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Centenários: Eric J. Hobsbawm e a Revolução Russa

O presente artigo resgata as reflexões do historiador marxista britânico Eric J. Hobsbawm a respeito da história e historiografia da Revolução Russa de 1917. Partindo da sua trajetória pessoal como militante comunista e intelectual de relevo da história social britânica, destacamos suas principais ideias sobre as condições socioeconômicas e políticas que caracterizaram a Rússia tsarista e deram origem à Revolução de 1905 e, especialmente, ao “Fevereiro” e “Outubro” de 1917. O destaque vai para as relações entre Hobsbawm e a tradição bolchevique, bem como para sua análise de alguns acontecimentos e questões historiográficas da Revolução Russa. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2018.24.2/161-191

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2022-12-06T16:09:09Z

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Santos, Antonio Carlos dos

Aspectos da pintura política na França

Este artigo tem como objetivo analisar a pintura política francesa entre os anos de 1953 e 1968: da primeira apresentação da obra Civilização atlântica, de André Fougeron, à criação do Ateliê Popular, durante a ocupação da Escola de Belas Artes de Paris, no Maio de 1968. Primeiramente, abordaremos os movimentos artísticos surgidos no período – Figuração Crítica, Figuração Narrativa, Salão da Jovem Pintura etc. – como inauguradores de uma nova etapa do processo de politização da arte naquele país. Num segundo momento, destacaremos algumas características dessa nova pintura – como a anulação da autoria individual, a coletivização do processo criador e a lide com o compartilhamento técnico delas decorrente –, enfatizando as relações que elas estabelecem com um contexto histórico de financeirização transnacional da arte, capitaneada pelos Estados Unidos. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2018.24.2/192-209

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2022-12-06T16:09:09Z

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Souza, Leandro Cândido de

La alianza de los vencidos

Se le atribuye a un amigo de Marx, Heinrich Heine, la determinación compleja del intelectual moderno3. En consonancia con esta atribución, podría decirse que, al rechazar el jacobinismo anacrónico de Ludwig Börne, Heine comprendió claramente la fuerza de aquella idea que Marx formularía años más tarde, en el contexto de la Comuna, de la siguiente manera: “[Los trabajadores] no tienen que realizar ningunos ideales, sino simplemente dar rienda suelta a los elementos de la nueva sociedad que la vieja sociedad burguesa agonizante lleva en su seno” (MARX, 1971, p. 72). Si la actividad revolucionaria ha de entenderse como una distinción práctica entre contenidos progresistas y reaccionarios de las instancias burguesas, se sigue de esto que el intelectual desempeñará un papel principal en la desambiguación teórica de dichos procesos. En la tensión entre aspectos estáticos y dinámicos, reaccionarios y progresistas, inconscientes y conscientes estarán sus decisiones, en sí necesariamente arraigadas en capacidades no exentas de ambigüedad. Pero en la medida en que se trata siempre de procesos sociales, a la condición entre frentes del intelectual se le suma un necesario carácter provisorio de sus elecciones. El intelectual expresa, entonces, de manera trágica, el desgarramiento propio del mundo.Presentación: Francisco García Chicote DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2018.24.2/210-228

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2022-12-06T16:09:09Z

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Lukács, György Harich, Wolfgang

Um dever de honra

Um dever de honra, escrito por Rosa Luxemburgo dois meses antes de seu assassinato por paramilitares ligados ao governo contrarrevolucionário alemão, representa uma crítica incisiva à covardia da social-democracia, burocratizada e fechada em si mesma. Ao mesmo tempo, traz contribuições relevantíssimas para se pensar o sistema penal e seu caráter burguês. O texto foi redigido e publicado em novembro de 1918, em meio à chamada Revolução Alemã.Apresentação de Nayara Rodrigues Medrado DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2018.24.2/229-237

