RCAAP Repository
Influência de paradigmas temporais em testes de processamento temporal auditivo
TEMA: processamento temporal auditivo. OBJETIVO: comparar o desempenho de crianças, em testes de processamento temporal auditivo de acordo com diferentes paradigmas temporais como intervalo inter-estímulos, duração do estímulo e tipo de tarefa solicitada (discriminação ou ordenação). MÉTODO: foram avaliadas 27 crianças de 9 a 12 anos. Para analisar o efeito de cada variável temporal, foi desenvolvida e aplicada uma adaptação do teste americano "Repetition Test", contendo quatro testes de discriminação e de ordenação de frequência, e quatro testes de discriminação e de ordenação de duração. Para investigar a variável "tipo de tarefa solicitada", foram elaborados testes envolvendo discriminação e ordenação de frequência e discriminação e ordenação de duração. Para investigar a variável "duração do estímulo", foram elaborados testes de discriminação e ordenação de freqüência com estímulos de 200ms e 100ms e testes de discriminação e ordenação de duração com estímulos de 200/400ms e 300/600ms. Para investigar a variável "intervalo inter-estímulos", foram elaborados testes com intervalos inter-estímulos variáveis aleatoriamente entre 50ms e 250ms. RESULTADOS: em relação à variável intervalo inter-estímulos, não houve diferença estatisticamente significante entre a média de acertos quando os intervalos variavam de 50 a 250 ms, em todos os testes realizados; em relação à duração do estímulo, o grupo apresentou pior desempenho para estímulos com menor duração (100ms) em comparação com estímulos maiores, mas apenas nos testes envolvendo freqüência; em relação à ordem solicitada, o grupo apresentou pior desempenho nas tarefas de ordenação, se comparada com discriminação. CONCLUSÃO: variáveis temporais como duração do estímulo e tipo de ordem solicitada (discriminação e ordenação) podem interferir no desempenho de crianças em testes de processamento temporal auditivo.
2007
Murphy,Cristina Ferraz Borges Schochat,Eliane
Programa de triagem auditiva neonatal: associação entre perda auditiva e fatores de risco
TEMA: perda auditiva em neonatos. OBJETIVOS: verificar a prevalência de alterações auditivas em neonatos do Hospital São Paulo, observando se há correlação com as variáveis: peso de nascimento, idade gestacional, relação peso e idade gestacional e fatores de risco para deficiência auditiva. MÉTODO: realizou-se uma análise retrospectiva dos prontuários de 1696 recém nascidos, sendo 648 nascidos pré-termo e 1048 a termo. Todas as crianças foram submetidas à avaliação audiológica constituída por pesquisa das emissões otoacústicas transientes e do reflexo cocleopalpebral e medidas de imitância acústica, estabelecendo-se o diagnóstico do tipo e grau de perda. RESULTADOS: a perda auditiva neurossensorial foi identificada em 0,82% das crianças nascidas a termo, e 3,1% das crianças pré-termo (com diferença estatisticamente significante). A perda auditiva condutiva foi a mais freqüente nas duas populações sendo observada em 14,6% das crianças nascidas a termo e 16,3% das crianças pré-termo. Houve suspeita de alterações do sistema auditivo central em 5,8% das crianças pré-termo e 3,3% das crianças a termo. Na população de crianças nascidas a termo, houve correlação significante entre falha na triagem auditiva e os riscos antecedente familiar e síndrome, sendo 37 vezes maior a chance de uma criança com síndrome falhar na triagem e sete vezes maior a chance de falhar na orelha direita quando esta tiver antecedente familiar de perda auditiva. Quanto menor a idade gestacional (< 30 semanas) e o peso ao nascimento (< 1500g), três vezes mais chance de falhar na triagem auditiva. CONCLUSÕES: houve maior ocorrência de perda auditiva nas crianças pré-termo de UTI neonatal. A idade gestacional e o peso de nascimento foram variáveis importantes relacionadas na probabilidade de falha na triagem auditiva. Houve correlação entre o fator de risco síndrome e a perda auditiva neurossensorial em crianças nascidas a termo.
