RCAAP Repository
Ourivesaria baiana colonial: os ourives e suas obras
<p>No Brasil Colonial, a ourivesaria e a prataria começaram à sombra de artífices vindos de Portugal. Suas origens traziam as bases estéticas de sua arte e os seus arraigados sistemas artesanais, pois, desde o século XII sabemos que a Metrópole trabalhava a prata.</p> <p>As primeiras peças de prata, de que se tem conhecimento no Brasil, são as pedidas nas Cartas Avulsas dos Jesuítas (1550/1568). Em 1561, o primeiro Bispo, D. Pero Fernandes Sardinha, teve o cuidado de trazer “ornamentos, sinos, peças de prata e outras alfaias do Serviço da Igreja e todo o mais conveniente ao serviço do culto divino”. Ainda através das Cartas Avulsas dos Jesuítas sabemos que, por volta de 1568, um devoto ourives, chegado de Portugal, tomou o encargo de fazer para os Padres da Companhia dos Jesuítas, uma custódia coberta de jóias e cadeias de ouro, que os devotos quiseram oferecer “trabalho que parecia melhor que em alguns Mosteiros de Lisboa”.</p>
Joaquim Machado de Castro e os Monumentos Reais para o Rio de Janeiro
<p>O tema da presente comunicação insere-se no período de estadia da Corte portuguesa no Rio de Janeiro. Dando expressão à vontade manifestada pelos habitantes da cidade, o Governo lançou um concurso de ideias destinado à edificação de um monumento que consagrasse a chegada da família real às terras de Santa Cruz em 1808.</p> <p>Neste contexto seria consultado o escultor régio Joaquim Machado de Castro que apresentaria o projecto que procuraremos em seguida analisar. Conhecem-se outras propostas, nomeadamente o da autoria do arquitecto José da Costa e Silva. O Governo português lançaria em 1810 um concurso em Londres com a mesma finalidade, inicialmente apenas aberto aos escultores da Royal Academy, internacionalizando a procura, aspecto original que mais valoriza o processo em análise.</p>
2015
Miguel Figueira de Faria
Entalhadores bracarenses e lisboetas em Minas Gerais setecentista
<p>No ano de 1790, o segundo vereador da Câmara da cidade de Mariana, o capitão Joaquim José da Silva, cumprindo Ordem Régia de D. Maria I elaborou uma crônica sobre a situação das artes na antiga Capitania das Minas Gerais, com ênfase na arquitetura e escultura.</p> <p>Fonte primária de referência obrigatória, este utilíssimo documento, utilizado por gerações sucessivas de pesquisadoras desde meados do século XIX, pode ainda revelar surpresas, quando questionado sob enfoques diferentes dos habitualmente seguidos pela historiografia da arte no Brasil. Por exemplo, apesar do destaque dado à figura do artista mestiço Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, fato registrado em prosa e verso por todos que utilizaram o documento, é provável que se trate do único, entre vários nomes de arquitetos e artistas mencionados no texto, efetivamente nascido no Brasil. Os demais, em esmagadora maioria, são de origem portuguesa, incluindo engenheiros militares como José Fernandes Pinto Alpoim e Pedro Gomes Chaves, mestres de obras, como Manoel Francisco Lisboa e José Pereira dos Santos e entalhadores, entre os quais José Coelho de Noronha e Francisco Xavier de Brito são também citados como escultores.</p>
2015
Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira
As fronteiras do ultramar: engenheiros, matemáticos, naturalistas e artistas na Amazônia, 1750-1820
<p>Neste trabalho não tratarei da Arte no sentido estrito, e sim de imagens. Mais precisamente, de imagens de um território – a Amazônia – elaboradas numa época em que arte, ciência e técnica ainda não haviam sido formalmente separadas: o século XVIII. Nesse sentido, não lidamos com artistas tal como estes se afiguram no século XIX, e sim com artífices do traço e da cor.</p>
O mosteiro de Pombeiro e as igrejas do seu padroado: mobilidade de equipas de pintura mural
