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TERRITORIALIDADE E SUSTENTABILIDADE: DESAFIOS PARA AS COMUNIDADES KAIOWÁ E GUARANI EM MATO GROSSO DO SUL/Territoriality and sustainability: challenges for the Kaiowa and Guarani communities in Mato Grosso do Sul, Brazil

O presente artigo discute os desafios enfrentados pelas comunidades kaiowá e guarani em relação à garantia de seus territórios de ocupação tradicional e o esforço por elas realizado para assegurar suas formas de sustentabilidade. A vulnerabilidade dessas comunidades aprofundou-se com a política implementada pelo governo brasileiro, com o confinamento compulsivo de dezenas de comunidades em minúsculas reservas, onde foram submetidas a políticas assimilacionistas ao longo do século XX. Vivendo atualmente em pequenas áreas superpovoadas e com recursos escassos, a população enfrenta o desafio cotidiano de prover suas necessidades básicas e de seguir reproduzindo suas formas de expressão cultural – ava reko. A abordagem transita entre os enfoques geográfico, histórico e o antropológico, para realizar uma crítica das políticas públicas implementadas junto às comunidades, o que resulta na persistência de impasses territoriais e ambientais. Procuramos também identificar algumas estratégias de luta desenvolvidas pelas comunidades como forma de buscar o cumprimento de direitos assegurados em lei e a continuidade das práticas sociais associadas ao bom viver – teko katu. Como citar este artigo:COLMAN, R. S.; PEREIRA, L. M. Territorialidade e sustentabilidade: desafios para as comunidades Kaiowá e Guarani em Mato Grosso Do Sul. Revista NERA, v. 23, n. 52, p. 63-89, dossiê., 2020.

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2020

Creators

Colman, Rosa Sebastiana Pereira, Levi Marques

A QUESTÃO AGRÁRIA E SEUS DESDOBRAMENTOS NA RETOMADA INDÍGENA DOS TERRITÓRIOS TRADICIONAIS EM MATO GROSSO DO SUL/The Agrarian Question and its consequences in the retaking of indigenous traditional territories in Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul apresentam-se elementos agravados da questão agrária resultantes pelo processo de apropriação capitalista da terra sobre os territórios tradicionais dos indígenas. Tal processo resultou na concentração fundiária, na expropriação e na expulsão dos indígenas de seus territórios e no seu confinamento em reservas criadas pelo Estado brasileiro. Este trabalho objetiva apontar nuances da questão agrária e refletir sobre seus rebatimentos na questão indígena em Mato Grosso do Sul, sobretudo algumas tragédias e formas de resistência Kaiowá e Guarani. Para realização deste trabalho, utilizou-se, como procedimento metodológico, a revisão bibliográfica sobre a questão agrária no Brasil e em Mato Grosso do Sul e sobre a questão indígena. Dados secundários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Banco de Dados da Luta pela Terra (DATALUTA) foram sistematizados em tabelas e mapas a fim de balizarem a discussão. Além disso, foram utilizadas informações publicadas pela mídia sobre conflitos envolvendo proprietários fundiários e indígenas em disputas por terras e as formas de resistência dos Kaiowá e dos Guarani. Como citar este artigo:NARDOQUE, Sedeval; MELO, Danilo Souza. A questão agrária e seus desdobramentos na retomada indígena dos territórios tradicionais em Mato Grosso do Sul. Revista NERA, v. 23, n. 52, p. 90-109, dossiê., 2020.

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2020

Creators

Nardoque, Sedeval Melo, Danilo Souza

CONFLITOS TERRITORIAIS E RACIONALIDADES DIVERGENTES: CONTRIBUIÇÕES DA GEOGRAFIA ESCOLAR PARA LUTA E (RE) EXISTÊNCIA DOS GUARANI E KAIOWÁ EM MATO GROSSO DO SUL / Territorial conflicts and divergent rationalities: school geography contributions to the fight and (re) existence of the Guarani and Kaiowá from Mato Grosso do Sul

