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Freqüência da profilaxia mecânica para trombose venosa profunda em pacientes internados em uma unidade de emergência de Maceió
CONTEXTO: A trombose venosa profunda (TVP) é uma doença de ocorrência multidisciplinar e freqüente, incluindo as complicações relacionadas a ela, como o tromboembolismo pulmonar (TEP). Sendo a profilaxia mecânica um dos melhores (por seu baixo custo e eficácia comprovada) e mais simples meios para reduzir sua incidência, é de grande relevância que se pesquise sua utilização visando benefícios para o paciente e o serviço hospitalar. OBJETIVO: Determinar a freqüência da utilização da profilaxia mecânica para TVP na Unidade de Emergência Dr. Armando Lages em Maceió (AL). MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal descritivo na unidade durante o período de 8 meses. A amostra foi calculada em 282 pacientes internados nas unidades de enfermarias das diversas especialidades. Os dados foram coletados em prontuários e mediante entrevista ao paciente. No prontuário de cada paciente foi pesquisada a utilização da profilaxia mecânica para TVP, além de diversos fatores para a estratificação do risco, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. O estudo estatístico foi realizado através do software SPSS, utilizando o teste qui-quadrado considerando o valor de p < 0,05. RESULTADOS: Foram analisados 282 pacientes, sendo 181 (64%) homens e 101 (36%) mulheres, com idade média de 54,1 anos. Quanto ao risco, 210 (74,5%) foram classificados como alto risco, 56 (19,8%) como moderado risco e 16 (5,7%) como baixo risco. Do total de pacientes, 234 (83%) não receberam profilaxia e 48 (17%) receberam. Não houve diferença estatística entre os dados obtidos na pesquisa e os encontrados na literatura (p = 0,065). CONCLUSÕES: Apesar de ter sua eficácia comprovada e difundida, a profilaxia mecânica para TVP ainda não atinge níveis satisfatórios de utilização.
2008
Machado,Nathalia Leilane Berto Leite,Ticiana Leal e Pitta,Guilherme Benjamin Brandão
Correlações técnicas e ocupacionais da radiologia intervencionista
A radiologia diagnóstica é a área da física médica relacionada ao uso de raios X para a obtenção de informações anatômicas e funcionais do corpo humano. As técnicas associadas a essa área utilizam tubos de raios X como fontes de radiação, filmes para o registro das informações, sistemas de monitoração por televisão e equipamentos que digitalizam as imagens utilizando computadores. Os equipamentos de fluoroscopia são considerados fontes artificiais de radiação ionizante e são utilizados para a realização de exames e procedimentos nas doenças vasculares. O objetivo deste estudo foi analisar criticamente os métodos de proteção em relação à radiação emitida pela fluoroscopia utilizados pelos profissionais que lidam com a radiologia intervencionista no ambiente hospitalar. Foi realizada uma análise crítica das atitudes de proteção tomadas pelos profissionais engajados nos procedimentos da radiologia intervencionista a partir da revisão bibliográfica realizada em livros-textos e em revistas periódicas indexadas no MEDLINE, nas línguas portuguesa, inglesa, francesa e espanhola, no período de 1966 a 2005, conforme os princípios e as normas de segurança de proteção radiológica norteadas pela Portaria 453/98 do Ministério da Saúde e a norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear NN-3.01 do Ministério da Ciência e Tecnologia.
2008
Souza,Edvaldo de Soares,José Paravidino de Macedo
Atualização sobre endopróteses vasculares (stents): dos estudos experimentais à prática clínica
Atualmente, o tratamento das doenças vasculares periféricas é uma das áreas da medicina de maior expansão. O número de intervenções vasculares aumenta e os resultados das novas técnicas endovasculares estão muito próximos aos das tradicionais cirurgias vasculares. Embora a angioplastia ofereça bons resultados em curto prazo, o implante de stents procura melhorar o sucesso do procedimento e estender o seu uso a um número maior de pacientes com doença vascular periférica. Entretanto, a sua utilização ainda é controversa. O implante de stents no sistema aorto-ilíaco tem bons resultados; porém, a sua indicação para as lesões femoro-poplíteas ainda é discutida. Além disso, o rápido desenvolvimento de stents e sua escolha para uso no sistema vascular periférico têm sido uma difícil tarefa para o cirurgião endovascular. Muitos fatores influenciam a escolha do stent, e um amplo conhecimento desse material é essencial. Tal escolha depende da avaliação pré-operatória, da localização e das características da lesão e também do uso do stent primário ou seletivo. Nesse trabalho, são realizadas revisão do histórico do desenvolvimento dos stents, desde os estudos experimentais até os ensaios clínicos e também discussão sobre a sua aplicação no tratamento das doenças vasculares periféricas.
