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O Alto Douro: uma abordagem geográfica

<p>Neste artigo descrevem-se as condicionantes históricas e geográficas que estão na base da produção vitícola do vale do Douro. Falar do Alto Douro é falar do esforço humano necessário à obtenção de um vinho de excelente qualidade. A beleza natural da região e a singular localização das suas vinhas, que impõe árduas condições aos viticultores, constituíram factores de reconhecimento como Património Mundial da UNESCO em Dezembro de 2001. Ter-se-á como objectivo, questionar a forma de tornar compatíveis a adaptação que exige a actual viticultura e a preservação das suas tradições e do seu saber fazer secular.</p>

Nos 250 anos da Região Demarcada do Douro: da Companhia Pombalina à regulação interprofissional

<p>Ao comemorarmos os 250 anos da Região Demarcada do Douro, cuja criação foi determinada pelo alvará régio de 10 de Setembro de 1756, vale a pena tentarmos perceber não só a importância e pioneirismo de tal medida no panorama vitivinícola internacional, antecipando muitos aspectos do moderno conceito de denominação de origem controlada, mas também o seu enquadramento na longa história da região vinhateira do Douro, criando, simultaneamente, um vector duradouro de identidade e de unidade regional, num território administrativamente muito dividido.</p>

Relações mercantis entre a praça carioca e Portugal na primeira metade do século XVIII

<p>Este trabalho estuda as transformações ocorridas nas relações mercantis entre o Rio de Janeiro e o reino de Portugal na primeira metade do século XVIII, sob impacto da descoberta do ouro e o consequente povoamento das regiões mineradoras. A profundidade dessas transformações significou uma importante alteração no eixo econômico não somente da colônia americana como de todo o império luso. Na segunda parte do texto, para perceber como estas alterações marcaram os agentes mercantis faço uma análise das sociedades comerciais e das escrituras de procuração feitas na praça carioca.</p>

As redes de comércio entre Portugal e as Minas do Ouro na primeira metade do século XVIII

<p>A instalação de uma significativa população na região das Minas do ouro dependeu, desde o início, da garantia de abastecimento dos núcleos urbanos. Isso se fez conjugando uma produção interna à capitania com a chegada de produtos que vinham de outras partes da América portuguesa e mesmo do reino. Este artigo pretende analisar a conformação das redes comerciais e as características da atividade mercantil que se estruturaram na capitania. A análise da documentação mostrou as dificuldades de classificar esses comerciantes em grupos ou categorias estáticas, pois o comércio nas Minas era atividade tão diversificada quanto os homens que o empreendiam. As características que marcaram os comerciantes mineiros foram a heterogeneidade, a instabilidade e a fluidez entre os diversos tipos de atividades a que se dedicavam.</p>

Os negócios da Companhia dos Vinhos com o Brasil (1834-1843)

<p>Fruto de uma investigação efectuada no Arquivo da Real Companhia Velha, pretendeu-se conhecer a evolução das relações comerciais desta Companhia com os seus agentes no Brasil (Baía, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santos), entre 1834 e 1842, ou seja, entre o ano em que a Companhia perde os seus privilégios e prerrogativas que faziam dela uma empresa majestática (decreto de 30 de Maio de 1834) e o ano em que ela volta a assumir funções importantes delegadas pelo Estado (carta de lei de 21 de Abril de 1843).</p>

A Companhia e a exportação de produtos secos para o Brasil

<p>Embora a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro apenas estivesse legalmente habilitada a comercializar com o Brasil o vinho, as aguardentes e os vinagres, houve situações de excepção que determinaram o envio de outros produtos. Foi o que aconteceu em 1759, quando a empresa obteve autorização régia para enviar para o Rio de Janeiro um carregamento substancial de ferramentas, metais, munição, têxteis, chapelaria e géneros alimentares, entre outros. Todavia, a colocação e venda destes produtos no mercado brasileiro revelou-se difícil, impossível até para alguns deles, pelo que tal experiência não se viria a repetir. Essa não era, decididamente, a vocação da Companhia das Vinhas do Alto Douro.</p>

Os negociantes da Praça do Comércio do Rio de Janeiro de meados do século XIX: estudo do grupo mercantil do Barão de Mauá e sua relação com o Império do Brasil

<p>O presente trabalho tem como objetivo analisar a atividade econômica e política desenvolvida por um dos mais atuantes grupos mercantis da Praça do Comércio do Rio de Janeiro na década de 1850. Liderado pelo negociante “de fazenda seca por atacado” Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, esse grupo, além dos negócios na área bancária, navegação e estrada de ferro, esteve, também, à frente da Sociedade dos Assinantes da Praça no mesmo período.</p>

Contribuição para o estudo da imigração subsidiada para o Brasil

<p>Este trabalho pretende estabelecer uma comparação entre o contingente de imigrantes de um navio de carreira e de um navio contratados, especificamente para tal fim. A análise contemplar. as informações detalhadas no projeto Portal Autónomo na internet proposto pelo CEPESE: nome, naturalidade, estado civil, profissão, acompanhantes, destino no Brasil, idade, sexo e nível de alfabetização.</p>

