RCAAP Repository

Caracterização anatômica foliar para 14 espécies de Xyris L. (Xyridaceae) da Serra do Cipó, MG, Brasil

As folhas de X. anamariae, X. archeri, X. hymenachne, X. melanopoda, X. minarum, X. obcordata, X. paraensis, X. pilosa, X. platystachia, X. pterygoblephara, X. savanensis, X. spinulosa, X. tortilis e X. tortula, foram preparadas segundo técnicas usuais para estudos anatômicos. A análise comparativa, da região basal desses órgãos, mostrou diferenças na estrutura da epiderme, na organização do mesofilo e no número e grau de agrupamento dos feixes vasculares, dependendo da espécie considerada. Esses aspectos foram utilizados na caracterização de cada representante estudado e, analisados em conjunto para indicar formas diferentes de especialização foliar, relacionadas à deficiência hídrica.

Year

1995

Creators

Sajo,Maria das Graças Wanderley,Maria das Graças Lapa Carvalho,Luciana Marques de

Efeitos de meios de cultura na formação de calos a partir de anteras de aspargo (Asparagus officinalis L.)

Técnicas auxiliares, como a cultura de anteras, possibilitam melhor eficiência na obtenção de novos genótipos de aspargo. Neste trabalho, foram utilizadas anteras contendo grãos de pólen, no estágio uninucleado, dos híbridos 56x22-8 e 47x22-8, em meio MS, semi-sólido e líquido, com diferentes concentrações de reguladores de crescimento: meio A - 0,5 mg/l BAP + 0,1 mg/l ANA + 0,5 mg/l 2,4-D + 20 g/l sacarose + 20 g/l glicose; meio B - 0,5 mg/l 2,4-D + 30 g/l sacarose; meio C - 3,0 mg/l ANA + 0,5 mg/l Kin + 30 g/l sacarose e meio D - 2,0 mg/l ANA + 0,5 mg/l Kin + 30 g/l sacarose. A formação de calos variou com o genótipo e o meio. Os meios líquidos apresentaram melhor eficiência na indução de calos do que os meios semi-sólidos. Para o híbrido 56x22-8 os melhores meios foram o A2 (líquido) com 80,5% de indução de calos e dentre os meios semi-sólidos, o meio D1 com 41,6% de calos formados. Para o híbrido 47x22-8, o mais eficiente foi o meio D2 (líquido), com 68,1% de calos formados e, dentre os meios semi-sólidos, o D2, com 15,2%. Não ocorreram diferenças significativas, estatisticamente, entre os meios líquidos nem entre os meios semi-sólidos.

Year

1995

Creators

Bobrowski,Vera Lúcia Peters,José Antônio Augustin,Eliane Viégas,Judith

Artéria femoral profunda: uma opção como origem de fluxo para derivações infrageniculares

CONTEXTO: Na isquemia crítica, a artéria femoral profunda pode tornar-se a opção mais distal como origem de fluxo para derivações distais em casos de oclusão da origem da artéria femoral superficial associada a prega inguinal hostil. OBJETIVO:Avaliar, retrospectivamente, a artéria femoral profunda como doadora de fluxo para derivações infrageniculares. MÉTODOS: De 2000 a 2005, 129 derivações infrageniculares apresentaram anastomose proximal nas artérias femorais, comum (40), superficial (72) e profunda (17). O presente estudo teve como foco a artéria femoral profunda, e suas indicações foram: prega inguinal hostil (seis casos), limite da extensão do substituto (seis casos) e ambos os fatores (outros cinco casos). Foram abordadas a primeira e a segunda porção em 12 casos e a terceira porção em cinco casos. As cirurgias foram secundárias em 47% dos casos, e os substitutos utilizados foram veias do membro superior em 11 casos, safena interna em cinco e safena externa em um caso. RESULTADOS: No total dos enxertos (129), as estimativas de perviedade primária e salvamento do membro foram: 68,0% e 84,7%, respectivamente, com erro padrão (EP) aceitável (0,1) em 36 meses. Quando o grupo foi estratificado, as artérias femorais comum, superficial e profunda apresentaram resultados comparáveis de perviedade primária (63,3, 70,2 e 64,7%; p = 0,63) e salvamento do membro (83,1, 82,4 e 92,3%; p = 0,78). A perviedade dos enxertos com origem nas porções proximal e distal da artéria femoral profunda, bem como das cirurgias primárias e secundárias, foram comparáveis, sem diferença estatística significante (p = 0,89 e p = 0,77, respectivamente). CONCLUSÃO: A artéria femoral profunda mostrou ser acessível e efetiva como origem de fluxo de enxertos infrageniculares, com resultados satisfatórios de perviedade e salvamento do membro.

