RCAAP Repository

A Associação de Futebol do Porto. Uma Instituição Centenária

<p>Esta obra, editada pelo CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (Universidade do Porto), apresenta a história centenária da Associação de Futebol do Porto, desde as suas origens à atualidade, devidamente inserida e contextualizada na história do País mas também do Futebol, a nível nacional e internacional, cujo desenvolvimento marcou indelevelmente a vida da própria Associação. Ao longo de mais de 500 páginas ricamente ilustradas, são revisitadas as memórias da Instituição, as personalidades que contribuíram para que a AFP ganhasse a dimensão que hoje detém, os clubes nela filiados e as suas conquistas no País e além-fronteiras. Não são esquecidas as novas variantes do futebol a que a AFP se tem dedicado nas últimas décadas, como o futebol feminino, o futsal, o futebol de rua e o futebol de praia.</p> <p><strong>Nota:</strong> <em>Por questões de direitos de publicação, apenas disponiblizamos as primeiras páginas da obra, que pode ser adquirida em livrarias ou consultada na Biblioteca do CEPESE.</em></p>

Year

2018

Creators

Fernando de Sousa Ricardo Rocha Diogo Ferreira Isilda Monteiro

Álvaro Pinho da Costa Leite

<p>Álvaro Pinho da Costa Leite foi um dos maiores empresários do nosso tempo. Durante cinco décadas (1959-2009), dedicou a sua vida aos negócios e durante esse período, com muito trabalho e determinação, construiu um dos mais importantes grupos económicos de Portugal.</p> <p>Sabemos que não há qualquer teoria que explique, de modo global e satisfatório, um “empresário de sucesso”, aquele que, como Álvaro Pinho da Costa Leite, foi capaz de lançar um negócio, fundar uma empresa, enfrentar vitoriosamente os desafios que lhe surgiram, acumular um património considerável e passar a integrar a elite económica do nosso País. Tal não nos impede de, neste trabalho de investigação, procurarmos captar as razões, as motivações que estiveram na origem da decisão que levou Álvaro Pinho da Costa Leite, num determinado momento da sua vida, a abandonar uma remuneração fixa na empresa do seu pai, o conforto familiar, e a estabelecer-se por sua conta e risco, a partir de um pequeno património e de um capital inicial emprestado e a aceitar o “risco”, na expressão de Hughes, a “função vital” do empresário.</p>

Representações da Idade Média na imprensa periódica portuguesa

<p>Este livro estabelece uma conexão alicerçada entre o universo da imprensa periódica nacional e a dinâmica da escrita historiográfica medieval entre meados do século XVII e inícios do século XIX. Atendendo às centenas de fontes periódicas editadas neste largo período, abordaram-se todas as notícias acerca da Idade Média expostas nestas fontes histórico-periódicas contemporâneas, onde se assiste a uma cientificidade gradual da prática historiográfica. O autor procura responder, entre outras, a várias questões-tipo: como e porque nasceram os periódicos? Porque persistem ou findaram? Qual foi a sua tiragem e a que público-alvo se orientavam? Qual o papel da leitura particular e das leituras públicas? Qual o interesse pelos estudos históricos encerrados nestes periódicos, especialmente quanto aos assuntos de índole medieval?</p> <p><strong>Nota:</strong> <em>Por questões de direitos de publicação, apenas disponiblizamos as primeiras páginas da obra, que pode ser adquirida em livrarias ou consultada na Biblioteca do CEPESE.</em></p>

Memorias de Litteratura Portugueza [1792-1814]

<p>Nas relações entre os avanços da historiografia nacional e a sua expressão no grande movimento científico europeu, o papel da Academia Real das Ciências de Lisboa está por conhecer convenientemente. A fértil produção de conhecimentos histórico científicos e a sua disseminação foi conseguida através da imprensa periódica especializada, além das conferências científicas e pedagógicas. Através da troca colossal de informações e o esforço de vulgarização dos novos estudos agrícolas, técnicos e economicistas na República das Letras, a ciência histórica transitou de uma esfera restrita para um patamar muitíssimo amplo na sociedade. Incidiria, neste sentido, directamente na cultura e na mentalidade social, o que permitiu uma maior abertura à produção, permutação e aplicação de novas abordagens e metodologias, como as Memorias de Litteratura Portugueza [1792-1814] proporcionaram.</p> <p><strong>Nota:</strong> <em>Por questões de direitos de publicação, apenas disponiblizamos as primeiras páginas da obra, que pode ser adquirida em livrarias ou consultada na Biblioteca do CEPESE.</em></p>

