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Atributos físicos, químicos e microbiológicos do solo em sistemade integração lavoura pecuária - floresta

Os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta constituem importante estratégia de recuperação de áreas degradadas, uma vez que aumentam a biodiversidade e a cobertura do solo, e reduz a erosão, promovendo boas condições físicas e químicas do solo. O experimento foi conduzido no ICA/UFMG em Montes Claros MG, em Argissolo Vermelho Amarelo Eutrófico, e teve como objetivo avaliar os atributos físicos, químicos e microbiológicos do solo em sistemas de ILPF em comparação com outros usos do solo. No estudo foram avaliados sistemas de ILPF, os monocultivos de acácia (Acacia mangium), eucalipto (Eucalyptus urophylla x E. grandis), Brachiaria brizantha, Brachiaria decumbens, Sorghum bicolor, Panicum maximum, com variações de cultivo em 3 ciclos agrícolas em período de 2 anos, em comparação a mata nativa, pastagem de Brachiaria brizantha com mais de 08 anos de atividade e pastagem degradada de Panicum maximum com áreas de solo exposto. Comparados à mata nativa e a sistemas bem conduzidos de pastagens e de ILPF, os teores de matéria orgânica e de cálcio do solo foram menores em monocultivos de eucalipto, acácia e forrageiras. Contudo, entre os sistemas ILPF não houve mudanças significativas na estabilidade de agregados, na densidade aparente e na porosidade do solo aos 27 meses de sua implantação. O fato do solo apresentar boa fertilidade de uma maneira geral contribuiu para que as variáveis CTC total, pH, potássio e magnésio avaliadas não facilitassem a distinção dos ambientes analisados. A matéria orgânica do solo e os teores de Ca foram superiores em ambientes de mata nativa e de pastagem conservada, e podem ser considerados em avaliações em ILPF com poucos anos de implantação. Apesar de não diferirem estatísticamente a atividade microbiana nos tratamentos apresentaram melhores resultados quando estiveram próximas da relação C:N de 10:1 no solo. Os teores de matéria orgânica e de nitrogênio influenciaram a atividade microbiana e proporcionando maior biomassa.

Year

2022-12-06T15:45:59Z

Creators

Marcio Neves Rodrigues

Teores de metais pesados no solo e em mamoneira adubada com lodo de esgoto

A mamoneira é uma planta resistente às condições adversas de solo e clima, tendo como principal produto o óleo ricinoleico, com potencial para a produção de combustível renovável. Essa espécie, pelas suas características, enquadra-se dentre as consideradas adequadas para adubação com lodo de esgoto. Todavia, embora o lodo de esgoto seja rico em nutrientes e matéria orgânica, pode conter metais pesados em concentrações que podem afetar a saúde de plantas e animais. O objetivo deste trabalho foi avaliar o risco de contaminação do solo e da planta de mamona com metais pesados com a aplicação de lodo de esgoto, comparando com a adubação química. O experimento consistiu de quatro doses de lodo de esgoto aplicadas no solo (0; 2,63; 5,25 e 10,5 Mg ha-1) mais um tratamento adicional (adubação química), distribuídos no delineamento em blocos casualizados, com seis repetições. A aplicação de lodo de esgoto não promoveu elevação dos teores de Cd, Cr, Ba, Se, Hg, Zn, Cu, Pb e Ni no solo e na planta em níveis prejudiciais ao meio ambiente. Além disso, os teores destes metais no solo e na planta adubada com lodo de esgoto foram semelhantes aos do solo adubado com fertilizantes químicos. Com a aplicação de doses crescentes de lodo de esgoto, os teores no solo dos metais Zn e Cu aumentaram linearmente. Por outro lado, nas folhas de mamona, o aumento das doses de lodo de esgoto não influenciou os teores de Zn e Cu, embora tenha aumentado o conteúdo de Zn e a exportação deste metal com a colheita.

Year

2022-12-06T15:44:23Z

Creators

Kênia Máximo Silva

Crescimento e sobrevivência de Dimorphandra mollis Benth.em semeadura direta, em área de cerrado, no Norte de MinasGerais

A fava-danta, Dimorphandra mollis Benth. (Leguminosae-Caesalpinioideae) é uma espécie arbórea, encontrada no bioma Cerrado, útil na recuperação de áreas degradadas e como planta ornamental. Dos frutos, extrai-se a rutina, um bioflavonoide utilizado na indústria farmacêutica, o qual atua na permeabilidade e na resistência dos vasos capilares, representando uma alternativa de renda para agricultores familiares do Norte de Minas Gerais. Esta pesquisa teve como objetivo verificar os efeitos do tipo de solo e de adubos sobre a germinação e o vigor da fava-danta semeada diretamente no campo. Adicionalmente buscou-se verificar o efeito da adubação e a sua interação com as estações do ano no desenvolvimento de Dimorphandra mollis em campo. Foram avaliadas as seguintes caracteristicas: emergência, primeira contagem da emergência, índice de velocidade de emergência, altura e diâmetro da plântula, sobrevivência. Não houve interação significativa entre os fatores, tipo de solo e adubos. Os melhores resultados para emergência e IVE foram obtidos quando a semeadura foi realizada em solo local. A porcentagem de sobrevivência após um ano de plantio foi de 53,571% e a adubação com esterco bovino e fosfato natural favoreceu o desenvolvimento da fava-danta em campo. Dessa forma, a adubação da fava-danta favorece o crescimento em altura e em diâmetro, mas não influencia a sobrevivência das plantas produzidas por semeadura direta.

Year

2022-12-06T15:40:02Z

Creators

Manoel Ferreira de Souza

Alterações nas propriedades físico-químicas do leite esterilizado adicionado de estabilizantes durante a estocagem

