Repositório RCAAP
Estimativa da área foliar em milharal
Num experimento com milho híbrido simples, conduzido no Centro Experimental de Campinas, em 1971/72, testou-se o uso de um fator área foliar, obtido numa repetição, na estimativa da área foliar por planta nas demais repetições. Utilizaram-se os híbridos simples HS1227 (tipo duro) e HS7777 (tipo dentado) cultivados em duas densidades de plantio: 42.000 e 84.000 plantas por hectare. Não houve diferença estatística entre os valores observados e estimados. O erro-padrão da estimativa, em todos os casos, foi menor que 10%.
2022-12-06T13:19:44Z
Pereira,Antonio Roberto
Teor e composição do óleo de sementes de Jatropha spp.
Utilizaram-se sementes de Jatropha curcas L., J. mollissima L. e J. podagrica Hook, para avaliação quanto ao teor e composição do óleo. Para J. curcas L., houve diferença quanto ao teor e composição do óleo em função de localidade, tratos culturais e variedades, variando o teor de 23 a 34%, e a composição do óleo em ácido palmítico de 15 a 17%; ácido oléico, de 30 a 33%, e ácido linoléico, de 42 a 52%. Para J. mollissima, verificou-se diferença varietal no teor de óleo: sementes de tegumento claro apresentaram 30% e, de cor escura, 20%. O mesmo não ocorreu para a composição do óleo, cujos principais componentes foram ácido palmítico, 19%, ácido oléico, 21%, e ácido linoléico, 52%. As sementes de J. podagrica apresentaram o mais elevado teor de óleo, 46%, composto de ácido palmítico, 9%, ácido oléico, 11 %, e ácido linoléico, 77%.
2022-12-06T13:19:44Z
Teixeira,João Paulo Feijão
Cultivar de trigo IAC-24: rendimento de grãos e caracteres agronômicos em três faixas de umidade do solo
Num experimento conduzido em casa de vegetação, no Instituto Agronômico de Campinas, SP, em 1985, para estudar o comportamento do cultivar de trigo IAC-24 em três faixas de umidade (0,01-0,03; 0,03-0,50 e 0,50-1,50 MPa), empregaram-se vasos contendo latossolo roxo eutrófico e determinaram-se os seguintes caracteres agronômicos: comprimento da espiga, número de espigas por vaso e por planta, número total de espiguetas e espiguetas desenvolvidas por espiga, número de grãos por espigueta e por espiga e rendimento de grãos. Com o aumento da água disponível no solo, houve acréscimo significativo em todos os caracteres estudados, exceto para grãos por espigueta. Para as condições deste experimento e para os caracteres agronômicos estudados, a faixa de umidade crítica foi de 0,03-0,50 MPa. Desse modo, à medida que a água disponível desceu abaixo dessa faixa, ocorreu um decréscimo acentuado no rendimento de grãos e nos componentes de produção. Na comparação de uso das faixas de umidade do solo de 0,03-0,50 e 0,01-0,03 MPa, houve acréscimos de 39% no rendimento de grãos. Assim, a escolha da faixa de umidade a ser utilizada é de grande importância na produção de grãos e na economicidade da cultura.
