RCAAP Repository
REA sobre Covid-19
Trata-se de mapeamento a produção de recursos educacionais abertos (REA) sobre Covid-19 desenvolvida por bibliotecários e bibliotecas universitárias brasileiras. Os recursos mapeados foram indexados e armazenados no Repositório REA COVID. Trata-se de pesquisa de caráter bibliográfico (quanto aos meios) e também de campo (quanto à fonte de coleta dos dados), exploratória- descritiva (quanto ao seu objetivo), e, do ponto de vista da análise dos dados e demonstração dos resultados com abordagem qualitativa. Utilizou questionário estruturado. Os resultados parciais evidenciam que durante a pandemia de Covid-19 os bibliotecários engajaram-se em iniciativas de promoção de pesquisa e recursos educacionais abertos sobre o novo coronavírus e que tem participado como coprodutores da comunidade de conhecimento na área da saúde, objetivando contribuir com o progresso científico e com o atendimento das demandas relacionadas à saúde pública.
2022-11-18T13:07:32Z
dos Santos Souza da Silva, Lucas da Silva Prudencio, Dayanne
Acessibilidade dos repositórios digitais para deficientes visuais
Pretende-se discorrer sobre a importância do movimento Open Access (Acesso Aberto) para a disponibilização da literatura acadêmica e científica, sem restrição (quando legais) de acesso, uso e disseminação, tornando-se, assim, uma ferramenta relevante para os deficientes visuais, pois o acesso livre à informação científica não representa apenas a promoção de acesso ao seu conteúdo, mas também a eliminação das barreiras que dão acesso a ele. Apresenta brevemente as origens do termo “repositórios digitais”, seus tipos e características. Tem como objetivo principal verificar a acessibilidade para deficientes visuais das páginas Web de dois repositórios institucionais da região Nordeste do Brasil: a Biblioteca Digital de Monografias da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Federal Rural do Semi-árido. Utiliza como metodologia a pesquisa bibliográfica, com levantamento de literatura que trata sobre o tema abordado em diferentes tipos de fontes, e a pesquisa exploratória, que se utilizará de observação e da análise para identificar como ocorre a acessibilidade à informação para deficientes visuais na amostra de pesquisa, buscando-se também, caso seja necessário, sugerir possíveis alterações na situação pesquisada. Para o levantamento de dados, pretende-se fazer uso da ferramenta AccessMonitor, um validador automático disponibilizado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal, que verificará a aplicação das diretrizes de acessibilidade das telas iniciais dos repositórios, levando em consideração as diretrizes de acessibilidade criadas pelo World Wide Web Consortium (W3C) e a utilização de dois dos atributos e recomendações propostos por Vechiato e Vidotti (Acessibilidade e Usabilidade) para analisar a encontrabilidade da informação em ambientes informacionais digitais. Pretende-se responder ao problema de pesquisa de como ocorre a acessibilidade informacional para os deficientes visuais nos dois repositórios institucionais pesquisados, e propor, se for o caso, caminhos para potencializar o acesso à informação pelos deficientes visuais nessas bases de dados on-line. É inegável o importante papel da Ciência Aberta, através dos repositórios digitais, em especial dos repositórios institucionais, na democratização da informação e do conhecimento científico institucional. No entanto, para que estes repositórios cumpram completamente a sua função de oferecer acesso a qualquer usuário, independentemente da sua limitação ou deficiência, eles precisam apresentar uma acessibilidade Web apropriada. O cerne de meu interesse acadêmico está em buscar formas de que a informação científica esteja ao alcance dos cidadãos com deficiência visual nesses repositórios brasileiros pesquisados. Palavras-chave: Acesso aberto; Acessibilidade Web – Repositórios institucionais; Deficientes visuais – Inclusão digital.
