RCAAP Repository
Caso Clínico ARP Nº 3: Não Compactação Ventricular e Enfarte do Ventrículo Esquerdo
Paciente do sexo masculino, de 45 anos de idade, com antecedentes de patologia cardíaca e alterações em ecocardiograma para estudo. São apresentadas quatro imagens, uma “steady-state-freeprecession” no plano 4 câmaras e três imagens de realce tardio, no eixo curto, 4 câmaras e eixo longo vertical. Na imagem 1 (“steady-state-free-precession” no plano 4 câmaras ou eixo longo horizontal em diástole) observa-se acentuação da trabeculação nos segmentos médio-apicais da parede lateral e do ápex (segmento 17) do ventrículo esquerdo, com razão entre a camada não compactada superior a 2,3. Identifica-se ainda acentuação da trabeculação na parede livre do ventrículo direito. Nas imagens de realce tardio identifica-se realce tardio transmural nos segmentos médios anterior, antero-lateral e antero-septal, apicais anterior e inferior e ápex. Estes achados são compatíveis com não compactação ventricular e enfarte do ventrículo esquerdo.
Adult Epiglottitis Complicated with a Pharyngeal Mucosal Space Collection
The authors describe the case of a 30-year-old female patient who presented to the emergency department with a two days history of odynophagia and progressive severe dyspnea. Physical examination revealed an enlarged epiglottis. A neck CT scan to assess complications was performed, confirming epiglottitis and showing a mucosal pharyngeal space collection. Sudden spontaneous elimination of purulent sputum a few hours later confirmed the collection to be an abscess.
2017
Vilaverde, Filipa Mesquita, Romeu Sousa, Marta Reis, Alcinda
Editorial
Depressa andam os tempos e em Radiologia o relógio parece ter um acelerador muito particular. Vem isto a propósito dos recentes avanços tecnológicos em termos de protecção radiológica que parecem ter reinventado e porventura alargado o espectro de utilização da Tomografia Computorizada. Com efeito, as várias implementações entre as quais a antiga reconstrução iterativa, da 1ª à 2ª geração, vieram reduzir a dose radiológica para valores nunca antes conseguidos. Realizar coronariografias ou exames de grande cobertura anatómica com doses inferiores a 1 ou 2mSv relança sem dúvida a discussão sobre o uso, presente e futuro, da TC: será que iremos assistir a uma liberalização de indicações incluindo em radiologia pediatria? estou convicto que sim.
Padrões de captação de contraste do útero em TC e RM
Ao contrário da ecografia e da ressonância magnética (RM), a tomografia computadorizada (TC) não é uma técnica de primeira linha no estudo da patologia pélvica feminina. Contudo, a TC é frequentemente utilizada na avaliação de patologia pélvica não ginecológica, nomeadamente em contexto de urgência ou de seguimento, na qual os órgãos ginecológicos são englobados. Nestas situações, o padrão de captação de contraste endovenoso pelo corpo e colo do útero na TC pode ser de difícil interpretação e por vezes simular patologia, dado o amplo espectro de padrões de captação de contraste endovenoso, de variantes anatómicas e/ou de patologia subjacente. Neste artigo as autoras revêm e ilustram os padrões de captação de contraste endovenoso pelo útero em TC e RM e possíveis pitfalls, permitindo diferenciar os aspectos normais e patológicos do útero em TC.
2017
Palmeiro, Marta Morna Cunha, Teresa Margarida
Caso Clínico ARP Nº4: Carcinoma do Endométrio, Mullerianose dos tecidos paravesicais e hidátise de morgagni bilateral
As autoras apresentam um caso clínico de uma doente de 74 anos, sem antecedentes pessoais ou familiares relevantes, que recorreu ao médico assistente por metrorragias. A doente foi submetida a histeroscopia com biópsia, tendo sido confirmado o diagnóstico de carcinoma do endométrio.
