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Inmigrantes de américa central y del sur en españa

<p>La inmigración de latinoamericanos en España (procedentes de países de América Central y del Sur) se ha incrementado considerablemente desde mediados de la década de 1990, con una tasa de crecimiento similar a la de los africanos y muy superior a la europea. Los empadronados de estas nacionalidades son casi 1,76 millones en el Padrón de 2008, algo más de un tercio de todos los extranjeros. Esta inmigración se caracteriza por su concentración en lo que se refiere a la procedencia, a los destinos y a las edades.</p> <p>En primer lugar, en cuanto al origen, el 54% de estos inmigrantes procede de tres países: Ecuador (24%), Colombia (16%) y Bolivia (14%). En segundo lugar, en los destinos, casi la mitad de estos empadronados reside en las provincias de Madrid, Barcelona y Valencia; a la escala municipal, son también estos municipios y los de sus áreas metropolitanas los mayores receptores. Además de estas áreas, el litoral mediterráneo y las islas son también los destinos preferidos por estos inmigrantes. Finalmente, en lo que se refiere a la estructura por edades y sexo, la característica fundamental es, por un lado, la juventud, con la concentración de personas entre los 20 y los 44 años; por otro, el mayor peso proporcional de las mujeres.</p>

A emigração do Norte de Portugal para o Brasil antes e após a I Guerra Mundial (1913 e 1919): variações e permanências

<p>Este trabalho pretende estabelecer uma análise comparativa de alguns indicadores socioeconómicos – idade, profissão, naturalidade, sexo, etc. – relativos à emigração do Norte de Portugal para o Brasil nos anos imediatamente antecedentes e precedentes à Primeira Guerra Mundial, respectivamente, 1913 e 1919, e assim tentar perceber variações e constantes, e encontrar factores explicativos, pelo menos parcialmente, para os resultados alcançados.</p>

A emigração do Norte de Portugal para o Brasil através dos livros de registo de passaportes do Governo Civil do Porto (1935-1945)

<p>Este estudo, subordinado ao tema A Emigração do Norte de Portugal para o Brasil através dos Livros de Registo de Passaportes do Governo Civil do Porto (1935-1945), apresenta os resultados do levantamento e tratamento estatístico dos elementos identificativos referentes aos emigrantes, cujos passaportes foram requeridos no Governo Civil do Porto entre 1935 e 1945. O objectivo deste trabalho é traçar o perfil do emigrante do Norte de Portugal para o Brasil, dando conta do volume dos efectivos migratórios e da sua importância no movimento migratório português, da sua distribuição por destino, por naturalidade, por género, por estado civil, por grupos etários e pela sua classificação socioprofissional. A emigração portuguesa para o Brasil é uma componente estrutural da História contemporânea portuguesa, em geral, e das relações Portugal-Brasil, em particular, destacando- se o papel da cidade do Porto enquanto palco de afluência de gentes das mais diversas regiões e estratos sociais, que se serviram do seu porto para rumar ao Brasil em busca do Eldorado.</p>

A emigração legal no concelho de Boticas (1960/88) – caracterização profissional e mobilidade

<p>Migrações: de onde, para onde, quem emigra no concelho de Boticas no período de 1960/1988. Com o objectivo de procurarmos resposta para estas questões, consultamos os dados presentes nos passaportes dos emigrantes, atinentes ao espaço e tempo referidos. Os resultados desta análise constituem, em parte, o cerne do entendimento dos movimentos migratórios internacionais da população local, bem como das suas implicações demográficas e económicas locais.</p>

Timor. A última nação imaginada do século XX

<p>A primeira Nação-Estado deste século vive um intenso conflito entre os processos de state building e de nation-building, onde a ausência de um efectivo monopólio da violência legítima, assente no aparelho de poder estadual, levou a que se gerasse um exagerado intervencionismo da comunidade internacional na ordem interna. Abundam peritos e consultores desenraizados, tanto de organismos internacionais e ONGs como de potências interessadas na segurança e economia da região. Aquilo que foi uma colónia atípica do império português, dado que os modelos de conformação e ocupação soberanistas não foram efectivos, levou a que, depois do abandono de 1975, o vazio de poder convidasse tanto à ocupação pelo exército indonésio, como ao recrudescimento do catolicismo, levando a que uma religião coincidisse com a resistência e a identidade nacionais. Depois dos grandes movimentos de solidariedade global, provocados pelas violências das milícias, em guerra por procuração, essa parte da ilha do crocodilo quase se transformou numa nova ilha da utopia e da ucronia. Agora, chegou a hora das realidades, isto é, das circunstâncias de lugar e de tempo, com pessoas concretas. E, na prática, a teoria é outra, porque o construtivismo da comunidade internacional actua como uma espécie de corpo estranho sobre uma pluralidade de populações que ainda não tiveram direito ao urgente olhar antropológico pós-colonial. Porque as formas e os carimbos de nação, democracia e religião correspondem a efectivos sincretismos, onde as convergências e divergências implicam que a emergência não corresponde às intenções dos homens, mas às respectivas acções.</p>