<p>Um conjunto de pinturas murais do século XVI existentes no Norte de Portugal evidenciam paralelos estilísticos entre si. Assim acontece entre as várias intervenções de pintura em Santa Marinha de Vila Marim/Vila Real, São Martinho de Penacova/Felgueiras, S. Mamede de Vilaverde/Felgueiras, capela funerária anexa a S. Dinis de Vila Real e Santa Maria de Pombeiro/Felgueiras.</p>
A capela da Confraria do Santíssimo Sacramento da Matriz de Viana do Castelo. Os artistas e o programa decorativo
<p>Na margem direita do rio Lima, junto à foz, fixou-se uma comunidade marítima, constituída na sua essência por pescadores e mercadores. O posicionamento geográfico privilegiado desta Póvoa marítima e a existência de uma rede de comunicações terrestres e fluviais ajudavam a sustentar e fomentar a actividade mercantil. Um porto de mar permitia, por seu turno, o escoamento dos produtos agrícolas provenientes do interior que eram enviados para a Galiza e para o resto do país. Estes produtos agrícolas complementam- se com o pescado, o sal, a cerâmica e os tecidos, comercializados nas feiras de Ponte de Lima, Lindoso, Barcelos e Braga. A rede dos almocreves era extensa, chegava a Trás-os-Montes e a Castela. A esta comunidade marítima, conhecida por São Salvador do Adro, será outorgado o primeiro foral em 1258 por D. Afonso III.</p>
José da Costa e Silva. Um arquitecto português em terras brasileiras
<p>O arquitecto José da Costa e Silva nasce na Vila de Povos, próximo de Lisboa, a 25 de Julho de 1747 e, em 1769, por ordem de D. José, parte para Bolonha (Itália) na companhia de João Ângelo Brunelli, com quem, em Portugal, iniciara a sua formação; levava na bagagem, como exigência real, a obrigatoriedade de se dedicar exclusivamente ao estudo da arquitectura civil.</p> <p>Brunelli era conhecido como sendo um dos matemáticos e astrónomos mais reputados do seu tempo; clérigo secular e professor na cidade bolonhesa, foi um dos cientistas que D. João V chamou a Portugal, a fim de integrar a expedição que também englobava Landi e se destinava a mostrar graficamente a delimitação das fronteiras do Brasil, com destaque para as nordestinas.</p>
A Madeira e a mobilidade no Mundo de Expressão Portuguesa de Artistas e Artífices.
<p>A ilha da Madeira foi o primeiro passo da constituição do vasto espaço da Expressão Portuguesa e, especialmente com o Brasil, veio a constituir um diálogo privilegiado no campo da mobilidade de artistas e artífices. Dada a sua posição estratégica no quadro do Atlântico, constituiu-se assim como um ponto de passagem quase obrigatório para todo o trânsito marítimo ao longo dos séculos XVI a XIX, que uniu a Europa ao Novo Mundo. Graças às possibilidades actuais dos meios de informação e das várias experiências em curso de constituição de redes, pensamos que seria de todo o interesse a constituição de uma base de dados alargada, iconográfica e documental, que permitisse não só reconstituir o percurso em ambos os sentidos dos vários artistas e artífices pelo vasto mundo de Expressão Portuguesa, como até dos materiais e das formas de expressão vinculadas pelos mesmos. É assim com o apoio de uma base de dados informática que fazemos esta nossa apresentação.</p>
Artistas e artífices da Catedral de Salvador, antiga igreja dos Jesuítas na Bahia
<p>Essa comunicação concentra-se na Catedral de Salvador, antiga igreja dos Jesuítas na Bahia. Apoiando-se na análise formal do monumento e utilizando as informações históricas fornecidas, em grande parte, pela documentação levantada pelo padre Serafim Leite, os seus objetivos são propor uma cronologia para a obra ornamental da igreja e ampliar a discussão sobre os artistas e artífices nela envolvidos.</p>
Diogo de Castilho e João de Ruão: uma parceria invulgar no traçado do Mosteiro de S. Salvador da Serra (Serra do Pilar)