2017
Abreu, Elisa Melo Cunha, Teresa Margarida Campos, Cláudia
Controlo de hemoptises recorrentes através de tratamento combinado (endovascular e percutêaneo): um caso clínico
Os autores descrevem o caso de um homem de 72 anos de idade que recorreu ao Serviço de Urgência por hemoptises secundárias a Aspergiloma pulmonar. A terapêutica sistémica com antifúngicos obteve resposta limitada e o risco cirúrgico era elevado; assim o doente foi referenciado à Radiologia de Intervenção. O tratamento consistiu na embolização da artéria brônquica responsável pela vascularização parietal da cavidade pulmonar e na instilação intra-cavitária percutânea de Anfotericina B em solução gelatinosa. Este tratamento sequencial num só tempo obteve bom resultado a curto prazo sem recorrência da hemorragia nos 6 meses subsequentes ao tratamento. O tratamento de Aspergilomas pulmonares é desafiante. A radiologia de intervenção, através da terapêutica endovascular e percutânea, embora não permita o tratamento definitivo, permite o controlo hemorrágico a curto/médio prazo e pode ser repetida para prolongar os resultados obtidos. Com a descrição deste caso os autores mostram que é possível combinar o tratamento endovascular com o percutâneo, de forma sequêncial e num só tempo.
2017
Baptista, Marta Donato, Paulo Costa, Yessica Figueiredo, Ana Carvalheiro, Victor Agostinho, Alfredo Gil Alves, Filipe Caseiro
Caso clínico de neuroblastoma do adulto: utilidade diagnóstica e terapêutica da Medicina Nuclear
Apresenta-se o caso clínico de um homem, 31 anos, com neuroblastoma da glândula supra-renal esquerda, estadio IV. A Medicina Nuclear foi útil na confirmação do diagnóstico, estadiamento inicial e avaliação da resposta terapêutica, através da cintigrafia com 123I-mIBG (metaiodobenzilguanidina) e da PET (Positron Emission Tomography - Tomografia por Emissão de Positrões) com 18F-FDG (18F-fluorodesoxiglicose). No tratamento, a realização de terapêutica radiometabólica com 131I-mIBG foi uma alternativa à quimioterapia (QT) convencional, numa fase avançada da doença. O neuroblastoma do adulto é uma patologia rara (0,2 casos / milhão / ano) e tem prognóstico reservado. A avaliação clínica e analítica, aliada aos métodos de imagem, permite identificar os casos suspeitos, sendo necessária confirmação histológica. Dos métodos de imagem destaca-se a cintigrafia com 123I-mIBG que possibilita realizar um estudo de corpo inteiro e identificar com elevada acuidade a lesão primária e metástases (90% sensibilidade e > 95% especificidade). Devido à raridade desta patologia a conduta terapêutica não está estabelecida. Sempre que exequível, a cirurgia está recomendada, precedida, se necessário, de QT neo-adjuvante. Nos estadios III ou IV, em casos refractários ou recidivantes, pode realizar-se terapêutica com 131I-mIBG com intenção paliativa que, neste contexto de prognóstico reservado, apresenta resultados favoráveis, sem efeitos adversos significativos.
2017
Vaz, S. Ferreira, T. C. Silva, A. Sousa, R. Patrocínio, I. D. Ferreira, M. Ratão, P. Daniel, A. Salgado, L.
Hepatobiliary fascioliasis
Hepatobiliary fascioliasis is a parasitic disease caused by Fasciola hepatica, which is a trematode that primarily infects cattle and sheep, but may also affect humans in endemic areas. There are two phases of the disease: the acute one - where the parasites infect the liver parenchyma; and the subacute / chronic phase - when the parasites reach the biliary ducts and gallbladder, providing typical imaging findings. Because this disease may mimic several hepatobiliary disorders, misdiagnosis or late diagnosis is a concern. Therefore, knowledge of the typical and specific imaging findings is important in accomplishing a correct diagnosis. The authors describe a case of a 49-year-old male that presented with nonspecific liver symptoms. Liver ultrasound, computed tomography and magnetic resonance imaging showed several typical findings of the disease, which helped achieve the diagnosis.
2017
Andrade, Daniel Ramos Andrade, Luísa Antunes, Célia Donato, Paulo Semedo, Luís Curvo Alves, Filipe Caseiro
Volvo do intestino médio no contexto de malrotação intestinal no jovem adulto: caso clínico e revisão bibliográfica
A malrotação intestinal surge de uma anomalia do desenvolvimento embrionário gastro-intestinal, com alteração da rotação do intestino médio sobre o eixo vascular mesentérico superior. Esta anomalia é tipicamente identificada no primeiro ano de vida, sendo raramente diagnosticada na idade adulta. O volvo do intestino médio é uma complicação urgente deste defeito congénito, podendo resultar em isquémia e necrose intestinal. Os autores apresentam o caso de um doente do sexo masculino, com 22 anos, que vem ao Serviço de Urgência com um quadro de dor abdominal e história pessoal de episódios recorrentes e auto-limitados de paragem de emissão de gases e fezes. O diagnóstico de volvo do intestino médio no contexto de malrotação intestinal foi estabelecido após a realização de ecografia e tomografia computorizada (TC). Com este trabalho, descrevem-se os achados clínicos e imagiológicos do caso, com breve revisão bibliográfica do tema.