O legado da Real Companhia Velha (Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro) ao Alto Douro e a Portugal (1756-2006)

<p>Em 10 de Setembro de 1756 foi criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro , destinada a garantir e promover, de forma articulada, a produção e comercialização dos vinhos do Alto Douro , a travar a concorrência de outros vinhos portugueses de inferior qualidade, a limitar o predomínio e mesmo o controlo desta actividade económica pelos ingleses e, logicamente , a aumentar os rendimentos da Coroa provenientes do comércio dos vinhos do Alto Douro , que vieram a ser uma das maiores fontes de receita do Estado português.</p> <p>A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro vai revelar -se pioneira n a demarcação e regulação pública da região vinícola do Alto Douro e no regime de protecção da denominação de origem. Boa parte da justificação histórica e simbólica de o Porto ser a capital do Norte encontra o seu primeiro fundamento na Companhia, mercê das suas múltiplas actividades económicas nas três províncias do Norte de Portugal, das obras públicas por si desenvolvidas, das escolas de ensino superior que sustentou e da valorização socioeconómica do Alto Douro - sem esquecermos que a sua sede se localizava no Porto, para onde tudo se dirigia e onde tudo se decidia.</p>

O marquês de Pombal, a história e os historiadores

<p>As diversas nações têm, quase sempre, em sua história, certos momentos que atraem mais intensamente a atenção dos historiadores, ou por serem considerados "gloriosos" ou por envolverem pontos de inflexão, viragens significativas no passado . Assim, em Portugal, a era dos descobrimentos marítimos , ou em menor grau , a "época pombalina" são temáticas que merecem reflexões mais aprofundadas por parte de historiadores. Este trabalho centrar-se-á na chamada "época pombalina" e na indefinição que provoca a personagem, a tal ponto que a interpretação do período acaba muitas vezes por ser confundindo com o juízo sobre o homem.</p>

A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro no contexto das práticas mercantilistas e ilustradas da Época Pombalina

<p>Este trabalho analisa as circunstâncias que presidiram à fundação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro , o desenvolvimento da empresa, sua inserção no comércio ultramarino, e as relações aos poucos estabelecidas entre o comércio dos vinhos do Porto e as reformas do sistema educacional através do sistema de subsídios à manutenção das Aulas Régias, tanto na metrópole como no ultramar.</p>

"Viva El-Rei! Viva o povo! Morra a Companhia!" (0 lado sombrio da instituição pombalina)

<p>Pretende-se nesta comunicação dar conta da primeira grande manifestação da plebe contra a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Dour , manifestação que a violência das ameaças verbais da multidão em fúria, os relatórios pouco serenos imediatamente enviados para Lisboa e, sobretud , a conjuntura política transformaram num motim tremendo que o Poder político vigente obrigou o Tribunal a classificar como crime de lesa-majestad .</p>

Frei João de Mansilha, procurador da Companhia em Lisboa (1756-1777)

<p>João de Mansilha, frade dominicano , foi procurador da Companhia das Vinhas do Alto Douro , junto da Corte , entre 1756- 1777 . O presente estudo , visa estudar a correspondência expedida pelo frade para a Junta da Administração da instituição de quem era mandatário. Neste sentido , estudamos a relação estreita entre o representante e os deputados dirigentes da Companhia, bem como a sua relação com o marquês de Pombal, ministro plenipotenciário e protector desta instituição desde a sua criação . Visamos , igualmente, perceber quais as principais preocupações que deram corpo às 720 cartas estudadas e que se encontram compiladas em 17 volumes , no arquivo da Real Companhia Velha.</p>

A contabilidade da Real Companhia Velha no século XVIII

<p>Neste artigo apresentamos os estatutos e alvarás de constituição da Companhia pombalina, Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, e exploramos a estrutura administrativo- financeira nos primeiros anos da sua instituição (século XVIII). Com base na consulta dos arquivos da mesma, verificamos que a nível contabilístico se utilizava já o método das "Partidas Dobradas", no registo das suas operações , sendo utilizados três livros principais (para além de outros complementares): Memorial, Diário e Razão. Apresentamos ainda os primeiros balanços da Companhia. Concluímos que a estrutura organizativa e o sistema contabilístico eram eficazes no controlo das operações. Contudo, como era típico da época, o balanço não era tão completo como é hoje, não apresentando o imobilizado e as respectivas amortizações. O sistema contabilístico era baseado nos débitos e créditos e não nos conceitos de activos, passivos, custos e proveitos.</p>

A contestação inglesa à Companhia em 1777

<p>A instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro revestiu-se de contornos que têm ocupado os historiadores do Vinho do Porto de há duas décadas a esta parte. Um desses contornos é precisamente o da contestação inglesa às competências que foram entregues ao instituto responsável pela instituição e regulamentação de uma das regiões demarcadas mais antigas do mundo, que faz agora 250 anos, e que se procurou explicar neste artigo.</p>

