RCAAP Repository
Rotina de crianças e adolescentes em instituições de acolhimento: uma abordagem bioecológica
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Avaliação de um procedimento de aproximação sucessiva sobre a seleção de uma prática cultural complexa
O campo de estudos da seleção cultural tem se tornado mais consistente teórica e empiricamente no âmbito da análise do comportamento, especialmente a partir da consolidação do conceito de metacontingências proposto por Sigrid S. Glenn. No nível alcançado pelas investigações empíricas, uma questão desafiadora se refere à complexidade que os fenômenos culturais normalmente apresentam. Cavalcanti (2012) avaliou a possibilidade de aumentar a probabilidade de ocorrência de contingências comportamentais entrelaçadas (CCEs) mais complexas por meio de um procedimento de aproximações sucessivas (análogo à modelagem de respostas operantes) em uma tarefa que envolvia a escolha de linhas de uma matriz por membros do grupo. O presente estudo foi conduzido no Laboratório de Comportamento Social e Seleção Cultural desta Universidade (LACS/UFPA) e consistiu de uma replicação do primeiro experimento de Cavalcanti com acréscimo das seguintes alterações no procedimento: a) introdução da mudança de gerações; b) não alternância da ordem de escolha da linha pelos membros de cada linhagem da microcultura; e c) utilização de dois conjuntos de critérios para a produção da consequência cultural (um com cada microcultura). Participaram do estudo alunos de graduação provenientes de diversos cursos, exceto de psicologia, distribuídos em duas microculturas (A e B) compostas por 4 participantes posicionados em 4 linhagens diferentes (L1, L2, L3 e L4). Em cada microcultura os 4 participantes trabalharam simultaneamente emitindo respostas individuais (escolha de linhas numa matriz 10x10) que produziam consequências individuais (fichas trocáveis por dinheiro) toda vez que as contingências operantes em vigor (escolha de linhas ímpares) eram atendidas. Independente das contingências operantes houve também a liberação de consequência cultural reforçadora na forma de figuras carimbadas em uma cartela as quais foram trocadas por itens escolares para compor um kit ao final do experimento. A Sessão experimental consistiu em ciclos de tentativas (jogadas efetuadas pelas microculturas) e gerações de participantes. Cada geração correspondeu o equivalente a 20 ciclos de tentativas. A cada geração um novo participante foi inserido em substituição a outro com mais tempo no estudo. As substituições feitas aconteceram dentro de cada linhagem específica. O objetivo geral do estudo foi avaliar os efeitos do procedimento de aumento gradual da complexidade ambiental (critérios exigidos para a produção da consequência cultural) sobre a “modelagem” de práticas culturais, em um contexto de sucessão de gerações. Para as duas microculturas os dados encontrados sugerem a eficácia do procedimento de aumento gradual da complexidade ambiental na produção de CCEs complexas e conferem maior generalidade aos resultados encontrados por Cavalcanti. Todavia, não houve comparação das microculturas expostas ao aumento gradual da complexidade com a exposição continuada de uma microcultura ao ambiente mais complexo. Por essa razão, é possível afirmar que o procedimento análogo de modelagem foi efetivo na produção de CCEs complexas, mas não que foi mais efetivo do que a exposição de uma microcultura, pelo mesmo número de ciclos, continuamente ao ambiente mais complexo.
Função sexual e relação conjugal em mulheres no puerpério remoto
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2019
SILVA, Susanne Cristine Brito
Origem e evolução do depósito de sulfetos de Serra Verde, Curionópolis (PA), com base em dados geológicos, petrográficos, mineralógicos e isotópicos de Pb
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Petrologia magnética das associações magmáticas arqueanas de Canaã dos Carajás-PA
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2019
NASCIMENTO, Fernanda Giselle Cruz do
Dinâmica da distribuição dos poluentes metálicos e orgânicos nos sedimentos de fundo dos canais de drenagem de Belém, Pa
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2019
NASCIMENTO, Fernanda Souza do
Dinâmica dos manguezais no litoral norte do Espírito Santo durante o Holoceno tardio
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
2019
SILVA, Fernando Augusto Borges da
Geologia estrutural da antiforma do Setuva - PR
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Avaliação das características físicas, químicas e mineralógicas da matéria-prima utilizada na indústria de cerâmica vermelha nos municípios de Macapá e Santana-AP
