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A música como mediadora no desenvolvimento cognitivo em crianças com perturbações autísticas: intervenção junto de uma aluna com perturbações autísticas
Este projeto de investigação aborda a temática da importância da Música no desenvolvimento cognitivo das crianças com Perturbações Autísticas. Pretendemos possibilitar um conhecimento mais abrangente, acerca das especificidades do Autismo, tal como, benefícios que a música manifesta nesta perturbação ao nível cognitivo, socialização/interação, comunicação e psicomotricidade. Deste modo, o nosso projeto incide num estudo de caso, de uma criança que frequenta o pré-escolar com Autismo; onde serão abordadas estratégias de intervenção, para tal, recorremos à observação direta, tendo-se elaborado grelhas de observação, sendo ainda, delineadas e concretizadas algumas atividades práticas, de modo, a obtermos dados para o nosso estudos. Com a realização deste trabalho, foi possível conhecer melhor as práticas e estratégias a adotar com a criança, de forma a possibilitar-lhe uma integração na sociedade e meio escolar, e ainda ajudando-a no seu desenvolvimento cognitivo.
As atitudes dos professores do 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico face à inclusão de alunos com a síndrome de Asperger no ensino regular
A incessante procura de conhecer e perceber o Ser Humano, leva os cientistas a descobrir os processos psicológicos do Homem. A Síndrome de Asperger é uma categoria recente da investigação científica e ainda existe pouca informação relativamente a este assunto. As crianças/jovens com a Síndrome de Asperger não apresentam qualquer atraso no desenvolvimento da fala ou cognitivo porém é importante que esta receba uma educação especializada o mais cedo possível. (Teixeira, s.d.) Actualmente, uma das metas da escola, é levar aos alunos a aprender as normas da cultura onde encontram-se inseridos (solidariedade, respeito, cooperação…) mas também deve dar condições para que construam e interiorizem tais valores. O direito a uma igualdade de oportunidades exige da escola as melhores condições possíveis e profissionais cada vez mais qualificados para a formação de alunos que necessitam de uma educação especial. Assim é necessário conhecer as estratégias de ensino individual e transmitir aos alunos certas ferramentas para que estes recebam um ensino adequado à sua patologia. Os professores têm um papel importante neste processo, pois são os responsáveis na formação do indivíduo, são estes que fornecem-lhe as ferramentas/conhecimentos necessários para o convívio em sociedade. (Guimarães, s.d.) O presente estudo propõe-se descrever as atitudes dos professores do 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico face à inclusão de alunos com a Síndrome de Asperger no ensino regular. O objectivo do trabalho consiste em saber quais as variáveis que influenciam as atitudes dos professores face à inclusão de alunos com a Síndrome de Asperger, tentando relacionar o nível de ensino (1º, 2º e 3º ciclos) com as atitudes mais ou menos favoráveis apresentadas pelos docentes.
Relatório de estágio profissional
Este relatório de estágio insere-se no âmbito da Unidade Curricular de Estágio Profissional do Mestrado em Ensino do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico na Escola Superior de Educação João de Deus. A sua realização teve começo em outubro de 2010 e terminou em junho de 2012, em seis estabelecimentos de ensino diferentes.