Year

2008

Creators

Brochado Neto,Francisco Cardoso Casella,Ivan Benaduce Matielo,Marcelo Fernando Simões,Tulia Brasil Ricartte,Arnaldo Rolim Lacerda,Ricardo Bergamo,Luiz Carlos Sacilotto,Roberto

Avaliação da maturação das fístulas arteriovenosas para hemodiálise pelo eco-Doppler colorido

CONTEXTO: Quando se confecciona uma fístula arteriovenosa para hemodiálise (FAVH) autógena, é necessário que se aguarde a dilatação da veia em questão e o desenvolvimento de volume de fluxo mínimo, fenômeno chamado de maturação. Ainda hoje se discute qual o tempo necessário para ocorrer essa maturação. OBJETIVO: Avaliar a maturação de FAVH utilizando-se critérios ecográficos. MÉTODO: Entre maio de 2004 e 2005, 40 pacientes foram selecionados prospectivamente, sendo 23 homens (57,5%), com média de idade de 17,5±51,3 anos, com indicação de confecção de uma FAVH. Utilizou-se o aparelho Logic III® com transdutor de 10 MHz para a avaliação no pré-operatório e nos 7º, 14º, 21º e 28º dias de pós-operatório. Os critérios para a maturação após a cirurgia foram: veia com diâmetro médio maior que 4 mm e volume de fluxo maior que 400 mL/min. RESULTADOS: O diâmetro médio pré-operatório foi de 3,24±1,43 e 3,71±1,37 mm para fístulas de punho e de cotovelo, respectivamente. O diâmetro final foi de 5,01±0,87 mm para as FAVH de punho (p = 0,006) e de 6,15±1,16 mm para as FAVH de cotovelo (p = 0,95). O volume de fluxo no 7º dia pós-operatório foi de 493,63±257,49 mL/min e 976,33±332,90 mL/min para as FAVH de punho e cotovelo, respectivamente. Ao final do estudo, foi calculado o valor de 556,81±288,42 mL/min nas FAVH de punho (p < 0,05) e de 1031,62±614,812 mL/min nas FAVH de cotovelo. Baseados nos dois critérios, a maturação ocorreu em 57,1% das fístulas de punho e em 100% das fístulas de cotovelo após a 1ª semana. Após 4 semanas, 67,9% das fístulas de punho e 100% das fístulas de cotovelo apresentaram maturação. CONCLUSÃO: A maioria das FAVH de cotovelo apresentou diâmetro e fluxo adequados para punção logo após a 1ª semana de pós-operatório. Para as FAVH de punho, houve melhora progressiva dos padrões de maturação com o passar das semanas, sugerindo que essas FAVH devem ser puncionadas preferencialmente após a 4ª semana de pós-operatório.

Year

2008

Creators

Toregeani,Jeferson Freitas Kimura,Claudio Jundi Rocha,Antonio S. Trigo Volpiani,Giuliano Giova Bortoncello,Ângela Shirasu,Keity Peres,Luiz A.

