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MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS E MOVIMENTOS SOCIOESPACIAIS: CONTRIBUIÇÃO TEÓRICA PARA UMA LEITURA GEOGRÁFICA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Recentemente, diversas áreas do conhecimento adotaram o território como conceito essencial em suas análises. Todavia, o conceito de território é utilizado como uma dimensão das relações sociais, enquanto na verdade, o território é multidimensional, constituindo-se em uma totalidade. Mesmo, muitos geógrafos trabalham com os conceitos de espaço e de território a partir de uma visão unidimensional, muitas vezes importada de outras áreas do conhecimento. Este artigo é um novo ensaio de uma reflexão maior em realização no Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA) do Departamento de Geografia da Unesp, campus de Presidente Prudente (São Paulo – Brasil). Reforçamos nossos argumentos sobre a importância dos conceitos de movimentos socioterritorial e socioespacial para estudar as realidades contemporâneas frente às mudanças paradigmáticas. As idéias aqui apresentadas ainda estão em processo de formação, todavia se constituindo como referências importantes para as leituras geográficas dos movimentos sociais. Essa é a contribuição contida na parte referente aos movimentos socioterritoriais e socioespaciais. Hoje, frente aos intensos processos de exclusão social provocados pelas políticas neoliberais, urge pensar os espaços e os territórios como forma de compreender melhor as conflitualidades. Acreditamos que este artigo provoca essa questão e a coloca em movimento, revelando espaços e territórios antes não pensados.

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2012

Creators

Fernandes, Bernardo Mançano

REGIÕES CONTIDAS E DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: UMA REFLEXÃO SOBRE O DESENVOLVIMENTO CONTEMPORÂNEO DA NOVA ALTA PAULISTA

A redefinição das relações influenciadas pela modernidade provocou impactos territoriais que suscitam novas leituras, sob o risco de se perder a compreensão dos fenômenos que se nos apresentam. Um deles é a perda de liberdade pelo enfraquecimento do poder que as pessoas e grupos têm de interferir na realidade, de modo a tornarem-se protagonistas de sua vidas. Temas como desenvolvimento, então, passam a ocupar o centro dos debates teóricos, pois emanam das preocupações mais elementares de qualquer cidadão. Reflexões emergentes vêm procurando decodificar o (re)significado que perpassa o termo desenvolvimento, apontando para o desenvolvimento territorial como um sistema multidimensional, cujo caráter fundamental são a eqüidade e o protagonismo. Este artigo propõe-se a contribuir com as reflexões sobre o tema desenvolvimento regional, apresentando a idéia de regiões contidas, tendo como foco de análise o desenvolvimento da Nova Alta Paulista, uma sub-região localizada no extremo Oeste do Estado de São Paulo, inserida na Região Sudeste, a mais dinâmica das macrorregiões brasileiras. Procurou-se discutir o desenvolvimento sob a dimensão territorial, considerando o território como resultante das relações de poder estabelecidas entre os atores sociais ali envolvidos, constituindose,portanto, numa construção social.

Year

2012

Creators

Gil, Izabel Castanha Fernandes, Bernardo Mançano

“MARCHING AS TO WAR”: A LETTER FROM BRAZIL TO SOUTH AFRICA ABOUT LANDLESSNESS, AGRARIAN REFORM AND SOCIAL MOVEMENT STRUGGLES AGAINST NEOLIBERALISM

This paper utilises the Brazilian Landless Movement’s (MST) National March for Agrarian Reform as a lens through which to analyze the social movement challenge to the Lula government’s submission to neoliberalism and suggests lessons for movement activists in South Africa. In focusing on the national march, the paper highlights the importance of marches as a strategic weapon of struggle for the MST, and situates this in historical, philosophical and tactical context. This paper asserts that the MST’s stress on organisation building and political education, its ability to forge strong rural-urban alliances, and its strategic vision in moving beyond narrow corporatist struggles for land to take up broader national popular demands is fundamental to understanding the MST’s consistent mobilizing capacity and its status as a vibrant counterhegemonic actor in Brazilian national politics.