2022-12-06T13:19:44Z
Freitas,José Guilherme de Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Trigo: avaliação tecnológica de novas linhagens
Avaliou-se a qualidade tecnológica das linhagens de trigo IAC-22, IAC-31, IAC-37, IAC-41, IAC-46, IAC-57 e IAC-60, obtidas pelo programa de melhoramento do Instituto Agronômico, tomando como controle uma amostra de trigo norte-americano e amostras dos cultivares Alondra-S-46 e IAC-18, comerciais no Estado de São Paulo. Os maiores teores de proteína foram encontrados no 'IAC-22' e nas linhagens IAC-37 e IAC-41, superiores àqueles das farinhas de trigo importado, Alondra-S-46 e IAC-18. Todas as farinhas de trigo apresentaram viscosidade máxima superior a 1.000 unidades amilográficas, indicando a ausência da enzima alfa-amilase. As farinhas de trigo importado e das linhagens IAC-31, IAC-41 e IAC-57 apresentaram características farinográficas típicas de farinha de força média a forte e IAC-18 e IAC-60, de farinha média a fraca. Os extensigramas mostraram que as linhagens IAC-41, IAC-31, IAC-57 e IAC-46 apresentaram glúten com características viscoelásticas adequadas para a produção de pão. Pelo teste de panificação, concluiu-se que as linhagens IAC-31 e IAC-41 produziram pão de qualidade "muito boa", semelhante à da farinha de trigo importado; IAC-57, IAC-37 e IAC-60, pão de qualidade "boa" e similar à do 'Alondra-S-46'; as linhagens IAC-46 e IAC-22 tiveram o pior comportamento em relação à qualidade de pão, "regular", semelhante à do 'IAC-18'.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Celina Raquel de Oliveira Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Trigo: tolerância ao alumínio em solução nutritiva
Foi estudado o comportamento diferencial de 21 cultivares de trigo em soluções nutritivas, com arejamento, contendo seis concentrações de Al3+ (0, 2, 4, 6, 8 e 10 mg/litro), à temperatura constante de 25 ± 1°C, e pH 4,0. A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em solução sem alumínio, após 48 horas em solução contendo uma concentração conhecida de alumínio. Os cultivares BH-1146, IAC-18, IAC-28, IAC-5, IAC-74, IAC-13, PAT-72247, IAC-22, BR-2, IAC-21 e IAC-24 foram considerados como tolerantes por exibir crescimento da raiz primária central após tratamento em solução contendo 10 mg/litro de Al3+; os cultivares IAC-17, IAC-161, Mitacoré e CEP-7780 mostraram reação de média tolerância ao Al3+, por apresentar crescimento da raiz primária central após tratamento em soluções contendo 6 mg/litro de Al3+; os cultivares CNT-8, Alondra S-46, IAC-162, Paraguay-281 e IAC-23 foram considerados sensíveis ao Al3+, por mostrar crescimento das raízes primárias após tratamento em soluções contendo 2 mg/litro de Al3+, e o 'Anahuac' demonstrou-se muito sensível ao Al3+, não exibindo crescimento das raízes primárias após tratamento em soluções contendo 2 mg/litro de Al3+.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo, Felício,João Carlos Rocha Júnior,Laércio Soares
Trigo: efeito de magnésio combinado com forças iônicas em solução nutritiva na tolerância ao alumínio
Os cultivares BH-1146, IAC-17 e Siete Cerros foram estudados em soluções nutritivas contendo 10 mg/litro de Al3+, combinados com três concentrações de sais (um décimo, um quinto e a metade da concentração de sais da solução nutritiva completa) e cinco níveis de Mg (0; 9,6; 48; 96 e 192 mg/litro). A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em soluções sem alumínio após permanência de 24, 48 e 72 horas em soluções de tratamento contendo determinada força iônica combinada com determinada concentração de magnésio, na presença de 10 mg/litro de Al3+. Independentemente da força iônica, da concentração de magnésio, da atividade iônica do Al3+ e do período de crescimento nas soluções de tratamento, o 'BH-1146' apresentou tolerância e 'IAC-17', moderada tolerância a 10 mg/litro de Al3+. 'Siete Cerros' mostrou-se sensível nas soluções com baixos níveis de magnésio. A atividade fônica do Al diminuiu à medida que foram aumentadas as forças iônicas e os níveis de Mg das soluções de tratamento. As correlações simples entre a atividade iônica do alumínio e as concentrações de magnésio com o crescimento das raízes foram respectivamente negativas e positivas. Correlações negativas foram determinadas entre as concentrações de Mg nas soluções e os teores de Al na matéria seca da parte aérea dos cultivares estudados e entre os teores de Al na matéria seca da parte aérea e os comprimentos das raízes.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Trigo, triticale e centeio: avaliação da eficiência ao fósforo e tolerância à toxicidade ao alumínio
