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RESENHA: PANDEMIA E AGRONEGÓCIO: DOENÇAS INFECCIOSAS, CAPITALISMO E CIÊNCIA, DE ROB WALLACE
Como citar esta resenha: SILVA, Allan Rodrigo de Campos. Resenha: Pandemia e agronegócio: doenças infecciosas, capitalismo e ciência, de Rob Wallace. Revista NERA, v. 23, n. 55, p. 427-431, set.-dez., 2020.
2020
de Campos Silva, Allan Rodrigo
ORGANIZACIONES DE LA PRODUCCIÓN FAMILIAR Y POLÍTICAS PÚBLICAS EN EL MARCO DEL DESARROLLO DEL CAPITALISMO AGRARIO EN URUGUAY / Organizações da agricultura familiar e as políticas públicas no âmbito do desenvolvimento do capitalismo agrário no Uruguai / Family production organizations and public policies in the frameworks of development of agrarian capitalism in Uruguay
Este trabajo busca comprender las principales características y condicionantes del relacionamiento histórico entre las políticas públicas y las distintas formas de organización de la agricultura familiar, en el marco del desarrollo del capitalismo agrario en Uruguay. Para su elaboración, se procesó información de 118 organizaciones del medio rural que vinculan unidades de producción familiar (ubicación geográfica, forma jurídica, vinculación con organizaciones de segundo grado y trayectorias temporales -fecha de fundación, cese de actividades y procesos de reactivación-). Esta información fue analizada en relación a las principales etapas del desarrollo del capitalismo agrario y las principales políticas públicas orientadas hacia el medio rural (construcción en base a revisiones bibliográficas). Del estudio se desprende que existieron diferentes momentos históricos que influyeron en la capacidad de reproducción de la agricultura familiar y en el desarrollo de sus procesos organizativos, los cuales están fuertemente pautados por el rol asumido por el Estado y las políticas públicas impulsadas hacia el sector. Partiendo de la fuerte relación evidenciada, se discute la posibilidad de estos actores de construir proyectos identitarios (de resistencia contrahegemónica) que los posicionen como sujetos de transformación social. Como citar este artigo:GUEDES BICA, Emiliano. Organizaciones de la producción familiar y políticas públicas en el marco del desarrollo del capitalismo agrario en Uruguay. Revista NERA, v. 24, n. 56, p. 187-212, jan.-abr., 2021.
A GEOGRAFIA E A HISTÓRIA DA LUTA PELA TERRA EM MATO GROSSO DO SUL / The geography and history of the struggle for land in Mato Grosso do Sul: achievements and challenges to the peasantry / La geografía y la historia de la lucha por la tierra en Mato Grosso do Sul: logros y desafíos para el campesinado
Resumo: Este artigo tem o objetivo contribuir para uma reflexão acerca da questão agrária em Mato Grosso do Sul. Relatamos os processos históricos da grilagem de terra e expulsão das populações do campo pelo capital monopolista que teve como consequência, por um lado, a concentração da terra e o desenvolvimento do capitalismo no campo, mas por outro, fez com que os sujeitos excluídos se organizassem para lutar pela recriação camponesa por meio dos movimentos socioterritoriais. Esta luta levou a territorialização camponesa expressa na conquista dos assentamentos rurais no estado. A metodologia do artigo tem como base, em sua primeira parte, a discussão teórica a partir de livros, artigos de periódicos e teses de doutorado relacionada à luta pela terra no Brasil e no estado de Mato Grosso do Sul. Na segunda parte desenvolvemos pesquisa de campo junto aos órgãos federal, Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e estadual, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural do Mato Grosso do Sul (AGRAER). Como citar este artigo:ASSUNÇÃO, Adenilso dos Santos; CAMACHO, Rodrigo Simão. A geografia e a história da luta pela terra no Mato Grosso do Sul: conquistas e desafios para o campesinato. Revista NERA, v. 25, n. 62, p. 22-50, jan.-abr., 2022.