2007
Pereira,Priscila Karla Santana Martins,Adriana de Souza Vieira,Márcia Ribeiro Azevedo,Marisa Frasson de
Relação entre grau de severidade de disfunção temporomandibular e a voz
TEMA: a disfunção temporomandibular é uma das desordens mais complexas do organismo capaz de desencadear alterações nos movimentos mandibulares que provocam prejuízos tanto na articulação da fala como na qualidade da voz. Na literatura a relação entre o grau de severidade da sintomatologia desta disfunção e a influência desta na produção vocal tem sido pouco estudada. OBJETIVO: verificar a relação entre o grau de severidade de sintomatologia da disfunção temporomandibular com a produção vocal. MÉTODO: participaram deste estudo 24 sujeitos, do gênero feminino, com idade variando entre 16 e 56 anos que foram submetidos à aplicação do questionário de índice anamnésico Fonseca et al. (1994), a exame odontológico, exame otorrinolaringológico e avaliação audiológica. Posteriormente os 24 sujeitos da pesquisa foram submetidos à gravação da voz, em gravador digital para posterior análise perceptivo-auditiva dos parâmetros da voz como: tipo vocal, ressonância, qualidade da emissão, pitch e loudness, e para análise dos parâmetros acústicos da espectrografia de banda larga, banda estreita e dos parâmetros acústicos por meio do Multi Dimensional Voice Program (MDVP) da Key Elementrics Real Time. RESULTADOS: verificou-se que de todos os parâmetros da avaliação perceptivo-auditiva da voz o grau de sintomatologia severo apresentou significância estatística para diminuição da loudness (p = 0,013). A qualidade vocal rouca foi a que mais apareceu nos sujeitos com grau leve e severo, seguida pela soprosa. Na espectrografia de banda larga houve significância estatística para o aumento da anti-ressonância (p = 0,013) no grau severo de disfunção temporomandibular. CONCLUSÃO: verificou-se que o grau de severidade ocasiona diminuição da loudness, aumento de ruído e alteração na ressonância da voz interferindo na qualidade vocal desses sujeitos.
2007
Silva,Ana Maria Toniolo da Morisso,Marcela Forgiarini Cielo,Carla Aparecida
Desempenho de adultos brasileiros normais na prova semântica: efeito da escolaridade
TEMA: nas modernas visões sobre as bases neuropsicobiológicas da linguagem, aceita-se seu funcionamento em estreita relação com sistemas de suporte, como atenção e memória. A memória semântica constitui a base do conhecimento, comunicação e aprendizado. O conhecimento semântico se consolida com a exposição a informações e a possibilidade de integração dessas informações. Assim sendo, a idade e a escolaridade podem estar associadas ao conhecimento semântico. OBJETIVO: analisar a interferência do nível de escolaridade no desempenho, de adultos brasileiros normais, na prova semântica. MÉTODO: cinqüenta e seis brasileiros normais, vinte do sexo masculino, trinta e seis do feminino, com faixa etária variando entre vinte e sessenta e cinco anos, e escolaridade entre um e vinte anos, foram divididos em dois grupos, de acordo com o nível de escolaridade. O Grupo 1 (N = 31) com um a oito anos de escolaridade; e o Grupo 2 (N = 25) com escolaridade acima de oito anos. A prova semântica consistiu em apresentar questões, em relação a dez figuras, sobre categoria, traço físico, e função, e após as questões solicitar a nomeação dessas figuras. Resultados: o nível de escolaridade influenciou o desempenho dos sujeitos. Houve diferença entre os Grupos em julgamento de traços semânticos e na nomeação, onde o Grupo 2 obteve os melhores escores na maioria das provas. As questões negativas foram as que apresentaram o maior número de erros. A partir da análise qualitativa das respostas na nomeação observou-se que as figuras de seres animados foram as que mais apresentaram respostas desviantes, com maior ocorrência de substituições por itens coordenados. CONCLUSÃO: foi possível observar que o menor nível de escolaridade influenciou o desempenho negativamente, em tarefas de conhecimento semântico, em ambos julgamento de traços e nomeação, particularmente na categoria animados.
2007
Machado,Olivia Correia,Sheilla de Medeiros Mansur,Letícia Lessa
Implante coclear: audição e linguagem em crianças deficientes auditivas pré-linguais
TEMA: implante coclear em crianças, percepção de fala e linguagem oral, desempenho de audição e de linguagem oral em crianças com deficiência auditiva neurossensorial profunda pré-lingual usuárias de implante coclear. OBJETIVO: estudar o desempenho de audição e de linguagem oral de crianças portadoras de deficiência auditiva neurossensorial profunda bilateral pré-lingual, usuárias de implante coclear multicanal, quanto aos seguintes aspectos: idade da criança na época da realização da pesquisa, tempo de privação sensorial auditiva, tempo de uso do implante coclear, tipo de implante coclear, estratégia de codificação de fala utilizada, grau de permeabilidade da família no processo terapêutico e estilo cognitivo da criança. MÉTODO: as 60 crianças estudadas foram avaliadas quanto às categorias de audição e de linguagem. Todas as variáveis foram analisadas estatisticamente. Os aspectos psicossociais, considerando o estilo cognitivo da criança e o grau de permeabilidade da família também foram variáveis investigadas. Resultados: quanto ao desempenho de audição e de linguagem com o uso do implante coclear, as categorias auditivas intermediárias e avançadas foram alcançadas por mais da metade do grupo de crianças. Os aspectos estatisticamente significantes no desempenho de audição e de linguagem oral foram: a idade da criança na avaliação, o tempo de privação sensorial auditiva, o tempo de uso do implante coclear, o tipo de implante, a estratégia de codificação dos sons da fala e a permeabilidade da família. CONCLUSÃO: o implante coclear como tratamento de crianças com deficiência auditiva neurossensorial pré-lingual é altamente efetivo, embora complexo pela interação de variáveis que interferem no desempenho da criança implantada, desafiando novos estudos na compreensão da complexidade da implantação em crianças pequenas.
