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Hipersensibilidade auditiva no transtorno do espectro autístico
TEMA: a hipersensibilidade auditiva no transtorno do espectro autístico é citada na literatura desde os primeiros relatos, contudo ainda é pouco explorada, principalmente em relação às causas, diagnóstico e conseqüências da mesma. OBJETIVO: abordar as anormalidades sensório-perceptuais no transtorno do espectro autístico, enfatizando a hipersensibilidade auditiva, e discutir as repercussões no âmbito fonoaudiológico, baseando-se em artigos indexados nas bases de dados Scielo, Lilacs, Web of Science e Medline até setembro de 2007. CONCLUSÃO: as anormalidades sensório-perceptuais acometem em torno de 90% dos autistas, entretanto não há uma única teoria que as expliquem. Do mesmo modo, não se conhece a causa da hipersensibilidade auditiva que é a mais comum delas, com uma prevalência que varia de 15% até 100%. Raros são os estudos sobre a avaliação comportamental, eletroacústica e eletrofisiológica da audição dos autistas que abordam a hipersensibilidade auditiva. Considera-se relevante o diagnóstico precoce dessa alteração, pois assim poder-se-á identificar os marcadores sensoriais atípicos, em especial no âmbito auditivo, e compreender melhor as relações do mesmo com o desenvolvimento da comunicação dos autistas.
2008
Gomes,Erissandra Pedroso,Fleming Salvador Wagner,Mário Bernardes
Apresentando um instrumento de avaliação da comunicação à Fonoaudiologia Brasileira: Bateria MAC
TEMA: um instrumento de avaliação de déficits comunicativos após lesão de hemisfério direito: Bateria Montreal de Avaliação da Comunicação, versão brasileira adaptada do instrumento original canadense Protocole Montréal d'Évaluation de la Communication. Ferramentas de avaliação dos déficits discursivos, pragmáticos, léxico-semânticos e prosódicos são necessárias para o diagnóstico dos distúrbios da comunicação presentes em aproximadamente 50% dos indivíduos lesados de hemisfério direito. O quadro comunicativo após acometimento desse lado do cérebro vem sendo estudado sistematicamente há apenas duas décadas. OBJETIVO: apresentar a Bateria Montreal de Avaliação da Comunicação aos fonoaudiólogos brasileiros. CONCLUSÃO: o instrumento apresentado mostra-se uma ferramenta clínica útil no exame das habilidades lingüísticas e comunicativas relacionadas a quatro processamentos: discursivo, pragmático-inferencial, léxico-semântico e prosódico. Está normatizado, validado e sua fidedignidade foi confirmada. Embora tenha sido construído e adaptado para o exame dos distúrbios comunicativos em pacientes lesados de hemisfério direito, também pode auxiliar na investigação de seqüelas na comunicação em quadros de traumatismo crânio-encefálico, demência, lesões frontais bilaterais, lesões de hemisfério esquerdo, psicopatologias como a esquizofrenia, entre outros.
2008
Fonseca,Rochele Paz Parente,Maria Alice de Mattos Pimenta Côté,Hélène Ska,Bernadette Joanette,Yves
Relação entre voz e percepção de fala em crianças com implante coclear
TEMA: o uso do implante coclear resulta na otimização da percepção de fala, e conseqüentemente no desenvolvimento da linguagem, fala e voz de seus usuários, sendo que tem se mostrado uma das tecnologias mais efetivas e promissoras para remediar a perda auditiva. Entretanto, pouco tem sido estudado sobre a relação das habilidades auditivas com a voz de crianças implantadas. OBJETIVO: relacionar as habilidades de percepção de fala com características vocais de crianças usuárias de implante coclear. MÉTODO: foram realizadas análises perceptivo-auditiva e acústica da vogal sustentada /a/ e da contagem de números. Essa análise foi comparada a um teste de percepção de fala padronizado que avalia o reconhecimento de palavras, seus fonemas e consoantes. RESULTADOS: observou-se que quanto maior o reconhecimento de consoantes, maior a freqüência máxima, desvio padrão da freqüência fundamental e média de intensidade durante a fala encadeada, assim como a média da freqüência fundamental na análise da emissão da vogal /a/. Além disso, quanto maior o reconhecimento de consoantes menor o desvio geral da qualidade vocal e da ressonância. CONCLUSÃO: dentre as crianças com implante coclear, as que possuem melhor habilidade de percepção de sons da fala apresentam menores desvios perceptivo-auditivos na qualidade vocal.
