RCAAP Repository

Eficácia da terapia para desvios fonológicos com diferentes modelos terapêuticos

TEMA: terapia fonológica. OBJETIVO: avaliar a eficácia do tratamento em três diferentes modelos de terapia quanto às mudanças no sistema fonológico de sujeitos com diferentes gravidades do Desvio Fonológico (DF). MÉTODO: a amostra constituiu-se de 66 sujeitos, com idades entre 4:4 e 8:2, sendo 43 do sexo masculino e 23 do feminino, integrantes do banco de dados de uma clínica escola. Todos foram avaliados, antes e após um período de 15 a 25 sessões de terapia fonológica, utilizando-se a Avaliação Fonológica da Criança, a partir da qual foi determinada a gravidade do DF conforme o Percentual de Consoantes Corretas - PCC, o número de Segmentos Não Adquiridos - SNA , e o percentual de Segmentos Adquiridos (SA) após o período de tratamento. Os sujeitos foram tratados pelos modelos ABAB-Retirada e Provas Múltiplas, Oposições Máximas Modificado e Ciclos Modificado. Posteriormente, realizou-se análise estatística dos dados, utilizando o Teste T para amostras iguais, considerando-se p < 0,05. RESULTADOS: verificou-se um aumento do PCC e do percentual de SA, bem como redução do número de SNA em todos os grupos tratados pelos diferentes modelos de terapia. Estes resultados foram estatisticamente significativos para a maioria dos grupos. CONCLUSÃO: os resultados permitem afirmar que os três modelos de terapia aplicados foram eficazes no tratamento de crianças com DF, para as diferentes gravidades do desvio. Além disso, as maiores mudanças no sistema fonológico ocorreram para os grupos com DF de grau mais acentuado.

Year

2008

Creators

Keske-Soares,Márcia Brancalioni,Ana Rita Marini,Caroline Pagliarin,Karina Carlesso Ceron,Marizete Ilha

Reflexo da deglutição: análise sobre eficiência de diferentes estímulos em jovens sadios

TEMA: a ausência ou atraso do reflexo da deglutição é considerado um sinal significativo de disfagia. Assim, a terapia tradicionalmente empregada nesses casos consiste em aumentar o input intra-oral por meio de toques gelados (espelho laríngeo 0 ou 00) no terço inferior do arco palatoglosso, porção inferior. OBJETIVOS: identificar, em indivíduos jovens e sadios, quais regiões da orofaringe são mais sensíveis para desencadear o reflexo da deglutição e qual estímulo é mais eficiente. MÉTODO: O reflexo da deglutição foi investigado a partir dos estímulos: espátula, espelho laríngeo 00 gelado, espátula envolta em gaze com água gelada e espátula envolta em gaze umedecida congelada, tocando-se o arco palatoglosso em suas porções inferior e superior, as tonsilas palatinas, a base de língua e a úvula em 65 indivíduos jovens e sadios. RESULTADOS: o reflexo da deglutição não foi desencadeado na maioria dos participantes quando tocado com diferentes estímulos e locais da orofaringe, sendo esta estatisticamente significante. Quando presente, os estímulos mais eficientes foram o espelho laríngeo 00 (28,6%) e a espátula envolta com gaze congelada (27,3%). Quanto à região da orofaringe, a úvula (29,6%), as tonsilas palatinas (26,7%), os arcos palatoglossos região superior (25%) e inferior (21,2%) e base de língua (25%) foram sensíveis aos estímulos. CONCLUSÃO: quando presente o reflexo da deglutição, a úvula, os arcos palatoglossos e as tonsilas palatinas foram as regiões mais sensíveis para desencadeá-lo e o estímulo mais eficiente, dentre os selecionados, foram o espelho laríngeo gelado e a espátula envolta em gaze umedecida congelada.

Year

2008

Creators

Pereira,Nayara A. Vasconcelos Motta,Andréa Rodrigues Vicente,Laélia Cristina C.

Evolução da criança autista a partir da resposta materna ao Autism Behavior Checklist

