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O USO DE ELEMENTOS DE ETNOMAPEAMENTO NO ENSINO DE GEOGRAFIA EM TERRAS INDÍGENAS/The use of elements of ethnometry in geography education in indigenous lands / El uso de elementos de etnomapeamiento en la enseñanza de geografía en tierras indígenas
O trabalho trata da importância de se utilizar elementos de etnomapeamento para a instrumentalização das aulas de Geografia, sendo desenvolvido na Escola Estadual Tatakti Kyikatêjê, na Terra Indígena Mãe Maria, aldeia Kyikatêjê (sudeste do Pará), com aplicações práticas dos elementos de etnomapeamento com alunos do 6º ano. A inexistência de materiais didáticos, na compreensão e entendimentos nos estudos das paisagens da aldeia, levou o trabalho a fazer proposições de aplicações práticas dos elementos de etnomapeamento na escola indígena, e a elaborar junto com os alunos um Perfil Geoecológico contendo os elementos que condicionam a paisagem da aldeia. O mapa foi elaborado com o auxílio e uso das tecnologias de informação geográfica, o software CorelDraw. Fazendo uso dos referenciais teóricos de cunho sistêmico e geoecológico, adotou-se a definição de etnomapeamento segundo a concepção de autores como Almeida (2003), Correia (2007) e Acserald e Coli (2008). O trabalho se desenvolve com a delimitação da área de estudo, aulas expositivas, trabalho de campo e composição gráfica do novo Perfil Geoecológico. Como resultado tem-se a elaboração do novo Perfil Geoecológico da aldeia, o que proporcionou um ensino significativo aos alunos. Como citar este artigo:ALMEIDA, E. P.; VIDAL, M. R. O uso de elementos de etnomapeamento no ensino de geografia em terras indígenas. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 259-283 , dossiê., 2020.
2020
Almeida, Elson Pereira de Vidal, Maria Rita
A NATUREZA DE UM TERRITÓRIO NO SERTÃO DO NORTE DE MINAS GERAIS: A AÇÃO TERRITORIAR DOS XAKRIABÁ/The Nature of a Northern territory of Minas Gerais-Brazil sertão´s: the Territoriar movement of Xakriabá / La naturaleza de un territorio en el sertón del norte de Minas Generales: la acción territoriar de los Xakriabá
No “movimento” empírico com a teoria, investigamos a categoria território e abarcamos duas questões. A primeira, é a multidimensionalidade do território e a segunda, são as relações existentes entre o território e a comunidade em sua “luta e resistência” constante de ampliação até o Rio São Francisco, dentro da dimensão espaço temporal. O objetivo geral é compreender analiticamente o território Xakriabá a partir das suas multidimensionalidades. A metodologia é constituída de trabalhos de campo como pesquisador participante; registros fotográficos; entrevistas semiestruturadas; comparações documentais; cartografias de territórios e a análise de discurso. Concluímos que o reconhecimento do território ancestral se constitui no regaste das representações culturais, nas relações dos saberes e fazeres junto às multiterritorialidades e o contínuo da Ação Territoriar etnogeograficamente. Como citar este artigo:SILVA, C. A. A natureza de um território no sertão do norte de Minas Gerais: a ação territoriar dos Kakriabá. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 284-3020 , mai.-ago., 2020.
POR CAMINHOS E ANDANÇAS INDÍGENAS (A GEOBRICOLAGEM COMO TRILHA)/Through indigenous paths and wanderings (geo-bricolage as a trail) / A través de caminos y andanzas indígenas (geobricolagem como sendero)
Caminhos e andanças – e seu percorrer – são possibilidades no acompanhamento de nosso fazer geografias indígenas. A proposta é combinada com a discussão de “geobricolagem”, a “forma de mundianizar” indígena (feita através do “pensamento-por-exemplo”), que se distingue da “geoengenharia” (“pensamento-por-modelo”, ocidental-capitalista). A perspectiva de caminhos e andanças, na geografia, pode se realizar pelo envolvimento profundo junto às gentes e terras indígenas, como potência para fazer brotar ondes inusitados na relação humanas/os e não humanas/os e tendo a geobricolagem (o exemplo) como um ato também político e popular. Como citar este artigo:GOETTERT, J. D.; MOTA, J. G. B. Por caminhos e andanças indígenas (a geobricolagem como trilha). Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 303-329 , dossiê., 2020.
