RCAAP Repository
A indústria chapeleira portuense. Um exemplo esquecido de património cultural
<p>Para a realização deste trabalho começamos, tal como defendem Quivy e Campenhoudt, por formular uma pergunta de partida: que vestígios restam na actualidade, na cidade do Porto, da indústria chapeleira que constituiu, na parte final do século XVII, ao longo de todo o século XIX e no primeiro quartel do século XX, uma das principais indústrias da cidade?</p>
Um caso de filantropia para com os expostos da roda de Vila do Conde
<p>O valioso e avultado acervo documental do Arquivo Histórico Municipal de Vila do Conde, integra no fundo da Administração do Concelho, 118 livros de testamentos, que corresponde a cerca de 1 200 doações, que se espraiam temporalmente desde o principio do século XIX até ao ano de 1941.</p>
Clemente Joaquim da Costa. O homem, o empresário e o notável
<p>A elaboração de um dicionário de patrões micaelenses do século XIX, Segundo o modelo de Os Patrões do Segundo Império, tem motivado uma afincada recolha de fontes arquivísticas relativas à elite empresarial na ilha de S. Miguel, integrando-se o case study de Clemente Joaquim da Costa no projecto de investigação em curso.</p>
2015
Fátima Sequeira Dias
Uma descrição de trás-os-montes por José António de Sá
<p>Todos os trabalhos de investigação têm uma história. Umas vezes respondem a preocupações de natureza académica. Outras vezes são «encomendados», isto é, o investigador é convidado por alguma entidade a efectuar uma obra sobre determinado tema. Por vezes, ainda, surgem da própria vontade do estudioso, motiva dos por razões da mais diversa natureza.</p>
2015
Fernando de Sousa
População e Sociedade n.º 3
<p>Neste volume, publicam-se as actas do III Encontro "População Portuguesa. História e Prospectiva", organizado pelo CEPESE em 1997, apresentando trabalhos maioritariamente dedicados à mortalidade.</p>
2012
Fernando de Sousa Gilberta Rocha Jorge Carvalho Arroteia Adelina Piloto Maria da Conceição Meireles Pereira Maria João Guardado Moreira Maria Luís Rocha Pinto Teresa Rodrigues Virgílio Tavares
A população portuguesa nos inícios de século XIX
<p>Este trabalho, que tem por tema a população portuguesa em princípios do século XIX, baseia-se, fundamentalmente, nos recenseamentos efectuados em 1801 e 1802, constituindo parte da nossa tese de doutoramento, defendida em 1979. Do censo de 1801, conheciam-se já os seus resultados globais, desde as primeiras décadas do século XIX.</p>
2015
Fernando de Sousa
Portugueses em São Paulo no século XXI: a questão da identidade
<p>A comunidade portuguesa é peculiar, por ter o Brasil sido colonizado por Portugal. A origem portuguesa marca grande p arte da população brasileira. A língua é a portuguesa, nomes, sobrenomes e aspetos fisionômicos semelhantes tornam difícil distinguir portugueses e descendentes no conjunto da população. No caso da cidade de São Paulo, cidade d e 10.886.518 habitantes em 2011, as comunidades portuguesa e luso-brasileira acham-se espalhadas, havendo poucos pontos de concentração.</p> <p>Os imigrantes portugueses radicaram-se especialmente em São Paulo e também no Rio de Janeiro. A proposta do estudo aqui apresentado foi delinear e conhecer a comunidade residente em São Paulo no século 21, depois de cerca de cinquenta anos do término da imigração, discutindo a questão da identidade e também da integração dos portugueses n a cidade.</p>
2015
Alice Beatriz Lang Maria Christina Siqueira de Souza Campos
O discuros político da emigração através dos diplomatas portugueses no Brasil (1855-1873)
<p>Este trabalho vai analisar o discurso político dos diplomatas portugueses creditados no Brasil entre 1855-1875, ou seja dos ministros de Portugal no Rio de Janeiro, José de Vasconcelos e Sousa, e conde de Tomar, bem como dos cônsules de Portugal neste país.</p> <p>Os relatórios dos cônsules instalados nos portos do Brasil constituem uma fonte valiosíssima para a compreensão da emigração da época, uma vez que ninguém melhor do que estes diplomatas podia conhecer as vicissitudes do transporte, a emigração clandestina, os contratos de prestação de serviço e o recrutamento dos emigrantes.</p>
São Paulo destino de imigrantes galegos, no pós-Guerra Civil Espanhola: a cozinha dos imigrantes galegos
<p>A cidade de São Paulo, nas décadas de 1950 e 1960, recebeu um grande número de espanhóis em sua maioria galegos e andaluzes, que se deslocaram a São Paulo em busca de oportunidades. Os problemas económicos sociais e políticos de uma Espanha que tentava curar suas feridas, resultantes de uma sangrenta Guerra Civil, impulsionaram a saída dos mesmos. Este período coincidiu também com o fim da II Guerra Mundial, e assim muitos outros grupos étnicos aproveitando a propaganda feita na Europa, de uma cidade de oportunidades, que se expandia como "o maior parque industrial da América Latina': vieram p ara compor este quadro.</p>
Convívio e conflitos nos trópicos: portugueses e galegos no Rio de Janeiro
