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Relações mercantis entre a praça carioca e Portugal na primeira metade do século XVIII
<p>Este trabalho estuda as transformações ocorridas nas relações mercantis entre o Rio de Janeiro e o reino de Portugal na primeira metade do século XVIII, sob impacto da descoberta do ouro e o consequente povoamento das regiões mineradoras. A profundidade dessas transformações significou uma importante alteração no eixo econômico não somente da colônia americana como de todo o império luso. Na segunda parte do texto, para perceber como estas alterações marcaram os agentes mercantis faço uma análise das sociedades comerciais e das escrituras de procuração feitas na praça carioca.</p>
As redes de comércio entre Portugal e as Minas do Ouro na primeira metade do século XVIII
<p>A instalação de uma significativa população na região das Minas do ouro dependeu , desde o início , da garantia de abastecimento dos núcleos urbanos . Isso se fez conjugando uma produção interna à capitania com a chegada de produtos que vinham de outras partes da América portuguesa e mesmo do reino . Este artigo pretende analisar a conformação das redes comerciais e as características da atividade mercantil que se estruturaram na capitania. A análise da documentação mostrou as dificuldades de classificar esses comerciantes em grupos ou categorias estáticas, pois o comércio nas Minas era atividade tão diversificada quanto os homens que o empreendiam. As características que marcaram os comerciantes mineiros foram a heterogeneidade, a instabilidade e a fluidez entre os diversos tipos de atividades a que se dedicavam.</p>
O Brasil e a Companhia do Alto Douro (1756-1825)
<p>Neste trabalho vamos tratar das relações entre a Companhia e o Brasil, entre 1756, ou seja, o ano da sua fundação, e 1825 , o ano da normalização das relações diplomáticas com o Brasil, tornado independente em 1822.</p> <p>De entre os vários privilégios concedidos à Companhia, destaca-se o monopólio do comércio exclusivo de todos os vinhos , aguardentes e vinagres exportados pela barra do Douro para as capitanias de São Paulo , Rio de Janeiro , Baía e Pernambuco , comércio esse que, até 1755-1756, se encontrava dominado pelos ingleses e negociantes seus associados mas que , com a fundação da Companhia do Grão-Pará e Maranhão (6 de Junho de 1755), a abolição dos comissários volantes no Brasil (lei de 6 de Dezembro de 1755 , reiterada pela lei de 7 de Março de 1760) e a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, vai passar a estar nas mãos da alta burguesia portuguesa de negócios.</p> <p>A Companhia detinha, e m regime exclusivo, o comércio de vinhos, aguardentes e vinagres que se carregavam na cidade do Porto e saíssem pela sua alfândega para o Brasil, o qual se veio a tornar num importante mercado de escoamento dos vinhos do Alto Douro, o mais importante ramo dos seus negócios durante as duas primeiras décadas da sua existência, mas não como alguns historiadores pretendem, o sector mais lucrativo da actividade desenvolvida por aquela Empresa.</p>
Os negócios da Companhia dos Vinhos com o Brasil (1834-1843)
<p>Fruto de uma investigação efectuada no Arquivo da Real Companhia Velha, pretendeu-se conhecer a evolução das relações comerciais desta Companhia com os seus agentes no Brasil (Baía, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santos) , entre 1834 e 1842 , ou seja, entre o ano em que a Companhia perde os seus privilégios e prerrogativas que faziam dela uma empresa majestática (decreto de 30 de Maio de 1 834) e o ano em que ela volta a assumir funções importantes delegadas pelo Estado (carta de lei de 21 de Abril de 1 843).</p>
2015
Paulo Amorim Maria José Ferraria
A Companhia e a exportação de produtos secos para o Brasil
<p>Embora a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro apenas estivesse legalmente habilitada a comercializar com o Brasil o vinho , as aguardentes e os vinagres, houve situações de excepção que determinaram o envio de outros produtos . Foi o que aconteceu em 1759, quando a empresa obteve autorização régia para enviar para o Rio de Janeiro um carregamento substancial de ferramentas , metais , munição , têxteis , chapelaria e géneros alimentares , entre outros. Todavia, a colocação e venda destes produtos no mercado brasileiro revelou-se difícil, impossível até para alguns deles , pelo que tal experiência não se viria a repetir. Essa não era, decididamente, a vocação da Companhia das Vinhas do Alto Douro.</p>