2009
Coelho,Ana Cristina de Castro Bevilacqua,Maria Cecília Oliveira,Gisele Behlau,Mara
Correlações entre leitura, consciência fonológica e processamento temporal auditivo
TEMA: influência do processamento auditivo no aprendizado da leitura. OBJETIVO: analisar a correlação entre leitura, consciência fonológica e processamento temporal auditivo em crianças brasileiras com dislexia. MÉTODO: foram avaliadas sessenta crianças de nove a doze anos, sendo trinta e três pertencentes ao grupo com dislexia e trinta e três ao grupo controle. Os testes aplicados envolveram habilidades de leitura, consciência fonológica e processamento auditivo temporal. RESULTADOS: ambos os grupos apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os desempenhos nos testes de leitura, consciência fonológica e processamento auditivo temporal, sendo que o grupo de crianças com dislexia apresentou desempenho estatisticamente pior em todos os testes aplicados. Foi encontrada correlação apenas entre os desempenhos nos testes de leitura e consciência fonológica. CONCLUSÃO: Apesar de o grupo de crianças com dislexia ter apresentado pobre desempenho nos testes de processamento auditivo temporal, não é possível afirmar que este esteja relacionado ao pobre desempenho em tarefas envolvendo leitura ou consciência fonológica.
2009
Murphy,Cristina Ferraz Borges Schochat,Eliane
Velocidade de fala em crianças com e sem transtorno fonológico
TEMA: velocidade de fala no transtorno fonológico (TF). OBJETIVO: comparar o desempenho de crianças, com e sem transtorno fonológico, em diferentes tarefas de velocidade de fala. MÉTODO: participaram do estudo vinte crianças com diagnóstico de transtorno fonológico (GTF) e vinte crianças com desenvolvimento típico de fala (GC), com idade entre quatro anos a dez anos e onze meses, de ambos os sexos. As medidas de velocidade de fala (tempo total de duração, sílabas/segundo e fonemas/segundo) foram analisadas em duas provas de imitação, sendo uma padrão e outra baseada em frases retiradas do próprio discurso da criança, cada qual composta de uma sentença curta e outra longa. RESULTADOS: o GC apresentou um desempenho significantemente melhor que o GTF em todas as medidas da prova de imitação padrão e também no tempo total de duração da sentença longa na prova de imitação de frases próprias, de forma que o tamanho e a tipologia das sentenças influenciaram o desempenho de ambos os grupos. CONCLUSÃO: verifica-se menores valores de velocidade de fala nas crianças com TF participantes deste estudo, em função de possíveis déficits lingüísticos ou motores, embora haja indícios de controle da velocidade de produção da fala em função do tamanho da frase. Todas as medidas mostraram tal diferença, especialmente na prova de imitação padrão.