Com o objetivo de estudar a eficiência da utilização de fósforo e a tolerância à toxicidade ao alumínio, instalou-se um experimento empregando os cultivares de trigo BH-1146, Anahuac, IAC-5, IAC-24 e IAC-21; o de triticale TCEP 77138 e o de centeio Branco, em soluções nutritivas contendo cinco níveis de fósforo (0; 3,1; 6,2; 12,4 e 31 mg/litro) combinados com cinco níveis de alumínio (0, 1, 3, 6 e 10 mg/litro). A eficiência ao fósforo foi avaliada levando-se em consideração a produção de matéria seca e a quantidade de P nela presente, e a tolerância ao alumínio, com base no comprimento máximo das raízes após doze dias de crescimento em soluções nutritivas. O cultivar de centeio e o de triticale mostraram maior tolerância ao alumínio. Os cultivares de trigo BH-1146, IAC-21, IAC-5 e IAC-24 apresentaram-se como tolerantes e Anahuac, como sensível. O sintoma da toxicidade de alumínio ficou acentuado pelo aumento das concentrações de alumínio e fósforo para todos esses cultivares. 'IAC-5' foi considerado eficiente na utilização de fósforo; 'IAC-21' e 'IAC-24', moderadamente eficientes, e 'Anahuac', Ineficiente, em soluções contendo baixos níveis de fósforo na presença de Al3+.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos
Melhoramento do trigo: XVI. Comportamento de novas linhagens em diferentes regiões do Estado de São Paulo
Vinte e duas linhagens de trigo foram comparadas com cultivares comerciais, em ensaios instalados em diferentes localidades paulistas em 1983, 1984 e 1985, analisando-se os parâmetros seguintes: rendimento de grãos, altura de plantas, ciclo em dias da emergência ao florescimento e da emergência à maturação, notas de acamamento, comprimento da espiga, número de grãos por espiga e por espigueta, número de espiguetas por espiga, peso de cem grãos, resistência aos agentes causais de oídio e doenças das folhas em condição de campo; resistência aos agentes causais das ferrugens do colmo e da folha em campo e em casa de vegetação. Em laboratório, foram realizados estudos da tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas. Em relação à produção de grãos, destacaram-se as linhagens IAC-103, IAC-104, IAC-107, IAC-167 e PAT 73121, que não diferiram dos cultivares controles (BH-1146, IAC-18 e Alondra S-46). As linhagens IAC-104, IAC-107, IAC-111, IAC-167, ISWYN-31/82 e Kenya Kifaru mostraram plantas de porte semi-anão. As linhagens IAC-108 e ISWYN-31/82 destacaram-se quanto à resistência ao agente causal de oídio; IAC-110 e IAC-111, quanto à menor ocorrência de doenças nas folhas; IAC-100, IAC-101, IAC-111, IAC-167 e PAT 73121, quanto à resistência ao agente causal da ferrugem-da-folha em condição de campo; IAC-104, IAC-108, IAC-110, IAC-111, IAC-167, ISWYN-31/82 e Kenya Kifaru, quanto à resistência ao agente causal da ferrugem-do-colmo, em campo. A linhagem IAC-167 e o cultivar Alondra S-46 foram resistentes a oito raças de Puccinia graminis tritici, agente da ferrugem-do-colmo, em casa de vegetação, e IAC-103 e Kenya Kifaru foram resistentes a sete raças. A IAC-167 foi resistente a três raças de Puccinia recondita, agente da ferrugem-da-folha, em casa de vegetação. As linhagens IAC-99 e IAC-109 foram tão tolerantes à toxicidade de alumínio quanto os cultivares BH-1146 e IAC-18, sendo IAC-100, IAC-106, IAC-167 e ISWYN-31 /82, as mais sensíveis.
2022-12-06T13:19:44Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Barros,Benedito de Camargo Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Castro,Jairo Lopes de Sabino,José Carlos
Competição de adubos fosfatados no algodoeiro, em ensaio de longa duração
Após quatro anos de aplicações sucessivas de misturas de adubos contendo P ou P mais S, em ensaio permanente com o algodoeiro, fez-se rotação com cultivo de mucuna-preta na entressafra do quarto para o quinto ano, seguida de calagem visando à adequada correção da acidez do solo. No qüinqüênio 1978-1983, cultivou-se a variedade IAC 18 de algodoeiro, mantendo-se a mesma adubação da primeira fase, que, através de combinações de produtos comerciais, como sulfato de amônio, Nitrocálcio, superfosfato triplo, superfosfato simples e cloreto de potássio, forneceu anualmente às plantas N e K em doses constantes e P e S em doses variáveis. Sintomas de deficiência de enxofre, representados especialmente pelo "verde-limão" das folhas de ponteiro, tornaram-se evidentes a partir do quinto ano agrícola (primeiro da segunda fase), coincidindo com tendência para aumento de produtividade do algodoeiro. Entretanto, só após a correção da acidez do solo (pH em H2O ao redor de 6,2), é que a produtividade das plantas se estabilizou em nível alto, e as diferenças a favor das misturas contendo superfosfato simples tornaram-se estatisticamente significativas. Na segunda fase, as doses de 50 e 100 kg/ha de P2O5 proporcionaram acréscimos no volume de produção, respectivamente de 37 e 40%, quando se usou superfosfato triplo na adubação, e de 55 a 67% no caso do superfosfato simples. Em termos de lucro, o superfosfato simples proporcionou acréscimos sobre o triplo da ordem de 55 a 82%, em função da dose de P2O5 usada. Peso de capulho e comprimento de fibra também foram significativamente beneficiados pelo superfosfato simples, enquanto o fornecimento suplementar de enxofre, 120 kg/ha de S, não alterou as características gerais do algodoeiro adubado com a dose básica de 60 kg/ha de S. E proposto que se reavalie a necessidade de incorporar enxofre nas formulações comerciais de adubos, diante dos resultados obtidos.