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2022-12-06T16:09:09Z

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Luxemburgo, Rosa

A morte do Generalíssimo

NURY, Fabien; ROBIN, Thierry. A morte de Stálin. Trad. Paulo Werneck. São Paulo: Três Estrelas, 2015.Numa noite do inverno de 1953, em Moscou, o diretor da Rádio do Povo, Andrêiev, recebe uma ligação requerendo que ligue em 17 minutos para um telefone informado. Ele realiza a ligação e, para a sua surpresa, era I. Stálin (1878-1953) do outro lado da linha a atender à chamada, solicitando uma cópia da gravação da transmissão que havia sido executada minutos antes, o Concerto para piano n. 23 de Mozart. Apenas um pequeno problema: nada havia sido gravado. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2018.24.2/238-240

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2022-12-06T16:09:09Z

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Rezende, Claudinei Cássio de

A marxologia vive em O velho Marx

MUSTO, Marcello. O velho Marx: uma biografia de seus últimos anos (1881-1883). Trad. Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2018. 158p. Na aula inaugural da cadeira de antropologia social, ministrada no Collège de France, em 5 de março de 1960, C. Lévi-Strauss aludiu à mística do número oito, “já ilustrad[a] pela aritmética de Pitágoras, pela tabela periódica dos corpos químicos e pela lei de simetria dos polvos” (LÉVI-STRAUSS, 2017, p. 11), para relacionar uma série de eventos caros à sua disciplina. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2018.24.2/241-252

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2022-12-06T16:09:09Z

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Pereira, Murilo Leite

Pourquoi Lukacs, de Nicolas Tertulian

TERTULIAN, Nicolas. Pourquoi Lukacs. Paris: Éditions de la Maison des sciences de l’homme, 2016. 382 p. Especialista mundialmente reconhecido no filósofo marxista húngaro de língua alemã György Lukács (1885-1971), com quem se reuniu frequentemente de 1965 a 1971, Nicolas Tertulian nos oferece um denso volume no qual explica, em uma espécie de autobiografia intelectual, suas conexões com um autor que permanece insuficientemente editado e conhecido na França, ou circunscrito às suas obras de juventude. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2018.24.2/253-255

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2022-12-06T16:09:09Z

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Morbois, Jean-Pierre

O jovem Engels e a crítica da economia política

Este texto tem como objetivo resgatar a obra crítica do jovem Engels, demonstrando sua importância para a formação do marxismo, em geral, e do próprio pensamento de Marx, em particular. Ênfase é dada às mudanças em seus escritos durante seu período de formação, que atingiu seu auge com a publicação de A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, em 1845. O Engels deste livro transformou-se em relação, por exemplo, ao do Esboço de uma crítica da economia política, de 1844 – texto precursor da crítica da economia política –, quando a concorrência ainda se mostrava apenas como uma luta individual entre proprietários que poderia ser resolvida a partir de uma autoconsciência desalienada.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Brito, Thiago Macedo Alves de

O 'plano de seis livros' novamente? Sobre a falta de perspectiva de uma lenda

Quando se quer mencionar o assim chamado plano de seis livros de Marx, não apenas a propósito de sua completude, mas mesmo para reconstruí-lo, para isso, é necessária legitimação científica ou plausibilidade exegética. Para tanto, alguns fatos poderiam ser particularmente decisivos: a) Marx nunca renunciou a este plano explicitamente. Ou, ao menos: O plano determinou a criação do trabalho econômico de Marx ao longo dos anos; b) O plano é amplamente apoiado por meio de materiais de pesquisa e de redação.