2007
Moret,Adriane Lima Mortari Bevilacqua,Maria Cecilia Costa,Orozimbo Alves
Aspectos indicativos de envelhecimento facial precoce em respiradores orais adultos
TEMA: envelhecimento facial precoce em respiradores orais adultos. OBJETIVO: verificar a presença de aspectos indicativos de envelhecimento facial precoce e caracterizar morfometricamente as medidas da projeção do sulco nasogeniano ao tragus e da largura facial (distância entre os bucinadores) em respiradores orais e nasais adultos. MÉTODO: foi realizada, em 60 indivíduos, observação de aspectos indicativos de envelhecimento facial precoce (presença de olheiras, rugas embaixo dos olhos, rugas mentuais e sulco mentual). Em seguida, foram tomadas medidas da projeção do sulco nasogeniano ao tragus e da largura facial (distância entre os bucinadores) utilizando-se paquímetro eletrônico digital. Posteriormente, os voluntários foram submetidos às avaliações fonoaudiológica (anamnese e avaliação miofuncional orofacial) e otorrinolaringológica (anamnese, avaliação clínica e exame de videonasofaringolaringoscopia) para diagnóstico da respiração oral. Após os dados obtidos serem caracterizados com a utilização de técnicas de estatística descritiva, aplicou-se os testes de aderência de Kolmogorov-Smirnov e Shapiro-Wilk e os testes de hipótese Qui-quadrado, Mann-Withney e o teste T de Student para variáveis independentes. As diferenças foram consideradas significativas para valores de p menores que 0,05 e o erro beta admitido foi de 0,1. RESULTADOS: a amostra foi composta apenas por voluntários do sexo feminino. Verificou-se, no grupo teste (respiradores orais), média de idade de 22,04 ± 2,25 anos e, no grupo controle (respiradores nasais), 21,94 ± 2,03 anos. Observou-se, no grupo de respiradores orais, um percentual mais elevado da presença de aspectos indicativos de envelhecimento facial precoce quando comparado aos respiradores nasais, bem como maiores diferenças entre as projeções dos sulcos nasogenianos nas hemifaces direita e esquerda. Entretanto, foram observados maiores valores de largura facial nos respiradores nasais, configurando faces discretamente mais alargadas na região das bochechas. CONCLUSÃO: no presente estudo foram observados maiores indícios de envelhecimento facial precoce no grupo de respiradores orais.
2007
Oliveira,Aline Cabral de Anjos,César Antônio Lira dos Silva,Érika Henriques de Araújo Alves da Menezes,Pedro de Lemos
Memória de trabalho, consciência fonológica e hipótese de escrita
TEMA: memória de trabalho, consciência fonológica e hipótese de escrita. OBJETIVO: verificar a relação entre a memória de trabalho, a consciência fonológica e a hipótese de escrita em alunos de pré-escola e primeira série. MÉTODO: a amostra foi composta de 90 alunos da rede estadual de ensino que apresentavam desenvolvimento lingüístico típico. Destes, 40 alunos eram da pré-escola, com idade média de seis anos e cinco meses, e 50 eram da primeira série, com idade média de sete anos e dois meses. A amostra selecionada foi submetida à avaliação das habilidades de memória de trabalho com base no Modelo de Memória de Trabalho de Baddeley (2000), envolvendo o componente fonológico. O componente fonológico foi avaliado através do subteste cinco, Memória Seqüencial Auditiva, do Teste Illinois de Habilidades Psicolinguísticas (ITPA), adaptação brasileira realizada por Bogossian e Santos (1977), e da Prova de Repetição de Palavras sem Significado, elaborado por Kessler (1997). As habilidades de consciência fonológica foram estudadas a partir do teste Consciência Fonológica: Instrumento de Avaliação Seqüencial (CONFIAS), elaborado por Moojen et al. (2003), considerando tarefas de consciência silábica e fonêmica. A escrita foi caracterizada conforme a proposta de Ferreiro e Teberosky (1999). RESULTADOS: os pré-escolares apresentaram capacidade de repetir seqüências de 4,80 dígitos e 4,30 sílabas; em consciência fonológica, o desempenho em nível de sílabas foi de 19,68 e 8,58, em nível de fonemas; e hipótese de escrita pré-silábica, em sua maioria. Os alunos de primeira série repetiram, em média, seqüências de 5,06 dígitos e 4,56 sílabas, apresentaram desempenho de 31,32, em consciência fonológica em nível de sílabas, e 16,18, em nível de fonemas; e hipótese alfabética de escrita. CONCLUSÃO: o desempenho em memória de trabalho, consciência fonológica e nível de escrita se inter-relacionam, bem como estão relacionados com a idade cronológica, a maturidade e a escolaridade.