2022-12-06T13:19:44Z
Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Chiavegato,Ederaldo José Sabino,Nelson Paulieri Kondo,Julio Isao
Adubação NK em três variedades de cana-de-açúcar em função de dois espaçamentos
Procurando explorar ao máximo o potencial produtivo de três variedades de cana-de-açúcar com diferentes características agrotecnológicas, foram conduzidos de 1981 a 1984 dois experimentos em dois solos paulistas. Para tanto, estudou-se a interação entre dois espaçamentos (parcelas), três variedades (subparcelas) e oito adubações (subsubparcelas), num delineamento em blocos ao acaso com quatro repetições. A adubação na cana-planta constou de: N0K3, N1K3, N2K3, N3K3, N2K0, N2K1, N2K2 e N2K3; N1 e K1 = 70; N2 e K2 = 140 e N3 e K3 = 210 kg/ha de N e K2O, além de 120 kg/ha de P2O5, comum a todos os tratamentos. Nos dois solos, ocorreram diferenças significativas de produtividade de colmos e de sacarose devidas a adubação, variedades e espaçamentos, não havendo interações da adubação com variedades e com espaçamentos. Nos casos com respostas significativas, as doses estimadas para produtividade máxima de cana foram, respectivamente, 165 e 148 kg/ha de N e K2O para o solo LR e 180 kg/ha de N para o solo LE; para a produtividade de sacarose, as doses foram, respectivamente, 153 e 104 kg/ha de N e K2O no solo LE e 128 kg/ha de K2O no LR. Como houve decréscimo do teor de sacarose com a aplicação das doses mais elevadas de N e, principalmente, de K, a necessidade dos fertilizantes para obtenção de produtividade máxima de sacarose foi menor que aquela verificada na produtividade de colmos. Nas socas, fez-se aplicação única de 100-30-120 kg/ha de N, P2O5 e K2O. Os dados de produção total (cana-planta + socas) mostraram que os efeitos do N e K foram semelhantes aos da cana-planta para as produtividades de colmos e de sacarose. O espaçamento de 1,20 m proporcionou maior produção de cana por área que o de 1,50 m (LR = 14% e LE = 7% na soma de cana-planta e socas) e menor produção por metro linear (LR = - 18% e LE = - 10%). As variedades IAC58-480 e IAC64-257 apresentaram maior produtividade de sacarose que a IAC52-150 na soma de cana-planta e socas: foram de 17 e 12%, respectivamente, as diferenças no solo LR, enquanto no LE as duas diferiram da IAC52-150 em 12%; no LR, a IAC58-480 foi superior à IAC64-257 (5%). As três variedades diferiram entre si quanto ao teor de sacarose, sendo a IAC58-480 superior à IAC52-150 (5%) e, esta, superior à IAC64-257 (2%).
2022-12-06T13:19:44Z
Espironelo,Ademar Costa,Antonio Alberto Landell,Marcos Guimarães de Andrade Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Igue,Toshio Camargo,Antonio Pereira de Ramos,Maria Tereza Baraldi
Genética da tolerância ao alumínio em milho Cateto
Tem-se observado alta tolerância ao alumínio em milho Cateto. Devido à importância dessa característica nos híbridos comerciais e à divergência das informações disponíveis sobre a herança desse caráter, estudou-se a genética da tolerância ao alumínio nas linhagens lp 48-5-3 (Cateto) e Col (22) (duro da Colômbia), e gerações F1, F2 e retrocruzamentos. Estes genótipos foram avaliados em solução nutritiva com 4,5 ppm de alumínio, em dois experimentos conduzidos em Campinas, em 1985. A característica de raiz mais adequada para o estudo foi o crescimento líquido da radícula (CLR). A distribuição de freqüência da geração F2 foi contínua e unimodal, apresentando apenas classes do F1 e do pai tolerante. Deve-se a alta tolerância ao alumínio da linhagem lp 48-5-3, principalmente, à ação de genes menores, de efeitos genéticos aditivos. A herdabilidade no sentido amplo e restrito foi alta, indicando que a seleção de genótipos tolerantes na geração F2 é eficiente.
