria Laia,Marcelo Luiz de Kupper,Katia Cristina Moraes,Vicente Alberto de Oliveira,Julio Cezar Franco de Ferro,Jesus Aparecido Zingaretti,Sonia Maria
Progresso de doenças fúngicas e correlação com variáveis climáticas em mamoeiro
Avaliou-se o progresso de doenças fúngicas do mamoeiro e os efeitos dos fatores climáticos em três áreas experimentais: 1- área de produção de mamão conduzida no sistema convencional, que recebeu irrigação por gotejamento; 2- área de produção de mamão conduzida no sistema convencional, que recebeu irrigação por aspersão; 3- área de produção de mamão cultivada no sistema orgânico, com irrigação por microaspersão. Na área 1 foram avaliados três sistemas diferentes de condução: 1) sem a aplicação de fungicidas e sem sanitização das plantas (testemunha sem sanitização); 2) sem a aplicação de fungicidas e com sanitização das plantas (testemunha com sanitização); e 3) com a aplicação de fungicidas para o controle de doenças foliares e sem sanitização (padrão do produtor). Em cada sistema de condução foram demarcadas quatro parcelas (repetições) com 20 plantas, sendo 10 plantas consideradas úteis. Foram avaliadas a incidência e a severidade da mancha-de-ascoquita, pinta-preta e do oídio como doenças foliares. Nos frutos, após a colheita foram avaliadas as incidências da antracnose, mancha-chocolate e podridão-peduncular. As epidemias da mancha-de-ascoquita ocorrem em temperaturas variando de 15 ºC a 20 ºC; para a pinta-preta as condições favoráveis ao desenvolvimento de epidemias foi temperatura variando de 25 ºC a 30 ºC e umidade relativa variando de 80 % a 100 %, sendo o pico da intensidade da doença ocorre entre os meses de novembro a março. Para o oídio, a faixa de temperatura que favoreceu a doença foi 15 ºC a 20 ºC e umidade relativa de 60 a 70 %. Em relação às podridões que incidiram nos frutos, observou-se que não houve relação entre a incidência da podridão-peduncular e a precipitação pluvial acumulada, 15 dias antes da avaliação ou no período de desenvolvimento do fruto (r <0,21). A incidência da antracnose e da mancha-chocolate não se correlacionaram com as condições climáticas. Na área Santa Terezinha 10, a mancha-de-ascochyta foi constatada em todas as épocas de avaliação, tendo severidade máxima na data juliana 155 aos 250 dias e mínima dos 20 aos 80 dias; a pinta-preta progrediu na data 326 aos 70 dias com severidade máxima na data 336 dias, e o oidio progrediu em duas épocas distintas sendo uma na data 330 aos 80 dias e a outra na data 240 aos 320 dias com o máximo na data 240 a 250 dias. A incidência da podridão dos frutos em pós-colheita foi detectada no armazenamento, quando os frutos foram colhidos nas datas de 140 aos 320 dias, sendo alta até a data 220; a partir daí decresceu até a data 320. O tratamento padrão praticado pelo produtor diferiu significativamente dos tratamentos envolvendo práticas culturais com e sem sanitização, excetuando a podridão peduncular onde o tratamento padrão igualou-se ao tratamento com sanitização. Os tratamentos culturais com e sem sanitização não diferiram entre si. Comparando-se os tratamentos com sanitização e sem sanitização para podridão peduncular houve ganhos de 24 % e 9 %, para as datas julianas 170 e 210, respectivamente; para a antracnose houve ganhos de 13 % e 55 %, para as datas julianas 160 e 230, respectivamente e para a mancha-chocolate 30 % e 9 %, para as datas julianas 170 e 210, respectivamente. O progresso das doenças nas áreas de plantio do curral e Bitchisner foram quase idênticos com relação à incidência de folhas doentes total; a severidade máxima da mancha-de-ascoquita atingiu 20 % na área do curral e 10 % na área Bitchisner, entre as datas 110 e 320. A pinta-preta foi muito severa na lavoura do curral e de baixa severidade na lavoura Bitchisner. O oidio foi detectado nas duas lavouras nas datas 230 aos 320, com maior severidade na lavoura do curral onde predomina a irrigação por aspersão. Obtêve-se severidade do Oidio máxima de 45 e 65 % nas lavouras do curral e Bitchisner, respectivamente. Em se tratando da podridão dos frutos do mamoeiro, a incidência foi maior nas plantas da localidade do curral do que Bitchisner devido ao método de irrigação por aspersão.