2007
Gindri,Gigiane Keske-Soares,Márcia Mota,Helena Bolli
Realimentação auditiva atrasada e tratamento de gagueira: evidências a serem consideradas
TEMA: a realimentação auditiva atrasada (RAA) é ao que parece, uma técnica que tem sido utilizada no tratamento da gagueira com bons resultados. Muitos aparelhos de RAA são comercializados. No entanto, nem todas as pessoas que gaguejam experimentam melhora na fluência da fala ao utilizar a RAA e quando os efeitos são positivos observam-se diferenças consideráveis em relação ao grau e às condições em que a melhora na fala ocorreu. Neste sentido, a decisão de utilizar ou não a RAA no tratamento de um cliente nem sempre é óbvia. OBJETIVO: o presente artigo se propõe a discutir e ilustrar fatores a serem considerados, no que se refere à utilização da RAA em terapia individual, com base em uma revisão de literatura. Quatro tipos de fatores são apresentados: fatores inerentes ao cliente, tais como sexo, idade, severidade de gagueira, tipologia da disfluência, origem da gagueira e tipo biológico; fatores externos ao cliente, como o tempo de retorno da informação auditiva, intensidade, modo de apresentação, modalidade e situação de fala; possíveis efeitos colaterais como redução da velocidade de fala, aumento da freqüência fundamental e da intensidade vocal, prolongamento de vogais e um possível efeito na naturalidade fala; outros fatores como questões estéticas, questões financeiras e duração do efeito na fala. CONCLUSÃO: a revisão aponta a influência de fatores múltiplos, mas com os dados existentes é difícil predizer se o indivíduo será ou não beneficiado pelo uso da RAA. Em suma, além das evidências em relação à influência de diferentes fatores serem ainda pobres, alguns estudos apresentam dados de pouca qualidade que não podem ser considerados "evidência".
2007
Van Borsel,John Sierens,Sarah Pereira,Mônica Medeiros de Britto
Características do sistema estomatognático de crianças respiradoras orais: enfoque antroposcópico
TEMA: a utilização da antroposcopia na avaliação das características posturais e morfológicas do sistema estomatognático de crianças respiradoras orais. OBJETIVO: descrever as características posturais e morfológicas do sistema estomatognático de crianças respiradoras orais, segundo a idade. MÉTODO: Participaram 100 crianças, de ambos os sexos, com idades entre 7 anos e 11 anos e 11 meses, leucodermas, em dentição mista e com diagnóstico de respiração oral. As características posturais e morfológicas do sistema estomatognático pesquisadas foram posição habitual de lábios e de língua, possibilidade de vedamento labial, hiperfunção do músculo mentual durante a oclusão labial, mordida e morfologia do lábio inferior, das bochechas e do palato duro, por meio da antroposcopia. RESULTADOS: no que se refere à caracterização da população do estudo segundo o diagnóstico otorrinolaringológico principal, tem-se que foi mais freqüente o aumento de tonsila faríngea e de tonsilas palatinas. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre as porcentagens de cada diagnóstico otorrinolaringológico, de acordo com a idade. Os resultados relativos às características do sistema estomatognático indicaram que os aspectos mais comuns na amostra foram posição habitual de lábios entreaberta, posição habitual de língua no assoalho oral, possibilidade de vedamento labial, hiperfunção do músculo mentual durante a oclusão dos lábios, mordida alterada, lábio inferior com eversão, simetria de bochechas e palato duro alterado, sendo que todas as características estudadas apresentaram a mesma freqüência com o avançar da idade, não havendo diferença estatisticamente significativa de acordo com essa variável. CONCLUSÃO: as crianças respiradoras orais apresentaram adaptações patológicas das características posturais e morfológicas do sistema estomatognático, sugerindo a importância do diagnóstico precoce como forma de evitar alterações orofaciais.