A colaboração entre a família de crianças com necessidades educativas especiais e a escola: perceções de pais e de educadores de infância/professores do 1º ciclo
O presente estudo pretende analisar como se processa a colaboração entre família de crianças com necessidades educativas especiais e a escola, bem como os sentidos que atribuem a essa colaboração. A investigação parte da identificação dos conceitos centrais que emergem da colaboração sustentada em referenciais teóricos de investigadores e pedagogos que se têm debruçado nas temáticas do envolvimento parental em geral e do envolvimento parental na especificidade das situações de pais com crianças com necessidades educativas especiais (NEE). Neste sentido adotou-se como objetivos tentar percecionar e compreender o quando e o como colaboram a família e a escola bem como as motivações que as levam a estabelecer e a manter uma relação entre os pais de crianças com NEE e os professores/educadores. Para cumprir os objetivos procedeu-se a um estudo de natureza quantitativa, utilizando como instrumento de recolha de dados dois questionários diferentes: um para os pais de crianças com necessidades educativas especiais e outro para professores do 1º ciclo e educadores de infância. A partir do tratamento dos dados, verificou-se que a colaboração existe, embora de formas muito variadas e que a opinião de pais e professores sobre as modalidades de colaboração varia. Em conclusão e de modo geral podemos referir que a problemática da colaboração entre família e a escola, tendo em conta a criança com NEE, necessita da formação/educação de pais e professores, de forma a inferir mudança de atitudes e práticas; impondo-se, nesta perspetiva, a regularização da comunicação entre pais e professores, tornando-se as relações entre ambos, um "hábito" desenvolvido a vários níveis.
Promover a comunicação: projeto de intervenção
A paralisia cerebral é um dos fatores que frequentemente leva a graves perturbações na comunicação. Estas limitações causam enormes barreiras no desenvolvimento integral dos indivíduos, sendo importante proporcionar àqueles que apresentam disfunções na comunicação os meios para se expressarem e comunicarem. “Promover a comunicação” espelha a investigação realizada junto de uma criança com paralisia cerebral sem linguagem oral, com o objetivo de melhorar os seus níveis de interação. Planeou-se a realização de um estudo que permitisse conhecer a criança e a sua problemática, assim como o contexto educativo onde se encontra inserida, tendo por referencial uma visão holística da mesma. Neste sentido, desenvolveram-se atividades na área da comunicação, recorrendo a meios aumentativos da comunicação aliados sempre que possível às Tecnologias da Informação e da Comunicação. A comunicação aumentativa tem como objetivo proporcionar as ajudas técnicas específicas que ampliem as capacidades de expressão, permitindo compensar as disfunções comunicativas e proporcionar a comunicação, a aprendizagem, a interação, a autonomia, melhorando as competências globais dos indivíduos e possibilitando-lhes uma melhor qualidade de vida. Procurou-se também articular com os recursos existentes na comunidade educativa, no sentido de criar condições que facilitassem respostas educativas diferenciadas e diversificadas.
O trabalho cooperativo entre o docente de educação especial e o educador do ensino regular: contributos para a inclusão de crianças com NEE
Os agentes educativos defensores de uma educação inclusiva acreditam que a criança com necessidades educativas especiais, devem estar integradas em salas do ensino regular. No entanto, estão conscientes que esta evidência encara novos desafios, os quais solicita uma planificação e implementação cuidadosa. A inclusão de crianças com NEE no pré-escolar do ensino regular, obrigou a uma preparação prudente e a um trabalho de estreita cooperação, entre o educador da sala, o docente de educação especial e outros agentes educativos, que formam uma equipa multidisciplinar. A escola inclusiva depara-se com um novo desafio e criam-se expectativas em torno da criança com NEE. Vários autores refletiram sobre esta evidência revelando as mesmas posições em relação ao sucesso da inclusão através da colaboração e cooperação destes docentes. “ Nesta perspectiva, a filosofia inclusiva exige mudanças radicais no que diz respeito ao papel do educador (…), passando estes a intervir mais diretamente com os alunos com NEE, ao papel do professor de educação especial (…), que devem assumir participações mais ativas nos processos de aprendizagem dos alunos.” (Correia, 2008: p.50) É nesta perspetiva que abordamos nesta dissertação o papel/funções do educador do ensino regular e o docente da educação especial, o trabalho cooperativo entre estes agentes educativos e compreender se esta cooperação surge como fator facilitador e contributivo para a inclusão de crianças com NEE. Entendemos que não pode existir ligação entre agentes educativos se não houver por base uma boa cooperação que apoie e facilite o processo de inclusão, existindo fatores fulcrais, tais como: motivação, empenho e flexibilidade. Este projeto de investigação aborda o trabalho cooperativo entre os educadores do regular e docentes da educação da educação especial e os contributos na inclusão de crianças com necessidades educativas especiais. iii Definiu-se assim, no enquadramento teórico, uma abordagem à educação especial e inclusiva e ao trabalho cooperativo. Na segunda parte deste trabalho, a do enquadramento empírico, apresentou-se a metodologia, os instrumentos utilizados na recolha dos dados (inquérito por questionário), a caracterização do meio e da amostra (educadores de infância do regular e da educação especial). A última parte diz respeito à recolha, análise e interpretação dos dados e discussão dos resultados. Assim sendo, confirmou-se que o trabalho cooperativo entre estes agentes educativos facilita a inclusão de crianças NEE nas classes regulares, bem como, proporciona o seu bom desenvolvimento.