TEMA: intervenção terapêutica fonoaudiológica. OBJETIVO: avaliar o processo evolutivo da criança autista em contexto de intervenção direta e indireta a partir das respostas das mães ao Autism Behavior Checklist. MÉTODO: a amostra constitui-se de 11 mães de crianças diagnosticadas com autismo infantil (seis) e com sindrome de asperger (cinco), de acordo com os critérios do DSM IVtr (APA,2002) e atendidos no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica nos Transtornos Globais do Desenvolvimento da Universidade Federal de São Paulo. Essas crianças encontravam-se divididas aleatoriamente em dois grupos: seis crianças em atendimento terapêutico direto e indireto (GT) e cinco apenas em atendimento indireto (GO). Foi utilizado o Autism Behavior Checklist (ABC/ICA) proposto por Krug et al., 1993, traduzido para Língua Portuguesa por Marteleto (2003). Trata-se de uma listagem de comportamentos (57), que permite a descrição detalhada das características não adaptativas nas áreas: sensorial, uso do corpo e objeto, Linguagem, Pessoal-social e Relacional. O questionário foi preenchido sob forma de entrevista para minimizar os efeitos da escolaridade dos pais, em três momentos: inicio de intervenção, após seis meses e ao final de 12 meses. RESULTADOS: após a análise estatística observou-se que houve uma evolução mais acentuada nos escores total e nas áreas de linguagem, pessoal-social e relacional do grupo GT, sugerindo padrão evolutivo maior durante todo o período do estudo. CONCLUSÃO: em ambos os grupos as mães observaram mudanças de comportamentos. A tendência de escores melhores do GT deveu-se, provavelmente a eficácia da intervenção direta e não à falta de atenção dos pais do GO em reconhecer diferenças comportamentais em suas crianças.

Year

2008

Creators

Tamanaha,Ana Carina Perissinoto,Jacy Chiari,Brasilia Maria

Proposta para capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiv

TEMA: capacitação de agentes comunitários de saúde na área de saúde auditiva. OBJETIVO: verificar a efetividade de um programa de capacitação de agentes comunitários de saúde do Programa de Saúde da Família, na área de saúde auditiva infantil. MÉTODO: a casuística constou de dois grupos: grupo A foi constituído por 31 agentes comunitários de saúde da cidade de Bauru e, grupo B, formado por 75 agentes comunitários de saúde de Sorocaba, ambos municípios do Estado de São Paulo. A capacitação foi realizada por meio de aulas expositivas para os dois grupos, contudo para o grupo A foi utilizado uma apostila adaptada da World Health Organization (2006), para que os agentes comunitários de saúde pudessem acompanhar as atividades realizadas de forma interativa. A capacitação abordou os temas: audição e deficiência auditiva, tipos, prevenção e causas da deficiência auditiva, técnicas de identificação e diagnóstico da deficiência auditiva e aspectos gerais da deficiência auditiva. Para validar a capacitação foi aplicado um questionário pré e pós-capacitação com perguntas sobre os assuntos que foram abordados no decorrer do curso, a fim de analisar a assimilação do conteúdo ministrado. RESULTADOS: a capacitação foi efetiva, com aumento no escore total obtido nos questionários pré e pós-capacitação. CONCLUSÕES: os resultados comprovam a eficácia do programa de capacitação com utilização de material e abordagem interativa proposto para os agentes comunitários de saúde dos Programas de Saúde da Família.

Year

2008

Creators

Alvarenga,Kátia Freitas Bevilacqua,Maria Cecilia Martinez,Maria Angelina N. S. Melo,Tatiana Memdes Blasca,Wanderléia Q. Taga,Marcel Frederico de Lima

Ações em saúde vocal: proposta de melhoria do perfil vocal de professores

TEMA: vários autores têm apontado a urgência de se intensificar pesquisas e ações voltadas ao professor, na escola, de caráter preventivo e de promoção de saúde vocal, que se volta para a melhoria das condições de trabalho e do ambiente no qual ocorre a docência. Assim sendo, o objetivo deste estudo foi: analisar as queixas, os sintomas laríngeos, hábitos relacionados ao desempenho vocal e o tipo de voz de professores de uma escola da rede pública de ensino antes e após a participação em grupos de vivência de voz. MÉTODO: o estudo foi dividido em etapas com professores de uma escola pública: 1ª Etapa: entrevista, avaliação laringológica e perceptivo-auditiva da qual participaram 42 professores; 2ª Etapa: grupos de vivência de voz e 3ª Etapa: reavaliação perceptivo-auditiva - das quais participaram 13 professores. RESULTADOS: 73% dos sujeitos apresentaram queixas vocais; 57,14% apresentaram rouquidão de grau leve e moderado, 78,57% apresentaram soprosidade e 52,38% apresentaram tensão na voz. Ao exame laringológico, 75,86% apresentaram fendas glóticas e 34,48% espessamento mucoso. Após a vivência de voz houve diferença significativa no grau de tensão, tanto na análise da vogal /e/ como na análise da fala espontânea (p = 0,0277 para p > 0,05 para ambas). Houve melhora dos cuidados com a voz e a compreensão dos fatores intervenientes e determinantes das alterações vocais, presentes nas condições e organização do trabalho docente. CONCLUSÃO: ações educativas processuais, como os grupos de vivência de voz, se caracterizam como importantes espaços de reflexão e de mudança das relações entre trabalho e saúde do professor.