2008
França,Luís Henrique Gil Pereira,Adamastor Humberto
Veias linfonodais: uma causa pouco conhecida de varizes
As veias linfonodais fazem parte de uma rede venosa no triângulo de Scarpa, que liga em vários pontos o sistema venoso superficial às veias profundas, e podem tanto ser causa de incompetência do sistema venoso superficial quanto estar envolvidas na recorrência pós-safenectomia. Na rotina diária dos exames de Doppler venoso de membros inferiores, temos notado de maneira cada vez mais freqüente a associação das veias linfonodais com varizes primárias e recorrentes. A adequada caracterização dessas veias pode ajudar na compreensão do mecanismo fisiopatológico do aparecimento das varizes e permitir um controle e tratamento mais dirigidos. Este artigo lança luz sobre os aspectos anatômicos e fisiológicos das veias linfonodais, objetivando chamar a atenção dos profissionais envolvidos no diagnóstico de doenças venosas dos membros inferiores para uma causa pouco difundida de varizes.
2008
Romualdo,André Paciello Bastos,Roberto de Moraes Cappucci,Alessandro Fatio,Mathias Tsunoda,Andréa Campos,Pollyanna Machado,Alberto Lobo Tokura,Eduardo Hideki
Trombose aguda de aneurisma de artéria femoral isolado: relato de caso
Aneurismas de artéria femoral são raros, porém são o segundo tipo mais freqüente de aneurismas periféricos, sendo o aneurisma de artéria poplítea o mais comum. Normalmente, são de etiologia aterosclerótica. As complicações deste aneurisma são representadas por embolia, trombose e, mais raramente, a rotura. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de um paciente com 59 anos, masculino, com queixa de dor súbita em membro inferior esquerdo associado à frialdade, palidez e ausência de pulsos. O ecocolordoppler evidenciou a presença de aneurisma trombosado da artéria femoral comum. O paciente foi submetido, com sucesso, à ressecção do aneurisma, com reconstrução do leito arterial.
2008
Motoki,André Hideo Girardi,André Ricardo Ogata,Bruno Rick Baroni Júnior,Dionizio Shimizu,Fernando Yoshio Lara Liutti,Vitor Teixeira Santos Filho,Antônio Lacerda Mesquita Júnior,Nelson
O uso do analisador de anestésicos inalatórios como método de detecção de falha no aparelho de anestesia e prevenção de consciência no per-operatório: relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A consciência per-operatória é uma rara, mas grave, complicação da anestesia geral. O mau funcionamento do aparelho de anestesia é uma das diversas causas das complicações anestésicas, dentre elas a consciência per-operatória. O objetivo deste relato é mostrar um caso em que o uso do analisador de anestésicos inalatórios proporcionou o diagnóstico de uma falha no aparelho de anestesia que poderia ter causado consciência no per-operatório. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 38 anos, 55 kg, estado físico ASA I, portadora de carcinoma na mama direita, admitida para mastectomia radical e reconstrução mamária com retalho miocutâneo. Foi realizada punção peridural em T8-T9 com agulha 17G com introdução de cateter e administração de ropivacaína a 0,2%. Seguiu-se indução de anestesia geral com início de vaporização de sevoflurano. Apesar dos outros parâmetros de monitorização não terem acusado achados de relevância, o analisador de anestésicos inalatórios não identificou a presença de sevoflurano, o que conduziu ao diagnóstico de um vazamento no vaporizador. CONCLUSÕES: A consciência per-operatória é uma complicação que, apesar de rara, é grave e deve ser prevenida. As falhas do equipamento de anestesia podem ser minimizadas por sua inspeção, com testes detalhados e rotineiros antes do seu uso. O analisador de anestésicos inalatórios é um monitor útil sempre que estes estejam sendo utilizados e um instrumento útil para detectar precocemente falhas no equipamento de anestesia, como exemplificado no caso relatado.
2003
Cruvinel,Marcos Guilherme Cunha Castro,Carlos Henrique Viana de Costa,José Roberto de Rezende
Incidência de cirurgia cardíaca em octogenários: estudo retrospectivo
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O aumento da expectativa de vida faz com que pacientes cada vez mais idosos tenham indicação de tratamento cirúrgico de cardiopatias. Este estudo tem como objetivo avaliar a incidência de pacientes com mais de 80 anos submetidos à cirurgia cardíaca no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP, nos últimos 16 anos. MÉTODO: Foram analisados, no período de 1986 a 2001, o número de cirurgias de revascularização do miocárdio (RM) e cirurgia valvar (CV) e, em cada grupo, o número de cirurgias em pacientes com mais de 80 anos. Os dados foram analisados descritivamente. RESULTADOS: Os dados revelam aumento progressivo do número de octogenários submetidos à cirurgia cardíaca. As cirurgias de revascularização do miocárdio tiveram aumento de 0,13% em 1986 para 3,5% em 2001. As cirurgias valvares aumentaram de 0% em 1986 para 1,44% em 2001, registrando o maior valor de 3,02% em 1999. CONCLUSÕES: Os conhecimentos da fisiopatologia, da senilidade e os avanços no manuseio do trauma cirúrgico estão permitindo estender os recursos da cirurgia cardíaca no grupo de paciente mais idoso. A escolhas da técnica anestésica deve ser criteriosa, bem como a hidratação, a assistência ventilatória e a analgesia pós-operatória, permitindo redução da morbimortalidade neste grupo de maior risco cirúrgico.