2009
Wertzner,Haydée Fiszbein Silva,Leila Mendes
Medidas antropométricas orofaciais de crianças paulistanas e norte-americanas: estudo comparativo
TEMA: medidas antropométricas orofaciais de crianças paulistanas e norte-americanas. OBJETIVO: descrever medidas antropométricas orofaciais em crianças paulistanas e comparar as médias dessas medidas com os padrões de normalidade publicados para a população norte-americana. MÉTODO: participaram 254 crianças, leucodermas, em dentição mista, com idades entre 7 e 11 anos e 11 meses, sem histórico de distúrbios ou tratamento fonoaudiológicos. As medidas antropométricas orofaciais coletadas foram a altura do lábio superior, a altura do lábio inferior, o comprimento do filtro e a altura do terço inferior da face. O instrumento utilizado foi um paquímetro eletrônico digital Starrett Series 727. RESULTADOS: os dados obtidos nesta amostra para a altura do lábio superior, altura do lábio inferior e altura do terço inferior da face encontram-se abaixo das médias descritas para as crianças norte-americanas. Os resultados desta amostra, referentes ao comprimento do filtro, coincidem com as médias descritas para as crianças norte-americanas. CONCLUSÃO: os resultados das medidas da presente amostra referentes a altura do lábio superior, altura do lábio inferior e altura do terço inferior da face foram menores do que aqueles publicados para as crianças norte-americanas. Os dados de normalidade da população norte-americana não são válidos para as crianças da nossa população, exceto para o comprimento do filtro.
2009
Cattoni,Débora Martins Fernandes,Fernanda Dreux Miranda
Protocolo de cooperação fonoaudiológica para avaliação nasofibrolaringoscópica da mobilidade laríngea em doenças da tireóide (PAN)
TEMA: protocolo de avaliação da voz. OBJETIVO: proposição de um protocolo de cooperação fonoaudiológica para avaliação nasofibrolaringoscópica da mobilidade laríngea em doenças da tireóide (PAN), visando a composição de um instrumento objetivo, preciso e consensual para avaliação. MÉTODOS: a primeira versão do protocolo foi elaborada a partir de fundamentação bibliográfica; o PAN foi julgado em duas instâncias pelo método de triangulação por seis juízes em três etapas; foi constituída uma versão piloto do protocolo e aplicada em 11 pacientes; houve novo julgamento de médicos e fonoaudiólogos; a partir da concordância dos juízes, após a aplicação do piloto, foi construída a versão final do PAN. RESULTADOS: o PAN final foi composto por duas partes. A primeira parte considerada o procedimento padrão composta por 4 itens imprescindíveis e que devem necessariamente ser avaliados são: inspiração normal; inspiração forçada; vogal /é/ isolada e sustentada e vogal /i/ aguda isolada e sustentada. A segunda parte considerada de complementação fonoaudiológica é composta pelos itens que são entendidos pelos fonoaudiólogos como fatores informativos ou preditivos para a eficácia da terapia. Esses itens são: vogal /é/ sustentada e fraca; vogal /é/ sustentada e aguda; vogal /é/ sustentada e grave; vogal /é/ curta com ataque vocal brusco. CONCLUSÕES: o PAN, em sua versão final, contribui para a sistematização dos procedimentos de avaliação fundamentados em evidências e concordâncias profissionais. O PAN resulta na descrição de itens a serem solicitados durante a avaliação médica e fonoaudiológica no exame de nasofibrolaringoscopia da alteração da mobilidade laríngea em doenças da tireóide.
2009
Ciocchi,Priscila Esteves Andrade,Claudia Regina Furquim de
Relações entre idade, porcentagem de consoantes corretas e velocidade de fala
TEMA: faltam informações a respeito da relação entre idade, velocidade de fala e desempenho na fala. OBJETIVO: analisar e comparar o desempenho de crianças, de acordo com a faixa etária, quanto ao índice de porcentagem de consoantes corretas (PCC) e medidas de velocidade de fala, bem como determinar a relação entre essas variáveis. MÉTODO: os participantes deste estudo foram duzentas crianças agrupadas em três faixas etárias: 6:0 a 8:0 anos (Grupo I), 8:1 a 10:0 anos (Grupo II); 10:1 a 12:6 anos (Grupo III). Foram aplicados testes de velocidade de fala, de nomeação de figuras e imitação de vocábulos (ABFW - Teste de Linguagem Infantil) e calculados os índices porcentagem de consoantes corretas (PCC). A análise de variância (ANOVA) foi utilizada para a comparação do desempenho dos grupos, seguida pelo teste de Tukey. Para analisar a relação entre idade, velocidade de fala e PCC foi utilizado o teste de correlação de Pearson. RESULTADOS: houve diferença significante entre os três grupos quanto ao PCC e a velocidade de fala (p < 0,001). De acordo com o teste de velocidade de fala usando o estímulo /pataka/, houve diferenças significantes entre o grupo I e os outros dois grupos (p < 0,01). Houve correlação positiva e significante entre idade, desempenho nas tarefas de PCC e velocidade de fala (p < 0,05). CONCLUSÃO: o desempenho na fala, medido pelo PCC, e a velocidade de fala aumentaram de acordo com a faixa etária, resultando em diferenças significantes entre os grupos. O aumento do PCC e da velocidade de fala foram diretamente proporcionais.