Year

2008

Creators

Silverio,Kelly Cristina Alves Gonçalves,Claudia Giglio de Oliveira Penteado,Regina Zanella Vieira,Tais Pichirilli Guilherme Libardi,Aline Rossi,Daniele

Umidificador de traqueostoma: influência na secreção e voz de laringectomizados

TEMA: a laringectomia total acarreta sequelas como a perda da voz laríngea e alteração no sistema respiratório. OBJETIVOS: avaliar a influência do uso do umidificador de traqueostoma (heat moisture exchanger - HME) no controle da secreção pulmonar e na qualidade vocal esofágica e traqueoesofágica de pacientes submetidos à laringectomia total. MÉTODO: nove pacientes do sexo masculino, com idades entre 46 a 67 anos, submetidos à laringectomia total. Os pacientes responderam a um protocolo sobre questões subjetivas relacionadas à secreção pulmonar em três momentos, sendo T1 (avaliação pré-uso do HME), T2 (avaliação pré-uso do HME após seis semanas da primeira avaliação) e T3 (avaliação após seis semanas do uso do HME). Conjuntamente foram feitas gravações das vozes dos pacientes nos mesmos três momentos citados acima. As vozes foram avaliadas por três fonoaudiólogas, em estudo cego, de acordo com um protocolo de avaliação perceptivo-auditiva da voz. Para comparar os resultados obtidos em ambos os protocolos aplicados foram utilizados teste não-paramétrico e Wilcoxon. RESULTADOS: não foi observada nenhuma diferença estatisticamente significativa dos parâmetros de qualidade vocal esofágica ou traqueoesofágica entre os tempos T1 (avaliação pré-uso do HME) e T2 (avaliação pré-uso do HME pós seis semanas) e T3 (avaliação após seis semanas do uso do HME). Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas para as variáveis de quantidade de tosse e expectoração forçada, durante o dia, após o período de uso do HME. CONCLUSÃO: O uso do HME durante seis semanas diminuiu a tosse e a expectoração em pacientes laringectomizados totais, porém não apresentou influência na qualidade vocal esofágica ou traqueoesofágica.

Year

2008

Creators

Masson,Andrea Cristina Castelhano Fouquet,Marina Lang Gonçalves,Antonio Jose

Estimulação elétrica nervosa transcutânea em mulheres disfônicas

TEMA: estudos mostram correlação entre disfonia e tensão muscular. OBJETIVO: avaliar a atividade elétrica dos músculos supra-hióideos (SH), esternocleidomastóideo (ECM) e trapézio (T) bilateralmente, a dor e a voz, após aplicação da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS). MÉTODO: participaram dez mulheres com nódulos ou espessamento mucoso bilateral e fenda à fonação. As voluntárias receberam dez sessões de TENS (200µs e 10Hz) por 30 minutos. A dor foi avaliada pela escala visual analógica, a voz por meio de laringoscopia, análise perceptivo-auditiva e acústica e o sinal mioelétrico pela raiz quadrada da média (RMS). A coleta dos dados de voz e EMG deu-se por emissão da vogal /E/ e fala espontânea. A análise estatística constou do teste de Shapiro-Wilk, seguido do teste de Wilcoxon ou t Student ou de Friedman (p < 0,05). RESULTADOS: observou-se que a TENS diminuiu o RMS, pré e pós-tratamento, para TD (2,80 ± 1,36 para 1,77 ± 0,93), TE (3,62 ± 2,10 para 2,10 ± 1,06), ECME (2,64 ± 0,69 para 1,94 ± 0,95) e SH (11,59 ± 7,72 para 7,82 ± 5,95) durante a emissão da vogal /E/, e TD (3,56 ± 2,77 para 1,93 ± 1,13), TE (4,68 ± 2,56 para 3,09 ± 2,31), ECMD (3,94 ± 2,04 para 2,51 ± 1,87) e ECME (3,54 ± 1,04 para 3,12 ± 3,00) durante a fala espontânea (FE), além da diminuição da dor. Quanto à voz, ocorreu diminuição do grau das lesões laríngeas e, na análise perceptivo-auditiva, não houve diferença durante a emissão da vogal /E/, porém durante a FE ocorreu diminuição do grau de disfonia e rouquidão. CONCLUSÃO: a TENS é eficaz na melhora do quadro clínico e funcional de mulheres disfônicas.