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2012

Creators

Karriem, Abdurazack

A DISPUTA POLÍTICA NO BRASIL EM TORNO DA IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO DE REFORMA AGRÁRIA DE MERCADO DO BANCO MUNDIAL (1997-2005)

O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados pelo modelo de reforma agrária de mercado do Banco Mundial no Brasil. Tal modelo foi concebido e exportado pelo Banco Mundial como uma alternativa à reforma agrária baseada na desapropriação de propriedades improdutivas que não cumprem a sua função social. Trata-se, por isso, de uma construção negativa, fundada na crítica e na desqualificação de outro tipo de ação fundiária. Inicialmente, apresenta-se o processo mais amplo de disputas que demarca a lógica na qual tais programas foram inseridos. Depois, discute-se a unidade das forças políticas a favor e contra os referidos programas, abordando-se, em seguida, a conjuntura de dispersão relativa dessas mesmas forças, ainda no governo Cardoso. Após, delineia-se a configuração política dessa problemática no governo Lula, bem como os posicionamentos mais recentes do BM nesse âmbito. Por fim, sintetiza-se os principais pontos discutidos.

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2012

Creators

Pereira, João Márcio Mendes

A OFENSIVA DO CAPITAL NO CAMPO BRASILEIRO E A RESISTÊNCIA DO CAMPESINATO

O Estado brasileiro tem atuado de diferentes modos no fomento à modernização e ao desenvolvimento do campo brasileiro nas últimas décadas do século XX. Ambas as políticas, embora se materializem em períodos distintos, evidenciam o papel central deste na garantia da expansão do capitalismo no campo brasileiro. Em contrapartida, os camponeses organizados em movimentos sociais têm implementado, ao longo da história, diferentes formas de luta e resistência aos processos de expropriação e violência, que resultam daquele movimento. Busco neste texto discutir algumas dimensões da participação do Estado na garantia do processo de expansão do capitalismo no campo e analisar importantes formas de resistência do campesinato brasileiro na atualidade.

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2012

Creators

Ramos Filho, Eraldo da Silva

ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA DO MOVIMENTO CAMPONÊS BRASILEIRO EM FRENTE DAS NOVAS TÁTICAS DE CONTROLE DO AGRONEGÓCIO TRANSNACIONAL

The article surveys strategies developed by Brazilian rural social movements to combat the hegemony of transnational agricultural corporations and agribusinesses utilizing biotechnologies such as transgenic seed to gain control of agricultural production and commodity markets.

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2012

Creators

Welch, Clifford Andrew

AGRONEGÓCIO: A MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA QUE GERA EXCLUSÃO PELA PRODUTIVIDADE

O agronegócio é apresentado como o modelo das atividades econômicas de sucesso. A ele se creditam os constantes superávits fiscais da balança comercial dos últimos meses. Ele, porém, se insere num grande processo de modernização conservadora. Por trás do avanço tecnológico e de produção se esconde a mesma estrutura fundiária e as mesmas relações de trabalho aqui estabelecidas desde a época colonial. O agronegócio se propõe buscar e garantir a hegemonia ideológica deslocando a atenção do caráter concentrador e predador do latifúndio para colocar no seu lugar a intensa produtividade da “moderna agricultura”. Porém, ao contrário do que se apregoa, o agronegócio promove maior concentração de terra e de renda, gera desemprego, emprega mão-de-obra escrava, alimenta a grilagem de terras, é responsável pelo aumento desenfreado do desmatamento da Amazônia e do Cerrado, traz efeitos perversos sobre a saúde humana e deixa atrás de si um rastro de conflitos e violência. No horizonte se desenha um cenário de crise, que se concretizada, a conta será paga por toda a sociedade brasileira.

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2012

Creators

Canuto, Antônio

CULTURA, TRABALHO E LUTAS SOCIAIS ENTRE TRABALHADORES AGRO- EXTRATIVISTAS DO RIO VALPARAÍSO NA AMAZÔNIA ACREANA

Este artigo apresenta algumas dimensões da sobrevivência de arcaicas relações de trabalho, reativadas no final do século XX, na região do Vale do Juruá, na Amazônia acreana, principalmente, focalizando os conflitos na área abrangida pelo rio Valparaíso, onde os patrões passaram a impor um rígido controle sobre seringueiros/agricultores, lançando mão de atitudes carregadas de extrema violência para fazer valer as regras e normas do barracão. Recupera, ainda, a partir de relatos de trabalhadores agro-extrativistas, bem como por intermédio de fontes escritas, uma série de outras situações de cerceamento de liberdades e práticas de “trabalho compulsório” em outros rios juruaenses, como o Muru e o Envira, que evidenciam, em primeiro lugar, toda uma expropriação dos trabalhadores, visando expulsá-los de suas posses, para que os patrões possam agir livremente na retirada de madeira e, em segundo lugar, a manutenção de um “miserável aviamento” nos moldes tradicionais como forma de manter os seringueiros endividados e submissos aos interesses do barracão.