Neste artigo apresentamos algumas reflexões sobre as possíveis contribuições da Geografia escolar enquanto elemento potencializador para reafirmação da identidade Guarani e Kaiowá, e, por conseguinte, para a luta pela retomada dos territórios por eles ocupados tradicionalmente. A partir de algumas narrativas míticas Guarani e Kaiowá, de relatos de mestres tradicionais e lideranças políticas destas etnias, em diálogo com conteúdos trabalhados pela Geografia escolar, apontamos as possibilidades desse conhecimento auxiliar os alunos das escolas indígenas na compreensão da situação de Reserva a que foram e/ou estão submetidos, bem como na importância da luta para retornar ao seu território. Como citar este artigo:SILVA, Solange Rodrigues; NUNES, Flaviane. Conflitos territoriais e racionalidades divergentes: contribuições da geografia escolar para luta e (re) existência dos Guarani e Kaiowá em Mato Grosso do Sul. Revista NERA, v. 23, n. 52, p. 110-132, dossiê, 2020.

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2020

Creators

Silva, Solange Rodrigues da Nunes, Flaviana Gasparotti

O MOVIMENTO GUARANI E KAIOWÁ PELA REAPROPRIAÇÃO SOCIAL DA NATUREZA E AS RETOMADAS DE TEKOHA/The movement of Guarani and Kaiowá by the social reapropriation of nature: Tekoha, resumes and r-existence

No Mato Grosso do Sul existe uma geopolítica da despossessão em curso de que as maiores vítimas são os povos Guarani e Kaiowá que tradicionalmente ocupavam seus tekoha. Essas populações tradicionais estão envolvidas em conflitos territoriais – por terra, água, território e direitos humanos – em “re-existência” na luta pela “reapropriação social da natureza” e afirmação/valorização da identidade étnica-territorial e coletiva. Nesse movimento antisistêmico o território emerge como questão central nas lutas por redistribuição de terra para a construção de um ordenamento territorial pelos de abajo. O objetivo deste artigo é analisar os conflitos latentes e manifestos entre indígenas Guarani e Kaiowá e fazendeiros na área de fronteira do Brasil com o Paraguai. Além de revisitarmos criticamente o conceito de território, utilizamos a abordagem multimetodológica ou método misto para a realização do levantamento bibliográfico, documental, coleta de dados e informações, observação, realização de entrevistas e atividades em campo. Consideramos que o tekoha e as ações de retomadas territoriais apresentam conteúdo étnico potencial que podem transformar esta realidade de despossessão. A demarcação e autodemarcação dos territórios tradicionais é um movimento importante para a reapropriação social da natureza na construção de um ordenamento territorial decolonial para os de abajo. Como citar este artigo:MONDARDO, Marcos Leandro. O movimento Guarani e Kaiowá pela reapropriação social da natureza e as retomadas de Tekoha. Revista NERA, v. 23, n. 52, p. 133-150, dossiê., 2020.

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2020

Creators

Mondardo, Marcos Leandro

O ACAMPAMENTO-TEKOHA LARANJEIRA ÑANDERU EM RIO BRILHANTE (MS): A ATUAL CONJUNTURA DOS CONFLITOS E DAS RESISTÊNCIAS/ The encampments-tekoha Laranjeira Ñanderu in Rio Brilhante (MS): The current conjuncture of conflicts and resistance

A situação das terras indígenas no estado do Mato Grosso do Sul (MS) vem sendo estudada por diversos autores em diferentes perspectivas analíticas envoltas de suas ciências. Assim, a ciência geográfica permite a partir da análise do território compreender os processos de territorialização-desterritorialização-reterritorialização indígena, que compõem um conjunto de ações históricas de (re)existências. Caso que não é diferente no acampamento-tekoha Laranjeira Ñanderu em Rio Brilhante (MS), onde por meio de suas cosmologias e ações de enfrentamento contra o agronegócio nacional e estrangeiro os indígenas Guarani-Kaiowá, tem resistido com o seu modo de ser, como pretendemos demostrar ao longo deste artigo. Como citar este artigo:BUSCIOLI, Lara Dalpério. O Acampamento-Tekoha Laranjeira Ñanderu em Rio Brilhante (MS): a atual conjuntura dos conflitos e das resistências. Revista NERA, v. 23, n. 52, p. 151-175, dossiê, 2020.