A importância do jogo no processo de ensino e aprendizagem de alunos com perturbação de hiperatividade e défice de atenção
No presente trabalho de investigação procuramos demonstrar a importância que o jogo tem no processo de ensino e aprendizagem de alunos com PHDA. Após pesquisas feitas neste âmbito damos a conhecer um pouco mais sobre esta perturbação, assim como tentamos desmontar que através do jogo o professor promove a construção do conhecimento, da socialização e da criatividade. Por consequência a criança com PHDA sente-se motivada e empenhada, demonstrando uma melhoria quer a nível de comportamento que de atenção. Todos estes conhecimentos previamente adquiridos foram comprovados, com a realização de estudos de caso.
Relatório de estágio profissional
Este Relatório, para além da presente Introdução, encontra-se dividido em três Partes. A Parte I é dedicada aos Relatos Diários – que seguem os diferentes estágios junto de turmas do Pré-escolar, no Jardim-Escola dos Olivais e no Jardim-Escola da Estrela. Como referido, visto que fiz semanas de compensação, nomeadamente junto das turmas do Bibe Encarnado, do Bibe Azul (ambas dos Olivais) e do Bibe Amarelo (da Estrela) relato essas semanas dentro do capítulo dedicado a cada Bibe. A Parte II contém as Planificações que fiz, no âmbito do Pré-Escolar. A primeira refere-se à Área de Expressão e Comunicação – Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita, e apliquei-a aquando da minha passagem pelo Bibe Amarelo, turma B, do Jardim-Escola dos Olivais. A segunda, respeitante à Área de Conhecimento do Mundo, foi feita para o Bibe Encarnado, turma B, no mesmo Jardim-Escola. A terceira diz respeito à Área de Expressão e Comunicação – Domínio da Matemática realizada junto da turma A do Bibe Azul do Jardim-Escola da Estrela. Na Parte III, expõem-se os dispositivos de avaliação utilizados para a Área de Expressão e Comunicação – Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita e Domínio da Matemática, e para a Área de Conhecimento do Mundo. Os dois primeiros foram aplicados aos alunos da turma B do Bibe Azul do Jardim-Escola dos Olivais e o último aos alunos da turma A do Bibe Azul do Jardim-Escola da Estrela. O motivo pelo qual só apresento dispositivos de avaliação para turmas de crianças de 5 anos (Bibe Azul) prende-se com o facto de para os demais Bibes ter organizado atividades que não previam o uso de propostas de trabalho num registo escrito. Na Reflexão Final, teço considerações quer sobre o estágio, quer sobre a experiência de realização deste Relatório; para além disso, apresento as limitações encontradas e as perspetivas profissionais e académicas que se me apresentam como mais aliciantes.
