RCAAP Repository
Avaliação do rendimento agro-industrial dos frutos e sementes de cultivares de alfarrobeira (ceratonia siliqua l.) No algarve
A avaliação do rendimento agro-industrial da alfarrobeira no Algarve foi realizada com base em 27 características morfológicas de frutos e sementes de 43 árvores distribuídas por toda a região. A relação entre as características foi estabelecida por uma análise de componentes principais que resultou na separação das árvores em 5 grupos (I-V). Foi estabelecido um modelo de três dimensões, considerado significativo, que evidenciou 52,2% na variação total. A primeira dimensão representa 23,2% e é dominada pelas características largura e peso do fruto e pelas características largura, peso de cada semente e peso do tegumento, gérmen e endosperma. As cultivares `Alfarroba burro´, `Aida´ e `Galhosa´, e algumas árvores bravas foram os exemplares que revelaram maior potencial industrial relativamente aos seus frutos, que apresentaram sementes com elevada percentagem de endosperma e originaram goma com elevado índice de viscosidade. O estudo da biodiversidade com base em árvores não enxertadas dispersas pela região do Algarve constitui um passo fundamental para a implementação de uma estratégia de conservação e melhoramento dos recursos genéticos.
2016
Barracosa, Paulo Caetano, Isabel Batista, Maria Teresa
Aplicação da econometria espacial às culturas agrícolas permanentes portuguesas
A consideração de efeitos espaciais é cada vez mais frequente e para isso contribuiu, entre outros, o trabalho de Anselin (1988). Neste estudo analisase, através de métodos de estimação “cross-section”, a influência dos efeitos espaciais nas culturas agrícolas permanentes das NUTs III de Portugal Continental, com base nos dados do Recenseamento Geral da Agricultura de 1999, considerando a relação de Verdoorn como base de estudo. Pela análise dos dados (considerando a estatística Moran´s I) e dos resultados das estimações (tendo em conta as componentes “spatial lag” e “spatial error”) constata-se que haverá autocorrelação espacial positiva, sobretudo nos frutos secos e na vinha.
Quantificação do carbono fixado em povoamentos mistos no norte de Portugal
Estudos da quantificação da produtividade nos povoamentos mistos em Portugal Continental são importantes face à escassez de informação nesta área, particularmente, no que diz respeito aos povoamentos mistos de Quercus pyrenaica e Pinus pinaster. Esta importância acresce num cenário de alterações climáticas, e também pela necessidade de adaptar medidas de gestão e de quantificar a produção, para monitorizar a evolução das áreas florestais e para inferir parâmetros qualitativos e quantitativos. Neste sentido, procedeu-se à quantificação da produtividade primária líquida (PPL) dos povoamentos analisados, uma vez que a PPL é uma variável chave que permite a monitorização da fixação de carbono atmosférico. A PPL foi estimada para 40 parcelas de amostragem do Inventário Florestal Nacional de 2005/2006 (15 parcelas de povoamentos puros de Pinus pinaster L, 15 parcelas de povoamentos puros de Quercus pyrenaica Willd. e 10 parcelas de povoamentos mistos de Quercus pyrenaica Willd. com Pinus pinaster L.), distribuídas por vários concelhos do distrito de Vila Real. Os dados apresentados têm por base valores de variáveis dendrométricas dos povoamentos em estudo, recolhidos em 3 momentos diferentes (2006, 2008 e 2009). Com base nos resultados médios do carbono fixado, verificou-se uma maior produção dos povoamentos mistos de Quercus pyrenaica com Pinus pinaster (6,710 ton C ha-1.ano-1), quando comparada com os povoamentos puros de Quercus pyrenaica (5,766 ton C ha-1.ano-1) ou com os povoamentos puros de Pinus pinaster (5,675 ton C ha-1.ano-1). Posteriormente, procedeu-se à partição do carbono total fixado pelas diferentes componentes do ecossistema (arbórea, matos e folhada) para os povoamentos em estudo, sendo a folhada a componente que mais contribui para o carbono fixado do ecossistema. Por fim, realizou-se uma análise de variância (ANOVA) para determinar diferenças de médias entre os povoamentos em estudo, e, para um nível de significância de 5% concluiu-se que não há diferenças significativas no carbono fixado entre os povoamentos mistos e puros.
