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AGRICULTURA MARGINAL E VULNERABILIDADE CAMPONESA: UM ESTUDO DE CASO COM TRABALHADORES ACAMPADOS ÀS MARGENS DA BR-104, ENTRE AS CIDADES ALAGOANAS DE UNIÃO DOS PALMARES E MURICI/ Marginal agriculture and peasant vulnerability: a case study with workers camped on the banks of BR-104, between the Alagoas cities of União dos Palmares and Murici
O presente trabalho propõe um debate em torno da questão agrária em Alagoas, a partir de um estudo de caso com as famílias acampadas às margens da BR-104, entre as cidades de União dos Palmares e Murici. Trata-se do resultado de uma pesquisa realizada por intermédio do Programa de Iniciação à Pesquisa Científica – PIBIC, da Universidade Estadual de Alagoas, com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas – FAPEAL. O estudo foi realizado sob a orientação do Prof. Dr. Reinaldo Sousa, coordenador do Grupo de Estudos Territoriais – GETERRI. A opção de método, aqui compreendida como uma forma particular de como enxergamos a realidade, foi o materialismo histórico-dialético. Enquanto por metodologia, optamos por uma pesquisa do tipo bibliográfica acompanhada do trabalho de campo. A categoria geográfica utilizada em nosso trabalho foi o território. E, por fim, os resultados apontaram para uma grande vulnerabilidade social dos sujeitos envolvidos nesta pesquisa.
2022-12-06T15:50:03Z
Melo Júnior, Ronaldo Rodrigues de Domingos, Leandra Lourenço
DESTERRITORIALIZAÇÃO E NOVAS VULNERABILIDADES NA CONSTRUÇÃO DO CANAL DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO: TERRITÓRIO DO POVO PIPIPÃ, FLORESTA, PERNAMBUCO/Desterritorialization and new vulnerabilities in the construction of the canal crossing the São Francisco river: territory of the Pipipã people, Floresta, Pernambuco
Reflete-se sobre os processos de desterritorialização e as novas vulnerabilidades em saúde na implantação da transposição do rio São Francisco, no povo Pipipã, semiárido, em Floresta, Pernambuco. A abordagem teórico-metodológica do trabalho foi a reprodução social e a saúde, formulada pelo epistemólogo Juan Samaja. Realizou-se um estudo analítico de caráter qualitativo, utilizaram-se entrevistas e observação participante. Os resultados evidenciaram um caráter desterritorializador produzido na implantação da transposição do rio São Francisco. Território cortado ao meio, aberto, destruído e transformado rapidamente, onde se conectaram com novas vulnerabilidades socioambientais, expressas como fragilização sociopolítica e cultural, negação de direitos territoriais e de saúde, potencialidade de conflitos por terra e água, violência em geral no povo Pipipã.
2022-12-06T15:50:03Z
Gonçalves, Glaciene Mary da Silva Gonçalves, Claudio Ubiratan Costa, André Monteiro
A REFORMA AGRÁRIA E O SURGIMENTO DAS LIGAS CAMPONESAS NO ESTADO DE GOIÁS ENTRE 1960-1964/Agrarian reform and the emergence of peasant leagues in the state of Goiás between 1960-1964
Entre os anos de 1960 e 1964 o Estado de Goiás vivenciou grandes acontecimentos políticos e sociais de nível local e nacional. Com a vitória de Mauro Borges para o governo do estado em 1961, o Estado de Goiás viria a experimentar um novo modelo de reforma agrária, baseada nas comunidades agrícolas dos kibutzim de Israel. O projeto foi nomeado por Mauro Borges de Combinado Agro – Urbano, seria realizado em terras públicas e num modelo de cooperativa familiar. Concomitantemente a isso, a uma distância média de 100 km, mais especificamente no município de Dianópolis e no seu povoado Rio da Conceição, inicia-se a implantação de um núcleo revolucionário de treinamento guerrilheiro das Ligas Camponesas, provindas de Pernambuco e sob a orientação de Francisco Julião e Clodomir Santos de Moraes. O principal objetivo da pesquisa é saber se houve alguma relação direta ou indireta entre esses dois acontecimentos simultâneos e se as Ligas Camponesas foram atraídas pelo projeto agro – urbano de Mauro Borges ou se o projeto agro – urbano foi implantado para acalmar os ânimos exaltados dos camponeses da referida região.