2022-11-18T13:07:32Z
Araujo, Aline Karoline da Silva
Os princípios FAIR mediante um olhar biblioteconômico
O trabalho trata sobre os princípios FAIR agregandos a um olhar biblioteconômico, realizando uma análise e incorporando os princípios as praticas da biblioteconômia. A pesquisa se mostra qualitativa, de natureza básica e de cunho bibliográfico exploratório. Possui como público-alvo bibliotecários e gestores de dados. Embora existam diferenças entre ambas, pode-se observar também as semelhanças, pois tanto os princípios FAIR, quanto às práticas biblioteconômicas trazem como foco a organização, acessibilidade, uso e disponibilidade adequada do dado/ informação para o pesquisador/usuário. De modo que nos princípios FAIR o findable se ocupa com que o dado seja achado, utilizando identificadores globais , tem-se nas práticas que a catalogação, classificação e a indexação também possuem o foco na localização do documento no acervo, de modo a usarem identificadores para localizarem o livro no acervo. Isto posto, tem-se que enquanto o Accessible, trata da acessibilidade do dado, se ele está são acessíveis, mesmo quando os dados não estão mais disponíveis, visto assim, perante as práticas biblioteconômicas: a catalogação, classificação e a indexação, quando se classifica, consegue-se obter um acesso ao documento. Quanto ao Interoperable, observa-se sua ligação com a indexação de forma que ambos lidam com a representação temática, de forma que, no princípio da interoperabilidade dados usam vocabulários que seguem os princípios FAIR, visto assim ambos se ocupam em obeter resultandos precisos para que haja a interligação entre as obras/ dados encontrados, nas bibliotecas e base de dados.Por fim o Reusable em consenso com a reutilização de dados, retrata nada mais que um dos processos do tratamento da informação ao se aplicar a catalogação, classificação e a indexação e organizar a informação para que ela seja usada e reusada mediante a necessidade do usuário. Portanto espera que com esse debate possa-se chegar a um maior entendimento sobre a relevância dos princípios FAIR na gestão de dados asim como trazer uma elucidação quanto a similaridade entre ambos de modo a auxiliar os profissionais da biblioteconomia e os que lidam com gestão de dados.
2022-11-18T13:07:32Z
Ana, Ana Karoline França de Menezes , Guilherme Ataíde Dias , Arthur Ferreira Campos , Virgínia Bentes Pinto
O BrCris como ferramenta de apoio à Ciência Aberta
A proposta tem como objetivo a apresentação do sistema BrCris como ferramenta de apoio à Ciência Aberta. São alvos da pesquisa a organização de informações em uma só Plataforma dos dados coletados sobre o Ecossistema da Pesquisa Brasileira, que tem como metas a construção de serviços de visualização e recuperação da informação, além da construção de interfaces de interoperabilidade entre sistemas. Os primeiros resultados da execução do Projeto já incluem o desenvolvimento da arquitetura e mapeamento de modelo de dados relacional e semântico, mapeamento das fontes de dados a serem agregadas pelo sistema, a implementação de provas de agregação dos recursos mapeados e a definição e realização de testes de serviços a serem disponibilizados. Utilizando a mesma infraestrutura da Plataforma LA Referencia, o projeto agregou os dados da Plataforma Lattes, o conjunto de dados de patentes, os dados de programas de pós-graduação da CAPES e as bases internacionais Wikidata, OpenAIRE Research Graph e DOAJ. Sequencialmente, foi criado pela Ontologia VIVO as entidades, classes e categorias dos dados indexados na proposta. Finalmente, para a sua representação/visualização, foram construídos dashboards para apresentar as estatísticas dos conjuntos de dados já carregados, bem como os gráficos para simplificação da visualização e recuperação das informações agregadas, também por meio do software VIVO.