2022-12-06T13:19:44Z
Suzuki,Márcio Shiguero Zambolim,Laércio Liberato,José Ricardo
Avaliação de parâmetros monocíclicos e da intensidade da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) em diferentes genótipos de soja e posições de copa
A ferrugem da soja destacou-se nas últimas safras devido à alta severidade que vem causando nas lavouras de soja. Diversos estudos estão em andamento, para buscar informações sobre a resistência genética dos cultivares atualmente plantados. O objetivo do trabalho foi estudar parâmetros monocíclicos e o progresso da ferrugem da soja em diferentes genótipos e posições da copa, em casa-de-vegetação. Foram utilizados 7 cultivares (Uirapuru e BRS 134 Pintado, BRS 154, BRS 215, FT 2, BRS 231) e uma PI 459025 com gene de resistência Rpp4, inoculados com suspensão de esporos de Phakopsora pachyrhizi. Foram estudados para cada genótipo os períodos de incubação e latente. A avaliação de incidência da ferrugem foi realizada na planta toda e a da severidade a partir do aparecimento dos sintomas, a cada cinco dias, até o declínio das plantas em três posições na copa. Os valores foram transformados em área abaixo da curva de progresso da incidência (AACPI) e da severidade (AACPS) da doença. O período de incubação foi de seis dias para todos genótipos avaliados. Entretanto, o período latente variou de 6 a 12 dias. Houve diferença significativa entre os cultivares para AACPI. Os cultivares BRS 134, FT 2 e BRS 231 apresentaram maior valor de AACPI, diferenciando dos demais cultivares. Entre os cultivares com menor valor de AACPI destacou-se a PI 459025. Variação na intensidade da doença nos 8 genótipos avaliados, em relação à posição da copa, só pode ser observada para o terço médio da planta.
2022-12-06T13:19:44Z
Zambenedetti,Elisandra Batista Alves,Eduardo Pozza,Edson Ampélio Araújo,Dejânia Vidira de Godoy,Claudia Vieira
Controle químico da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi Sidow) na cultura da soja
A eficiência de diferentes doses de fungicidas aplicados em diversos estádios fenológicos da soja foi avaliada no controle de Phakopsora pachyrhizi. As cultivares de soja utilizadas nos experimentos foram RS 10, BRS 154, CD 201, BRS 153, CD 206 e CD 209, sendo conduzidos em condições de campo sob infecção natural do patógeno. Os resultados obtidos demonstraram variação significativa no rendimento quando duas aplicações de fungicidas foram realizadas. A seqüência de fungicidas utilizados bem como o inóculo presente na área experimental evidenciaram a eficácia de controle da ferrugem. Fungicidas do grupo das estrobirulinas aplicados no estádio R1 apresentaram o melhor desempenho, e o controle executado preventivamente possibilitou a maior efetividade.