2009
Folha,Gislaine Aparecida Felício,Cláudia Maria de
Taxa de elocução de fala segundo a gravidade da gagueira
INTRODUÇÃO: o aspecto da duração da fala tem sido investigado acusticamente por estar relacionado ao ritmo e taxa de elocução. A análise da fala de gagos tem revelado dados, por vezes, diferentes daqueles encontrados nos não-gagos, devido às perturbações temporais no controle motor da fala do gago. OBJETIVO: comparar as taxas de elocução de indivíduos com diferentes gravidades de gagueira. MÉTODO: foram selecionados seis adultos gagos, tendo dois deles gagueira de grau leve, dois de grau moderado e dois grave. As palavras "cavalo", "pipoca" e "tapete" foram introduzidas na frase-veículo "Digo...... baixinho". Cada frase foi emitida pela pesquisadora e repetida em voz alta três vezes pelos indivíduos, com gravação em computador. Foram desconsideradas as frases em que ocorreram disfluências. Posteriormente, foram realizadas as medidas de duração, no programa Praat 4.2. As frases foram divididas em segmentos delimitados por dois onsets vocálicos consecutivos, e então, foram calculadas as taxas de elocução (número de segmentos vogal-vogal dividido pela soma total da duração dos segmentos). Os dados foram analisados através de ANOVA. RESULTADOS: o grupo com gagueira de grau leve e moderado apresentou taxas de elocução semelhantes e maiores, diferenciando-se estatisticamente do grupo com gagueira grave, indicando que quanto maior a gravidade, menor a taxa de elocução. A diferença parece dever-se às dificuldades na programação motora que afetam principalmente o ritmo e a temporalidade do discurso. CONCLUSÕES: a taxa de elocução de fala fluente, durante tarefa de repetição, diferenciou os indivíduos estudados segundo a gravidade da gagueira.
2009
Arcuri,Cláudia Fassin Osborn,Ellen Schiefer,Ana Maria Chiari,Brasília Maria
Estimulação em consciência fonêmica e seus efeitos em relação à variável sexo
TEMA: estimulação em consciência fonêmica e a comparação de seus efeitos entre os sexos. OBJETIVO: verificar o possível ganho no desempenho em tarefas envolvendo habilidades de consciência fonêmica em meninos e meninas após desenvolvimento de programa de estimulação em consciência fonêmica. MÉTODO: a amostra foi composta de alunos da segunda série do Ensino Fundamental, sendo 18 meninos e 18 meninas, com desenvolvimento típico de linguagem. O estudo compreendeu três etapas. Na primeira e na última etapa, foram realizadas as triagens audiológicas, as avaliações fonoaudiológicas e das habilidades em consciência fonêmica através do Protocolo de Tarefas de Consciência Fonológica. Na fase intermediária, o programa de estimulação em consciência fonêmica foi previamente planejado e, em seguida, aplicado em sala de aula. RESULTADOS: meninos e meninas apresentaram melhor desempenho após o desenvolvimento do programa de estimulação em todas as tarefas de consciência fonêmica, com diferença estatisticamente significativa. Com relação à interferência da variável sexo, se constatou que antes do programa de estimulação, houve diferença significativa entre meninos e meninas na tarefa de detecção fonêmica em posição final. Após a estimulação, essa diferença permaneceu significativa na mesma tarefa e se revelou importante estatisticamente também nas tarefas de segmentação fonêmica de palavras com seis fonemas e de reversão fonêmica para palavras com dois e três fonemas. CONCLUSÃO: percebe-se que, na maioria das tarefas em consciência fonêmica, as meninas obtiveram melhor desempenho, mesmo que em alguns casos o resultado não tenha sido estatisticamente significativo. Além disso, o programa de estimulação dessas tarefas foi eficaz.