2020
Goettert, Jones Dari Mota, Juliana Grasiéli Bueno
Compêndio de autores
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Compêndio de edições
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DA EXPANSÃO DA CANA AO MOVIMENTO DA COMIDA: AGRONEGÓCIO SUCROENERGÉTICO E ABASTECIMENTO ALIMENTAR (HORTIFRÚTI) NO ESTADO DE SÃO PAULO (2006-2017) / From the expansion of sugarcane to the movement of food: sugar-energy agribusiness and food supply (fruits and vegetables) in the São Paulo state/Brazil (2006-2017) / De la expansión de la caña de azúcar hasta el movimiento de alimentos: la agroindustria de caña de azúcar y el suministro de alimentos (horticultura) en el estado de São Paulo/Brasil (2006-2017)
Resumo:No estado de São Paulo, a expansão do agronegócio sucroenergético pressupõe a incorporação de terras anteriormente utilizadas para outros tipos de cultivo, o que inclui, com mais ou menos intensidade, alimentos. Com isso, a produção destes passa a ser dificultada e reduzida, sobretudo nas escalas local e regional, com especial gravidade nas áreas “novas” de expansão canavieira, como a região Oeste do estado. Consequentemente, para que a alimentação, entendida como o encontro entre produção e consumo de alimentos, seja realizada, mais distâncias são acrescentadas, o que implica no aumento dos gastos com transporte e armazenamento, dos desperdícios e, também, dos preços para os consumidores, o que reduz o acesso das famílias aos alimentos. Isto posto, com base em dados estatísticos e informações de campo, analiso, no período de 2006 a 2017, a evolução da área canavieira em relação à evolução da produção paulista de alimentos hortifrútis. Além disso, apresento ainda uma análise acerca da evolução do movimento dos alimentos entre a produção e a distribuição, o que permite inferir sobre a lógica de generalização do movimento ditada pelo sistema alimentar atualmente hegemônico. Como citar este artigo:VALÉRIO, Valmir José de Oliveira. Da expansão da cana ao movimento da comida: agronegócio sucroenergético e abastecimento alimentar (hortifruti) no estado de São Paulo (2006-2017). Revista NERA, v. 25, n. 62, p. 90-114, jan.-abr., 2022.
A QUESTÃO DE GÊNERO NA GEOGRAFIA AGRÁRIA: ENTREVISTA COM ROSA ESTER ROSSINI/ The gender question in Agrarian Geography: Interview with Rosa Ester Rossini/ La cuestión de género en la Geografía Agraria: entrevista a Rosa Ester Rossini
A Professora Rosa Ester Rossini dispensa comentários no que se refere à sua importância nos estudos da questão de gênero na geografia brasileira, sobretudo, com relação à trabalhadora rural dos canaviais paulistas. Nessa entrevista, ela nos mostra como sua trajetória pessoal permitiu que chegasse à graduação em Geografia na USP (Universidade de São Paulo), onde desenvolveu sua carreira de docente e pesquisadora, permanecendo ainda ativa, por meio de orientações, publicações, participação em eventos, entre outros. Também mostra a importância da escolha metodológica nas pesquisas sobre gênero, o machismo no meio acadêmico e as transformações dessas mulheres, ao longo de seus mais de 50 anos de pesquisas. Essa entrevista foi realizada em 11 de junho de 2019, quando ele participou de uma mesa redonda no V Simpósio Nacional de Geografia Política, Território e Poder e o III Simpósio Internacional de Geografia Política e Territórios Transfronteiriços, na UNIFAL-MG. Como citar esta entrevista:VALE, Ana Rute do. A questão de gênero na Geografia Agrária: Entrevista com Rosa Ester Rossini. Revista NERA, v. 23, n. 55, p. 409-426, set.-dez., 2020.