2015
Maria da Conceição Meireles Pereira
Os negociantes da Praça do Comércio do Rio de Janeiro de meados do século XIX: estudo do grupo mercantil do Barão de Mauá e sua relação com o Império do Brasil
<p>O presente trabalho tem como objetivo analisar a atividade econômica e política desenvolvida por um dos mais atuantes grupos mercantis da Praça do Comércio do Rio de Janeiro na década de 1850 . Liderado pelo negociante "de fazenda seca por atacado" Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, esse grupo, além dos negócios na área bancária, navegação e estrada de ferro, esteve, também, à frente da Sociedade dos Assinantes da Praça no mesmo período.</p>
Os ingleses e a Companhia do Alto Douro nas vésperas das invasões francesas (1804-1805)
<p>Em 1 804 , a Feitoria Inglesa do Porto, abalada pela séria concorrência que a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro lhe fazia quanto à exportação do Vinho do Porto para Inglaterra, prejudicada pelo monopólio das aguardentes, imprescindíveis para o tratamento do Vinho do Porto, detido pela Companhia, apresenta uma queixa à rainha de Portugal Maria I contra a Companhia, alegando baixa qualidade do Vinho do Porto , escassez de aguardente e má-fé da Companhia, segundo a Feitoria a principal responsável pela diminuição das importações do Vinho do Porto por parte da Inglaterra.</p> <p>A Companhia refuta as acusações e enuncia os factores explicativos da redução da exportação do Vinho do Porto para Inglaterra e propõe novas medidas a serem tomadas pelo Governo de Portugal para contrariar tal redução , medidas essas que o Governo irá adoptar.</p> <p>Trata-se, assim, de mais um confronto na guerra dos cem anos , que irá opor os ingleses do Porto e a Companhia, desde a fundação desta, em 1756, até à extinção definitiva das funções de fiscalização e controle que a Companhia assumiu quanto ao Vinho do Porto, em 1852.</p>
2015
Fernando de Sousa Diogo Ferreira Ricardo Rocha
A Rússia e a Companhia do Alto Douro. Um balanço dramático de três décadas de relações comerciais (1805)
<p>Durante perto de três décadas, a Casa de Comércio de Portugal, instalada pela Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (também designada por Real Companhia Velha, e que em 2006 completou 250 anos de actividade comercial ininterrupta) em São Petersburgo e dela dependente, foi o símbolo dos negócios desenvolvidos entre as duas nações, nas últimas décadas do século XVIII e primeiros anos do século XIX.</p> <p>Neste artigo, publicamos uma valiosa fonte documental existente no Arquivo da Real Companhia Velha, relativa à liquidação das contas da Companhia, produzida por José Maria Roversi, cônsul português e m São Petersburgo desde 1800, vice-cônsul d e Portugal na Rússia a partir de 1803, cônsul-geral de Portugal em São Petersburgo entre 1804- 1808 e procurador da Real Companhia Velha.</p> <p>O Jornal ou Resumo dos procedimentos de Roversi & Gonçalves sintetiza todas as iniciativas desenvolvidas por esta empresa para se conhecer a situação financeira da Companhia na Rússia, em 1805, instalada naquele País desde 1781.</p>
2015
Fernando de Sousa Diogo Ferreira Maria José Ferraria Paula Barros Paulo Amorim Ricardo Rocha
Deslocamentos e Histórias: Os Portugueses
<p>Avaliar quantidades demográficas, reconhecer procedimentos políticos, entender investimentos sentimentais, aquilatar a importância dos lazeres possíveis, estimar os sucessos no mundo dos negócios e as agruras do trabalho urbano, enfim, interpretar as personagens e os grupos sociais no seu incessante movimento em direção ao futuro – o nosso presente interpretador – são tarefas que compõem a intenção do conjunto dos investigadores reunidos no presente volume.</p>
2012