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2012

Creators

Albuquerque, Gerson Rodrigues de

DOS MOVIMENTOS SOCIAIS AOS SÓCIO-ESPACIAIS E SÓCIOTERRITORIAIS: UMA TENTATIVA DE COMPREENSÃO DOS “MOVIMENTOS” PELA PERSPECTIVA GEOGRÁFICA

Esta pesquisa busca realizar um levantamento da inserção dos movimentos sociais na geografia e, concomitantemente, analisar a forma como esses movimentos vem sendo tratados. Assiste-se na atualidade a um amplo debate acerca da compartimentação do conhecimento que, analisado de forma cartesiana, reflete uma visão de mundo parcial. Essa parcialidade, de certa forma, afasta a geografia dos movimentos sociais, na medida em que os mesmos são tratados no universo geográfico a partir de conceituações próprias de outras disciplinas ou áreas do conhecimento. Ao analisar alguns trabalhos publicados por geógrafos, percebe-se uma gradativa intensificação da influência dessas manifestações, levando a uma consideração das mesmas a partir de conceituações particulares. Essa abordagem utiliza-se de conceitos de outras disciplinas na mesma medida em que se afasta de seus referenciais teóricos de maior relevância, trazendo à geografia a necessidade de criação de referenciais próprios, como os já propostos por alguns autores como “movimento sócio espacial” e “movimento sócio territorial”. Este trabalho tem por objetivo analisar a maior participação da teoria geográfica na compreensão dos movimentos sociais, assim como contribuir para a formulação de conceituações próprias da geografia na classificação dos movimentos sociais.

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2012

Creators

Neves, Achiles Lemos

IMPACTOS DA REORGANIZAÇÃO ESPACIAL DOS NOVOS MODELOS DE ASSENTAMENTOS NAS RELAÇÕES DE GÊNERO

Neste artigo examinamos a dinâmica social de produção de novas relações de gênero nos espaços dos acampamentos e assentamentos. Nosso objetivo é iniciar uma reflexão acerca do processo simultâneo de mudança entre as relações espaciais e relações de gênero.

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2012

Creators

Gonçalves, Renata

MEMÓRIA E ATUALIZAÇÃO DE SENTIDOS EM TRÊS ATOS DO DISCURSO JORNALÍSTICO

Partindo dos postulados teóricos da Análise do Discurso, de matriz francesa, esse trabalho objetiva discutir como os sentidos são construídos historicamente e como há sempre uma memória que sustenta a significação. Sabendo que a linguagem é o palco em que sujeito, ideologia e memória se engendram, pretende-se interpretar três reportagens jornalísticas, publicadas na mesma edição da Revista Veja, marcando como os deslizamentos de sentido, os espaços intervalares de não-ditos e o silenciamento estão constituídos.

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2012

Creators

Romão, Lucília Maria Souza

O CAMPONÊS NAS ANÁLISES DE ROUSSEAU, MICHELET E MARX: DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS

Não é de hoje que o campesinato desperta interesse entre os intelectuais acadêmicos de diversas áreas do conhecimento. A história nos mostra que muitos foram os que tentaram entender o modo de vida camponês em suas mudanças e permanências. De liberais a românticos, de positivistas a materialistas dialéticos, tantas foram as análises, bem como os prognósticos realizados. Análises por vezes dispares, por outras complementares. O debate exposto neste trabalho, embora retirado de reflexões realizadas por pensadores do século XVIII e XIX, apresenta intensa atualidade. É de extrema importância ressaltar as diferentes concepções existentes sobre o campesinato, uma vez que esse debate reaparece nas universidades nos dias atuais. Os autores escolhidos foram Jean-Jacques Rousseau, Jules Michelet e Karl Marx. Discutir as idéias de tais pensadores, permite a retomada de questões ainda pendentes. Há muito a se refletir sobre o campesinato e seu modo de vida. Destarte, esse artigo é uma tentativa de analisar os argumentos construídos por cada autor, trazendo-os para a atualidade dos fatos. Primeiramente serão expostas as idéias de cada autor. Posteriormente, um breve comentário será feito com base em quatro aspectos (o camponês, o instinto, a simplicidade e o isolacionismo), destacando as diferenças e as semelhanças existentes nos pensamentos dos autores selecionados.