Embora poucos trabalhos tenham avaliado as alterações que podem ocorrer no pH do leite, submetido a altas temperaturas, adicionado de citratos e fosfatos, e as interações sobre as propriedades físico-químicas, sobretudo, durante a estocagem, a legislação brasileira permite a adição desses estabilizantes em leite UHT com a finalidade de minimizar a sedimentação e a gelificação que limitam o prazo de validade desse produto lácteo. Neste trabalho foi avaliado o efeito da adição de citrato de sódio (TSC), citrato tripotássico (TKC), fosfato dissódico (DSP) e fosfato dipotássico (DKP) em diferentes concentrações, quanto a concentração de cálcio iônico [Ca2+], a estabilidade ao etanol e a formação de sedimentos sobre o pH do leite esterilizado durante a estocagem. O delineamento do experimento foi inteiramente casualizado. Os dados foram analisados em software R sendo a variável resposta o pH e as variáveis explicativas (concentração de cálcio iônico, estabilidade ao etanol e sedimentação) entre os estabilizantes e as concentrações durante a estocagem. Seguido de análise de variância, com aplicação da análise de contraste (p<0,05). Concluiu-se que a adição dos estabilizantes influenciaram o pH do leite esterilizado durante a estocagem. Houve decréscimo no valor de pH ao longo da estocagem para todos os tratamentos, exceto o DSP. As propriedades físico-químicas (concentração de cálcio iônico, estabilidade ao etanol e sedimentação) afetaram o pH do leite adicionados de estabilizantes, considerados fatores importantes nas alterações de pH. Ocorreram alterações no pH quanto à estabilidade ao etanol, aumentou a resistência alcoólica (40 a 50 dias) seguido de decréscimo progressivo durante o armazenamento para os estabilizantes, exceto DSP. Houve aumento da formação de sedimentos em baixas concentrações de etanol, independe dos estabilizantes adicionados no leite. As concentrações dos estabilizantes não influenciaram na redução do cálcio iônico, no aumento da estabilidade ao etanol e na redução da formação de sedimentos durante a estocagem. As concentrações do TKC não foram diferentes do controle quanto à redução do pH do leite esterilizado ao longo da estocagem, o que sugere a ineficiência deste aditivo quanto ao pH. Os fosfatos são ácidos e apresentaram alterações diferentes no pH do leite. O pH alterou o comportamento da estabilidade ao etanol e do cálcio iônico durante a estocagem, após 60 dias, independente dos estabilizantes nas concentrações avaliadas.

Year

2022-12-06T15:49:37Z

Creators

Emanuela Karla Ferreira Ribeiro

Cultivo, composição química e biologia floral de Varronia curassavica Jacq.

Varronia curassavica Jacq. é uma espécie nativa brasileira, com propriedade medicinal anti-inflamatória. Possui sua eficácia reconhecida cientificamente. Do óleo essencial da espécie é produzido um importante fitoterápico antiinflamatório. Conhecer as condições de cultivo de uma espécie medicinal é importante na sua conservação e na produção sustentável. E, por ser uma espécie nativa, o conhecimento do sistema reprodutivo é fundamental para a conservação e para o manejo da espécie. Assim, os objetivos da presente pesquisa foram avaliar a biomassa, o teor e a produção do óleo essencial e a sua caracterização química e a quantificação do -humuleno e do - cariofileno, além de determinar as características morfométricas florais, a fenologia da floração, a antese, os insetos visitantes e a determinação do sistema reprodutivo da erva-baleeira em uma coleção de germoplasma. O experimento foi desenvolvido no Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (ICA/UFMG), Montes Claros - MG. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 2x2 (dois espaçamentos - 1,6 x 0,5 m e 1,0 x 0,5 m x com e sem cobertura morta), com cinco repetições e 12 plantas por parcela. Após 168 dias de cultivo, avaliaram-se: altura, diâmetro do caule, matéria fresca, matéria seca, teor e produção do óleo e sua caracterização química. O óleo essencial foi extraído por hidrodestilação e analisado por cromatografia gasosa acoplada ao espectrômetro de massas (CG/EM). Para as características morfométricas foram utilizadas 20 flores, de cinco indivíduos em pré-antese, coletadas de plantas matrizes existentes na coleção de germoplasma da espécie no Horto Medicinal do ICA/UFMG. Entre maio e dezembro de 2012, caracterizou-se o comportamento fenológico da floração de seis indivíduos. Nas análises da fenologia floral, foram determinados o crescimento da inflorescência, o número de flores e de frutos, o período de abertura, os visitantes florais e o sistema reprodutivo. Para determinar o sistema reprodutivo, utilizou-se a razão pólen:óvulo (P:O), em 50 flores. Para o teor de óleo essencial e para a matéria fresca, o menor espaçamento com cobertura morta e o maior espaçamento sem cobertura morta, resultaram nas maiores médias significativas. Na produção do óleo, o menor espaçamento com cobertura morta foi significativo. Para a matéria seca, apenas o menor espaçamento foi significativo. Não houve diferença significativa para a altura e o diâmetro. As concentrações do -humuleno e do -cariofileno não foram diferentes significativamente entre os tratamentos. Em relação à morfologia floral, as flores apresentaram diâmetro de 2,13 ± 0,05 (mm), comprimento de 3,29 ± 0,08 (mm), diâmetro do ovário de 0,70 ± 0,02 (mm), comprimento do ovário de 2,48 ± 0,12 (mm), diâmetro da antera de 0,67 ± 0,01(mm) e comprimento da antera de 0,93 ± 0,02 (mm), com quatro óvulos e cinco anteras. Nas condições do presente estudo, o crescimento das inflorescências de ervabaleeira ocorreu entre agosto e outubro. O florescimento foi observado entre setembro e outubro, e a frutificação, de outubro a dezembro. A antese floral ocorreu entre 7:00 e 11:00 horas. Os insetos visitantes são das ordens Coleoptera, Hemiptera, Diptera e Hymenoptera. A espécie foi classificada, nas condições do estudo, como alógama facultativa.

Year

2022-12-06T15:45:12Z

Creators

Debora Soares Brandao

Atributos químicos e microbiológicos do solo em sistemas agroflorestais do Norte de Minas Gerais

Atualmente, tem-se estimulado o uso de Sistemas Agroflorestais (SAFs) como uma alternativa de produção mais sustentável, manutenção da biodiversidade e recuperação de áreas degradadas. A presente pesquisa teve como objetivo avaliar os atributos microbiológicos dos solos de três SAF's e de suas respectivas áreas de vegetação nativa (VN) adjacentes, em duas estações do ano - seca e chuvosa. Os SAF's e suas respectivas VN adjacentes foram agrupados em dois grupos, em função da classe de solo, sendo um em Latossolo (SAF1, SAF2 e VN1) e outro em Gleissolo (SAF3 e VN2). Em cada SAF e VN, foram coletadas três amostras compostas de solo, na camada de 0 a 5 cm de profundidade para a determinação das análises químicas, granulométricas, carbono orgânico total (COT), nitrogênio total (NT), carbono da biomassa microbiana do solo (C-BMS), respiração basal do solo (RBS), quociente metabólico (qCO2) e quociente microbiano (qMIC). A densidade aparente do solo da camada de 0-20 cm de profundidade foi obtida pela média de amostras coletadas na camada de 0-5, 5-10, 10-15 e 15-20 cm de profundidade. A avaliação da fertilidade do solo foi obtida pela amostragem da camada de 0-5 e 0-20 cm de profundidade. Em cada época de avaliação, foi determinado o efluxo de CO2 do solo, por meio de um analisador de gás na faixa do infravermelho (IRGA) portátil. Para cada variável, foram calculados a média e o intervalo de confiança pelo teste t a 5% de probabilidade. A fertilidade dos solos dos SAFs e VN adjacentes foi semelhante e os maiores teores de nutrientes foram encontrados na camada 0-5 cm de profundidade. O manejo atribuído aos sistemas está contribuindo com a manutenção da densidade do solo, uma vez que os valores foram semelhantes em todas as profundidades avaliadas. Verificaram-se diferenças significativas para os teores e estoques de carbono (C) e nitrogênio (N) nos sistemas avaliados, o que evidencia que o manejo adotado nos SAFs tem contribuído para a estabilidade e o incremento dos estoques de C e N. O C-BMS e a RB foram maiores na época seca, enquanto que o efluxo de CO2 e o qCO2 foram maiores na época úmida. Os valores semelhantes dos atributos microbiológicos entre os sistemas avaliados indicam que os SAFs estão mantendo a atividade biológica do solo semelhantemente às áreas de vegetação nativa adjacentes.

