RCAAP Repository

Sintomas neurológicos transitórios após raquianestesia

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os sintomas neurológicos transitórios têm sido descritos em pacientes submetidos à raquianestesia sem outras complicações, após completa recuperação do bloqueio espinhal. Este estudo tem por objetivo apresentar uma revisão sobre o assunto. CONTEÚDO: São apresentados a história, incidência, possíveis etiologias, fatores de risco e tratamento dos sintomas neurológicos transitórios. CONCLUSÕES: A raquianestesia é bastante segura e a incidência destes sintomas é relativamente baixa, não justificando o abandono da técnica anestésica, bem como o uso da lidocaína.

Year

2004

Creators

Tanaka,Pedro Paulo Tanaka,Maria Aparecida Almeida

Remifentanil na prática clínica

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O remifentanil é o opióide mais recentemente introduzido na prática anestésica. O objetivo desse estudo foi rever a literatura, com ênfase na informação de interesse clínico publicada no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2002. CONTEÚDO: Os principais estudos sobre remifentanil são descritos e agrupados por áreas de interesse para a anestesia clínica. Aspectos como dose recomendada, equipamento e forma de uso, analgesia de transição e áreas em que o uso ainda é controverso, como para sedação, cirurgia pediátrica, obstétrica e terapia intensiva, são discutidos. CONCLUSÕES: O remifentanil é atualmente o opióide mais adequado para administração por infusão venosa contínua e pode tornar mais eficiente a prática clínica do anestesiologista ao serem seguidas as recomendações para o seu uso.

Year

2004

Creators

Videira,Rogério Luiz da Rocha Cruz,José Roquennedy Souza

Uso de corticosteróides por via peridural nas síndromes dolorosas lombares

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As síndromes dolorosas lombares constituem uma grande causa de morbidade e incapacidade. A terapêutica destas doenças é normalmente baseada em medidas conservadoras como repouso, analgesia, fisioterapia, até medidas cirúrgicas e de reabilitação. O objetivo deste trabalho é demonstrar a possibilidade do uso de corticosteróides por via peridural no tratamento das síndromes dolorosas lombares. CONTEÚDO: Técnicas e indicações adequadas do uso de infiltração peridural de corticosteróides em dores lombares de diferentes etiologias serão apresentadas nesta revisão de literatura, como uma opção viável e eficaz, assim como serão descritas suas indicações, contra-indicações, complicações e eficácia. CONCLUSÕES: O uso de corticosteróide por via peridural pode ser uma alternativa ao tratamento, desde que respeitando-se suas corretas indicações.

Year

2004

Creators

Cocicov,Alexander Ferrari Cocicov,Hercilia Laura Ferrari Silva,Marília Barreto G da Skare,Thelma Larocca

Sufentanil subaracnóideo associado à bupivacaína hiperbárica para analgesia de parto: É possível reduzir a dose do opióide?

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A adição de bupivacaína isobárica a doses menores de sufentanil por via subaracnóidea promove analgesia de qualidade satisfatória, com menor incidência de efeitos colaterais. O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade da analgesia e a incidência de efeitos colaterais de doses reduzidas de sufentanil subaracnóideo associados à bupivacaína hiperbárica em analgesia de parto. MÉTODO: Foram estudadas prospectivamente 69 gestantes de termo em trabalho de parto. As gestantes foram aleatoriamente divididas em três grupos que receberam, no espaço subaracnóideo, a combinação de 2,5 mg de bupivacaína hiperbárica e 1 ml de solução fisiológica (Grupo Controle); 2,5 mg de bupivacaína hiperbárica e 2,5 µg de sufentanil (Grupo S2,5) ou 2,5 mg de bupivacaína hiperbárica e 5 µg de sufentanil (Grupo S5). A dor, de acordo com a escala analógico visual (EAV) de dor e a incidência de efeitos colaterais foram avaliadas a cada 5 minutos nos primeiros quinze minutos e a seguir a cada 15 minutos até o nascimento. O estudo terminava com o nascimento, ou quando a paciente solicitava medicação analgésica de resgate (EAV > 3 cm). RESULTADOS: Os grupos S2,5 e S5 apresentaram maior duração de analgesia (67,2 ± 38,6 e 78,9 ± 38,7 minutos, respectivamente) e maior porcentagem de pacientes com analgesia efetiva (100% e 95,6%, respectivamente) que o grupo Controle, no qual a duração média de analgesia foi de 35,9 ± 21,6 minutos (p < 0,05) e a porcentagem de pacientes com analgesia efetiva foi de 69,6% (p < 0,05). CONCLUSÕES: A adição de sufentanil à bupivacaína hiperbárica melhora a qualidade e prolonga a duração da analgesia. Quando associado a 2,5 mg de bupivacaína hiperbárica, não há vantagem de se administrar dose superior a 2,5 µg de sufentanil para alívio da dor do trabalho de parto.