2016
Nunes, Leónia Lopes, Domingos
Predição de biomassa arbustiva lenhosa empregando dados de inventário e o índice de diferença normalizada extraído em imagens landsat 5 tm
Com o intuito de estudar se o Índice de Vegetação de Diferença Normalizada (NDVI), gerado a partir de imagens de satélite de média resolução, pode ser utilizado na quantificação de biomassa vegetal aérea de plantas arbustivas lenhosas, regeneradas após a ocorrência de incêndios florestais, foram instaladas 18 parcelas de amostragem (10m2) em locais ardidos entre os anos de 2000 e 2005 na região de Viseu. A metodologia utilizada baseou-se no ajustamento de modelos de regressão entre a quantidade de biomassa (t.ha-1) pesada em campo pelo método destrutivo, em cada parcela, e os valores da resposta espectral referentes ao NDVI, calculados e extraídos de imagens Landsat Thematic Mapper (TM). Os resultados obtidos mostram que a quantidade de biomassa vegetal apresenta uma correlação positiva com os valores de NDVI. A estimativa de biomassa lenhosa aérea forneceu resultados significativos, tendo permitido ajustar uma equação que descreve a quantidade de biomassa (t.ha-1) em função do comportamento espectral da vegetação.
2016
Viana, Helder Lopes, Domingos Aranha, José
Infiltração de ar através de portas de acesso a câmaras frigoríficas. Verificação experimental de previsões analíticas e através de cfd
Neste trabalho apresenta-se a medição experimental da taxa de infiltração de ar num espaço arrefecido (câmara frigorífica à escala laboratorial), através da utilização da técnica de gases traçadores. Os resultados obtidos foram confrontados com as previsões dadas por três modelos analíticos e também com os obtidos por simulação numérica CFD. Como consequência da infiltração de ar “quente” para o interior da câmara frigorifica, a temperatura média no seu interior vai aumentando – diminuído o diferencial de temperatura, pelo que se trata claramente de um processo transiente. Uma vez que os modelos analíticos têm subjacente a condição de regime permanente, confirma-se que estes não são adequados para avaliar a taxa de infiltração. Por outro lado, os resultados obtidos por via numérica apresentam uma boa concordância com os resultados experimentais, mostrando que o modelo é apropriado para avaliar a infiltração de ar na câmara frigorífica.
2016
Gonçalves, João Costa, José Figueiredo, António Lopes, António
Editorial
Alicerçados no presente, é tempo de olhar o passado para perspectivar o futuro. Porque a vida é feita de mudanças. Transformar a revista do IPV MILLENIUM, numa revista de carácter exclusivamente científico, eis o desafio que, no IPV, nos propomos, como mais adiante se explicitará. Por outro lado, a transformação de Millenium numa revista científica corresponde também a uma vontade expressa por muitos docentes do IPV e colaboradores da revista, que há muito, reclamavam esta mudança. Contudo, para começar, impõe-se fazermos uma breve retrospectiva do que foi e do modo como evoluiu a revista até ao presente. Assim, é este o momento de fazermos um breve historial de Millenium. De pôr em perspectiva o que foi até agora esta revista, como revista de uma instituição de ensino superior – o Instituto Politécnico de Viseu. Porque é também a hora de definirmos a direcção para onde pretendemos caminhar e, assim, projectarmos o que queremos ser no próximo tempo vindouro. Este breve historial de Millenium será feito, desta vez, a partir dos seus Editoriais. Sim, porque da sua história mais longa e mais detalhada se deu conta no artigo “10 Anos de Millenium”, no N.º 32, de Fevereiro de 2006, aquando do 10º Aniversário desta publicação. Millenium nasce em Fevereiro de 1996, com a publicação do seu N.º 1, com uma periodicidade bimestral, que se mantém até ao N.º 3, e uma tiragem de 500 exemplares. Logo a partir do N.º 4 a sua periodicidade passa a ser trimestral, por razões tão óbvias e à vista de todos que nos dispensam qualquer justificação.