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2019
Souto, Flávio Augusto França
Aspectos neotectônicos e ecologia da paisagem em parte da área dos municípios do NE do estado do Pará (Tucurui, Baião, Breu Branco, Goianésia, Moju e Tailândia)
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2019
SOUZA, Francileide de Fátima Rocha
Estudo da alteração hidrotermal,com ênfase no metamorfismo sódico, de rochas granitóides e máficas da região de Canaã de Carajás, Província Mineral de Carajás
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
2019
SOUZA, Francisca D'ávila Soares de
Morfologia e sedimentologia da praia de macromaré de Ajuruteua, Pará: um estudo para definição de índices de sensibilidade ambiental ao derramamento de óleo
ANP - Agência Nacional do Petróleo
2019
BRAGA, Francisca de Paula da Silva
Influência da neotectônica sobre os arranjos geométricos dos aquíferos na Região Metropolitana de Belém – Estado do Pará
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
2019
COSTA, Francisco Ribeiro da
Efluxo de CO2 do solo em sistemas de produção de palma de óleo na Amazônia Oriental
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2019
COSTA, Alessa Nayhara Mendanha
Impactos das mudanças climáticas e do desflorestamento sobre a flora arbórea da Amazônia
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Variação sazonal do carbono e um ecossistema de manguezal na Amazônia Oriental: florística, clima e economia
Esta pesquisa interdisciplinar objetiva-se em investigar as dimensões sazonais ambientais e econômicas da floresta de mangue, em relação com a captura, armazenamento e as emissões de carbono, a partir da variação espacial da florística, variáveis físico-químicas, biológicas e climáticas para o período de 2016 e 2017 na Amazônia Oriental. A área de estudo localiza-se no Sítio Experimental da UFRA/UFPA na Vila de Cuiarana, Salinópolis-PA. O método para o inventário florístico consistiu de transectos e parcelas, com medidas de DAP ≥ 2.5cm, dados mensais de precipitação gerados pela técnica CMORPH e de maré do Fundeadouro de Salinopólis. O estoque de carbono orgânico, as emissões de CO2 e as variáveis físico-químicas e biológicas, foram medidas através da amostragem sazonal em nove parcelas de 20x20m em três estratos de mangue. Os dados socioeconômicos se baseiam na combinação de fluxos de dióxido de carbono medidos por uma torre micrometereológica instalada na área de estudo e entrevistas com os moradores da Vila de Cuiarana. Espacialmente, os principais resultados mostram que para os três estratos de mangue observou-se a dominância da Rhizophora mangle (L), com os maiores valores dos índices fitosociológicos. A espécie Avicennia germinans (L.) Stearn apresentou maior correlação positiva (0,72), com o carbono orgânico, durante o período chuvoso. Os maiores estoques e emissões de carbono orgânico no solo ocorreram no mangue adulto no período chuvoso, quando comparados com os estratos jovem/anão e intermediário. No âmbito socioeconômico, os moradores identificaram nove bens do manguezal dos quais os principais são o consumo e a venda do caranguejo na estação menos chuvosa. No entanto, os serviços pela captura e armazenamento de carbono no solo apresentaram maior renda no período chuvoso. As rendas estimadas pelos bens e serviços do manguezal foram de R$ 92.660,50 por hectare por ano.
2019
RODRÍGUEZ, Nelson Antonio Castellón
Riqueza e distribuição das espécies da guilda de drosofilídeos frugívoros (Diptera), em resposta às variações ambientais pela estratificação da floresta e topografia
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
2019
SILVA, Sâmia Luzia Sena da
Ironstones da base da Formação Pimenteiras, borda noroeste da bacia do Parnaíba, região Xambioá-Colinas do Tocantins
O presente estudo foi centrado nas formações ferríferas tipo ironstones que ocorrem na base da Formação Pimenteiras, de idade devoniana, na borda noroeste da bacia do Parnaíba. As amostras foram coletadas ao longo dos perfis Xambioá-Vanderlâdia e Colinas do Tocantins-Couto Magalhães, distantes cerca de 180 km um do outro, ambos mostrando o pacote sedimentar em discordância angular sobre rochas do embasamento proterozóico. Os ironstones formam camadas de espessura decimétrica, descontínuas e intercaladas em arenitos e siltitos. No perfil Xambioá-Vanderlândia, os ironstones mostram abundantes oólitos cimentados ou sustentados por matriz rica em oxi-hidróxidos de ferro. Os oólitos apresentam tamanho entre 0,2 e 0,5 mm, excepcionalmente 1 mm, e estruturas concêntricas assimétricas que desenvolvem formas variadas desde esféricas até elipsoidais. Raramente estão quebrados e poucos não revelam estrutura interna. No