2020
Vale, Ana Rute do
A PRODUÇÃO CAMPONESA NO PARQUE NACIONAL DOS LENÇÓIS MARANHENSES: DESAFIOS E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS / Peasant production in the Lençóis Maranhenses National Park: challenges and socio-environmental conflicts / La producción campesina en el Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses: desafios e conflictos socioambientales
As atividades camponesas sempre estiveram diretamente ligadas ao modo de vida das comunidades tradicionais, que o têm pautado, sobretudo, na agricultura de subsistência, de forma que o território camponês serve não somente como subsídio econômico, mas também para a valorização das territorialidades presentes nesses espaços. No final do século XIX, as discussões sobre a conservação ambiental se acirraram, promovendo a territorialização dos órgãos ambientais responsáveis pela demarcação de áreas e a criação de legislação, os quais nem sempre consideram as especificidades socioespaciais das áreas a serem preservadas. Este artigo objetiva analisar os principais desafios da produção e reprodução camponesa frente à política restritiva do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que limita as atividades das comunidades instaladas em seu interior, e os conflitos socioambientais que emergem nesse cenário. Pautados em metodologias ativas, buscamos compreender a dinâmica socioespacial dos camponeses, bem como suas estratégias de manejo e sobrevivência nessa Unidade de Conservação. Como citar este artigo:TERRA, Ademir; VIANA, Francisco de Oliveira. A produção camponesa no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses: desafios e conflitos socioambientais. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 125-145, mai.-ago., 2021.
2021
Terra, Ademir Viana, Francisco de Oliveira
OBTENÇÃO E TROCA DE SEMENTES CRIOULAS PELOS GUARDIÕES E GUARDIÃS DO TERRITÓRIO PROF. CORY/ANDRADINA (SP) E O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS / Obtaining and exchanging Landraces by the guardians of Território Prof.Cory/Andradina (SP) and the role of public institutions / Obteniendo e intercambiando semillas criollas por los Guardianes del Território Prof. Cory/Andradina (SP) y el papel de las instituciones públicas
As sementes crioulas têm sido utilizadas pelos agricultores familiares como uma forma de ampliar sua autonomia produtiva e segurança alimentar, além de contribuírem para o fortalecimento da resistência e permanência na terra. As entidades de pesquisa e extensão rural podem ser grandes aliadas nessa questão. O presente trabalho buscou identificar como ocorre a obtenção e a troca dessas sementes entre os guardiões(ãs) nos assentamentos rurais do Território Prof. Cory/Andradina (SP); e o papel que as instituições públicas vêm exercendo nessa questão. Para tanto, foi aplicado um questionário semiaberto na forma de entrevista, junto a 55 guardiões(ãs), e entrevistados três profissionais de instituições públicas de pesquisa e extensão atuantes no Território. Verificou-se que os guardiões adquirem as sementes crioulas por doações, troca, herança e pela compra. Porém, a maioria encontra dificuldades para adquiri-las, sobretudo pela pouca oportunidade de interagirem entre si. Os projetos de conservação de sementes crioulas no Território são recentes e, embora dependam de apoio de políticas públicas, mostram-se promissores, no sentido de articular os guardiões(ãs) e reforçar essa estratégia do agricultor familiar para enfrentar contextos adversos.Como citar este artigo:SILVA, Débora Pavani; SANT’ANA, Antonio Lázaro. Obtenção e troca de sementes crioulas pelos Guardiões e Guardiãs do Território Prof. Cory/Andradina (SP) e o papel das instituições públicas. Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 97-122, set.-dez., 2021.
2021
Silva, Débora Pavani Sant'Ana, Antonio Lázaro
TERRITÓRIO E MEMÓRIAS DO TRABALHO: A PRODUÇÃO AGRÍCOLA NAS MARGENS DO RIO DE CONTAS NO DISTRITO DE SUÇUARANA - TANHAÇÚ - BAHIA / Territory and memories of work: an agricultural production in margins of the Rio de Contas in the Suçuarana district - Tanhaçú - Bahia / Territorio y memorias de trabajo: producción agrícola en los ríos de Río de Contas en el distrito de Suçuarana - Tanhaçú - Bahia
Este artigo analisa as configurações territoriais das memórias do trabalho na produção agrícola das margens do Rio de Contas, no trecho do distrito de Suçuarana, Tanhaçú – Bahia, nas duas últimas décadas. Para tanto, entende o território, a memória e o trabalho como uma unidade dialética contraditória que se vincula ao processo geral da acumulação capitalista. Nesta perspectiva teórica, utilizou-se das contribuições de Harvey (2006), Smith (1988), Oliveira (1997-99), Marx (1985), Hobsbawm (2014), Pollak (1989), Carvalho (2013) Coca (2013), dentre outros. A análise dos dados e das narrativas dos trabalhadores e trabalhadoras evidenciam as transformações ocorridas, simultaneamente, na produção, na distribuição, na circulação e no consumo dos mais diferentes tipos de cultivos e nas configurações territoriais. Ademais, desnudam as contradições e as disputas de classe e poder travadas entre agricultores familiares camponeses, atravessadores, consumidores, Sindicato e o Estado. Como citar este artigo:ALMEIDA, Miriam Cléa; MENEZES, Sônia de Souza Mendonça. Território e memórias do trabalho: a produção agrícola nas margens do rio de Contas no Distrito de Suçuarana – Tanhaçú – Bahia. Revista NERA, v. 24, n. 56, p. 51-71, jan.-abr., 2021.