2007
Cattoni,Débora Martins Fernandes,Fernanda Dreux Miranda Di Francesco,Renata Cantisani Latorre,Maria do Rosário Dias de Oliveira
Potenciais evocados auditivos de longa latência em adultos com HIV/Aids
TEMA: potenciais evocados auditivos de longa latência. OBJETIVO: caracterizar os potenciais evocados auditivos de longa latência (Peall) de indivíduos com HIV/Aids comparando com os obtidos no grupo controle. MÉTODO: a casuística foi composta por 21 indivíduos com HIV/Aids pertencentes ao grupo pesquisa (14 do gênero masculino e sete do gênero feminino) com idade entre 31 e 48 anos e 21 indivíduos saudáveis pertencentes ao grupo controle (cinco do gênero masculino e 16 do gênero feminino) com idade entre 19 e 36 anos. Foram analisados os valores de latência e amplitude da onda P300, latência das ondas N1 e P2 e amplitude N1-P2. Os eletrodos foram colocados nas posições A1, A2, Cz e Fpz. RESULTADOS: no P300 observou-se que o grupo com HIV/Aids apresentou maiores valores de latência (p-valor = 0,010) e menores de amplitude (p-valor = 0,021) quando comparados com o grupo controle. Na análise do complexo N1-P2, ao comparar os grupos, verificou-se que o grupo pesquisa apresentou maiores valores de latência tanto para a onda N1 (p-valor = 0,035) como para a onda P2, porém esta última sem diferença estatisticamente significante. Com relação à análise da amplitude N1-P2, verificou-se que o grupo controle apresentou maiores valores, sendo esta diferença estatisticamente significante quando comparada ao grupo pesquisa. CONCLUSÃO: os achados do presente estudo mostraram que indivíduos com HIV/Aids apresentam alterações nos Peall, sugerindo comprometimento nas áreas corticais do sistema auditivo e mostrando a importância destes testes na avaliação audiológica de indivíduos com HIV/Aids.
2007
Silva,Aline Covo da Pinto,Fernanda Rodrigues Matas,Carla Gentile
Leucomalácia periventricular e diplegia espástica: implicações nas habilidades psicolingüísticas
TEMA: a paralisia cerebral espástica do tipo diplégica (PC-D) é freqüentemente relacionada à Leucomalácia Periventricular (LPV), a qual geralmente afeta fibras motoras descendentes do córtex de associação e fibras de associação das funções visuais, auditivas e somestésicas. OBJETIVO: verificar o desempenho de crianças com PC-D quanto às habilidades psicolingüísticas. MÉTODO: participaram deste estudo oito indivíduos de ambos os sexos e idade cronológica variando de quatro a seis anos, diagnosticados como PC-D, confirmadas na ressonância magnética a lesão tipo LPV. Foram avaliados por meio do Teste de Illinois de Habilidades Psicolinguísticas (TIHP), Teste de Vocabulário por Imagens Peabody (TVIP), considerando o desempenho cognitivo, o grau de distúrbio motor e o desempenho nos subtestes auditivos e visuais do TIHP. RESULTADOS: os resultados apontaram correlação significante entre desempenho cognitivo e TVIP e a mesma correlação foi confirmada entre o desempenho do TVIP e o subteste de recepção auditiva do TIHP, considerando a idade psicolingüística. Na comparação entre as habilidades auditivas e visuais, os participantes tiveram melhor desempenho nas atividades que envolviam habilidades visuais, confirmando a correlação significante no subteste de associação. Houve correlação estatisticamente significante entre o grau de distúrbio motor e o desempenho psicolingüístico, confirmando a influência do distúrbio motor nestas atividades. CONCLUSÃO: as crianças com PC-D e sinais sugestivos de LPV apresentaram prejuízo nas habilidades psicolingüísticas, justificando a necessidade de estudos adicionais nesta área com o intuito de conhecer melhor o desenvolvimento destas habilidades.
2007
Lamônica,Dionísia Aparecida Cusin Ferraz,Plínio Marcos Duarte Pinto
Memória de curto-prazo visual em crianças com distúrbio específico de linguagem
TEMA: relação entre o Distúrbio Específico de Linguagem (DEL) e a memória de curto-prazo visual. OBJETIVO: comparar o desempenho de crianças com DEL e de crianças em desenvolvimento normal de linguagem em tarefas envolvendo a memória de curto-prazo visual. MÉTODO: foram avaliadas 20 crianças com DEL (faixa etária de 3:0 a 5:11), e 29 crianças em desenvolvimento normal (faixa etária 2:0 a 4:11) por meio de tarefas de memória de curto-prazo visual envolvendo a identificação através de fotos e a evocação da localização de objetos previamente manipulados pelo examinador. Como o diagnóstico de DEL implica em idade lingüística pelo menos um ano inferior ao esperado para a idade cronológica, o grupo controle foi constituído por crianças em desenvolvimento normal de linguagem também mais novas. RESULTADOS: as crianças com DEL apresentaram desempenho inferior quando comparadas a seus pares de mesma idade, semelhante ao de crianças mais novas ou ainda inferior ao do grupo mais jovem. Conclusão: as crianças com DEL apresentaram déficits em tarefas envolvendo memória de curto-prazo visual, os quais devem ser discutidos tanto para a compreensão da natureza do quadro, como para os processos de intervenção fonoaudiológica.