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Assunção, Adenilso dos Santos Camacho, Rodrigo Simão
AGRICULTURA NO REGADIO DO BAIXO LIMPOPO, GAZA, MOÇAMBIQUE: UMA BREVE ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A TIPOLOGIA DOS AGRICULTORES / Agriculture in irrigation from the Lower Limpopo, Gaza, Mozambique: a brief analysis and reflection on the typology of Farmers / Agricultura en regadio do Baixo Limpopo, Gaza, Mozambique: breve análisis y reflexión sobre la tipología de los Agricultores
Este artigo buscou analisar e refletir sobre realidade agrária, especificamente da tipologia dos agricultores existentes na região do regadio do Baixo Limpopo, província de Gaza, Moçambique. Para alcançar aos objetivos preconizados, os procedimentos de pesquisa adotados foram fundamentados na abordagem sistêmica de cunho qualitativo e quantitativo. Atualmente, e com base na pesquisa realizada, identificou-se na região do regadio do Baixo Limpopo a existência de quatro (4) grandes tipos de agricultores, nomeadamente os Agricultores do Setor Familiar; Agricultores Autônomos; Agricultores Emergentes e Empresas Agrícolas Privadas. A diferenciação social dos agricultores do regadio do Baixo Limpopo pode ser explicada por pelo menos três condicionantes. A primeira delas é o acesso à terra, que determina as áreas exploráveis por unidade de produção familiar e, por conseguinte, a produção e o rendimento disponível da família. A segunda condicionante é o acesso aos meios de produção, a variável mais importante e que mais determina as diferenças observadas entre os agricultores. Por fim, mas não menos importante, é a capacidade de mobilização da força de trabalho dos agricultores locais.Como citar este artigo:ROSÁRIO, Nelson Maria. Agricultura no regadio do Baixo Limpopo, Gaza, Moçambique: uma breve análise e reflexão sobre a tipologia dos Agricultores. Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 226-249, set.-dez., 2021.
CONEXÕES ENTRE ASSISTÊNCIA TÉCNICA, EXTENSÃO RURAL E AGRICULTURA FAMILIAR / Connections between technical assistance, rural extension and family agriculture / Conexiones entre asistencia técnica, extensión rural y agricultura familiar
Resumo:O estudo apresentado tem por objetivo caracterizar as propriedades rurais da agricultura familiar, além de constatar e discutir suas visões e perspectivas em relação aos serviços de assistência técnica e extensão rural (ATER). Os dados foram coletados em três municípios do Oeste catarinense junto a 268 agricultores familiares, contemplando atividades produtivas, caracterização de área, de formação familiar, objetivos e expectativas, transversalizando estes dados com os serviços de ATER disponíveis, e idealizados segundo suas necessidades. O estudo discute ainda algumas possibilidades apontadas pelos entrevistados e suas interfaces com a realidade regional. Constatou a diversificação das atividades produtivas na agricultura familiar, entremeada pela pouca mão de obra disponível nas famílias, pelo envelhecimento dos residentes e pela importância da produção animal na sustentação das propriedades. Registrou ainda a diversidade de agentes de ATER, a aparente insatisfação do agricultor com estes serviços e a construção da autorresponsabilidade na busca do formato ideal de assistência e extensão, que proporcione ao agricultor continuidade, confiança, eficiência e que esteja alicerçada a realidade local, para que possa exercer a atividade agrícola, com liberdade em suas escolhas. Como citar este artigo:HENNERICH, Juçara Elza; FARIÑA, Luciana Oliveira; PLEIN, Clério. Conexões entre assistência técnica, extensão rural e agricultura familiar. Revista NERA, v. 25, n. 62, p.135-157, jan.-abr., 2022.
