RCAAP Repository
Selagineláceas da Reserva Florestal Ducke, (Manaus-AM)
Selaginella amazonica. S. breynii, S. conduplicata e S. parkeri, podem ser encontradas nesta importante reserva florestal. São apresentadas chaves para identificação, descrições, ilustrações, bem como registrados comentários relativos à distribuição, habitats e variabilidade das espécies.
1992
Castellani,Estela Dalpim Freitas,Carlos A.
Germinação de esporos de Polypodium pleopeltifolium: resultados preliminares
Polypodium pleopeltifolium é uma pteridófíta que ocorre, como epífita, em cerrados do Estado de São Paulo. A espécie é fotoblástica positiva, mas alguns esporos germinam no escuro. Tratamento com aplicações curtas a 40 e 5ºC e temperaturas alternadas não aumentou a germinação no escuro. IAA não afetou a germinação, mas a germinação sob luz branca foi inibida por GA3 e ABA. Choques curtos de luz vermelha promoveram a germinação.
1992
Felippe,G. M. Sassaki,Regina M. Aveiro,Sílvia M. de Godoy
Efeito da temperatura radicular na resistência ao movimento de água no cacaueiro (Theobroma cacao L.)
O efeito da temperatura radicular na resistência ao movimento de água foi estudada em plântulas de cacau (Theobroma cacao L. cv. Catongo) sob condições de casa de vegetação e a temperaturas radiculares de 10, 20, 30 e 40ºC, em folhas cobertas com papel de alumínio e sacos de polieteileno preto e em folhas descobertas. As folhas estavdf am localizadas na parte basal, intermediária e apical do caule. Mediram-se trocas gasosas foliares utilizando o sistema portátil de fotossíntese LI-6000. O potencial hídrico e o osmótico foram mensurados por psicrometria. O potencial de turgor foi estimado por diferença entre o potencial hídrico e o osmótico. Os resultados obtidos sugerem que a resistência ao movimento de água nas plântulas de cacau depende do fluxo transpiracional e que a variação dos gradientes do potencial hídrico na planta é determinada por temperaturas radiculares maiores de 30ºC. As trocas gasosas, a temperaturas radiculares diferentes, dependem do estado hídrico da planta.
1992
Amorim,Solange Maria Costa de Valle,Raúl René
Severe digital ischemia due to systemic sclerosis successfully treated with bosentan: case report
Systemic sclerosis (SSc) is an autoimmune connective tissue disease characterized by cutaneous and visceral fibrosis and widespread vascular pathology. Raynaud's phenomenon is one of the most common manifestations of SSc. It may lead to complications such as digital ulceration and infarction and its treatment remains elusive. We present the case of a female patient with severe digital ischemia secondary to SSc. Treatment using vasodilators and prostacyclin analogues was ineffective, but the patient experienced a remarkable response to bosentan, a dual endothelin receptor antagonist. This report suggests that endothelin antagonists may benefit patients with SSc and vasculopathy as a major feature of the disease, including limb ischemia.
2007
Soares,Cesar José Guimarães Cruz,Boris A.
Recanalização espontânea tardia de carótida interna: relato de caso
A recanalização espontânea tardia da carótida interna é um evento incomum e pouco estudado. Os autores relatam o caso de paciente de 73 anos, masculino, hipertenso, com antecedente de acidente vascular cerebral há 3 anos, com seqüela motora e sensitiva em membro superior direito, apresentando ao mapeamento dúplex e arteriografia oclusão total da carótida interna. Evoluiu após 2 anos com novos episódios de ataques isquêmicos transitórios de repetição. Submetido a novos exames de imagem para avaliação da circulação cerebral extra e intracraniana, evidenciou-se recanalização do vaso, com estenose severa. Foi realizada endarterectomia de carótida esquerda, sem intercorrências. Paciente evoluiu sem novos episódios após 1 mês de seguimento. Considerando a raridade do caso e a parca literatura sobre recanalização tardia de carótida, passível de reparo cirúrgico, optamos pela apresentação do caso enfocando a importância do acompanhamento de oclusões carotídeas.