2022-12-06T13:19:44Z
Navarini,Lucas Dallagnol,Leandro José Balardin,Ricardo Silverio Moreira,Marcelo Temp Meneghetti,Rosana Ceolin Madalosso,Marcelo Gripa
Crescimento in vitro de isolados de Armillaria sp. obtidos de Pinus elliottii var: elliottii sob várias temperaturas
A armilariose tem sido considerada a principal doença em Pinus no Brasil. Os sintomas e danos consistem no amarelecimento de acículas, declínio, podridão de raízes, exsudação de resina e morte. A temperatura é um dos fatores ambientais que influencia patógenos, doença de plantas ou ambos. Este trabalho avaliou o comportamento de três isolados de Armillaria sp. obtidos de P. elliottii var. elliottii, submetidos a uma faixa de temperatura de 16 a 26 ºC, utilizando a biomassa seca produzida em meio líquido como parâmetro de análise. Verificou-se que todos os isolados apresentaram máxima produção de biomassa a 22 ºC. Utilizando-se de regressão cúbica encontrou-se temperaturas de máximo crescimento entre 21,79 e 23,19 ºC. De acordo com os resultados, a melhor temperatura para crescimento dos isolados testados situou-se em 22 ºC.
2022-12-06T13:19:44Z
Gomes,Nei Sebastião Braga Auer,Celso Garcia Grigoletti Júnior,Albino
Efeitos do Banana streak virus no desenvolvimento de cultivares de bananeira
Este trabalho avaliou, em condições de casa de vegetação, os efeitos da infecção pelo BSV no crescimento de cinco cultivares de bananeira. Mudas micropropagadas das cultivares SH 3640, FHIA 18, Caipira, Thap Maeo e Pioneira foram inoculadas com BSV pela cochonilha Planacoccus citri Risso. Como controles utilizaram-se mudas não inoculadas e inoculadas com cochonilhas não virulíferas. Avaliou-se a altura das plantas, o diâmetro do pseudocaule, o número de folhas, a área foliar e as massas da matéria seca da parte aérea e da raiz. Os primeiros sintomas do BSV foram detectados 15 dias após a inoculação em todas as plantas inoculadas com o vírus. Houve diferenças estatísticas significativas nas variáveis analisadas, concluindo-se que o vírus afetou o desenvolvimento das plantas de todas as cultivares avaliadas.
2022-12-06T13:19:44Z
Silveira,Daniela Garcia Soares,Tales Miler Meissner Filho,Paulo Ernesto Lima Neto,Francisco Pinheiro Caldas,Ranulfo Correa
Danos na produção da abobrinha de moita causados pelo Papaya ringspot virus type W e Zucchini yellow mosaic virus
Este trabalho teve por objetivo avaliar, em condições de casa de vegetação e de campo, os danos causados pelo PRSV-W e ZYMV em abobrinha-de-moita (Cucurbita pepo cv. Caserta). As plantas em casa de vegetação foram inoculadas com os vírus individualmente e em mistura aos 12 e 22 dias após emergência (DAE) e aos 5, 15 e 25 DAE no campo. Em casa de vegetação, as infecções com PRSV-W + ZYMV, PRSV-W e ZYMV, na primeira época de inoculação, ocasionaram reduções de área foliar de 39,6%, 36,8% e 12,1%, respectivamente. As massas fresca e seca também foram significativamente afetadas na primeira época de inoculação. No campo, as plantas com infecções individuais ou mistas dos potyvírus produziram frutos não comerciais em quantidades que variaram de 14 a 861 g/planta, dependendo da idade que foram inoculadas. As plantas tratadas com tampão fosfato aos 5, 15 e 25 DAE produziram em média 573 g, 937 g e 1172 g de frutos comerciais e 282 g, 221 g e 192 g de frutos não comerciais, respectivamente. A redução na massa fresca das plantas foi diretamente relacionada com a época de inoculação, com médias de 60,7% para aquelas inoculadas aos 5 DAE e de 22,7% para aquelas inoculadas aos 15 DAE. Na terceira época de inoculação não houve diferença significativa de massa fresca entre os tratamentos.