2016
Fonseca, Maria de Jesus
40 Metros abaixo do fundo do Atlântico, "latti", Jack the Ripper e Olissipo
Pois é, com a graça do Altíssimo, estamos prestes a iniciar mais uma andança! Daquelas fabulosas que, uma vez por ano, somos sortudos por poder fazer. E a deste ano prometia ser de arromba! Por duas razões básicas e fundamentais: primeiro, porque íamos rever Londres, onde havíamos estado pela primeira vez quatro anos antes da viragem do milénio. Segundo, porque íamos atravessar o Eurotúnel, essa tão fantástica quanto assustadora obra de engenharia, com os seus cinquenta quilómetros de comprimento, trinta e nove dos quais debaixo do mar e a uma profundidade média de 40 metros depois do solo do Atlântico. Iríamos no Le Shuttle, uma espécie de mega transfer que transporta viaturas ligeiras e autocarros e faz a travessia entre Calais, na França, e Folkestone, no Reino Unido.
2016
Pereira, Maria da Conceição Duarte
Introdução à hermenêutica de Paul Ricoeur
Há muito tempo que tínhamos a intenção de realizar este trabalho, retomando um tema que, desde os bancos da Universidade, ficou de ser aprofundado pelo interesse que então nos despertou. Naquela altura, a disciplina de Hermenêutica tinha sido introduzida no plano curricular do curso há pouco tempo e a temática constituía uma novidade. Ao tempo, também ainda não existiam traduções publicadas em português da obra de Ricoeur, embora isso não constituísse problema, porquanto as obras estavam acessíveis nas livrarias, na língua original em que foram publicadas, por um lado, e, por outro, porque, mesmo que existissem traduções portuguesas, sempre os professores nos instavam a ler na língua original em que a obra fora publicada, pelos claros benefícios que a prática implicava, quer a nível do domínio dessas línguas estrangeiras, quer a nível da compreensão do texto. Também não existia, na altura, bibliografia significativa na área em causa, e a pouca que havia encontrava-se na língua original em que tinha sido publicada, ou em traduções, elas também, em língua estrangeira, bem ainda como não existia o conjunto de estudos hoje disponíveis, inclusive em Portugal, não só sobre a temática hermenêutica em geral, como, especificamente, sobre Ricoeur e o seu pensamento.
2016
Fonseca, Maria de Jesus Martins da
Carl Rogers: Uma Concepção Holística do Homem - da terapia centrada no cliente à pedagogia centrada no aluno
Carl Ransom Rogers (1902-1987) foi um famoso psicólogo clínico e psicoterapeuta norteamericano que exerceu a sua actividade, quer docente, quer profissional, nessas mesmas áreas e ainda na área do aconselhamento. A notoriedade e reputação, bem como o reconhecimento académico e público de que gozou, sobretudo a partir da década de 40, nos Estados Unidos, e que o tornaram conhecido, prendem-se com a nova abordagem que introduziu e aplicou no campo da psicoterapia e a que chamou Terapia Centrada no Cliente – Client Centered Therapy – ou Abordagem Centrada na Pessoa, e explicam que alguns autores o tenham considerado "o mais influente psicólogo e psicoterapeuta da história americana".
2016
Fonseca, Maria de Jesus Martins da
Oral Literature - An Art Form From Immemorial Time
In order to accurately answer the question above, there is a need to offer a conceptual framework and critical analysis of some keywords, such as culture, tradition, heritage, folklore and memory, as they support and complement one another. Therefore, I will try to provide answers not only to the prior question, but also to the following ones: In what way(s) does oral heritage form a part of culture? What is meant by culture? How reliable can oral heritage be? Is oral heritage a valid means of conveying culture and, thus, a collective representation of identity? Are heritage and tradition the same?