2007
Saes,Glauco Fernandes Barbosa,Tiago Calheiros H. Lopes,Jocefábia Reika Polimanti,Afonso César Cavalcante,Rafael Noronha Bosch,Maria Alice Corrêa,João Kafejian,Ohannes
The superficial ulnar artery: development and clinical significance
The principal arteries of the upper limb show a wide range of variation that is of considerable interest to orthopedic surgeons, plastic surgeons, radiologists and anatomists. We present here a case of superficial ulnar artery found during the routine dissection of right upper limb of a 50-year-old male cadaver. The superficial ulnar artery originated from the brachial artery, crossed the median nerve anteriorly and ran lateral to this nerve and the brachial artery. The superficial ulnar artery in the arm gave rise to a narrow muscular branch to the biceps brachii. At the elbow level the artery ran superficial to the bicipital aponeurosis where it was crossed by the median cubital vein. It then ran downward and medially superficial to the forearm flexor muscles, and then downward to enter the hand. At the palm, it formed the superficial and deep palmar arches together with the branches of the radial artery. The presence of a superficial ulnar artery is clinically important when raising forearm flaps in reconstructive surgery. The embryology and clinical significance of the variation are discussed.
2007
Reddy,Srinivasulu Vollala,Venkata Ramana
Tratamento da síndrome do roubo devido a fístula arteriovenosa para hemodiálise em membro inferior por meio da técnica de ligadura arterial e revascularização distal (técnica de DRIL)
RESUMO A fístula arteriovenosa com bom fluxo sangüíneo é de fundamental importância para os pacientes portadores de insuficiência renal crônica em tratamento hemodialítico. Uma das complicações da fístula arteriovenosa é a síndrome do roubo, mas esta é de ocorrência incomum, e o seu tratamento está diretamente indicado quando há sintomas manifestos. Vários métodos foram propostos para sua correção nos membros superiores, sendo considerada a revascularização distal com ligadura arterial o procedimento de escolha. Neste relato de caso inédito, descreve-se o tratamento da síndrome do roubo de uma fístula arteriovenosa realizada em membro inferior, tratada com sucesso por meio da mesma técnica indicada para os membros superiores.
2007
Malgor,Rafael Demarchi Yoshida,Ricardo de Alvarenga Sobreira,Marcone Lima Giannini,Mariângela Yoshida,Winston Bonetti Rollo,Hamilton Almeida
Doença arterial obstrutiva periférica agravada pela utilização de gemcitabina para tratamento de neoplasia pancreática: relato de caso e revisão da literatura
Este estudo tem por objetivo relatar um caso de isquemia crítica de membro inferior associada a quimioterapia com gemcitabina. O relato descreve o caso de um paciente de 68 anos submetido a duodenopancreatectomia devido a tumor no pâncreas. Um mês depois da operação, o paciente realizou quatro sessões de quimioterapia com gemcitabina, durante um mês. Após 30 dias, o paciente desenvolveu sintomas de doença arterial obstrutiva periférica, e duas semanas depois, isquemia crítica do membro inferior direito. O exame por imagem demonstrou doença arterial difusa associada à oclusão femoropoplítea com reenchimento distal precário. O paciente foi submetido a uma tentativa de revascularização que, devido às condições locais, foi malsucedida, resultando na amputação do membro no nível da coxa.
2007
Lichtenfels,Eduardo Bonamigo,Telmo Pedro Pires,Vinícius C. Lucas,Márcio Luis Schlindwein,Daiane
Aneurisma ilíaco associado a fístula arteriovenosa
A ruptura dos aneurismas aorto-ilíacos para a veia ilíaca ou veia cava é uma complicação pouco comum. A hipertensão venosa leva a vários sinais e sintomas, o que dificulta o diagnóstico pré-operatório, tais como edema do membro inferior, dispnéia, hematúria, sinais de insuficiência renal ou cardíaca. Sopro abdominal é a chave do diagnóstico clínico, associado à massa pulsátil e dor abdominal. O reconhecimento da fístula arteriovenosa no pré-operatório é importante para o planejamento cirúrgico. Relatamos um caso de aneurisma da artéria ilíaca comum e interna direita associado a fístula para veia ilíaca comum, cursando, inicialmente, com edema do membro inferior direito e dispnéia, o que levou ao diagnóstico incorreto de trombose venosa profunda.