2007
Menezes,Camila Gioconda de Lima e Takiuchi,Noemi Befi-Lopes,Debora Maria
Scan: perfil de desempenho em crianças de sete e oito anos
TEMA: avaliar o processamento auditivo é um procedimento muito útil para detectarmos alguma alteração no processo não apenas de recepção, mas também análise e organização da mensagem sonora, e também para trazer um norteador para o processo terapêutico fonoaudiológico que visa à maximização da efetividade da comunicação. OBJETIVO: caracterizar o padrão de normalidade da pontuação em teste de triagem de processamento auditivo, aplicado em quarenta crianças de sete e oito anos e comparar os achados do presente estudo com a literatura nacional. MÉTODO: foram avaliadas quarenta crianças portadoras de audição normal, sem indicativos de distúrbio do processamento auditivo e pertencentes à rede regular de ensino de Bauru-SP. RESULTADOS: a pontuação média obtida na idade de sete anos nos sub-testes fala filtrada, fala no ruído e palavras competitivas foi de 33,35; 32,5 e 71,8 respectivamente, e nas crianças de oito anos foi de 33,5; 34,5 e 79,9. CONCLUSÃO: as diferenças estatisticamente significantes encontradas entre os estudos analisados mostram a necessidade de um trabalho que avalie um maior número de crianças de regiões geográficas e sociais diferentes.
2007
Lucas,Priscila de Araújo Zacare,Carolina Chibene Alves Filho,Orozimbo Costa Amantini,Regina Célia Bortoleto Bevilacqua,Maria Cecília Zaidan,Elena
Desempenho em consciência fonológica, memória operacional, leitura e escrita na dislexia familial
TEMA: dislexia familial. OBJETIVO: caracterizar o desempenho em consciência fonológica, memória operacional, leitura e escrita do probando com dislexia e de seus familiares afetados. MÉTODO: participaram deste estudo 10 núcleos familiais de parentesco natural de indivíduos com queixa específica de problemas de leitura e compreensão. Foram selecionadas famílias de probandos naturais e residentes na região do oeste do estado de São Paulo. Os requisitos de inclusão dos probandos foram: ser falante nativo do Português Brasileiro, ter idade acima de oito anos, apresentar histórico familial positivo para os problemas de aprendizagem, ou seja, apresentar no mínimo um outro parente com dificuldade para aprender em três gerações. Os critérios de exclusão para o grupo de probandos foram: apresentar qualquer distúrbio neurológico-genético tais como distonia, doenças extras piramidais, deficiência mental, epilepsia, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH); sintomas ou condições psiquiátricas; ou outras condições pertinentes que poderiam gerar erros no diagnóstico. Para o diagnóstico de dislexia do desenvolvimento foram coletados dados de antecedente familial na histórica clínica com os pais das crianças e adolescentes para realização do heredograma. Foram realizadas avaliações neurológica, fonoaudiológica, psicológica e de desempenho escolar nos probandos e em seus parentes. RESULTADOS: os resultados deste estudo sugeriram que os probandos e seus familiares com dislexia apresentaram desempenho inferior ao grupo controle quanto à nomeação rápida, leitura, escrita e consciência fonológica. CONCLUSÃO: alterações em consciência fonológica, memória de trabalho, leitura e escrita tem susceptibilidade genética que possivelmente em interação com o meio ambiente determinam o quadro de dislexia.
2007
Capellini,Simone Aparecida Padula,Niura Aparecida de Mouro Ribeiro Santos,Lara Cristina Antunes dos Lourenceti,Maria Dalva Carrenho,Erika Hasse Ribeiro,Lucilene Arilho
Análise vocal (auditiva e acústica) nas disartrias
TEMA: as disfonias neurológicas são comuns nas disartrias e desempenham um importante papel no diagnóstico diferencial. A análise acústica da voz é importante para o entendimento dos distúrbios motores presentes nas disartrias. OBJETIVO: descrever auditiva e acusticamente a voz nos diferentes tipos de disartria. MÉTODO: 42 pacientes disártricos, 21 do sexo masculino e 21 do sexo feminino foram submetidos à análise perceptual-auditiva e acústica. Todos os pacientes foram submetidos à gravação da voz, tendo sido avaliados, na análise auditiva, tipo de voz, ressonância (equilibrada, hipernasal ou laringo-faríngea), loudness (adequado, diminuído ou aumentado), pitch (adequado, grave, agudo) ataque vocal (isocrônico, brusco ou soproso), e estabilidade (estável ou instável). Para a análise acústica foram utilizados os programas GRAM 5.1.7 para a análise da qualidade vocal e comportamento dos harmônicos na espectrografia e o Programa Vox Metria, para a obtenção das medidas objetivas. RESULTADOS: na análise auditiva os dados indicam que a voz rouca e soprosa foi a qualidade vocal mais presente, ressonância laringo-faríngea e instabilidade na emissão. Na acústica: traçado espectrográfico instável, ausência dos harmônicos superiores e presença de ruído entre os harmônicos e tempos máximos de fonação diminuídos. As medidas de Jitter, Shimmer e Glottal to Noise Excitation Ratio foram alteradas em todas disartrias. CONCLUSÃO: a análise acústica, complementar à perceptual-auditiva, auxilia no diagnóstico clínico das disartrias.