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Hennerich, Juçara Elza Fariña, Luciana Oliveira Plein, Clério
LAS IZQUIERDAS Y LAS LIGAS AGRARIAS DEL NORDESTE ARGENTINO (1970-1976). UNA REVISIÓN DE LA LITERATURA EXISTENTE Y UNA PROPUESTA DE INVESTIGACIÓN / As esquerdas e as ligas agrárias do nordeste argentino (1970-1976). Uma revisão da literatura existente e uma proposta de pesquisa / The Lefts and the Agrarian Leagues of the Argentine Northeast (1970-1976). A review of the existing literature and a research proposal
A los efectos de comenzar a abonar el campo de estudios de las relaciones entre las izquierdas y las Ligas Agrarias en la década del ’70 en Argentina, en este artículo nos proponemos revisar la literatura existente y proponer una agenda de trabajo que apunte a esbozar líneas de investigación a desarrollar. Tomamos tres ejes a la hora de seleccionar la bibliografía en estudio. Por un lado, reconstruimos los aportes historiográficos de los investigadores que buscaron ahondar en el tratamiento que las izquierdas argentinas hicieron de la cuestión agraria nacional. Estos estudios, sin embargo, no llegan a cubrir los años de nuestro estudio, aunque muestran que a lo largo de su historia, las organizaciones revolucionarias contemplaron el problema. Por otro, observamos las reflexiones sobre las prácticas políticas de las izquierdas, donde repasamos las diferentes líneas de trabajo y abordaje. Veremos allí que los estudios sobre los años ’70 no contemplaron en profundidad la problemática agraria. Finalmente, revisitamos los estudios existentes sobre las Ligas Agrarias. Concluimos con una serie de objetivos e hipótesis que pueden ser exploradas para comenzar a llenar la vacancia en el conocimiento actual. Como citar este artigo:LISSANDRELLO, Guido. Las izquierdas y las Ligas Agrarias del Nordeste argentino (1970-1976). Una revisión de la literatura existente y una propuesta de investigación. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 189-211, mai.-ago., 2021.
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GEOGRAFÍAS DE MUERTE VERSUS TEJIDOS TERRITORIALES DE VIDA: OTROS MODOS DE ELABORACIÓN POLÍTICA (MÉXICO) / Geografias da morte versus tecidos territoriais da vida: outros modos de elaboração política (México) /Geographies of death versus territorial tissues of life: other modes of political elaboration (Mexico)
Presentamos una reflexión crítica partiendo de la crisis global sistémica y la devastadora realidad de matanzas en México. Develando aquellas formas de gobierno despótico que suman al entramado sistémico para generar sociedades y “mundos de muerte” frente a iniciativas creativas de “otros mundos posibles”. Aproximándonos a identificar la tensión entre geografías de muerte y geo-grafías por la vida. Las primeras, refieren principalmente al insaciable proceso de acumulación capitalista a través del despojo neo-colonial en tanto guerra de exterminio hacia “mundo de vida indígenas”, el recurrente asesinato de mujeres, así como el aniquilamiento hacia la Madre Tierra. Las segundas son formas de territorialidad donde emergen y se filtran tejidos de vida para defender y construir otras realidades comunitarias y autónomas. Retomamos el proceso del Congreso Nacional Indígena (CNI), sus alcances y/o limitaciones con la iniciativa del Concejo Indígena de Gobierno (CIG). Presentamos como hipótesis la construcción de territorialidades pospatriarcales, donde la lucha por la vida se manifiesta en la no guerra, la construcción y defensa de las autonomías. El método general trenza “una mirada”, algunas advertencias y sus correspondientes interpelaciones para aproximarnos a otros modos de elaboración política desde las grafías del lenguaje de la Tierra. Como citar este artigo:LUNA, Diana Itzu Gutiérrez. Geografías de muerte versus tejidos territoriales de vida: otros modos de elaboración política (México). Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 35-58, dossiê, 2020.
ACERCA DE LA POSCOLONIALIDAD Y EL DESARROLLO COMO PARADIGMA DE TRANSFORMACIÓN SOCIAL EN AMÉRICA LATINA / About postcoloniality and development. A paradigm of social transformation in Latin America / A propos de la postcolonialité et du développement. Un paradigme de transformation sociale en Amérique latine
El desarrollo ya ha cumplido su periodo de vida útil y si los objetivos y los problemas a los que se enfrentó en su formulación de origen, así como sus estrategias han mostrado no ser ni las mejores soluciones ni las recetas más adecuadas para resolver problemas sociales como la escasez y encarecimiento de alimentos básicos, un ingreso monetario digno para las mayorías, el acceso a la educación, la salud. Se han manifestado distintas formas de reflexionar, de pensar y de entender la relación entre la economía, la agricultura, la producción de alimentos aplicando prácticas agrícolas menos perniciosas con el medio ambiente, opuestas al modelo actual del capitalismo depredador. La participación activa de la sociedad rompe la dinámica de concentración de la riqueza que lleva a la economía planetaria a un colapso de consecuencias inimaginables. Como citar este artigo:VELÁZQUEZ, Yanga Villagómez. Acerca de la poscolonialidad y el desarrollo como paradigma de transformación social en América Latina. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 59-83, dossiê, 2020.