2022-11-18T13:07:32Z
Segundo, Washington Magela Rodrigues Dias, Thiago Moreira, Tales Luiz Pinto, Adilson Santos Silva, Vivian Gomes, Josir Quoniam, Luc Matas, Lautaro Gabriel Dias, Ary Schneider, Juliana
Repositórios institucionais para preservação da memória científica
Memória científica trata da memória construída coletivamente dentro dos laboratórios de pesquisa de uma instituição ou pela comunidade acadêmica (Prado, 2018). Os repositórios institucionais (RI) são ferramentas importantes na preservação da memória científica, porém é necessário que as instituições construam e aprovem políticas de preservação e de guarda da memória produzida. As políticas de preservação digital e disponibilização da memória científica das universidades, dentro dos RI, são, de acordo com Nascimento, Queiroz e Araújo (2019, p. 56) “uma questão de elevada importância e a instituição que os abriga tem um papel crucial”. A pesquisa que está sendo realizada pretende propor uma política de preservação da memória científica produzida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, bibliográfica e documental. O corpus será analisado utilizando elementos da Análise de Conteúdo (Bardin, 2011), com categorias definidas a priori, com a constituição do corpus partindo das regras da pertinência e representatividade, consecutivamente. Por último, com base na bibliografia e documentação escolhidas, a proposta de política será elaborada. Espera-se obter subsídios para a elaboração de uma política de memória científica para a UFSC em acesso aberto, com a utilização do RI da instituição
2022-11-18T13:07:32Z
Russiano Pereira, Debora Maria de Oliveira Lucas, Elaine Rosangela
Mapeando possibilidades de convergência entre os Princípios FAIR e os estudos em encontrabilidade
Executar um bom gerenciamento de dados contribui para otimizar a recuperação e a encontrabilidade em sistemas de informação, possibilitando assim, ampliar a descoberta de conhecimento em conjuntos de dados. Os Princípios FAIR (F – Localizável, A – Acessível, I – Interoperável, R – Reutilizável) agregam subsídios para aperfeiçoar a localização, o acesso, a interoperabilidade e o reúso de dados e/ou metadados num viés sistêmico e computacional. Findability agrega subsídios para a navegação, localização, descoberta e recuperação de um objeto em meio web. Isso é ampliado com a encontrabilidade que vislumbra o sistema e o sujeito que o acessa interagindo nesse ambiente digital. Objetiva, dessa forma, mapear possibilidades de convergência entre os princípios FAIR e os estudos em encontrabilidade. Utiliza abordagem qualitativa, de natureza básica. Quanto ao objetivo, é exploratória. Conclui que a encontrabilidade e os princípios FAIR podem dialogar como meios alternativos de gestão de dados abertos, tendo os princípios FAIR operando no sistema e a encontrabilidade agregando valor à relação entre o sujeito e as funcionalidades dos ambientes informacionais.
2022-11-18T13:07:32Z
, Arthur Ferreira Campos , Ana Karoline França de Menezes , Guilherme Ataíde Dias , Marckson Roberto Ferreira de Sousa
Padrões de metadados utilizados em repositórios de objetos virtuais de aprendizagem
Os repositórios de objetos de virtuais de aprendizagem são espaços informacionais digitais importantes no processo de ensino e aprendizagem, permitindo o armazenamento, acesso, uso e compartilhamento de recursos educacionais digitais, de forma gratuita. Neste contexto, é fundamental que os repositórios adotem padrões de metadados para facilitar o acesso aos recursos por partes dos professores e alunos, seus principais usuários. Diante deste contexto, o objetivo desta proposta, é verificar os padrões de metadados utilizados por um conjunto de Repositórios de Objetos Virtuais de Aprendizagem, para descrição dos recursos educacionais digitais neles disponibilizados. Trata-se de uma pesquisa exploratória e abordagem quantitativa. Os resultados mostraram que a maioria dos repositórios pesquisados não utilizam metadados de acordo com padrões recomendados e/ou aceitos internacionalmente. Conclui-se ser fundamental que os Repositórios de Objetos Virtuais de Aprendizagem, adotem padrões internacionais de metadados na descriçao dos recursos educacionais, no intituito de facilitar o acesso, uso e compartilhamento dos recursos que disponibilizam.