2022-12-06T13:19:44Z
Sawazaki,Eduardo Furlani,Pedro Roberto
Avaliação de cultivares de triticale no Estado de São Paulo de 1982 a 1984
Em experimentos conduzidos de 1982 a 1984 nos municípios de Maracaí, Mococa e Paranapanema, comparou-se o comportamento de dezoito cultivares de triticale com dois de trigo. Considerando os ensaios em conjunto, as análises revelaram efeito significativo ao nível de 1% para cultivar, local e ano e para as interações cultivar x local e local x ano. A interação cultivar x ano demonstrou significância ao nível de 5%, indicando que o comportamento dos cultivares foi mais pronunciado em relação a local do que a ano. Os cultivares de triticale PFT 7882, PFT 7719, TCEP 7846, TCEP 7718, TCEP 7889, TCEP 77138, PFT 766, TCEP 7789, PFT 7893, PFT 7228 e TCEP 77140 foram os mais produtivos. Os cultivares de trigo apresentaram baixa produtividade em solos de várzea úmida, maior peso hectolítrico (PH) e menor peso de mil sementes em relação aos de triticale. A incidência de moléstias, como a ferrugem-do-colmo e da-folha, foi bem maior nos cultivares de trigo; para manchas foliares ocasionadas por Helminthosporium sp. e Septoria sp., a suscetibilidade do triticale foi semelhante à do trigo.
2022-12-06T13:19:44Z
Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Gallo,Paulo Boller Freitas,José Guilherme de Silverio,José Casimiro
Transporte de compostos nitrogenados em soja cultivada com diferentes fontes de nitrogênio
Plantas de soja inoculadas com Rhizobium japonicum foram cultivadas em vermiculita com solução nutritiva sem nitrogênio, em casa de vegetação, no Centro Experimental de Campinas, do Instituto Agronômico. Foi estudado o efeito quanto aos níveis de ureídeos (alantoína e ácido alantóico), aminoácidos (total e qualitativo por analisador de aminoácidos), NO3- e NH4+, encontrados na seiva do xilema. Para esse fim, as plantas (noduladas) foram tratadas durante sete dias com soluções nutritivas contendo os íons NO3- (15mM) ou NH4+ (10mM) aplicadas próximo à época de floração, ou sem nitrogênio (controle). O ácido alantóico predominou em relação à alantoína, e essa proporção tendeu a aumentar com a exposição da planta a N-mineral. O transporte de nitrogênio total pelo xilema foi maior para o processo de fixação de N2, decrescendo para o de absorção de NH4+ e para o de absorção de NO3-, sugerindo que o transporte de nitrogênio tenha dependido da interação entre presença de N-mineral no solo e disponibilidade de energia. A fixação de N2, processo mais dispendioso de energia, possibilita maior produção de ureídeos, que exportam mais nitrogênio que os aminoácidos. A asparagina foi o aminoácido encontrado em maior quantidade no xilema, independente do tratamento. O tratamento NH4+ não alterou o teor de N-NH4+, mas aumentou o nível de glutamina e asparagina em comparação com o tratamento NO3-, que, por sua vez, aumentou o teor de ácido aspártico e o de N-NO3-. Esses resultados sugerem que a diferenciação na formação de aminoácidos decorreu dos processos específicos de absorção de nitrogênio.
2022-12-06T13:19:44Z
Sawazaki,Haiko Enok Sodek,Ladaslav Teixeira,João Paulo Feijão
Embriogênese somática in vitro de cultivares de cenoura
Objetivando a definição da metodologia básica para a obtenção em meio de cultura sólido de embriogênese somática, em explantes de hipocótilo e folha cotiledonar de cenoura (Daucus carota L.) cultivares Kuroda, Nantes e Brasília foi realizado um experimento em condições de laboratório, utilizando-se as concentrações de 0,5; 1,0; 2,5 e 5,0 mg/litro do ácido 2,4 diclorofenoxiacético (2,4-D) e 1,0 mg/litro do ácido beta-naftoxiacético (NOA). Pelos resultados obtidos, os explantes de hipocótilo foram em geral mais adequados para o desenvolvimento do processo de embriogênese somática nos três cultivares estudados. A melhor concentração de 2,4-D na indução da embriogênese foi de 0,5 mg/litro. O tratamento com o NOA apresentou maior freqüência de embriogênese comparativamente àqueles com o 2,4-D. Houve uma resposta diferencial dos cultivares e explantes utilizados em relação aos diferentes meios de cultura.