2003
Machado,Luciano Brandão Chiaroni,Sílvia Vasconcelos Filho,Paulo Oliveira Auler Júnior,José Otávio Costa Carmona,Maria José Carvalho
O papel dos bloqueios anestésicos no tratamento da dor de origem cancerosa
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Tradicionalmente os anestesiologistas desenvolveram as técnicas de anestesia regional que hoje dominam. Para participarem do tratamento dos pacientes com dores crônicas, necessitam transferir os conhecimentos adquiridos, além das indicações cirúrgicas, indicando-os no momento correto, tornando-os úteis e eficazes, num atendimento que deve ser multidisciplinar. O objetivo deste trabalho é mostrar aos anestesiologistas que os bloqueios anestésicos, no tratamento da dor crônica de origem cancerosa, para serem úteis e eficazes, devem ser indicados no momento correto inserindo-os como parte de um tratamento sistêmico, do qual deve-se participar ativamente. CONTEÚDO: O uso correto do protocolo da Organização Mundial da Saúde proporciona diretriz para o controle da dor na maioria dos pacientes com moléstia cancerosa avançada. A eficácia desta abordagem é demonstrada nos seus três primeiros passos, com pequeno número de complicações. Contudo, há pacientes que experimentam efeitos colaterais indesejáveis aos medicamentos opióides sistêmicos e a presença de metástases ósseas e as neuropatias podem determinar efeitos deletéricos nesses pacientes. Técnicas invasivas são raramente indicadas, mas podem resultar em analgesia no tratamento das dores resistentes aos opióides quando usados adequadamente. CONCLUSÕES: Bloqueios com agentes neurolíticos que exigiam alto grau de perícia dos anestesiologistas são as últimas opções de tratamento quando as drogas sistêmicas não mantêm o efeito desejado ou produzem efeitos colaterais de difícil tratamento. Bloqueios anestésicos e injeção de drogas opióides por via subaracnóidea, têm lugar de destaque no tratamento da dor de origem cancerosa e devem ser considerados em situações específicas como parte de um tratamento multidisciplinar.
2003
Oliveira,Amaury Sanchez Torres,Henrique de Paiva
Formulações de anestésicos locais de liberação controlada: aplicações terapêuticas
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O desenvolvimento de sistemas de liberação controlada tem sido alvo de pesquisas há pelo menos quatro décadas. Desde que foi sugerida sua aplicação na indústria farmacêutica, muitos resultados foram obtidos, especialmente na manipulação molecular de carreadores e no estudo de suas interações com as drogas encapsuladas. Esses novos carreadores têm a vantagem de contornar propriedades físico-químicas limitantes (como a solubilidade aquosa ou em membranas) das drogas encapsuladas, melhorando assim a farmacodinâmica (potencialização do efeito terapêutico), farmacocinética (controle da absorção e distribuição tecidual) e os efeitos toxicológicos (redução da toxicidade local e sistêmica) das mesmas. Entre os principais carreadores, destacam-se os lipossomas e as ciclodextrinas, que vêm trazendo inúmeras vantagens no desenvolvimento de formulações para liberação controlada de anestésicos locais. Este trabalho de revisão objetiva descrever a interação de anestésicos locais com lipossomas ou ciclodextrinas, o desenvolvimento das pesquisas básica e clínica nessa área, além da aplicabilidade terapêutica dessas formulações. CONTEÚDO: Lipossomas têm a capacidade de veicular drogas em órgãos-alvo, disponibilizando apenas uma fração - liberação controlada - para o sítio de ação. Já as ciclodextrinas alteram a intensidade e a duração do efeitos das drogas através da baixa absorção sistêmica do complexo. Pesquisas básicas e clínicas apontam como vantagens do uso de anestésicos locais encapsulados em lipossomas ou complexados com ciclodextrinas a liberação lenta da droga que prolonga a duração da anestesia e reduz a toxicidade para os sistemas cardiovascular e nervoso central. CONCLUSÕES: Embora várias pesquisas ainda estejam em andamento, os sistemas de liberação controlada de anestésicos locais indicam uma nova direção no desenvolvimento de formulações anestésicas mais eficazes e seguras.