2017
Cruz, João Lameiras, Raquel Palas, João Camacho, Rui Alves, Teresa Bagulho, Cecília
Renal arteriovenous malformation managed with embolization – case report and review of literature
Vascular malformations of the kidney are pathologic processes that involve renal veins and arteries and include arteriovenous malformations (AVMs) and arteriovenous fistulas (AVFs). These lesions may present with a wide range of signs and symptoms that vary from hypertension, hematuria to renal masses. The presence of arterio-venous shunting characterizes AVMs and AVFs. We report the case of a congenital renal AVM in a woman who presented with hematuria and was successfully treated with endovascular embolization in an emergency setting. The lesion was selectively catheterized with a microcatheter and embolization was performed by injection of a mixture containing n- butyl 2-cyanoacrylate (NBCA) and lipiodol. Diagnostic imaging modalities and the technique of embolization are discussed.
2017
Pegado, Pedro Dias, João Lopes Costa, Nuno Vasco Bilhim, Tiago
Editorial - Quo Vadis SPRMN?
Avizinha-se mais um CNR e sem ter escolhido o tempo penso que será provavelmente apropriado para fazer uma reflexão sobre a acção recente da nossa Sociedade Científica que tanto prezamos. Sabemos que a missão da SPRMN não se sobrepõe a outras congéneres na Europa e no mundo já que não lhe compete a função reguladora da actividade incluindo aspectos técnico-científicos bem como da formação médica. Estes são atributos do Colégio da Especialidade da OM com quem aliás a SPRMN partilha de forma salutar muita informação, pontos de vista e até membros da direcção. Não acho que nos possamos queixar da forma proactiva com que temos trabalhado em conjunto mas tenho que reconhecer que na prática tarda o desenvolvimento de mudanças que possamos considerar estruturantes: o desenvolvimento de um sistema de créditos educativos com vista à recertificação, e a formação pós-graduada em verdadeiro ambiente de sub-especialização. Quanto à primeira, a ausência de obrigatoriedade da educação médica contínua, não impede uma prática profissional baseada no auto-didatismo e na experiência vivida. Não que tenha nada contra, mas nos dias de hoje e com a volatilidade do conhecimento, apenas me parecem ser acções insuficientes que podem culminar numa “generalização” e “indiferenciação” técnico-científica o que contradiz por sua vez o desiderato da sub-especialização. Sabemos que a Direcção do Colégio está a trabalhar na proposta de um internato médico com contorno de sub-especialização o que será sem duvida uma novidade total para muitos centros formadores. Serão esses centros capazes de responder a este repto - o que se irá entender por sub-especialização em termos de futura verificação curricular?
Tratamento não-cirúrgico do cancro do recto: uma perspectiva
É indiscutível o interesse com que a comunidade científica tem vindo a acolher a estratégia do tratamento não-cirúrgico do cancro do recto, inicialmente divulgada por Habr-Gama, cirurgiã brasileira, e posteriormente replicada de forma mais ou menos semelhante por diversos grupos científicos na Europa e na América do Norte. Tal abordagem preconiza a realização de radioterapia acompanhada de quimioterapia radiossensibilizante e posterior ‘wait-and-see’ ou ‘watchful waiting’ para os pacientes cujos tumores denotem uma resposta clínica completa. Desde logo, um ponto fulcral prende-se com a necessidade de uma abordagem multidisciplinar destes indivíduos, quer em contexto pré-terapêutico, quer na avaliação dos resultados da terapêutica radioterápica.