Year

2022-12-06T15:47:18Z

Creators

Juliana Martins Ribeiro

Produção de mudas de barbatimão [Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville] em substrato contendo lodo de esgoto

Sabe-se que a produção de mudas é de grande importância para favorecer a propagação das espécies ameaçadas e com potencial econômico, e que a utilização do lodo de esgoto na agricultura como adubo orgânico é considerada como a alternativa mais promissora para a disposição final desse resíduo, em razão da sua sustentabilidade. Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo avaliar a produção de mudas de barbatimão, usando lodo de esgoto como componente do substrato. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado. O experimento foi composto por seis tratamentos, quatro repetições e a unidade experimental formada por quatro mudas. Os tratamentos foram compostos por lodo de esgoto misturado a solo típico de Cerrado (v:v); sendo 0:100 o tratamento testemunha (T1); 2,5:97,5 (T2); 5:95 (T3); 10:90 (T4); 15:85 (T5) e 20:80 (T6). Foram avaliados: emergência, sobrevivência, as características nutricionais e qualidade das mudas, e características químicas e físicas do substrato. A testemunha (T1), e os tratamentos (T2) e (T3) apresentaram as maiores taxas de emergência e sobrevivência, respectivamente. A concentração de 15% (T5) foi a que proporcionou o maior crescimento das mudas, seguida de 5% (T3) e 2,5% (T2). Todas as plantas do tratamento com 20% de lodo (T6) morreram. As plantas cultivadas no tratamento composto por 15% de lodo e 85% de solo do cerrado (T5), expressaram sinais foliares de intoxicação. A adição de 2,5 e 5% de lodo de esgoto ao substrato proporcionou mudas com maior qualidade. Em relação às propriedades químicas do substrato, observou-se que as doses 10, 15 e 20% de lodo elevaram os teores micronutrientes a níveis tóxicos para as plantas. No que diz respeito às propriedades químicas, o lodo favoreceu a capacidade de retenção de água dos substratos em todas as concentrações. Conclui-se que a utilização de baixas concentrações de lodo de esgoto parece ser uma alternativa promissora na composição de substratos para produção de mudas de barbatimão.

Year

2022-12-06T15:40:16Z

Creators

Isabela Reis Queiroz

Época de plantio de grão-de-bico em Montes Claros, Minas Gerais: produtividade e qualidade de sementes

O grão-de-bico é uma leguminosa que se destaca por suas características nutricionais com papel importante na alimentação de milhões de pessoas em todo mundo. Embora o consumo brasileiro seja pequeno, a produção no país é insuficiente para atender ao mercado consumidor, havendo necessidade de importá-la de outros países. No Brasil, os trabalhos já realizados evidenciam que o país possui um elevado potencial produtivo, contudo, poucas são as informações sobre viabilidade de sementes, épocas de plantios, condições de cultivo e desenvolvimento da cultura. O objetivo do presente estudo foi avaliar o desempenho produtivo e a qualidade das sementes da cultivar de grão-de-bico BRS Cícero sob sistema irrigado, em função da época de plantio e do local de experimento em Montes Claros, Minas Gerais. Os experimentos forma conduzidos no município de Montes Claros no Local 1 (630m de altitude) e Local 2 (760m de altitude). Em cada local foi feito o plantio em três épocas com cinco repetições. Os plantios foram realizados nas seguintes datas: Local 1 (22/05/2013 - época 1), (20/06/2013 - época 2) e (26/07/2013 - época 3) e Local 2 (05/06/2013 - época 1), (26/06/2013 - época 2) e (24/07/2013 - época 3). Foram avaliados: a altura de planta, peso de planta, número de ramos por planta, número de vagens por planta, número de vagens vazias, número de vagens com um grão, número de vagens com dois ou mais grãos, índice de colheita, peso de 100 sementes e produtividade. Para a qualidade fisiológica e sanitária das sementes foram avaliados o vigor, a germinação e o índice de velocidade de germinação. A análise de variância foi feita seguindo os procedimentos para análise conjunta de experimentos, considerando os fatores Épocas de plantio e Locais de experimento no programa SAEG 9.1. Utilizou-se o teste de Tukey a 5% de probabilidade para comparação das médias. No local 2, a altitude, condições edáficas e climáticas, proporcionou uma maior produção com produtividade variando de 2.000 a 4.000 t ha -1. As melhores condições edafoclimáticas no local 2 também favoreceram um melhor crescimento e desenvolvimento das plantas, o que permitiu que as mesmas apresentassem tamanhos maiores com maior quantidade de ramos, índices de colheita superiores e melhor qualidade fisiológica com sementes mais vigorosas. Os fungos não patogênicos encontrados nas sementes, mesmo sendo considerados saprófitas, causaram danos, afetando a qualidade sanitária das mesmas. A melhor época de plantio da cultivar BRS Cícero sob sistema irrigado nas condições edafoclimáticas do município de Montes Claros MG é o mês de junho e essa região apresenta potencial produtivo para produção dessa hortaliça.

Year

2022-12-06T15:47:49Z

Creators

Bruna Cecilia Santos

Aspectos competitivos em espécies florestais: interferência de plantas daninhas e de brotações indesejadas