<p>O presente texto trata do Mosteiro de S. Salvador da Serra (ou Mosteiro da Serra do Pilar, como é mais conhecido) com base num estudo monográfico realizado no âmbito de umas provas académicas. O aspecto que agora se foca prende-se com o projecto inicial dos edifícios monásticos, que naquele trabalho anterior se atribuiu a um arquitecto e a um escultor. Aqui se procurará agora explorá-lo enquanto resultado da acção conjunta destes dois agentes no seio de um ambiente artístico marcado pela adesão progressiva ao sistema arquitectural clássico.</p>
João António Bellini de Pádua: a mobilidade de um escultor italiano em Portugal no século XVIII – parcerias artísticas e encomendadores
<p>Constitui-se como objectivo principal deste texto desenvolver uma aproximação eficaz à figura de João António Bellini de Pádua, escultor e arquitecto italiano com actividade conhecida em Portugal entre 1725 e 1748. Essencialmente reconhecido como escultor, a verdade é que o próprio Bellini se auto-intitula escultor e arquitecto, numa obra de sua autoria – a Descripçam da Engenhosa Maquina em que para a Memoria dos Seculos se Colloca a Marmorea Estatua do sempre Magnifico Rei e Senhor Nosso D. João V – impressa em Lisboa no ano de 1737 e como tal é igualmente referido no documento comprovativo do pagamento de um retábulo (para a Quinta de Santa Bárbara, nas proximidades de Constância), datado de 18 de Setembro de 1740. Com efeito, uma observação mais atenta da globalidade da sua obra, permite aceitar com facilidade esta dupla formação e eventual actividade por parte de João António Bellini – não só a sua obra estritamente escultórica se articula e interage de forma eficaz com a envolvente arquitectónica (como o gosto e a maneira barroca reclamam) mas também algumas das suas peças (como a sua intervenção nos retábulos da igreja conventual do Louriçal ou da actual igreja paroquial de S. Bartolomeu de Lisboa) evidenciam uma concepção simultaneamente arquitectónica e escultórica, revelando um claro domínio de ambas as linguagens por parte do artista paduano.</p>
2015
Teresa Leonor M. Vale
António e Nicolau Vieira, dois pintores maneiristas de Lamego na diáspora ibero-americana
<p>O principal artista a quem esta comunicação é dedicada, António Vieira, nasceu em Lamego em 1590 e aí faleceu, pobre, em 1642. Filho de um mercador de origem cristãnova e, por essa razão, muito estigmatizado devido à sua linhagem familiar de sangue judaizante, foi um discreto pintor beirão das modalidades de óleo, têmpera e dourado com regular actividade ao serviço do mercado religioso das terras da Beira Alta 1. Sabemos que, tal como sua mulher, foi preso, por duas vezes, pelo tribunal do Santo Ofício nos cárceres da Inquisição de Coimbra.</p>
A Real Companhia Velha. Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro
<p style="text-align: left;">Este estudo pretende servir de guia e fornecer uma orientação para todos quantos queiram conhecer a gigantesca construção que dá pelo nome de Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. Embora não ignorando a vasta bibliografia sobre o Alto Douro e mesmo sobre alguns aspetos da Companhia, esta História da Real Companhia Velha baseou-se fundamentalmente na vastíssima legislação produzida entre 1756-1852, grande parte inédita, e nos fundos manuscritos que integram o Arquivo da Companhia, por nós inventariado. Desprezámos intencionalmente o enquadramento estrutural e conjuntural da economia portuguesa, facilmente detetável nas histórias gerais de Portugal e noutros trabalhos de índole económica, procurando antes captar, baseados em fontes inéditas, a vida da Instituição, de forma a percebermos de que forma estava organizada a Companhia, como é que funcionava, Como era governada e por quem, que serviços prestou ao Estado e à causa pública, que relações manteve com o Estado, e de que forma evoluíram os seus negócios.</p>
2012
Fernando de Sousa Francisco Ribeiro da Silva Maria da Conceição Meireles Pereira Diogo Ferreira Francisco Vieira Paula Barros Paulo Amorim Ricardo Rocha
O Património Cultural da Real Companhia Velha
