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A ilha da Madeira transição demográfica e emigração

<p>O presente texto surge na sequência de um trabalho anterior cujo tema era a inter-acção entre o processo de transição demográfica e a emigração nas ilhas portuguesas. A preocupação no estudo destes dois aspectos, um responsável pelas transformações ocorridas relativamente ao movimento natural e o outro pelo que respeita ao movimento migratório, mantém-se, já que constituem o motor da história demográfica da Madeira do último século.</p>

A dinâmica populacional do concelho de Setúbal na segunda metade do século XIX

<p>Para a análise do volume e ritmos de crescimento da cidade e do concelho de Setúbal foram a penas considerados os dados apurados nos quatro primeiros recenseamentos gerais da população. Assim, na segunda metade do século XIX (1864), a população do concelho de Setúbal que, atingia pouco menos de 22 000 habitantes distribuídos em 5 440 fogos, conhece até ao final da centúria uma créscimo desses valores para 37 mil e 9 mil, respectivamente.</p>

A reestruturação da indústria das sedas em Trás-os-Montes nos finais de setecentos

<p>José António de Sá, em 1783, ao fazer a história da "fábrica das sedas de Bragança", defendia que, a mesma, a pesar de a travessar, então, um período de prosperidade, graças à iniciativa e dinamismo do negociante João António Lopes Fernandes, não se encontrando "debaixo de inspecção pública" ameaçava entrar em decadência. Para evitar tal situação, propunha a nomeação de um conservador íntegro, em ordem a "marcar as manufacturas, qualificando-as, impedindo os furtos", que já eram numerosos, e "dando outras providências congruentes a este fim".</p>

A emigração do distrito de Bragança e a imprensa regional no limiar do séc. XX

<p>Propomo-nos, com este artigo, analisar algumas das facetas do fenómeno emigratório do Distrito de Bragança no limiar do século XX, no período compreendido entre 1900-1920, focalizando, primordialmente, questões relacionadas com a Imprensa Regional.</p>

Para a história da indústria das sedas em Trás-os-Montes (1819-1823)

<p>Em 1973, após dois anos de laboriosa investigação, apresentamos à Faculdade de Letras da Universidade do Porto a nossa tese de licenciatura sobre Trás-os-Montes em finais do Antigo Regime.</p>

Repatriados e integração social na ilha de S. Miguel

<p>O repatriamento está a transformar-se num problema social de grande actualidade nos Açores, com desta que para a ilha de S. Miguel onde se concentra a grande maioria dos casos. Por esta razão entendemos analisar, ainda que de um modo relativamente sucinto, e numa perspectiva sócio-demográfica, não só a situação presente, como também o contexto familiar e profissional dos actuais repatriados, antes da saída do arquipélago e no país de acolhimento.</p>

A decomposição estatística da população recenseada, a dinâmica da população activa e a problemática do envelhecimento (1950-1991)

<p>O presente trabalho visa essencialmente a caracterização da dinâmica da população activa portuguesa, desde meados do século até aos anos no venta, a qual, como tudo leva a crer, não é passível de ser reduzida única e exclusivamente à sua dimensão demográfica tanto em virtude da definição sócio-estatística em que assenta como dos processos sociais nela implicados e da problemática do emprego para que remete.</p>

Os annaes da Sociedade Promotora da Indústria Nacional

<p>Este artigo faz parte da nossa dissertação de Mestrado subordinada ao tema – o jornal da Associação Industrial Portuense – Contributos para o Estudo do Publicismo Tecnológico no Século XIX (1822-1864) a presentada à Faculdade de Letras do Porto. Nele, analisamos a problemática dos primórdios da imprensa industrial e associativa em Portugal, bem como do publicismo tecnológico a partir dos Annaes da Sociedade Promotora da Indústria Nacional, com o objectivo de chamarmos à atenção para um modelo de "publicações industriais" e associativas que irá ser seguido durante boa parte do oitocentismo português.</p>

Casimiro Freire e as escolas móveis

<p>O presente trabalho insere-se num projecto mais vasto que conduziu à ela boração de um estudo de natureza académica. Não pretendemos apresentar resumos de todas as partes que constituem o trabalho, mas organizar apenas algumas das temáticas apresentadas, de modo a dar aos artigos que pretendemos vir a inserir nas revistas do CEPESE, uma unidade própria.</p>

A parteira no contexto das artes de curar (séculos XV-XVIII)

<p>Num texto de tendências populacionistas, datado d e finais do século XVIII, o intendente Luis Ferrari Mordau faz um curioso e veemente apelo à existência de parteiras, como condição para melhorar essa riqueza que se chamava população, ao mesmo tempo que estigmatiza as parteiras rurais por falta de conhecimentos e como causadoras da elevada mortalidade materna e neo-natal.</p>

As crises de mortalidade numa comunidade transmontana Vila Flor (1700-1900)

<p>Este trabalho «As Crises de Mortalidade numa Comunidade Transmontana: Vila Flor (1700-1900)» insere-se na continuação do trabalho iniciado por Norberta Amorim de estudo dessa variante micro demográfica no distrito de Bragança . Com efeito, neste distrito, há já alguns estudos do género, a saber: S. Pedro de Poiares (Freixo de Espada á Cinta). Cardanha (Torre de Moncorvo), Rebordãos (Bragança), realizados por Norberta Amorim. As 17 freguesias do concelho de Torre de Moncorvo (Açoreira, Adeganha, Cabeça Boa, Cardanha, Carviçais, Castedo, Felgar, Felgueiras, Horta da Vilariça, Larinho, Lousa, Maçares, Mós, Peredo dos Castelhanos, Souto da Velha , Torre de Moncorvo, Urros), de 1700 a 1850 foram objecto da minha tese de mestrado; relativam ente a o mesmo concelho, apresentei no III Encontro, alguns aspectos e conclusões da minha análise das crises de mortalidade entre 1850 até 1900.</p>