O conhecimento do grau de interferência das plantas daninhas sobre as espécies florestais é fundamental para manutenção da produtividade e desenvolvimento, principalmente em sua fase inicial. Na cultura do eucalipto, quando da recondução de sua brotação pós o corte raso da árvore, os próprios brotos podem competir com o fuste principal. O controle das brotações indesejadas tem levantado dúvidas quanto à eficiência das técnicas utilizadas e pela possível intoxicação por glyphosate. O referido estudo visa: 1- avaliar os efeitos da interferência da trapoeraba (Commelina benghalensis) e do capim-braquiarão (Brachiaria brizantha) sobre as características morfofisiológicas e na bioacumulação de nutrientes do mogno-africano (Khaya ivorensis). 2- Avaliar o crescimento e a qualidade da madeira de eucalipto quando da desbrota mecânica ou com uso de glyphosate. No ensaio 1 o mogno-africano foi cultivado em convivência com a C. benghalensis ou com o B. brizantha em diferentes densidades, no delineamento experimental de blocos casualizados no esquema fatorial 2x6, sendo o fator I representado pelas duas plantas daninhas e o fator II por seis densidades de plantas infestantes (0, 1, 2, 3, 4 e 5 indivíduos / vaso ou 0, 14, 28, 42, 56 e 70 indivíduos / m2). No ensaio 2 foram testados diferentes métodos de controle das brotações indesejadas de eucalipto, em plantio clonal com seis meses pós-corte raso das arvores. O ensaio foi montado em delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições, com sete tratamentos para o controle das brotações indesejadas do eucalipto, sendo: testemunha (ausência de controle), controle com foice, cavadeira, aplicação de 360, 720, 1080 ou 1440 g ha-1 de glyphosate. Para análises química e física da madeira foram seccionadas plantas de acordo com a faixa de intoxicação pelo glyphosate (testemunha, 1-15, 16-30, 31-45 e 46-60 % de intoxicação) com oito repetições por faixa. Para caracterização dos compostos químicos do extrativo foram escolhidos para comparação e análise descritiva os cromatogramas nas faixas de intoxicação 0 (testemunha), 16-30 e 45-60 %. A B. brizantha promoveu interferência negativa na morfofisiologia do mogno-africano independente da densidade avaliada. A C. benghalensis influenciou negativamente os parâmetros morfológicos e apresentou-se com menor potencial danoso para o mogno-africano, quando comparada a B. brizantha. O mogno-africano sofreu decréscimo de nutrientes em sua parte aérea e menor acúmulo de biomassa em convivência com as plantas daninhas em questão tanto para macro como micronutrientes. O aumento da densidade de plantas daninhas em convivência com mogno-africano aumenta a interferência entre as espécies e afeta negativamente a biomassa individual das infestantes, comprovando a ocorrência da competição intraespecífica. O controle mecânico de brotações indesejadas em árvores de eucalipto sobrepujou o controle químico no volume de madeira produzido por hectare. Árvores de eucalipto submetidas ao controle químico de brotações indesejadas apresentaram sintomas de intoxicação pelo herbicida e menor crescimento, com tendência de recuperação das plantas ao longo do tempo. Os métodos de controle não interferiram na densidade e no teor de extrativos da madeira de eucalipto, porém observaram-se pequenas alterações na caracterização química do extrativo de árvores que apresentaram intoxicação pelo glyphosate. O mogno-africano apresenta danos morfofisiológicos, menor crescimento e decréscimo no acúmulo de nutrientes quando em convivência com plantas daninhas. Essa interferência é crescente com o aumento da densidade das espécies infestantes e a B. brizantha demonstrou-se mais agressiva em relação a C. benghalensis. O controle mecânico de brotações promove maior produtividade em relação ao controle químico que por sua vez provocou intoxicação no fuste principal independentemente da dose utilizada em plantas de eucalipto. As características físico-químicas da madeira não se modificaram em eucalipto intoxicado pelo glyphosate. Houve resposta variável na composição química do extrativo em função das faixas de intoxicação.

Year

2022-12-06T15:41:34Z

Creators

Leandro Roberto da Cruz

Determinação de áreas potenciais à aplicação de lodo de esgoto como insumo agrícola utilizando geoprocessamento

O lodo de esgoto é um resíduo rico em matéria orgânica e em nutrientes, gerado em Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs). As ETEs são imprescindíveis para reduzir a intensa degradação dos recursos hídricos. A necessidade do tratamento de esgoto é um fator que aumenta a pressão sobre os agentes públicos, no sentido de ampliar o número de ETEs nos centros urbanos. Concomitante a essa questão, é crescente também a utilização do lodo de esgoto gerado no processo em áreas agrícolas ou a sua disposição segura no meio ambiente. Todavia, para aplicação do lodo no solo, deve-se respeitar os parâmetros definidos pela Seção V da Resolução CONAMA nº 375, de 2006, que apresenta as restrições Locacionais e da Aptidão do Solo das Áreas de Aplicação, descritas no artigo 15º, sobre quais áreas não será permitida a aplicação de lodo de esgoto. As análises das diversas variáveis expressas nesta Seção da Resolução podem ser realizadas com o uso de ferramentas computacionais, mais especificamente com Sistemas de Informação Geográfica (SIG), utilizando técnicas de Geoprocessamento. Essa ferramenta permite não somente mais rigor e precisão nas análises, mas também a integração, que possibilita o armazenamento e gerenciamento desses dados como parte do conjunto total das geoinformações disponíveis e registradas. O Projeto Jaíba, localizado ao norte do Estado de Minas Gerias, apresenta mais de 65 mil ha irrigáveis, representando uma região com alto potencial agrícola, na qual se tem o Setor C2 ocupando área de 9.557 ha. Após processar os dados em ambiente SIG e observadas as classes de aptidão dos solos passíveis de receber lodo de esgoto, observou-se que o Setor C2 do Projeto Jaíba apresenta um cenário propício para uso agrícola do lodo de esgoto, com aptidão boa e regular em 78% da área de estudo. Esse resultado advém principalmente da presença de Argissolo Vermelho-Amarelo e Latossolos, que apresentam atributos físico-químicos que favorecem a disposição desse resíduo de maneira segura.

Year

2022-12-06T15:40:16Z

Creators

Felipe Aquino Lima

Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. (Arecaceae) no Norte de Minas Gerais: morfoanatomia de flores e frutos e aspectos da biologia reprodutiva

Acrocomia aculeata é uma palmeira economicamente importante, especialmente pelo potencial oleaginoso de seus frutos. Objetivou-se realizar o estudo morfoanatômico de flores e frutos, e abordar aspectos da biologia reprodutiva de A. aculeata. O trabalho foi realizado em quatro populações de A. aculeata localizadas no norte do Estado de Minas Gerais, Brasil. O comprimento das inflorescências e das ráquilas foi mensurado e determinou-se o número, massa fresca e massa seca de flores pistiladas e estaminadas, em 20 ráquilas de cada região da panícula (basal, mediana e apical). A avaliação morfoanatômica foi realizada em flores e frutos ao longo do desenvolvimento. Utilizaram-se procedimentos usuais em anatomia vegetal, microscopia eletrônica de varredura e testes histoquímicos. As flores são trímeras, apesar de as estaminadas da tríade apresentarem pétalas adicionais, e há grande variabilidade morfológica influenciada pela área, indivíduo e posição na inflorescência. Perianto espesso, feixes de fibras, stegmatas, idioblastos contendo fenólicos, ráfides, ductos e tricomas são estruturas especializadas na prevenção de herbivoria. Osmóforos, presentes na corola e filetes, são responsáveis pela liberação de odores que atraem insetos polinizadores. A transição para a monoicia é evidenciada pela ocorrência de flores estaminadas com ginecel estéril bem desenvolvido e óvulos hemianátropos. O fruto demanda cerca 360 dias para o desenvolvimento, que apresenta três fases: histodiferenciação do pericarpo, maturação da semente e maturação do mesocarpo. As flores pistiladas são tricarpelares, mas normalmente apenas um óvulo se desenvolve em semente; os demais óvulos se degeneram e ficam envolvidos pelo endocarpo lato sensu. O embrião encontra-se diferenciado aos 130 dias após a antese. A placa do poro se origina da epiderme locular e constitui o endocarpo stricto sensu. O exocarpo é a primeira estrutura a atingir a maturação, seguido pela semente. O endocarpo continua se lignificando até próximo à abscisão. O mesocarpo inicia a deposição de lipídeos por volta de 345 dias após antese e não apresenta indícios de maturação, o que sugere possível comportamento climatérico.