2007
Pinto,Daniel Mendes Bez,Leonardo Ghizoni Dias Júnior,José Olimpio Lopes,Caetano de Sousa Mandil,Ari
Um novo substituto vascular: arterioplastia femoral em cães com remendo de membrana de biopolímero de cana-de-açúcar - avaliação hemodinâmica e histopatológica
CONTEXTO: A obtenção de um substituto arterial ideal para o emprego nas reconstruções das artérias de pequeno e médio calibre é ainda o principal objetivo da maioria das pesquisas científicas desenvolvidas no campo dos substitutos vasculares. A membrana de biopolímero de cana-de-açúcar pode ser de grande utilidade para a realização das reconstruções arteriais em vasos de calibre inferior a 4 mm e assim permitir o tratamento de doenças que afetam milhões de pessoas no Brasil e em todo o mundo. OBJETIVO: Avaliar do ponto de vista hemodinâmico e histopatológico o comportamento da membrana do biopolímero de cana-de-açúcar quando utilizada com remendo em arterioplastias femorais em cães. MÉTODO: Oito cães adultos mestiços sob anestesia geral foram submetidos no Núcleo de Cirurgia Experimental do Centro de Ciências da Saúde-UFPE a velocimetria Doppler percutânea das artérias femorais direita e esquerda para controle pré-operatório. Sob condições de assepsia e anti-sepsia, os cães foram submetidos a arterioplastia femoral bilateral com remendos da membrana de biopolímero de cana-de-açúcar no lado esquerdo e de PTFE expandido (e-PTFE) no lado direito. Na primeira semana pós-operatória, os cães foram submetidos a avaliação clínica diária e semanal a partir do oitavo dia. A avaliação clínica consistiu no exame dos pulsos femorais, na avaliação da marcha e na observação da presença de tumor pulsátil, hematoma ou hemorragia e infecção da ferida operatória. Após 180 dias das arterioplastias, sob anestesia geral, procedeu-se nova fluxometria Doppler percutânea das artérias femorais. Os animais foram submetidos à dissecção das artérias femorais, medido o diâmetro arterial e realizada velocimetria Doppler trans-operatória em pontos proximal e distal à arterioplastia. A seguir foi realizada laparotomia e exposição da aorta abdominal para acesso arteriográfico. Os segmentos das artérias femorais com os remendos foram retirados para estudo histopatológico e os animais foram mortos com dose tóxica de anestésico. RESULTADOS: No período de avaliação de 180 dias, nos dois grupos, não foram observados casos de infecção da ferida operatória, dilatação, ruptura, falso-aneurisma ou trombose. Nos dois grupos foi encontrada, na superfície externa dos remendos, uma resposta inflamatória crônica com neutrófilos e linfócitos além de fibrose. Na superfície interna dos remendos, em ambos os grupos, foi encontrada fibrose. No grupo controle ocorreu invasão dos remendos de e-PTFE por fibroblastos. CONCLUSÕES: Com base nos resultados obtidos com o modelo experimental utilizado, durante o período de observação de 180 dias, conclui-se que a membrana do biopolímero de cana-de-açúcar constitui-se em um substituto arterial adequado quando utilizado sob forma de remendos em artérias femorais de cães.