Maria Izilda Matos Fernando de Sousa Ismênia de Lima Martins Maria da Conceição Meireles Pereira José Sacchetta Beatriz Kushnir Maria José Ferraria Paulo Amorim Carmen Sarmento Lená Medeiros de Menezes Paula Cypriano Maria Apparecida Franco Pereira Sênia Bastos Suzel Frutuoso Andréa Telo da Corte Gladys Sabina Ribeiro Eliane Machado Alice Beatriz Lang Zeila Demartini Paulo Marreiro José Damião Rodrigues Gilberta Rocha Elis Regina Angelo Etelvina Trindade Maria Apparecida Pascal Yvone Dias Avelino Jaelson Bitran Trindade Maria de Nazaré Sarges Roseli Boschilia Vitor Fonseca José Jobson Arruda Alexandre Hecker Paula Santos Cláudia Calmon Arruda Magda Ricci
Registro de imigrantes: estratégia de pesquisa
<p>O presente texto integra um esforço investigativo iniciado em novembro de 2005, quando o Cepese (Centro de Estudos de. População e Sociedade, da Universidade Lusíada e da Universidade do Porto) e a Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo a Pesquisa, do governo do estado do Rio de Janeiro) assinaram convênio para cooperação sistemática entre instituições brasileiras e portuguesas no estudo das migrações. No âmbito desse acordo foi realizado o 1º Seminário Internacional sobre Imigração Portuguesa no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.</p>
2015
Ismênia de Lima Martins
A emigração do norte de Portugal para o Brasil: uma primeira abordagem (1834-1950)
<p>No âmbito do Projecto ''A Emigração do Norte de Portugal para o Brasil", apresentado pelo Cepese (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade) à FCT ( Fundação para a Ciência e a Tecnologia) em 2 0 0 4 e que mereceu por parte desta entidade a classificação de "Excelente" e respectiva aprovação, foi possível constituir uma equipa de investigadores deste Centro, por nós coordenada, que se encontra a trabalhar, nesta primeira fase, sobre os livros de registo de passaportes dos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, em ordem ao levantamento dos nomes dos titulares de passaportes e respectivos acompanhantes, sexo, idade, naturalidade, estado civil, profissão, nível de alfabetização e destino no Brasil quando possível.</p>
Imigração e negócios: comerciantes portugueses segundo os registros do tribunal do comércio da capital do império (1851-1870)
<p>A vocação mercantil da cidade do Rio de Janeiro, estabelecida desde finais do século 18 com o início da atividade mineradora no país, confirmou-se com a chegada da família real ao Brasil, a conseqüente abertura dos portos, em 1 808, e os tratados de amizade e comércio firmados com as nações européias. O contato direto entre o porto do Rio de Janeiro e os portos europeus ampliou as transações mercantis e a cidade tornou-se importante entreposto de compra e venda de mercadorias produzidas por toda parte. A urbanização ocorrida por conta dessas transformações teve no desenvolvimento comercial uma importante e significativa expressão. Dedicados tanto ao comércio de importação e exportação quanto ao pequeno comércio, voltado para o atendimento à demanda crescente por parte de uma população que não parou de crescer ao longo do século 20, estrangeiros de várias procedências fixaram-se na cidade, estabelecendo verdadeiros nichos em um mercado em contínua diversificação.</p>
2015
Lená Medeiros de Menezes Paula Cypriano
Portugueses no alto comércio santista no início da república velha
<p>A historiografia brasileira, nestas últimas décadas, vem sendo enriquecida com estudos sobre a e/imigração portuguesa, principalmente graças a grupos de pesquisas que envolvem os historiadores de ambas as pátrias em projetos comuns. Vários são os enfoques e várias as descobertas sobre os deslocamentos de lusos para a nossa terra, que se dão desde o início da colonização.</p>
2015
Maria Apparecida Franco Pereira
Na cidade de São Paulo em meados do século 19
<p>Embora a historiografia aponte a preferência dos portugueses pela cidade do Rio de Janeiro, este estudo analisa os portugueses na cidade de São Paulo em meados do século 19, principalmente os que se dedicaram às atividades de caixeiro e negociante.</p>
2015
Sênia Bastos
A presença portuguesa no comércio em Santos