Year

2022-12-06T15:42:35Z

Creators

Hellen Cássia Mazzottini dos Santos

Levantamento epidemiológico da linfadenite caseosa em rebanhos de ovinos e caprinos no Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas Gerais

Objetivou-se com o presente trabalho realizar um levantamentoepidemiológico da linfadenite caseosa em rebanhos mistos de ovinos ecaprinos e rebanho de ovinos nas mesorregiões Norte e Vale doJequitinhonha no estado de Minas Gerais. A amostragem foi realizada em dois níveis: propriedades e animais. Foram analisadas, de forma aleatória, 38 fazendas, 28 delas na mesorregião Norte 14 rebanhos mistos e 14 rebanhos de ovinos e 10 fazendas no Vale do Jequitinhonha, com rebanhos de ovinos. Em cada propriedade foi aplicado um questionário, e 10% do rebanho adulto, com o número mínimo de oito animais, foi submetido a análise clínica e coleta de sangue para o teste sorológico. A distribuição da frequência de soropositivos foi comparada com variáveis individuais por meiodo teste de qui-quadrado com 0,05 de significância. O número de animais soropositivos foi maior que o número de animais clinicamente positivos. Todos os animais que apresentaram positividade no exame clínico tiveram confirmação no exame sorológico. Todas as propriedades possuíam pelo menos um animal clinicamente positivo. Não houve diferença estatística entre as mesorregiões para ambos os testes. Os rebanhos com ovinos apresentaram menor positividade (44,8%) em relação aos rebanhos mistos (56,2%) no teste sorológico e não diferiram no teste clínico. Ao analisar as espécies de pequenos ruminantes independente do rebanho, a frequência foi de 70,7% em caprinos, enquanto que para ovinos foi de 44,3%. Todas as propriedades amostradas não realizavam quarentena ao introduzir umanimal, realizavam trânsito de animais entre as propriedades próximas e não vacinavam os animais contra a linfadenite. Quanto à limpeza das instalações, nenhuma propriedade apresentou limpeza excelente, e as propriedades cuja higienização foi classificada como ruim tiveram a maior incidência da doença. A incidência da linfadenite caseosa nas propriedades que adquiriam animais de outros estados foi maior do que as que compravam apenas de Minas Gerais. As propriedades que contavam com acompanhamento de um profissional tiveram menor incidência da linfadenite, além disso foi verificado também a influência do manejo correto da doença. Diante disso é possível inferir que o exame sorológico consiste na forma mais eficaz de verificação da doença, e apresentou maior ocorrência em caprinos do que ovinos. Omanejo higiênico-sanitário, bem como o controle da linfadenite caseosa, pode auxiliar na redução da ocorrência dessa doença, que encontra disseminada nas mesorregiões estudadas.

Year

2022-12-06T15:42:20Z

Creators

Anne Karoene Silva Faria

Patogenicidade de Fusarium spp. a grão-de-bico e controle biológico com Trichoderma sp.

O grão-de-bico (Cicer arietinum L.) é uma leguminosa de grande importância mundial devido ao seu alto teor de proteína, ferro, vitaminas e fibra. A produção dessa leguminosa é limitada pela ocorrência de doenças causadas por Fusarium, o que tem dificultado a implantação da cultura em Montes Claros-MG e demais regiões brasileiras. Fungos do gênero Trichoderma são amplamente conhecidos por atuarem como antagonistas a diversos patógenos. Objetivou-se, com esse estudo, obter, identificar e avaliar a patogenicidade de Fusarium sp. associados a grão-de-bico e avaliar o potencial antagonista de isolados de Trichoderma no controle in vitro e in vivo a Fusarium spp. Isolados de Fusarium obtidos de plantas de grão-de-bico com aparentes sintomas de fusariose foram caracterizados por meio de parâmetros morfológicos e filogenéticos. Dentre as características micromorfológicas foram avaliadas: o tamanho, o formato e a septação de microconídios e macroconídios; a produção de conídios em falsas cabeças; a presença e a coloração de esporodóquios e tipo e tamanho de fiálides e clamidósporos. A análise filogenética foi realizada com base em comparação de sequências parciais do gene que codifica o Fator de elongação EF-1 com sequências do Complexo de espécies Fusarium oxysporum (FOSC) e do complexo de espécies Fusarium solani (FSSC) disponíveis no GenBank-NCBI. Foram conduzidos dois testes de patogenicidade em casa de vegetação. Isolados de Trichoderma foram obtidos da rizosfera de plantas de grão-de-bico e foram avaliados in vitro quanto ao antagonismo a isolados patogênicos de F. solani e F. oxysporum, por meio da competição em culturas pareadas e da produção de compostos orgânicos voláteis e não voláteis com atividade fungicida e/ou fungistática. Em casa de vegetação, quatro isolados de Trichoderma selecionados foram avaliados isoladamente e combinados em comparação ao produto comercial Quality®. Dos 14 isolados de Fusarium obtidos e caracterizados, 11 apresentaram marcadores morfológicos típicos de F. oxysporum e três de F. solani. De acordo com a análise filogenética, três isolados agruparam junto à linhagem 3+4 do FSSC, enquanto os outros 11 isolados agruparam no complexo FOSC, em clado distinto de F. oxysporum f. sp. ciceris. Todos os isolados foram patogênicos, causando sintomas de amarelecimento, murcha e podridão radicular. Os isolados FCA 27 e FCA 12 foram os mais agressivos, dentre os isolados de F. oxysporum e de F. solani avaliados, respectivamente. Os isolados de Trichoderma sp. foram eficientes competidores e produziram metabólitos voláteis capazes de inibir o crescimento micelial das duas espécies de Fusarium avaliadas. Já os metabólitos não voláteis produzidos pelos isolados de Trichoderma apresentaram baixa atividade inibitória a F. solani e F. oxysporum e variaram quanto à sua ação. Na avaliação em casa de vegetação, não foi obsevado o efeito dos tratamentos com isolados de Trichoderma sobre o controle de F. oxysporum e F. solani. Neste trabalho, demonstramos pela primeira vez, a posição filogenética de isolados de Fusarium associados ao grão-de-bico em área cultivada no Brasil.