2003
Araújo,Daniele Ribeiro de Pinto,Luciana de Matos Alves Braga,Angélica de Fátima de Assunção Paula,Eneida de
Soroprevalência do vírus de hepatite B em anestesiologistas
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os anestesiologistas estão particularmente expostos ao contato com sangue e secreções. A infecção pelo vírus da hepatite B constitui o maior risco ocupacional para os profissionais da área da saúde. O objetivo deste estudo foi avaliar a soroprevalência do Ag-HBs, anti-HBs e anti-HBc, assim como a situação vacinal dos anestesiologistas da cidade de Goiânia. MÉTODO: Participaram da pesquisa 90 dos 200 anestesiologistas da cidade de Goiânia. As amostras foram colhidas pelo autor. Foram retirados 10 ml de sangue de uma veia periférica, identificadas no momento da coleta. O material foi analisado nas primeiras 24 horas, sob condições ideais de conservação. Realizou-se, através do ensaio imunoenzimático, a detecção dos seguintes marcadores: anti-HBc, anti-HBs e Ag-HBs. Os participantes da pesquisa foram pessoalmente contatados pelo autor, e consentiram por escrito com a realização do estudo. Assegurado sigilo absoluto, tanto dos resultados, como das informações contidas em questionário aplicado. RESULTADOS: Os dados analisados mostraram que 65/90 (72,2%) foram reagentes para o anti-HBs e 25/90 (27,8%) não reagentes. Quanto ao anti-HBc, 76/10 (90,5%) foram não reagentes e 09/90 (10%) mostraram-se reagentes. Nenhum dos participantes mostrou positividade para Ag-HBs. CONCLUSÕES: Este estudo mostrou uma soroprevalência para o anti-HBs de 72,2% (65/90). A prevalência da infecção pelo vírus B entre os anestesiologistas foi de 8,9% representados pelo 8 anti-HBc + / anti-HBs +. Com base nos resultados, campanhas de vacinação e implantação de medidas profiláticas devem ser intensificadas.
2003
Carneiro,Antônio Fernando Daher,Roberto Ruhaman
Sedação e analgesia em terapia intensiva
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A ansiedade e a dor podem causar maior desconforto e risco aumentado de complicações no pós-operatório de pacientes cirúrgicos, prolongando inclusive seu tempo de internação. O objetivo deste estudo foi revisar os conceitos de sedação e analgesia em terapia intensiva, atualizando os conhecimentos e permitindo a revisão das informações disponíveis na literatura, assim como os consensos já publicados. CONTEÚDO: Apresentamos separadamente a sedação e analgesia, revisando cada grupo de fármacos disponível na prática clínica, suas características principais bem como seus efeitos colaterais mais importantes. Acrescentamos alguns protocolos utilizados em nossa UTI para analgesia e sedação, assim como as conclusões do último consenso do Colégio Americano de Medicina Intensiva e da Sociedade Americana de Terapia Intensiva. CONCLUSÕES: Apesar do grande arsenal terapêutico disponível na prática clínica, nota-se um grande desconhecimento das principais características dos fármacos utilizados para sedação e analgesia em terapia intensiva. Os consensos realizados tentam difundir as qualidades e efeitos colaterais dos fármacos mais utilizados, normatizando seu uso, tornando a analgesia e sedação realizadas nas UTI, procedimentos que beneficiem e recuperem mais rapidamente os pacientes.
2003
Benseñor,Fábio Ely Martins Cicarelli,Domingos Dias
Efeitos da dexmedetomidina sobre a coagulação sangüínea avaliada através do método da tromboelastografia
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina é um agente agonista dos receptores adrenérgicos alfa2 altamente seletivo, usado em anestesia por seus efeitos hipnoanalgésicos e pela estabilidade cardiovascular. O estímulo dos receptores adrenérgicos alfa2 pode apresentar efeitos pró e antiagregantes plaquetários, por mecanismos diretos e indiretos. No presente estudo, avaliaram-se os efeitos da dexmedetomidina sobre a coagulação através do método da tromboelastografia. MÉTODO: Vinte e quatro pacientes foram aleatoriamente divididos em três grupos. Os pacientes do grupo 1 receberam infusão de solução fisiológica (controle), os do grupo 2 receberam dexmedetomidina na dose de 1 µg.kg-1 em 10 minutos, seguida da infusão de 0,4 µg.kg-1.h-1 por 20 minutos e os do grupo 3 receberam midazolam na dose de 0,05 mg.kg-1. Os pacientes sedados mantiveram índices 3 ou 4 na escala da sedação de Ramsay. Foram coletadas amostras de sangue e obtidos traçados de tromboelastografia previamente e após 30 minutos do tratamento. RESULTADOS: A dexmedetomidina, de forma estatisticamente significativa, aumentou o tempo de reação (parâmetro R) e diminuiu o índice de coagulação nos traçados finais em relação aos iniciais. No entanto, os valores permaneceram dentro dos intervalos considerados normais. Este fenômeno não foi observado nos demais grupos. CONCLUSÕES: A interação dos mecanismos pró e antiagregantes da dexmedetomidina leva à discreta hipocoagulação; porém, mantém a coagulação dentro de parâmetros considerados normais. Os efeitos da dexmedetomidina sobre a coagulação provavelmente não ocorrem pela ansiólise, uma vez que a sedação foi igual ao grupo que recebeu midazolam.