2007
Carrillo,Luciane Ortiz,Karin Zazo
A emergência da comunicação expressiva na criança com síndrome de Down
TEMA: a comunicação expressiva na criança com síndrome de Down (SD). OBJETIVO: este trabalho teve por objetivo o estudo qualitativo e quantitativo das diferentes formas de expressões comunicativas em crianças com SD; a emergência da sua expressão oral e sua relação com os gestos; a evolução dos gestos e a sua qualificação. Também se pesquisou a efetividade da terapia fonoaudiológica na criança com SD segundo o método dialético-didático, fundamentado no método clínico de Piaget. MÉTODO: participaram deste estudo oito crianças com SD (faixa etária entre trinta e três e cinqüenta e dois meses, no início da pesquisa), quatro constituindo o grupo pesquisa (GP) e quatro o grupo controle 1 (GC1); e quatro com desenvolvimento típico (DT) (faixa etárias entre quatorze e dezesseis meses, no início da pesquisa), ou grupo controle 2 (GC2). Todas apresentavam desenvolvimento cognitivo entre o final do período sensório-motor e início do pré-operatório, e foram avaliadas três vezes: inicial, após seis meses e após doze meses. As avaliações foram filmadas e transcritas. Os materiais utilizados foram brinquedos apropriados para a fase de desenvolvimento cognitivo apresentado pelas crianças. O processo terapêutico, apenas para o GP, constou de quarenta sessões terapêuticas, com materiais semelhantes aos das avaliações. RESULTADOS: verificou-se que GP teve melhor evolução que GC1. Os sujeitos que melhor conseguiram se expressar foram os que apresentaram melhor evolução no desenvolvimento cognitivo. CONCLUSÃO: foi possível confirmar a eficácia do método dialético-didático como processo terapêutico, demonstrada na evolução do desenvolvimento da linguagem do GP em relação ao GC1.
2007
Andrade,Rosangela Viana Limongi,Suelly Cecília Olivan
Processamento auditivo em criança com doença cerebrovascular
TEMA: na infância a doença cerebrovascular (DCV) constitui condição rara em que a evolução a curto, médio e longo prazo tem merecido esclarecimentos. Neste sentido, a aplicação de técnicas comportamentais pode possibilitar melhor caracterização clínica, visando o planejamento e controle terapêutico eficientes. OBJETIVO: descrever em uma criança com DCV as manifestações audiológicas em dois momentos distintos da evolução clínica. MÉTODO: a criança, com diagnóstico comprovado de episódio único e unilateral de DCV, apresentando habilidades de linguagem e cognição satisfatórias, foi submetida a conjunto de testes convencionais e de processamento auditivo, incluindo a avaliação simplificada e as categorias de testes monóticos, dicóticos e de processamento temporal. Os dados obtidos foram pareados com criança normal destra, de mesmo sexo, idade e nível sócio-cultural. RESULTADOS: foi constatado comprometimento nas habilidades de memória auditiva e atenção seletiva em tarefas de integração e separação binaural para estímulos verbais e não-verbais. CONCLUSÃO: a evolução, embora favorável, se mostrou abaixo do esperado para a idade, quando comparado com seu par. A avaliação prospectiva da criança acometida por DCV possibilitou caracterizar o comportamento auditivo, definir seus parâmetros e a evolução do quadro audiológico.