Fatores de morbimortalidade na cirurgia eletiva do aneurisma da aorta abdominal infra-renal: experiência de 134 casos

CONTEXTO: O tratamento cirúrgico convencional do aneurisma da aorta abdominal (AAA) infra-renal pode resultar em complicações graves. A fim de otimizar os resultados na evolução do tratamento, é importante que sejam identificados os pacientes predispostos a determinadas complicações e instituídas condutas preventivas. OBJETIVOS: Avaliar a taxa de mortalidade operatória precoce, analisar as complicações pós-operatórias e identificar os fatores de risco relacionados com a morbimortalidade. MÉTODO: Foram analisados 134 pacientes com AAA infra-renal submetidos a correção cirúrgica eletiva no período de fevereiro de 2001 a dezembro de 2005. RESULTADOS: A taxa de mortalidade foi de 5,2%, sendo secundária principalmente a infarto agudo de miocárdio (IAM) e isquemia mesentérica. As complicações cardíacas foram as mais freqüentes, seguidas das pulmonares e renais. A presença de diabetes melito (DM), insuficiência cardíaca congestiva (ICC), insuficiência coronariana (ICO) e cintilografia miocárdica positiva para isquemia estiveram associadas às complicações cardíacas. A idade avançada, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e a capacidade vital forçada reduzida aumentaram os riscos de atelectasia e pneumonia. História de nefropatia, tempo de pinçamento aórtico prolongado e níveis de uréia elevados aumentaram os riscos de insuficiência respiratória aguda (IRA). A isquemia dos membros inferiores esteve associada ao tabagismo e à idade avançada, e a maior taxa de mortalidade, à presença de coronariopatia, tempos prolongados de pinçamento aórtico e de cirurgia. CONCLUSÃO: A taxa de morbimortalidade esteve compatível com a literatura nacional e internacional, sendo secundária às complicações cardíacas, respiratórias e renais. Os fatores de risco identificados no pré e transoperatório estiveram relacionados com essas complicações.

Year

2008

Creators

Carvalho,Aquiles Tadashi Ywata de Santos,Vanessa Prado dos Razuk Filho,Álvaro Karakhaian,Walter Guedes Neto,Henrique Jorge Castelli Jr.,Valter Caffaro,Roberto Augusto

Influência do turno laboral na formação de edema dos membros inferiores em indivíduos normais

CONTEXTO: A presença de edema vespertino nos membros inferiores de indivíduos normais, após jornada habitual de trabalho, foi demonstrada na literatura nacional e internacional. O ritmo de formação e o acúmulo desse edema variam de acordo com os distintos turnos laborais. OBJETIVO: O edema de membros inferiores tem sido descrito após jornadas habituais de trabalho e representa uma queixa freqüente na prática vascular. O objetivo deste estudo foi avaliar a evolução do edema em indivíduos normais durante os distintos turnos laborais. MÉTODO: Foram feitas avaliações volumétricas de ambos os membros inferiores em 20 profissionais da área da saúde do Hospital e Maternidade São Marcos de Maringá, no Paraná. A escolha dos participantes foi por ordem de chegada, e as volumetrias foram feitas por técnica de deslocamento de água às 7, 13 e 19 h. Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student, considerando erro alfa de 5%. RESULTADO: Dos 20 participantes, 19 eram do sexo feminino e 1 do masculino, sem evidência de doença venosa nos membros inferiores e pertencentes a C0 e C1 da classificação CEAP (C = clínica, E = etiologia, A = segmento anatômico, P = fisiopatologia). As idades dos participantes variaram entre 20 e 53 anos. Detectou-se aumento significativo de volume nos membros inferiores entre os distintos períodos avaliados, com p = 0,0001 e 0,0001, respectivamente. A maior variação ocorreu no período da manhã, com média ± desvio padrão de 107,2±63,5 mL, enquanto que à tarde, a variação foi de 44,5±35,4 mL. CONCLUSÃO: O edema é uma constante durante atividades laborais, mesmo em pessoas sem doença venosa manifesta e sofre influência do turno laboral ao qual o trabalhador se encontra exposto.