2009
Moura,Simone Raquel Sbrissa Mezzomo,Carolina Lisbôa Cielo,Carla Aparecida
Ruído e idade: análise da influência na audição em indivíduos com 50 - 70 anos
TEMA: entre os fatores que podem causar alterações auditivas em adultos estão a idade e a exposição ao ruído. Estes fatores são considerados aditivos, pois seus efeitos causam danos nas células ciliadas do órgão de Corti. OBJETIVO: verificar se a exposição ao ruído ocupacional é um risco importante para as alterações auditivas em adultos na faixa etária de 50 a 70 anos, além do desgaste auditivo próprio do fator idade. MÉTODO: foram estudados (estudo coorte histórico) os audiogramas de 71 homens, de 50 a 70 anos, divididos em 2 grupos (Grupo 1 com histórico de exposição ocupacional ao ruído e Grupo 2 sem histórico de exposição ao ruído) para comparar-se os perfis auditivos. RESULTADOS: os grupos não apresentam diferenças significativas em relação à idade (p = 0,321) e há predomínio (48) de sujeitos entre 50 e 55 anos de idade,14 sujeitos com audição normal bilateral e os demais com perda auditiva neurossensorial. Encontrou-se associação entre ruído e alteração auditiva, com diferenças significativas entre os grupos para os limiares auditivos a partir de 3000Hz, sendo que no Grupo 1 estes foram piores (p < 0,05). CONCLUSÃO: os limiares auditivos dos sujeitos com idade entre 50 e 70 anos estão piores no grupo exposto ao ruído. O ruído é um fator de risco maior do que a idade nas alterações auditivas neurossensoriais.
2009
Gonçalves,Cláudia Giglio de Oliveira Mota,Pedro Henrique de Miranda Marques,Jair Mendes
Memória operacional fonológica e suas relações com o desenvolvimento da linguagem infantil
TEMA: memória operacional fonológica e desenvolvimento de linguagem em crianças com desenvolvimento normal de linguagem. OBJETIVO: descrever e discutir os achados encontrados sobre a avaliação da memória operacional fonológica em crianças em desenvolvimento normal desde a década de oitenta. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura sobre memória operacional fonológica e sua relação com o desenvolvimento das habilidades de linguagem em crianças normais. As fontes utilizadas foram livros, monografias, teses, dissertações e artigos publicados nas bases de dados Lilacs, Pubmed, Scielo e Medline. Foram analisados nessas pesquisas a constituição dos testes e os resultados referentes aos efeitos de extensão e idade em relação à memória operacional fonológica para falantes do Inglês e do Português do Brasil. CONCLUSÃO: de acordo com a literatura consultada, esses estudos demonstraram uma relação entre o conhecimento fonológico e lexical e a memória operacional fonológica em crianças em desenvolvimento normal de linguagem.