Year

2008

Creators

Guirro,Rinaldo Roberto de Jesus Bigaton,Delaine Rodrigues Silvério,Kelly Cristina Alves Berni,Kelly Cristina dos Santos Distéfano,Giovanna Santos,Fernanda Lopes dos Forti,Fabiana

Análise vocal perceptivo-auditiva e acústica, falada e cantada de regentes de coral

TEMA: voz de regentes de coral. OBJETIVO: avaliar a qualidade vocal de regentes de corais, nas emissões de uma vogal sustentada, nas modalidades de voz falada e cantada, para observar diferenças auditivas e acústicas. MÉTODO: participaram como sujeitos 100 regentes de coral, em igual número de ambos os sexos, solicitados a emitir a vogal "é" sustentada, nas modalidades de voz falada e cantada. O material de fala foi analisado do ponto de vista perceptivo auditivo e acústico. A análise perceptivo-auditiva foi realizada por dois fonoaudiólogos especialistas em voz. A análise acústica foi realizada com o auxílio do programa computadorizado Doutor Speech (Tiger Eletronics, SRD, EUA, versão 4.0), com a utilização do módulo Real Analysis. RESULTADOS: a análise perceptivo-auditiva da qualidade vocal indicou que a maioria dos regentes possui vozes adaptadas, com maiores alterações na modalidade da voz falada. A análise acústica indicou valores diferentes para os sexos e para as modalidades de emissão. A freqüência fundamental foi mais elevada na voz cantada, assim como os valores do primeiro formante; o segundo formante apresentou valores mais reduzidos para a voz cantada, com significância estatística apenas para as mulheres. CONCLUSÃO: as vozes dos regentes de coral são adaptadas, com menor desvio na voz cantada quando comparada com a falada. As emissões são diferenciadas de acordo com a modalidade, voz falada ou cantada.

Year

2008

Creators

Rehder,Maria Inês Beltrati Cornacchioni Behlau,Mara

Medidas de inteligibilidade nos distúrbios da fala: revisão crítica da literatura

TEMA: a redução da inteligibilidade da fala é considerada uma das principais manifestações encontrada em sujeitos com distúrbios da fala, sendo um importante objeto de investigação fonoaudiológica. Apesar de sua relevância, não existe consenso na literatura da área de como a inteligibilidade da fala deva ser avaliada. Além da questão da diversidade de métodos existentes, outro aspecto importante refere-se à influência que determinadas variáveis podem exercer sobre tais medidas e, conseqüentemente, sobre sua interpretação. OBJETIVO: investigar a existência de possíveis evidências acerca da concordância entre medidas de inteligibilidade obtidas por diferentes métodos de mensuração, empregados na avaliação de sujeitos com distúrbios da fala, e identificar os efeitos de variáveis relacionadas aos procedimentos de avaliação ou ao ouvinte sobre essas medidas. Para tal, foi realizada uma revisão crítica de artigos sobre o tema, indexados nas bases de dados Medline, Web of Science, Lilacs e Scielo, até outubro de 2007, através dos termos de busca speech intelligibility ou inteligibilidade da fala. CONCLUSÃO: não foram encontradas evidências, na literatura pesquisada, de concordância entre as medidas de inteligibilidade da fala obtidas por métodos distintos, o que limita a comparação entre resultados clínicos e de pesquisas sobre inteligibilidade em sujeitos com distúrbios da fala. Além disso, constatou-se que algumas variáveis podem interferir nessas medidas, como: a tarefa e o estímulo de fala, seu modo de apresentação, o tipo de resposta requerido e a experiência do ouvinte com o falante, as quais devem ser consideradas na interpretação dos resultados dos testes de inteligibilidade.

Year

2008

Creators

Barreto,Simone dos Santos Ortiz,Karin Zazo

Tradução e adaptação transcultural de instrumentos estrangeiros para o Português Brasileiro (PB)

TEMA: tradução e adaptação transcultural de instrumentos estrangeiros para o Português Brasileiro. OBJETIVO: no Brasil, a escassez de instrumentos formais e objetivos comercialmente disponíveis para avaliação e diagnóstico, na área da Fonoaudiologia é significativa e uma forma que alguns pesquisadores têm encontrado para amenizar esse problema é traduzir instrumentos já disponíveis em outras Línguas. Além disso, tal procedimento pode contribuir para a realização de estudos transculturais, que podem trazer maiores esclarecimentos acerca dos quadros de distúrbios da comunicação e de suas especificidades nas diferentes Línguas. O objetivo deste estudo é discutir os procedimentos que devem ser adotados nesse processo. CONCLUSÃO: no processo de tradução e adaptação de instrumentos estrangeiros é fundamental que sejam adotados procedimentos metodologicamente apropriados.

