RCAAP Repository

Superfície foliar de Gomidesia spectabilis (DC.) Berg e G. nitida (Vell.) Legr. (Myrtaceae)

São apresentados dados relativos a micromorfologia da superfície foliar de duas espécies de Gomidesia (Myrtaceae). O estudo foi realizado em indivíduos que Ocorrem na Floresta da Tijuca (Mata Atlântica), Rio de Janeiro. Atenção especial é dada ao tipo de cera epicuticular, relevo, estômatos e tri comas. Características peculiares são observadas nos tricô mas de G. spectabilis.

Year

1995

Creators

Gomes,Dória Maria Saiter Machado,Raul Dodsworth

Conservação da biodiversidade: espécies da flora de Mato Grosso

O Brasil possui a flora mais rica do globo com cerca de 60.000 espécies conhecidas. Mato Grosso participa com uma parcela significativa, por conter diferentes regiões biogeográficas: a amazónia, o cerrado e o pantanal - diferenciados tanto pela estrutura quanto pelas espécies. A metodologia utilizada neste trabalho buscou verificar a vulnerabilidade das espécies e ecossistemas, com base no modelo recomendado pelo UCA (Instituto Interamericano de Cooperação em Agricultura ) e o sistema de classificação das categorias segundo a União Internacional para Conservação da Natureza e Recursos Naturais (IUCN). As espécies selecionadas foram distribuídas em seções: madeireira, medicinal, frutíferas, ornamental e palmeiras. São apresentadas 37 espécies da flora de Mato Grosso, enquadradas nas categorias: Vulneráveis (V), Em Perigo de Extinção (E), Rara (R). O extrativismo das espécies converge para o objetivo da importância conservacionista.

Year

1995

Creators

Fachim,Eliani Guarim,Vera Lucia M.S

Composição florística e fitossociologia do componente arbóreo das florestas ciliares da Bacia do Rio Tibagi: 3. Fazenda Bom Sucesso, Município de Sapopema, PR

Foi estudada a composição florística e fitossociologia de lha de floresta ciliar, localizada às margens do rio Tibagi, no município de Sapopema, PR. (24º 01'S e 50º 41'W) e 780m de altitude. Para tanto, foi demarcada uma parcela de 100X100m subdividida em 100 subparcelas contíguas de 10X10m, utilizando como critério de inclusão um DAP mínimo de 5cm. Foram amostrados 1560 indivíduos reunidos em 41 famílias, 82 gêneros e 125 espécies. O índice de diversidade (Shannon-Weaner) foi de H'=4,2. As espécies mais importantes no levantamento foram Anadenanthera colubrina, Casearia sylvestris, Luehea divaricata, Esenbeckia febrífuga e Parapiptadenia rigida. As famílias com maior número de indivíduos amostrados foram Fabaceae (214) e Myrtaceae (209), tendo esta apresentado o maior número de espécies (18).

Year

1995

Creators

Silva,Francisco das Chagas e Fonseca,Ésio de Pádua Soares-Silva,Lúcia Helena Muller,Cláudio Bianchini,Edmilson

Vida e obra de João Murça Pires (1917-1994)

No summary/description provided

Year

1995

Creators

Lisboa,Pedro L. B Almeida,Samuel Soares de

Myxomycetes em Palmeiras (Arecaceae)