Year

2004

Creators

Yamaguchi,Eduardo Tsuyoshi Carvalho,José Carlos Almeida Fonseca,Ubirajara Sabbag Hirahara,Jacqueline Toshiko Cardoso,Mônica Maria Siaulys Capel

Incidência de tremor em anestesia peridural com ou sem fentanil: estudo comparativo

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A maioria dos trabalhos encontrados na literatura, relacionando a influência dos opióides administrados por via peridural com o tremor intra e pós-operatório, foram realizados com grupos de pacientes obstétricas, nas quais a resposta do centro termorregulador pode ser diferente das pacientes não grávidas. O objetivo deste trabalho foi comparar o bloqueio peridural com e sem fentanil, quanto à incidência de tremores e outras complicações no intra e pós-operatório em pacientes submetidos à cirurgia de varizes sob anestesia peridural com bupivacaína a 0,5% com adrenalina a 1:200.000. MÉTODO: Trinta e quatro pacientes, estado físico ASA I e II, submetidos à cirurgia para tratamento de varizes de membros inferiores, foram divididos aleatoriamente em 2 grupos (n = 17), e receberam midazolam (0,05 mg.kg-1), por via venosa seguido de anestesia peridural lombar, utilizando-se no grupo S, 20 ml bupivacaína a 0,5% (com vasoconstritor) associado a 2 ml de solução fisiológica a 0,9% e no grupo F, 20 ml de bupivacaína a 0,5% (com vasoconstritor) associada ao fentanil (100 µg). Foram estudados: incidência de tremor, temperatura dos pacientes, necessidade do uso de meperidina, e a incidência de náuseas e vômitos nos seguintes momentos: M1 - admissão do paciente na sala de operação; M2 - imediatamente antes da anestesia; M3 - 30 minutos após o término da injeção do anestésico local; M4 - 60 minutos após o término da injeção do anestésico local; M5 - 90 minutos após o término da injeção do anestésico local; M6 - final da anestesia; M7 - antecedendo a alta da sala de recuperação pós-anestésica. RESULTADOS: Quanto aos dados antropométricos, estado físico, tempo médio de duração da anestesia e cirurgia, temperatura dos pacientes e da sala de operação e incidência de náuseas e vômitos não houve diferença estatística entre os grupos. Houve diferença estatística aos 60 minutos (M4) e 90 minutos (M5) após o bloqueio peridural, com maior incidência de tremor no Grupo S que no Grupo F. Houve maior necessidade de utilização de meperidina nos pacientes submetidos ao bloqueio peridural não associado ao fentanil. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo, a adição de 100 µg de fentanil ao anestésico local, por via peridural, mostrou que o opióide não tem a propriedade de abolir o tremor, mas de reduzir sua incidência e a intensidade, sem aumentar a incidência de náuseas e vômitos.

