RCAAP Repository
Hiperreflexia autonômica em gestante tetraplégica: relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As complicações da gestante com lesão medular incluem infecções urinárias, calculose renal, anemia, úlceras de decúbito, espasmos musculares, sepsis, hiperatividade uterina e a hiperreflexia autonômica. Durante a anestesia a hiperreflexia autonômica é a complicação mais importante, que deve ser, antes de tudo, prevenida. Ela é freqüentemente desenvolvida em pacientes com transecção medular ao nível da quinta à sétima vértebra torácica, ou acima. Nosso relato tem com objetivo apresentar um caso de gestante tetraplégica, com lesão ao nível da sexta vértebra cervical, que se submeteu à operação cesariana sob anestesia peridural contínua com bupivacaína a 0,25% sem vasoconstritor, associada ao fentanil. RELATO DO CASO: Paciente tetraplégica, primigesta à termo, idade gestacional de 39 semanas, branca, 22 anos, 63 kg, 168 cm de altura, estado físico ASA II, internada para ser submetida a cesariana eletiva. Relatava trauma raquimedular ao nível de C6 há 3 anos. Após hidratação prévia com 1500 ml de solução fisiológica, procedeu-se à anestesia peridural com punção mediana no espaço L3-L4 com a paciente em decúbito lateral, agulha Tuohy descartável calibre 17G e sem botão anestésico prévio. Imediatamente após a introdução da agulha, observou-se contração da musculatura paravertebral adjacente, aumento da pressão arterial (PA = 158 x 72 mmHg) e aumento da freqüência cardíaca (FC = 90 bpm). No entanto, a paciente não relatava dor. Retirou-se agulha e fez-se o botão anestésico, dando-se seqüência ao bloqueio peridural, com injeção de 20 ml de bupivacaína a 0,25% sem vasoconstritor associados a 100 µg de fentanil espinhal e passagem de cateter peridural em sentido cefálico (3 a 4 cm). A cirurgia transcorreu sem intercorrências, não havendo necessidade de complementação do bloqueio em nenhum momento. Houve dois episódios de hipotensão arterial nas primeiras 24 horas do pós-operatório, tratados com infusão de solução de Ringer com lactato. O cateter peridural foi mantido por 48 horas. A alta hospitalar ocorreu após três dias de internação. CONCLUSÕES: Para gestantes paraplégicas ou tetraplégicas a anestesia peridural contínua com baixa concentração de anestésico local sem vasoconstritor associado ao fentanil é uma boa indicação para condução do parto normal instrumentado ou não, como o parto cesariano, a fim de evitar a hiperreflexia autonômica. Deve-se dar importância também à permanência do cateter peridural no pós-operatório por pelo menos 24 horas após o parto, com a intenção de bloquear a aferência simpática, caso venha desencadear alguma crise.
2003
Simoni,Ricardo Francisco Leite,Marcello Roberto Fófano,Renata Giancoli,Marcelo Cangiani,Luiz Marciano
Lesão da artéria ilíaca esquerda durante laminectomia lombar: relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Lesão da artéria ilíaca é uma ocorrência rara em laminectomias, porém, muito grave. O objetivo deste relato é apresentar um caso de lesão da artéria ilíaca esquerda, em paciente submetido a laminectomia lombar sob raquianestesia, que se manifestou clinicamente no pós-operatório imediato, sete horas após o início da cirurgia. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, estado físico ASA I, 31 anos, 68 kg, foi submetido à laminectomia lombar em decúbito ventral sob raquianestesia em L2-L3, com bupivacaína hiperbárica a 0,5% (20 mg) e fentanil 25 µg. A cirurgia transcorreu normalmente e sete horas após o seu início, já no pós-operatório, o paciente apresentou hipotensão arterial, taquicardia, agitação e dor abdominal difusa. A tomografia abdominal mostrou aspecto compatível com hematoma retroperitoneal e a laparotomia exploradora revelou lesão da artéria ilíaca comum esquerda. Após a laparotomia, o paciente evoluiu bem. CONCLUSÕES: Na dependência do posicionamento e do estado físico, técnicas de anestesia geral se impõem. O caso chama atenção para o fato de que qualquer técnica anestésica que tenha sido realizada, o sangramento no campo operatório pode não ser real, na vigência de uma lesão vascular, porque este sangramento pode ser tardio. No presente caso, a manifestação clínica ocorreu sete horas após o início da cirurgia, quando o paciente já estava recuperado da anestesia. No entanto, o fenômeno (hipotensão arterial) poderia ter ocorrido no per-operatório.
2003
Moreira,Wanderley Rodrigues Xavier,Hélio Humberto Cançado
Alergia ao látex: diagnóstico acidental após procedimento urológico. Relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A alergia aos produtos derivados do látex tem-se tornado um problema de grandes proporções, afetando tanto os pacientes como os profissionais da saúde. O objetivo deste relato é descrever o diagnóstico acidental de alergia ao látex após uma cirurgia urológica sob raquianestesia em que o paciente apresentou quadro clínico compatível ao choque anafilático. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 16 anos, portador de lesão de uretra posterior e em uso de sonda vesical por 3 anos, devido a duas cirurgias prévias sem sucesso. Durante o procedimento cirúrgico sob raquianestesia com bupivacaína, o paciente apresentou, logo após a exploração da cavidade abdominal, confusão, dispnéia, prurido e eritema generalizado, broncoespasmo, hipotensão arterial e taquicardia. Houve melhora gradativa das alterações apresentadas com o tratamento instituído. Durante a permanência no hospital, o paciente apresentou, ao soprar um balão de festa, urticária de contato na face e broncoespasmo, que foram prontamente tratados. O teste de punção cutânea e a dosagem de IgE específica para o látex confirmaram a hipótese diagnóstica de alergia ao látex. CONCLUSÕES: A combinação da história clínica do paciente com os dados laboratoriais permitiram a identificação do quadro de alergia ao látex. Esta entidade vem apresentando grande importância recentemente, principalmente naqueles pacientes de risco, como é o do presente caso.
2003
Verdolin,Bruno Araújo Villas Boas,Walkíria Wingester Gomez,Renato Santiago
Critérios de avaliação do bloqueio anestésico 3 em 1: É comum o envolvimento do nervo obturador?
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: No bloqueio 3:1 é controvertida a participação do nervo obturador. Intervenções cirúrgicas de superfície na face medial da coxa incidem sobre os dermátomos dos nervos femoral e obturador, de limites imprecisos, sobrepostos ou mesmo ausentes. A correlação entre o desfecho clínico com outros meios de diagnóstico podem ser conclusivos sobre o acometimento do nervo obturador. CONTEÚDO: Comumente o desfecho de um bloqueio regional é pesquisado mais pela insensibilidade dos dermátomos que a atividade motora dos miótomos. A partir de conhecimentos anatômicos sobre o percurso dos componentes plexulares do bloqueio 3:1, critérios clínicos complementados por outros meios de diagnóstico esclarecem o envolvimento do nervo obturador. CONCLUSÕES: A simbiose entre o desfecho clínico do bloqueio 3:1 com os diversos meios de complementação diagnóstica são interpretativos e conclusivos e, de acordo com o que a literatura nos indica sobre a participação do nervo obturador, o bloqueio 3:1 com injeção única, não justifica o seu nome.
2003
Geier,Karl Otto
Bloqueio do nervo maxilar para redução de fraturas do osso zigomático e assoalho da órbita
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Poucos relatos existem sobre redução de fraturas da órbita zigomática e do arco zigomático sob anestesia regional. O objetivo deste estudo é verificar a qualidade do bloqueio do nervo maxilar por via extraoral, para redução de fraturas do osso zigomático e do assoalho da órbita. MÉTODO: Quinze pacientes foram submetidos à bloqueio do nervo maxilar pela técnica de Moore (abordagem infrazigomática) para redução de fraturas isoladas do arco zigomático (oito pacientes) e associadas ao assoalho da órbita (sete pacientes). Nenhum paciente recebeu medicação pré-anestésica. Após sedação e anestesia local com 2 ml de lidocaína a 1,5% com adrenalina a 1:300.000, o nervo maxilar foi abordado com 8 ml da mesma solução anestésica através de uma agulha 22G, 10 cm de comprimento de ponta romba. Foram avaliados: o tempo de bloqueio, a latência, o tempo de analgesia, a incidência de falhas, a necessidade de anestesia geral e as complicações. RESULTADOS: Os primeiros três bloqueios foram difíceis, resultando em dois bloqueios parciais e uma falha. Os restantes foram efetivos e os pacientes não referiram nenhum desconforto ou dor durante o bloqueio e a cirurgia. O tempo para a realização do bloqueio variou de 5 a 20 minutos, enquanto a latência anestésica ficou entre 3 e 10 minutos. Foram registradas 7 ocorrências de punção vascular, porém sem relatos de formação de hematomas. CONCLUSÕES: Redução de fraturas zigomáticas são factíveis sob bloqueio do nervo maxilar, quando realizadas na fossa ptérigo palatina, permitindo anestesia de seus dois ramos distais, nervo zigomático-temporal e nervo zigomático-frontal.
2003
Geier,Karl Otto
Rotinas de cuidados pós-anestésicos de anestesiologistas brasileiros
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não existem dados sobre a disponibilidade de equipamentos nas Salas de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA), as rotinas de monitorização e os critérios de alta pós-anestésica utilizados pelos anestesiologistas brasileiros. Este estudo visou obter estas informações. MÉTODO: Foi pesquisada uma amostra aleatória de 1123 anestesiologistas. Os dados foram analisados por tabulação simples e cruzada e por regressão logística. RESULTADOS: Foram analisados 271 questionários (26,59%). O estudo revelou que a maioria dos anestesiologistas atua em instituições que possuem SRPA equipadas com dispositivos de reanimação, fontes de oxigênio, aspiradores, cardioscópios, oxímetros de pulso e que mantêm anestesiologista de plantão. A existência de monitores de função neuromuscular e dispositivos de aquecimento ativo é menos freqüente. Em ordem decrescente de freqüência, são monitorizados rotineiramente a pressão arterial, a freqüência cardíaca, a SpO2, o nível de consciência, a patência das vias aéreas, a freqüência respiratória, as náuseas e vômitos, a dor pós-operatória e a força muscular. A oxigenioterapia, os antieméticos e o tratamento de calafrios pós-operatórios são administrados rotineiramente ou a pacientes selecionados pela maioria dos anestesiologistas. A maioria dos anestesiologistas registra os dados pós-anestésicos. CONCLUSÕES: Este estudo sugere que os anestesiologistas brasileiros preocupam-se com a segurança dos pacientes no período pós-anestésico imediato, conforme atestam a elevada disponibilidade de equipamentos e os percentuais expressivos de monitorização de parâmetros isolados. Algumas rotinas de monitorização precisam ser implementadas de acordo com as novas diretrizes de cuidados pós-anestésicos e os novos critérios de alta para pacientes ambulatoriais.
2003
Oliveira Filho,Getúlio Rodrigues de
Xenônio: farmacologia e uso clínico
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O Xenônio é um gás incolor, inodoro, inerte, não irritante, não poluente, não explosivo, estável, com baixo coeficiente de solubilidade e com propriedades anestésicas. O objetivo desta revisão é mostrar alguns aspectos farmacológicos e o emprego clínico do xenônio em anestesia. CONTEÚDO: O xenônio é um gás extremamente raro. Possui CAM de 0,63 a 0,71, CAM-acordado de 0,32 ± 5% e coeficiente de solubilidade sangue-gás de 0,14, resultando em indução anestésica rápida, agradável e bem tolerada, assim como recuperação 2 a 3 vezes mais rápida do que outros agentes. Possui efeitos analgésicos benéficos e mínimos efeitos cardiovasculares. Pode aumentar a resistência pulmonar e ocasionar o efeito do 2º gás, porém menos importante do que o N2O. Determina um aumento do fluxo cerebral, pressão intracraniana e pressão de perfusão cerebral. O xenônio pode prevenir a estimulação da medula supra-renal. CONCLUSÕES: As propriedades anestésicas do xenônio lhe conferem vantagens consideráveis em relação a outros agentes inalatórios para a utilização em anestesia. Entretanto, seu alto custo de produção torna-o proibitivo em relação às outras técnicas existentes. Estudos estão sendo realizados a fim de desenvolver um método mais econômico para utilização deste agente.
2003
Mendes,Florentino Fernandes Gomes,Marcos Emanuel Wortmann
Substâncias carreadoras de oxigênio à base de hemoglobina: situação atual e perspectivas
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Soluções alternativas à transfusão de sangue têm sido estudadas desde a década de 50. O objetivo deste estudo é apresentar a situação atual e as perspectivas futuras das substâncias carreadoras de oxigênio à base de hemoglobina. CONTEÚDO: São apresentadas as potenciais áreas de aplicação, bem como estudos clínicos envolvendo as principais moléculas de hemoglobina desenvolvidas, suas vantagens e limitações. CONCLUSÕES: Vários estudos aleatórios demonstraram eficácia com o propósito de evitar ou reduzir a transfusão sangüínea; entretanto, algumas limitações existem, sendo que o futuro substituto sangüíneo deverá, no mínimo, retratar a segurança e a eficácia do sangue em si.
2003
Tanaka,Pedro Paulo Tanaka,Maria Aparecida Almeida
Efeitos da associação da clonidina à bupivacaína hiperbárica na anestesia subaracnóidea alta
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Dados da literatura sugerem que a clonidina, um agonista alfa2-adrenérgico, em associação com a bupivacaína, na anestesia subaracnóidea alta pode aumentar a incidência de hipotensão e bradicardia. O objetivo desta pesquisa foi verificar o potencial sinergismo entre diferentes doses de clonidina, de 45 e 75 µg, e bupivacaína hiperbárica nas características e nos efeitos hemodinâmicos do bloqueio subaracnóideo alto (T4). MÉTODO: Em estudo aleatório e duplamente encoberto, foram avaliados 60 pacientes estado físico ASA I, submetidos à cirurgia do abdômen inferior e membros inferiores. Os pacientes foram submetidos à anestesia subaracnóidea, com bupivacaína hiperbárica a 0,5% (17,5 mg - 3,5 ml) mais a associação das seguintes drogas: grupo Controle (n = 20) - solução fisiológica (0,5 ml); grupo Clon 45 (n = 20) - clonidina, na dose de 45 µg (0,3 ml), associada à solução fisiológica (0,2 ml); grupo Clon 75 (n = 20) - clonidina, na dose de 75 µg (0,5 ml). A cirurgia somente foi realizada quando o nível do dermátomo atingido pelo bloqueio analgésico foi de T4. RESULTADOS: A latência dos bloqueios analgésico e motor da anestesia subaracnóidea não diferiu significativamente entre os grupos (p > 0,05). Ambas as doses de clonidina prolongaram, de maneira significativa, a duração do bloqueio analgésico em T8 e do bloqueio motor grau 3 (determinado pela escala modificada de Bromage) (p < 0,05). A incidência de hipotensão arterial no per-operatório foi evidente somente no grupo Clon 75, em relação ao grupo Controle (p < 0,05), com o Clon 45 apresentando incidência intermediária entre os demais grupos. Não houve diferença significante entre os grupos em relação à bradicardia (p > 0,05). Ambas as doses de clonidina prolongaram a analgesia pós-operatória (intervalo de tempo decorrido entre o bloqueio subaracnóideo e a primeira solicitação de analgésico pelo paciente no pós-operatório) (p < 0,05). CONCLUSÕES: A clonidina na maior dose (75 µg) em associação com a bupivacaína durante anestesia subaracnóidea alta (T4) determina maior incidência de hipotensão arterial, mas prolonga o bloqueio analgésico e a analgesia pós-operatória igualmente como a menor dose (45 µg).
2003
Braz,José Reinaldo Cerqueira Koguti,Edgar Shiguero Braz,Leandro Gobbo Croitor,Lorena Brito da Justa Navarro,Lais Helena Camacho
Raquianestesia para cesariana: estudo comparativo entre bupivacaína isobárica e hiperbárica associadas à morfina
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Preparações de bupivacaína com ou sem glicose são usadas com freqüência na prática clínica e o nível máximo de bloqueio é determinado pela dispersão do anestésico local no LCR. O objetivo deste estudo é comparar a utilização de bupivacaína isobárica e hiperbárica em pacientes submetidas à raquianestesia para cesariana. MÉTODO: Foi realizado um estudo prospectivo, aleatório e duplamente encoberto em que foram incluídas 60 pacientes submetidas à raquianestesia para cesariana e divididas em dois grupos: BI (bupivacaína isobárica a 0,5%, 12,5 mg) e BH (bupivacaína hiperbárica a 0,5%, 12,5 mg). Após monitorização, foi feita punção venosa e hidratação com solução de Ringer com lactato. A punção subaracnóidea foi feita no espaço L3-L4, via paramediana, com agulha de Quincke 27G e após gotejamento de LCR, foram injetados morfina (100 µg) e bupivacaína na velocidade de 1 ml. a cada 15 segundos, separadamente. Após o retorno à posição horizontal, foram anotados: tempo de latência (ausência de sensibilidade em L3) de 1 em 1 minuto, bloqueio sensitivo e motor após 20 minutos. Até o pinçamento do cordão umbilical, as pacientes eram mantidas em valores pressóricos semelhantes aos valores pré-anestésicos e, se necessário, era utilizada efedrina. Os recém-nascidos foram avaliados pelo método de Apgar no 1º e 5 º minutos. Após 120 minutos da injeção do anestésico local, na SRPA, eram avaliados os bloqueios sensitivo e motor. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos. Tempo de latência: Grupo BI (1, 50") e BH (1, 33"), sem diferença estatística. Os bloqueios sensitivo e motor, aos 20 minutos, não mostraram diferenças significativas. Consumo de efedrina: BI (11,83 mg) e BH (14,17 mg), sem diferença estatística. A avaliação estatística na SRPA mostrou diferença significativa para bloqueio motor. CONCLUSÕES: O estudo permitiu concluir que a bupivacaína isobárica e hiperbárica em doses de 12,5 mg, associadas à morfina (100 µg) em raquianestesia para cesariana em gestante a termo, são eficientes e apresentam perfis semelhantes.
2003
Neves,José Francisco Nunes Pereira das Monteiro,Giovani Alves Almeida,João Rosa de Brun,Ademir Cazarin,Nivaldo Sant´Anna,Roberto Silva Duarte,Evandro Soldate
Baixas doses de bupivacaína hipobárica para raquianestesia unilateral
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Para evitar alterações hemodinâmicas, obter recuperação mais rápida e limitar a dispersão cefálica da raquianestesia apenas no membro operado foi realizado este estudo com bupivacaína a 0,15%, com objetivo de se obter raquianestesia unilateral. MÉTODO: Raquianestesia com 3,3 ml de bupivacaína hipobárica a 0,15% (5 mg) foi realizada através de agulha 27G Quincke em 20 pacientes estado físico ASA I e II submetidos a cirurgias ortopédicas. A punção subaracnóidea foi realizada por via lateral com o paciente em decúbito lateral, com o membro a ser operado voltado para cima, e 3,3 ml de bupivacaína hipobárica foram injetados na velocidade de 1 ml a cada 15 segundos. Bloqueios sensitivo e motor (picada de agulha e escala de 0 a 3) foram comparados entre os lados a ser operado e o contralateral. RESULTADOS: Os bloqueios motor e sensitivo entre o lado operado e o contralateral foram significativamente diferentes em todos os tempos avaliados. Raquianestesia unilateral foi obtida em 75% dos pacientes. Estabilidade hemodinâmica foi observada em todos os pacientes. Nenhum paciente desenvolveu cefaléia pós-raquianestesia. CONCLUSÕES: A bupivacaína hipobárica a 0,15% na dose de 5 mg proporciona um predominante bloqueio unilateral. Vinte minutos são suficientes para a sua instalação. A principal vantagem da raquianestesia unilateral é a estabilidade hemodinâmica.
2003
Imbelloni,Luiz Eduardo Beato,Lúcia Gouveia,M A
Analgesia e sedação da associação da clonidina e ropivacaína a 0,75% por via peridural no pós-operatório de colecistectomia aberta
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A clonidina, quando administrada por via peridural, possui propriedades analgésicas e potencializa os efeitos dos anestésicos locais, ocorrendo, contudo, efeitos colaterais que incluem hipotensão arterial, bradicardia e sedação. O objetivo desse trabalho foi avaliar a analgesia e a sedação da clonidina associada à ropivacaína a 0,75% no pós-operatório de colecistectomia aberta. MÉTODO: Participaram da pesquisa 30 pacientes, de ambos os sexos, com idades variando de 18 a 50 anos, peso entre 50 e 100 kg, estado físico ASA I e II, submetidos à colecistectomia, os quais foram distribuídos em dois grupos: Controle (GC), em que foi administrada ropivacaína a 0,75% (20 ml), associada ao cloreto de sódio a 0,9% (1 ml); Experimento (GE), em que foi injetada ropivacaína a 0,75% (20 ml), associada à clonidina (1 ml = 150 µg). A analgesia e a sedação foram observadas 2, 6 e 24 horas após o término do ato operatório. RESULTADOS: A média de idade no GC foi de 41 anos e de 37 anos no GE. A média de peso foi de 67 kg no GC e de 64 kg no GE. A sedação no pós-operatório foi significativamente maior nos pacientes as 2 e 6 horas do grupo experimento. A analgesia foi observada em maior número de pacientes do grupo experimento, quando comparada ao grupo controle. CONCLUSÕES: A associação de clonidina e ropivacaína produziu analgesia mais duradoura e sedação em pacientes, nos horários de observação de 2 e 6 horas.
2003
Vieira,Antonio Mauro Schnaider,Taylor Brandão Costa,Flávio Aparecido Costa,Everaldo Donizeti
Bloqueio extraconal para facectomia com implante de lente intra-ocular: influência do fentanil associado ao anestésico local na qualidade do bloqueio e na analgesia pós-operatória
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia locorregional para cirurgias oftalmológicas oferece vantagens, como: mínimas alterações fisiológicas, anestesia completa, bloqueio dos reflexos oculares, pequena incidência de náuseas e vômitos, menor tempo de recuperação e analgesia pós-operatória. A preocupação constante com a qualidade do bloqueio, assim como da abordagem da analgesia pós-operatória deve ficar sob a responsabilidade do anestesiologista. O objetivo deste estudo foi avaliar se o fentanil contribui na qualidade do bloqueio extraconal e na analgesia pós-operatória de facectomias com implante de lente intra-ocular. MÉTODO: Estudou-se a associação do fentanil e bupivacaína a 0,75% na qualidade do bloqueio ocular e na analgesia pós-operatória em 164 pacientes submetidos a facectomia com implante de lente intra-ocular (técnica extracapsular), de ambos os sexos com homogeneidade de parâmetros antropométricos, olho operado, classificação do estado físico (ASA) e índice de risco cardíaco de Goldman. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos (82 pacientes em cada grupo) por sorteio de forma aleatória, com e sem fentanil. Avaliou-se a qualidade do bloqueio por: aparecimento da dor no per-operatório, manutenção de movimentação das pálpebras ou do globo ocular, persistência do reflexo de Bell, número de bloqueios realizados para a obtenção de condições cirúrgicas e avaliação do bloqueio pelo cirurgião. A analgesia pós-operatória foi avaliada pela necessidade de complementação analgésica pelo paciente. RESULTADOS: Fentanil associado à solução anestésica no bloqueio extraconal aumentou significativamente o bloqueio do músculo reto medial (com fentanil - 17,1%, sem fentanil - 32,9%) e diminuiu o consumo de analgésicos no período pós-operatório (uso de analgésicos com fentanil - 20,7%, não uso de analgésicos com fentanil - 41,5%). CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo o fentanil melhorou a qualidade do bloqueio quanto à motilidade do músculo reto medial e diminuiu a necessidade de analgésicos no pós-operatório.
2003
Lahoz,Daniel Espada Espada,Eloisa Bonetti Carvalho,José Carlos Almeida
Efeitos renais e cardiovasculares da infusão de dopamina e da solução de cloreto de sódio a 7,5%: estudo experimental em cães com restrição hídrica
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: É controvertido o uso da infusão de dopamina na proteção renal. O objetivo desta pesquisa foi estudar o efeito da dopamina, da solução hipertônica e da associação de ambas em cães com restrição hídrica, simulando o jejum pré-operatório. MÉTODO: Foram estudados, em 32 cães anestesiados com tiopental sódico e fentanil, os seguintes parâmetros da função renal: fluxo plasmático efetivo renal (depuração de para-aminohipurato de sódio), ritmo de filtração glomerular (depuração de creatinina) e as depurações de sódio, de potássio e osmolar, excreção fracionária de sódio e potássio, excreção de sódio e potássio e a resistência vascular renal. Os parâmetros cardiovasculares foram: pressão arterial média, freqüência cardíaca, pressão da veia cava inferior, índice cardíaco, hematócrito e índice de resistência vascular periférica. Os animais foram subdivididos, através de sorteio, em 4 grupos experimentais: Grupo 1 - G1 (n = 8) - grupo controle; Grupo 2 - G2 (n = 8) infusão de dopamina (2 µg.kg-1.min-1), Grupo 3 - G3 (n = 8) solução de cloreto de sódio a 7,5% (2 ml.kg-1) e Grupo 4 - G4 (n = 8) - associação de dopamina (2 µg.kg-1.min-1) e cloreto de sódio a 7,5% (2 ml.kg-1). Os grupos tiveram quatro fases experimentais e cada momento com duração de 30 minutos, compreendendo os momentos M1, M2, M3 e M4. RESULTADOS: O grupo da dopamina (G2) apresentou diminuição da pressão arterial média, da resistência vascular renal e da excreção de potássio. O grupo da solução hipertônica de cloreto de sódio (G3) apresentou aumento do índice cardíaco, do volume urinário, da depuração de sódio e de potássio, da excreção urinária de sódio e potássio e da excreção fracionária de sódio. No grupo da solução hipertônica de cloreto de sódio associada à dopamina (G4), ocorreu elevação da freqüência cardíaca, do índice cardíaco, do fluxo plasmático efetivo renal e da excreção urinária de sódio; ocorreu também diminuição do índice de resistência vascular sistêmica e do potássio plasmático. CONCLUSÕES: Deste estudo conclui-se que a solução hipertônica de cloreto de sódio foi capaz de melhorar as condições hemodinâmicas e, conseqüentemente, a função renal de cães sob restrição hídrica de 12 horas. O mesmo não aconteceu com a infusão de 2 µg.kg-1.min-1 de dopamina que, em situação similar, não causou aumento da diurese e da excreção de sódio.
2003
Verderese,Marisa Aparecida Lima Vianna,Pedro Thadeu Galvão Ganem,Eliana Marisa Vane,Luiz Antonio
Efeitos da clonidina nas respostas cardiovasculares ao pinçamento aórtico infra-renal: estudo experimental no cão
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O pinçamento aórtico infra-renal pode determinar alterações cardiovasculares. A clonidina, um alfa2-agonista, determina bradicardia e diminuição da pressão arterial. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos da clonidina sobre a função cardiovascular, em cães submetidos a pinçamento aórtico infra-renal. MÉTODO: O estudo aleatório foi realizado em 16 cães, distribuídos em dois grupos: G Controle - sem a utilização de clonidina e G Clon - clonidina, na dose inicial de 5 µg.kg-1, por via venosa, imediatamente antes do pinçamento aórtico infra-renal, seguido de 2 µg.min-1.m² até o final do estudo. Em todos os animais foi realizada ligadura infra-renal da aorta, por 45 minutos. Os atributos hemodinâmicos foram estudados nos momentos C (controle), após 10 (Ao10) e 25 (Ao25) minutos do pinçamento aórtico, e após 10 (DAo10) e 25 (DAo25) minutos do despinçamento aórtico. RESULTADOS: Durante o pinçamento aórtico, houve diferença significante entre os grupos, em relação à freqüência cardíaca, pressão arterial média e índice cardíaco (G Controle > G Clon). Após o despinçamento aórtico houve diferença significante entre os grupos, em relação à freqüência cardíaca (G Controle > G Clon) e pressões do átrio direito e da artéria pulmonar ocluída (G Clon > G Controle). Durante o pinçamento aórtico, houve nos dois grupos, aumento significante das pressões de átrio direito e artéria pulmonar ocluída, dos índices sistólico e do trabalho sistólico do ventrículo esquerdo, e diminuição do índice de resistência vascular pulmonar. No grupo controle houve aumento significante das pressões arterial média e da artéria pulmonar, e dos índices cardíaco e do trabalho sistólico do ventrículo direito. No grupo clonidina, houve diminuição significante da freqüência cardíaca. Após o despinçamento aórtico, houve nos dois grupos: diminuição significante da freqüência cardíaca e pressão arterial média, enquanto os valores das pressões do átrio direito e índice sistólico continuaram elevados. No grupo controle, os valores do índice de trabalho sistólico do ventrículo direito continuaram elevados enquanto os valores do índice cardíaco retornaram a valores próximos aos do controle. No grupo clonidina, os valores das pressões do átrio direito e da artéria pulmonar ocluída, e o índice sistólico, continuaram significantemente elevados. CONCLUSÕES: No cão, nas condições experimentais empregadas, a administração venosa contínua de clonidina atenua as respostas cardiovasculares decorrentes do pinçamento aórtico infra-renal.
2003
Achôa,Renato Viccário Vane,Luiz Antonio Braz,José Reinaldo Cerqueira
Comportamento hemodinâmico e metabólico do choque hemorrágico: estudo experimental no cão
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Diversos modelos experimentais têm sido utilizados para ilustrar as alterações hemodinâmicas e metabólicas que ocorrem durante o choque hemorrágico. O objetivo da pesquisa é o de observar os comportamentos hemodinâmicos e metabólicos que acontecem em um modelo seqüencial e progressivo de choque hemorrágico no cão, verificando quais índices alteram-se mais precocemente. MÉTODO: O estudo foi realizado em 13 cães sob anestesia venosa total com pentobarbital sódico, em normoventilação e previamente esplenectomizados. Os animais não foram hidratados e a velocidade do sangramento foi ditada pela pressão arterial em que o animal se encontrava. Os atributos estudados foram divididos em hemodinâmicos (freqüência cardíaca - FC, pressão arterial média - PAM, índice de resistência vascular sistêmica - IRVS, índice sistólico - IS, índice cardíaco - IC, índice de choque - I.choque, índice de trabalho sistólico do ventrículo esquerdo - ITSVE, pressão capilar pulmonar - PCP, pressão venosa central - PVC) e metabólicos (saturação venosa mista - SvO2, pressão venosa de oxigênio - PvO2, transporte de oxigênio - DO2, consumo de oxigênio - VO2, extração de oxigênio - TEO2, lactato sérico). A coleta de dados e os atributos foram estudados em 6 momentos distintos, sendo M1, o momento controle e os outros momentos correspondentes a decréscimos gradativos de 10% da volemia calculada para cada animal. RESULTADOS: A hemorragia determinou diminuição significativa da FC somente em M6; queda da PAM, IC, IS e ITSVE a cada momento estudado; discreta alteração da PVC e PCP em cada momento; diminuição da PvO2 e da SvO2 nos momentos estudados; redução do DO2, estabilização do VO2 e elevação da TEO2 nos momentos; o índice de choque apresentou elevação até M3, diminuição em M4 e nova elevação até M6; o IRVS elevou-se até M6, ficou inalterado em M5 e apresentou diminuição significativa em M6; o lactato apresentou elevações a partir de M5 e M6. CONCLUSÕES: Considerou-se que a pressão arterial média, freqüência cardíaca, pressão venosa central e pressão capilar pulmonar não refletem o real estado volêmico dos cães no nosso modelo experimental e que o transporte, consumo e a taxa de extração de oxigênio são parâmetros úteis na determinação da reversibilidade e prognóstico do choque hemorrágico.
2003
Meletti,José Fernando Amaral Módolo,Norma Sueli Pinheiro
Tampão sangüíneo peridural em pacientes testemunhas de Jeová: relato de dois casos
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Existem relatos do emprego do tampão sangüíneo peridural em pacientes Testemunhas de Jeová, utilizando-se um sistema fechado que permite a colheita do sangue e a injeção no espaço peridural, sem perda da continuidade. O objetivo deste relato é apresentar dois casos de pacientes Testemunhas de Jeová que apresentaram cefaléia após anestesia subaracnóidea e que foram tratados com tampão sangüíneo peridural com um sistema fechado de transfusão do sangue venoso para o espaço peridural. Os casos ocorreram em hospitais de duas cidades diferentes. RELATO DOS CASOS: Um paciente do sexo masculino, com 21 anos, e uma paciente do sexo feminino, com 32 anos, apresentaram cefaléia pós-raquianestesia para cirurgia ambulatorial. Como os pacientes eram Testemunhas de Jeová, o tampão sangüíneo foi realizado com um sistema fechado. O sistema foi preparado em condições estéreis, utilizando-se os seguintes materiais: dois equipos de soro cortados em segmentos de 60 cm, uma conexão de duas vias, uma torneira de três vias e uma seringa de 20 ml. O sistema foi montado de modo a permitir uma conexão com a agulha da venopunção (20G), uma conexão à torneira de três vias, sendo que às outras duas vias foram conectados uma seringa de 20 ml e o outro segmento do equipo de soro, que seria conectado à agulha de peridural. Com os pacientes posicionados em decúbito lateral esquerdo foi feita a anti-sepsia da região lombar e do membro superior direito na região escolhida para a venopunção. Inicialmente foi feita punção peridural no espaço L2-L3, com agulha 17G, sendo que a mesma foi mantida fixa e o equipo de soro a ela conectado. A seguir foi feita venopunção com a agulha conectada à outra extremidade do equipo de soro com o direcionamento da torneira de três vias no sentido da veia para a seringa. Foram aspirados 15 ml de sangue. Com o redirecionamento da torneira no sentido da seringa para a agulha de peridural foram injetados os 15 ml de sangue. CONCLUSÕES: Em pacientes Testemunhas de Jeová, refratários ao tratamento clínico, a injeção de sangue autólogo poderá ser feita com a técnica apresentada, após a devida informação ao paciente e o seu consentimento.
2003
Silva,Luciano de Andrade Carli,Daniel de Cangiani,Luiz Marciano Gonçalves Filho,José Bonifácio Mendes Silva,Iara Ferreira da
Duas novas espécies de Sporobolus R. Br. (Poaceae - Chloridoideae) do Brasil, relacionadas com S. ciliatus Presl
Duas novas espécies de Sporobolus R. Br. são descritas para o Brasil, S. metallicolus e S. multiramosus, a primeira distribuída desde o Brasil centro-oeste até o Estado do paraná, e a segunda só conhecida até o momento, do norte do Brasil (Pará). Devido ao seu pequeno porte e à inflorescência linear e contraída, ambas espécies são próximas de S. ciliatus Presl. Esta relação é discutida no presente trabalho.
1993
Longhi-Wagner,Hilda Maria Boechat,Sonja de Castro
Número cromossômico em espécies brasileiras de Adesmia DC. (Leguminosae-Faboideae)
Foram determinados números cromossômicos para 11 espécies de Adesmia ocorrentes na região sul do Brasil. As preparações citológicas foram obtidas mediante o esmagamento de células de pontas de raízes pela técnica da orceína acética. O número cromossômico para todas as espécies estudadas foi 2n=20, excetuando-se A. incana var. incana, com 2n=ca.40. Os dados são inéditos para nove espécies e para as demais há concordância com a literatura. Sugere-se o número básico x=10 para o gênero. Até o momento somente quatro espécies foram citadas como poliplóides.
1994
Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia Forni-Martins,Eliana Regina
Novas combinações, novas ocorrências e notas sobre espécies pouco conhecidas, para as orquídeas do Brasil
Duas novas combinações são propostas para orquídeas brasileiras: Cyrtopodium polyphyllum (Veil.) Pabst ex F. Barros e Pseudolaelia canaanensis (Ruschi) F. Barros. Maxillciria perpai-va Garay & Dunsterv. é citada pela primeira vez para o Brasil. São apresentadas ilustrações de Maxillaria friedrichsthalii Rchb. f. e Platystele ovalifolia (Focke) Garay & Dunsterv., duas espécies coletadas raramente no Brasil.
1994
Barros,Fábio de