Year

2022-12-06T15:41:49Z

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Daiana Maria Queiroz Azevedo

Caracterização fenotípica e molecular de feijoeiro-comum quanto à resistência à antracnose e estudo de herança

O feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris L.) é uma das espécies vegetais de maior importância mundial, porém, o grande número de doenças é um dos fatores que comprometem a produtividade, sendo a antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) uma das principais doenças fúngicas relacionadas à cultura do feijoeiro. A ampla variabilidade do patógeno é um desafio para o desenvolvimento de cultivares com resistência de amplo espectro. Para isso, torna-se necessária a identificação, caracterização e uso de distintas fontes de resistência fundamentais para o sucesso dos programas de melhoramento. Dessa forma, os objetivos dos dois ensaios deste trabalho foram: (i) caracterizar o perfil fenotípico e molecular de linhagens e cultivares de feijoeiro-comum quanto à resistência à antracnose e, (ii) estudar a herança desta característica na cultivar BRS Cometa. Os experimentos foram conduzidos no Centro Nacional Pesquisa em Arroz e Feijão, da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (CNPAF-EMBRAPA), em Santo Antônio de Goiás-GO. Para o primeiro experimento, foram realizados ensaio de campo e caracterização molecular. Para o ensaio de campo, 55 genótipos foram plantados em três parcelas de 3 metros de comprimento e espaçamento de 0,5 metros entre si. Os genótipos foram inoculados simultaneamente com as raças 65 (isolado Cl 1614); 73 (isolado Cl 1143); 81 (isolado Cl 1164); 91 (isolado Cl 1247); 475 (isolado Cl 1322) e 1609 (isolado Cl 1294), com uma concentração final 1,2 x 106 esporos/mL. As notas atribuídas a cada genótipo foi dada em função da porcentagem de folhas e/ou plantas. Para a caracterização molecular, 15 sementes de cada um dos 55 genótipos utilizados foram semeadas em vasos em casa de vegetação. Aos sete dias, após a germinação, discos foliares de dez plântulas foram coletados em bulk para a extração de DNA. Foram realizadas reações de amplificação com os marcadores SCAR, previamente identificados, como ligados a genes de resistência à antracnose: Co-34 (SF10), Co-4 (SY20), Co-42 (SH18 E SAS13), Co-5 (SAB3) e Co-6 (SAZ20). Para o segundo experimento, realizou-se o estudo de herança para a resistência ao C. lindemuthianum utilizando o patótipo 91, isolado Cl 1247, na cultivar BRS Cometa. Sementes de famílias F2:3 , provenientes do cruzamento Rosinha G2 x BRS Cometa, além dos genitores e da testemunha SEL 1308 (Co-42), foram pré-germinadas e plantadas em bandejas de isopor em casa de vegetação. Após sete dias, as plantas individuais foram inoculadas com suspensão de esporos com concentração de 1,2 x 106 esporos/mL. Para as avaliações da severidade da doença, utilizou-se uma escala de notas, variando de 1 a 9. As freqüências fenotípicas observadas (resistência: suscetibilidade) nas populações segregantes foram testadas pelo teste de qui-quadrado (2). Como resultado do primeiro experimento, 26 genótipos foram resistentes aos patótipos 65, 73, 81, 91, 475 e 1609 de C. lindemuthianum e dez destes genótipos foram considerados imunes. Somente o marcador SF10 (Co-34) foi inespecífico, ao amplificar outros de resistência conhecidos, como o K23 (Co-5), Kaboon (Co-12), Perry Marrow (Co-13), Cornell 49-242 (Co-2), Mexico 222 (Co-3), SEL 1360 (Co-52), H1 (Co-7) e BRS Pitanga (Co-14). O marcador SH18 mostrou-se ainda alelo-específico, discriminando Co-42 de Co-4. Analisando o marcador SF10, 31 genótipos apresentaram marca amplificada, representando 53,44 % do total das amostras. A linhagem K10 apresentou as marcas moleculares SY20, SAB3 e SAZ20, indicando a presença dos genes Co-4, Co-5 e Co-6, respectivamente. Os resultados do segundo experimento indicaram que a razão de segregação para a resistência à antracnose nas famílias F2:3 (Rosinha G2 x BRS Cometa) ajustaram -se à proporção esperada de 1:2:1 (RR:Rr:rr), com valor de qui-quadrado de 0,5 e probabilidade de 77,88 %. Este resultado indica a presença de um único gene dominante envolvendo a resistência ao patótipo 91 de C. lindemuthianum na cultivar BRS Cometa.

Year

2022-12-06T15:39:47Z

Creators

Ariadna Faria Vieira

Flavonoides totais, atividade antioxidante e variação sazonal da composição química do óleo essencial de alecrim-pimenta (Lippia origanoides Kunth.)

Lippia origanoides Kunth. é um arbusto nativo do Nordeste da América do Sul, usado como condimento e para fins medicinais. O óleo essencial produzido por essa espécie apresenta atividade antimicrobiana e possui como marcadores químicos: o timol e o carvacrol. No entanto, é reportado que essa espécie apresenta variação na composição química e, por isso, é classificada em quimiotipos. Além do óleo essencial, há presença de flavonoides, que atuam como antioxidantes. O objetivo deste trabalho foi determinar o teor de flavonoides, a atividade antioxidante, e estudar a variação sazonal na composição química do óleo essencial de L. origanoides. O primeiro estudo foi realizado com uma população natural de L. origanoides, com 30 indivíduos coletados na estação seca e na chuvosa. E o segundo estudo foi realizado com acessos da coleção do banco de germoplasma in vivo de L. origanoides do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (ICA-UFMG). Foram feitas coletas mensais de oito acessos durante um ano. O óleo essencial foi extraído por hidrodestilação e analisado por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM). A análise multivariada foi empregada para avaliar a divergência genética entre as plantas da população natural. O teor de flavonoides dos acessos do banco de germoplasma foi determinado pelo método do cloreto de alumínio (AlCl3) e expresso em miligrama de rutina equivalente (mg RE g -1). A avaliação da atividade antioxidante foi realizada pelo método de sequestro de radical DPPH, a concentração eficiente (CE50) foi calculada a partir de equações obtidas da regressão quadrática, e o índice de atividade antioxidante foi calculado através da concentração do DPPH pela CE50. Os resultados dos flavonoides e da atividade antioxidante foram submetidos à análise de variância, e as médias comparadas pelo teste de Tukey. O coeficiente de correlação de Pearson foi empregado para avaliar a relação existente entre flavonoides e atividade antioxidante. O teor do óleo essencial da população natural foi maior na estação chuvosa. O carvacrol foi o composto majoritário na maioria das plantas estudadas nas duas estações. O agrupamento de Tocher revelou cinco grupos distintos, sendo que o grupo 1 reuniu 26 das 30 plantas estudadas na estação seca e chuvosa, indicando que a época do ano avaliada não interferiu de forma significativa na composição do óleo essencial. Apenas quatro plantas foram alocadas em grupos distintos, ou seja, ocorreram diferenças importantes entre as duas estações para essas plantas. O teor do óleo essencial nos acessos do banco de germoplasma variou de 2,20% a 4,18%. Cinco acessos foram considerados estáveis quanto à composição química, já que os compostos majoritários não variaram durante o ano. Nesses acessos, o carvacrol foi o composto majoritário. Três acessos foram considerados instáveis, já que apresentaram compostos majoritários diferentes durante o ano. Para esses acessos, os majoritários foram o eucaliptol, carveol e o -pineno. O valor médio de flavonoides dos acessos do banco de germoplasma foi de 254,55 mg RE g -1 e seus extratos apresentaram moderada atividade antioxidante. Os flavonoides totais tiveram uma correlação positiva (r=0,83) com a atividade antioxidante.