Psicopatologia da Maternidade e Paternidade

<p>O artigo que agora publicamos tem como objectivo providenciar ao leitor uma revisão actualizada dos estudos empíricos conduzidos no âmbito da Psicopatologia da Maternidade e Paternidade e assinalar os contributos de Eurico Figueiredo, nesta área específica de conhecimento.</p> <p>O artigo situa a Maternidade e Paternidade, quer enquanto período de transição, descrevendo as principais mudanças e aquisições desta etapa do desenvolvimento humano, quer enquanto período de risco para problemas psicológicos, atendendo à prevalência de sintomatologia/ perturbação psicopatológica na gravidez e pós-parto, em mulheres e homens. A etiologia e os efeitos adversos das condições psicopatológicas da gestação e puerpério, no bem-estar da mãe, pai e filho, são também assinalados, assim como as formas de intervenção, privilegiando a terapia de massagem, uma outra área de eleição no trabalho de Eurico Figueiredo.</p> <p>Entre 1988 e 1992, conjuntamente com Amílcar Augusto e Emília Areias, integramos uma equipe de investigação coordenada por Eurico Figueiredo que, com o contributo de Channi Kumar, produziu alguns dos trabalhos no âmbito da Maternidade e Paternidade, aqui também apresentados. E para nós um prazer termos a oportunidade de participar nesta publicação e podermos dar conta do papel de Eurico Figueiredo no desenvolvimento da área da Psicopatologia da Maternidade e Paternidade.</p>

Uma Reflexão sobre Valores

<p>O presente artigo tem como objectivo revisitar as informações e conclusões sustentadas por Eurico Figueiredo na sua obra Valores e gerações: anos 80 anos 90 (2001), de modo a confrontálas e restitui-las aos traços mais marcantes que caracterizam as sociedades contemporâneas, no contexto das quais Portugal se integra. Esta dupla abordagem, com alusão aos valores e formas de vida das sociedades actuais, e com referência aos dados analisados e às conclusões avançadas por Eurico Figueiredo, contempla ainda uma breve interrogação sobre os valores e a adesão a valores, num registo de carácter sociológico.</p>

Sentimento de Imortalidade Simbólica e Ansiedade perante a Morte em Toxicodependentes

<p>Estudo comparativo numa amostra de consumidores e não consumidores.</p> <p>O presente estudo pretendeu operacionalizar para o contexto das patologias do consumo, vulgarmente designadas de toxicodependências, a problemática da ansiedade perante a morte e o sentimento de imortalidade simbólica, problemática abordada em Portugal pelo Prof. Doutor Eurico Figueiredo.</p> <p>Dado o carácter auto-destrutivo do comportamento dos toxicodependentes como as graves complicações médicas (seropositividade ao HIV, hepatites crónicas, outros distúrbios orgânicos pejorativos) que fazem pairar a sombra da morte e a eventualidade de um fim próximo, observase, comparando dois grupos (consumidores/não consumidores), que o consumo poderá ser considerado um factor de redução do nível de ansiedade perante a morte (perspectiva mais positiva da morte), como contribui para a redução do sentimento de imortalidade simbólica (perspectiva mais negativa da vida).</p>

Imortalidade Simbólica e Identificação por Delegação. Os Contributos de Robert Jay Lifton e Eurico Figueiredo

<p>Perante a sua maior ansiedade, a ansiedade perante a morte, homem adopta mecanismos que lhe permitem lidar com a ideia de morte a “identificação por delegação” e o “desejo de imortalidade simbólica”. O primeiro, teorizado por Lifton, refere-se a uma continuidade simbólica preenchendo o vazio criado pela nossa frágil condição. O segundo teorizado por Figueiredo, refere-se à capacidade da espécie humana sentir prazer através dos outros, sentir-se realizado através das gerações vindouras. Estes dois conceitos estão ligados e suportam-se mutuamente. Reflecte-se ainda sobre as perturbações a que estes dois conceitos estão sujeitos, nomeadamente por força do terrorismo.</p>