As palmeiras oferecem um ecossistema especializado que abriga organismos variados, incluindo Myxomycetes. Este trabalho relata doze espécies de Myxomycetes encontradas em folhas mortas, espata e estipe de Acrocomia intumescens Drude (macaúba), Copernicea prunifera (Mill.) H. E. Moore (carnaúba), Mauritia flexuosa Mart, (buriti) e Orbygnia phalerata Mart, (babaçu). Constitui-se área de coleta o Município do Crato, Ceará, Nordeste do Brasil (7º 30'00" S, 39º 00' 00" W, 400-1200 m de altitude). Coletas aleatórias foram efetuadas e as frutificações foram pesquisadas em órgãos vivos ou mortos das palmeiras. Exsicatas foram depositadas no Herbário UFP (Departamento de Botânica da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE, Brasil). As espécies registradas pertencem aos gêneros Ceratiomyxa (1), Dictydium (1), Arcyria (1), Hemitrichia (1), Badhamia (1), Fuligo (1), Physarum (3), Stemonitis (2) e Comatricha (1). Ceratiomyxa fruticulosa (Miill.) Macbr., Physarum stellatum (Mass.) Mart., Stemonitis pallida Win. e Comatricha typhoides (Bull.) Rost. são referidas pela primeira vez para este tipo de substrato. Este trabalho eleva para 35 o número de espécies de Myxomycetes assinaladas sobre palmeiras até o momento.

Year

1996

Creators

Alves,Maria Helena Cavalcanti,Laise de Holanda

Microsporogênese e etapas da ontogenia do gametófito masculino de Tabebuia ochracea (Cham.) Standley (Bignoniaceae)

Foram analisadas as etapas da ontogenia do gametófito masculino e da parede da antera de Tabebuia ochracea. O método de formação da parede do microsporângio é do tipo Dicotiledôneo. O tecido esporogênico, em cada microsporângio, visto em secção transversal, organiza-se em uma fileira celular em forma de ferradura. O tapete é do tipo secretor e possui origem dual. O tapete interno diferencia-se precocemente em relação ao tapete externo. As duas camadas tapetais são estruturalmente dimórficas, mas no fim do estágio prémeiótico elas se tormam idênticas e com característico vacuoma bipolar. O endotécio desenvolve espessamentos helicoidais em suas paredes celulares. O desenvolvimento do pólen segue o modo usual em angiospermas. O expressivo crescimento do nucléolo e o aparecimento de vacúolos nucleolares na célula vegetativa sugerem sua alta atividade biossintetizante.

Contribuição ao conhecimento da distribuição espacial de Paepalanthus polyanthus (Bong.) Kunth (Eriocaulaceae) em áreas de baixada úmida de dunas

A distribuição espacial de Paepalanthus polyanthus foi avaliada em função da variação topográfica e da cobertura vegetal associada, em um trecho de baixada úmida de dunas na Praia da Joaquina, Florianópolis, SC. Foram delimitadas 4 transecções, ao longo das quais, quadrados de 0.5 m² foram dispostos de maneira contínua. A densidade de P. polyanthus e a porcentagem de cobertura vegetal foram determinadas para cada quadrado amostrai, registrando-se também, as espécies de maior cobertura. Em todas as transecções, P. polyanthus apresentou um padrão de distribuição agregado (índice de dispersão de Morisita Id&gt;1, P<0.001), estando seus indivíduos mais concentrados em áreas intermediárias da microrrelevo. P. polyanthus não ocorreu nos trechos mais elevados de dunas, onde, também, a cobertura vegetal era mais baixa. Nas bordas de lago e em áreas alagáveis, sua densidade é reduzida ou mesmo não ocorre. A limitação de P. polyanthus nestes trechos é discutida com base em aspectos de sua dinâmica populacional, uma vez que P. polyanthus apresenta elevada taxa de mortalidade após alagamentos e, em áreas mais elevadas, registra-se baixa emergência e sobrevivência de plântulas, principalmente em períodos de menor pluviosidade. Uma provável associação negativa com Ischaemum minus parece ocorrer, podendo ser explicada por eventuais alagamentos ou por interferência da densa cobertura desta gramínea para a germinação e crescimento de P. polyanthus.