2007
Marques,Silvio Romero de Barros Lins,Esdras Marques Aguiar,José Lamartine de Andrade Albuquerque,Maria Claudia Sodré Rossiter,Renata de Oliveira Montenegro,Luciano Tavares Vieira,Roberto José
Efeitos da prostaglandina E1 (PGE1) na gênese de capilares sanguíneos em músculo esquelético isquêmico de ratos: estudo histológico
CONTEXTO: A angiogênese terapêutica é uma modalidade de tratamento para pacientes com insuficiência arterial crônica que não têm indicação para revascularização direta ou angioplastia e que não tiveram uma resposta satisfatória ao tratamento clínico. Entre as drogas utilizadas para essa finalidade está a prostaglandina E1 (PGE1). OBJETIVO: Estudar os aspectos morfológicos na gênese de capilares sanguíneos em músculo esquelético do membro caudal de ratos submetidos à isquemia sob a ação da PGE1, administrada por via intramuscular (IM) ou endovenosa (EV). MÉTODOS: Foram utilizados 48 ratos, linhagem Wistar-UEM, distribuídos aleatoriamente em três grupos de 16, redistribuídos igualmente em dois subgrupos, observados no 7º e 14º dias, sendo um grupo controle onde apenas foi provocada a isquemia no membro, outro com a isquemia e a injeção da PGE1 via IM e outro com a isquemia e a injeção da PGE1 EV. Para análise dos resultados, foram realizadas a coloração com hematoxilina e eosina (HE) e coloração imuno-histoquímica. RESULTADOS: Constatou-se um aumento estatisticamente significativo no número de capilares nos subgrupos com o uso da PGE1 IM e EV, através da contagem nos cortes corados com HE. A imunomarcação não foi eficiente para a quantificação dos capilares. CONCLUSÕES: A PGE1, administrada por via IM ou EV, promoveu, após 14 dias de observação, um aumento no número de capilares no músculo esquelético de ratos submetido à isquemia, identificáveis histologicamente com a coloração em HE. A imunocoloração não permitiu estabelecer uma correlação com o aumento de vasos encontrados na coloração com HE.
2007
Moreschi Jr.,Dorival Fagundes,Djalma José Amado,Luiz Eduardo Bersani Hernandes,Luzmarina Moreschi,Hugo Karling
Nailfold video capillaroscopy in Turner syndrome: a descriptive study
BACKGROUND: An increased prevalence of impaired glucose homeostasis is reported in Turner syndrome. Endothelial changes are described in patients with insulin resistance, which may be present in patients with Turner syndrome. Video capillaroscopy is a noninvasive examination that allows assessment of vascular patency. OBJECTIVE: To describe the nailfold morphology of capillaries in Turner syndrome using video capillaroscopy. METHODS: Subjects were studied in a temperature-controlled room, 20 days after no nailfold manipulations. The capillaries were visualized by microscope connected to a television and computer and were studied and classified according to these patterns: loop distribution, papilla, avascular fields, edema, form, capillary limbs, flow and hemorrhagic extravasation. RESULTS: Fifty patients aged between 6-37 years with Turner syndrome were studied. Eighteen (36%) patients had normal capillaroscopy with hairpin pattern in loop distribution and no avascular fields. The papilla was ratified in 13 (26%) and enlarged in four (8%). Edema occurred in 22 (44%) cases. There were three (6%) macrocapillaries and three (6%) were branched. Tortuosity was present in five (10%) patients. Hemorrhagic extravasation occurred in one (2%) case. Flow was fast in seven (14%), granulous in five (10%) and slow in six (12%). CONCLUSION: There was a high prevalence of nailfold capillaroscopy changes in Turner syndrome and the most prevalent alterations found were edema and ratified papilla.
2007
Coelho,Simone C. S. Ramos,Andressa D. Pinheiro,Virgínia S. Solberg,Paulo F. C. Faria,Janaina P. de Naliato,Erika C. O. Fernandes,Therezinha J. Guimarães,Marília M.