O sentido do Brasil integrado nos objectivos da Companhia de Jesus no século XVI
Nos alvores dos tempos modernos, o XIX concílio ecuménico, o concílio de Trento, enfrenta os problemas fulcrais dessa época perturbada pela profunda crise de ruptura da fé. A Companhia de Jesus, aprovada pelo papa Paulo III em 1540, surgida no âmbito da Reforma Católica no século XVI, sob os auspícios do concílio de Trento, vai proporcionar um ambiente propício à expansão do Catolicismo, após este ter sido afectado pela Reforma Protestante. Os inacianos contribuíram para a formação de uma fortaleza contra o avanço da heresia protestante. De facto, os objectivos dos jesuítas eram:
2016
Branco, Alberto Manuel Vara
O Nacionalismo nos séculos XVIII, XIX e XX: o princípio construtivo da modernidade numa perspectiva histórico - filosófica e ideológica. Um caso paradigmático: A Alemanha
Mais do que um conjunto elaborado de conhecimentos organizados, a História, que é para a comunidade humana o que a memória é para o indivíduo, é um método de investigação do passado, cujo resultado – processo e produto – não é facilmente analisável. O conceito científico História apresenta dois sentidos:
2016
Branco, Alberto Manuel Vara
A Indústria de Preservação em Portugal
A preservação de madeiras é uma ciência que remonta aos primórdios da civilização e que terá tido origem nas civilizações egípcia e chinesa. No século X a.C. já havia uma preocupação em tratar a madeira dos barcos com extractos de óleo de cedro, com o intuito de os proteger contra a biodegradação. No início do século XIX, devido ao enorme consumo de madeira na construção e reparação de barcos dos impérios coloniais, a falta de espécies duráveis, como cedros e carvalhos, obrigou ao uso de espécies menos resistentes, o que aumentou os problemas da biodegradação. Consequentemente, a preservação de madeiras voltou a ser uma área de estudo muito importante. Em 1832, Kyanizing usou com sucesso cloreto de mercúrio na preservação de madeiras e, em 1833, Theodor Hartig foi o primeiro a registar, através de um microscópio, as hifas de um fungo numa madeira atacada (Zabel e Morrell 1992).
2016
Esteves, Bruno Miguel de Morais Lemos
Estado-Traço de ansiedade e vivências académicas em estudantes do 1º ano do Instituto Politécnico de Portalegre
O presente estudo teve como objectivo geral compreender a adaptação dos estudantes do 1º ano do Instituto Politécnico de Portalegre através do conhecimento dos seus Estados e Traços de Ansiedade, bem como das suas Vivências Académicas. Foram estudados N=185 estudantes do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) que, no ano lectivo de 2007/2008, se encontravam matriculados no 1º ano nas Escolas do IPP: Escola Superior de Saúde de Portalegre (ESSP), Escola Superior Agrária de Elvas (ESAE), Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre (ESTGP), e Escola Superior de Educação de Portalegre (ESEP). Predominando o sexo feminino (68.6%), solteiros (96.8%), e idade entre os 18 e os 55 anos, maioritariamente revelaram adaptação em todas as Dimensões do QVA-r, à excepção da Dimensão Pessoal, facto que ocorre em 75,1% dos estudantes. Verificou-se ainda que é no Grupo Etário “Entre 18 e 22 anos” e no sexo Feminino que existe média mais elevada para as Escalas de Ansiedade-Estado e Ansiedade-Traço.
2016
Cordeiro, Raul Alberto Freire, Vera
Editorial
Neste N.º 35 de MILLENIUM, agora disponibilizado on-line, procede-se à publicação de um conjunto diverso de artigos, grande parte dos quais se encontrava já em acervo há algum tempo, e que, por esta ou aquela razão, tinham ficado em arquivo e a aguardar melhor oportunidade para serem dados à estampa. Por isso, neste número, o que porventura se perde em consistência, ganha-se não apenas na variedade das temáticas tratadas, mas também na riqueza de pontos de vista e nas diferentes perspectivas que os autores nos aportam. Este é também o último número da revista que, no presente ano, se publica. E, também por isso, esta opção se justificava e se impunha. Mas há mais. Configuram-se mudanças nas próximas edições de MILLENIUM. De facto, há muito que desejávamos um novo desenho para a revista, imprimir-lhe nova vitalidade, revigorá-la e robustecê-la. Assim, o aconselhava o bom senso e os 12 anos ininterruptos de edição de MILLENIUM. O desenvolvimento institucional e a qualificação do seu corpo académico, ao longo deste período, por um lado, e, mais recentemente, o novo enquadramento jurídico do ensino superior, com as alterações e os requisitos que introduz, no sentido da qualidade e, sobretudo, da melhoria da qualidade, também assim o aconselhavam e exigiam.