Aspectos da mortalidade em S. Martinho de Penafiel (1700-1807)

<p>Os livros de óbitos constituíram a fonte primordial para o nosso estudo. A análise dos respectivos assentos permitiu-nos conhecer alguns aspectos da mortalidade, tais como, a sazonalidade, sua distribuição segundo os sexos e segundo o estado civil, mortalidade adulta e não adulta, sacramentos e testam entos. Até 1803, são parcas as in formações sobre as causas da morte. A partir de agora, podemos contar com mais este dado.</p>

A Ribeira Seca da ilha de S. Jorge (1839-1892)

<p>A Ribeira Seca é uma das maiores freguesias do país, com uma área de 53,2 km2. Integra o concelho da Calheta e encontra-se numa longa cordilheira situada no sentido nascente-poente, a brangendo ambas as encostas.</p>

Patuleia e junta do Porto. Homens e ambientes

<p>Dizia Teófilo Braga que a comemoração dos centenários constituía uma «síntese afectiva», aludindo ao processo de identificação que sempre implica a escolha dos acontecimentos ou dos agentes históricos a assinalar. Essa afectividade não se pode escamotear relativamente ao sesquicentenário da Patuleia, comemorado em vários pontos do País e, por maioria de razão também aqui no Porto, em cujas representações se diluem imagens contraditórias mas que têm sempre por pano de fundo uma ideia de força popular, de indignação cívica, de soberania nacional. Na história política do País, e na da cidade do Porto em particular, a revolta da Patuleia assume um lugar paradigmático pelo que representa de vontade e de impotência, de anseios e de condicionamentos internos e externos, numa história vivida e apreendida com o sacrifício individual e colectivo, com a ampla e sofrida participação dos agentes políticos que na altura eram considerados pelo sistema com um estatuto eleitoral de passivos.</p>

A população activa do concelho de Bragança na década de oitenta

<p>Segundo Oscar Soares Barata é “importante lembrar que a população activa é um conceito demográfico que abrange todos os que potencialmente estão prontos a exercer uma actividade remunerada, o que não significa que estejam todos ocupados. Neste número incluem-se, com efeito também os desempregados que procuram em prego, que sendo em quaisquer circunstâncias sempre mais do que é para desejar, em Portugal têm sido ultimamente em número particularmente excessivo. E é este o problema que sobretudo merece reter as nossas atenções na conjuntura actual. É certo que, também aqui, os números oficiais de que se dispõe têm suscitado reservas. De qualquer modo, deve mencionar-se que o INE indica para o final do ano de 1980 o número de 340 mil desempregados no Continente com base no Inquérito Permanente ao Emprego”.</p>

O regresso das congregações religiosas nos finais da Primeira República

<p>A partir de Março de 1921, sendo presidente do governo o Dr. Bernardino Machado, que acumulava com a pasta do Interior, a 1.ª República reforçava o com bate anticongreganista, com o Ministério da justiça de Artur Lopes Cardoso a iniciar um conjunto de inquéritos junto dos governadores civis. Tentava a República detectar a existência de religiosos ilegais no território português. Exemplo disto é a carta dirigida ao Governador Civil de Viana do Castelo, a 21 de Março desse ano.</p>

Fluxo migratório Galego para Vila do Conde (1769-1910)

<p>No concernente às fontes por nós utilizadas, o enfoque vai para os livros de Registo de Passaportes, existentes no A.H.M.V.C. Trata-se de uma fonte manuscrita e inédita que nos oferece a identificação dos viandantes, de uma forma expressiva e completa, enriquecida mesmo com pormenores algo picarescos, em certos casos, mas em muitas outras situações, o exarado enferma de laconismo e imprecisão. Os Registos de Passaporte foram instituídos em Portugal, pelo Alvará de 13 de Agosto de 1760, e, ab-rogados pela Lei de 31 de janeiro de 1863. Ao longo de todo o processo, foi uma constante o recurso a fontes subsidiárias, tais como: declarações de nacionalidade; requerimentos e processos das várias freguesias do concelho; correspondência expedida e recebida; livros de baptizados, casamentos e óbitos, da Conservatória do Registo Civil de Vila do Conde; legislação sobre o controlo de estrangeiros e imprensa da época.</p>

A emigração do distrito de Bragança (1901-1920). Uma análise regional

<p>O presente trabalho tem por objecto proceder a uma análise regional do fenómeno da emigração do Distrito de Bragança, no período compreendido entre 1901-1920, tema que serviu de base à dissertação de Mestrado em História Contemporâea.</p>

Uma descrição de Trás-os-Montes em finais do século XVIII

<p>Há mais de 25 anos que dedico boa parte da minha investigação a Trás-os-Montes, para já não falar dos estudos que, directa e indirectamente, sugeri ou orientei a muitos dos nossos colegas e discípulos.</p>

Emigração nas ilhas portuguesas. Emigração legal, clandestina, retorno e re-emigração

<p>Se a emigração é, em Portugal, um traço fundamental desde há muito, nas ilhas assume uma dimensão ainda maior. Os indicadores revelam saídas populacionais várias vezes superiores às encontradas no continente. A importância da emigração insular requer uma análise particular das suas especificidades e também das suas semelhanças com o que se verifica no continente.</p>