Correlação entre o índice tornozelo-braço antes e após teste de deslocamento bidirecional progressivo
CONTEXTO: A alteração de fluxo sangüíneo observada nos pacientes com doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) contribui para a redução da capacidade deambulatórida. Entretanto, ainda existe uma grande variabilidade nas correlações entre medidas inferenciais de comprometimento de fluxo e testes de deslocamento. OBJETIVO: Estabelecer o nível de correlação entre as medidas do índice tornozelo-braço (ITB), pré e pós-esforço, com um novo teste de deambulação chamado teste de deslocamento bidirecional progressivo (TDBP). MÉTODOS: Vinte e um pacientes claudicantes, com diagnóstico de DAOP, tiveram registrados o ITB antes e após a realização de um teste de caminhada no solo, com controle externo e progressivo de velocidade (TDBP). RESULTADOS: Foram registrados a distância (261,07±160,63 metros), o tempo (292,30±122,61 segundos) e a velocidade (1,23±0,34 m/s) obtidos no início do surgimento de sintoma claudicante, bem como durante o surgimento de sintoma limitante (369,52±157,97 metros, 377,71±104,60 segundos, 1,46±0,29 m/s, respectivamente). A média do ITB de repouso foi de 0,66±0,14, e de pós-esforço foi de 0,42±0,19. Não se observou nenhuma correlação importante entre as variáveis do teste (distância, tempo e velocidade) com o ITB de repouso e nem após esforço. CONCLUSÃO: O tempo, velocidade e distância de surgimento de sintoma claudicante e de sintoma claudicante limitante durante o teste de caminhada progressiva são independentes da medida inferencial de fluxo sangüíneo através do ITB de repouso e pós-exercício.
2007
Cunha-Filho,Inácio Teixeira da Pereira,Danielle Aparecida Gomes Carvalho,André Maurício Borges de Garcia,Júlia Polcaro Mortimer,Luciana Morais Burni,Inalda Cunha
Simpatectomia lombar por pneumoretroperitonioscopia (SLPR)
CONTEXTO: A simpatectomia ainda encontra indicação no tratamento de várias doenças, tais como a insuficiência arterial periférica crônica aterosclerótica grau IV (Fontaine) sem condições de revascularização, úlceras hipertensivas e o fenômeno de Raynaud acompanhado de lesões tróficas. A cirurgia clássica é realizada através do acesso retroperitoneal, mas também pode ser realizada por meio de técnicas minimamente invasivas. OBJETIVO: Este trabalho tem o objetivo de mostrar os resultados da simpatectomia lombar por pneumoretroperitonioscopia. MÉTODOS: Trinta e um pacientes foram submetidos a simpatectomia lombar por pneumoretroperitonioscopia (22 homens e nove mulheres), com média de idade de 48 anos (41-70). Vinte eram pacientes com insuficiência arterial periférica crônica, sem possibilidade de revascularização, todos com lesões (necroses ou úlceras); sete pacientes eram portadores de tromboangeite obliterante; três tinham úlcera hipertensiva; e um apresentava fenômeno de Raynaud secundário. As cirurgias foram realizadas por pneumoretroperitoneoscopia, sendo feita a exérese do segundo ao quarto gânglio da cadeia lombar. RESULTADOS: Não houve complicações intra-operatórias, havendo necessidade de apenas uma conversão para cirurgia convencional por dificuldade técnica. A duração média do procedimento foi de 103 minutos e o tempo médio de internação foi de 2 dias. CONCLUSÃO: A simpatectomia pode ser realizada por pneumoretroperitonioscopia com as vantagens de uma cirurgia minimamente invasiva.
2007
Sardinha,Wander Eduardo Silvestre,Jose Manoel da Silva Thomazinho,Fernando Oliveira,Rodrigo Gomes de Morais Filho,Domingos de
Avaliação da utilização de profilaxia da trombose venosa profunda em um hospital escola
CONTEXTO: A trombose venosa profunda (TVP) é uma doença freqüente e grave. A profilaxia é o melhor meio para reduzir a sua incidência, diminuindo a morbimortalidade gerada por suas complicações. Na relação custo x efetividade, é melhor manter uma rotina profilática do que tratar a doença já instalada. OBJETIVO: Verificar se a profilaxia da TVP está sendo utilizada de maneira adequada e rotineira no Hospital Escola Doutor José Carneiro (HEJC), de Maceió (AL). MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal descritivo no HEJC durante o período de 6 meses. A amostra foi de 298 pacientes, de diferentes especialidades. Os dados foram coletados nos prontuários, divididos em clínicos (68,5%) e cirúrgicos (31,5%). Analisou-se, em cada paciente, como se procedeu a utilização da profilaxia para a TVP. Foram pesquisados fatores clínicos, medicamentosos e cirúrgicos para todos os pacientes e, com base nesses dados, foi realizada estratificação do risco conforme a classificação recomendada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). O estudo estatístico foi realizado através do software SPSS, utilizando os testes qui-quadrado e de correção bivariada, considerando o valor de p < 0,05. RESULTADOS: Dos 298 pacientes analisados, 204 eram da clínica médica, onde 28,9% eram de baixo risco, 60,3% médio risco e 10,8% alto risco para TVP; e 94 pacientes eram da clínica cirúrgica, onde 43,6% apresentaram baixo risco, 52,1% médio risco e 4,3% alto risco. Apenas 23% dos pacientes do grupo clínico e 2,1% para o grupo cirúrgico receberam a profilaxia de forma adequada. CONCLUSÃO: Apesar da eficácia da profilaxia para a TVP já ter sido comprovada e difundida, em nosso meio ainda não atinge os níveis desejados de utilização.