Relatório de estágio profissional
O Relatório de Estágio Profissional é um elemento de avaliação no âmbito da Unidade Curricular Estágio Profissional I,II e III, referente ao Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, realizado na Escola Superior de Educação João de Deus. O Estágio Profissional teve a duração de três semestres letivos e o objetivo principal foi dar-nos a conhecer a prática profissional e todas as atividades realizadas com as crianças ao longo de um dia escolar. O Estágio Profissional possibilita que tenhamos contacto com a realidade educativa, aprendendo através da observação e da experimentação. No presente relatório serão apresentados, de uma forma concisa, mas esclarecedora, os aspetos relevantes de cada dia de estágio, assim como a fundamentação teórica sobre as práticas observadas.
2012
Conceição, Patricia Alexandra Teodoro Nunes da
Acompanhamento do professor principiante em sala de aula
O acompanhamento do professor principiante, em sala de aula, é um percurso importante para o exercício da profissão do futuro docente. É aqui que vai ter o primeiro contacto com a realidade educativa, ao nível do seu desempenho profissional e colocar em prática os conhecimentos adquiridos na formação inicial, estando, no entanto, em constante aprendizagem. Neste processo de aprendizagem, o supervisor pedagógico terá concerteza um papel preponderante na ajuda e orientação do professor principiante, de modo a que este possa, constantemente, melhorar a sua prática docente. Neste trabalho de investigação, procuramos conhecer a melhor forma de contribuir para desenvolvimento profissional do professor principiante, através de um acompanhamento, reflexão, feedback e avaliação contínuos, motivado por uma relação interpessoal e de empatia entre ambos. Torna-se igualmente importante recolher sugestões para a melhoria das etapas no percurso de desenvolvimento profissional do professor principiante e compreender se os supervisores influenciam esse percurso, de forma a contribuir para o seu desenvolvimento profissional e pessoal. Assim, este trabalho tem por base uma metodologia qualitativa, através de entrevistas, observações e questionários implementados a professores em início de carreira e tem como principal objetivo conhecer de que modo o acompanhamento do professor principiante, em sala de aula, por parte do supervisor pedagógico, pode melhorar o desempenho profissional e, de certo modo, influenciar o exercício da profissão de docente. Nesta investigação, pretendemos ser investigadores ativos numa instituição educativa onde exercemos funções de professores do Ensino Básico 1º Ciclo, podendo, assim, observar a problemática em questão. Após a análise e interpretação dos dados verificámos, com este estudo, que o acompanhamento, ajuda e orientação são imprescindíveis para melhorar não só a experiência, como também o desempenho profissional do professor principiante. Deste modo, delineamos um conjunto de estratégias e/ou procedimentos que devem ser utilizados pelo supervisor pedagógico, de modo a contribuir para um acompanhamento do professor principiante em sala de aula, no início da carreira docente.
Relatório de estágio profissional
O presente Relatório foi realizado no âmbito do Estágio Profissional I e II. Trata-se de um trabalho elaborado com base na observação de aulas e na experimentação didática; os materiais obtidos (como, por exemplo, horários, dados sobre as turmas, fichas, etc.) foram submetidos a uma análise documental.
Integração dos recursos educativos digitais no 1º ciclo do ensino básico: uma realidade ou uma utopia
O presente trabalho “Integração dos Recursos Educativos Digitais no ensino do 1º ciclo: uma realidade ou uma utopia?” visa contribuir para um melhor conhecimento do desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), pois estas provocaram algumas alterações, sobretudo na forma e maneira de educar e ensinar, no método ensino aprendizagem. As TIC entraram na escola e por lá vão continuar, temos então de refletir na melhor forma de tirar o máximo partido das suas potencialidades, em especial das pedagógicas. A utilização dos Recursos Educativos Digitais (RED) pode revolucionar a aprendizagem dos alunos, através da criação de ambientes de aprendizagem dinâmicos, inovadores e motivadores, centrados no aluno, proporcionando o desenvolvimento de competências essenciais para preparar os alunos para a vida ativa. O impacto da utilização dos RED na atividade docente é enorme, pois exige grande capacidade de adaptação por parte dos docentes a esta nova realidade, no entanto os desafios são aliciantes. Maioria dos estudos (Silva, 2004; Costa, 2008) revelam que um dos principais obstáculos à integração dos RED no processo ensino aprendizagem, prende-se com a falta de formação nesta temática. Este trabalho de investigação, de caráter qualitativo, tem vários objetivos, que foram elaborados com vista a responder às questões de partida: Será que os profissionais no ativo estão preparados para integração dos RED no ensino aprendizagem? De que forma a área de Estudo do Meio pode contribuir para uma melhor utilização dos RED? Estas questões foram elaboradas com base na leitura e resultados de alguns estudos. Os instrumentos de recolha de dados que utilizámos foram: a entrevista, a inquérito e análise de documentos. Pensamos poder contribuir para uma menor iliteracia e uma plataforma online.