Year

2008

Creators

Giusti,Elisabete Befi-Lopes,Débora Maria

Qualidade de vida em indivíduos com gagueira desenvolvimental persistente

TEMA: qualidade de vida. OBJETIVO: conhecer a influência da habilidade de fala - quanto as reações afetivas, comportamentais e cognitivas - sobre a qualidade de vida de indivíduos fluentes e com gagueira persistente do desenvolvimento (GPD). MÉTODO: 40 indivíduos adultos divididos em dois grupos, pareados por gênero e idade. O grupo de pesquisa (GI) foi composto por 20 indivíduos com PDS, sem qualquer outro déficit associado. O grupo controle (GII) foi composto por 20 indivíduos fluentes. Todos os participantes responderam ao Protocolo de Auto-Avaliação - versão para adultos. O protocolo é composto por três sessões de temáticas, cada uma delas com cinco questões, sendo que cada pergunta pode ser respondida numa escala de 1 (discordo plenamente) a 7 (concordo plenamente). A primeira sessão corresponde aos componentes afetivos, a segunda aos componentes comportamentais e a terceira aos componentes cognitivos. Todos os participantes responderam a todas as 15 questões. RESULTADOS: os achados indicaram que existe diferença na percepção da fala e da fluência entre indivíduos fluentes e com PDS. No grupo de indivíduos com PDS os diferentes graus de gravidade da patologia não identificaram pontos de divergência, ao contrário, mesmo os indivíduos com PDS leve apresentaram o mesmo perfil afetivo, comportamental e cognitivo que os indivíduos com maior comprometimento da fluência da fala. CONCLUSÃO: pelos resultados do estudo foi observado que a experiência com a gagueira diferencia os indivíduos em termos das características observáveis de fala, das dificuldades funcionais de comunicação vivida pelo falante no seu dia a dia gerando impacto negativo na qualidade de vida do indivíduo.

Year

2008

Creators

Andrade,Claudia Regina Furquim de Sassi,Fernanda Chiarion Juste,Fabiola Staróbole Ercolin,Beatriz

Confiabilidade da eficiência mastigatória com beads e correlação com a atividade muscular

TEMA: a avaliação da eficiência mastigatória pela análise colorimétrica com beads, pode ser um método promissor, mas não há relatos sobre a sua confiabilidade. OBJETIVO: investigar a confiabiabilidade das beads para teste de eficiência mastigatória e a correlação com a atividade eletromiográfica dos músculos masseter e temporal anterior. MÉTODO: participaram dezenove sujeitos adultos jovens, nove do gênero masculino e dez do feminino com idades entre dezoito e vinte-oito anos, com dentição completa, sem histórico de desordem temporomandibular, trauma, cirurgia na região de cabeça e pescoço, tratamento ortodôntico ou fonoaudiológico. O teste de eficiência mastigatória foi realizado com beads nas condições: mastigação habitual, mastigação unilateral direita e esquerda, com duração de 20 segundos. Simultaneamente, foi realizada a eletromiografia. A atividade em máxima intercuspidação habitual dos dentes também foi registrada. A quantidade de fucsina liberada após a mastigação foi medida usando o espectrofotômetro Beckman DU-7 UV-Visible (Beckman Inc., Palo Alto, CA, USA). RESULTADOS: houve alta confiabilidade do teste de eficiência mastigatória (r = 0,86, p < 0,01) e correlação significante com a atividade eletromiográfica (r = 0,76, p < 0,01). Também houve correlações positivas quando as provas foram analisadas separadamente. CONCLUSÃO: o teste de eficiência mastigatória realizado com beads mostrou-se um método confiável e correlacionado positivamente à atividade eletromiográfica dos músculos temporal anterior e músculos masseter.

Year

2008

Creators

Felício,Cláudia Maria de Couto,Gisele Aparecida do Ferreira,Cláudia Lúcia Pimenta Mestriner Junior,Wilson

Deglutição em crianças com alterações neurológicas: avaliação clínica e videofluoroscópica

TEMA: deglutição em crianças com alterações neurológicas. OBJETIVO: relacionar os dados obtidos na avaliação clínica fonoaudiológica e avaliação videofluoroscópica da deglutição em crianças com alteração neurológica. MÉTODO: análise retrospectiva de 24 protocolos de avaliação fonoaudiológica e prontuários médicos de crianças de ambos os sexos, encaminhadas para avaliação clínica e videofluoroscópica da deglutição no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo, no período de janeiro de 2001 a junho de 2005. Na avaliação clínica foram analisados: a consistência da alimentação utilizada, aspectos funcionais do mecanismo de deglutição e os resultados da ausculta cervical. Na avaliação videofluoroscópica foram verificados os aspectos da dinâmica das fases oral e faríngea. RESULTADOS: ao realizar a avaliação clínica na fase oral, com a utilização das consistências líquida e pastosa, verificou-se maior ocorrência do inadequado controle do bolo alimentar (n = 15 e n = 14, respectivamente). Na fase faríngea, para ambas as consistências, observou-se que a ausculta cervical adequada antes da deglutição foi a observação mais freqüente (n = 16 e n = 13), seguida pela ausculta cervical inadequada durante a deglutição (n = 15 e n = 12). Na avaliação videofluoroscópica da fase oral, para ambas as consistências, a presença inadequada de propulsão do bolo foi o achado mais freqüente (n = 13 e n = 13), e na fase faríngea a ausência de aspiração laringotraqueal (n = 12 e n = 17). Houve correlação estatisticamente significativa entre a ausculta cervical e a excursão do hióideo e laringe, e de aspiração laringotraqueal, para as consistências líquida e pastosa. CONCLUSÃO: ambos os procedimentos são importantes e complementares no diagnóstico da disfagia.