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2020

Creators

Buscioli, Lara Dalpério

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IMPACTOS DA CULTURA DA SOJA NO ÊXODO RURAL NA ARGENTINA (1990 – 2017)/ Impacts of soy cultivation on rural exodus in Argentina (1990 – 2017)/ Impactos del cultivo de soja en el éxodo rural en Argentina (1990 – 2017)

A cultura da soja ocupa lugar de destaque na produção agrícola da Argentina. Porém, seu avanço, resultante da expansão da fronteira agrícola, promoveu problemáticas que expressam as contradições do modelo produtivo agropecuário adotado pelo país. Exemplo disso é a acentuação da concentração fundiária e sua interface com o êxodo de produtores de media e pequena escala que não puderam continuar com suas atividades produtivas durante o avanço da sojización. No esforço de detalhar tal processo, analisamos dados da expansão da área plantada com soja na Argentina e a variação da população rural do país, numa série histórica de 1990 e 2017, a fim de analisar o comportamento e estabelecer a relação entre essas duas variáveis. Foi utilizado um modelo de regressão linear simples e de duas variáveis para verificar a existência dessa relação. Os resultados demonstram que há correlação entre o avanço da área plantada com soja e a redução da população rural no país, o que permitiu desenvolver uma equação que expresse a relação entre estas variáveis. Diante isto, comprova-se que o efeito da expansão da fronteira agrícola destinada para o desenvolvimento dessa cultura é um elemento importante, ainda que não o único, para explicar os processos do êxodo rural na Argentina.Como citar este artigo:GALVÁN, Gabriel Horacio; RIBEIRO, Dinalva Donizete. Impactos da cultura da soja no êxodo rural na Argentina (1990 – 2017). Revista NERA, v. 23, n. 55, p. 383-401, set.-dez., 2020.

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2020

Creators

Galván, Gabriel Horacio Ribeiro, Dinalva Donizete

DO GLOBAL AO LOCAL: AS SINGULARIDADES DO CONTROLE DO TERRITÓRIO NO PARAGUAI/ From global to local: the singularities of territory control in Paraguay/ De lo global a lo local: las singularidades del control del territorio en Paraguay

O capital historicamente tem utilizado a terra para garantir a sua acumulação. No século XXI, caracterizado por dinâmicas globais ímpares, a terra adquire um caráter cada vez mais mercadológico e é transformada em ativo financeiro. Essa corrida mundial por terras resulta no processo que entendemos enquanto controle do território. Diferente do que a maioria das pesquisas propagam, o controle do território não é único em todo o globo, pois é resultado de dinâmicas gerais (globais), particulares (nacionais/regionais) e singulares (locais) em interação. A partir do estudo de caso do Paraguai, o objetivo deste artigo é debater sobre as singularidades do controle do território no Paraguai, trazendo as dinâmicas e contradições deste processo para a discussão. Através do levantamento e sistematização de dados disponibilizados pelo MAG e CAPECO e informações coletadas em trabalhos de campo e por meio de entrevistas, identificamos diferentes singularidades na materialização do controle do território no Paraguai, tais como a presença incipiente do capital financeiro, extrema significância do capital regional e pequena atuação do capital chinês. Como citar este artigo:PEREIRA, Lorena Izá. Do global ao local: as singularidades do controle do território no Paraguai. Revista NERA, v. 23, n. 55, p. 362-382, set.-dez., 2020.

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2020

Creators

Iza Pereira, Lorena

SUBORDINAÇÃO E RESISTÊNCIA: AS IMPLICAÇÕES DA CONTRARREFORMA AGRÁRIA DE MERCADO NO PONTAL DO PARANAPANEMA – SP / Subordination and resistence: the implications of the Agrarian Counter-reform of Market in Pontal do Paranapanema - SP / Subordinación y resistencia: las implicaciones de la Contrarreforma Agraria del Mercado en Pontal do Paranapanema - SP