2007
Pitta,Guilherme Benjamim Brandão Leite,Ticiana Leal e Silva,Maria do Desterro Costa e Melo,Camilla Felix Leão de Calheiros,Giselli de Almeida
Influência da altura do salto de sapatos na função venosa da mulher jovem
CONTEXTO: A influência da altura do salto de sapatos na função venosa é ainda assunto controverso na literatura mundial. A importância da ergonomia na qualidade de vida é um fator consagrado e situações que a prejudiquem como permanência prolongada na posição supina, qualidade dos calçados e condições do local de trabalho podem interferir na saúde do indivíduo. OBJETIVO: Estudar a influência da altura do salto do sapato na drenagem venosa dos membros inferiores, utilizando-se a pletismografia a ar (PGA). MÉTODO: Quinze mulheres, com idade média de 24,6 anos, assintomáticas, utilizando calçados de tamanhos apropriados, foram examinadas em três momentos: descalças (0 cm), salto médio (3,5 cm) e alto (7 cm). Apresentavam índice de massa corporal < 25 e foram classificadas de acordo com a Classificação Internacional CEAP, em critérios: clínico (C0 ou C1), etiológico (Ep), anatômico (As) e fisiopatológico (Pr). Os valores do índice de enchimento venoso (IEV), da fração de ejeção (FE) e da fração de volume residual (FVR) foram separados em três categorias pela altura do salto e comparados entre si, utilizando-se a análise de variância para médias repetidas (ANOVA). RESULTADOS: Houve diminuição da FE e aumento da FVR no grupo de salto alto em relação ao grupo descalço (p < 0,005). Não ocorreu diferença desses parâmetros entre o grupo de salto médio e os outros grupos. O IEV comportou-se de maneira semelhante nas três situações avaliadas. CONCLUSÃO: O salto alto diminui a função de bomba muscular demonstrado pela queda da FE e aumento da FVR, podendo, com o seu uso contínuo, provocar hipertensão venosa nos membros inferiores, o que poderia ser preditivo de sintomatologia na doença venosa.
2007
Tedeschi Filho,Wagner Piccinato,Carlos Eli Moriya,Takachi Joviliano,Edwaldo E. Dezotti,Nei R. A.
A variabilidade hemodinâmica venosa detectada pelos parâmetros da pletismografia a ar nas classes clínicas da classificação CEAP
CONTEXTO: A variabilidade hemodinâmica da pletismografia a ar é conhecida, mas o exato papel dessa variabilidade no cotidiano clínico não foi investigado, podendo ter algum significado clínico ainda não explorado. Sabe-se que há sobreposição entre as classes clínicas (C0 a C6) da classificação CEAP e mesmo entre membros inferiores de uma mesma classe clínica. OBJETIVO: Avaliar a variabilidade hemodinâmica dos parâmetros da pletismografia a ar nas classes clínicas da classificação CEAP. MÉTODO: Este estudo retrospectivo confronta a doença varicosa de membros inferiores classificada de C0 a C6 pela classificação CEAP com os parâmetros hemodinâmicos venosos obtidos pela pletismografia a ar. Os dados obtidos foram tabulados e analisados em suas classes clínicas pelos testes de variância de Kruskal-Wallys e Barllett. RESULTADOS: Foram realizados 310 exames em 230 pacientes cujas idades variaram entre 19 a 81 anos, com uma média de 46,2 anos. Os parâmetros índice de enchimento venoso e volume venoso funcional mostraram aumento da variabilidade hemodinâmica quando analisados na classe clínica C0 do CEAP, demonstrada por meio do coeficiente de variabilidade que, para o índice de enchimento venoso foi de 28,12% na classe clínica C0 e se manteve acima de 57% nas classes de C2 a C6. A fração de ejeção e a fração de volume residual não aumentaram a variabilidade quando comparados com a classe clínica C0 do CEAP. CONCLUSÃO: O índice de enchimento venoso foi o melhor parâmetro para avaliação e triagem de pacientes com insuficiência venosa crônica, mas tem grande variabilidade nas classes clínicas C2 a C6 do CEAP.