Year

1996

Creators

Castellani,Tânia Tarabini Vieira,Silvana Scherer,Karla Zanenga

Vegetação campestre do sul do Brasil: dinâmica de espécies à exclusão do gado

O presente estudo objetivou avaliar modificações ocorridas na vegetação em uma área de campo natural, após oito anos sem influência de pastoreio. A área situa-se na Estação Experimental Agronômica da UFRGS, no município de Eldorado do Sul, RS, onde foram realizadas amostragens em 1984 e 1992. Dezesseis unidades amostrais permanentes de 0,25 m² foram utilizadas para verificar a presença e o valor de cobertura das espécies, pela escala de Daubenmire. São apresentados os valores de freqüência e cobertura absolutas (FA e CA, respectivamente) das espécies de Gramineae, Compositae, Rubiaceae, Leguminosae, Umbelliferae e Cyperaceae nos levantamentos de 1984 e 1992. O trabalho evidenciou a relação entre a forma biológica das espécies predominantes e os estados pastejado ou excluído. Em Gramineae, espécies rasteiras, estoloníferas ou rizomatosas (Paspalum notatum, Axonopus affinis e outras), características da área pastejada, foram substituídas por plantas de hábito cespitoso (Andropogon lateralis, Elyonurus candidus e outras), capazes de sombrear e sobrepujar as de baixo porte. Espécies de compostas e rubiáceas, de um modo geral, apresentaram uma redução em FA e pouca alteração em CA. As leguminosas apresentaram principalmente um aumento em FA, mantendo a CA praticamente constante. As umbelíferas destacaram-se pelo aumento da CA em metade de suas espécies. Ocorreu o surgimento de 25 e o desaparecimento de 42 espécies em 1992.

Year

1996

Creators

Boldrini,Ilsi Iob Eggers,Lilian

Ceras foliares epicuticulares de espécies congêneres da mata e do cerrado

Espécies de cerrado e mata foram analisadas quanto à sua composição em ceras foliares epicuticulares e de seus componentes hidrocarbonetos. Observou-se nas espécies de cerrado uma tendência a teores de ceras pouco maiores que os de espécies de mata estacionai semidecídua. A porcentagem de hidrocarbonetos nas ceras foi maior na maioria das espécies de mata que nas espécies congêneres de cerrado. Pela análise em CG, os hidrocarbonetos mostraram predominância de C29 e C31 apresentando um comprimento médio da cadeia de carbono dos homólogos menos variável em espécies de mata, em torno de 30,5, que de cerrado nas quais este valor variou de 28,5 a 31,3. Os resultados são discutidos em relação ao provável papel ecológico das ceras e sua aplicação como marcadores taxônomicos.

Year

1996

Creators

Varanda,Elenice Mouro Santos,Déborah Yara Alves Cursino dos

O gênero Diplazium Sw. (Dryopteridaceae, Pteridophyta) no Estado do Paraná, Brasil

O presente trabalho trata do levantamento do gênero Diplazium Sw. (Dryopteridaceae) no Estado do Paraná. A delimitação das espécies foi baseada em caracteres morfológicos. De acordo com os dados obtidos, foi possível reconhecer 11 espécies. Chave de identificação, comentários, distribuição geográfica e ilustrações são apresentados.

Uma nova espécie de Calyptranthes (Myrtaceae) da flora do Rio de Janeiro, Brasil

É descrita uma nova espécie para o gênero Calyptranthes (Myrtaceae), ocorrente na Reserva Biológica do Tinguá, município de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Trata-se de árvore ou arvoreta do estrato intermediário ou inferior da floresta atlântica que se destaca pela pilosidade densa e rufa de seus raminhos, pecíolos e dorso foliar. Pela sua forma de crescimento com copa pequena e arredondada e beleza de seus ramos esfoliantes, a nova espécie tem aptidão ornamental como arvoreta para áreas sombreadas.