2022-12-06T15:50:03Z
Brito, Saimon Lima de Lira, Elizeu Ribeiro
TRAJETÓRIAS CAMPONESAS NO ACAMPAMENTO REDUTO DO CARAGUATÁ: PROCESSOS MIGRATÓRIOS E RESISTÊNCIA AO LATIFÚNDIO NO ESTADO DO PARANÁ/Peasant Paths at the Camp Stronghold of Caraguatá: migratory processes and land property resistence in Paraná state
O artigo busca analisar as trajetórias de luta das acampadas e dos acampados no Acampamento Reduto do Caraguatá, localizado no município de Paula Freitas/PR. Também são destacados os diferentes processos de migração pelo qual passaram ao longo do processo de enfrentamento ao latifúndio. Metodologicamente foram realizados trabalhos de campo e doze entrevistas com famílias acampadas. Destaca-se a importância do uso das fontes orais para os estudos em Geografia Agrária, assim, nos utilizamos de questionários semiestruturados que serviram de apoio para as entrevistas e possibilitaram compreender não apenas as trajetórias das famílias entrevistadas, mas também o processo de organização do acampamento e como as famílias tomaram conhecimento destas lutas. Deste modo, as entrevistas não apresentam apenas os lugares onde os camponeses e as camponesas passaram, mas, sobretudo, as dificuldades desse processo, as pessoas que migraram junto e aquelas que ficaram pelo caminho. Conclui-se que o acampamento é a materialização da luta contra o latifúndio, em defesa da autonomia do trabalho e pela manutenção da família camponesa.
2022-12-06T15:50:03Z
Fonseca, Silas Rafael da
CONFLITUALIDADES TERRITORIAIS NA MICRORREGIÃO DA CAMPANHA OCIDENTAL: TERRITÓRIOS CAMPONESES VERSUS TERRITÓRIOS DO AGRONEGÓCIO/Territorial conflicts in the Western Campaign Microregion: peasant territories versus agribusiness territories
A Geografia busca compreender de forma contundente o conceito de Território, abordando-o em sua totalidade. Neste trabalho, dar-se-á ênfase as conflitualidades que se apresentam entre os territórios do agronegócio e os territórios camponeses, na Microrregião, onde é crescente a ampliação da dominação dos territórios do agronegócio em relação ao território camponês. Dentre os procedimentos metodológicos utilizados, destacam-se: a) revisão bibliográfica; b) levantamento de dados secundários, e; c) saída de campo. As pastagens naturais e a localização geográfica, bem como fatores históricos, contribuíram para a consolidação do latifúndio nesta Microrregião. Compreendemos que o agronegócio e o campesinato compõem um processo constante, onde indivíduos perdem seus territórios, ou seja, são desterritorializados, para que outros indivíduos se territorializem naquele espaço. Cabe aos indivíduos desterritorializados, a busca por um novo território. O MST atua como um movimento social capaz de promover a reterritorialização de agentes sociais. Em acordo com dados do INCRA, a Microrregião possui atualmente, treze Assentamentos, totalizando 528 famílias, em uma área de 12.696 ha. Conflitualidades na Campanha Ocidental estão apenas começando, mas sabe-se que é possível sim, a construção de um “outro” rural.
2022-12-06T15:50:03Z
Ramos, Vagner Guimarães
“NAS MINAS, A TERRA VALE OURO” QUESTÃO AGRÁRIA E MINERAÇÃO NO VALE DO JEQUITINHONHA (MINAS GERAIS, BRASIL)/“In the mines, the land is worth gold” agrarian issue and mining in the Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais, Brazil)
Este texto tem por objetivo apresentar reflexões sobre a formação sócio-espacial e a constituição política do Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais, Brasil) e, a partir dela, discutir sobre a relação entre a questão agrária, a mineração e os grandes projetos de desenvolvimento, sobretudo a partir da segunda metade do século XX. A história dessa região registra uma formação social subordinada à ação de agentes externos pautados na apropriação dos recursos minerais e da terra. Essa configuração está colocada desde a colonização e ocupação, empreendida pela coroa portuguesa (séc. XVII até XIX) e, com outras roupagens, vem se destacando com a chegada de grandes projetos de desenvolvimento (minerários, agrários e hidrelétricos) através da intervenção e regulação do Estado (séc. XX e XXI), reproduzindo lógica da acumulação primitiva de capital e do lugar ocupado por esta região na divisão internacional do trabalho. Disto, a formação social deste território apresenta contradições e espaços de resistências principalmente protagonizadas pelos povos e comunidades tradicionais, que serão indicados na análise.