2009
Rodrigues,Amalia Befi-Lopes,Debora Maria
Comunicação suplementar e/ou alternativa: abrangência e peculiaridades dos termos e conceitos em uso no Brasil
TEMA: a Comunicação Suplementar e/ou Alternativa (CSA) vem se expandindo em nosso país, porém, ainda não se constitui em prática de amplo conhecimento. Na literatura internacional situa-se como "Augmentative and Alternative Communication" (AAC), contudo, não existe uma versão oficial e/ou consagrada em nosso meio. OBJETIVO: fazer uma revisão das versões brasileiras em uso e discutir suas implicações, tomando como referência as publicações da International Society for Augmentative and Alternative Communication (Isaac). MÉTODO: foi feito um levantamento dos periódicos nacionais nas bases Lilacs e SciELO até 2007. RESULTADOS: foram encontradas várias versões: Comunicação Alternativa e Suplementar, Comunicação Alternativa, Comunicação Suplementar e/ou Alternativa, Sistemas Alternativos e Facilitadores de Comunicação, Comunicação Suplementar, Comunicação Alternativa e Ampliada. CONCLUSÃO: é importante que uma versão, além da consagração pelo próprio uso, carregue os sentidos originais a que se propõe bem como esteja em consonância com recomendações/políticas da área, como as propostas pela Isaac. Trata-se de discussão relevante para consolidação e fortalecimento da CSA no Brasil bem como para a definição dos descritores em Saúde.
2009
Chun,Regina Yu Shon
Apraxia da fala na infância em foco: perspectivas teóricas e tendências atuais
TEMA: o aparecimento da desordem práxica durante os primeiros anos do desenvolvimento infantil tem sido freqüentemente denominado de apraxia da fala na infância. As perspectivas teóricas atuais direcionam o fonoaudiólogo a novas tendências em relação à intervenção terapêutica. OBJETIVO: realizar revisão bibliográfica sobre a apraxia da fala na infância nos últimos anos. CONCLUSÃO: constata-se nos textos atuais sobre apraxia de fala na infância uma tendência das pesquisas que poderá desencadear uma abordagem terapêutica mista, na qual se contemple tanto os aspectos pertinentes ao processamento de linguagem num nível representacional fonológico, quanto os aspectos pertencentes ao nível de programação motora e de seqüenciamento pré-articulatório da fala propriamente dita.
2009
Souza,Thaís Nobre Uchôa Payão,Miscow da Cruz Costa,Ranilde Cristiane Cavalcante
Doença do refluxo gastroesofágico e retardo de linguagem: estudo de caso clínico
TEMA: co-ocorrência entre problemas alimentares e de linguagem oral. OBJETIVO: investigar as possíveis relações entre problemas de alimentação e de linguagem oral, do ponto de vista bio-psíquico. MÉTODO: clínico-qualitativo, desenvolvido por meio de estudo longitudinal de um caso clínico, de um menino de três anos, com a queixa "não fala e não come" e com diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico. RESULTADOS: o caso analisado configurou-se como emblemático da presença de relações entre problemas de linguagem oral e de alimentação. CONCLUSÃO: os resultados indicam que há relação entre os problemas de alimentação e de linguagem oral. Sendo assim, sugere-se que os fonoaudiólogos que se ocupam dos problemas de linguagem em crianças, investiguem as condutas alimentares. Da mesma forma, sugere-se que o fonoaudiólogo que trabalha com o sistema estomatognático, investigue a linguagem oral de seus pacientes.
2009
Machado,Fernanda Prada Cunha,Maria Claudia Palladino,Ruth Ramalho Ruivo
Modificações laríngeas e vocais produzidas pela técnica de vibração sonorizada de língua
TEMA: a eficácia da técnica de vibração sonorizada de língua (TVSL). OBJETIVO: investigar o impacto vocal e laríngeo e as sensações surgidas frente à execução da técnica de vibração sonorizada de língua. MÉTODO: a TVSL foi aplicada em três séries de quinze repetições, em tempo máximo de fonação com tom e intensidade habituais, com intervalos de 30 segundos de repouso passivo entre cada série. Participaram do estudo 24 sujeitos, do sexo feminino, com idades entre 20 e 30 anos, sem queixas vocais. Todos esses indivíduos foram submetidos à avaliação da laringe, por meio do exame de videolaringoestroboscopia, análise perceptivo-auditiva e acústica da voz, por meio dos programas Multi-Dimensional Voice Programa (MDVP), Model 5105 e Real Time Spectrogram, da Key Elemetrics, antes e após a execução da TVSL. RESULTADOS: após a execução da TVSL evidenciou-se diferença estatisticamente significativa para: a melhora do tipo de voz; do foco de ressonância vertical; da qualidade vocal; o predomínio de sensações positivas; a manutenção dos parâmetros das imagens laríngeas (fechamento glótico, constrição do vestíbulo laríngeo, amplitude e simetria de vibração das pregas vocais); o aumento da freqüência fundamental; a melhora de parâmetros da avaliação espectrográfica, em filtros de Banda Larga e Banda Estreita e a melhora da constrição medial do vestíbulo, conforme o aumento do tempo de execução da TVSL. CONCLUSÃO: a TVSL apresenta modificações sobre a fonte glótica e sobre o filtro ressonantal.