2003
Martins,César Romão Tardelli,Maria Angela Amaral,José Luiz Gomes do
Dose preparatória de atracúrio: aferição da fadiga no músculo orbicular do olho e condições de intubação orotraqueal
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O método da dose preparatória (priming principle) consiste na injeção de uma pequena dose do bloqueador neuromuscular, minutos antes da administração do restante da dose preconizada para intubação traqueal, para encurtar o início de ação dos bloqueadores neuromusculares (BNM) adespolarizantes. Existe, porém, possibilidade de fadiga muscular e broncoaspiração. De interesse especial para as manobras de intubação orotraqueal e proteção das vias aéreas, são os músculos da laringe. Como sua monitorização direta impõe dificuldades técnicas, foi demonstrado que o músculo orbicular do olho apresenta correlação com os músculos laríngeos quanto à sensibilidade aos BNM. O objetivo desta pesquisa é avaliar se há fadiga do músculo orbicular ocular após o uso da dose preparatória de atracúrio e comparar as condições clínicas de intubação traqueal após dois intervalos entre as doses. MÉTODO: Foram selecionados 35 pacientes adultos, estado físico ASA I ou II, sem fatores de risco para broncoaspiração, submetidos à cirurgia eletiva. Foi induzida anestesia geral com alfentanil e propofol e os pacientes foram ventilados manualmente sob máscara. Em seguida, foram posicionados os eletrodos para estimular o ramo temporal do nervo facial e o transdutor de aceleração no músculo orbicular do olho. Administrou-se a dose preparatória de atracúrio (0,02 mg.kg-1) e a relação T4/T1 foi avaliada a cada minuto durante 5 minutos em 20 casos (G1) e 7 minutos em 13 casos (G2). Após este intervalo, administrou-se a dose complementar de atracúrio (0,5 mg.kg-1) e procedeu-se a intubação orotraqueal após um minuto. Foi considerada fadiga clinicamente importante a relação T4/T1 inferior a 0,9. RESULTADOS: Nenhum paciente apresentou fadiga durante o intervalo de monitorização. Em 80% e 69% dos pacientes de G1 ou G2, respectivamente, as condições de intubação traqueal foram consideradas clinicamente aceitáveis (p > 0,05). CONCLUSÕES: A dose preparatória de atracúrio (0,02 mg.kg-1) não causa fadiga no músculo orbicular do olho e não há diferença entre aguardar 5 ou 7 minutos como intervalo entre as doses do bloqueador neuromuscular.
2003
Locks,Giovani de Figueiredo Almeida,Maria Cristina Simões de
Estudo das pressões no interior dos balonetes de tubos traqueais
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Como não é rotineiro o controle da pressão no interior dos balonetes de tubos traqueais, e não há descrição detalhada na literatura de como mantê-la abaixo dos 30 cmH2O sem utilização de manômetro, decidiu-se verificar as pressões no interior de balonetes de tubos traqueais em pacientes sob intubação traqueal na unidade de terapia intensiva e no cento cirúrgico, testando manobra para manter a pressão no balonete abaixo de 30 cmH2O, mas em níveis mínimos necessários para ciclagem do ventilador sem perda do volume corrente. MÉTODO: Foram estudadas as pressões no interior de balonetes de tubos traqueais de 50 pacientes sob intubação traqueal na unidade de terapia intensiva (Grupo I) e 72 pacientes sob intubação traqueal no centro cirúrgico (Grupo II). Testou-se uma manobra para obter a pressão mínima no interior do balonete do tubo traqueal, necessária para adequada ventilação, sem vazamento de ar. Registrou-se a pressão inicial (P1) no interior dos balonetes dos tubos traqueais utilizando-se manômetro digital graduado em centímetros de água, acoplado a seringa de 15 ml. Aspirou-se secreção da orofaringe. Com o meato acústico externo do examinador próximo da boca do paciente entre 10 e 20 cm, conectou-se o manômetro ao balonete, que foi esvaziado lentamente, até se ouvir ruído em sopro, pelo vazamento do volume corrente no período inspiratório da ventilação artificial. Neste momento, encheu-se lentamente o balonete até o desaparecimento do ruído. Anotou-se a pressão final (P2) do balonete e o volume de ar que restou na seringa do manômetro (V). RESULTADOS: As médias das pressões P1 nos grupos I e II foram 85,3 e 56,2 cmH2O, respectivamente. As médias de pressões P2 nos grupos I e II foram 26,7 e 15,5 cmH2O respectivamente. Após a manobra testada, o desvio padrão baixou de 56,3 para 8,2 no grupo I, e de 48 para 6,7 no grupo II. No grupo I, a manobra reduziu o volume e a pressão dos balonetes em 100% dos pacientes e no grupo II, em 97,3%. CONCLUSÕES: Os dois grupos apresentaram pressões no interior dos balonetes em níveis acima do necessário para ciclagem do ventilador sem perda do volume corrente. A manobra para manter a pressão no interior do balonete em níveis inferiores a 30 cmH2O foi simples e de pequeno custo.