Year

2008

Creators

Marrara,Jamille Lays Duca,Ana Paula Dantas,Roberto Oliveira Trawitzki,Luciana Vitaliano Voi Lima,Raquel Aparecida Cardozo de Pereira,José Carlos

Eficácia do programa de remediação auditivo-visual computadorizado em escolares com dislexia

TEMA: programa de remediação auditivo-visual computadorizado em escolares com dislexia do desenvolvimento. OBJETIVOS: verificar a eficácia de um programa de remediação auditivo-visual computadorizado em escolares com dislexia do desenvolvimento. Dentre os objetivos específicos, o estudo teve como finalidade comparar o desempenho cognitivo-lingüístico de escolares com dislexia do desenvolvimento com escolares bons leitores; comparar os achados dos procedimentos de avaliação de pré e pós testagem em escolares com dislexia submetidos e não submetidos ao programa; e, por fim, comparar os achados do programa de remediação em escolares com dislexia e escolares bons leitores submetidos ao programa de remediação. MÉTODO: participaram deste estudo 20 escolares, sendo o grupo I (GI) subdivido em: GIe, composto de cinco escolares com dislexia do desenvolvimento submetidos ao programa, e GIc, composto de cinco escolares com dislexia do desenvolvimento não submetidos ao programa. O grupo II (GII) foi subdividido em GIIe, composto de cinco escolares bons leitores submetidos à remediação, e GIIc, composto de cinco escolares bons leitores não submetidos à remediação. Foi realizado o programa de remediação auditivo-visual computadorizado Play-on. RESULTADOS: os resultados deste estudo revelaram que o GI apresentou desempenho inferior em habilidade de processamento auditivo e de consciência fonológica em comparação com o GII em situação de pré-testagem. Entretanto, o GIe apresentou desempenho semelhante ao GII em situação de pós-testagem, evidenciando a eficácia da remediação auditivo-visual em escolares com dislexia do desenvolvimento. CONCLUSÃO: o estudo evidenciou a eficácia do programa de remediação auditivo-visual em escolares com dislexia do desenvolvimento.

Year

2008

Creators

Germano,Giseli Donadon Capellini,Simone Aparecida

Modo comunicativo utilizado por crianças com síndrome de Down

TEMA: a comunicação das crianças com síndrome de Down (SD) é muitas vezes prejudicada devido a dificuldades nos aspectos fonológico, sintático e semântico da linguagem. Para compensar essas dificuldades, muitas crianças utilizam os gestos por um tempo mais prolongado do que as crianças com desenvolvimento típico (DT). OBJETIVO: verificar o desempenho de crianças com SD no que diz respeito ao modo comunicativo (verbal, vocal e gestual) utilizado na interação espontânea com um adulto em situação de brincadeira. MÉTODO: 28 crianças com SD foram estudadas em duas situações distintas: brincadeira com o terapeuta e brincadeira com o cuidador. Foram consideradas as teorias pragmáticas para análise dos resultados. Para determinar a significância estatística foram usados os testes Kuskal-Wallis, Mann-Whitney e Wilcoxon e determinado o nível de significância em 5%. RESULTADO: houve maior utilização do meio comunicativo verbal na interação com o cuidador e do meio gestual na interação com o terapeuta. CONCLUSÃO: considerando que o meio comunicativo mais utilizado socialmente é o verbal, podemos considerar que a comunicação, nesse ponto de vista, foi mais efetiva na situação de brincadeira com o cuidador. No entanto, embora tenham sido produzidos menos atos comunicativos verbais na interação com o terapeuta, a criança utilizou o gesto para se comunicar, ou seja, a falta ou pouca comunicação verbal não impediu que a criança se comunicasse com seu interlocutor.