2022-12-06T13:19:44Z
Pereira,Mônica Juliani Zavaglia Sussel,Angelo Aparecido Barbosa Silva,Ricardo Ferreira da Kuhn,Odair José Domingues,Fernanda Rezende,Jorge Alberto Marques
Abutilon ornamental (Abutilon sp. - Malvaceae) mostrando pústulas de Synchytrium australe
Plantas de abutilon recebidas para análise fitopatológica pelo Instituto Biológico, São Paulo, Brasil mostrando como sintomas pústulas semelhantes a ferrugem (Uredinales) sobre folhas e caule foram estudadas para determinar o agente causal. Numerosos esporângios amarelos característicos de fungos zoospóricos pertencentes à Ordem Chytridiales foram encontrados no interior de galhas superficiais. Com base no estudo de KARLING (1955), o patógeno foi identificado como Synchytrium australe Speg. O material foi herborizado e armazenado no Herbário Micológico do Instituto Biológico sob o número IBI/SP 11975. Esta foi a primeira constatação desta espécie no Brasil.
2022-12-06T13:19:44Z
Figueiredo,Mário Barreto Coutinho,Leila Nakati Aparecido,Christiane Ceriani Passador,Martha Maria
Avaliação de diferentes meios de cultura na esporulação de Scytalidium lignicola
Scytalidium lignicola é um fungo que causa podridão negra em raízes e caules de mandioca. A esporulação de S. lignicola foi avaliada em 8 meios de cultura - BDA, SA, AvA, BSA, LCA, suco V-8, Mandioca-agar (MAND-A) e MA - sob regime de alternância de luz (12h claro/12h escuro) e 3 temperaturas (25 28 e 30ºC). Discos de 5mm de diâmetro retirados da borda da colônia cultivada em meio BDA, após 5 dias de incubação a 28ºC, foram transferidos para o centro de placas de Petri contendo 15mL de cada meio com inibidores seletivos. Após 5 dias de incubação, os esporos foram quantificados em contagens realizadas em câmara de Neubauer. O experimento seguiu delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 8 x 3 (Meios x Temperaturas). Observou-se que houve diferença significativa apenas para os meios de cultura, não havendo diferença entre as temperaturas testadas. A esporulação de S. lignicola foi superior nos meios suco V-8, BDA, MAND-A, AvA, BSA e SA, não diferindo entre si estatisticamente. Enquanto nos meios MA e LCA ocorreram as menores esporulações, também não havendo diferença entre si.
2022-12-06T13:19:44Z
Carnaúba,Juliana Paiva Sobral,Márcio Félix Amorim,Edna Peixoto da Rocha Silva,Julio Cesar da Santos,Vanderley Borges dos Félix,Kátia Cilene da Silva
Resistência de soja a insetos: VIII. IAC 78-2318, linhagem com resistência múltipla
Estudou-se, em comparação com outros genótipos de soja, o comportamento da linhagem IAC 78-2318, em relação à oviposição e colonização da mosca-branca Bemisia tabaci (Genn.) e à área foliar consumida por besouros crisomelídeos e lagartas. Em Campinas, SP, em 1981, em casa de vegetação, submeteram-se os cultivares Santa Rosa, Paraná, BR-1, Bossier, IAC 8 e IAC 12 e as linhagens IAC 73-228, IAC 78-2318, D72-9601-1, PI 171451, PI 229358 e PI 274454 à infestação artificial de adultos da mosca-branca. IAC 78-2318, embora apresentando alto número de ovos, teve colonização baixa, próxima aos materiais mais resistentes (PI 171451 e PI 229358). Em Santo Antonio de Posse, SP, em 1985, em campo, IAC 78-2318, quando comparado com IAC 80-596-2, 'Santa Rosa', 'IAC 8' e 'IAC 11', mostrou a menor perda de área foliar devida à alimentação de coleópteros crisomelídeos, principalmente Cerotoma arcuata (Oliv.) e Diphaulaca viridipennis Clark, e de lagartas, com predominância de Anticarsia gemmatalis (Hubn.). Como já havia sido registrado anteriormente baixo dano de Epinotia aporema (Wals.) e de percevejos pentatomideos em IAC 78-2318, com as observações presentes essa linhagem fica caracterizada como portadora de resistência múltipla a insetos.