Year

2004

Creators

Abreu,Múcio Paranhos de Vieira,João Lopes Lutti,Marcelo Negrão Montarroyos,Emily Santos Rossi,Randal de Tarso Moraes,Rodrigo

Análise do comportamento do hemometabolismo cerebral durante endarterectomia carotídea com pinçamento transitório

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A endarterectomia carotídea com pinçamento transitório altera a relação entre o fluxo sangüíneo cerebral e a demanda metabólica cerebral de oxigênio, com conseqüente geração de uma tendência a hipóxia oliguêmica ou desacoplamento hemometabólico. O objetivo do presente estudo foi identificar as alterações do hemometabolismo cerebral, avaliados através das alterações da saturação da oxihemoglobina no bulbo da veia jugular interna (SjO2), durante endarterectomia carotídea com pinçamento, correlacionando essas alterações com fatores com potencialidade de interferir com as mesmas, principalmente a pressão de CO2 expirada (P ET CO2) e a pressão de perfusão cerebral (PPC). MÉTODO: Participaram do estudo 16 pacientes com doença estenosante unilateral e submetidos a pinçamento arterial transitório durante endarterectomia carotídea. Os parâmetros monitorizados (saturação da oxihemoglobina no bulbo da veia jugular interna, stump pressure e a pressão de CO2 expirado) foram analisados nos seguintes momentos: M1 - pré-pinçamento; M2 - 3 minutos pós-pinçamento; M3 - pré- despinçamento; M4 - pós-despinçamento. RESULTADOS: A comparação entre a SjO2 (%, Média ± DP) nos períodos estudados evidenciou uma diferença entre a registrada nos momentos M1 (52,25 ± 7,87) e M2 (47,43 ± 9,19). Essa redução inicial estabilizou-se durante o pinçamento transitório, com diminuição na comparação entre M2 e M3 (46,56 ± 9,25), sem significado estatístico (p = ns). Na fase pós-despinçamento, M4 (47,68 ± 9,12), a média da SjO2 apresentou uma elevação, quando comparada com os momentos de pinçamento M2 e M3, ainda inferior ao momento pré-pinçamento M1 (M4 x M1 - p < 0,04). Essa diminuição da SjO2 foi acompanhada de diminuição significante da pressão de perfusão cerebral (stump pressure). Os fatores que influenciam essa tendência ao desacoplamento hemometabólico cerebral apresentaram um forte índice de correlação com a P ET CO2. A comparação entre a PPC e a SjO2 apresentou um fraco índice de correlação, sem significância estatística. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo a aferição da SjO2 é um modo de monitorização clínico efetivo e de rápida resposta na evidenciação das alterações da relação FSC/CCO2; o pinçamento carotídeo transitório implica em tendência ao desacoplamento hemometabólico cerebral e conseqüentemente, hipóxia oliguêmica; a PPC de forma isolada, não avalia a situação hemometabólica cerebral (relação entre FSC e o CCO2); a hipocapnia pode levar a situações de desacoplamento hemometabólico; a monitorização da P ET CO2 é forma inócua e eficiente de monitorizar a PaCO2, evitando situações de hipocapnia inadvertidas, com seus efeitos deletérios sobre a relação FSC/CCO2, durante pinçamento carotídeo transitório.

Year

2004

Creators

Duval Neto,Gastão Fernandes Niencheski,Augusto H.

Remifentanil versus dexmedetomidina como coadjuvantes de técnica anestésica padronizada em pacientes com obesidade mórbida

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Comparou-se a ação de duas drogas coadjuvantes da anestesia, remifentanil e dexmedetomidina, na recuperação anestésica e na evolução do pH e da PaCO2, em pacientes com obesidade mórbida que foram submetidos à cirurgia de Capella. MÉTODO: O estudo foi aleatório, prospectivo e duplamente encoberto. Noventa e dois pacientes foram designados a um de dois grupos e submetidos à técnica anestésica (geral/peridural) padronizada. O grupo Remifentanil (Grupo R) e o da Dexmedetomidina (Grupo D) receberam infusão contínua por via venosa destas drogas (0,1 µg.kg-1.min-1 e 0,5 µg.kg-1.h-1 peso ideal mais 30% para ambas) logo após a intubação traqueal. Os pacientes foram monitorizados com pressão arterial média invasiva, oximetria de pulso, EEG bispectral (BIS), capnografia, estimulador de nervo periférico e ECG. Foram avaliados: 1) diferentes tempos de recuperação anestésica (abertura dos olhos, reinicio da respiração espontânea, tempo de extubação traqueal, tempo para de alta da sala de recuperação pós-anestésica e hospitalar), 2) a evolução da gasometria arterial, e 3) analgesia pós-operatória. RESULTADOS: Oitenta e oito pacientes foram avaliados. Os pacientes do grupo R apresentaram abertura ocular precoce (9,49 ± 5,61 min versus 18,25 ± 10,24 min, p < 0,0001), menor tempo para reiniciar a ventilação espontânea (9,78 ± 5,80 min versus 16,58 ± 6,07 min, p < 0,0001), e menor tempo para a extubação traqueal (17,93 ± 10,39 min versus 27,53 ± 13,39 min, p < 0,0001). Não houve diferença quanto ao tempo para alta anestésica (105,18 ± 50,82 min versus 118,69 ± 56,18 min) e para alta hospitalar (51,13 ± 6,37 horas versus 52,50 ± 7,09 horas). Os dois grupos apresentaram diminuição dos valores de pH e da PaO2 imediatamente após a extubação traqueal comparados com valores pré-operatórios, e que se manteve até a alta da SRPA. O grupo D apresentou valores maiores de PaCO2 após a extubação traqueal, comparados com valores pré-operatórios no mesmo grupo (p < 0,05), divergente do Grupo R; 41% dos pacientes do Grupo R e 60% do Grupo D (p < 0,02) requisitaram medicação analgésica de resgate no primeiro dia de pós-operatório. CONCLUSÕES: Na população avaliada, a associação de remifentanil em técnica anestésica padronizada resultou em recuperação anestésica mais rápida, manutenção dos valores de PaCO2 durante o período pós-operatório imediato e menor consumo de analgésicos de resgate no período pós-operatório, quando comparada à dexmedetomidina.

Year

2004

Creators

Sudré,Eliana Cristina Murari Salvador,Maria do Carmo Bruno,Giuseppina Elena Vassallo,Dalton Valentim Lauretti,Gabriela Rocha Sudré Filho,Gilberto Neves

Disritmias cardíacas e alterações do segmento ST em idosos no perioperatório de ressecção transuretral da próstata sob raquianestesia: estudo comparativo

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Idosos representam 25% do total dos pacientes cirúrgicos. Muitos pacientes com doença arterial coronariana (DAC) apresentam eletrocardiograma (ECG) pré-operatório normal, e alta incidência de infarto agudo do miocárdio (IAM) silencioso na 1ª semana de pós-operatório. As disritmias aumentam com a idade, sendo observadas extrassístoles supraventriculares (ESSV) e ventriculares (ESV), fibrilação atrial e distúrbios da condução intraventricular. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de disritmias cardíacas e de alterações do segmento ST no perioperatório através do Sistema Holter em pacientes idosos submetidos à cirurgia de ressecção transuretral da próstata (RTU) e herniorrafia inguinal sob raquianestesia (controle). MÉTODO: Foram avaliados 21 pacientes com idades entre 65 e 84 anos submetidos a RTU da próstata e 16 pacientes com idades entre 65 e 86 anos, submetidos à herniorrafia inguinal, sob raquianestesia. Avaliação pelo Sistema Holter no pré-operatório (12 horas), intra-operatório (3 horas) e pós-operatório (12 horas). RESULTADOS: A prevalência de extrassístoles supraventriculares (ESSV) entre os grupos RTU e controle foi, no pré-operatório 85,7% vs. 93,7%, no intra-operatório 85,7% vs. 81,2% e no pós-operatório 76,2% vs. 100%. As extrassístoles ventriculares (ESV) tiveram prevalência de 76,2% vs. 81,2% no pré, 80,9% vs. 68,7% no intra e 80,9% vs. 81,2% no pós-operatório. A prevalência de alterações do segmento ST entre os grupos RTU e controle foi, no pré-operatório 19% vs. 18,7%, no intra-operatório 4,7% vs. 18,7% e no pós-operatório de 14,3% vs. 18,7%, sem significância estatística. CONCLUSÕES: Os paciente idosos apresentam alta prevalência de ESSV e ESV. O número total de ESSV e ESV, e alterações do segmento ST, presentes no período pré-operatório, não foi alterado pela cirurgia de ressecção transuretral da próstata, bem como pela herniorrafia inguinal, nos períodos intra e pós-operatório.

Year

2004

Creators

Mandim,Beatriz Lemos da Silva Achá,Renato Enrique Sologuren Fonseca,Neuber Martins Zumpano,Fabiano

Avaliação das condições de intubação traqueal com rocurônio aos 60 segundos em crianças, adultos e idosos

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O rocurônio apresenta um início de ação mais rápido do que todos os outros bloqueadores neuromusculares adespolarizantes disponíveis comercialmente, permitindo a intubação traqueal em tempo similar ao da succinilcolina. Além do relaxamento das cordas vocais, também é importante para uma intubação rápida e segura, em que não haja reação ao tubo traqueal ou tosse após a sua colocação. Esse trabalho tem por objetivo comparar as condições de intubação traqueal com rocurônio (0,6 mg.kg-1) com escala clínica em crianças, adultos e idosos. MÉTODO: Após medicação pré-anestésica com midazolam, monitorização de rotina e indução da anestesia com propofol e fentanil, foram avaliadas, por escala clínica, as condições de intubação traqueal após 60 segundos, em 60 pacientes com idades entre 1 e 88 anos, estado físico ASA I a III, que receberam rocurônio (0,6 mg.kg-1) em 5 segundos. Os pacientes foram divididos em três grupos de acordo com a faixa etária: Grupo 1 (G1) crianças de até 12 anos, Grupo 2 (G2), adultos de 18 a 65 anos e Grupo 3 (G3), pacientes acima de 65 anos. Foram analisados os seguintes parâmetros: as condições de intubação traqueal por escala clínica, a pressão arterial e o pulso, aferidos antes (controle),após a indução, após a injeção de rocurônio, 3 e 5 minutos após a intubação traqueal. RESULTADOS: Todos os pacientes foram intubados com sucesso em 60 segundos, mas as condições clinicamente aceitáveis em 100% dos casos só foram obtidas nos adultos e idosos. Três crianças foram classificadas como em condições ruins devido à presença de tosse sustentada por mais de 10 segundos. Não houve alterações significativas da pressão arterial nem da freqüência do pulso durante o estudo. CONCLUSÕES: Nas condições desse estudo, a dose de 0,6 mg.kg-1 foi suficiente para intubação traqueal em 60 segundos em adultos e idosos. No entanto, foi insuficiente para obtenção de condições de intubação traqueal clinicamente aceitáveis em 60 segundos em 100% das crianças.

Year

2004

Creators

Almeida,Maria Cristina Simões de Martins,Rogério Silveira Martins,Ana Lúcia Costa

Resistência ao fluxo de gases em cânulas de intubação traqueal com comprimento padrão diminuído

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O comprimento da porção da cânula de intubação traqueal após o balonete de segurança pode ser reduzido, provavelmente sem influência deletéria na resistência ao fluxo de gases. O objetivo deste estudo foi determinar os efeitos dessa redução sob diferentes regimes de fluxo inspiratório. MÉTODO: Foram realizadas medidas de resistência fluxo de gases em cânulas com diâmetros internos de 7; 7,5; 8; 8,5; 9 e 9,5 mm. As medidas foram realizadas em cânulas com o comprimento padrão e com comprimento diminuído na altura do balonete de segurança. Os fluxos foram situados a 0,07 litros por segundo (L.s-1), 0,1; 0,2; 0,33; 0,5 e 1 L.s-1. RESULTADOS: As resistências obtidas são progressivamente menores para maiores diâmetros internos, mas maiores para um mesmo diâmetro submetido a fluxo mais intenso, em cânulas com comprimentos padrão ou reduzidos. As cânulas com comprimentos reduzidos têm menor ou igual resistência ao fluxo testado em cânula com igual diâmetro interno. CONCLUSÕES: As resistências se mostraram menores ou comparáveis nas cânulas de intubação traqueal com comprimento reduzido em relação ao tamanho padrão.