A "Primeira Associação de Indústria Fabril Portuense" e a fundição em Crestuma

<p>A Primeira Associação de Indústria Fabril Portuguesa foi o primeiro projecto industrial de grande dimensão fundado numa sociedade anónima que surge no Porto, em 1836.</p> <p>Embora nunca estabelecida, pretendia comprar a fábrica d o ferro d e Crestuma (Vila Nova de Gaia) , que pertencia "Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro". Esta comunicação apresenta um resumo sobre o passado da manufactura em Crestuma, demonstrando os efeitos que esta teve em Crestuma até ao século XX.</p>

A Real Companhia Velha no primeiro quartel do século XIX: o contexto internacional

<p>Como é sabido, todos os vinhos de renome têm, na sua gestação, uma componente mais ou menos forte de política internacional: são as tensões e as guerras que , influenciando as redes de comércio , criam os mercados de consumo para os vinhos de determinada origem - mercados que, por sua vez, influenciam, em muitos casos de forma decisiva, as características do produto.</p> <p>O vinho do Porto não foge a esta regra. Em última análise, a sua afirmação e expansão estão ligadas às mutações do sistema político europeu.</p>

A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro no confronto absolutismo/liberalismo. A destruição dos armazéns de Gaia em 1833

<p>Pretendendo estudar a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro no confronto entre absolutismo e liberalismo , este trabalho centrou-se num acontecimento de grande relevância - o incêndio dos armazéns de Gaia daquela Empresa, em 16 de Agosto de 1833, às ordens do Governo miguelista - pelo que foram seleccionados três textos que apresentam versões simultaneamente originais e complementares dos acontecimentos em questão, respectivamente da autoria de Luz Soriano , António Ferrão e Rocha Martins.</p>

O Alto Douro: uma abordagem geográfica

<p>Neste artigo descrevem-se as condicionantes históricas e geográficas que estão na base da produção vitícola do vale do Douro. Falar do Alto Douro é falar do esforço humano necessário à obtenção de um vinho de excelente qualidade. A beleza natural da região e a singular localização das suas vinhas, que impõe árduas condições aos viticultores, constituíram factores de reconhecimento como Património Mundial da UNESCO em Dezembro de 2001. Ter-se-á como objectivo, questionar a forma de tomar compatíveis a adaptação que exige a actual viticultura e a preservação das suas tradições e do seu saber fazer secular.</p>

Nos 250 anos da Região Demarcada do Douro: da Companhia Pombalina à regulação interprofissional

<p>Ao comemorarmos os 250 anos da Região Demarcada do Douro , cuja criação foi determinada pelo alvará régio de 10 de Setembro de 1756, vale a pena tentarmos perceber não só a importância e pioneirismo de tal medida no panorama vitivinícola internacional, antecipando muitos aspectos do moderno conceito de denominação de origem controlada, mas também o seu enquadramento na longa história da região vinhateira do Douro, criando, simultaneamente, um vector duradouro de identidade e de unidade regional, num território administrativamente muito dividido.</p>

João de Almada e Melo (1703-1786): o homem e a cidade

<p>Na segunda metade do século XVIII, o Porto viveu um dos períodos mais pujantes a nível da arquitectura e, principalmente, no campo do urbanismo . Tendo a cidade adquirido na primeira metade da centúria uma imagem profundamente marcada pelo Barroco, que até hoje a caracteriza, na segunda metade de Setecentos , lançou as bases de uma modernidade pela variedade de tendências no campo da arquitectura e pelas transformações urbanas realizadas naquele período. O Porto foi um dos centros mais importantes de intervenção urbana no Portugal da segunda metade do século XVIII. Conhecida já a história desse processo renovador, queremos chamar a atenção para alguns aspectos inovadores que João de Almada e Melo trouxe à cidade, e que, por isso, o tornou numa das figuras mais importantes da história do Porto.</p>

João Baptista Ribeiro na colecção de pintura da Real Companhia Velha

<p>Este trabalho procurou dar a conhecer João Baptista Ribeiro e a importância das suas aguarelas na história da Real Companhia Velha, nomeadamente na defesa e demonstração dos benefícios desse organismo.</p>

O vinho e a farinha, "zonas de sombra" na economia atlântica no século XVII

<p>O texto apresentado recupera e reordena argumentos de análises anteriores com o objetivo de dar destaque à circulação do vinho barato e da farinha de mandioca pelas várias partes do Atlântico no século XVII. Usualmente encobertos pela atenção a produtos mais caros e nobres como o vinho do Porto, os tecidos de luxo, o açúcar, as especiarias e os escravos, eles têm sido recorrentemente desconsiderados pela historiografia. Assim, neste trabalho abordarei esses produtos e o seu papel na época em questão.</p>