Year

2012

Creators

Bagli, Priscilla

O MÉTODO DO DISCURSO

O artigo que a seguir apresentamos foi elaborado visando discutir dois pontos capitais que estão devidamente relacionados: um, que retrata a forma de como foram utilizados os métodos de investigação em alguns trabalhos acadêmicos, produzidos para pesquisar a formação histórica do Acre, com especificidade para o período de 1970 a 1980, o qual representou um marco importante na produção econômica local, à medida em que houve uma “substituição” do extrativismo pela agropecuária, cujos reflexos se fizeram sentir na periferia das principais cidades acreanas – principalmente Rio Branco, a capital – já que a população expulsa do campo passou a ver nesses espaços urbanos uma das poucas possibilidades de manutenção de suas vidas; o outro, que procura demonstrar que é perfeitamente possível de se chegar a resultados diferentes se utilizando do mesmo método científico e perseguindo o mesmo objeto de investigação, sendo que no caso em questão tratamos da formação de parte da periferia da cidade de Rio Branco, evidenciando que os seus formadores (ex-seringueiros) utilizaram-se desses “bolsões de miséria” em formação como solução e não problemas, como preconizava a historiografia oficial.

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2012

Creators

Neto, Domingos José de Almeida

O MOVIMENTO SINDICAL DOS TRABALHADORES RURAIS E A LUTA PELA TERRA NO ACRE: CONQUISTAS E RETROCESSOS

O Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais no Acre completa três décadas de existência em 2005. Assumindo a condição de protagonista da luta de resistência pela terra, conquistou êxitos relevantes no reordenamento da estrutura fundiária no território acreano. Em razão dessas conquistas e da ascensão ao poder executivo estadual de uma coalizão partidária liderada pelo Partido dos Trabalhadores, identificado historicamente com esse sindicalismo, construiu-se no período recente, um vigoroso consenso em torno da idéia de triunfo no que se refere tanto aos problemas relativos à regulamentação da posse e uso da terra, quanto na adoção de inovações produtivas O objetivo deste artigo é questionar essa visão triunfalista, colocando em relevo não só as conquistas como também, os retrocessos que têm se aprofundado neste período.

Year

2012

Creators

Paula, Elder Andrade de

PEASANTS AND GLOBALIZATION IN LATIN AMERICA: A SURVEY OF RECENT LITERATURE

This review essay examines trends in the multinational literature of books published on the theme of peasants and globalization in Latin America between 1990 and 2001 and cataloged by the Library of Congress. It organizes the literature by countries covered as well as by theoretical approaches. It demonstrates the influence of contending paradigms regarding the future of peasantries and argues that most books defend the notion that globalization has not eliminated but actually helped strengthen peasant survival.

Year

2012

Creators

Welch, Cliff

POLÍTICA COMPENSATÓRIA DE ASSENTAMENTOS RURAIS COMO NEGAÇÃO DA REFORMA AGRÁRIA

Uma relativa dispersão conceitual com respeito ao tema reforma agrária no Brasil vem provocando um processo de perda de energia política com relação às idéias e propostas de mudanças da estrutura fundiária no país. Esse processo limita a construção de referenciais que proporcionem marcos de comparação crítica entre um desejado e um real para se avaliar as idéias e ações do Governo Lula com relação a uma pretensa reforma agrária. Sem dúvida alguma que essas circunstâncias decorrem da correlação de forças política desfavorável aos interesses de classe das classes populares no campo, o que favorece o alijamento do tema dos centros de reflexão crítica e da opinião pública do país.Levando em conta essa premissa optei pela análise crítica da luta de classes no campo pela apropriação do território rural nestes últimos 50 anos. E, no âmbito dessa apreciação mais geral, inseri as supostas propostas e ações do Governo Lula sobre reforma agrária.