2022-12-06T13:19:44Z
Lourenção,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de
Melhoramento do trigo: XIII. Estimativas de variância, herdabilidade e correlações em cruzamentos de trigo para produção de grãos e tolerância à toxicidade de alumínio
Estimaram-se os valores da herdabilidade para várias características da planta do trigo (tolerância ao Al3+, comprimento da espiga, número de espiguetas por espiga e de grãos por espiga e por espigueta, peso de cem grãos, número de espigas por planta, altura das plantas e produção de grãos), bem como as correlações entre a produção de grãos e a tolerância ao Al3+ com os demais caracteres agronômicos estudados. Os dados foram obtidos a partir de cruzamentos envolvendo o cultivar BH-1146, tolerante ao Al3+, e os cultivares Alondra-S-46 e IAC-17, moderadamente tolerantes. Plântulas parentais e as gerações F1 e F2 foram testadas para a reação a 3 e 6 mg/litro de Al3+ em solução nutritiva. As plântulas, devidamente identificadas, foram transplantadas para vasos onde se desenvolveram até o final do ciclo vegetativo. A herdabilidade no sentido amplo para peso de cem grãos, comprimento da espiga e número de espiguetas por espiga foi, respectivamente, 0,73, 0,69 e 0,54. Para os demais caracteres, as herdabilidades foram baixas, variando de 0,09 a 0,24. Os valores da herdabilidade no sentido restrito, para os caracteres estudados, com exceção do peso de cem grãos e do número de espigas por planta, mostraram que grande parte da variabilidade genética nessas populações é aditiva. As correlações fenotípicas entre a produção de grãos e todos os demais caracteres agronômicos foram positivas e significativas para quase todas as populações estudadas. A correlação entre produção de grãos e número de espiguetas por espiga para a população BH-1146 x Alondra-S-46 foi negativa e significativa. Nessas populações, a tolerância a 3 e 6 mg/litro de Al3+ não foi associada com os caracteres agronômicos estudados, fazendo exceção a população BH-1146 x IAC-17, que mostrou associações significativas entre a tolerância a 3 mg/litro de Al3+ com altura das plantas, comprimento da espiga e número de espiguetas por espiga, e a população BH-1146 x Alondra-S-46, que apresentou associações significativas entre a tolerância a 3 mg/litro de Al3+ com comprimento da espiga e número de espiguetas por espiga. Os resultados sugerem que seria possível selecionar nas populações estudadas plantas tolerantes ao Al3+, de porte semi-anão, com maior fertilidade da espiga e elevado potencial produtivo.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Melhoramento do trigo: XIV. Correlações entre a tolerância à toxicidade a dois níveis de alumínio e altura das plantas com outros caracteres agronômicos em trigo
Visando estimar as correlações entre a altura das plantas com sete caracteres agronômicos e aquelas entre a tolerância a 1 e 3 mg/litro de Al3+ em solução nutritiva com produção de grãos, altura das plantas e número de grãos por espigueta, foram efetuados, no Centro Experimental de Campinas, em 1983, cruzamentos entre o cultivar de trigo BH-1146, com Siete Cerros e Tobari-66. Plântulas representando os pais e as gerações F1 e F2 foram testadas para a reação a 1 e 3 mg/litro de Al3+ em solução nutritiva no laboratório. As plântulas, devidamente identificadas, foram transplantadas em número de quatro por vaso, empregando-se no total 164 vasos dispostos em quatro blocos ao acaso. Os dados referentes à produção de grãos e a outros caracteres agronômicos foram obtidos de plantas individuais em 1984. Os valores da herdabilidade no sentido restrito para comprimento da espiga, número de grãos por espiga, número de grãos por espigueta e número de espigas por planta foram de 0,79; 0,75; 0,73 e 0,68 respectivamente, e de 0,58; 0,53 e 0,50 para número de espiguetas por espiga, altura das plantas e peso de cem grãos respectivamente. Para produção de grãos, o valor estimado foi de 0,38. Nas populações estudadas, a altura das