Year

1996

Creators

Barroso,Graziela Maciel Peixoto,Ariane Luna

Morfologia do desenvolvimento pós-seminal de Syngonanthus elegans e S. niveus (Eriocaulaceae): Eriocaulaceae

As espécies S. elegans (Bong.) Ruhl. e S. niveus (Kunth.) Ruhl. (Eriocaulaceae) são conhecidas como sempre-vivas e ocorrem nos campos rupestres da Serra do Cipó - MG. Devido a sua utilização como ornamental, ressalta-se a importância dos dados sobre sua germinação e desenvolvimento pós-seminal. As sementes foram colocadas para germinar em câmara de germinação, em condições controladas, e no ambiente de laboratório no claro e no escuro. Para cada tratamento foram utilizadas 4 repetições com 25 sementes em placas de Petri com papel de filtro umedecido. Os resultados mostraram que as sementes de S. elegans e S. niveus são fotoblásticas positivas. As etapas do desenvolvimento pós-seminal são semelhantes para ambas espécies e, na germinação, observa-se a protrusão do eixo embrionário, de onde se desenvolvem primeiramente as folhas e posteriormente as raízes adventícias. O opérculo da semente fica aderido à testa e a raiz primária se degenera ainda no eixo embrionário.

Year

1996

Creators

Scatena,Vera Lúcia Lemos Filho,José Pires de Lima,Ana Amélia Araújo

Sangramento espontâneo de artéria lombar em paciente com doença de Von Recklinghausen: tratamento endovascular

Os sangramentos no retroperitônio são, em sua grande maioria, secundários a eventos traumáticos envolvendo grande energia cinética, com poucos relatos na literatura caracterizados como espontâneos. No presente relato, descrevemos paciente gestante, portadora de doença de Von Recklinghausen e com volumoso hematoma retroperitoneal diagnosticado durante o parto cesariano, secundário a ruptura espontânea de artéria lombar. A doença de Von Recklinghausen apresenta manifestações vasculares bem descritas, caracterizando-se principalmente por estenoses que são secundárias a tumores intramurais (proliferação das células de Schwann) e raramente dilatações aneurismáticas, assintomáticas em sua maioria. No presente caso, foi realizada a aortografia com cateterização seletiva e embolização da artéria sangrante com sucesso.

Year

2008

Creators

Nasser,Felipe Affonso,Breno Boueri Zurstrassen,Charles Edouard Sousa Junior,Wilson de Oliveira Leal Filho,Joaquim Mauricio da Motta Yamada,Fabio Petterle,Paulo Henrique Carnevale,Francisco Cesar

Embolia balística venosa retrógrada transtorácica: relato de caso e revisão da literatura

Êmbolo balístico é um fenômeno de ocorrência rara no atendimento ao traumatizado. Geralmente, são pouco sintomáticos ou assintomáticos, e o tratamento desses pacientes, apesar de estar em constante evolução, é ainda controverso. A abordagem endovascular tem se destacado como modalidade de tratamento para esse tipo de embolia com baixa morbimortalidade. Este artigo relata o caso de um paciente de 30 anos, do sexo masculino, vítima de ferimento por arma de fogo com múltiplos orifícios de entrada em tórax, submetido com sucesso à retirada do projétil por acesso endovascular após tentativa frustrada de retirada por toracotomia.

Year

2008

Creators

Machado,Alexandre de Tarso Procópio,Ricardo Jayme Evangelista,Francesco Botelho Kleinsorge,Gustavo Henrique Dumont Afonso,Cristina Toledo Navarro,Túlio Pinho

Aneurisma idiopático da artéria radial na região da tabaqueira anatômica: relato de caso

Paciente do sexo feminino, 73 anos, negra, lavadeira/lavradora, hipertensa, apresentava tumor pulsátil de 1,5 x 0,5 cm em região de tabaqueira anatômica da mão direita há 10 anos, de crescimento lento e progressivo, associado a dor local. Não apresentava alterações neurológicas, cianose de extremidades, sinais de infecção ou trauma local. O teste de Allen resultou negativo, e o Eco-Doppler colorido demonstrou aneurisma de artéria radial na tabaqueira anatômica. Procedeu-se a aneurismectomia de artéria radial na tabaqueira anatômica com ligadura dupla proximal e distal. Houve boa evolução operatória, sem sinais de isquemia digital. O exame anatomopatológico confirmou diagnóstico de parede arterial (aneurisma verdadeiro). O paciente encontra-se em acompanhamento ambulatorial, no momento assintomático. Não há definição de quais aneurismas distais à artéria axilar possam ser acompanhados sem conduta cirúrgica. Como a paciente, neste caso, apresentava teste de Allen normal e dor local, optou-se pela ligadura proximal e distal, com bom resultado.