Estratificação pré-terapêutica do carcinoma do endométrio por ressonância magnética – papel do estudo dinâmico após administração de contraste endovenoso e do estudo ponderado em difusão
O carcinoma do endométrio apresenta uma taxa de incidência em Portugal de cerca de 7.2%, sendo a 5ª neoplasia mais comum na mulher. Apesar de apresentar uma prevalência relativamente elevada, o seu prognóstico global é favorável, uma vez que 75% dos casos são diagnosticados em estádio precoce. O estudo por ressonância magnética é geralmente efectuado após a realização de uma ecografia para avaliação de uma hemorragia uterina anormal e após o diagnóstico histológico por histeroscopia ou ressecção. Contudo, a ressonância magnética pode apresentar um papel determinante no diagnóstico em casos de impossibilidade de biópsia e nos quais a biópsia é inconclusiva. Além do mais, apesar de esta técnica não ser contemplada na classificação para o estadiamento do carcinoma do endométrio da International Federation of Gynecology and Obstetrics de 2009, apresenta uma função fundamental no estadiamento pré-operatório destas doentes, sendo crucial para definir a abordagem cirúrgica e terapêutica. No presente artigo, as autoras descrevem o estado da arte da ressonância magnética funcional no diagnóstico e no estadiamento do carcinoma do endométrio, chamando a atenção para o papel do estudo dinâmico após administração de contraste endovenoso e do estudo ponderado em difusão nestes cenários através da revisão da literatura mais recente sobre este tópico.
Doença Inflamatória Pélvica: O que o Radiologista precisa saber?
O diagnóstico da doença inflamatória pélvica é clínico, baseando-se numa combinação de sintomas e sinais, que incluem dor pélvica e febre. A referenciação ao médico radiologista ocorre na fase aguda da doença, quando é necessário excluir diagnósticos diferenciais (ginecológicos, gastrointestinais ou urinários) ou em doentes que tiveram um episódio agudo prévio, por vezes assintomático, que recorrem ao médico assistente por complicações, como dor pélvica crónica, gravidez ectópica e infertilidade. Neste contexto, é fundamental que o médico radiologista reconheça as manifestações radiológicas dos diferentes estádios da doença inflamatória pélvica, com especial ênfase para o abcesso tubo-ovárico, cujas características radiológicas colocam diagnóstico diferencial com carcinoma do ovário.
2017
Abreu, Elisa Melo Rosado, Elsa Cunha, Teresa Margarida
Colegio Radiologia
A propósito da Telerradiologia… Como é do conhecimento da comunidade Radiológica / Neurorradiológica, a Direção Geral da Saúde, por proposta do Departamento de Qualidade na Saúde e com o apoio científico dos Colégios de Radiologia e Neurorradiologia da Ordem dos Médicos, publicou uma Norma sobre Telerradiologia a 25 de março de 2015, a qual pode ser consultada no site da D.G.S. Nesta norma, estão consagrados os princípios gerais das boas práticas em Telerradiologia, nomeadamente, a sua utilização com carater de exceção, a sua monotorização, e os instrumentos de auditoria a implementar aquando da sua avaliação. Este processo de avaliação e melhoria contínua, contribui para aperfeiçoar e melhorar o serviço de diagnóstico prestado. Nas instituições onde os serviços de Radiologia e de Neurorradiologia não preenchem as necessidades locais, a Telerradiologia pode ajudar a responder a essas necessidades, bem como colaborar na interpretação de casos mais complexos.
Caso Clínico ARP Nº6: qual o seu diagnóstico?
Apresentação do caso Um paciente do sexo masculino de 43 anos, com infeção HIV (com contagem CD4 de 10/μl) recorre ao Serviço de Urgência por dispneia. Não há história de trauma ou outros antecedentes relevantes. Foi realizada uma radiografia de tórax, seguida de TC torácico.
Caso Clínico ARP Nº 5: Tumor de Krukenberg e fibrotecoma do ovário
Apresentação do caso Doente do sexo feminino com 28 anos de idade, raça africana, grávida de 11 semanas, recorre ao serviço de urgência por perda hemática vaginal, referindo ainda aumento do volume abdominal com 6 meses de evolução. Realizou ecografia (suprapúbica e endocavitária) onde foi identificada massa pélvica lateralizada à direita com cerca de 14 cm de maior eixo. Ecografia obstétrica sem outras alterações para além da massa pélvica. Examinada G3P1 com um parto distócico (cesariana por motivo desconhecido) e uma interrupção voluntária da gravidez. Sem antecedentes pessoais ou familiares conhecidos relevantes. Resultados de estudos laboratoriais com valores dentro da normalidade. Efetuou estudo de Ressonância Magnética (RM) pélvica 1 semana depois.