A actividade de entalhadores, douradores e pintores do Entre-Douro-e-Minho em Guimarães (1572-1798)

<p>No decurso dos séculos realizaram-se inúmeras encomendas de talha na vila de Guimarães, de que, para muitos casos, apenas nos restam uma memória documental. Esses espécimes, resultantes de encomendas pontuais ou integrados em vastos programas decorativos, traduzem a importância económica e religiosa de Guimarães. Mas valem também como testemunhos de percursos artísticos: de encomendadores, em particular, e da vila de Guimarães em geral, e da forma como estes se articularam no espaço geográfico do Entre-Douro-e-Minho. Memória da passagem de cónegos e prelados da Colegiada de Guimarães, priores e prioresas conventuais, de irmandades, do mecenato do arcebispo D. José de Bragança, esses exemplares contam-nos ainda outras histórias: de ostentação, de riqueza, de gosto, de devoções particulares e até de rivalidades, principalmente com a Sé de Braga.</p>

Francisco José Resende no Museu do Conde de Leopoldina

<p>Quando no início de 1860 apareceram expostas, no Rio de Janeiro, duas telas de costumes do artista portuense, Francisco José Resende, a crítica carioca não lhes regateou elogios. O painel em que o saloio enroscado ao seu bordão, olha á socapa para a moçoila que o escuta (...) é de um bello effeito, – cheio de verdade e natureza. Existe graça na composição e a melodia das harmonias da optica e da prespectiva mostra bem que o trabalho pratico da arte foi secundado pela reflexão e estudo das regras, afirmou a imprensa da então, capital brasileira, gabando ainda, nesses quadros, o claro-escuro, o colorido, a iluminação, entre várias outras coisas.</p>

Aspectos artísticos e estéticos na obra do arquitecto Carlos Gimac

<p>No testemunho setecentista radicam os principais atributos do arquitecto Carlos Gimac, os quais destacámos e corroborámos depois de estudada a sua obra artística:</p> <p>Inventor – curioso – arquitecto– poeta. Caetano de Sousa registou também o nome do seu principal protector, D. Rodrigo, o Marquês de Fontes, cuja acção no campo da arte portuguesa de inícios do século XVIII, está ainda longe de ser conhecida.</p> <p>Para estar ao lado de um personagem com formação elevada dentro da cultura barroca portuguesa, como foi a do Marquês de Fontes, só alguém com uma bagagem sólida e que incorporasse as hostes mais vanguardistas do seu tempo. E Carlos Gimac revela-se um artista erudito.</p>

Democracia Europeia: a audácia necessária

<p>Quando se fala de Constituição para a Europa não se está a pensar numa lei fundamental para uma nação europeia ou para um povo europeu, e muito menos de uma legitimidade constituinte atribuída à Conferência Inter-govemamental (CIG), a partir das propostas da Convenção. A União Europeia tem como pedra angular a diversidade - definindo-se como uma União de Estados e Povos. A Constituição da União não se sobrepõe, por isso, às Constituições nacionais relativamente aos poderes soberanos nacionais. Uma coisa são as competências inerentes à soberania nacional, para as quais prevalecem as Constituições nacionais, outra são as competências próprias das União ou as exercidas em comum, para as quais prevalece naturalmente a Constituição Europeia. O que está em causa é a criação de uma "democracia supranacional" de natureza sui generis, diferente da democracia dos Estados e de uma mera lógica intergovemamental. Trata-se de dar ênfase a uma legitimidade europeia autónoma, baseada na coexistência entre as soberanias dos Estados e a soberania partilhada dos povos e dos cidadãos europeus.</p>

O Património Histórico-Cultural da Região de Bragança/Zamora

<p>Na sequência do Seminário Internacional <em>O Património Histórico-Cultural da Região de Bragança/Zamora</em>, realizado em Junho de 2004, na cidade de Bragança, e no âmbito do Projecto desenvolvido pelo CEPESE, Douro/Duero Virtual, o qual regista a colaboração da Associação dos Municípios da Terra Fria do Nordeste Trasmontano, Fundação Rei Afonso Henriques, Câmara Municipal de Bragança e Diputación de Zamora, foram publicadas as actas com as comunicações apresentadas no referido Seminário, numa edição coordenada pelo professor Luís Alexandre Rodrigues.</p>

Year

2012

Creators

Luís Alexandre Rodrigues Ana Maria Afonso Carlos Travesí de Diego Enrique Saiz Martini Fausto Sanches Martins Fernando de Sousa Florián Ferrero Ferrero Hortênsia Larrén Izquierdo Javier Fito Manteca José Amado Mendes Luís Pichel Ramos Maria da Conceição Meireles Pereira Natália Marinho Ferreira-Alves Rui Manuel Sobral Centeno

O que é o Património Cultural?