2022-12-06T15:50:03Z
Sulzbacher, Aline Weber Fernandes, Leandro Cesar Almeida, Clébson Souza
Compêndio de autores
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2022-12-06T15:50:03Z
NERA, Revista
Compêndio de edições
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2022-12-06T15:50:03Z
NERA, Revista
OS IMPACTOS GERADOS PELA INSTALAÇÃO DE ASSENTAMENTOS RURAIS NA CAMPANHA GAÚCHA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL/The impacts of the installation of rural settlements in the Gaúcha Campaign, Rio Grande do Sul, Brazil / Les impacts générés par l’installation des assentamentos ruraux dans le Campagne Gaúcha, Rio Grande do Sul, Brésil
O agricultor familiar assentado vem se reterritorializando no RioGrande do Sul mais precisamente na Campanha Gaúcha com a implantação de novas formas produtivas-econômicas e sociais que transformaram a paisagem e constituíram o território dos assentamentos. Os assentados buscaram sua inserção no processo produtivo com novas formas de produção, de organização, de relação com o ambiente, de recuperação de seus saberes e de retomada de sua autonomia com base na sua cultura e sua organização político-econômico-social. São significados, estratégias e ações que marcaram a paisagem dos assentamentos. O território gaúcho se reconfigurou, a paisagem da Campanha se transformou com a crescente concentração de assentamentos em seus municípios. Esta é a região de domínio do latifúndio que perdeu espaço para a agricultura familiar, para a agroecologia. São agricultores familiares assentados e engajados na produção de alimentos saudáveis e na proteção do ambiente natural dos assentamentos de Reforma Agrária do Sudoeste Rio-Grandense.Como citar este artigo:MEDEIROS, Rosa Maria Vieira; LINDNER, Michele. Os impactos gerados pela instalação de assentamentos rurais na Campanha Gaúcha, Rio Grande do Sul, Brasil. Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 202-225, set.-dez., 2021.
2022-12-06T15:50:03Z
Medeiros, Rosa Maria Vieira Lindner, Michele
Compêndio de autores
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2022-12-06T15:50:03Z
NERA, Revista
Compêndio de edições
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2022-12-06T15:50:03Z
NERA, Revista
AS FRONTEIRAS DA ACUMULAÇÃO DO CAPITAL NO SUL GLOBAL / The frontiers of capital accumulation in the global South / Las fronteras de la acumulación de capital en el Sur global
O capital precisa constantemente de terras e mercados para garantir a acumulação do capital. Para isso é necessário promover novas narrativas e normativas que justifiquem tais apropriações. A partir disso, o objetivo deste artigo é realizar uma discussão acerca das diferentes fronteiras da acumulação do capital, destacando as políticas agrárias e a expansão do agronegócio, especialmente no Brasil, porém sem perder a escala de análise do Sul global. Diferentes agentes tem uma atuação importante neste processo, o Estado age na identificação de áreas para a expansão não apenas do agronegócio, mas de todas as atividades que visam a exploração de diferentes recursos, como água, mineração e ventos.Como citar este artigo: PEREIRA, Lorena Izá; ORIGUÉLA, Camila Ferracini. As fronteiras da acumulação do capital no Sul global. Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 08-22, set.-dez., 2021.
2022-12-06T15:50:03Z
Izá Pereira, Lorena Origuéla, Camila Ferracini
FRAGMENTOS SOBRE AS PELEJAS PELA TERRA NA REGIÃO DO ARAGUAIA-TOCANTINS / Fragments on the struggles for land in the Araguaia-Tocantins region / Fragmentos sobre luchas por la tierra en la región Araguaia-Tocantins
Resumo:A região do Araguaia-Tocantins se configura na história recente da luta pela terra no Brasil como um emblema no que diz respeito ao avanço do grande capital monopolista sobre as fronteiras amazônicas. O processo, induzido pelo Estado, desnuda formas de acumulação primitiva do capital, onde a expropriação apresenta relevo, e contraditoriamente, de forma desigual, forja formas de oposição a esta, a partir dos grupos colocados em condições subalternas. Neste trabalho, a partir de vivência empírica, revisão bibliográfica e levantamento de dados, registramos a presença dos movimentos socioespaciais e socioterritoriais, onde encontramos frações da Igreja Católica, ONGs, partidos políticos como expressões do primeiro, posseiros/camponeses e suas instituições políticas (delegacias sindicais, STRs) e o MST, como expressões do segundo. Como citar este artigo:ALMEIDA, Rogerio. Fragmentos sobre as pelejas pela terra na região do Araguaia-Tocantins. Revista NERA, v. 25, n. 62, p. 115-134, jan.-abr., 2022.
2022-12-06T15:50:03Z
Almeida, Rogerio Henrique
Compêndio de autores
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2022-12-06T15:50:03Z
NERA, Revista