<p style="text-align: left;">Trata-se de um inventário dos fundos documentais da Real Companhia Velha a partir de 1960, não contemplados no trabalho <em>O Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (Real Companhia Velha)</em>, bem como de outras fontes da mesma Empresa que foram surgindo, quer nas suas instalações, quer provenientes da Casa da Régua, entretanto vendida ao Estado pela Companhia, e de empresas de vinho do Porto (algumas vindas do século XIX) que, no século XX, foram absorvidas ou adquiridas pela Real Companhia Velha. Foram igualmente inventariadas centenas de documentos impressos, tais como diplomas de legislação régia, listas de acionistas, relatórios da administração e direção, editais da Real Companhia Velha, etc.; centenas de fotografias dos séculos XIX e XX, relativas ao Alto Douro e à Real Companhia Velha; rótulos de marcas de vinhos dos séculos XIX e XX; carimbos, xilogravuras e zincogravuras do Alto Douro e das referidas empresas, dos séculos XIX e XX; cartas, mapas e plantas de armazéns e instalações das referidas empresas.</p>
2012
Fernando de Sousa Francisco Vieira Paula Barros Paulo Amorim Diogo Ferreira Paula Santos Ricardo Rocha
Félix Pereira de Magalhães. Um político do liberalismo português (1794-1878)
<p>Esta obra, que integra a coleção Parlamento, da Assembleia da República, dá a conhecer a vida e obra de Félix Pereira de Magalhães, personalidade maior da política portuguesa do século XIX, que foi secretário da Companhia do Alto Douro e secretário-geral da prefeitura das Ilhas dos Açores, antes de iniciar uma fulgurante carreira política, como senador, deputado, par do Reino e ministro. Desempenhou ainda vários e importantes cargos públicos, nomeadamente na Comissão Administrativa da Misericórdia de Lisboa e Hospital de São José, na Companhia dos Canais da Azambuja, na direção da Caixa Económica de Lisboa e na direção do Banco de Portugal, tendo sido o primeiro presidente da direção desta Instituição.</p> <p><strong>Nota:</strong><span style="background-color: #ececec; font-size: 12.8000001907349px;"> </span><em>Por questões de direitos de publicação, apenas disponiblizamos as primeiras páginas da obra, que pode ser adquirida em livrarias ou consultada na Biblioteca do CEPESE.</em></p>
2012
Fernando de Sousa
Desafios da Democratização no Mundo Global
<p>O final da Guerra Fria e a desagregação do bloco de leste permitiram mudanças de fundo no cenário europeu e mundial. Novos Estados emergiram, as duas Alemanhas unificaram-se, o mapa Europeu e mundial foi redesenhado. Os desafios inerentes aos processos de transição são muitos e complexos. Oportunidades e limitações têm estado lado a lado nos processos de democratização global. Esta obra visa, através da análise de questões fundamentais da democratização, num contexto de globalização, lançar novas ideias, questionar velhos debates e analisar os diferentes modelos de democratização no mundo atual, contando para tal com a colaboração de reputados especialistas, nacionais e internacionais.</p>
2012
Fernando de Sousa Maria Raquel Freire Isabel Babo Lança Teresa Cierco Pedro Mendes Guilherme de Oliveira Martins Andrew Wiliams Nuno Valério Maria do Céu Pinto Eunsook Chung Michael Merlingen Michael Merlingen
The EU and the democratisation of policing ln countries ln transition: the case of BIH
<p>Neste artigo focámos um tema que tem sido pouco ou nada abordado pelos estudantes da democratização: os esforços multilaterais para melhorar o policiamento nacional. Começamos com a identificação de dois objectivos distintos da assistência internacional neste contexto e expomos a ligação conceptual entre reforma policial e consolidação democrática. Em seguida, descrevemos a organização e capacidade das missões de polícia internacionais no âmbito da UE, antes de analisarmos o caso concreto da Bósnia-Herzegovina. Após descrevermos a trajectória da democratização pós-conflito no país, analisamos a estrutura, organização e poderes da missão de polícia da UE bem como as suas prioridades estratégicas e programas através dos quais são implementadas. Na penúltima secção avaliamos os programas de reforma da UE quanto à sua contribuição para a democratização das forças policiais na Bósnia-Herzegovina. Terminamos com a enumeração dos sucessos iniciais da missão da UE na promoção da eficácia policial e do seu objectivo mais amplo de consolidação democrática no país, identificando os desafios que permanecem em aberto.</p>