2021
Almeida, Miriam Cléa Coelho Menezes, Sônia de Souza Mendonça
O LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA DO PNLD CAMPO E SUAS CONTRIBUIÇÕES NA LUTA PELA TERRA / Rural schools, the education for and by the countryside and geography textbook / Escuelas rurales, educación del campo y el libro didáctico de geografía
A luta pela terra é realizada por meio de várias frentes. A Educação do Campo é uma delas e resultou em vários marcos legais que definem suas especificidades em defesa das populações rurais. Dentre esses marcos destacamos o Programa Nacional do Livro Didático do Campo, que possibilitou às escolas rurais acesso a livros didáticos adequados aos modos de vida e trabalho do campo. O objetivo deste artigo é a análise dos conteúdos de geografia presentes no material do Ensino Fundamental I do ano de 2016, buscando apontar se os conteúdos estão adequados à proposta de construção da Educação do Campo. A análise da política que resultou no livro didático pautou-se no Ciclo de Política de Ball e Bowe, e a análise do conteúdo do livro na perspectiva da Geografia Crítica. A pesquisa embasou-se em revisão bibliográfica e de leis e análise do material dos livros que compõem a coleção adotada no município de Alfenas - MG. A pesquisa diagnosticou que o conteúdo dos livros didáticos de geografia do PNLD Campo atende à proposta de Educação do Campo, evidenciando assim a potencialidade dessa política e indica também possíveis adequações dos conteúdos de forma a fortalecer a proposta e endossar que o conteúdo de geografia pode contribuir de forma fundamental à emancipação dos sujeitos. Como citar este artigo:MOURA, Felipe Moretto; AZEVEDO, Sandra de Castro de. O livro didático de geografia do PNLD Campo e suas contribuições na luta pela terra. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 56-80, mai.-ago., 2021.
2021
Moura, Felipe Moretto Azevedo, Sandra de Castro de
RESENHA: A ATUALIDADE DA REFORMA AGRÁRIA NA AMÉRICA LATINA E CARIBE / Review: The currency of agrarian reform in Latin America and the Caribbean / Reseña: La actualidad de la reforma agraria en América Latina y el Caribe
Como citar esta resenha: MATHEUS, Fernanda Aparecida. Resenha: A atualidade da reforma agrária na América Latina e Caribe. Revista NERA, v. 24, n. 56, p. 213-218, jan.-abr., 2021.
2021
Matheus, Fernanda Aparecida
RESENHA: CONTINUUM COLONIAL
Como citar esta resenha: SANTOS, Régia Cristina Alves dos; CELERI, Márcio José. Resenha: Continuum colonial. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 229-235, mai.-ago., 2021.