2007
Elias,Karla Maria Ibrahim da Freiria Santos,Maria Francisca Colella dos Ciasca,Sylvia Maria Moura-Ribeiro,Maria Valeriana Leme de
Perfil evolutivo da fluência da fala de falantes do português brasileiro
TEMA: a fluência de fala varia de indivíduo para indivíduo, fluente ou gago, dependendo de diversos fatores. Estudos que investigam a influência da idade nos padrões de fluência foram identificados, mas em grupos etários isolados. Estudos sobre a variação da fluência da fala ao longo da vida não foram localizados. OBJETIVO: verificar o perfil evolutivo da fluência da fala. MÉTODO: foram analisadas amostras de fala de 594 participantes fluentes, de ambos os gêneros com idades entre 2:0 e 99:11 anos, falantes do Português Brasileiro, agrupado em: pré-escolares, escolares, adolescência inicial, adolescência final, adultos e idosos. As amostras de fala foram analisadas a partir das variáveis do Perfil da Fluência da Fala e comparadas quanto a: tipologia das rupturas (disfluências comuns e gagas), velocidade de fala (em palavras e sílabas por minuto) e freqüência das rupturas (porcentagem de descontinuidade de fala). RESULTADOS: ao longo das idades não houve diferença estatisticamente significante para os índices de ruptura (disfluências comuns e gagas e porcentagem de descontinuidade de fala), embora tenham sido identificadas algumas variações isoladas. Já para velocidade de fala observa-se diferença estatisticamente significante entre os grupos. CONCLUSÃO: a maturação do sistema neurolingüístico para a fluência, no que se refere às rupturas, parece se estabelecer já nos primeiros anos de vida e tendem a se manter inalteradas ao longo da vida. Os índices de velocidade de fala sofrem diferentes idades, indicando aquisição, desenvolvimento, estabilização e degeneração dos padrões.
2008
Martins,Vanessa de Oliveira Andrade,Claudia Regina Furquim de
Performance de sujeitos falantes do Português e do Inglês no Test of Early Language Development
TEMA: aplicação de um teste americano de linguagem infantil em sujeitos falantes do Português Brasileiro. OBJETIVO: comparar a performance de sujeitos normais falantes do Português Brasileiro com os sujeitos falantes do Inglês Americano no Test of Early Language Development - Terceira Edição (TELD-3). MÉTODO: participaram deste estudo 120 crianças, com faixa etária de 2:00 a 7:11 anos, sendo 20 sujeitos por faixa etária, de ambos os sexos. Os sujeitos passaram por um processo de seleção e foram testados individualmente pela pesquisadora, em seguida foi realizada uma análise comparativa entre a performance dos falantes do Português e os falantes do Inglês. RESULTADOS: os resultados indicaram que a performance dos sujeitos foi equivalente para a idade até 4:11 anos. Para 5, 6 e 7 anos no subteste receptivo da forma A, os sujeitos falantes do Português obtiveram pontuação mais alta do que a apresentada na referência americana. E para as faixas etárias de 5 e 6 anos no subteste expressivo, na forma B, a pontuação dos sujeitos falantes do Português foi menor do que a observada na referência americana. CONCLUSÃO: a tradução de instrumentos diagnósticos já disponíveis em outras línguas pode amenizar a carência em países que não dispõem destes recursos e, além disso, pode possibilitar estudos transculturais viabilizando a comparação dos achados das pesquisas nacionais com os das pesquisas internacionais, o que é bastante relevante para os estudos da linguagem na infância e dos quadros de alterações.
2008
Giusti,Elisabete Befi-Lopes,Débora Maria
Desempenho de adultos jovens normais em dois testes de resolução temporal
TEMA: o processamento auditivo temporal se refere a percepção de um evento sonoro ou de uma alteração no mesmo, dentro de um intervalo definido de tempo e é considerado uma habilidade fundamental na percepção auditiva de sons verbais e não verbais, na percepção de música, ritmo e pontuação e na discriminação de pitch, de duração e de fonemas. OBJETIVO: realizar um estudo comparativo do desempenho de adultos jovens normais nos testes de resolução temporal, Random Gap Detection Test (RGDT) e Gaps-in-Noise (GIN) e analisar diferenças entre esses dois métodos de avaliação. MÉTODO: 25 universitários, 11 homens e 14 mulheres, com audição normal e sem histórico de alterações educacionais, neurológicas e/ou linguagem, foram submetidos ao RGDT e ao GIN, a 40dB NS. RESULTADO: observou-se diferença estatisticamente significante entre os sexos sendo que as mulheres apresentaram pior desempenho nos dois testes. No estudo comparativo dos resultados do RGDT e GIN, observaram-se diferenças significativas no desempenho da amostra. De maneira geral, os limiares de detecção de gap no teste GIN foram melhores do que os limiares obtidos no RGDT. CONCLUSÃO: o sexo masculino teve melhor desempenho tanto no teste RGDT quanto no GIN, quando comparado ao feminino. Além disso, não houve diferença significante nas repostas do GIN nas orelhas direita e esquerda. Os sujeitos deste estudo tiveram melhor desempenho no teste GIN, quando comparado ao RGDT, tanto no sexo masculino quanto no feminino. Portanto, o teste GIN apresentou vantagens sobre o RGDT não apenas quanto à sua validade e sensibilidade, mas também com relação a sua aplicação e correção dos resultados.
2008
Zaidan,Elena Garcia,Adriana Pontin Tedesco,Maria Lucy Fraga Baran,Jane A.