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2022-12-06T16:09:09Z

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Vollgraf, Carl-Erich

Processo de trabalho e relevância futura da crítica ao capitalismo

Este artigo se inicia com a explicitação de um equívoco teórico que marcou a análise crítica do capitalismo nos anos 60/70 do século XX, a chamada “crítica às forças produtivas”, que utilizava o taylorismo-fordismo para ilustrar suas observações. Em seguida, procura-se mostrar a assustadora contemporaneidade desse equívoco, utilizando como exemplificação três textos do autor de extração marxista David Spencer. Finalmente, sugere-se que a análise crítica do processo capitalista de trabalho seja encaminhada para o terreno verdadeiramente promissor, fortemente amarrado às características atuais e prospectivas do trabalho. Essa sugestão parte da consideração de que, se o avanço recente das forças produtivas matou o taylorismo-fordismo, a crítica ao regime do capital precisa matá-lo também. DOI - www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.449/11-27

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2022-12-06T16:09:09Z

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Neto, Benedito Rodrigues de Moraes

La importancia de la historia para comprender el trabajo y sus transformaciones

Com base em pesquisas empíricas anteriores, revisamos o debate sobre o processo de trabalho marxista com base nas contribuições mais recentes de estudiosos argentinos e brasileiros. Afirmamos a importância de levar em conta o papel da natureza nas transformações do trabalho e suas diferentes temporalidades. Argumentamos que o esquecimento da influência da natureza no caminho das mudanças do processo de trabalho leva a concepções simplificadas e unilineares da organização do trabalho. Essas visões tendem a caracterizar a base técnica da sociedade capitalista em um determinado momento, baseado apenas no processo de trabalho predominante em um único setor da economia capitalista. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.450/28-57

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2022-12-06T16:09:09Z

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Kabat, Marina

Limites e equívocos do conceito de acumulação fordista

O artigo apresenta a crítica ao conceito de acumulação taylorista/fordista, demonstrando as distorções provocadas por tal noção na compreensão da dinâmica econômica transcorrida ao longo do século XX, particularmente nos EUA. Por meio desta crítica, busca-se demonstrar como tal abordagem dos processos de acumulação cria vícios conceituais que dificultam a análise dos processos de acumulação em vigor na atualidade. DOI - https://www.doi.org/10.36638/1981061x.2019.25.1.451/58-87

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2022-12-06T16:09:09Z

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Fortes, Ronaldo Vielmi

Base técnica e organização do trabalho na manufatura e grande indústria

O propósito do ensaio é discutir o nexo entre base técnica e organização do trabalho como unidade cuja mudança é determinada pela inflexão entre manufatura e grande indústria. Para tanto, discute-se as limitações existentes no enfrentamento do problema, procurando contribuir com o entendimento daquela inflexão entre setores econômicos e o desdobramento da grande indústria no século XX. DOI - www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.452/88-128

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2022-12-06T16:09:09Z

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Cunha, Elcemir Paço

Un aporte al debate sobre el fordismo y la cadena de montaje

La industria automotriz ha resultado paradigmática para el estudio de los procesos de trabajo. No es casual que los términos fordismo y toyotismo hayan sido tomados de las formas que han adoptado ciertos procesos de trabajo en esta rama. Estos términos han nacidos en el ámbito empresarial y fueron tomados por la gran mayoría de los estudios sociológicos sobre el trabajo fuertemente influenciados por la corriente regulacionista. En especial, el período que culmina a mediados de la década del ’70 fue conceptualizado como fordismo para explicar tanto las características técnicas del proceso de trabajo como las de los trabajadores. En este artículo repasaremos los principales estudios del proceso de trabajo automotriz en el período señalado y propondremos otro enfoque basado en la teoría marxista que, a nuestro entender, da cuenta de manera más acabada de la forma que asumió la configuración del proceso de trabajo en el sector, así como de los atributos de la fuerza de trabajo allí empleada. A nuestro juicio, la teoría marxista permite explicar de manera más acabada los fenómenos que el regulacionismo intenta comprender. Para exponer estos conceptos nos valemos del estudio empírico del caso argentino. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.453/129-152