<p>Ao tentarmos definir Património Cultural somos confrontados com uma variedade de bens que nos foram legados pelo passado colectivo e que nos ligam às nossas raízes mais profundas. Esse legado passa pelos testemunhos materiais e imateriais mais diversificados, desde o edifício que nos revela as cicatrizes do tempo, às histórias prestes a desaparecer com o último velho da aldeia, às tradições rejeitadas pelos mais novos. Hoje, e segundo uma perspectiva mais abrangente, património cultural é tudo isso, abarcando também a paisagem natural, sendo uma peça fundamental para a preservação da identidade e da memória de um povo.</p>

Requalificação e preservação do património arquitectónico: factor de identidade, em prol do desenvolvimento

<p>As questões relacionadas com o património — no sentido de património cultural, como aqui será usado — continuam a merecer reflexão e estudo, por vários motivos. Em primeiro lugar, pela abrangência que o conceito tem vindo a adquirir, a qual aconselha que, em vez de património, se fale de patrimónios (artístico, literário, arqueológico, histórico, gastronómico, folclórico, industrial, científico, tecnológico, etc.). Em segundo, pelas estreitas relações daquele com aspectos que dizem muito a todos nós, desde as raízes à identidade, da memória à história, da cultura à tradição. Finalmente, pelo valor do próprio património, o qual não se restringe ao cultural e à evocação histórica, podendo tornar-se inclusive instrumental, como factor de desenvolvimento, ao serviço do homem e da sociedade.</p> <p>Segundo esta perspectiva, o património não constituirá um encargo, a suportar penosamente, mas sim um recurso que, por isso mesmo, deve merecer redobrada atenção.</p> <p>Como exemplos podem apontar-se os museus, lugares privilegiados de salvaguarda, estudo e divulgação do património, os diversos tipos dos chamados “lugares de memória” e o turismo cultural, alicerçado no dito património.</p>

O programa arquitectónico da matriz de Moncorvo e a demorada afirmação da arte barroca no Distrito de Bragança.

<p>A igreja manuelina de S. Miguel, em Freixo de Espada à Cinta, remete-nos para um ambiente artístico caracterizado pelo recurso a elementos do reportório medieval. Inicialmente marcada por idênticos valores, a paroquial de Moncorvo, acusaria a incorporação de vocabulário de extracção clássica principalmente nos portais laterais. Nas Misericórdias de Freixo de Espada à Cinta e de Moncorvo e ainda na igreja dos padres da Companhia de Jesus, em Bragança, consolidar-se-ia este desenvolvimento estético. A Sé de Miranda do Douro traduz o rigorismo que se seguiu ao Concílio de Trento. Porém, nesta catedral como na matriz de Moncorvo interessa-nos a configuração das frontarias, o modo de implantação das torres e a organização interior. Geralmente de uma só nave, a maioria das igrejas paroquiais prolongam modelos morfologicamente vernáculos, especialmente na articulação dos vários planos, nos portais e nas sineiras.</p> <p>O santuário de Santo Cristo de Outeiro, obra lançada na transição do século XVII para o século XVIII, mostra as dificuldades da plena assumpção da linguagem barroca na arquitectura. Seria nas frontarias de Santa Maria de Bragança, de S. Pedro, em Santa Comba da Vilariça, e, já muito mais tarde, na matriz de Sambade que a arquitectura barroca enunciou alguns dos seus principais postulados.</p>

El patrimonio cultural de zamora: algunos ejemplos de intervención arquitectónica para su conservación