<p>A história da emigração galega ao Brasil conta com um precedente tradicional: as migrações de curta e média distância ou os chamados deslocamentos intrapeninsulareses. Antes de cruzar o atlântico, a partir da segunda metade do século XIX, na "enxurrada” das migrações de massa, os galegos tinham nas cidades portuguesas, especialmente as do norte, o seu destino preferencial. Este tipo de emigração reunia atividades agrícolas e do setor secundário, e servia para as famílias camponesas do norte da Península Ibérica como forma de complementar a renda da economia familiar de subsistência galega. "Todo este conjunto de actividades no respondia tanto a un proceso de crecimiento y desarrollo productivo, como a un movimiento defensivo de la precaria estabilidad de las economias familiares”.</p>
Imigração: "zonas de sombra" documentais
<p>Desafiados pelo tempo presente, os historiadores voltam seus olhos para o passado, elegendo continuamente novos ou recorrentes objetos de investigação. A relação entre presente e p assado na escolha temática é visível no tocante aos estudos migratórios, sendo possível observar que estes vêm crescendo significativamente, à medida que, sob a pressão de múltiplos fatores, as migrações tornam-se pauta obrigatória nas agendas política e midiática. As inúmeras perplexidades despertadas pelas contradições existentes entre abertura de mercados e políticas restritivas aos deslocamentos humanos, em tempos de 'globalização’; com destaques para imigrantes econômicos, explicam o interesse amplo que o tema vem despertando, invadindo, cada vez mais e com maior impacto, o universo acadêmico.</p>
2015
Lená Medeiros de Menezes
O sistema de cotas nas Constituições de 1934 e 1937 e o ideal de integração étnica dos estrangeiros no Brasil
<p>As políticas restritivas à imigração estrangeira para o Brasil tiveram um momento notável de institucionalização durante o governo de Getúlio Vargas, particularmente após a entrada em vigor da Constituição, em 16 de julho de 1934, e a adoção de novas medidas normativas. Desde a dissolução do Congresso Nacional e das Assembleias Estaduais após a tomada do poder por Vargas, entre outubro de 1930, a questão imigratória foi centralizada no governo federal. No dia seguinte à entrada em vigor da nova Carta, o consulado do Brasil na cidade do Porto manifestou ao Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, a preocupação com as regras impostas por um decreto instituído dois meses antes, que ampliou restrições à admissão de imigrantes estrangeiros no Brasil.</p>
Os “Rios de Ouro” que cruzaram o Atlântico: aproximações para um estudo comparado das remessas dos emigrantes italianos, portugueses e espanhóis
<p>O grande fluxo migratório das últimas décadas do século XIX e início do XX, caracterizado pela saída de populações de Portugal, Itália e Espanha para a América, apresentou especificidades no que diz respeito às remessas de dinheiro enviadas à pátria mãe. Essas economias, fundamentais para melhoria de vida dos familiares que ficaram, ou mesmo para os emigrados que retornavam, permitiram também aos três países certo equilíbrio na balança de pagamentos, minimizando seus déficits.</p>
2015
Paulo César Gonçalves
From Closed to Open Doors: Portuguese Emigration under the Corporatist Regime
<p>This paper analyses the Portuguese emigration policy under the corporatist regime. It departs from the assumption that sending countries are no more than by bystanders in the migratory process. The paper goes a step further, claiming that in the Portuguese case, not only did the Estado Novo (New State) control the migratory flows that were occurring, but that it used emigration to its own advantage. I tried next to present evidence to show that by the analysis of the individual characteristics of the migrants and of their skills, their exodus couldn’t have harmed the country’s economic growth during the sixties, since the percentage of scientific and technical manpower was, when compared to other European countries, far too scarce to frame an industrial labour force higher than the existing one. The paper concludes that during this period, the most likely hypothesis is that the Portuguese migratory flow was composed of migrants that were redundant to the domestic economy.</p>
2015
Maria Ioannis B. Baganha
The Internationalization of Portuguese Historiography
<p>I am unable to reflect upon the question of the internationalization of research into the history of Portugal and the output of Portuguese researchers without mentioning the experience I had when I decided to dedicate my research energies to the question of Portuguese history. The first intellectual and institutional contacts from which I benefited were those made with the team led by Antonio Hespanha at the Lisbon Institute of Social Sciences, and including Nuno Monteiro, Mafalda Soares da Cunha, Pedro Cardim, and Ângela Barreto Xavier. I immediately became associated with the work of certain intellectual circles that were highly regarded internationally. I encountered historians who enjoyed a long experience of academic exchanges. Additionally, some of them were accustomed to publishing in Europe and in the United States. The interdisciplinarity that had proved beneficial to an organization such as the Institute of Social Sciences, or ICS, was evidently connected to this familiarity with international exchanges. My first steps in undertaking an academic exchange at Lisbon’s New University were made easier by the warm welcome I was given by the historians Diogo Ramada Curto, Francisco Bethencourt, and Rita Costa Gomes. In my experience, the capacity of Portuguese historians for engaging in international dialogue has always been regarded less as a problem and more as a simple fact of life.</p>