A chamada Contrarreforma Agrária de Mercado (CRAM) é uma proposta cunhada no âmbito do Banco Mundial (BM) que concede empréstimos para camponeses comprarem terras de fazendeiros à preço de mercado, isto com vistas a substituir a reforma agrária pela via da desapropriação. Essa proposta começou a ser implantada no Brasil na segunda metade dos anos 1990 por meio do crédito fundiário. Nosso trabalho visa contribuir nesse debate, analisando o processo de territorialização das políticas de CRAM no Pontal do Paranapanema em São Paulo. Observaremos que a expansão da CRAM na região foi um processo articulado pelos fazendeiros e ruralistas como mais uma tática para contrapor o avanço da luta pela terra. Também foi possível ver, pela análise dos empreendimentos do crédito fundiário, em especial o Banco da Terra (BT), a distância entre o discurso do BM e a realidade dos empreendimentos cujos resultados se materializam numa lógica dialética de subordinação e resistência. Como citar este artigo:LIMA, Rodolfo de Souza; PAULA, Ricardo Pires de. Subordinação e resistência: as implicações da Contrarreforma Agrária de Mercado no Pontal do Paranapanema – SP. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 146-167, mai.-ago., 2021

Year

2021

Creators

Lima, Rodolfo de Souza Paula, Ricardo Pires de

PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA NA ZONA DA MATA ALAGOANA: ANÁLISE DO USO DE AGROTÓXICOS E A ALTERNATIVA ORGÂNICA EM ASSENTAMENTO DE REFORMA AGRÁRIA / Agroecological production in the “Zona da Mata” of Alagoas: analysis of pesticide use and the organic alternative in agrarian reform settlement / Producción agroecológica en la zona da mata de Alagoas: análisis del uso de pesticidas y la alternativa orgánica en el asentamiento de la reforma agraria

A utilização de agrotóxicos no Brasil vem aumentando, com consequências para a saúde dos trabalhadores rurais e consumidores. Historicamente com predomínio de monocultura de cana-de-açúcar, nas últimas décadas, o cenário rural do estado de Alagoas vem sendo transformado com a criação de assentamentos de reforma agrária, ampliando a importância da agricultura familiar, bem como novas culturas e a criação animal vem ganhando importância. O objetivo deste trabalho foi analisar a produção agrícola e o uso de agrotóxicos no assentamento Dom Helder Câmara, localizado no município de Murici - Zona da Mata alagoana. A metodologia utilizada foi a de entrevistas semiestruturadas, aplicadas em 29 famílias, durante os meses de janeiro a julho de 2018. Verificou-se que 11% das famílias fazem uso de agrotóxicos e 34% possuem certificação orgânica. Com relação à declaração de aptidão ao Pronaf, 66% das famílias não possuem o documento, o que impede que o número de agricultores certificados via OCS aumente. A falta de assistência técnica e crédito dificulta a melhora da produção, sendo que 47% das famílias não utilizam nenhum insumo para o manejo das culturas. Como citar este artigo:NAVAS, Rafael; HIRAI, Wanda Griep; OLIVEIRA, Maria Alice Araújo. Produção agroecológica na Zona da Mata alagoana: análise do uso de agrotóxicos e a alternativa orgânica em assentamento de reforma agrária. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 212-228, mai.-ago., 2020.

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2021

Creators

Navas (in memoriam), Rafael Hirai, Wanda Griep Oliveira, Maria Alice Araújo

CONFLITUALIDADE E QUESTÃO AGRÁRIA: OS MODELOS DE DESENVOLVIMENTO PARA O ESPAÇO AGRÁRIO LATINO-AMERICANO/ Conflictiveness and agrarian question: development models for the Latin American agrarian space/ Conflictualidad y cuestión agraria: modelos de desarrollo para el espacio agrario latinoamericano

A questão agrária é multidimensional, multiescalar e envolve tanto momentos de conflito, bem como de conflitualidade. A questão agrária também está inserida no debate paradigmático – Paradigma da Questão Agrária e Paradigma do Capitalismo Agrário – em que ambos propõem modelos de desenvolvimento para o espaço agrário. Desde a década de 1990, o espaço agrário latino-americano é alvo da expansão de políticas neoliberais que incentivam o agronegócio pautado na produção de commodities para a exportação. Ao mesmo tempo, o campesinato e demais povos tradicionais da América Latina se organizam em movimentos socioterritoriais e promovem práticas de desenvolvimento contra-hegemônicas, ordenadas pela reforma agrária popular, agroecologia, soberania alimentar, educação do campo, entre outros. Estes modelos de desenvolvimento estão em conflito e em permanente conflitualidade, conformando o espaço agrária latino-americano. Como citar este artigo:PEREIRA, Lorena Izá; COCA, Estevan Leopoldo de Freitas; ORIGUÉLA, Camila Ferracini. Conflitualidade e questão agrária: os modelos de desenvolvimento para o espaço agrário latino-americano. Revista NERA, v. 23, n. 53, p. 09-21, mai.-ago., 2020.