Year

2008

Creators

Porto-Cunha,Eliza Limongi,Suelly Cecilia Olivan

Potencial evocado miogênico vestibular (Vemp): avaliação das respostas em indivíduos normais

TEMA: o Potencial Evocado Miogênico Vestibular (Vemp) é formado por respostas miogênicas ativadas por estimulação sonora de alta intensidade. Essas respostas são registradas por eletromiografia de superfície sobre a musculatura cervical na presença de contração muscular, ativando a mácula, o nervo vestibular inferior e as vias vestíbulo-espinhais descendentes. OBJETIVO: descrever as respostas evocadas do Vemp em uma população normal. MÉTODO: selecionaram-se 30 sujeitos adultos, sendo 13 homens e 17 mulheres, sem queixas otoneurológicas. Utilizou-se 200 estímulos tone burst com freqüência de 1Hz e intensidade de 118dB Na, filtro passa-banda de 10Hz a 1500Hz. Os traçados obtidos foram analisados em relação ao primeiro potencial bifásico composto por P13 e N23. RESULTADOS: não houve diferença estatisticamente significativa entre o lado da estimulação em relação a latência e amplitude, porém foi encontrada diferença estatisticamente significativa em relação à amplitude do potencial entre os sexos. CONCLUSÃO: Vemp demonstrou ser uma ferramenta confiável na avaliação da função vestibular.

Year

2008

Creators

Felipe,Lilian Santos,Marco Aurélio Rocha Gonçalves,Denise Utsch

Habilidades auditivas e desenvolvimento de linguagem em crianças

TEMA: relação entre anemia e desenvolvimento. OBJETIVO: comparar o desenvolvimento auditivo e de linguagem de crianças anêmicas e não anêmicas entre três e seis anos de idade de uma creche pública de Belo Horizonte. MÉTODO: estudo transversal do tipo caso e controle unicego. Foi realizada punção digital em todas crianças para detecção da anemia (hemoglobina = 11,3g/dL). O grupo caso foi constituído de 19 crianças anêmicas e o controle, de 38 crianças saudáveis, selecionadas por amostragem aleatória pareada. A audição das crianças foi avaliada com emissões otoacústicas, imitanciometria e avaliação simplificada do processamento auditivo. O desenvolvimento de linguagem de cada participante foi observado, utilizando o roteiro de observação de comportamentos de crianças de zero a seis anos. Foram criados índices de desempenho para qualificar as respostas de linguagem das crianças. RESULTADOS: os grupos não diferiram quanto à idade, gênero, aleitamento materno e escolaridade materna. As seguintes variáveis apresentaram diferenças estatisticamente significantes: valores de hemoglobina (10,6g/dL, 12,6g/dL); presença do reflexo acústico (63%, 92%); índices de desempenho de recepção (72,8 - 90,1), emissão (50,6 - 80,6) e aspectos cognitivos da linguagem (47,8 - 76,0) nas crianças anêmicas e não anêmicas, respectivamente. As habilidades auditivas de ordenação temporal para sons verbais e não verbais e localização sonora mostraram-se inadequadas em grande parte das crianças, especialmente, as anêmicas. CONCLUSÕES: as crianças anêmicas diferiram estatisticamente das crianças não anêmicas no que diz respeito às alterações do reflexo acústico e dos índices de desempenho de linguagem, e apresentaram maior prevalência de alterações na avaliação auditiva periférica.

Year

2008

Creators

Santos,Juliana Nunes Lemos,Stela Maris Aguiar Rates,Silmar Paulo Moreira Lamounier,Joel Alves

Investigação de efeitos imediatos de dois exercícios de trato vocal semi-ocluído

TEMA: efeitos imediatos de dois exercícios de trato vocal semi-ocluído. OBJETIVO: verificar e comparar os efeitos imediatos dos exercícios finger kazoo (FK) e fonação com canudo (FC). MÉTODO: vinte e três mulheres sem queixa vocal e idades entre vinte e três e quarenta anos executaram os exercícios duas vezes, em ordem pré-estabelecida (FK - FC - FC - FK), e realizaram uma auto-avaliação vocal após cada um deles. Amostras da vogal sustentada [e] e da fala (contagem um-dez) foram coletadas pré e pós-exercícios, para a avaliação perceptivo-auditiva, realizada por duas fonoaudiólogas treinadas, e para a análise acústica. RESULTADOS: na auto-avaliação os efeitos positivos (FK 122 - 77,7% e FC 118 - 74,7%) foram mais relatados que os negativos, sendo os principais: voz mais clara (FK 33 - 21% e FC 29 - 18,4%), forte (FK 24 - 15,3% e FC 26 - 16,5%) e fala mais fácil (FK 29 - 18,5% e FC 30 - 19%). Na avaliação perceptivo-auditiva, um maior número de emissões foram consideradas melhores pós-fonação com canudo, tanto na vogal (22 - 47,8% pós e 19 - 41,3% pré-exercício), quanto na fala (24 - 52,2% pós e 15 - 32,6% pré), enquanto um maior número de emissões foram consideradas melhores pré-finger kazoo, tanto na vogal (18 - 39,1% pré e 17 - 37% pós), quanto na fala (21 - 45,6% pré e 17 - 37% pós). Na avaliação acústica, foi observada redução da freqüência fundamental após ambos os exercícios (FK 6,47Hz, e FC 5,52Hz). CONCLUSÃO: os exercícios finger kazoo e fonação com canudo produziram relatos positivos e semelhantes na auto-avaliação vocal e resultados semelhantes na análise acústica, enquanto a avaliação perceptivo-auditiva indicou efeitos positivos apenas na fonação com canudo.