Year

2022-12-06T15:43:52Z

Creators

Luciana Mendes de Souza

Estresse por alumínio em orégano (Origanum vulgare L.)

O orégano é uma planta aromática utilizada ao longo da história humana como objetivo de valorizar e conservar as propriedades dos alimentos, sendo considerado um antioxidante natural. Essa característica está associada às substâncias que são produzidas no seu metabolismo secundário. Sabe-se que tal processo é influenciado por vários fatores de estresses aos quais a planta está submetida. Nesse contexto, o objetivo desse estudo foi avaliar a influência do estresse por alumínio na produção do orégano (Origanum vulgare L.) em sistema hidropônico. O trabalho foi conduzido no Instituto de Ciências agrárias da UFMG, em Montes Claros MG, de setembro a dezembro de 2013, em sistema NFT de cultivo, com cinco doses de alumínio na forma de AlCl3.6H2O( 0; 1,25; 2,5; 3,25; 5 e7mgL-1 de solução nutritiva) como tratamentos, em delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições e quatro plantas na parcela útil. Ao final de 92 dias após semeadura, foram avaliados o rendimento de biomassa, o teor de prolina livre, o teor de flavonoides totais, a atividade antioxidante (método de DPPH) e o acúmulo de nutrientes nas folhas. O estresse por alumínio causou redução na produção de biomassa do orégano, chegando a reduzir em até 50% o desenvolvimento da planta. Houve efeito de regressão no teor de prolina livre do orégano em função das doses de alumínio, variando entre 0,48 mol g-1(dose 0) e 0,62 mol g-1 (dose 7mg L-1). Foi ajustada uma equação de regressão quadrática para o teor de flavonoides totais (RE), havendo um efeito negativo do estresse com a produção desse metabólito. O valores de RE variaram entre 9,32 e 6,92 mg g-1 de material seco. A atividade antioxidante também foi influenciada pelo estresse por alumínio. Ajustou-se uma equação quadrática para a capacidade de reduzir o DPPH (CRDPPH); os valores variaram entre 68,81% e 80,62%, com maior atividade na dose próxima a 3,5 mg L-1 de alumínio. Os valores referentes à capacidade do extrato de reduzir o DPPH em 50% (EC50) também tiveram uma equação quadrática ajustada, ocorrendo uma variação entre 127,14 g L-1 e 83,62 g L-1. O estresse por alumínio causou redução doEC50, observando-se uma correlação negativa entre RE e a CRDPPH e positiva entre o RE e EC50. Destaca-se ainda, que o estresse por alumínio provocou também a diminuição no teor acumulado de todos os nutrientes avaliados. Nesse sentido, conclui-seque o estresse por alumínio ocasionou redução na biomassa do orégano e interferiu na produção de alguns metabólitos secundários e no acúmulo de nutrientes.

Year

2022-12-06T15:47:03Z

Creators

Julian Rodrigues Silva

Germinação e armazenabilidade de sementes de pequizeiro

O pequizeiro é uma importante frutífera nativa do cerrado brasileiro, seu fruto é bastante utilizado na culinária regional e o seu uso é de potencial aplicação na indústria farmacêutica e de cosmético. A sua exploração é limitada pela dificuldade de obtenção de mudas, restringindo a implantação de cultivos comerciais e os estudos de domesticação. O obstáculo na produção de mudas da espécie está relacionado à dormência de suas sementes, além de outros fatores, como a forma de extração, qualidade e longevidade da semente, bem como o local de semeadura. Desta forma, objetivou-se com este trabalho desenvolver um método seguro de extração da semente, conhecer a longevidade e germinabilidade dos pirênios após armazenamento e plantio, além de quantificar a peroxidação de lipídeos e a deterioração das sementes. Avaliou-se a eficiência do método de extração de sementes isoladas de pequizeiro, utilizando torno manual de bancada, motoesmeril, alicate de bico modificado e pinça. Em sementes e pirênios, armazenados e semeados em condições controladas (BOD e casa de vegetação) e natural, determinou-se a concentração do indicador de peroxidação lipídica (malonaldeído - MDA), a capacidade germinativa, vigor e a deterioração das sementes. A utilização dos equipamentos mencionados acima propiciou a extração eficiente de sementes de pequizeiro. Após 40 dias de armazenamento dos pirênios, as sementes isoladas (sem endocarpo) superaram a dormência e apresentaram elevada germinação. Por outro lado, o avanço no tempo de armazenamento levou à deterioração das sementes, fato constatado tanto pela elevada taxa de mortalidade como pelo aumento da peroxidação lipídica. Em condição natural, a taxa de emergência de pirênios não excedeu a 5% e ficou restrita ao período de maior precipitação, enquanto em condições controladas esta taxa foi de cerca de 30%, com a quase totalidade da emergência ocorrendo nos primeiros quatro meses.

Year

2022-12-06T15:42:20Z

Creators

Diemesson San Tiago Mendes

Atributos microbiológicos e estoque de carbono e nitrogênio do solo com cobertura em áreas de cana-de-açúcar irrigada Jaíba-MG