TERRITORIALIDADES INDÍGENAS NO MÉXICO E A EXPERIÊNCIA DO POVO MASEUAL DE CUETZALAN (PUEBLA): DIÁLOGOS E CONTRIBUIÇÕES PARA AS LUTAS INDÍGENAS NO BRASIL/Indigenous territorialities in Mexico and the experience of the maseual people of Cuetzalan (Puebla): dialogues and contributions to the indigenous struggle in Brazil / Territorialidades indígenas en México y la experiencia del pueblo maseual de Cuetzalan (Puebla): diálogos y contribuciones a la lucha en Brasil
Este texto tem a intenção de apresentar discussões relacionadas a um determinado processo de luta social, condicionado por variantes históricas e geográficas particulares. Trata-se da trajetória do povo maseual da Serra Nororiental de Puebla, no México, grupo pertencente à etnia nahua. Buscamos, através de uma leitura enfocada nos processos de luta e r-existência deste grupo social, construir elementos para compreender suas formas de organização territorial e experiências comunitárias. Nesse sentido, o objetivo desta reflexão é ampliar horizontes de diálogos entre experiências que, apesar de diferentes em muitos aspectos, possuem pontos de interseção e histórias de lutas compartilhadas.Como citar este artigo:ROCHA, Otávio Gomes. Territorialidades indígenas no México e a experiência do povo maseual de Cuetzalan (Puebla): diálogos e contribuições para as lutas indígenas no Brasil. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 90-114, dossiê, 2020.
GENTES|TERRAS: O OUVIR MÚTUO DAS GEOGRAFIAS INDÍGENAS / People|lands: the mutual listening of Indigenous Geographies / Gente|tierras: la escucha mutua de las geografías indígenas
“Ouvir uma pedra!”: assim resumimos metaforicamente a proposta deste texto. “Ouvindo-a”, ecoamos: (1) palavras índias, sobretudo de Ailton Krenak e Davi Kopenawa; (2) crítica à separação de espaço e lugar, em encontro entre Antropologia (Tim Ingold) e Geografia (Doreen Massey); (3) um jeito índio de relação gentes e terras nos tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss; e (4) a indissociabilidade gentes e terras (e águas) traduzida na palavra “sentipensar”, ensinada por pescadores camponeses-indígenas colombianos. E que aqui “ouvir uma pedra” seja um acontecimento, um ato, um território, sensibilizando a todas e todos para as experiências pulsantes que as geografias indígenas ensejam. Como citar este artigo:GOETTERT, Jones Dari; MOTA, Juliana Grasiéli Bueno. Gentes|terras: o ouvir mútuo das Geografias Indígenas. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 9-34, mai.-ago., 2020.
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Goettert, Jones Dari Mota, Juliana Grasiéli Bueno
GEOGRAFIA E POVOS INDÍGENAS: UM PANORAMA DA PRODUÇÃO BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA/Geography and Indigenous Peoples: an overview of contemporary Brazilian production / Geografía y pueblos indígenas: una visión general de la producción brasileña contemporânea
O presente artigo objetiva compor um quadro analítico sobre a produção de geógrafas e geógrafos brasileiros contemporâneos que tenham a temática indígena como um de seus aspectos centrais, a partir da pesquisa e coleta de dados em textos e artigos produzidos sobre essa temática de 2004 a 2016, em congressos da área. Trabalhamos com os Anais do Encontro Nacional de Geógrafos (ENG) e o Simpósio Internacional de Geografia Agrária (SINGA), a partir dos quais organizamos dados quantitativos sobre esta produção, além de analisar com quais conceitos e perspectivas teórico-metodológicas a geografia brasileira vem tratando esses temas. Identificamos um aumento da produção sobre temáticas indígenas na geografia, porém destacamos a necessidade de uma maior convergência entre os estudos dessa área. Este texto constitui-se como um ponto de partida no sentido de conhecer e visibilizar as produções geográficas no Brasil diante das temáticas indígenas, bem como o protagonismo e atuação de geógrafas e geógrafos nesse campo nas últimas décadas. Como citar este artigo:GUERRA, Emerson Ferreira; ARRUZZO, Roberta Carvalho. Geografia e povos indígenas: um panorama da produção brasileira contemporânea. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 115-136, dossiê, 2020.