2022-12-06T13:19:44Z
Rodrigues,Benedita Maria Siqueira,Walter José Fornasier,João Baptista Lisbão,Rogério Salles Medina Filho,Herculano Penna
Germinação das sementes de marmelo: meios e períodos de estratificação e processos de preparo
Dois experimentos foram conduzidos no sentido de se obter maior conhecimento das sementes de marmelo, como subsídios essenciais ao melhoramento genético dessa frutífera e à obtenção de porta-enxertos de pés francos para a pereira, a nespereira e o próprio marmeleiro. Os aspectos focalizados e as respostas obtidas foram: (a) Meios e períodos de estratificação. A estratificação úmida, a baixa temperatura (5 a 10°C) foi indispensável à quebra de dormência das variedades pesquisadas, Portugal e Smyrna. As sementes da primeira apresentaram menor exigência de frio, para quebra da sua dormência fisiológica. Os três meios de estratificação adotados - algodão, areia e lavagem - propiciaram condições satisfatórias e teores adequados de umidade às sementes: a areia se constituiu no mais homogêneo; o algodão, no mais asséptico e o processo por lavagem, o de execução mais trabalhosa. (b) Processos de preparo na viabilidade das sementes. Com base nos dados de germinação ainda no frigorífico e de emergência de plântulas nos canteiros, procurou-se averiguar o melhor procedimento de preparo das sementes, sem comprometimento acentuado da sua viabilidade. Constatou-se que a demora na extração das sementes dos frutos, mantidos no ambiente até 90 dias, e a falta de estratificação a frio úmido, resultaram em baixas porcentagens de germinação ou de emergência; a viabilidade das sementes diminuiu rapidamente à medida que a polpa dos frutos, a mucilagem pectinosa e o "cuore" se deterioraram.
2022-12-06T13:19:44Z
Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Ferraz,Epaminondas Sansígolo de Barros Igue,Toshio Martins,Fernando Picarelli Rigitano,Orlando
Densidade de plantio de palmiteiro em regime de sombreamento permanente
Estudou-se o comportamento do palmiteiro (Euterpe edulis Mart.) plantado sob mata nativa raleada, em diferentes densidades de plantio, nas condições do Vale do Ribeira, SP. Avaliou-se o crescimento vegetativo das plantas pelos seguintes parâmetros: circunferência da planta a diferentes alturas, número de folhas funcionais, comprimento da quarta folha e altura da planta. Avaliou-se também a produção, através do peso, diâmetro e comprimento do palmito obtido. A maior produção de palmito por área foi alcançada nos espaçamentos 1,5 x 1,0 e 1,0 x 1,0m.
2022-12-06T13:19:44Z
Bovi,Marilene Leão Alves Sáes,Luís Alberto Cardoso,Mário Cione,José
Híbridos interespecíficos de palmiteiro (Euterpe oleracea x Euterpe edulis)
Compararam-se o desenvolvimento vegetativo e a produção de híbridos de palmiteiro (Euterpe oleracea x E. edulis) com seus genitores, em duas condições diferentes de cultivo, na região de Ubatuba, SP. Em ambas as situações, os híbridos apresentaram vigor e precocidade aliados à capacidade de regeneração, mostrando-se superiores à população parental em crescimento vegetativo e produção de palmito. Embora o material ainda não seja homogêneo, os híbridos interespecíficos revelaram grande potencialidade para serem usados no cultivo racional do palmiteiro.
2022-12-06T13:19:44Z
Bovi,Marilene Leão Alves Godoy Júnior,Gentil Sáes,Luís Alberto
Resistência de soja a insetos: IX. Amostragem para avaliação de dano de percevejo
As avaliações de dano, na seleção de cultivares de soja resistentes ao percevejo, realizadas no Instituto Agronômico de Campinas, têm sido feitas pela produção de grãos, porcentagem de retenção foliar (PRF) e índice porcentual de dano de vagens (IPDV). Na aplicação do IPDV, têm sido utilizadas amostras da região mediana das plantas. Neste trabalho, procurou-se verificar o número de blocos, de plantas e de vagens por planta necessários para detectar, estatisticamente, diferenças de 10% entre médias de danos em dois genótipos de soja, um resistente e outro suscetível a percevejos. Para que diferenças dessa magnitude sejam significativas ao nível de 5%, deve-se utilizar um mínimo de quatro blocos, oito plantas por bloco e cinco vagens por planta.