2015
Michael Merlingen Rasa Ostrauskaite
A política de refugiados e a conjuntura internacional
<p>A política adoptada pelo Ocidente em relação aos refugiados pode ser dividida em dois períodos fundamentais: durante a Guerra Fria e pós Guerra Fria. Cada um destes momentos é analisado tendo em conta o contexto mundial e o contexto europeu, onde se particulariza os refugiados vindos de Leste. No primeiro período, por razões políticas e ideológicas, os refugiados eram bem recebidos e acolhidos no Ocidente, sobretudo se vinham de Estados sob influência soviética. No segundo período, surge um novo contexto geopolítico e novas possibilidades de cooperação, no entanto, surgiram também novos conflitos fundados em questões étnicas e ideológicas que deram origem a novos fluxos de refugiados. Nesta fase, estes fluxos que se dirigiram essencialmente para os países desenvolvidos, foram fortemente limitados pelas políticas restritivas adoptadas que visavam dissuadir os requerentes de asilo. A política em relação aos refugiados é condicionada por questões de política interna (conjuntura económica, política e social) e de política externa (relações internacionais), onde a defesa do interesse nacional assume a prioridade absoluta.</p>
2015
Teresa Cierco
El Censo Guía de Archivos de España e Iberoamérica: una herramienta de difusión del Patrimonio Documental Hispánico.
<p>Los manuales españoles de Archivística que circulaban en la última década el siglo XX solían dedicar alguno de sus capítulos a exponer la situación de la informatización de los archivos, concluyendo normalmente con un pequeño tirón de orejas a unos archiveros que habían ido, en ese aspecto, a la zaga de otros profesionales (en especial atendiendo a lo ocurrido en las bibliotecas), pero advertían ya un cambio en la tendencia y auguraban, como así ha sido, un imparable avance de las nuevas tecnologías en el quehacer archivístico.</p> <p>En la actualidad cada vez es mayor la literatura archivística dedicada a estudios de diferente carácter sobre la aplicación de las nuevas tecnologías, vistas bien como herramientas en las que el profesional de los archivos debe apoyarse en sus tareas diarias, bien como elemento perturbador de la práctica tradicional archivística al provocar la aparición de un nuevo tipo de documento, el documento electrónico, en un soporte nuevo, más volátil e inasible que el papel, y al que el archivero debe dar respuesta en un futuro incierto pero muy cercano.</p>
O Imigrante e a Historiadora
<p>Antônio Dias Leite , filho , nasceu em 20 de junho de 1 870, na freguesia de Lordello do Ouro, pertencente ao Conselho e Distrito da Cidade do Porto.</p> <p>Sua mãe, Maria Gonçalves da Silva, nasceu nas vizinhanças do Porto, numa pequena aldeia de pescadores chamada Terra da Feira, próxima do atual balneário elegante do Espinho.Sern acesso à educação ou possibilidade de trabalho compensador, partiu para a grande cidade em busca de emprego.</p> <p>Os esforços industrializantes do norte de Portugal, no último quartel do século XIX, baseavam-se num processo de substituição de importações, s obretudo de b e n s de c o nsumo ime diato . A fi ação e a t e c elagem caracterizaram este período inicial A matéria prima era obtida localmente , urna vez que a região possuía um rebanho considerável de gado lanígero, que supria desse insurno, a preços favoráveis, as rnanufaturas locais. Quanto à mão-de-obra, tendo em conta a pequena qualificação exigida, utilizava-se predominantemente mulheres e crianças, que aceitavam salários inferiores aos dos trabalhadores adultos.</p>
2015
Ismênia de Lima Martins