Year

2008

Creators

Santos,Aline Cristine Barbosa Oliveira,Fabrício Mascarenhas de Oliveira,José Guilherme de Bolanho,Edgard Roberti,Tasso Mathias,Ulisses Ubaldo Matosinho Costa,Regina de Faria Bittencourt da Fernandes Júnior,Nelson

Avaliação das compensações linfáticas no pós-operatório de câncer de mama com dissecção axilar através da linfocintilografia

O sistema linfático é um componente do corpo humano intimamente relacionado ao sistema venoso. Entretanto, o conhecimento científico a seu respeito é limitado. A etiologia e os fatores de risco para o desenvolvimento do linfedema no pós-operatório de câncer de mama são multifatoriais e ainda não foram completamente esclarecidos. O objetivo desta revisão da literatura foi descrever o padrão linfocintilográfico e avaliar as compensações linfáticas do membro superior no pós-operatório de câncer de mama com dissecção axilar.

Year

2008

Creators

Rezende,Laura Ferreira de Pedras,Felipe Villela Ramos,Celso Dario Gurgel,Maria Salete Costa

Estudo comparativo de eco-Doppler com arteriografia na avaliação da doença oclusiva aorto-ilíaca

Contexto: A arteriografia com contraste (AC) tem sido o exame tradicional de avaliação de pacientes com suspeita de doença oclusiva aorto-ilíaca (DOAI). Recentemente, métodos menos invasivos, como a eco-Doppler, têm sido usados com a mesma finalidade. Objetivo: Comparar prospectivamente a eco-Doppler com a AC e eventual manometria arterial direta (MAD) na avaliação pré-operatória de pacientes com suspeita de DOAI. Métodos: Foram submetidos a eco-Doppler e a AC 125 pacientes internados para tratamento de doença arterial oclusiva dos membros inferiores, avaliando comparativamente 552 segmentos da aorta infrarrenal e das artérias ilíacas comum e externa. As lesões encontradas foram classificadas em cinco categorias: 1) normal e estenose leve (0 a 19%); 2) estenose moderada (20 a 49%); 3) estenose significativa (50 a 79%); 4) estenose crítica (80 a 99%); e 5) oclusão total. A MAD foi usada em 19 segmentos de 15 pacientes para classificar lesões limítrofes entre duas categorias. Foram calculados índices de validade (sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo, valor preditivo negativo e acurácia) para distinguir lesões hemodinamicamente significativas de não-significativas e para distinguir estenoses críticas de oclusões. O padrão-ouro foi AC, complementado pela MAD. Foram também calculados coeficientes de correlação kappa entre arteriografias e eco-Doppler para o conjunto dos segmentos aorto-ilíacos. Resultados: Lesões clinicamente relevantes (estenoses de 50 a 99% e oclusões totais) foram observadas na eco-Doppler em 163 segmentos (29,5%) e na AC em 158 segmentos (28,6%). A eco-Doppler mostrou altos índices de validade para distinguir lesões hemodinamicamente significativas de lesões não-significativas em todos os segmentos (acurácia = 92%; kappa = 0,81) e para diferenciar estenoses críticas de oclusões (acurácia = 86%; kappa = 0,73). Os índices de correlação entre os resultados das eco-Doppler e das AC foram ótimos em todos os segmentos aorto-ilíacos. Conclusão: A eco-Doppler apresenta elevados índices de validade e ótimos coeficientes de correlação com a AC na avaliação de pacientes com suspeita de DOAI.