2022-12-06T13:19:44Z
Nagai,Violeta Rossetto,Carlos Jorge Lourenção,André Luiz
Avaliação da atividade da lipoxigenase em linhagens de soja
Com o fim de verificar os melhores métodos para identificação de mutantes de soja para a enzima lipoxigenase e a possível correlação entre atividade enzimática e teor de ácido linolênico, foram analisadas sementes do cultivar IAC-8 e das linhagens A-5 (de baixo teor de ácido linolênico), PI 408251 (mutante menos L1), PI 86023 (mutante menos L2), Tohoko nº 74 (mutante menos L3), e as da geração F2 do cruzamento do 'IAC-8' com as linhagens mutantes (menos L1, menos L2 e menos L3), quanto aos teores de ácido linolênico, atividade de lipoxigenase e ocorrência de genótipos com ausência de isoenzima de lipoxigenase. A quantificação da atividade enzimática foi realizada por método colorimétrico e a detecção das isoenzimas de lipoxigenase, por focalização isoelétrica. O teor de óleo foi determinado gravimetricamente e o de ácidos graxos, por cromatografia em fase gasosa de seus ésteres metílicos. A determinação da atividade enzimática forneceu boa indicação para identificação final das isoenzimas por focalização isoelétrica, permitindo o emprego desse método para a escolha de linhagens em programa de melhoramento genético visando a maior estabilidade do óleo de soja. Para o material estudado, não se encontrou correlação entre atividade enzimática e teor de ácido linolênico.
2022-12-06T13:19:44Z
Sawazaki,Haiko Enok Teixeira,João Paulo Feijão Miranda,Manoel Albino Coelho de
A calagem na reação do algodoeiro a adubação com superfosfato simples
Após o quarto ano de condução de um ensaio permanente de calagem e de adubação mineral com o algodoeiro, iniciado em 1974 em um latossolo roxo ácido, argiloso (66%) e rico em matéria orgânica (4,1%), no município de Guaíra, SP, reaplicou-se o calcário. Utilizaram-se as mesmas doses da primeira fase (1,5, 3,0 e 6,0 t/ha), exceto nas parcelas testemunhas, onde se fez uma calagem mínima com 1,5 t/ha. A adubação mineral teve continuidade com aplicações anuais de 60 kg/ha de N (sulfato de amônio) e P x K, em esquema fatorial, nas doses de 0, 60 e 120 kg/ha de P2O5 (superfosfato simples) e 40 e 80 kg/ha de K2O (cloreto de potássio). Por falta de resposta significativa do algodoeiro a potássio, não se considerou o efeito do referido nutriente. No tratamento com a dose máxima de calcário, foi possível estabilizar o pH em H2O na camada arável do solo, ao redor de 6,0 e, em função da lixiviação de bases (Ca + Mg), na faixa de 5,5 na camada subsuperficial, que representariam condições adequadas para o desenvolvimento da cultura em apreço. O índice pH, os valores de Ca e de Mg da análise de terra e a produtividade das plantas cresceram significativamente com a reaplicação do calcário. A resposta do algodoeiro à aplicação acumulada de superfosfato simples diminuiu com a correção da acidez do solo, configurando típica interação negativa entre a adubação fosfatada e a calagem. O método da resina trocadora de ânions mostrou-se mais adequado na extração do fósforo do solo do que o do ácido sulfúrico diluído, tendo em vista não só a boa repetitividade dos resultados analíticos observada durante os quatro anos de estudos como também a estreita correlação obtida entre os teores de P-resina e os valores do índice pH da análise de terra. Decréscimos significativos na concentração de macronutrientes e de micronutrientes do limbo foliar do algodoeiro, devidos à calagem e à adubação fosfatada, confirmam a necessidade de se prevenir contra prováveis problemas que possam ocorrer, representados especialmente por deficiências de K e B, na correção de solos ácidos e de baixa fertilidade.
2022-12-06T13:19:44Z
Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Hiroce,Ruter Quaggio,José Antonio