Year

2012

Creators

Carvalho, Horácio Martins de

TERRITORIALIDADE E DESENVOLVIMENTO CONTEMPORÂNEO

O desenvolvimento contemporâneo prescinde de reflexões sobre conceitos, como território e territorialidade, rural e ruralidade, espaço e espacialidade, de modo a superar o significado dicotômico da relação cidade-campo. Produzido espaço-territorialmente pelo exercício do poder de determinados atores sociais, o território inscreve-se num campo de forças e de relações de poder econômico, político e cultural, quase sempre refletindo a hegemonia de grupos privilegiados. A Nova Alta Paulista, localizada no extremo-oeste do Estado de São Paulo, base de análise neste texto, reflete contradições sociais, econômicas, políticas e ambientais, que atestam a sua origem mercantil e pouco comprometida com a socialização de infra-estrutura e de oportunidades. Os municípios, a maioria com menos de 20 mil habitantes, debatem-se por dinamismo muldimensional, porém esbarram em limitações adversas, entre elas a falta de referenciais teórico-metodológicos para análise de sua atual conjuntura, com vistas à refuncionalização, que não deve desconsiderar a sua caracterização rural. A proximidade geográfica entre as pequenas cidades, pouco articuladas até agora, facilita a sua interdependência, através do sistema de tessituras, de nós, e de redes, permitindo maior controle sobre aquilo que pode ser implantado e ou distribuído.

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2012

Creators

Gil, Izabel Castanha

(RE) PENSANDO O CONCEITO DO RURAL

Diante das transformações dos espaços e, nesse caso, do rural, torna-se necessário um (re) pensar de seu conceito, de uma forma que possa apreender e entender suas mudanças sem denominá-lo de urbanizado. Nesse sentido, compreende-se como um território que se alterou com a inserção ou fortalecimento de certas características até então não existentes, ou não tão evidentes, para se adaptar ao novo momento conjuntural e estrutural posto pelo sistema a fim de poder sobreviver diante dessa lógica. Desse modo, pretende-se analisar as diferentes formas até então vigentes de definições do rural (a partir de critérios: político-administrativo, econômico/setorial e quantitativo), buscando entender suas contribuições e limitações para se entender o rural de hoje. Com isso, possibilitará lançar questões que permitirão identificar o rural não a partir de características, mas de relações que a população estabelece com a terra, sendo esta seu elemento definidor.

Year

2012

Creators

Ponte, karina Furini da

O CONHECIMENTO GEOGRÁFICO VEICULADO PELOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE GEOGRAFIA E O ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO: REFLEXÕES PARA UMA GEOGRAFIA CRÍTICA EM SALA DE AULA

A Geografia escolar, constitui um dos instrumentos da educação escolar para conscientizar o indivíduo sobre a sua realidade espacial. Voltando os olhos para as contradições socioeconômicas que emergem atualmente no campo brasileiro, defendemos que essa disciplina deva colocar o aluno em contato com um conhecimento que o leve a desvendar criticamente essa dimensão do espaço nacional. No entanto, a análise que realizamos do conhecimento geográfico existente nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de Geografia levou-nos a detectar que o modo como o espaço agrário brasileiro foi caracterizado no referido documento poderá comprometer a formação da consciência crítica do aluno sobre a realidade. O presente texto tem como objetivo contribuir com algumas reflexões críticas a respeito do conhecimento geográfico veiculado pelos P.C.Ns Geografia, mais especificamente das concepções utilizadas por seus autores para a caracterização do espaço agrário brasileiro.

Year

2012

Creators

Vieira, Noemia Ramos

O ESPAÇO AGRÁRIO ACREANO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS DO SÉCULO XX

Neste artigo apresentamos sucintamente resultados da pesquisa que desenvolvemos no período de 1997 a 1999, sobre a recente expansão da fronteira agropecuária no Acre. Aí, analisamos as transformações agrárias ocorridas desde o início da década 1970 até o final dos anos 1990, e suas implicações na dinâmica conflituosa gerada no contexto da reprodução do espaço acreano.

Year

2012

Creators

Silva, Silvio Simione da