2012
Correia, Matilde Maria Pereira dos Reis Krohn da Silva
Relatório de estágio profissional
O presente relatório insere-se no âmbito da Unidade Curricular de Estágio Profissional I e II do Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico na Escola Superior de Educação João de Deus.
Intervenção precoce: estudo exploratório sobre a prática de uma equipa disciplinar
Cada vez mais o processo de ensino-aprendizagem se revela orientado para a igualdade de oportunidades sejam elas, educativas ou sociais. Partindo deste pressuposto, podemos referir que o jardim-de-infância/escola não deve ter como objectivo exclusivo a transmissão de conteúdos, mas de igual modo, desenvolver competências de forma a preparar as crianças, para a sua vida em sociedade, ensinando-as a conviver, interagir e cooperar. O nosso estudo pretende incidir principalmente sobre a prática da uma equipa disciplinar de Intervenção Precoce (IP). A IP é uma área que ao longo de cinquenta anos progrediu positivamente, contudo é uma área recente dentro da Educação Especial, tendo sido alvo de investigação e investimento, nos últimos vinte anos. Deste modo, no nosso estudo participaram três Educadoras de Infância, que faziam parte da equipa de IP no Agrupamento D. António Ferreira Gomes, respondendo a um inquérito por entrevista. Através dos dados recolhidos no inquérito por entrevista, foi possível aferir as práticas usadas pelos profissionais, o tipo de apoio prestado, assim como, as actividades e estratégias que os Educadores de Infância exploram com as crianças e as famílias. Seguindo este ponto de vista, e através de várias pesquisas, verificamos que com a evolução da perspectiva da IP centrada na família e na criança, houve um alargamento da equipa multidisciplinar que realiza a avaliação e a intervenção. Tendo os profissionais uma boa formação e preparação, sendo este trabalho realizado essencialmente em equipa, cuja meta é comum, e um envolvimento dos pais em todo o processo educativo dos seus filhos, parecem-nos pois, factores essenciais para um bom trabalho, com resultados visíveis e duradouros. Assim, se existir um intercâmbio IP/pais/Jardim-de-Infância, a criança poderá efectuar todo o seu potencial, beneficiando de um meio envolvente adequado e equilibrado, que lhe proporcione a interacção e o desenvolvimento de todas as potencialidades e capacidades, de forma saudável e harmoniosa.
As atitudes dos professores do 1º ciclo do ensino básico relativamente à inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino regular
O presente estudo propõe-se caracterizar as atitudes dos docentes do ensino básico do 1.º ciclo relativamente à inclusão de crianças com Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.) nas escolas regulares. Pretendemos identificar a opinião destes docentes face à inclusão dos alunos com N.E.E., quanto às competências, capacidades e comportamentos destes alunos, procurando verificar se existem diferenças nas atitudes dos docentes em três zonas distintas de Portugal, a saber: Funchal, Porto e Lisboa. Procedemos a uma revisão da literatura para clarificar determinados conceitos, tais como: Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.); educação inclusiva/inclusão; crenças e atitudes e representações sociais dos professores. Optámos por um estudo de natureza quantitativa. Elaborámos questionários escritos para recolha de dados pessoais e profissionais numa primeira parte, e de atitudes numa segunda parte. A amostra é constituída por um total de cento e oitenta e seis (186) professores que leccionam nas três zonas mencionadas acima, estando os indivíduos da amostra divididos da seguinte forma: cinquenta e cinco (55) professores pertencem a escolas do Funchal, setenta e três (73) pertencem a escolas do Porto e, por fim, os restantes cinquenta e oito (58) pertencem a escolas de Lisboa. O objectivo do estudo consiste em conhecer quais as variáveis que influenciam as atitudes dos professores face à inclusão, tentado relacionar, por exemplo, a idade, o sexo ou os anos de serviço com as atitudes mais ou menos favoráveis apresentadas pelos docentes das escolas.