Imigração portuguesa e conflito urbano: portugueses detidos na Casa de Detenção do Rio de Janeiro (1880-1930)

<p>Milhões de europeus cruzaram o Atlântico nas últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX. O Rio de Janeiro, então capital do Brasil, está entre as cidades que mais se destacaram como destino daqueles que deixavam sua terra natal em busca de uma vida melhor naqueles anos. Dentre os milhares de estrangeiros que aportavam todos os anos naquela cidade, os portugueses eram, sem nenhuma duvida, o grupo majoritário.</p>

Traços da comunidade portuguesa em Pelotas

<p>A análise da evolução da emigração portuguesa desde o início do século XV, data da descoberta das Ilhas Atlânticas dos Açores e da Madeira, à actualidade marcada pela adesão de Portugal à União Europeia, testemunha as vicissitudes porque tem passado este fenómeno realçando, uma vez mais na sua história, a relação destas saídas com o estado de desenvolvimento de Portugal e com a evolução do mercado de mão-de-obra internacional.</p>

Pelos logradouros cariocas: uma perspectiva da imigração Galega no Rio de Janeiro

<p>Entre os anos de 1880 e 1930 chegaram ao Brasil mais de 500 mil emigrantes espanhóis. O período coincide com a emigração subvencionada no Estado de São Paulo, quando os grandes fazendeiros necessitavam de braços para<a class="mmeqvytpp" href="#2584226" title="Click to Continue &gt; by MacVx"> trabalhar<img src="http://cdncache-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png" /></a> nas lavouras de café.</p>

A emigração de elites do noroeste de Portugal no século XIX

<p>Ao estudarmos o fenómeno migratório, a partir da mobilidade com um único passaporte, excluindo desta abordagem os indivíduos com dois ou mais embarques documentados, obtivemos um volume superior a duas dezenas de milhares de pessoas do sexo masculino. Perante este quadro, faremos uma análise aos fluxos que se inserem na estrutura superior da pirâmide social, considerando que estamos perante evasões de elites sócio-profissionais.</p>

Fontes para o estudo da presença portuguesa em Santos

<p>O presente trabalho tem como objetivo fazer um levantamento de fontes documentais sobre a presença portuguesa em Santos. . importante ressaltar, entretanto, que os portugueses encontram-se distribuídos por toda a Baixada Santista, região hoje composta por nove municípios.</p>

O Alto Douro. Da demarcação Pombalina à classificação de Património Mundial

<p>O Alto Douro constitui a mais antiga região vitícola demarcada e regulamentada do mundo, uma vez que as suas origens remontam a 1756, ano em que Sebastião José de Carvalho e Melo, ministro de José I, instituiu a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, com sede no Porto, Empresa que teve, entre as suas primeiras funções, a demarcação do Alto Douro e a regulamentação do “vinho de embarque”, “vinho do Douro” ou “Vinho do Porto”, remontando esta última designação ao século XVII.</p>

El turismo en el Valle del Duero. Una ruta temática jalonada de hitos naturales y culturales

<p>El último cuarto del siglo XX ha sido decisivo en España al consagrar un nuevo marco de organización territorial y de estructuración regional a raíz del Título VIII de la Constitución de 1978.</p>

Vinho e vidro de embalagem: contributos durienses

<p>A historiografia do vidro em Portugal, não obstante ter já completado mais de um século – desde que Joaquim de Vasconcelos e, sobretudo, o incansável Francisco de Sousa Viterbo lançaram as suas bases, respectivamente em 1887 e 1902 –, continua a registar numerosas lacunas, tanto no que concerne ao sector propriamente dito, como a empresas e empresários, a artistas e a técnicos vidreiros, aos produtos e respectiva proveniência.</p>

Formas de armação do terreno no Alto Douro Vinhateiro: protecção e gestão da paisagem

<p>O Alto Douro Vinhateiro (ADV) é uma paisagem cultural evolutiva viva reconhecida como Património Mundial pela UNESCO desde Dezembro de 2001. Esta paisagem vitícola é um tipo específico de paisagem agrícola representada pela sua produção e pelo uso do solo.</p>

A importância do vale do rio Douro na conservação da paisagem e os problemas de gestão decorrentes

<p>O esforço de conservação que Portugal está a fazer no vale do rio Douro só pode ser compreendido através da explicitaçãoo da diversidade múltipla existente na sua bacia hidrográfica.</p>

Alto Douro de contrastes

<p>Minha artéria visceral uma alma, uma vivência, a minha espinha dorsal... Douro velho tão bravio, Douro novo, manso rio, pratas de água sem igual...</p>

Segurança fronteiriça em Trás-os-Montes na correspondência do Governo Civil de Bragança (1870-1874)

<p>O Livro de Correspondência Expedida Confidencial apresenta-nos um conjunto de cartas, ofícios, circulares, telegramas, enviados para vários orgãos locais, nacionais e da vizinha Espanha, emitida pela Administra..o Geral do Distrito de Bragan.a, onde se apresentam algumas questões relacionadas com necessidade de promover a seguran.a do espa.o fronteiri.o entre Portugal e Espanha, circunscrito ao Distrito de Bragança e que envolvia as autoridades nacionais, regionais, as povoações raianas e suas gentes.</p>