2007
Oliveira,Ricardo de Ávila Barros Jr.,Newton de Miranda Jr.,Fausto
Análise crítica das indicações e resultados do tratamento cirúrgico da doença carotídea
O tratamento da doença carotídea tem ganhado enfoque nos últimos anos, principalmente com o advento da técnica endovascular, que defende o emprego da angioplastia e stent de carótida (CAS), principalmente em pacientes considerados de "alto risco" para a endarterectomia carotídea (ECA). Através da revisão bibliográfica, analisamos os resultados do tratamento da lesão carotídea em ambas as técnicas, realizando comentários embasados na experiência pessoal e nos dados da literatura, sobretudo nos pacientes de alto risco. Até o presente momento, não há evidência e justificativa para o emprego da CAS em larga escala nos pacientes com doença carotídea, inclusive nas situações de alto risco, tais como nos octogenários. No entanto, acreditamos que a CAS possa ser um coadjuvante no tratamento de pequeno número de pacientes com lesão carotídea (até 4% dos casos), como na presença de pescoço hostil, radioterapia prévia e alguns casos de estenose carotídea alta. Quando realizada com os cuidados técnicos necessários, a ECA ainda continua a melhor opção terapêutica aos doentes com lesão carotídea.
2007
Bonamigo,Telmo P. Lucas,Márcio L.
Profilaxia antimicrobiana em cirurgia vascular periférica: cefalosporina ainda é o padrão-ouro?
Nas cirurgias vasculares periféricas, as cefalosporinas têm seu uso consagrado como agente antimicrobiano profilático de escolha. Recentemente, observamos uma mudança nos padrões de colonização, prevalência de patógenos e suscetibilidade geral aos antimicrobianos. Os patógenos multirresistentes vêm se tornando cada vez mais freqüentes nas infecções de ferida cirúrgica vascular, demonstrando variações regionais e locais quanto à suscetibilidade aos antimicrobianos profiláticos utilizados na rotina cirúrgica. Os dados e a literatura disponível até o momento demonstram que não existe evidência suficiente para uma mudança na rotina profilática perioperatória. Entretanto, devemos levar em consideração os padrões regionais e institucionais de prevalência de patógenos resistentes e padrões de suscetibilidade aos antimicrobianos para estabelecer guias e orientações específicas para a utilização de antimicrobianos profiláticos alternativos.
2007
Lichtenfels,Eduardo Lucas,Márcio L. Webster,Ronaldo d' Azevedo,Pedro A.
Compressão extrínseca de veia ilíaca externa e edema de membro inferior por cisto sinovial coxofemoral
A trombose venosa profunda (TVP) é uma freqüente causa de edema unilateral de membros inferiores. O cisto sinovial da articulação coxofemoral pode ser uma causa rara desse sintoma e deve ser considerado no diagnóstico diferencial. Apresentamos um caso clínico em que o eco-Doppler colorido revelou a presença de compressão extrínseca da veia ilíaca externa. A ressonância magnética demonstrou tratar-se de cisto sinovial como fator etiológico, confirmado pela ressecção cirúrgica.
2007
Rossi,Fabio Henrique Araújo,Raíssa César,Evaristo Marcondes