Relatório de estágio profissional
O Relatório de Estágio Profissional é o último passo da minha formação profissional (simultaneamente, a minha última prova para avaliação), que me permitirá futuramente exercer a docência no Ensino 1.º Ciclo do Ensino Básico. O Relatório de Estágio Profissional terá a estrutura dividida em três Partes, contendo as necessárias introdução e considerações finais. A primeira Parte é referente aos Relatos diários. Estes encontram-se subdivididos por capítulos. Cada um destes capítulos corresponde aos diferentes momentos de estágio passados nos quatro anos do Ensino Básico 1.º Ciclo. Há um capítulo dedicado ao Seminário de Contacto com a Realidade Educativa. É nesta Parte I que são registadas as observações mais relevantes das manhãs de estágio e apresentadas as respetivas inferências, sustentadas cientificamente. Na Parte II, relativa às Planificações, são apresentadas algumas das atividades realizadas por mim ao longo do estágio. Estas atividades são acompanhadas por uma planificação, baseada no modelo T de Aprendizagem, assim como pela fundamentação científica e pela explicação das estratégias utilizadas. A Parte III, Dispositivos de avaliação, é constituída pelos instrumentos de avaliação por mim utilizados nas várias áreas curriculares (Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio). Farei uma breve reflexão sobre os mecanismos que utilizei e sobre os resultados obtidos pelos alunos. Na Reflexão final, para além de serem feitas algumas considerações, são definidos e esclarecidos os objetivos que foram alcançados, bem como algumas limitações deste Relatório de Estágio Profissional.
Relatório de estágio profissional
O presente trabalho inscreve-se no âmbito da Unidade Curricular de Estágio Profissional da Escola Superior de Educação João de Deus, inserindo-se este relatório no Mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico.
A perspetiva dos professores de educação especial sobre a importância da expressão dramática como técnica psicopedagógica no desenvolvimento da comunicação da criança com perturbação de Asperger
Os princípios pelos quais a escola inclusiva se rege defendem que os alunos não devem apenas estar juntos, mas acima de tudo, devem aprender juntos, de forma a perceberem que a escola é de todos e para todos, ainda que dentro das suas diferenças. Terá o professor capacidades, conhecimentos e estratégias suficientes para abraçar este desafio? Numa tentativa de aprofundarmos o nosso conhecimento acerca da Perturbação de Asperger propomo-nos a desenvolver um trabalho que defina a doença, dentro do já então conhecido, e evidencie tanto as “fragilidades” como as “capacidades” dos portadores, carinhosamente apelidados de “Aspies”. Trata-se de uma tentativa de reunir os conhecimentos necessários para começar a entender a essência dos Asperger. Porque é que na opinião do psicólogo clínico Tony Attwood, especialista mundial nesta Perturbação, precisamos de pessoas com Asperger, sugerindo que estes indivíduos possam ser, de alguma forma, especiais e capazes de grandes feitos. Neste sentido, surge este estudo para tentar perceber a perspetiva dos professores de Educação Especial sobre a importância da Expressão Dramática como técnica psicopedagógica no desenvolvimento da comunicação da criança com Perturbação de Asperger. Pretendemos perceber a influência que a utilização desta técnica pode ter no desenvolvimento comunicacional da criança com Perturbação de Asperger, pois talvez seja relevante sugerir a elaboração de um programa de treino de competências comunicacionais que utilize a Expressão Dramática. A Expressão Dramática vai além do seu papel de ferramenta lúdica e de distração, daí a importância de se conhecer as vantagens da sua utilização nesta área e tentar perceber se pode contribuir ou não para o sucesso de uma criança com esta problemática.