<p>Una de las responsabilidades de la sociedad actual en relación con la conservación del Patrimonio histórico y monumental es su mantenimiento y salvación para las generaciones futuras. Para ello es necesario llevar a cabo tareas de restauración y conservación con criterios técnicos, a veces no aceptados por todos. En este trabajo se presenta la actuación realizada dentro de la provincia de Zamora en distintos monumentos, declarados Bien de Interés Cultural con categoría y cronología diversa, así como singulares ejemplos de carácter etnográfico, fiel reflejo de la conocida como arquitectura popular. Los casos elegidos son el “Puente de Sogo”, en Sogo y la “Fuente Nueva” en Carbellino de Sayago, como representaciones de los ambientes rurales, el “Campamento romano de Petavonium”, en Rosinos de Vidriales, fiel exponente de una ruina arqueológica, la iglesia de “Nuestra Señora de la Asunción”, en Villamor de los Escuderos y el “Palacio del Cordón” en Zamora, sede del Museo de Zamora, ejemplos de monumentos religioso y civil, respectivamente.</p>

Património Arquivístico: preservação de informação e construção de identidade

<p>Um dos aspectos surpreendentes desta era da informação é que os arquivos – essa informação única pertinente para qualquer povo – é o menos conhecido e o menos compreendido e, por consequência, o menos bem utilizado de todos os recursos informativos. Os arquivos constituíram sempre os instrumentos de base da administração, por consequência, eles testemunham políticas, decisões, procedimentos, funções e actividades. Em virtude do seu carácter oficial e do seu estatuto jurídico, eles representam as fontes de informação mais seguras e mais completas relativas às instituições e ao seu papel na sociedade.</p> <p>Actualmente, o alargamento das administrações públicas e de outras instituições, contribuiu não só para o crescimento exponencial da quantidade dos documentos de arquivo, como foi também acompanhado pelo desenvolvimento de novas tecnologias e da sua aplicação para criar e utilizar arquivos. Novos suportes de informação integram a herança documental, mas estas invenções criaram problemas de acesso, de conservação, de controlo material e intelectual particulares, em virtude da fragilidade de suportes. Além disso, a introdução progressiva da tecnologia electrónica obriga os arquivistas a trabalhar com o menos permanente dos suportes e transforma o modo como as instituições funcionam relativamente aos métodos de criação, de recepção, de utilização, de conservação, de orientação e de eliminação da informação dos documentos de arquivo.</p>

Castilla y León: una excelente realidad patrimonial

<p>El abundante y excelente patrimonio histórico de la Comunidad de Castilla y León se asienta en un marco geográfico singular que, a pesar de su pujanza económica actual, le caracteriza como una región de escasos recursos poblacionales y estructurales en relación a la riqueza y dispersión de su territorio.</p> <p>Ello plantea la necesidad de una peculiar estrategia en relación a la gestión del Patrimonio que proponga en términos de sostenibilidad todas las actuaciones. En este sentido, la vinculación con el rico medio natural en que se inserta, la oportunidad de constituir sistemas de vertebración territorial basados en los bienes patrimoniales relacionados entre sí aunque de distintas tipologías (materiales o inmateriales), la posibilidad de poner en valor nuevas categorías patrimoniales menos consideradas… todo ello constituye no sólo una respuesta necesaria al reto planteado sino también una fuente de grandes oportunidades para un desarrollo socio-económico del mismo territorio basado en la gestión, intervención y difusión del patrimonio histórico.</p> <p>Por otra parte, este enfoque permite sistematizar desde visiones globales e integradoras la gestión de aquellas categorías patrimoniales hasta ahora más dispersas, como la de la Arqueología o la de los bienes muebles y documentales; así como ofrecer un marco más sólido, atractivo y coherente a las tareas de mecenazgo y de formación, y las de divulgación y turística.</p>

El archivo general gestor del patrimonio documental de Castilla y León

<p>El Archivo General de Castilla y León es la institución superior de la comunidad autónoma en materia de archivos y, por tanto, la responsable de la coordinación y dirección técnica del Sistema de Archivos de Castilla y León.</p> <p>Tradicionalmente la imagen de los archivos ha estado relacionada con la investigación histórica y la erudición. Para muchos archiveros y personas de la calle, incluso para las propias administraciones públicas, continúan ligados al mundo de lo cultural, sin tener en cuenta que desde hace más de cincuenta años los archivos tienen la obligación de recoger la documentación producida por las diferentes administraciones, cuando apenas han pasado unos pocos años desde la finalización de su tramitación.</p>