2009
Schwarz,Karine Cielo,Carla Aparecida
Ataxia espinocerebelar: análise perceptivo-auditiva e acústica da fala em três casos
TEMA: a disartria é freqüentemente descrita como característica marcante dentre as diversas manifestações clínicas das ataxias espinocerebelares (AEC). OBJETIVO: caracterizar as alterações perceptivo-auditivas e acústicas da fala de três pacientes com ataxia espinocerebelar e verificar a presença de manifestações comuns entre os casos. MÉTODO: amostras de fala de dois homens com AEC-3 e de um com AEC-2 foram coletadas e analisadas acústica e perceptivamente. RESULTADOS: foi identificada voz tensa e soprosa, instabilidade vocal, aumento da proporção ruído-harmônico, redução da diadococinesia oral de sílabas alternadas e redução da velocidade da fala nos três indivíduos, além de desvios ressonantais e da relação s/z. CONCLUSÃO: manifestações fonatórias e dos padrões temporais da fala parecem ser características de pacientes disártricos com ataxia espinocerebelar.
2009
Barreto,Simone dos Santos Nagaoka,Joana Mantovani Martins,Fernanda Chapchap Ortiz,Karin Zazo
Enfrentar a realidade metodologicamente: o Zopp e a organização do trabalho fonoaudiológico por estagiários em UBS
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2009
Maldonade,Irani Rodrigues
Limites de movimentos mandibulares em crianças
TEMA: a determinação dos limites de movimentos mandibulares é um importante procedimento na avaliação do estado funcional do sistema estomatognático, porém poucos são os estudos que focalizam os parâmetros de normalidade ou desvios em crianças. Objetivos: definir as médias dos limites de movimentos mandibulares em crianças brasileiras de 6 a 12 anos de idade; verificar diferenças entre os gêneros, em cada faixa etária, e entre as faixas etária de 6 a 8 anos, 8:1 a 10 anos e 10:1 a 12 anos de idade. MÉTODO: participaram 240 crianças, escolares do interior do Estado de São Paulo. Com o auxílio de um paquímetro digital foram mensuradas a máxima abertura mandibular, a protrusão, a excursão lateral direita e esquerda e o desvio da linha média, quando presente. O teste T Student, a Análise de variância e o pós-teste Tukey foram considerados significantes para p < 0,05. RESULTADOS: as médias das medidas da amostra foram: máxima abertura mandibular 44,51 mm, excursão lateral direita 7,71mm, excursão lateral esquerda 7,92 mm e a protrusão 7,45 mm. Não houve diferença estatística entre os gêneros. Houve aumento gradual nos limites dos movimentos mandibulares com o aumento da faixa etária, com diferenças significantes principalmente entre as faixas etárias de 6 - 8 anos e 10:1-12 anos. CONCLUSÃO: durante a infância os limites de movimentos mandibulares aumentam e a idade deve ser considerada na análise desses dados para maior precisão no diagnóstico.
2009
Machado,Barbara Cristina Zanandréa Medeiros,Ana Paula Magalhães Felício,Cláudia Maria de