plantas foi correlacionada com todos os caracteres agronômicos estudados, com exceção de número de grãos por espigueta e peso de cem grãos na população BH-1146 x Tobari-66. A tolerância ao alumínio não foi associada com altura das plantas, número de grãos por espigueta e produção de grãos (com exceção da população BH-1 146 x Tobari-66, quando se utilizou a concentração de 3 mg/litro de Al3+), sugerindo ser possível selecionar plantas que combinam a tolerância ao Al3+, porte semi-anão e alto potencial produtivo para serem cultivadas nos solos ácidos. Entretanto, grandes populações F2 seriam necessárias para assegurar a freqüência dos recombinantes desejáveis.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Melhoramento do trigo: XV. Produtividade e outras características agronômicas de novas linhagens para o Estado de São Paulo
De 1983 a 1985, foram estudadas 22 linhagens de trigo, recém-obtidas, em ensaios instalados no Centro Experimental de Campinas, nas Estações Experimentais de Capão Bonito e Tietê e na Fazenda Floresta Negra, em Maracaí. A produtividade e outras características agronômicas e fitopatológicas foram analisadas em condições de campo e de laboratório. As linhagens IAC-75, IAC-77, IAC-79, IAC-80, IAC-82, IAC-84, IAC-85, IAC-87, IAC-88, IAC-89, IAC-90, IAC-91 e IAC-93 apresentaram produções de grãos superiores ao cultivar controle Alondra S-46, não diferindo, porém, dos cultivares controles BH-1146 e IAC-18. As linhagens IAC-76, IAC-90, IAC-91, IAC-94 e IAC-96 exibiram porte anão, diferindo significativamente dos cultivares BH-1146 e IAC-18. Em relação ao oídio, as linhagens IAC-75, IAC-78, IAC-80, IAC-93 e IAC-94 apresentaram o menor grau de infecção; em relação à ferrugem-da-folha em condição de campo, podem-se destacar pela boa performance as linhagens IAC-75, IAC-78, IAC-81, IAC-83, IAC-89 e IAC-95. A IAC-93 e o 'BH-1146' mostraram menor ocorrência de doenças de folhas. As linhagens IAC-76 e IAC-96 e o cultivar Alondra S-46 foram considerados resistentes às oito raças testadas do agente de ferrugem-do-colmo em casa de vegetação em estádio de plântula. Nas mesmas condições a linhagem IAC-94 mostrou resistência a seis raças e as linhagens IAC-79, IAC-81, IAC-84, IAC-89, IAC-90 e IAC-95 revelaram-se resistentes a cinco raças. A linhagem IAC-96 foi resistente a três raças de ferrugem-da-folha, em estádio de plântula. As linhagens IAC-78, IAC-79, IAC-82, IAC-85, IAC-87, IAC-88, IAC-90 e IAC-93 mostraram-se tão tolerantes ao alumínio quanto os cultivares BH-1146 e IAC-18, e as linhagens IAC-84 e IAC-89, tão sensíveis ao alumínio quanto o cultivar Alondra S-46.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Barros,Benedito de Camargo Freitas,José Guilherme de Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Castro,Jairo Lopes de Sabino,José Carlos
Melhoramento genético da cana-de-açúcar: avaliação de clones provenientes de hibridações efetuadas em 1965
Objetivando estudar dezoito clones de cana-de-açúcar provenientes de hibridações efetuadas em Ubatuba, SP, em 1965, tendo como padrão as variedades comerciais NA56-79 e CB41-76, efetuou-se um experimento em latossolo roxo na Usina Santa Lydia, em Ribeirão Preto, SP. No ensaio, plantado em março de 1973, utilizou-se o delineamento em blocos casualizados com quatro repetições, sendo a análise estatística feita com a média das três colheitas (cana-planta, soca e ressoca). Avaliou-se a produção agrícola, teor de açúcar provável e produtividade de açúcar provável. O clone IAC65-55 apresentou produtividade de açúcar significativamente superior ao padrão CB41-76, enquanto os clones IAC65-220, IAC65-257, IAC65-255, IAC65-155 e IAC65-113 não diferiram significativamente dele. Nenhum desses clones diferiu da variedade NA56-79 em produtividade de açúcar. Em função dessas características, associadas à resistência ao "carvão", os clones IAC65-55, IAC65-257, IAC65-113, IAC65-155 e IAC65-255 poderão constituir alternativas para o cultivo na região de Ribeirão Preto.