Year

2008

Creators

Belczak,Cleusa Ema Quilici Godoy,José Maria Pereira de Ramos,Rubiana Neves Oliveira,Márcia Aparecida de Belczak,Sergio Quilici Caffaro,Roberto Augusto

Curva de aprendizado em cirurgia aórtica videolaparoscópica: estudo experimental em porcos

CONTEXTO: A cirurgia videolaparoscópica (CVL) vem evoluindo como alternativa cirúrgica menos invasiva para o tratamento da doença aterosclerótica oclusiva aorto-ilíaca e do aneurisma da aorta abdominal. Poucos estudos avaliaram objetivamente a curva de aprendizado com essa técnica em cirurgia vascular. OBJETIVO: Avaliar objetivamente os tempos e a evolução de cada passo cirúrgico e demonstrar a exeqüibilidade dessa técnica. MÉTODOS: Entre outubro 2007 e janeiro de 2008, dois cirurgiões vasculares iniciantes na CVL operaram, após cursos e treinamentos, seis porcos consecutivos, com dissecção aórtica e interposição de um enxerto de dácron em um segmento da aorta infra-renal abdominal, com técnica totalmente laparoscópica. RESULTADOS: Todos os tempos cirúrgicos foram decrescentes ao longo do estudo, apresentando redução de 45,9% no tempo total de cirurgia, 85,8% no tempo de dissecção da aorta, 81,2% na exposição da aorta, 55,1% no clampeamento total, 71% na confecção da anastomose proximal e 64,9% na anastomose distal. CONCLUSÃO: O presente estudo mostrou que os resultados técnicos satisfatórios da CVL vascular ocorreram somente após longa curva de aprendizado, que foi decrescente ao longo do tempo, à medida que aumentou a experiência e vivência com os materiais e com a visão não-estereoscópica. Essa técnica pode ser realizada com perfeição por cirurgiões vasculares desde que façam cursos especializados, com treinamento em simuladores e animais, e desde que busquem constante aprimoramento a fim de conseguir resultados similares aos obtidos com a cirurgia convencional.

Year

2008

Creators

Yoshida,Ricardo de Alvarenga Yoshida,Winston Bonetti Rollo,Hamilton de Almeida Kolvenbach,Ralf Lorena,Sílvia Elaine Rodolfo de Sá

Prevalência de resistência bacteriana nas infecções de ferida operatória em cirurgia arterial periférica

CONTEXTO: A infecção de sítio cirúrgico é uma complicação grave da cirurgia vascular periférica. O recente aparecimento de microorganismos resistentes e agressivos gera uma nova preocupação com relação ao manejo dessas infecções. OBJETIVO: Verificar a prevalência de resistência bacteriana, a epidemiologia, os possíveis fatores associados e o padrão de resistência nas infecções de ferida operatória das cirurgias arteriais periféricas. MÉTODOS: Estudo de prevalência, envolvendo 40 pacientes portadores de infecção da ferida operatória e submetidos à cirurgia de revascularização arterial periférica no período de janeiro de 2007 a maio de 2008. RESULTADOS: Participaram do estudo pacientes com média de idade de 64,2 anos, predominantemente do sexo masculino (70%). A prevalência geral de resistência bacteriana foi 72,5%, e de multirresistência, 60%. O microorganismo mais freqüentemente isolado foi o Staphylococcus aureus (40%), sendo 11 das 16 culturas (68,7%) resistentes à oxacilina. As taxas de resistência aos principais antimicrobianos testados foram: ampicilina, 85,7%; cefalosporina, 76,9%; oxacilina, 65%; e ciprofloxacina, 62,5%. Não foi identificada resistência à vancomicina e ao imipenem. CONCLUSÕES: Os achados deste estudo sugerem que a resistência bacteriana é um problema atual e muito prevalente nas cirurgias arteriais periféricas. O Staphylococcus aureus segue sendo o principal patógeno envolvido, demonstrando altas taxas de resistência. A vancomicina e o imipenem seguem sendo as principais opções terapêuticas para esse tipo de infecção.

Year

2008

Creators

Lichtenfels,Eduardo Frankini,Airton D. Paludo,Jonas d'Azevedo,Pedro A.