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Guerra, Emerson Ferreira Arruzzo, Roberta Carvalho
O MOVIMENTO INDÍGENA CONTEMPORÂNEO E A GEOGRAFIA / The contemporary Indigenous Movement and Geography / El Movimiento Indígena contemporâneo y Geografía
Neste artigo buscamos destacar o histórico das lutas engendradas pelos povos indígenas no Brasil e os contextos que levaram a constituição de lutas conjuntas por diferentes povos e a constituição do Movimento Indígena. Compreendida em sua multidimensionalidade, a luta dos povos indígenas possui características que a diferenciam de outras lutas por território, visto que a própria compreensão de território está distante da compreensão comum de outros movimentos em luta no campo brasileiro. As pesquisas no campo da ciência geográfica, que já há alguns anos se debruçam sobre a realidade do campo, ainda está frente ao desafio de aprofundar sua leitura a partir dos povos indígenas. Buscamos, com este artigo, dar nossa contribuição para esta construção. Como citar este artigo:SANTOS, Gilberto Vieira dos; THOMAZ JUNIOR, Antonio. O Movimento Indígena contemporâneo e a Geografia. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 137-162, dossiê, 2020.
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Santos, Gilberto Vieira Thomaz Júnior, Antonio
TERRITORIALIDADE INDÍGENA: TRAJETÓRIAS PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA NOVA ALDEIA NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU (PIX) – MATO GROSSO – BRASIL/Indigenous Territoriality: trajectories for the implementation of a new village in the Xingu Indigenous Park (XIP) – Mato Grosso – Brazil / Territorialidad Indígena: Trayectorias para implantación de una Nueva Aldea en el Parque Indígena del Xingu (PIX) – Mato Grosso – Brasil
O Parque Indígena do Xingu - PIX localizado no Estado de Mato Grosso - Brasil abriga cerca de 5.500 indígenas de 14 etnias, evidenciando diversidade sociocultural. Durante o processo de remoção das etnias, ocorreu a desterritorialização de famílias indígenas advindas de outras áreas fora do PIX. Tal situação constitui o eixo central do presente artigo que busca descrever e analisar a trajetória de uma família, descendente da etnia Amary, na construção de uma nova aldeia, lutando pela sua ressurgência étnica. Os aportes metodológicos estiveram centrados na etnografia através de trabalho de campo, que, a partir da vivência cotidiana, foi possível observar, entrevistar e participar. A construção da aldeia Amary, pela família em questão, se insere num processo geral de multiplicação das aldeias xinguanas, resultante, entre outros fatores, dos conflitos socioterritoriais ocorridos pela inserção do capitalismo e a necessidade de firmação/definição das identidades étnicas. Os resultados apontam para urgência da criação e efetivação de mecanismos legais que garantam o direito à terra e a manutenção da vida e da cultura das populações xinguanas.Como citar este artigo:LIRA, Keyte Ferreira de; ROSSETTO, Onélia Carmem. Territorialidade Indígena: trajetórias para implantação de uma nova aldeia no Parque Indígena do Xingu (PIX) – Mato Grosso – Brasil. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 163-185, dossiê, 2020.