2003
Aranha,André Galante Alencar Forte,Vicente Perfeito,João Aléssio Juliano Leão,Luiz Eduardo Villaça Imaeda,Carlos Jogi Juliano,Yara
Analgesia pós-operatória em cesarianas com a associação de morfina por via subaracnóidea e antiinflamatório não esteróide: diclofenaco versus cetoprofeno
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A associação de baixas doses de morfina subaracnóidea e diclofenaco por via muscular tem se mostrado eficaz para o controle da dor pós-operatória em pacientes submetidas à cesariana sob raquianestesia. O cetoprofeno pode ser vantajoso em relação ao diclofenaco, já que sua administração pode ser realizada por via venosa. O objetivo do estudo foi comparar a eficácia analgésica do diclofenaco e do cetoprofeno, quando administrados em associação com baixas doses de morfina subaracnóidea no pós-operatório imediato de pacientes submetidas à cesariana sob raquianestesia. MÉTODO: Foram estudadas prospectivamente 44 pacientes estado físico ASA I ou II submetidas à cesariana sob raquianestesia com 15 mg de bupivacaína hiperbárica e 28 µg de morfina. Após 90 minutos do início da anestesia, as pacientes foram divididas aleatoriamente em dois grupos que receberam: Grupo D (n = 22): 75 mg de diclofenaco por via muscular e Grupo C (n = 22): 100 mg de cetoprofeno em 100 ml de solução glicosada a 5% por via venosa, em 20 minutos. A dor foi avaliada com a escala analógica visual de dor (EAV - 0 cm indicando ausência de dor e 10 cm indicando dor insuportável), imediatamente antes e a cada hora após a administração do antiinflamatório (AINE), por um período de 6 horas. A analgesia complementar foi realizada utilizando-se a bomba de analgesia controlada pelo paciente (ACP) por via venosa, com bolus de 1 mg de morfina, intervalo de bloqueio de 7 minutos, sem infusão basal e dose máxima de morfina de 20 mg em 4 horas. Avaliou-se a dor, a necessidade de utilização de medicação analgésica de resgate, o consumo cumulativo de morfina nas seis primeiras horas após a administração do AINE, e a ocorrência de prurido, náusea, vômito e depressão respiratória. RESULTADOS: Os grupos D e C foram semelhantes em relação às médias de dor e doses cumulativas de morfina na ACP nas seis primeiras horas após a administração do AINE. CONCLUSÕES: O cetoprofeno, quando associado à morfina subaracnóidea, mostrou-se equivalente ao diclofenaco para o controle da dor nas seis primeiras horas pós-cesariana.