Avaliação do refluxo venoso superficial ao mapeamento dúplex em portadores de varizes primárias de membros inferiores: correlação com a gravidade clínica da classificação CEAP

Contexto: As alterações de pele manifestadas na insuficiência venosa crônica têm como etiologia mais comum o refluxo venoso. Alguns autores relatam que o refluxo venoso superficial é responsável por 40-60% das úlceras de perna nos portadores de varizes primárias. Objetivo: Correlação do refluxo venoso superficial ao mapeamento dúplex com o quadro clínico (classificação CEAP - clínica, epidemiológica, anatômica e fisiopatológica) nos portadores de varizes primárias de membros inferiores. Método: Estudo transversal e descritivo, desenvolvido em portadores de varizes primárias. As variáveis primárias foram: refluxo venoso e quadro clínico. O quadro clínico foi caracterizado por grupos: A, B e C, representados pelas categorias clínicas da CEAP. Dados complementares foram: tipos de refluxo em veias safenas magnas e parvas, conforme classificação de Engelhorn (2004). Testaram-se as hipóteses de inter-relações entre presença de refluxo e quadro clínico, utilizando-se os testes exato de Fisher e qui-quadrado no nível de 5% de probabilidade. Resultados: Das 242 extremidades inferiores examinadas, 15 foram excluídas, totalizando 227 na amostra final. Noventa e nove (83,9%) pacientes eram do sexo feminino. A média de idade foi de 50 anos, com mediana igual a 49 anos. Noventa e três extremidades (41%) não apresentavam refluxo, e 134 (59%) o apresentavam isolado e/ou associado. O refluxo isolado em veias perfurantes (p = 0,0008) e destas em associação com o refluxo em veias safenas magnas (p < 0,0001) estão significativamente relacionados à gravidade do quadro clínico. Conclusão: Há correlação entre a presença do refluxo venoso superficial ao mapeamento dúplex e a gravidade do quadro clínico nos portadores de varizes primárias de membros inferiores.

Year

2009

Creators

Andrade,Áurea Regina Teixeira de Pitta,Guilherme Benjamin Brandão Castro,Aldemar Araújo Miranda Júnior,Fausto

Estudo da hemodinâmica venosa por meio da pletismografia a ar no pré e pós-operatório de varizes dos membros inferiores

Contexto: O tratamento cirúrgico das varizes primárias dos membros inferiores deve proporcionar alívio da estase venosa, a fim de evitar a evolução da doença venosa para estágios de maior gravidade clínica. Objetivo: Estudar as alterações da hemodinâmica venosa em pacientes portadores de varizes primárias dos membros inferiores no pré e pós-operatório, utilizando a pletismografia a ar. Método: Foram estudados 63 membros inferiores em 39 pacientes (35 mulheres e quatro homens), com média de idade igual a 46,3 anos, operados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, no período de janeiro de 2001 a dezembro de 2004. Os membros inferiores foram classificados de acordo com a classificação CEAP, em critério clínico = C2 a C6 (C2 = 6, C3 = 32, C4 = 15, C5 = 7 e C6 = 3), critério etiológico = Ep, critério anatômico = As e critério fisiopatológico = Pr. Os pacientes foram avaliados por exame clínico pré e pós-operatório, mapeamento dúplex pré-operatório e pletismografia a ar pré e pós-operatória. Resultados: Houve melhora da hemodinâmica venosa no pós-operatório, demonstrada pela diminuição do índice de enchimento venoso e da fração de volume residual e aumento da fração de ejeção nos membros inferiores submetidos à operação de varizes. Conclusão: A operação venosa superficial aliviou a estase venosa e proporcionou adequado tratamento, com o objetivo de interromper a evolução fisiopatológica da doença venosa crônica, em qualquer nível de gravidade clínica.

Year

2009

Creators

Dezotti,Nei Rodrigues Alves Joviliano,Edwaldo Edner Toma,Mariana Key Moriya,Takachi Piccinato,Carlos Eli