Current status of infrapopliteal artery stenting in patients with critical limb ischemia

Due to the fear that early thrombosis and late luminal loss resulting from intimal hyperplasia might impede sustained patency of small-caliber arteries, such as those of the infrapopliteal bed, stent implantation in below-knee vessels remains controversial and is generally reserved for cases with a suboptimal outcome after percutaneous transluminal angioplasty (i.e. > 50% residual stenosis, flow-limiting dissection). Although evidence starts to build, favoring the use of stenting in the tibial area, results of well-conducted randomized controlled trials have to be awaited to change this strategy. Because of diameter similarities with coronary arteries, the first stents applied in the infrapopliteal vessels were all coronary devices. Once the feasibility of the stenting approach with these coronary products was shown, device manufacturers started to develop a dedicated infrapopliteal product range. To date, a broad spectrum of stent types has been used and investigated for the given indication. This article overviews the available literature and results of different balloon-expandable (bare metal, passive coated, drug eluting), self-expanding and absorbable stent types available for below-the-knee application and gives recommendations for future device technology advancements.

Year

2008

Creators

Bosiers,Marc Deloose,Koen Moreialvar,Rodrigo Verbist,Jurgen Peeters,Patrick

Linfangiogênese e genética dos linfedemas: revisão da literatura

O estudo do genoma humano propiciou recentes descobertas de genes e de complexos mecanismos de controle da linfangiogênese. Neste artigo esses conhecimentos são revistos, com suas implicações na embriogênese e desenvolvimento do sistema linfático e na etiopatogenia de diferentes formas e síndromes de linfedema hereditário. Algumas doenças linfáticas de transmissão genética e síndromes de aneuploidia são descritas nas suas características genotípicas e fenotípicas. Os avanços na compreensão do crescimento e desenvolvimento dos vasos linfáticos devem trazer novas alternativas terapêuticas nas linfangiodisplasias e no controle da disseminação linfática dos tumores.

Aneurisma de veia poplítea: relato de caso e revisão de literatura

Os aneurismas venosos são entidades raras, porém com potencialidade de causar complicações tromboembólicas. Na maioria das vezes, são encontrados incidentalmente, como achados de exame físico ou de imagem. Os aneurismas sintomáticos de veia poplítea são obrigatoriamente tratados por reparo cirúrgico, devido ao alto risco de recorrência de embolia pulmonar. A técnica mais utilizada é a aneurismectomia tangencial com venorrafia lateral. Na impossibilidade de se empregar essa técnica, faz-se a ressecção com reconstrução venosa. Os autores relatam o caso de uma paciente com aneurisma de veia poplítea, cujo diâmetro era de 47 mm, submetido a aneurismectomia tangencial e venorrafia lateral, com sucesso.

Year

2008

Creators

Thomazinho,Fernando Diniz,Jose Antonio Morselli El Hosni Junior,Ramzi Abdallah Diniz,Carlos Alberto Morselli Perozin,Igor Schincariol

Arterialização do arco venoso do pé para tratamento da tromboangeíte obliterante

Em isquemia crítica sem leito arterial distal, um dos modos de irrigar o membro isquêmico é derivar o fluxo de maneira retrógrada através do sistema venoso. As primeiras tentativas de fístulas arteriovenosas terapêuticas datam do início do século passado. Realizadas na parte proximal dos membros inferiores, não obtiveram resultados favoráveis. A partir da década de 70, com os trabalhos pioneiros de Lengua, as fístulas passaram a ser estendidas até o pé, e os bons resultados apareceram em várias publicações. Os autores relatam a evolução de um caso de tromboangeíte obliterante submetida ao procedimento. Essa é uma cirurgia de indicação precisa, que requer estudo pré-operatório arterial e venoso e observância a detalhes de técnica operatória.

Year

2008

Creators

Busato,Cesar Roberto Utrabo,Carlos Alberto Lima Gomes,Ricardo Zanetti Housome,Joel Kengi Hoeldtke,Eliziane Pinto,Cristiano Teixeira Brandão,Rafael Ignácio Busato,Cintia Doná

Hypoplastic posterior tibial artery and the enlarged peroneal artery supplying the posterior crural region: a rare variation

Arterial variations of distal parts of lower extremities are well-documented and can be demonstrated with the help of Doppler ultrasound or by arteriography. However, absence or variation of posterior tibial artery is considered a rare finding. We present a case of hypoplastic posterior tibial artery that terminated by supplying soleus muscle. The variant arterial supply to the sole was provided by the enlarged peroneal artery that continued as the lateral plantar artery. The awareness of these variations is important to vascular surgeons while performing arterial reconstructions in femorodistal bypass graft procedures, and also to orthopedists during surgical clubfoot release.