2003
Hirahara,Jacqueline Toshiko Bliacheriene,Sandra Yamaguchi,Eduardo Tsuyoshi Rosa,Marina Cestari Rizzo Cardoso,Mônica Maria Siaulys Capel
Efeitos da pressão limite (25 cmH2O) e mínima de “selo” do balonete de tubos traqueais sobre a mucosa traqueal do cão
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As lesões da mucosa traqueal em contato com o balonete do tubo traqueal são proporcionais à pressão exercida pelo balonete e ao tempo de exposição. O objetivo foi estudar as eventuais lesões da mucosa do segmento traqueal em contato com o balonete do tubo traqueal insuflado com volume de ar suficiente para se obter pressão de “selo” ou com a pressão limite de 25 cmH2O, abaixo da pressão crítica de 30 cm de água para produção de lesão da mucosa traqueal. MÉTODO: Dezesseis cães foram submetidos à anestesia venosa e ventilação artificial. Os cães foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos de acordo com a pressão no balonete do tubo traqueal (Portex Blue-Line, Inglaterra): Gselo (n = 8) balonete com pressão mínima de “selo” para impedir vazamento de ar durante a respiração artificial; G25 (n = 8) balonete insuflado até obtenção da pressão de 25 cmH2O. A medida da pressão do balonete foi realizada por meio de manômetro digital no início (controle) e após 60, 120 e 180 minutos. Após o sacrifício dos cães, foram feitas biópsias nas áreas da mucosa traqueal adjacentes ao balonete e ao tubo traqueal para análise à microscopia eletrônica de varredura (MEV). RESULTADOS: A pressão média do balonete em G25 manteve-se entre 24,8 e 25 cmH2O e em Gselo entre 11,9 e 12,5 cmH2O durante o experimento. As alterações à MEV foram pequenas e não significantemente diferentes nos grupos (p > 0,30), mas ocorreram lesões mais intensas nas áreas de contato da mucosa traqueal com o balonete do tubo traqueal, nos dois grupos, em relação às áreas da mucosa adjacentes ou não ao tubo traqueal (p < 0,05). CONCLUSÕES: No cão, nas condições experimentais empregadas, a insuflação do balonete de tubo traqueal em volume de ar suficiente para determinar pressão limite de 25 cmH2O ou de “selo” para impedir vazamento de ar determina lesões mínimas da mucosa traqueal em contato com o balonete e sem diferença significante entre elas.
2003
Castilho,Emanuel Celice Braz,José Reinaldo Cerqueira Catâneo,Antonio José Maria Martins,Regina Helena Garcia Gregório,Elisa Aparecida Monteiro,Eduardo Raposo
Alterações hemodinâmicas durante o pneumoperitônio em cães ventilados com volume e pressão controlados
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não existem estudos que associem os efeitos determinados pelas modalidades ventilatórias às repercussões hemodinâmicas durante o pneumoperitônio. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações na hemodinâmica determinadas pelo pneumoperitônio em cães com ventilação por volume e pressão controlados. MÉTODO: Dezesseis cães anestesiados com tiopental sódico e fentanil foram divididos em grupo 1, volume controlado, e grupo 2, pressão controlada, e submetidos ao pneumoperitônio de 10 e 15 mmHg. Foram estudados freqüência cardíaca, pressão arterial média, pressão de átrio direito, pressão de artéria pulmonar ocluída, índice cardíaco, índice de resistência vascular sistêmica e vasopressina plasmática. Os dados foram coletados em 4 momentos. M1 - antes do pneumoperitônio, M2 - 30 minutos após pneumoperitônio com 10 mmHg, M3 - 30 minutos após pneumoperitônio com 15 mmHg, M4 - 30 minutos após a deflação do pneumoperitônio. RESULTADOS: Os resultados mostraram aumento no índice cardíaco, nas pressões de átrio direito e de artéria pulmonar ocluída em M2 e M3, em ambos os grupos. A vasopressina não variou durante o procedimento e o índice de resistência vascular sistêmica não aumentou, proporcionando estabilidade da pressão arterial média em ambos os grupos. CONCLUSÕES: As modalidades ventilatórias não determinaram diferenças na resposta hemodinâmica entre os grupos estudados. A técnica anestésica utilizada e as pressões intra-abdominais alcançadas determinaram estabilidade da pressão arterial média, provavelmente decorrente da ausência do aumento no índice da resistência vascular sistêmica.
2003
Almeida,Armando Vieira de Ganem,Eliana Marisa Carraretto,Antônio Roberto Vianna,Pedro Thadeu Galvão
Efeitos do halotano, isoflurano e sevoflurano sobre a função renal em cães sob pinçamento aórtico infra-renal
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O pinçamento infra-renal da aorta abdominal pode produzir alterações renais. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos do halotano, isoflurano e sevoflurano sobre a função renal, em cães submetidos a pinçamento aórtico infra-renal. MÉTODO: O estudo aleatório foi realizado em 30 cães, distribuídos em três grupos, de acordo com o anestésico halogenado utilizado durante a anestesia, em concentrações equipotentes de 0,75 CAM: GH (n = 10) - halotano a 0,67%; GI (n = 10) - isoflurano a 0,96%; e GS (n = 10) - sevoflurano a 1,8%. Em todos os animais foi realizada ligadura infra-renal da aorta, por período de 30 minutos. Os atributos renais foram estudados nos momentos: C (controle), após 15 (Ao15) e 30 (Ao30) minutos de pinçamento aórtico, e após 15 (DAo15) e 30 (DAo30) minutos do despinçamento aórtico. RESULTADOS: A depuração de água livre foi menor nos grupos GI e GS, em relação ao GH, após o despinçamento aórtico (p < 0,05). Durante o pinçamento aórtico, nos três grupos, houve aumento do débito urinário, da excreção urinária de sódio e da depuração de sódio, e diminuição da osmolaridade urinária (p < 0,05). A resistência vascular renal e a fração de filtração aumentaram somente em GS (p < 0,05), enquanto a excreção fracionária de sódio aumentou em GH e GI (p < 0,05). Após o despinçamento aórtico, houve normalização dos atributos que haviam se alterado, com exceção da osmolaridade urinária, que continuou em níveis menores do que os do controle em todos os grupos (p < 0,05). A resistência vascular renal e a fração de filtração continuaram mais elevadas em GS, acompanhadas por diminuição do fluxo sangüíneo renal e da depuração de para-aminohipurato de sódio (p < 0,05). CONCLUSÕES: No cão nas condições experimentais empregadas, a inalação de halotano e isoflurano a 0,75 CAM, mas não de sevoflurano, atenuou a principal alteração após o pinçamento infra-renal da aorta, que é o aumento da resistência vascular renal.