2022-11-18T13:07:32Z
Silva, Edilson Leite Sousa, Marckson Roberto Ferreira de
A produção científica de acesso aberto sobre gestão de dados de pesquisa e seus indicadores de atenção e impacto
A Ciência Aberta pode ser caracterizada como um movimento colaborativo que engloba acesso aberto, educação aberta, dados científicos abertos, ferramentas e materiais científicos abertos, ciência cidadã e cadernos de pesquisa abertos (Albagli et al., 2014; Ribeiro et al., 2019). A ciência contemporânea se orienta por dados e o estudo de processos, técnicas e ferramentas que possibilitam o compartilhamento de dados de pesquisa podem contribuir para o movimento de Ciência Aberta. A presente pesquisa pretende responder: como se caracteriza o desempenho da produção científica sobre gestão de dados de pesquisa (GDP)? Portanto, objetivou-se analisar a produção científica em acesso aberto sobre gestão de dados de pesquisa, a partir de indicadores altmétricos e bibliométricos em complementaridade. Foi realizada a coleta de dados na Web of Science, considerada uma das principais e mais tradicionais bases de dados (Silva & Grácio, 2017), utilizada em trabalhos correlatos (Guimarães & Bezerra, 2019), e em pesquisas de levantamento de produções científicas em acesso aberto (Costa & Alvim, 2017; Dorneles, 2020), no período de 2017 a fevereiro de 2021, pelos termos “data science”, “data management” e “digital curation”, no campo de título. Foi utilizado o software VOSviewer para visualização de mapas bibliométricos e o sistema Altmetric para o rastreamento da atenção on-line dos artigos. Recuperaram-se 486 artigos dos quais 284 (58,43%) obtiveram menções, com um total geral de 7.533 menções distribuídas em fontes da web social. O Twitter se destacou com 7.237, reforçando os estudos de Haustein et al. (2013) e Araújo e Furnival (2016) que o indicam como a fonte mais utilizada na disseminação de pesquisas. Os países que mais disseminaram suas produções nessas fontes foram Estados Unidos, Inglaterra e Canadá com 1.741, 751 e 221 menções. E os periódicos Nature Ecology & Evolution com uma publicação mencionada 1.356 vezes, Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America com três publicações mencionadas 492 vezes e Big Data com duas pesquisas mencionadas 305 vezes. Os indicadores bibliométricos permitiram identificar que houve crescimento da produção científica e das citações no período pesquisado e, consequentemente, de seu impacto. Os países com mais publicações foram Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha com 160, 60 e 52 publicações; os autores mais produtivos, Ricardo-Adan Salas-Rueda (nove artigos), Rodrigo-David Salas-Rueda (seis) e Joern Loetsch (quatro), e os periódicos científicos, IEEE Access (15 artigos), PLOS ONE (sete) e Sensors (sete). Os resultados corroboram com a multidisciplinaridade presente na GDP (Gomes, 2019; Zhang & Eichmann-Kalwara, 2019) e o fato de ser uma temática em desenvolvimento (Guimarães & Bezerra, 2019; Zhang & Eichmann-Kalwara, 2019). O mapa de coocorrência de palavras-chave identificou que os maiores agrupamentos foram formados ao redor dos termos Data Science, data management e Big Data. Apesar de haver interesse na produção científica sobre GDP, com o aumento das citações e menções, são necessárias novas pesquisas que analisem outros indicadores dessa produção científica, com levantamento em outras bases de dados, o que permitirá maior compreensão sobre os níveis em que a GDP colabora com as práticas da Ciência Aberta.
2022-11-18T13:07:32Z
, Marília Catarina Andrade Gontijo , Raíssa Yuri Hamanaka , Ronaldo Ferreira de Araújo
Literacia científica e ciência aberta
O trabalho investigou aproximações e intersecções entre ciência aberta e a literacia científica. Para responder à pergunta de pesquisa foi realizada uma revisão sistematizada da literatura nas bases de dados Web of Science, Scopus e SciELO. Após seleção e leitura dos textos foram idendificados 06 estudos que apresentaram aproximações entre a ciência aberta a literacia científica. Tais aproximações foram identificadas com auxílio da Taxonomia da Ciência Aberta. Ao classificar os estudos de acordo com a Taxonomia foi possível confirmar que a literacia científica tem intersecções em diversos braços da ciência aberta. Destaca-se o papel das bibliotecas universitárias e bibliotecários como educadores e promotores da literacia científica no contexto da ciência aberta. Apesar deste estudo ser preliminar, é perceptível a importância da literacia científica para a promoção e consolidação da ciência aberta.