2015
Jean-Frédéric Schaub
The Activities of the CNCDP: A preliminary assessment
<p>1. The Discoveries Commission for the Commemoration of the Portuguese Discoveries (Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses - CNCDP) was created at the end of 1986 (Decree-Law No. 391, 22 November 1986). After initially operating with an apparent lack of any really clear definition (Programme, 1988), it underwent a number of “profound changes in its structure and working methods” in September 1988 (Plan, 9; Cruz, 2001, 20). Vasco Graça Moura was then appointed Commissioner-General and, in April of the following year, he was also appointed coordinator of the Executive Committee, remaining in both positions until the end of 1995. António Manuel Hespanha, who succeeded him, was appointed Commissioner-General on 28 November of that same year, later being replaced by Joaquim Romero Magalhães, who was appointed in February 1999 and remained in this position until the Discoveries Commission was abolished at the end of 2002.</p>
2015
António de Oliveira
Army size, military recruitment and financing in Portugal during the period of the Peninsula War – 1808–1811
<p>Este artigo pretende ser uma abordagem preliminar de algumas questões de importância central na época das chamadas “invasões napoleónicas” em Portugal: a dimensão do exército efectivamente levantado, as dificuldades que foram encontradas no recrutamento para as fileiras desse exército e, por fim, a escassez do financiamento para o esforço de sustentação dessa força. Não se trata de um relato da Guerra Peninsular em território português, mas de alguns contributos para a renovação do estudo deste período, nomeadamente através da utilização de fontes quantitativas.</p>
Consecrating dominions and generating conflict – the sesmaria grants, 1795–1822 Brazil
<p>Em fins do séc. XVIII e início do seguinte, a solicitação de sesmarias poderia referendar a ascensão desejada, inserindo o lavrador nos quadros da categoria social de sesmeiro. Além disso, neste período, o Império adquiria uma territorialidade marcante e tal processo implicava o reconhecimento das inúmeras gradações de cultivadores, de perspectivas distintas na ação de ocupar. A partir da Chancela Real, é possível que muitos passassem a almejar outras mercês, sentindo-se um privilegiado em relação a uma maioria que apenas se amparava no auto-reconhecimento de ser um legítimo ocupante, mas que não podia usufruir de um título de domínio em eventuais querelas. Ao intitular-se senhor de uma terra, chancelada pela Coroa como mercê, o sesmeiro operava com os dispositivos da lei para consagrar-se como legal ocupante, como também expressava seu poder na incorporação de terras ao arrepio da lei.</p>
2015
Marcia Maria Menendes Motta
Militarium Ordinum Analecta: Sources for the Study of the Religious-Military Orders. New approaches based on the written memory
<p>The Militarium Ordinum Analecta (MOA) is a publication that has as its aim to disseminate working materials and texts about the Religious-Military Orders. The first volume in this collection was published in 1997, and there is currently a total of ten such books. This publication is edited by Luís Adão da Fonseca and is linked to a working group that has dedicated itself for several years to the study of the Military Orders, having begun its activity under the auspices of the Faculty of Letters of the University of Porto. Regardless of the individual interests of these researchers and the direction taken by the MOA itself, which naturally reflects these, it should be stressed that in 2007 it was acknowledged that it would be important to begin a systematic line of publication of documentary sources. To this end, a subtitle was given to this collection: Sources for the Study of the Religious-Military Orders. With this choice, we do not, however, seek to limit our editorial activity (exclusively) to the transcription of charters. Given the profile of the work undertaken by the International Seminar on Military Orders (SIOM), which arose from the dynamic contribution of the above-mentioned team, it is clear that we must also continue to develop other aspects of research that go beyond the publication of documents.</p>
The Franco–Salazar Meetings: Foreign policy and Iberian relations during the Dictatorships (1942-1963)
<p>É já extensa a bibliografia disponível sobre as relações peninsulares no século XX. No entanto, e curiosamente, os encontros entre Franco e Salazar têm sido sucessivamente relegados para um lugar secundário, quando não mesmo esquecidos. A procura de uma explicação para este facto levou-nos a revisitar esses momentos, numa tentativa de lhes conferir a sua real dimensão e impacto.</p>