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2022-12-06T16:09:09Z

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Harari, Ianina

A crítica inflexionista das análises do fordismo brasileiro da década de 1980

Procura-se mostrar as imprecisões do conceito de fordismo, difundido pela Escola da Regulação, e reverberado por estudiosos do processo de trabalho no Brasil, para descrever um processo de trabalho específico e suas mudanças. Foi visto que a análise de um caso concreto da indústria automotriz no Brasil deixou de explicitar as mudanças em curso, por privilegiar os aspectos mais abstratos deste conceito. Entende-se que uma alternativa para as lacunas desta análise está nas categorias marxianas, especialmente (manufatura e grande indústria). DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.454/153-171

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2022-12-06T16:09:09Z

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Guedes, Leandro Theodoro

A escola dos regulacionistas – De Marx à Fundação Saint-Simon

O artigo retoma a crítica à escola dos regulacionistas, demonstrando os equívocos da tese da acumulação fordista. Por meio da referência a diversos autores desta escola, mostram-se os limites das teses do regulacionismo tanto na compreensão das mudanças ocorridas no século XX, e as consequências igualmente errôneas no entendimento das possibilidades de solução das questões econômicas da atualidade. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.455/172-185

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2022-12-06T16:09:09Z

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Husson, Michel

The capital of Karl Marx, Marxism and the Latin American intellectuals

In the present article we will examine the characteristics of the reading of Karl Marx's The Capital in Latin America, focusing specially in the cases of Mexico and Colombia. Initially, we will study the conditions under which the circulation of the concepts of socialism and communism took place in the middle of the 19th century and how that was followed, decades later, by one of the first translations of the first volume of The Capital to Castilian. Despite these two circumstances, the appropriation of Karl Marx's thinking had serious limitations due to the predominance of conservative and even overtly anti-communist conceptions. Later, due to diverse factors, among which we must mention the Spanish exile, it was possible to translate the three volumes of The Capital, which gave rise to a great variety of readings of this work generating a multitude of debates that stimulated the development of the social sciences and the humanities. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.456/186-209

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2022-12-06T16:09:09Z

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Urrego, Miguel Ángel

Sensibilidade, educação e trabalho em O Emílio de Rousseau

O presente trabalho tem como meta explorar, em geral, o tema do sensualismo em Rousseau, como expressão de uma tentativa de explicar os conhecimentos adquiridos pelo homem. Isso significaria analisar e explicar as origens e o desenvolvimento das faculdades da alma, ao lado da capacidade do homem de conhecer, nos textos em que o problema estiver presente, associado a isso a capacidade do homem de pensar, sua subjetividade, com os desdobramentos para o campo da moral. O tema do conhecimento será analisado explorado no campo de investigação onde ele é elemento fundamental, ou seja, na educação. Com isso, o processo de complexificação do conhecimento, sensações e ideias, bem como o desenvolvimento da razão e das demais faculdades, deverão ser pensados em associação com o ordenamento natural, com as "categorias" de força, movimento e necessidade. Nesse sentido, de modo específico, nossa pretensão é chegar a indicar que a liberdade, por exemplo, pode ser lida de uma forma espiritualizada a partir da análise destes pressupostos epistemológicos, a ponto de influenciar o modo de ser do homem e, por conseguinte, seu modo de pensar, quando são associadas ao problema da educação, da sensibilidade e do trabalho, especificamente, no livro III do O Emílio. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.457/210-239

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2022-12-06T16:09:09Z

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Campos, Henrique Segall Nascimento

As categorias marxistas no pensamento de Preobrazhensky

O presente artigo objetiva avaliar a utilização das categorias de Marx, em especial aquelas desenvolvidas ao longo de O capital, pelo revolucionário soviético Preobrazhensky em sua obra A nova econômica. Analisando a validade da utilização de categorias como mais-valor e mercadoria na URSS da década de 20 do século XX, Preobrazhensky avalia que a lei do valor ainda vigorava então, sendo, porém, combatida pela lei da acumulação socialista primitiva, que impulsionaria o desenvolvimento em direção ao socialismo. DOI - http://www.doi.org/10.36638/1981061X.2019.25.1.458/252-283

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2022-12-06T16:09:09Z

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Freitas, Rebecca de Oliveira