2022-11-18T13:07:32Z
, Karyn Munyk Lehmkuhl
Reflexões multidisciplinares da Ciência Aberta em vivências de discentes e docentes
O movimento em prol da Ciência Aberta (CA) abarca diferentes escolas de pensamento e diferentes iniciativas, defendendo não somente o acesso aberto às publicações e aos dados, mas também uma maior transparência no processo de pesquisa. Entretanto percebe-se uma resistência do pesquisador à adesão às práticas de CA. Este artigo sintetiza argumentos pró e contra ao movimento da CA percebidos a partir de reflexões desenvolvidas no âmbito de disciplina eletiva de curso de pós-graduação stricto sensu interdisciplinar. Os resultados da discussão realizada por discentes e docentes são apresentadas em oito categorias: reprodutibilidade, acesso aberto, dados abertos, transparência, assimetria entre setor público e privado, integridade, avaliação por pares aberta e preprints, sistema de avaliação da produção científica e políticas de Ciência Aberta. Em síntese, por um lado o uso das práticas de CA parece ter potência para revelar dilemas sobre integridade e promover a abertura de dados de pesquisa, o que pode “assombrar” pesquisadores. Por outro lado, a possibilidade de mitigar riscos à qualidade das evidências científicas, fortalecer a reprodutibilidade e a credibilidade na ciência favorece a disseminação destas práticas e de seu debate nos ambientes formativos do pesquisador contribuindo para o distensionamento ao uso de práticas de CA.
2022-11-18T13:07:32Z
Rodrigues Barreiros da Silva, Carolina Borges Oliveira, Simone Auxiliadora de Oliveira Vasconcelos, Alex Orlando Reis, Amanda Sousa Almeida, Ana Isabella Tenório Varjal de Melo, Danielle Cristina Justino Pereira, Everson Correia Katz, Letícia Maria Costa de Oliveira, Luisi Maria Santos Lisboa, Nereide Lira Nogueira de Luna, Rafaela Bastos dos Santos, Sandro Santana Oliveira de Sá, Tayana Patrícia Pires de Farias, Vanessa Veiga, Viviane
Repositório de dissertações da rede PROFCIAMB
A presente pesquisa é resultado da análise quantitativa e qualitativa, com abordagem descritiva e exploratório a fim de evidenciar a importância do repositório de acesso aberto sobre dissertações do Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para o Ensino das Ciências Ambiantais (PROFCIAMB) – ambiente virtual que promove a quebra de barreiras e a livre circulação da produção intelectual sobre o sistema e a educação ambiental no Brasil. Com os resultados obtidos, foi possível verificar a acessibilidade e usabilidade do repositório, proporciondo ao usuário maior flexbilidade de encontro a informação por meio da interoperabilidade, além de apresentar uma rede de novos saberes compostos por produtos educacionais voltados para a educação básica e para o conhecimento interdisciplinar sobre o sistema ambiental.
2022-11-18T13:07:32Z
Ferreira, Manuella Marinho Jesus, Edilza Laray de Martins, Lúcia Helena Pinheiro
Serviço de Alojamento de Revistas Científicas (SARC)
Esta proposta tem como objetivo apresentar um dos serviços que o projeto RCAAP (Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal) disponibiliza à Comunidade há mais de 10 anos. Pretende-se demonstrar o impacto do mesmo pelos registos disponibilizados pelo Portal RCAAP e na visibilidade que acarreta para as Revista Científicas alojadas, assim como para os autores que nelas publicam os seus trabalhos. O Serviço de Alojamento de Revistas Científicas (SARC) (RCAAP, n.d.) é um serviço gratuito disponibilizado pelo projeto RCAAP que tem como objetivo desenvolver a publicação online de revistas científicas em Portugal, facilitar e apoiar a sua gestão tendo por base as melhores práticas. O serviço assenta na plataforma de publicação e gestão de publicações OJS – Open Journal Systems, um sistema open source com uma ampla comunidade de utilizadores e forte impacto no domínio open access. Este serviço alinha os seus objetivos com os do projeto RCAAP que tem por missão promover, apoiar e facilitar a adoção do Acesso Aberto ao conhecimento científico em Portugal. O SARC, serviço disponibilizado em 2011 à comunidade, e que em 2021 completa 