2022-12-06T13:19:44Z
Alvarez,Raphael Segalla,Antonio Lazzarini Landell,Marcos Guimarães de Andrade Silvarolla,Maria Bernadete Godoy Junior,Gentil
IAC-oirã, IAC-Poitara e IAC-Tupã: novos cultivares de amendoim para o Estado de São Paulo
Descrevem-se a origem, características de planta e vagem, peso das sementes e cor, porcentagem de rendimento, conteúdos de proteína e óleo de três cultivares. Devido às elevadas produções médias observadas para 'IAC-Oirã, 'IAC-Poitara' e 'IAC-Tupã' - 3.053, 2.961 e 2.985 kg/ha e 2.053, 1.945 e 1.927 kg/ha para os cultivos das águas e da seca respectivamente, e à ampla adaptação, eles são recomendados para o plantio em escala comercial no Estado de São Paulo.
2022-12-06T13:19:44Z
Pompeu,Antonio Sidney
Composição química das sementes de Canavalia gladiata DC
Canavalia gladiata D.C., cultivar Vermelho, é uma leguminosa empregada como adubo verde, cujas sementes são ainda pouco utilizadas na alimentação. O objetivo deste trabalho foi determinar a composição química de grãos de Canavalia gladiata D.C., cultivar Vermelho. As vagens apresentaram em média seis sementes, com peso médio de aproximadamente 5 gramas. Sua composição na matéria seca foi a seguinte: proteína bruta 29%, amido 37%, açúcares totais 7,5%, extrato etéreo 1,5%, extrato livre de nitrogênio 62% e fibras 6%. A fração protéica apresentou estes teores de aminoácidos essenciais: lisina 6,5%, histidina 4%, arginina 6%, triptofano 2%, treonina 6%, cistina 0,8%, valina 6%, metionina 0,5%, isoleucina 5%, leucina 9%, tirosina 2% e fenilalanina 5%. A composição química de sementes de C. gladiata evidencia seu valor potencial para uso como alimento.
2022-12-06T13:19:44Z
Spoladore,Dayse Soave Teixeira,João Paulo Feijão
Variações dos teores de fibras celulósicas e amido no colmo de bambu
Em colmos de Bambusa vulgaris Schrad. com três anos de idade, determinaram-se as variações da densidade básica e teores de fibras celulósicas e amido nos sentidos axial e radial do colmo, visando obter informações tecnológicas para otimizar a produção conjunta de fibras celulósicas e amido a partir do bambu. A amostragem, tanto no sentido axial como no radial, foi realizada em cinco regiões, considerando, respectivamente, o comprimento útil do colmo (base, 25, 50, 75 e 100% do comprimento útil) e a espessura da parede do colmo, que foi dividida em cinco camadas iguais. Os resultados mostraram que os menores valores para a densidade básica foram obtidos na região basal (0,660 g/cm³) e nas camadas mais internas da parede do colmo (0,690 g/cm³). Os teores de fibras celulósicas (38,7 a 40,1%) e amido (26,2 a 29,7%) não variaram significativamente ao longo do comprimento do colmo. No sentido radial as concentrações de libra celulósicas variaram de 28,3 a 48,8%, sendo o valor mais elevado obtido na região externa do colmo. Para os teores de amido (20,0 a 35,1%), o maior valor foi observado na região interna do colmo.
2022-12-06T13:19:44Z
Azzini,Anisio Arruda,Maria Carla Queiroz de Tomazello Filho,Mário Salgado,Antônio Luiz de Barros Ciaramello,Dirceu