2021
Santos, Régia Cristina Alves dos Celeri, Márcio José
ACAPARAMIENTO E CONTROLE DE TERRAS: A PRESENÇA CHINESA EM TERRAS BRASILEIRAS E ARGENTINAS / Acaparamiento and control of land: the chinses presence in Brazilian and Argentina land / Acaparamiento y controle de tierras: la presencia china en tierras brasileñas y argentinas
A “febre pela terra”, disputa territorial global que surge partir da convergência de crises de 2008, apresentou consequências diversas. Uma delas é o controle de terras pelo capital transnacional, direcionado à reprodução, valorização e proteção de capitais, produção de commodities, produção de agrocombustíveis ou tão somente a especulação. Esta “corrida pela terra” culminou no surgimento e crescimento do fenômeno de Acaparamiento de Tierras ou apropriações capitalistas transnacionais de terras, também conhecido como Estrangeirização. Neste cenário, a América Latina tem sido um dos principais destinos da busca por terras pelo capital transnacional. Brasil e Argentina são avaliados neste artigo como os países latino-americanos com maior índice de Acaparamiento e Estrangeirização de Terras até 2019. Funcionando como países-chave para o acesso à América Latina, estes países também são avaliados enquanto principais exportadores latino-americanos de commodities como soja e milho. Por fim, toma-se como relevante o papel da China enquanto apropriador capitalista e que busca o controle de terras agricultáveis no Brasil e na Argentina. Para tal, são avaliadas as relações sino-brasileiras e sino-argentinas, os contratos que revelam o controle de terras pela China no Brasil e na Argentina e qual seu grau de sua atuação nestes países enquanto acaparador e estrangeirizador de terras latinas. Como citar este artigo:NASCIMENTO, Monalisa Lustosa; LEITE, Alexandre Cesar Cunha. Acaparamiento e controle de terras: a presença chinesa em terras brasileiras e argentinas. Revista NERA, v. 24, n. 56, p. 162-186, jan.-abr., 2021.
2021
Nascimento, Monalisa Lustosa Leite, Alexandre Cesar Cunha
O AGRONEGÓCIO NO BRASIL: O DISCURSO DA FRAÇÃO DE CLASSE REINANTE / Agribusiness in Brazil: the prevailing discourse of class fraction / L'agrobusiness au Brésil: le discours d'une fraction de la classe dirigeante
O modelo econômico hegemônico pautado na commoditização do Brasil tem submetido os povos do campo e das florestas a processos de expropriação e violência. Diante da apropriação dos bens comuns, da concentração de terras e da químico-dependência, torna-se fundante desvelar a construção ideológico-conceitual do agronegócio centrada nos indicadores econômicos que se ancora na manutenção de subsídios propiciados por um Estado burguês, facilitador da subsunção da renda da terra e da vida pelas corporações de commodities. Analisamos as estratégias político-discursivas, empreendidas pelo agronegócio, demonstrando as características hegemônicas e a unidade de discurso como campo conceitual de persuasão-convencimento da sociedade. Por fim, demonstramos as estratégias em marcha, no Governo Bolsonaro, para viabilizar a apropriação dos territórios bloqueados ao processo de acumulação ampliada do capital via agronegócio e mineração. Como citar este artigo: CARVALHO, Jéssyca Tomaz de; OLIVEIRA, Adriano Rodrigues de. O agronegócio no Brasil: o discurso da fração de classe reinante. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 28-55, mai.-ago., 2021.
2021
Carvalho, Jéssyca Tomaz de Oliveira, Adriano Rodrigues de
MATO GROSSO DO SUL E SUAS ZONAS CANAVIEIRAS: UMA REGIÃO DE FRONTEIRA (1931-2020) / Mato Grosso do Sul and its sugarcane zones: a frontier region (1931-2020) / Mato Grosso do Sul y sus zonas cañeras: una región fronteriza (1931-2020)
Esta pesquisa analisa o processo de expansão do cultivo de cana-de-açúcar no estado de Mato Grosso do Sul. Há inicialmente um resgate histórico desse processo, realizado a partir de um esforço de periodização da atividade e dos principais estágios da implantação em larga escala desse plantio em solos sul-mato-grossenses. O texto baseia-se numa proposta teórica de regionalização pautada na ideia de “região como arte-fato” (HAESBAERT, 2010). Tem como uma de suas balizas o uso da cartografia temática. Visa salientar como o processo de expansão da atividade canavieira trouxe impactos para a população aí estabelecida, para a fauna e flora, para o modo como ocorre o uso do território e para a classe trabalhadora. Por fim, tece considerações a respeito da territorialização conflituosa dessa lavoura no estado, tendo por base a edificação teórica da disputa paradigmática (FERNANDES, 2005; 2008a; 2008b).Como citar este artigo:SAMPAIO, Mateus de Almeida Prado. Mato Grosso do Sul e suas zonas canavieiras: uma região de fronteira (1931-2020). Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 175-201, set.-dez., 2021.
Capa
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Folha de rosto
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Expediente
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Sumário
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