núcleo central são comumente encontrados grãos detríticos (principalmente de quartzo, zircão e monazita) em torno dos quais se formaram invólucros de oxi-hidróxidos de Fe e, localmente, de monazita. Mineralogicamente os ironstones oolíticos são dominados por goethita/hematita (75-80%), quartzo (5-15%) e esmectita/caulinita (0-10%). Do ponto de vista químico, essas rochas são constituídas de SiO2 (3-15%), Al2O3 (4,4-7,7%), Fe2O3 (62,5-79%), P2O5 (0,5-3,2%), TiO2 (0,2-0,8%), com os demais componentes maiores registrando teores <0,2%. Perda ao fogo variou de 9,4 a 13,5%. Os teores de P2O5 não refletem as proporções dos minerais de fosfato (monazita e goiasita), sendo boa parte do P atribuída à adsorção nos oxi-hidróxidos de Fe. Com relação aos elementos traços, os de maior abundância são V (780-1990ppm), Zr (125-600 ppm), Sr (15-296 ppm), Ba (25-266 ppm), Ni (22-225 ppm),Y (39-181 ppm) e ETR (144-1630 ppm, com Ce>NdLa), refletindo as quantidades variáveis de zircão, monazita, goiasita e, no caso do V, possivelmente a presença de argilominerais interestratificados e/ou adsorção. Normalizadas ao NASC, as amostras dos ironstones oolíticos são mais enriquecidas em ETR por fatores normalmente superiores a 2, algumas apresentando discretas anomalias positivas de Ce. De modo geral, o padrão de distribuição dos ETR é convexo entre o La e o Dy, e a partir daí tende à sub-horizontalidade até o Lu, lembrando uma colher emborcada. Os ironstones da região de Colinas do Tocantins-Couto Magalhães, ao contrário dos do perfil Xambioá-Vanderlândia, não apresentam textura oolítica. São também constituídos basicamente de oxi-hidróxidos de ferro, que lhes emprestam coloração vermelha escura e cimentam grãos detríticos de minerais diversos e de distribuição aleatória. Mineralogicamente os ironstones não-oolíticos são representados por hematita/goethita, quartzo, argilominerais, muscovita e quantidades acessórias de monazita e zircão. Os componentes principais são Fe2O3 (41-60%), SiO2 (16-39%), Al2O3 (6-11%), K2O (0,5-1,2%) e P2O5 (0,3-2%). A perda ao fogo variou entre (6-11%). Juntos, MgO, CaO, Na2O, MnO e Cr2O3 não alcançam 0,4%. Dentre os elementos traços, teores expressivos são registrados para V (83-3.488 ppm), Zr (62-372ppm), Ba (166-347 ppm), Rb (26-62 pm), Zn (19-868 ppm), Ni (3-106 ppm) e Sr (31-51 ppm). ETR varia entre 100 e 300 ppm, as maiores concentrações sendo devidas aos ETRL (Ce > La > Nd >15 ppm). Os demais ETR estão, em geral, abaixo de 5 ppm. A composição química é em grande parte controlada pelo conteúdo mineralógico, porém, no caso de alguns elementos traços, as elevadas concentrações provavelmente decorrem também de incorporação na rede cristalina dos filossilicatos (Ni e Ba) ou de adsorção nos oxi-hidróxidos de ferro (V). Normalizadas ao NASC, as amostras dos ironstones não-oolíticos são mais empobrecidos em ETR, com padrão de distribuição dominantemente côncavo e desenhado pelo fracionamento dos ETRI tanto em relação aos ETRL como aos ETRP. Além da textura oolítica, os ironstones de Xambioá-Vanderlândia diferem dos de Colinas do Tocantins-Couto Magalhães por conterem menores quantidades de material terrígeno, notadamente quartzo, e, por conseguinte, maiores proporções de oxi-hidróxidos de Fe. São ainda mais ricos em V, Sr, Zr e ETR, e mais pobres em Al2O3 e Rb. Diferem também no padrão de distribuição dos ETR, quando normalizados ao NASC, especialmente com relação aos valores de (ETRI)N, os quais, mais altos nos ironstones oolíticos, geram curvas convexas e, mais baixos nos não-oolíticos, geram curvas côncavas. Apesar de, no campo, não terem sido estabelecidas as relações espaciais entre as duas variedades de ironstones, sugere-se que representem diferentes fácies da mesma formação ferrífera. Possivelmente, a deposição da fácies não-oolítica ocorreu mais afastada da borda continental, em ambiente de águas pouco mais profundas e calmas, onde foram descarregadas maiores quantidades de sedimentos detríticos, enquanto que a deposição da fácies oolítica transcorreu em águas mais rasas e agitadas, com menor suprimento de material terrígeno. O transporte do Fe poderia ter resultado, em grande parte, da erosão fluvial de áreas continentais marcadas por ambientes redutores, o que teria favorecido a solubilidade daquele metal na forma de complexos orgânicos.
2019
AMARO, Gabriel de Jesus Lavareda
Evidências geofísicas e geológicas da CAMP nas bacias sedimentares do Pré-Cambriano e Fanerozoico do sul do Cráton Amazônico.
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Influência do rio amazonas nos sedimentos de fundo do rio Xingu: evidências mineralógicas e geoquímicas
CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior