RCAAP Repository
Briófitas de caatinga: 2. Agrestina, Pernambuco, Brasil
Em uma área de caatinga do município de Agrestina (Lat. 8º27'28"S; Long. 35º57'13"W) - PE foram identificadas 13 espécies de Bryophyta, pertencentes as famílias Frullaniaceae, Lejeuneaceae, Ricciaceae - Hepaticopsida-Bryaceae, Dicranaceae, Ephemeraceae, Fissidentaceae, Leucobryaceae, Pottiaceae e Stereophyllaceae - Bryopsida. Constituem-se novos registros para a região Nordeste Cololejeunea minutíssima (Sm.) Schiffn. e Riccia brasiliensis Schiffn. e para Pernambuco Frullania dusenii Steph.
1996
Pôrto,Kátia Cavalcanti Bezerra,Maria de Fátima de Andrade
Tecomeae (Bignoniaceae) da Cadeia do Espinhaço, Minas Gerais e Bahia, Brasil
Este trabalho consiste num levantamento florístico dos representantes da tribo Tecomeae (Bignoniaceae) ocorrentes na Cadeia do Espinhaço, região serrana do interior de Minas Gerais e Bahia com cobertura vegetal constituída principalmente por campos rupestres. A tribo está representada na área por 17 espécies, distribuídas em 4 gêneros: Zeyheria (2 spp.), Tabebuia (6 spp.),Jacaranda (8 spp.) e Cybistax (1 sp.). São apresentadas chaves para os gêneros e espécies, descrições, ilustrações e comentários. J. oxyphylla é considerada sinônimo de J. caroba e J. morii é considerada sinônimo de J. ulei.
1996
Lohmann,L.G. Pirani,J.R.
Notas taxonômicas para espécies brasileiras dos gêneros Epidendrum, Platystele, Pleurothallis e Scaphyglottis (Orchidaceae)
É proposta uma nova combinação para o gênero Epidendrum L.: E. secundum var. albescens (Pabst) F. Barros, e a sinonimização de Hexadesmia cearensis Schltr. com Scaphy glottis fusiformis (Griseb.) Schultes; três novas ocorrências são citadas para o Brasil: Platy stele stenostachya (Rchb. f.) Garay, Pleurothallis blaisdellii S. Wats, e Pleurothallis navicularis Lindl. É apresentada uma ilustração de Epidendrum dichaeoides Carnevalli & Romero.
1996
Barros,Fábio de
Levantamento taxonômico de Cyperus L. 1. subg. Anosporum (Nees) Clarke (Cyperaceae-Cypereae) no Rio Grande do Sul, Brasil
Este trabalho foi baseado em revisão da literatura e de herbários, coletas e observação das populações no campo. Decisões taxonômicas foram baseadas na morfologia vegetativa e reprodutiva, resultando no reconhecimento de quatorze taxa, onze espécies e três variedades. É fornecida uma chave analítica para a identifiação dos taxa encontrados, bem como descrições, ilustrações, dados de distribuição geográfica, habitat e fenologia.
1996
Araujo,Ana Cláudia Longhi-Wagner,Hilda Maria
Luiz Fernando Gouvêa Labouriau (1921-1996)
No summary/description provided
1996
Handro,Walter
Métodos de coloração de Roeser (1972): modificado - e Kropp (1972) visando a substituição do azul de astra por azul de alcião 8GS ou 8GX
Em folhas de Lychnophora ericoides, Coffea arabica e Nymphaea mexicana foram testados métodos de coloração baseados em Roeser (1972) modificado e Kropp (1972), visando a substituição do corante azul de astra por azul de alcião 8GS ou 8GX. As amostras foram fixadas em FAA, desidratadas em série butílica terciária e incluídas em parafina. Os cortes histológicos transversais foram corados segundo diferentes baterias de coloração, modificadas quanto ao tipo de corante usado, diferenciador e série de desidratação. As lâminas permanentes foram preparadas com bálsamo-do-canadá sintético. Os resultados obtidos evidenciaram que o método de Roeser (1972) modificado é melhor que o de Kropp (1972), nas condições deste experimento. O azul de astra pode ser substituído por azul de alcião 8GX e a desidratação pode ser em série isopropílica ou etílica, sem grande diferença entre elas. São discutidos os resultados provenientes das diferentes colorações.
1996
Luque,Rebeca Sousa,Hildeberto C. de Kraus,Jane Elizabeth
Efeito do estresse hídrico na germinação e crescimento inicial de três espécies de leguminosas
Sementes de Senna macranthera, S. multijuga e Mimosa bimucronata foram submetidas a diferentes potenciais osmóticos simulados com PEG 6000 (0; -0,15; -0,49; -1,03 MPa) com o objetivo de avaliar o efeito do estresse hídrico na germinação e crescimento inicial de plântulas. Os potenciais osmóticos de -0,15 e -0,49MPa causaram um retardo de 12, 24 e 48 horas no início da germinação de M. bimucronata, S. multijuga e S. macranthera, respectivamente. Em todas as espécies, a germinabilidade final das sementes submetidas ao Ψ = -0,49MPa foi reduzida e nenhuma semente germinou em solução de Ψ = -1,03MPa. Estes resultados indicam um limite de tolerância entre os potenciais -0,49 e -1,03MPa. Plântulas de S. macranthera mostraram-se mais sensíveis ao estresse hídrico, reduzindo comprimentos de parte aérea e radícula à medida que os potenciais osmóticos tornavam-se mais negativos. Plântulas de S. multijuga e M. bimucronata apresentaram um aumento no comprimento médio da radícula em solução de Ψ= -0,15MPa. Houve redução do peso seco das plântulas a partir do Ψ = -0,49MPa para as 3 espécies testadas.
1996
Santarém,Eliane Romanato Almeida-Cortez,Jarcilene S Silveira,Tânia Sales da Ferreira,Alfredo Gui
Espécies vegetais dominantes do arquipélago de Fernando de Noronha: grupos ecológicos e repartição espacial
São relacionadas as 60 principais espécies vegetais dominantes do Arquipélago de Fernando de Noronha, no Nordeste brasileiro: 33 herbáceas, 12 lenhosas baixas (< 2 metros) e 15 lenhosas altas (> 2 metros). A partir de tratamentos numéricos analíticos, as informações mútuas para cada espécie em relação a variáveis ambientais evidencia grupos ecológicos distintos, caracterizados por seus padrões de repartição espacial. As plantas com padrão de repartição espacial definido dividem-se em espécies ubiquistas, de sotavento, de barlavento, costeiras, de áreas interiores, de áreas florestadas e de ocorrência isolada. As plantas com padrão pouco definido são classificadas mais por sua função na paisagem que pelo modo de repartição espacial nas ilhas e ilhotas. São as jitiranas, as invasoras e as espécies plantadas ou ornamentais.
1996
Batistella,Mateus
Zornia J. F. Gmel. (Leguminosae - Papilionoideae - Aeschynomeneae) no Estado de São Paulo
Este trabalho teve como objetivo levantar e estudar as espécies do gênero Zornia J.F.Gmel. que ocorrem no Estado de São Paulo. Foi confirmada a ocorrência de 9 espécies: Zornia gardneriana Moric., Z. virgata Moric., Z. cryptantha Arechav., Z. ramboiana Mohlenbr., Z. glabra Desv., Z. reticulata Sm., Z. latifolia Sm., Z. curvata Mohlenbr. e Z gemella (Willd.) Vogel. Zornia paniculata N.F. Mattos foi considerada sinônimo de Z virgata. Para as espécies foi confeccionada uma chave para identificação, descrições, comentários, ilustrações e mapas de distribuição geográfica.
1996
Sciamarelli,Alan Tozzi,Ana Maria G. de Azevedo
O gênero Miconia Ruiz & Pav. (Melastomataceae) no Estado de São Paulo
Este trabalho trata das espécies de Miconia coletadas no Estado de São Paulo. As 53 espécies aqui relacionadas, descritas e comentadas representam, provavelmente, todos os táxons do gênero até o momento coletados neste Estado.
1996
Martins,Angela Borges Semir,João Goldenberg,Renato Martins,Eneida
Fenologia de Paepalanthus hilairei Koern., P. polyanthus (Bong.) Kunth e P. robustus Silveira: Paepalanthus sect. Actinocephalus Koern. - Eriocaulaceae
Foi realizado o acompanhamento fenológico de três espécies de Paepalanthus sect. Actinocephalus: P. hilairei, P. polyanthus e P. robustus. Realizaram-se viagens mensais à Serra do Cipó, Minas Gerais, Brasil, durante um período de 21 meses. Detectou-se que P. hilairei e P. robustus são perenes e P. polyanthus é bienal. Nestas espécies verificou-se um período de floração concentrado nos meses do verão. A ocorrência de odor é registrada pela primeira vez em representantes do gênero.
1996
Sano,Paulo Takeo
Estudos em "sempre-vivas": taxonomia com ênfase nas espécies de Minas Gerais, Brasil
"Sempre-vivas" é o nome dado no Brasil a partes de plantas, geralmente escapos e inflorescências, que conservam a aparência de estruturas vivas mesmo depois de destacadas e secas e que são comercializadas e exportadas para decoração de interiores. Folhas, frutos e sementes também são utilizados, mas em menor escala. As espécies de "sempre-vivas" são oriundas dos cerrados do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil e, as de maior valor comercial, dos campos rupestres de Minas Gerais, Bahia e Goiás. Entre estas, predominam espécies de Eriocaulaceae, Poaceae (Gramineae), Xyridaceae, Cyperaceae e Rapateaceae, em ordem decrescente de importância. O maior centro de comercialização é a cidade de Diamantina, em Minas Gerais, com 25 espécies de Eriocaulaceae, 12 de Poaceae, 9 de Xyridaceae, 2 de Cyperaceae e 1 de Rapateaceae. São apresentadas chaves para identificação dos gêneros, baseadas em caracteres do material comercializado, além de breves descrições, ilustrações, listagem de material analisado, nomes populares e comentários sobre as espécies.
1996
Giulietti,Ana Maria Wanderley,Maria das Graças Lapa Longhi-Wagner,Hilda Maria Pirani,José Rubens Parra,Lara Regina
Notas taxonômicas em Xyris L. (Xyridaceae)
São propostas alterações nomenclaturais e taxonômicas em Xyris, status novum e dois novos sinônimos.
1996
Wanderley,Maria das Graças Lapa Sajo,Maria das Graças
As famílias Loranthaceae e Viscaceae da APA de Maricá, Rio de Janeiro, Brasil
Foram estudadas as espécies das famílias Loranthaceae e Viscaceae ocorrentes na Restinga de Maricá, RJ, cuja flora encontra-se ameaçada devido a diversas interferências que vêm alterando sua composição florística e estrutura vegetacional. Estão presentes dois gêneros, com quatro espécies para Loranthaceae e um gênero, com cinco espécies para Viscaceae. São citadas três novas ocorrências para o local e observações de campo.
1997
Moreira,Bianca Alsina Rizzini,Cecilia Maria
Ontogenia dos estratos parietais da antera de Tabebuia pulcherrima Sandw. (Bignoniaceae)
A ontogenia do tapete e dos demais estratos parietais, bem como o desenvolvimento do estômio e deiscência da antera de Tabebuia pulcherrima, foram presentemente estudados. O padrão de formação da parede do androsporângio é do tipo Dicotiledôneo. A camada parietal primária, a camada esporogênica e o tapete interno derivam-se diretamente do meristema fundamental. O tecido esporogênico, em cada androsporângio, visto em secção transversal, organiza-se numa fileira celular em forma de ferradura. O tapete é do tipo secretor e possui origem dual. O tapete interno diferencia-se precocemente em relação ao tapete externo. As duas camadas tapetais são discretamente dimórficas, mas tal dimorfismo é perdido no fim do estádio meiótico do esporângio. O dimorfismo tapetai e a precoce diferenciação do tapete interno são interpretados como expressão de um lapso ontogenético entre as duas camadas. Nas regiões dorso-laterais das tecas desenvolve-se um endotécio multiestratificado com espessamentos anelados ou helicoidais nas paredes celulares. A deiscência é precedida pela degeneração dos tecidos placentóides e ruptura dos septos interesporangiais. Apenas as células epidérmicas dos dois lados do sítio de ruptura do estômio (células estomiais) estão envolvidas com a ruptura do mesmo.
1997
Bittencourt Jr,Nelson S Mariath,Jorge Ernesto de A
Estrutura de um curso de taxonomia de campo: o modelo aplicado em Ubatuba, São Paulo
As atividades de campo são essenciais à formação de um bom taxonomista. Os problemas mais usuais das atividades didáticas no campo são: a) grande número de alunos; b) formação heterogênea e desequilíbrio de conhecimento dos participantes; c) repetições e tendência de coletas direcionadas para as formas de vida mais evidentes. As causas e conseqüências destes problemas são discutidas. Como solução é proposta uma metodologia, fundamentada numa vivência de muitos anos de atividades didáticas no campo em cursos de graduação e pós-graduação. São abordados tópicos como o número ideal de participantes, área de abrangência, época de atividade, divisão de trabalho e material e equipamentos necessários. Dependendo do número de espécies coletadas na mesma localidade, esta metodologia pode gerar uma lista de espécies da região com indicações precisas de hábito, habitat, nomes vulgares, abundância, usos, fenologia e outras informações que sempre afloram em trabalhos desta natureza. Como exemplo são apresentados os resultados da aplicação dessa metodologia em um curso de campo realizado em Ubatuba-SP e região.
1997
Leitão Filho,Hermógenes de F Rodrigues,Ricardo R Tamashiro,Jorge Y Santin,Dionete A Ivanauskas,Natália M Salino,Alexandre
Sistema de reprodução de Rhynchanthera dichotoma (Lam.) DC
R. dichotoma (Lam.) DC. é um arbusto que ocorre na região central do Brasil em ambientes úmidos, brejosos, formando nestes locais grandes populações. O período de floração desta espécie é longo de 6-8 meses. Neste estudo realizado no município de Tanabi (São Paulo), o pico de floração ocorreu no mês de abril. Semelhante ao observado em outras Melastomataceae de anteras tubulares e deiscência poricida, R. dichotoma é polinizada por abelhas vibradoras. Este estudo constatou que esta espécie é autocompatível com 59% de sucesso obtido nas autopolinizações manuais (n=90) e não foi observada a presença de agamospernmia (n=85). A polinização cruzada (xenogamia) foi predominante, sendo que 66% das flores polinizadas desenvolveram frutos (n=92). Surpreendentemente, apesar desta espécie apresentar anteras poricidas constatou-se a ocorrência de autopolinização espontânea em 33% das flores (n=92).
1997
Guimarães,Paulo José Fernandes Ranga,Neusa Taroda
Nuevas especies de la tribu Spermacoceae (Rubiaceae) para la flora de Brasil
Se describen e ilustran cuatro especies nuevas para la flora de Brasil: Borreria paulista del Estado de São Paulo, B. rosmariinifolia del Estado de Minas Gerais, Mitracarpus steyermarkii y Psyllocarpus intermedias del Estado de Bahia.
1997
Cabral,Elsa L Bacigalupo,Nélida M
Preservação da veia safena magna na cirurgia de varizes dos membros inferiores
A veia safena magna autóloga é o melhor substituto arterial nas revascularizações dos membros inferiores, importante na revascularização do miocárdio e pode ser utilizada nas cirurgias do sistema venoso e nos traumas das extremidades. A fleboextração aumenta os riscos de lesões linfáticas e neurológicas. Assim, no tratamento das varizes primárias dos membros inferiores por meio da cirurgia ou de outras técnicas, a preservação da safena é recomendável se ela for normal ou apresentar alterações que ainda permitam sua preservação pela correção da causa desencadeante. Tal correção pode ser feita por técnicas cirúrgicas. Entre elas, a cura hemodinâmica da insuficiência venosa em ambulatório (CHIVA) tem mostrado bons resultados. Recentemente, um ensaio clínico randomizado e controlado foi publicado comprovando sua eficácia. Outra técnica bastante utilizada é a da ligadura rasante da junção safenofemoral + crossectomia + ligadura das tributárias de crossa, com a qual se tem obtido resultados contraditórios. Finalmente, as técnicas que corrigem a insuficiência da safena reparando as valvas ostial e pré-ostial (valvoplastia externa) são mais fisiológicas. Um ensaio clínico internacional multicêntrico, randomizado e controlado, testando um novo dispositivo, está sendo realizado, com resultados iniciais favoráveis. Este estudo pretende fazer uma revisão sobre as técnicas utilizadas na preservação da safena magna.
2009
Rollo,Hamilton Almeida Giannini,Mariângela Yoshida,Winston Bonetti
Extensão cranial da veia safena parva: quando o fluxo caudal é normal
A extensão cranial da veia safena parva se destaca pelas inúmeras variações anatômicas e diferentes padrões de fluxo que podem ser observados, descritos em trabalhos envolvendo dissecções pós-morte ou cirúrgicas, flebografias e Doppler, que denotam a formação embriológica mais precoce e complexa em relação à safena magna. A observação de um tipo específico de extensão cranial da safena parva onde o sentido das valvas é contrário ao habitualmente observado foi primeiramente caracterizada por Carlo Giacomini, sendo o fluxo caudal nesses casos de aspecto normal sem sinal de incompetência valvar. Este artigo demonstra os padrões anatômicos e de fluxo que podem ser caracterizados na veia safena parva, contribuindo para que aspectos normais do seu fluxo não sejam confundidos com incompetência valvar.
2009
Romualdo,André Paciello Bastos,Roberto de Moraes Fatio,Mathias Cappucci,Alessandro Mariana,Solange Augusta Munhoz Narahashi,Érika Machado,Alberto Lobo Tokura,Eduardo Hideki