Year

2008

Creators

Jiji,P. J. D'Costa,Sujatha Nayak,Soubhagya R. Prabhu,Latha V. Pai,Mangala M. Vadgaonkar,Rajanigandha Rai,Rajalakshmi Sugavasi,Raju

Anatomical variation of obturator vessels and its practical risk: a case report from an anatomic study

Obturator artery is frequently a branch of anterior division of the internal iliac artery. It has drawn attention of pelvic surgeons, anatomists and radiologists because of the high frequency of variations in its course and origin. The obturator vein is usually described as a tributary of the internal iliac vein. During routine dissection classes to undergraduate medical students we have observed obturator artery arising from external iliac artery, obturator vein draining into external iliac vein, communicating vein between obturator vein and external iliac vein and inferior epigastric artery arising from the obturator artery. The anomalous obturator vessels and inferior epigastric artery in the present case may be in a dangerous situation in pelvic surgeries that require dissection or suturing along the pelvic rim. Developmental reasons and clinical significances of the variations are discussed.

Year

2008

Creators

Nagabhooshana,Somayaji Vollala,Venkata Ramana Rodrigues,Vincent Bhat,Seetharama Pamidi,Narendra Lobo,Stany Wilfred

Endovascular treatment of a triple paraanastomotic aneurysm after aortobiiliac reconstruction

We report a case of a 72-year-old patient considered unfit for open surgery, presenting with paraanastomotic aneurysms of all three anastomoses, 13 years after an open aortobiiliac reconstruction for abdominal aortic aneurysm. This patient was successfully treated with an endovascular approach using a left aortouniiliac endograft and a right iliac tubular endograft, followed by crossover femorofemoral bypass. This report illustrates the usefulness of a minimally invasive approach for solving this complication of aortic open surgery and discusses technical issues related to endovascular devices in this particular setting.

Year

2008

Creators

Amato,Alexandre Campos Moraes Kahlberg,Andrea Bertoglio,Luca Melissano,Germano Chiesa,Roberto

Experiência preliminar com novo filtro de veia cava: resultados de 15 implantes

Este estudo apresenta resultados preliminares obtidos com um novo filtro permanente de veia cava, baseado no desenho de Greenfield, com três hastes prolongadas de um total de seis, para dar estabilidade central ao filtro na luz da veia cava. Neste artigo, relatamos sua avaliação clínica preliminar quanto à aplicabilidade, eficácia e segurança. De agosto de 2004 a dezembro de 2006, 15 filtros foram implantados em nove homens e seis mulheres, com idades variando de 38 a 79 anos (média de 57,8 anos). O acesso foi feito sempre por via transjugular. As indicações foram: trombose venosa proximal, com contra-indicação de anticoagulação em 12 pacientes; complicações hemorrágicas com anticoagulação em dois pacientes; e embolia pulmonar, apesar de anticoagulação adequada, em um paciente. Os filtros foram avaliados quanto à liberação, inclinação, mau posicionamento e perfuração de cava. No seguimento, avaliou-se trombose no local de acesso, tromboembolismo venoso recorrente, migração do filtro e trombose de cava pelo ultra-som. Nenhum paciente recebeu anticoagulantes no seguimento. O filtro foi liberado com sucesso em todos os casos sem mau posicionamento, inclinação, perfuração ou trombose de acesso. Os pacientes foram seguidos entre 3 e 23 meses (média de 11 meses). Nenhum paciente teve recorrência de tromboembolismo venoso. Não houve casos de trombose de veia cava ou migração do filtro. Óbito ocorreu em sete casos, todos relacionados com a moléstia de base. Os resultados preliminares indicam potencial eficácia e segurança do uso do novo filtro no período estudado.

Year

2008

Creators

Yoshida,Winston B. Rollo,Hamilton A. Giannini,Mariângela Sobreira,Marcone L. Moura,Regina

Publicações indexadas geradas a partir de resumos de congressos de angiologia e cirurgia vascular no Brasil

CONTEXTO: Grande parte da produção científica apresentada em congressos não é publicada. Mesmo nos países do primeiro mundo, os números demonstram que essa perda é expressiva. OBJETIVO: Dimensionar o número de artigos publicados e indexados em bases de dados nacionais e internacionais, a partir dos títulos e autores de temas livres ou painéis dos congressos brasileiros de cirurgia vascular de 2001 e 2003. MÉTODOS: Foram pesquisados os 541 e 567 resumos apresentados, respectivamente, no XXXIV Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular, em 2001 e no XXXV Congresso de Angiologia e Cirurgia Vascular, em 2003. Foi realizada pesquisa computadorizada através dos seguintes instrumentos de busca: Scirus, Bireme, LILACS, SciELO, MEDLINE-PubMed e Biblioteca Cochrane, Google Acadêmico e índices remissivos e onomásticos do Jornal Vascular Brasileiro. Os artigos foram classificados em internacionais ou nacionais e em completos ou modificados. RESULTADOS: Foram encontrados 21 (3,89%) e 49 (8,64%) artigos publicados, a partir dos congressos de 2001 e 2003, respectivamente. A média de publicação dos dois congressos foi de 6,32%. CONCLUSÕES: Os números revelados nessa amostra revelam o quanto a publicação das pesquisas no Brasil é relegada a segundo plano. Muitos trabalhos deixam de ser publicados pela falta de prioridade e tradição em escrever, falta de tempo, empenho e de incentivo.

Year

2008

Creators

Yoshida,Winston Bonetti Holmo,Nicole França Corregliano,Gabriela Tieme Baldon,Karina Marcellino Silva,Núbia de Souza e

Perviedade e complicações no seguimento de cateteres venosos totalmente implantáveis para quimioterapia

CONTEXTO: A disponibilidade de acesso venoso nos pacientes que recebem cursos prolongados de terapia citotóxica é de grande importância para o sucesso do tratamento. Os cateteres totalmente implantáveis vêm sendo cada vez mais utilizados para a referida terapia, proporcionando melhoria na qualidade de vida dos doentes. OBJETIVO: Avaliar a perviedade e complicações dos cateteres venosos totalmente implantáveis instalados nos pacientes oncológicos. MÉTODOS: Estudo longitudinal retrospectivo com 74 pacientes submetidos a colocação de cateter totalmente implantável de janeiro de 2004 a fevereiro de 2007. RESULTADOS: Foram inseridos cateteres venosos totalmente implantáveis em 74 pacientes com idade média 48,9 anos, predominando o sexo feminino. As neoplasias mais prevalentes foram mama (40,5%), cólon (20,8%) e linfoma (18,9%). Houve predomínio do acesso venoso pela via cervical (74,3%), com utilização da veia jugular interna em 45,9% dos casos. Somente 13,5% dos acessos ocorreram por punção da veia subclávia. A duração média de uso dos cateteres foi de 335,33 dias. Trinta e seis doentes (48,6%) mantiveram-se com o cateter após o término da quimioterapia. Sessenta e sete doentes (90,5%) não apresentaram complicações. Entre as complicações precoces, houve um (1,4%) pneumotórax e um (1,4%) hematoma na loja de implantação. Entre as complicações tardias, ocorreram cinco (6,7%) infecções. Foram retirados 10 (13,5%) cateteres, cinco devido às complicações e cinco por término do tratamento. Houve 11 (14,9%) óbitos de pacientes em decorrência do câncer, com o cateter funcionante. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos demonstram baixa taxa de complicações, confirmando a segurança e conveniência do uso dos acessos totalmente implantáveis em paciente em regime de quimioterapia.