2003
Bisinotto,Flora Margarida Barra Braz,José Reinaldo Cerqueira
Efeitos cardiovasculares de duas doses de dexmedetomidina: estudo experimental em cães
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina é um novo agonista alfa2-adrenérgico, havendo, atualmente, crescente interesse no seu uso em Anestesiologia, por reduzir o consumo de anestésicos e promover estabilidade hemodinâmica. O objetivo desta pesquisa foi estudar os efeitos cardiovasculares da dexmedetomidina no cão anestesiado, empregando-se duas doses distintas e semelhantes àquelas utilizadas em Anestesiologia. MÉTODO: 36 cães adultos anestesiados com propofol, fentanil e isoflurano foram divididos em três grupos: G1, injeção de 20 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9%, em 10 minutos, seguida de injeção de 20 ml da mesma solução, em 1 hora; G2, injeção de 20 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% contendo dexmedetomidina (1 µg.kg-1), em 10 minutos, seguida de injeção de 20 ml da mesma solução, em 1 hora e G3, injeção de 20 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% contendo dexmedetomidina (2 µg.kg-1) em 10 minutos, seguida de injeção de 20 ml da mesma solução, em 1 hora. Estudaram-se os atributos cardiovasculares em quatro momentos: M1, controle; M2, após a injeção inicial de 20 ml da solução em estudo, em 10 minutos, coincidindo com o início da injeção da mesma solução, em 1 hora; M3, 60 minutos após M2 e M4, 60 minutos após M3. RESULTADOS: A freqüência cardíaca (FC) diminuiu no G2, no M2, retornando aos valores basais no M3, enquanto no G3 diminuiu no M2, mantendo-se baixa durante todo o experimento. No G1 houve aumento progressivo da FC. Em nenhum grupo houve alteração da pressão arterial. A resistência vascular sistêmica (RVS) manteve-se estável no G2 e G3, enquanto no G1 apresentou redução em M2, mantendo-se baixa ao longo do experimento. O índice cardíaco (IC) não apresentou alterações significativas no G2 e G3, mas aumentou progressivamente no G1. CONCLUSÕES: Conclui-se que no cão, nas condições experimentais empregadas, a dexmedetomidina diminui a FC de forma dose-dependente, inibe a redução da RVS produzida pelo isoflurano e impede a ocorrência de resposta hiperdinâmica durante o experimento.
2003
Villela,Nivaldo Ribeiro Nascimento Júnior,Paulo do Carvalho,Lídia Raquel de
Papel da lidocaína por via venosa no tratamento da dor na esclerodermia: relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A esclerodermia ou esclerose sistêmica progressiva é uma doença sistêmica do tecido conjuntivo, de causa desconhecida, que costuma cursar com microangiopatia, isquemia de extremidades e dor intensa. O objetivo deste relato é descrever um caso do emprego de lidocaína por via venosa no tratamento da dor no curso de isquemia e enfatizar a possível ação antiinflamatória dos anestésicos locais nos pacientes com esclerodermia. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 34 anos, auxiliar de enfermagem, portadora de esclerodermia há aproximadamente 8 anos, apresentava dor de elevada intensidade (escala numérica =10) nos membros superiores e inferiores, contínua, diária, acompanhada de alterações tróficas, da cor e da temperatura e pequenas úlceras nas extremidades. A paciente foi submetida a uma sessão semanal de lidocaína a 2% (400 mg) sem vasoconstritor por via venosa durante 10 semanas com alívio da dor, do turgor, da elasticidade da pele e da perfusão periférica. CONCLUSÕES: O alívio da dor e de outros sintomas após a administração de lidocaína por via venosa sugere que os anestésicos locais podem modular a resposta inflamatória em vários estágios da esclerodermia.
2003
Kraychete,Durval Campos Guimarães,Ana Cristina Carvalho,Maria Goreth Carvalho,Edgar Marcelino de