O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, uma das matérias-primas mais importantes para a fabricação de etanol, o que coloca o país numa posição privilegiada no mercado mundial de biocombustíveis. Nos últimos anos, o cultivo da cana-de-açúcar tem se expandido para áreas marginais com baixa fertilidade e com problemas de déficit hídrico. O uso da irrigação representa uma revolução na tecnologia de produção de cana-de-açúcar, pois, além de aumentar a produtividade, eleva a longevidade do canavial. Para atingir as metas nacionais de produção, consumo e exportação de etanol, previstas para 2020, a área de cultivo com cana-de-açúcar deverá ocupar aproximadamente 19 milhões de hectares. As práticas de manejo utilizadas no cultivo da cana-de-açúcar podem influenciar nos estoques de carbono e nutrientes. A manutenção da palhada da cana-de-açúcar sobre a superfície do solo favorece os processos biológicos do solo responsáveis pela ciclagem de nutrientes e a manutenção dos teores de matéria orgânica. Dessa forma, torna-se importante a utilização de bioindicadores para avaliar e monitorar a dinâmica do carbono do solo em cultivo da cana-de-açúcar em áreas irrigadas. Portanto, o objetivo desta pesquisa foi avaliar os efeitos da mudança de uso da terra para cultivos irrigados de cana-de-açúcar na dinâmica do carbono orgânico, nitrogênio total e atributos microbiológicos do solo ao longo do tempo. Foram selecionadas quatro áreas de cultivo, Cana 6, Cana 7, Cana 8 e Cana 10 sendo que os números representam os anos de cultivo com cana-de-açúcar , e uma área sob vegetação nativa (VN), adjacente aos cultivos. Foram coletadas três amostras compostas nas camadas de 0-10, 10-20 e 20-30 cm de profundidade em cada área de estudo. As amostras foram processadas e analisadas quanto ao estoque de C e N e quanto às seguintes propriedades biológicas: C da biomassa microbiana do solo (C-BMS); respiração basal do solo (RBS); quociente metabólico (qCO2); e quociente microbiano (qMIC). O sistema Cana 8 apresentou os maiores valores de C-BMS e os menores de qCO2, enquanto que os maiores valores de respiração basal e de estoque de C e N foram observados na área sob VN. Esses resultados podem ser atribuídos à deposição constante de serapilheira e à atividade biológica na VN. A implementação e a renovação de canaviais irrigados afetam a funcionalidade dos processos biológicos do solo. No entanto, a manutenção da palhada na superfície do solo, ao longo tempo, contribui para a eficiência de utilização de carbono orgânico pelos microrganismos do solo e para aumentar os estoques de carbono e de nitrogênio deste, semelhantes aos níveis encontrados em áreas de vegetação nativa.

Year

2022-12-06T15:42:35Z

Creators

Letícia Silva de Almeida

Atributos físicos e químicos do solo em áreas de cana-de-açúcar irrigada com manutenção da cobertura do solo, Jaíba MG

A substituição de áreas de vegetação nativa por áreas agrícolas pode causar diversas alterações nos atributos químicos e físicos do solo e desequilíbrios no ecossistema. O presente estudo teve como objetivo avaliar os atributos químicos e físicos do solo de áreas de cultivo de cana-de-açúcar irrigada em comparação com uma área de vegetação nativa no Norte de Minas Gerais. Foram selecionadas quatros áreas cultivadas com cana-de-açúcar Cana 6, Cana 7, Cana 8 e Cana 10 durante seis, sete, oito e dez anos, respectivamente, e uma área de floresta nativa próxima a essas áreas como referência. Em cada uma das áreas, foram coletadas seis amostras compostas de solo nas camadas de 0-10, 10-20 e 20-30 cm de profundidade, para determinação dos atributos químicos e físicos e fracionamento físico da matéria orgânica do solo. A substituição da vegetação nativa pelo cultivo de cana-de-açúcar, com a manutenção de parte da palhada sobre a superfície do solo, melhorou os atributos químicos do solo relacionados à fertilidade e contribuiu para a manutenção da estrutura do solo e das frações mais estáveis de carbono orgânico. As práticas de manejo adotadas nas áreas de cana-de-açúcar contribuíram para a manutenção da qualidade do solo em comparação à vegetação nativa.

Year

2022-12-06T15:41:19Z

Creators

Veronica Aparecida Santos Ferreira

Manejo de siratro com glyphosate e carfentrazone-ethyl em diferentesintensidades luminosas

O surgimento de plantas daninhas tolerantes ao glyphosate como o siratro (Macroptilium atropurpureum) e o fato das recomendações de controle não levarem em consideração as diferentes intensidades luminosas em que as plantas estão alocadas, tem se tornado problema constante na agricultura. O uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação ou mesmo a combinação entre produtos é fundamental para traçar o manejo adequado de espécies tolerantes aos herbicidas em ambientes variados. Objetivou-se com este trabalho avaliar a relação entre a disponibilidade luminosa e a aplicação de glyphosate e carfentrazone-ethyl, isolados ou em mistura, sobre osaspectos fisiológicos, anatômicos e de controle de plantas de siratro. Oensaio foi conduzido em vasos em delineamento de blocos asualizados com 5 repetições. Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial 3x4, sendo diferentes intensidades luminosas (0 ou pleno sol, 50 e 70 % de sombra) e dois herbicidas combinados ou não, dispostos em: 40 g ha-1 de carfentrazone-ethyl , 1440 g ha-1 de glyphosate, 1080+30 g ha-1 de glyphosate + carfentrazone-ethyl e testemunha. Foram avaliados a porcentagem de controle das plantas, aspectos anatômicos através de microscopia de luz e de varredura, características fisiológicas após aplicação dos herbicidas, alem de quantificada a cera epicuticular e a biomassa. As aplicações dos herbicidas glyphosate e carfentrazone-ethyl isolados, não resultaram em efeito satisfatório no controle das plantas de siratro mantidas a pleno sol. Entretanto, a combinação entre o carfentrazone-ethyl e o glyphosate foi favorável para o controle de siratro em todos os ambientes, confirmando efeito aditivo da mistura. Plantas de siratro cultivadas a pleno sol apresentaram maior densidade de tricomas na folha e maior quantidade de ceras, o que pode estar relacionado à maior tolerância desses indivíduos, quando comparadas a plantas cultivadas sob sombreamento. O sombreamento imposto ao cultivo dessa planta daninha ocasionou redução na espessura do limbo foliar e na deposição de ceras quando comparado a plantas cultivadas a pleno sol. Os herbicidas quando em contato com os tricomas promovem a perda do turgor dessa estrutura. Aplicações isoladas de carfentrazone-ethyl na sombra provocaram a ruptura da cutícula.O sombreamento promoveu reduções na condutância estomática e na eficiência no uso da água. A combinação de glyphosate e carfentrazone-ethyl promoveu redução drástica na condutância estomática, eficiência do uso da água e carbono interno das folhas. A interação do sombreamento com os herbicidas reduz a taxa fotossintética e a eficiência no uso da água. A biomassa seca da parte aérea sofreu reduções a partir da interação entre as intensidades luminosas e as doses dos herbicidas. Entretanto em aplicaçõesisoladas do carfentrazone-ethyl a biomassa se manteve com valorespróximos a testemunha em pleno sol. A plasticidade fenotípica namorfoanatomia foliar imposta pela restrição luminosa favoreceu a absorção e translocação dos herbicidas. Pode-se inferir que a redução no acúmulo de massa seca pelas plantas de siratro na sombra justifica-se pela menor eficiência fotossintética e nos demais parâmetros fisiológicos bem como a potencialização do efeito herbicida do glyphosate, carfentrazone-ethyl e glyphosate + carfentrazone-ethyl sob restrição luminosa.

Year

2022-12-06T15:41:49Z

Creators

Gustavo Amaral Costa