2017
Gomes, André Lourenço, Alexandre Correia, Lurdes Abecasis, Manuel
Avaliação de hipóxia tumoral por PET/CT com fluoromisonidazol(18 F) no planeamento em radioterapia. Experiência inicial
A hipóxia está frequentemente presente nos tumores sólidos malignos, encontrando-se associada a agressividade tumoral e a resistência à terapêutica. A sua detecção tem elevada importância clínica porque o prognóstico das lesões malignas com baixos níveis de oxigenação é desfavorável. O Fluoromisonidazol (18 F) (FMISO-F18) é um radiofármaco desenvolvido com o objectivo de identificar hipóxia tumoral. Há forte evidência da importância desta informação funcional que permite a estratificação de doentes e a adaptação individualizada de estratégias e doses terapêuticas. Efetuou-se uma revisão da literatura com o objetivo de avaliar o interesse e a utilidade da tomografia por emissão de positrões/tomografia computadorizada (PET/CT) com FMISO-F18 na identificação de hipóxia tumoral, nomeadamente para o planeamento da radioterapia. Esta técnica apresenta-se como uma modalidade imagiológica capaz de indicar e quantificar, de modo não invasivo, a presença de hipóxia, identificando sub-volumes tumorais hipóxicos que podem beneficiar de incrementos de dose. Ilustra-se esta temática com os dois primeiros exames realizados na nossa Instituição e, também, os primeiros a nível nacional. Trata-se de dois doentes com carcinoma da cabeça e pescoço, em que o planeamento da radioterapia externa teve em consideração, de forma relevante, as informações funcionais fornecidas pela PET/CT com Fluorodesoxiglucose (18 F) (FDG-F18) e, ainda, pela PET/CT com FMISO-F18.
2017
Lapa, Paula Jacobetty, Miguel Teixeira, Tânia Silva, Rodolfo Saraiva, Tiago Ferreira, Rui Costa, Gracinda Borrego, Margarida Lima, João Pedroso
Computed Tomography in the Evaluation of Lung Transplant Chronic Rejection
Lung transplantation is an increasingly common therapeutic option in end-stage pulmonary diseases. One of the main causes of medium and long-term graft failure is chronic rejection, clinically represented by bronchiolitis obliterans syndrome. The early diagnosis of chronic rejection allows optimization of immunosuppressive therapy in order to delay its progression. In this paper, we review and illustrate the characteristics of chronic lung rejection in high-resolution computed tomography to promote its early diagnosis in follow-up examinations. At an early stage, during the first year after transplantation, subtle features such as reduction of peripheral bronchovascular markers, thickening of the septal lines, and decreased lung volumes may suggest the diagnosis even before clinical changes appear. Mid-term features are represented by bronchiectasis and bronchial wall thickening, and present low sensitivity, but high specificity in the diagnosis of chronic rejection. Its appearance occurs simultaneously with the clinical diagnosis of bronchiolitis obliterans syndrome. Lung attenuation abnormalities appear in late stages of the disease. Air trapping is related with small airway obstruction and mosaic attenuation pattern with ventilation-perfusion mismatch. Fibrotic changes of the lung parenchyma characterize advanced stages of chronic graft rejection, leading to important functional repercussion. High-resolution computed tomography has helped to overcome the limitations of clinical criteria in the diagnosis of obliterans bronchiolitis syndrome and promoted an earlier diagnosis of chronic rejection after lung transplantation.
Multidisciplinary Clinical Protocol of Management of Hypersensitivity* Reactions to Contrast Media in Radiology
Acute hypersensitivity reactions to contrast media(AHRC) are infrequent, usually mild but potentially fatal. Although there are recommendations from Radiology, Intensive Care and Allergology fields regarding its management, a clinical multidisciplinary protocol that integrates these complementary approaches is missing. We aimed to elaborate a protocol that includes adverse reactions definition and classification; identification of risk factors and management of patients with AHRC. A non systematic revision of national and international guidelines was made regarding the management of hypersensitivity reactions, in order to elaborate a clinical consensus protocol to be used in different medical fields (Radiology, Allergology and Intensive Care). Non-renal adverse contrast reactions can be classified in chemotoxic (related to contrast chemical properties) and hypersensitivity reactions (with involvement of immunological mediators IgE and non IgE mediated); and in mild, moderate and severe (regarding severity), with different therapeutic approaches. Identified risk factors are previous contrast media reaction and asthma. Pre-medication decreases the probability of symptoms but does not exclude the possibility of a severe reaction. Patients suspected of AHRC should be observed in an allergy clinic to confirm the diagnosis and find an alternative contrast media. Clinical alert record as well as the notification of reaction to surveillance system of adverse drug reactions should be performed. This clinical expert’s protocol consensus based on national and international guidelines aims to be a valuable practical tool in the management of patients that need contrast media during a radiologic exam.
2018
Rolla, Inês Tavares, M. Catarina Gomes, Ernestina