Year

2008

Creators

Sampaio,Marília Oliveira,Giselle Behlau,Mara

Fonoaudiologia e autismo: resultado de três diferentes modelos de terapia de linguagem

TEMA: as dificuldades de comunicação e linguagem são elementos essenciais dos distúrbios do espectro autista, fazendo parte da tríade de sintomas utilizada para o diagnóstico. OBJETIVO: verificar a existência de diferenças observáveis a partir das características do perfil funcional da comunicação e do desempenho sócio-cognitivo de crianças e adolescentes do espectro autístico, atendidos em três diferentes situações terapêuticas, tanto no que diz respeito a um período experimental pré-determinado de intervenção, quanto na manutenção dos resultados obtidos após um igual período de tempo de atendimento fonoaudiológico regular. MÉTODO: os sujeitos foram crianças e adolescentes com diagnósticos psiquiátricos incluídos no espectro autístico em início de processos de terapia fonoaudiológica. Os participantes foram divididos em três grupos de acordo com o desenho terapêutico oferecido por um período de seis meses. RESULTADOS: não indicaram diferenças estatisticamente significativas, embora observáveis. O grupo com mais indicadores de progresso durante o período específico de intervenção diferenciada, foi o grupo A, em que os sujeitos eram atendidos em duplas. O resultado não previsto foi que não só em nenhum dos grupos foi observada diminuição dos índices obtidos, após um período de seis meses, como em algumas situações o número de sujeitos com progresso aumentou após esse período. CONCLUSÃO: os resultados do presente estudo reiteram a adequação de procedimentos de determinação do perfil individual de habilidades e inabilidades de cada sujeito como fundamentação para definições a respeito do modelo de intervenção adotado.

Year

2008

Creators

Fernandes,Fernanda Dreux Cardoso,Carla Sassi,Fernanda Chiarion Amato,Cibelle La Higuera Sousa-Morato,Priscilla Faria

Habilidade de atenção compartilhada em sujeitos com transtornos do espectro autístico

TEMA: atenção compartilhada em sujeitos do espectro autístico. OBJETIVO: avaliar a habilidade de atenção compartilhada em sujeitos com transtornos do espectro autístico em diferentes contextos e com diferentes interlocutores. MÉTODO: foram avaliados vinte sujeitos com idades entre quatro e doze anos, com autismo infantil ou síndrome de asperger (DSM-IV-TR, 2002) sem outros transtornos, diagnosticados por equipe multidisciplinar, que estavam em terapia fonoaudiológica há pelo menos seis meses. Para avaliação dos comportamentos de atenção compartilhada foram utilizados os materiais e procedimentos da Avaliação da Maturidade Simbólica, além de uma adaptação feita para esta pesquisa que incluiu as situações Semi-Dirigidas com interlocutores familiares. Para as situações estudadas (brincadeira livre; semi-dirigidas com terapeuta e cuidador; imitação), foram observados os comportamentos de atenção compartilhada alternar, apontar, mostrar (por iniciativa ou resposta da criança) e olhar para a ação do adulto (sempre por resposta da criança). Este último incluiu a diferenciação do meio utilizado pelo adulto para chamar a atenção da criança (fala; gestos; ou, ambos). RESULTADOS: as diferentes situações modificaram a forma como estes sujeitos compartilharam a atenção. A intervenção de um adulto aumentou a ocorrência dos comportamentos de atenção compartilhada principalmente em Resposta. Não foram observadas diferenças na intervenção dos diferentes interlocutores (fonoaudiólogo e mãe) nas situações semi-dirigidas, provavelmente porque ambos sincronizaram seus comportamentos com as crianças. CONCLUSÃO: a avaliação da atenção compartilhada em contexto de brincadeira foi eficaz e a intervenção do adulto refletiu no aumento destes comportamentos nas situações semi-dirigidas e de imitação.

Year

2008

Creators

Menezes,Camila Gioconda de Lima e Perissinoto,Jacy