2016
Fonseca, Maria de Jesus
Pacto niilista - um olhar crítico sobre a sociedade moderna e as instituições "domesticantes" que a sustentam
Não sou cético, nem místico, nem cientificista ou cultuador da metafísica. Não ergo bandeira alguma. Nenhuma causa me apetece. Sou minha própria tribo. “Todas as minhas esperanças estão em mim” (TERÊNCIO in MONTAIGNE, 1998, p. 39); “nada possuo senão a mim mesmo, e essa é uma posse em parte imperfeita e emprestada” (MONTAIGNE, 1998, p. 39-40). Sou um mitolomicida, um assassino de ídolos. Sintome fascinado pela subversão, obcecado pela heresia, apaixonado pelo novo, nauseado pelo velho e caquético. Minha alma permanece eufórica enquanto depara-se com o desconhecido. Não tenho apego por elemento de gênero algum. Encerro todas as convicções na minha inteira falta delas. As coisas só me são definitivas por enquanto! Traço minha própria sorte. Faço meu próprio destino. Sou casmurro. Sou niilista. O niilismo navalhante dos sem-pátria, sem-deuses, sem nada.
2016
Faria, Rogério Caetano de
Terras raianas: os casos especiais de barrancos e Olivença
Desloquei-me até Barrancos em Julho de 2005. Na Câmara Municipal fui muito bem recebida pela Dr.ª Isabel Sabino, pelo Presidente da Câmara, Dr. António Pica Tereno, e ainda pela Dr.ª Domingas, que me presentearam com treze livros interessantíssimos, quase na sua totalidade editados pela Câmara Municipal de Barrancos; e que me foram indispensáveis para conhecer a cultura e compreender a mentalidade do povo barranquenho; o que confirmei após contacto directo com a população. O livro de Adelino Matos Coelho, O Castelo de Noudar, descreve como este teve relevo na demarcação da fronteira na raia, após as Pazes de Alcanizes, em 1297 entre o Guadiana e a Serra Morena2.
A caminho da educação do futuro. Algumas provoca(ac)ções
No âmbito de diferentes contextos de aprendizagem e formação tenho solicitado a diferentes formandos (alunos finalistas de Curso Superior na área do Ensino ou professores já integrados na carreira) um exercício, variante simplificado da família da tempestade de ideias, segundo o qual podem expressar livremente palavras ou expressões que associam espontânea e intimamente a outras que lhes são previamente apresentadas. Este exercício costuma apresentar resultados potenciadores de diferentes análises. No caso vertente, trata-se de apresentar alguns dados e de proceder a um despretensioso e singelo estudo das representações dos sujeitos envolvidos neste exercício a propósito de determinada expressão.
2016
Martins, Vítor Manuel Tavares
Qualidade dos cuidados de saúde
Para se garantir a qualidade nos cuidados de saúde é necessário conhecer as principais componentes do conceito de qualidade, elaborar um programa de garantia da qualidade, avaliar de uma forma sistemática a execução do programa e definir o modelo conceptual a aplicar. A qualidade deve ser entendida como o produto final de uma cadeia, rede de trabalho, onde actuam diversos prestadores, com diversos níveis de formação, mas em que todos eles contribuem para o resultado final.
2016
Ribeiro, Olivério de Paiva Carvalho, Fernando M. Ferreira, Luís Miguel M. Ferreira, Paulo Jorge M.
Ser idoso hoje
O idoso tem sido encarado de formas diferentes ao longo dos tempos e nas diversas culturas. Por exemplo nas sociedades Orientais é-lhe atribuído um papel de dirigente pela experiência e sabedoria. Nas sociedades Ocidentais, apesar de ter sido considerado, até há algum tempo atrás, como um elemento fundamental na sociedade, pelos seus conhecimentos e valores para as populações mais jovens, actualmente tem uma imagem e um papel social quase insignificante, sendo a diminuição das suas capacidades, num contexto de produtividade, um dos factores mais referenciados. Por outro lado, o idoso, por usufruir de reformas e pensões muito baixas, viver muitas vezes em habitações degradadas e ter grandes despesas com a saúde, fica numa posição social muito vulnerável à precariedade económica. O idoso é ainda vulnerável à exclusão social, pela condição de reformado, sem relação com o trabalho e com os colegas, pela dificuldade de comunicação com as gerações mais jovens, pelo isolamento em relação à família, pela perda de autonomia física e funcional e ainda pelas dificuldades da adaptação às novas tecnologias (Sílvia, 2001).
2016
Martins, Rosa Maria Lopes Santos, Ana Cristina Almeida