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Lira, Keyte Ferreira Rossetto, Onélia Carmen
LIMOLAYGO TOYPE: AS ASSEMBLEIAS INDÍGENAS E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE TERRITORIAL DOS XUKURU DO ORORUBÁ /Limolaygo toype: Indigenous assemblies and the construction of the territorial identity of the Ororuba Xukuru / Limolaygo toype: Asambleas indígenas y la construcción de la identidad territorial del Ororubá Xukuru
Este artigo tem como objetivo trazer a lume uma abordagem sobre as comunidades indígenas no Nordeste, demonstrando, através dos Xukuru do Ororubá, povo indígena habitantes no município de Pesqueira (Pernambuco), o processo de defesa e de relações materiais e imateriais existentes em seu território. Com isso, será analisada como as Assembleias Xukuru, realizadas desde 2001, representam um elemento central para a construção da identidade territorial dos Xukuru do Ororubá. Para a elaboração desta pesquisa foram realizadas três idas ao território Xukuru, além de uma pesquisa bibliográfica e sistematização dos documentos gerados nas Assembleias. Como citar este artigo:SILVA, Beatriz Barbosa; GONÇALVES, Claudio Ubiratan; JUNIOR, Avelar Araujo; PINTO, Luana Elis Oliveira. Limolaygo toype: As Assembleias indígenas e a construção da identidade territorial dos Xukuru do Ororubá. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 186-211, dossiê, 2020.
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Silva, Beatriz Barbosa da Gonçalves, Claúdio Ubiratan Santos Júnior, Avelar Araújo Pinto, Luana Elis Oliveira
DESENVOLVIMENTO E TERRITÓRIOS INDÍGENAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA NO PERÍODO DITATORIAL/Development and indigenous territories in the Brazilian Amazon in the dictatorial period / Desarrollo y territorios indígenas en la Amazonia brasileña en el período dictatorial
Diante da importância da terra para a discussão do desenvolvimento, pretendemos entender os desafios de reconhecimento e garantia dos territórios indígenas em um espaço e tempo específico – a Amazônia brasileira durante a Ditadura Militar. Neste período, as terras das populações tradicionais eram vistas como entraves ao progresso e ao desenvolvimento econômico, por isso, o objetivo era “integrar para não entregar”, ou seja, ocupar os territórios amazônicos considerados improdutivos. Algumas das principais consequências foram: 1- comprometimento da manutenção do modo de vida dos povos indígenas; e 2- implicações negativas em relação à multiplicidade cultural e direitos universais. Desse modo, entende-se que o reconhecimento das terras destes povos tradicionais é um direito histórico, representando a manutenção de seus costumes, tradições, organização e cultura de modo geral. É importante ter em mente que a terra confere identidade aos índios, representando um papel social que garante a própria continuidade do meio de vida dessas populações. Sendo assim, este trabalho se justifica pela necessidade de trazer para debate os desafios históricos da governança de terras no que diz respeito aos povos indígenas da Amazônia brasileira. Como citar este artigo:PASSOS, Delaíde Silva; BENATTI, Gabriela Solidario de Souza. Desenvolvimento e territórios indígenas na Amazônia brasileira no período ditatorial. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 212- 232, dossiê, 2020.
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Passos, Delaíde Silva Benatti, Gabriela Solidário de Souza
TERRAS INDÍGENAS EM ÁREAS DE TRANSIÇÃO CERRADO-AMAZÔNIA EM RONDÔNIA: O CASO DA T. I. TUBARÃO LATUNDE/Indigenous Reserve in the transition area Cerrado-Amazonia in Rondônia: the case of the T.I. Tubarão Latunde / Tierras indígenas en zonas de transición Cerrado-Amazonas en Rondônia: el caso de T. I. Tubarão Latunde
Este estudo busca compreender, no contexto da formação histórico-espacial de Rondônia, o processo de ocupação da área de transição cerrados/floresta amazônica e suas implicações sobre os territórios indígenas. Enfoque especial foi dado para a Terra Indígena Tubarão Latunde, e o povo Aikanã que ali vive. Por outro lado, são comentados os conhecimentos do povo Aikanã e sua resistência cultural. A metodologia contemplou, além de levantamentos bibliográficos, trabalho de campo e mapeamentos com imagens de satélite. A pesquisa resulta de nossa experiência como professora e aluno do departamento de Educação intercultural na Universidade Federal de Rondônia. Como citar este artigo:GOMIDE, M. L. C; AIKANÃ, C. Terras indígenas em áreas de transição Cerrado-Amazônia em Rondônia: o caso da T. I. Tubarão Latunde. Revista NERA, v. 23, n. 54, p. 233-258, dossiê., 2020.
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Gomide, Maria Lúcia Cerda Aikanã, Carlos