Year

2020

Creators

Iza Pereira, Lorena Coca, Estevan Leopoldo de Freitas Origuéla, Camila Ferracini

Folha de rosto

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PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA NO ESPÍRITO SANTO: O PROJETO PROFISSIONAL E OS IMPACTOS NA VIDA DOS JOVENS CAMPONESES / Pedagogy of alternance in the Espirito Santo: the professional project and the impacts on the life of young peasants / Pedagogía de alternancia en el Espíritu Santo: el proyecto profesional y los impactos en la vida de los jóvenes campesinos

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa realizada sobre o Projeto Profissional do Jovem, atividade de conclusão do Curso de Técnico em Agropecuária da Pedagogia da Alternância na Escola Família Agrícola do Bley, em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo. Como objetivo, busca identificar os impactos que o projeto profissional do curso proporciona na autonomia e emancipação econômica e social do jovem camponês, tendo como referencial teórico Paulo Freire, Paolo Nosella, Jean-Claude Gimonet dentre outros. Descreve a história da pedagogia da alternância, seus princípios e instrumentos pedagógicos e debate a importância do plano de formação como documento norteador para estudantes das escolas família agrícola. Por meio de grupo focal, destaca os depoimentos de alunos egressos sobre o projeto profissional. Conclui que o Projeto Profissional aplicado nas unidades produtivas possibilita autonomia financeira ao jovem camponês e transformação da sua realidade. Como citar este artigo:FERNANDES, Rosane Rosa Dias; MARTINS, Danielli Calabrez. Pedagogia da alternância no Espírito Santo: o projeto profissional e os impactos na vida dos jovens camponeses. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 81-99, mai.-ago., 2021.

Year

2021

Creators

Rosa Dias Fernandes, Rosane Calabrez Martins, Danielli

CAMPESINATO E AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: NOTAS PARA SE PENSAR DESENVOLVIMENTO E INCLUSÃO / Peasantry and subsistence agriculture in São Tomé and Príncipe: notes for thinking about development and inclusion / Campesinos y agricultura de subsistencia en Santo Tomé y Príncipe: notas para pensar sobre el desarrollo y la inclusión

Este trabalho é fruto de uma pesquisa de campo realizada na comunidade agrícola de Monte Café no país africano de São Tomé e Príncipe (STP). As atividades de campo foram realizadas nos primeiros meses de 2018 e as análises e aprofundamento bibliográfico se estenderam por 2018 e 2019. O objetivo do trabalho foi o de, a partir do estudo de caso apresentado, lançar luz à realidade concreta dos camponeses no país. Com o esgotamento do ciclo açucareiro, o café e o cacau assumiram uma posição de destaque, ainda no século XIX, destaque esse que se mantém até os dias atuais. Preso a uma economia agrária-exportadora, o país não logrou um processo de industrialização que pudesse alterar a dinâmica econômica recente. Ademais, a baixa capacidade estatal registrada após a independência do país contribuiu para que se estruturasse uma agricultura de subsistência integrada a um insipiente mercado como garantia de renda para a reprodução material dos agricultores. São Tomé e Príncipe é, nos dias atuais, um país agroexportador caraterizado por um baixo grau de desenvolvimento, notadamente no território rural, e isso por seu turno tem contribuído para que quase toda a população rural esteja em um nível de vida marcada pela pobreza. Como citar este artigo:SANTOS, Ayolse Andrade Pires dos; CARVALHO, Joelson Gonçalves de. Campesinato e agricultura de subsistência em São Tomé e Príncipe: notas para se pensar desenvolvimento e inclusão. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 168-188, mai.-ago., 2021.

Year

2021

Creators

Santos, Ayolse Andrade Pires dos Carvalho, Joelson Gonçalves de