<p>Santos, em fins do século 19 e nas primeiras décadas do século 20, é uma cidade que possui belos edifícios coloniais, marcos da colonização portuguesa. Muitos deles preservados até os dias de hoje. Também prédios modernos, lojas sofisticadas e escritórios, pequenas e médias indústrias, monumentos, praças, jardins e atividade portuária intensa marcam a sua paisagem. Há trânsito, ruído, movimento e vida. Há habitações elegantes e confortáveis que pertencem a santistas, paulistas e paulistanos representantes da elite. Há casas de pequenos, médios e grandes comerciantes estrangeiros e de trabalhadores. Há contrastes, mas a cidade fervilha de atividade com uma multidão heterogênea formada pelos da terra e por pessoas oriundas de outras cidades e outros estados e por uma gama de imigrantes.</p>
2015
Suzel Frutuoso
História de vida e imigração: as formas do passado
<p>A moldura que enquadra o boom atual dos estudos das migrações relaciona- se em grande parte ao duplo contexto de explosão de conflitos étnicos no Ocidente, e de mundialização da economia capitalista, ocorridos nos últimos trinta anos. Nesse período, o fenômeno do transnacionalismo e das transmigrações tem propiciado diferentes ângulos para historiadores, antropólogos e sociólogos refletirem sobre as novas migrações, e é sobretudo pelo ângulo do estudo das identidades e das negociações culturais entre grupos étnicos que uma nova historiografia sobre o tema tem sido produzida.</p>
2015
Andréa Telo da Corte
O funcionamento da comissão mista Brasil-Portugal do tratado de paz e aliança de 1825 e os sequestros de bens
<p>O Tratado de Paz e Aliança/ firmado em 29 de agosto de 1825, reconheceu a emancipação brasileira enquanto separação total da Nação portuguesa. Os seus artigos 6º e 7º estabeleceram o exame dos sequestros feitos durante a guerra da Independência, de modo a se estabelecer ressarcimentos recíprocos. O artigo 6º discriminava o procedimento que deveria ser adotado para os bens de raiz ou móveis e para as ações pertencentes aos súditos de ambos os soberanos, que deveriam ser indenizados deduzidas as despesas com a administração e calculados os rendimentos passados. O artigo 7º cuidava das embarcações e cargas apresadas. Para que essas reclamações fossem examinadas com justiça e rigor, estipulou-se no artigo 8º a criação de uma Comissão nomeada pelos governos envolvidos. Um prazo seria estipulado e qualquer empate deveria ser resolvido pelo representante do soberano mediador. Antes do início dos trabalhos, os governos deveriam indicar os fundos dos quais sairia o pagamento das reclamações.</p>
2015
Gladys Sabina Ribeiro Eliane Machado
Entre Portos, comércio, e trocas culturais: os portugueses e as lutas sociais na amazônia - 1808-1835
<p>Em 7 de janeiro de 1835, quando os cabanos tomaram as ruas e a cidade de Belém do Grão-Pará, havia uma palavra de ordem repetida pelos revolucionários: "morte aos portugueses e aos maçons':' A maçonaria merece um estudo à parte, mas este que agora elaboro procura compreender por que os homens cabanos que tomaram a capital da Amazônia portuguesa tinham tanto ódio aos seus colonizadores. Saindo do senso comum, este estudo delineia algumas das raízes de uniam e que separavam brasileiros e portugueses, enveredando pelos meandros do comércio e da política luso-brasileira entre os anos de 1808 e 1835.</p>
Imigrantes portugueses em São Paulo: história oral
<p>Falamos de migração, movimento de pessoas que deixam o país de origem em caráter definitivo ou por tempo longo.</p> <p>Falamos de emigrantes, pessoas que deixam sua terra natal em busca do sonho de uma vida melhor, ou para alcançar a liberdade.</p> <p>Falamos de imigrantes, que se radicam em nova terra procurando se integrar, mas também preservando traços culturais do país de origem, mantendo vínculos que não se rompem.</p> <p> </p>
2015
Alice Beatriz Lang Zeila Demartini
Indolente ou laborioso? A construção de sentidos na e/imigração portuguesa para o amazonas
<p>Desde a colonização, e mesmo depois da Independência do Brasil (1822), a e/imigração portuguesa para o estado do Amazonas, no norte do país, foi majoritária. Diferente de outras regiões brasileiras que tiveram maior incidência de imigrantes de outras nacionalidades. Essa presença portuguesa - em maior medida - deixou reflexos na historiografia e nas memórias e imaginário das populações do Amazonas, principalmente nas de Manaus, capital do estado</p>