Year

2008

Creators

Miranda,Robson Barbosa de Lopes,Jocefábia Reika Alves Cavalcante,Rafael Noronha Kafejian,Ohannes

Eficácia da compressão pneumática intermitente (CPI) nos membros inferiores sobre o fluxo sanguíneo das veias femorais comuns

CONTEXTO: A profilaxia do tromboembolismo venoso pode ser feita por métodos farmacológicos ou de forma mecânica, com o uso de meias antitrombo e compressão pneumática (CPI). A CPI é um método mecânico de profilaxia que merece melhor atenção da comunidade médica. OBJETIVO: Avaliar o efeito do uso de compressão pneumática intermitente (CPI) nos pés, pernas e coxas de adultos saudáveis sobre o fluxo sanguíneo nas veias femorais comuns. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 10 voluntários (sete mulheres e três homens) adultos (20-40 anos), sem antecedente de tromboembolismo venoso. Após repouso (10 min) em decúbito dorsal, o fluxo sanguíneo era medido (três vezes) por ultra-sonografia vascular na veia femoral, a 1 cm acima da junção safeno-femoral, em ambos os membros, sem controle e com CPI no pé, perna e na coxa. A compressão (130 mmHg no pé e 45 mmHg na perna e na coxa) foi aplicada em ciclos de 11 segundos de compressão e 20-60 segundos de esvaziamento. As aferições de fluxo foram realizadas no pico de fluxo do ciclo de compressão. Os valores foram comparados por análise de variância (teste de Tukey), com p < 0,05 indicando diferença estatisticamente significante. RESULTADO: A utilização de CPI nos membros inferiores, esquerdo e direito, promoveu elevações percentuais relativas no fluxo venoso femoral de 37,6 e 70,8% (pés), 143,9 e 164,7% (pernas) e 132,6 e 128,9% (coxas), respectivamente. As variações foram estatisticamente significantes para as aplicações nas pernas e coxas. CONCLUSÃO: A CPI melhora o fluxo sanguíneo quando aplicada na perna ou na coxa.

Year

2008

Creators

Figueiredo,Marcondes Simão,Patrícia Polizel Pereira,Beethoven Marques Alves Penha-Silva,Nilson

Avaliação do volume de fluxo venoso da bomba sural por ultra-sonografia Doppler durante cinesioterapia ativa e passiva: um estudo piloto

CONTEXTO: O fisioterapeuta na unidade hospitalar atua sobre os efeitos da hipoatividade ou inatividade do paciente acamado. Na prática diária, a contração do músculo da panturrilha é difundida entre os profissionais de saúde no ambiente hospitalar, principalmente nos períodos de pré e pós-operatório, como forma de diminuir a estase venosa e os riscos de trombose venosa profunda nos membros inferiores. OBJETIVO: Avaliar o volume de fluxo venoso na bomba sural, através de ultra-sonografia doppler, durante cinesioterapia ativa e passiva (flexão plantar do tornozelo). MÉTODOS: A amostra foi constituída por 30 indivíduos escolhidos aleatoriamente e submetidos a ultra-sonografia doppler da veia poplítea direita, visando mensurar o volume de fluxo sanguíneo em quatro momentos: repouso, compressão manual da panturrilha, movimentação passiva e ativa do tornozelo em flexão plantar. Na análise dos resultados, utilizou-se o teste t, sendo utilizado um valor de p < 0,05 como índice de significância estatística. RESULTADOS: Na amostra constituída, 16 eram do sexo feminino e 14 do sexo masculino, apresentando as seguintes médias: idade (31,57 anos), altura (1,68 m), peso (68,25 kg) e índice de massa corporal (24,16). Na análise estatística, a flexão plantar do tornozelo realizada de forma passiva, quando comparada ao valor basal, é significante (p < 0,000056) em relação à ativação da bomba sural, embora não tanto quanto o exercício ativo (p < 0,0000016). Também mostrou significância a compressão manual do músculo tríceps sural em relação ao exercício passivo (p < 0,000000081). CONCLUSÃO: Neste estudo, a flexão plantar do tornozelo de forma ativa mostrou-se estatisticamente mais eficaz do que a passiva na ativação da bomba sural, aumentando o volume do fluxo de sangue na veia poplítea e diminuindo a estase venosa nos membros inferiores.

Year

2008

Creators

Campos,Carmindo Carlos Cardoso Albuquerque,Patrícia Cavalcanti de Braga,Ivson José da Silva