10 anos de existência, demonstra uma crescente evolução dos indicadores, quer em termos de revistas científicas aderentes ao serviço, como no número de documentos. Retrato dessa evolução, é que após um ano de disponibilização do serviço, em 2012 eram já 5 as revistas científicas agregadas e atualmente conta com 37, sendo que 10 revistas correspondem ao SARC Light[1]. A iniciativa nacional PUB IN (PUB IN, 2020) assegura desde 2020 a operação do serviço SARC. Estes números comprovam a pertinência e maturidade deste serviço no seio da comunidade científica e académica. Resultante das revistas científicas agregadas, só do serviço SARC, o Portal RCAAP agrega atualmente mais de 12 mil e 600 registos. Desdobrando os números[2] anteriormente indicados, neste serviço todos os registos encontram-se em Acesso Aberto e o idioma português é o mais representado com 83,78%dos registos. O impacto destes números efetiva-se no número de downloads (3 milhões e 900 mil)[3] ao longo de 10 anos de existência e de mais de 866 mil visualizações[4] no ano de 2020 das revistas alojadas no serviço SARC. Integrar o SARC converte-se numa forma rápida e célere de participar no projeto RCAAP e de ter acesso a ferramentas eficazes de gestão de uma revista científica, para além da visibilidade e impacto que esta integração acarreta para a produção científica dos próprios autores. [1] O SARC Light inclui o apoio inicial à parametrização das aplicações de gestão e operação das revistas científicas e o serviço de apoio (helpdesk). Designado de Light, este serviço não inclui acompanhamento e consultoria às revistas, apenas a disponibilização do software como serviço. [2] Números extraídos através da Ferramenta Validade em 22/03/2021 (http://validador.rcaap.pt/03-reports/revistas.rcaap.pt.1616410480855.html) [3] Dados extraídos das estatísticas do SARC até Fevereiro de 2021 [4] Dados extraídos do Google Analytics
2022-11-18T13:07:32Z
Truta, Raquel Costa, Susana Carvalho, José Rodrigues, Eloy
Editorial
Numa época em que o quotidiano é fortemente marcado pela comunicação, este número de Cadernos BAD publica os trabalhos apresentados na conferência que decorreu na Biblioteca Municipal da Batalha, no dia 22 de outubro de 2010, que teve como tema “As Redes Sociais e as Bibliotecas: Novos Paradigmas, Novos Leitores”. Apesar de a conferência ter decorrido em 2010, são bem atuais as questões levantadas por estas comunicações: em que medida as bibliotecas beneficiarão das Redes Sociais? Será que as redes sociais permitem às bibliotecas alcançar, facilmente e de forma eficaz, outros públicos e diferentes? Como construir a mensagem em canais como o Facebook, o Hi5 ou o Flickr? O tema foi atualizado com um texto de Paulo Leitão sobre os Wikis, onde é analisada a importância da gestão de conteúdos numa relação com os utilizadores das bibliotecas. E, porque hoje em dia um dos temas da atualidade é o papel social da biblioteca – que será também um dos temas do Congresso da BAD em outubro – partilhamos consigo uma tomada de posição da EBLIDA: Bibliotecas – Pólos Culturais de Informação e Inspiração. Do universo dos arquivos apresentamos-lhe duas faces desse universo. Uma face que nos é dada pelos profissionais diretamente envolvidos, com dois artigos que nos dão uma visão bastante completa das principais questões que se colocam à atual rede nacional de arquivos e qual o contributo da DGARQ para a consolidação e desenvolvimento dessa rede. A outra face é-nos dada pela perspetiva do utilizador, com um testemunho do jornalista Joaquim Furtado Em Louvor dos Arquivos, apresentado na Cinemateca Nacional, no dia 27 de outubro de 2011, numa sessão organizada conjuntamente pelo Centro Nacional de Cultura e pela BAD para comemorar o Dia Mundial do Património Audiovisual, proclamado pela UNESCO. A completar esta edição, uma recensão crítica sobre o último número editado pela revista «Páginas a&b», e ainda um in memoriam em que se evoca uma colega de Espinho, Beatriz Matos Fernandes, arquivista apaixonada, de quem os colegas recordam a incansável vitalidade, o entusiasmo e, sobretudo, o profissionalismo.