A perceção dos professores do 1º ciclo face aos métodos de leitura e escrita em crianças disléxicas
A aprendizagem da leitura e da escrita é um processo contínuo, cujo sucesso é determinado, em grande parte, pelas atitudes e metodologias utilizadas pelo professor. Com esta investigação pretendemos identificar a “perceção dos professores do 1º ciclo face aos métodos de leitura e escrita em crianças disléxicas.” Iniciámos este estudo, com a evolução histórica da educação inclusiva; da filosofia da inclusão; dos princípios gerais para a construção de uma escola para todos e das vantagens da inclusão. Posteriormente, importou definir Dificuldades de Aprendizagem exemplos de Dificuldades de Aprendizagem Especificas e suas causas. Na parte intitulada,”O ato de ler no cérebro leitor “, abordámos essencialmente a temática da aprendizagem da leitura, iniciando-se a reflexão com os processos cognitivos implicados na leitura, seguindo-se os aspetos relativos ao processamento da leitura a nível cerebral. Segue-se outra parte, cujo enfoque, recai sobre os distúrbios que podem ocorrer a nível da leitura numa criança disléxica, definição de consciência fonológica e sua relação com a dislexia. De seguida, é valorizado o conceito de dislexia, as suas causas, intervenção educativa e intervenção da respetiva família. Para finalizar o enquadramento teórico, abordámos alguns métodos de leitura e escrita existentes. O capítulo seguinte, é dedicado à Metodologia da Investigação, constituído pela apresentação, descrição e justificação de todo o processo metodológico do estudo. Para a nossa recolha de dados, elaborámos um inquérito por questionário que foi remetido, a 71 professores do 1.º ciclo com perguntas maioritariamente fechadas, devido ao facto de serem de mais fácil e rápido preenchimento por parte dos inquiridos. Após o tratamento dos dados, recolhidos dos questionários, concluímos que, de uma maneira geral, os inquiridos possuem bons conhecimentos sobre os métodos da leitura e escrita. Relativamente à primeira hipótese formulada, os inquiridos responderam que utilizam, nas suas praticas pedagógicas, conhecimentos adquiridos nas formações e ações de formação frequentada. Constatamos ainda, que os inquiridos utilizam o método de leitura Multissensorial, para trabalhar com crianças disléxicas, suportando, deste modo as hipóteses previamente formuladas
Violência entre colegas (Bullying) em contexto escolar
A problemática da violência entre pares, conhecida como bullying, desenvolve-se em contexto escolar, corrompendo as relações interpessoais. O bullying é um “monstro” que diminui a autoestima, torna as crianças inseguras, solitárias, propensas a depressões e, em casos extremos, pode levar ao suicídio. É objetivo deste estudo saber se existem vítimas e agressores de bullying nas escolas do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas do Monte da Ola. No que concerne à metodologia, optamos por uma abordagem quantitativa, através da realização de inquéritos anónimos, com perguntas fechadas. Neste inquérito participaram 130 alunos do 3º e 4º ano de escolaridade. Constatamos que 34% dos alunos são vítimas e 23% são agressores, constatamos também que os rapazes são mais vítimas e mais agressores. Assim, pretende-se com este trabalho alertar e sensibilizar alunos, professores e pais para a violência que cada vez mais prolifera na escola e que tanto influencia negativamente a autoestima dos alunos. É por isso imprescindível que a escola e toda a comunidade escolar implementem estratégias preventivas do fenómeno bullying, de modo a tornar a escola num verdadeiro local de inclusão.