Apresentação da Conferência
Apresentação da Conferência "As redes sociais e as bibliotecas: Novos paradigmas, novos leitores". Batalha, Outubro 2010
A relação das crianças e dos jovens com a televisão e a internet
O quotidiano das crianças e dos jovens é hoje habitado pelos media. Ligados por diversos ecrãs ao mundo, aos amigos e à própria família, esta geração de nativos digitais desenvolveu novas formas de sociabilidade, aprendeu novos modos de receber e de partilhar informação e de comunicar. Com este artigo pretende-se refletir sobre o significado da presença dos meios de comunicação, novos e tradicionais, na vida dos mais novos. Sendo a infância e a adolescência períodos fundamentais de criação de padrões de uso e de consumo mediático, defende-se uma atenção particular aos processos de mediação e ao desenvolvimento de competências de literacia mediática do público jovem.
Impossível não estar no Facebook! O nascimento das bibliotecas portuguesas na rede social
A rede Facebook passou a dominar o palco das redes sociais e converteu-se na rede mais utilizada em todo o mundo. Em Portugal, o seu uso é exponencial, o crescimento é muito evidente e permite cada vez mais interação com os seus subscritores. O Facebook é um excelente exemplo de um serviço 2.0, implementa a maioria das características e princípios pertinentes da Web 2.0: criação de perfis pessoais públicos, escrita e leitura online, participação online, visualização e descarregamento de fotografias, criação de grupos de interesse, criação e administração de eventos, integração de blogues, partilha de media, entre muitas outras possibilidades. As bibliotecas portuguesas vão criando posição nas redes sociais, sobretudo no Facebook, com objetivos muito pragmáticos de se aproximar dos jovens e adolescentes, para obter uma proximidade maior com novos utilizadores, para uma maior visibilidade na Web, para promover atividades, dinamizar eventos, implementar novos serviços… na realidade para estabelecer mais contactos com a comunidade. A comunicação é a palavra-chave desta plataforma aberta na rede.
Webmarketing e Redes Sociais nas Bibliotecas
As Redes Sociais são cada vez mais usadas como meio de comunicação e divulgação de instituições e organizações e assumiram-se como uma importante ferramenta de Marketing. Desde o início, as Bibliotecas aderiram a esta nova ferramenta e servem-se dela para se divulgarem e chegarem aos seus utilizadores, dando-lhes a conhecer as suas potencialidades e assim tornarem-se mais conhecidas. A interação com os utilizadores é fundamental e é uma forma de os fidelizar à Biblioteca.
Diário de bordo de um Bibliotecário-Ambulante por terras e gentes de Proença-a-Nova
As andanças da Bibliomóvel e do Bibliotecário-Ambulante por terras e gentes de Proença-a-Nova, relatadas, contadas e ilustradas no blogue: http://opapalagui.blogspot.com/
Las redes sociales y las bibliotecas en España
O artigo analisa as tecnologias 2.0 aplicadas às bibliotecas espanholas até 2010. Por um lado, segue-se a trajetória teórica e, por outro, a evolução das práticas correntes, com especial atenção aos exemplos pioneiros. Analisa-se também a percentagem de bibliotecas que possuem tecnologias sociais e os tipos de aplicações 2.0 que utilizam. O exemplo da Biblioteca Nacional de Espanha merece uma menção especial.
2022-11-18T13:07:32Z
Soto Arranz, Roberto
WIKIS e bibliotecas
Uma Wiki é um sistema de gestão de conteúdos, que permite a todos produzir colaborativamente, armazenar e aceder a informação. Em teoria, todos os membros de uma dada comunidade podem adicionar conteúdo ou editar conteúdos de outros, acumulando o papel de leitores e criadores. As bibliotecas têm usado maioritariamente estas plataformas em contexto de back-office e não na cooperação com os seus públicos. Desta colaboração entre bibliotecas e/ou entre bibliotecários têm vindo a resultar wikis que se destinam à gestão de processos internos à organização, mas também na produção de serviços para o utilizador final. No entanto, existem também casos diversificados de produção de wikis que resultam da colaboração entre estas e os seus públicos. A existência desta ferramenta simples e flexível aconselha à sua utilização pelas bibliotecas, mas exige, por um lado, a mudança de paradigma na perceção sobre o papel dos seus utilizadores e, por outro, a clara definição de uma estratégia consequente de implementação e gestão.