Year

2004

Creators

Prado,Fernando José Gonçalves do Vieira,Joaquim Edson Benseñor,Fábio Ely Martins

Análise macroscópica infra-vermelha da difusão do óxido nitroso via inalatória para a cavidade abdominal, em ratos submetidos a pneumoperitônio

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O óxido nitroso (N2O), por ser uma estrutura tri-atômica assimétrica, assume características de alta emissão e absorção de energia no espectro infra-vermelho, com um pico característico de absorção em 4,5 µm, o que o torna visível ao infra-vermelho curto, quando contrastado com uma fonte emissora de calor (anteparo quente). Diversos autores têm descrito a difusão do N2O para cavidades fechadas por métodos como cromatografia gasosa e analisador de gases, que não permitem um estudo macroscópico detalhado do gás. O presente estudo teve como objetivo a filmagem macroscópica no espectro infra-vermelho da difusão de N2O, utilizado em anestesia inalatória, para a cavidade peritoneal de ratos submetidos a pneumoperitônio de 20 mmHg com ar ambiente. MÉTODO: Dividiu-se os animais em três grupos, de acordo com o anestésico utilizado: I - controle venoso: tiopental intra-peritoneal; II - controle inalatório: isoflurano a 1,2% em O2 100%; III - óxido nitroso: N2O 66% em oxigênio e isoflurano a 0,6%. Os termogramas provenientes da descompressão abdominal foram obtidos, por meio de um radiômetro AGEMA 550 filmados a 7 quadros por segundo. RESULTADOS: O N2O demonstrou-se visível ao infra-vermelho. No momento da descompressão abdominal, não houve nos grupos I e II termogramas com rastros de gases visíveis ao infra-vermelho. Houve, porém, rastros de gases visíveis ao infra-vermelho no grupo III. CONCLUSÕES: Conclui-se que o óxido nitroso inalatório a 66% difundiu-se para a cavidade peritoneal de ratos submetidos a pneumoperitônio de 20 mmHg com ar ambiente, sem aumento de pressão intra-abdominal.

Year

2004

Creators

Colman,Daniel Brioschi,Marcos Leal Cimbalista Júnior,Mário Tambara,Elizabeth Mila Melo,Maria Célia Barbosa Fabrício de Blume,Leonardo Pimpão

Conduta anestésica em balneoterapia de pacientes queimados: avaliação prospectiva de 2852 procedimentos

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A analgesia profunda no paciente queimado, que necessita de cuidados diários das lesões, constitui um campo de atuação do anestesiologista em que as referências de conduta ainda são muito escassas. O objetivo deste estudo foi avaliar a conduta anestésica em balneoterapia de pacientes queimados em 2852 procedimentos. MÉTODO: Foi realizada avaliação prospectiva das alternativas de analgesia e sedação empregadas por anestesiologistas, no período de 1 ano. Idade, peso, sexo, superfície corporal queimada (SCQ), drogas e doses empregadas, duração, monitorização, número de procedimentos por paciente e complicações foram registrados. Para a análise dos resultados, a amostra foi dividida em grupos: grupo A, com idade até 10 anos; grupo B, 11 a 17 anos; grupo C, 18 a 65 anos; grupo D, acima de 65 anos e os dados foram comparados. RESULTADOS: Foram 2852 procedimentos realizados em 134 pacientes. No grupo A, foram 743 procedimentos em 42 pacientes; no grupo B, 354 procedimentos em 16 pacientes; no grupo C, 1573 procedimentos em 68 pacientes; no grupo D, 182 procedimentos em 8 pacientes. Em toda a amostra, a S(+)-cetamina por via venosa, como agente único, foi usada em 116 casos. A S(+)-cetamina, associada ao midazolam, por via venosa, foi usada em 631 casos. A S(+)-cetamina, associada ao midazolam e ao fentanil, por via venosa, foi usada em 1562 casos. A S(+)-cetamina por via muscular, como agente único, foi empregada em 188 casos, sendo 173 no grupo A. O propofol foi associado em outros 149 casos. A cetamina racêmica foi usada em mais 142 casos. O alfentanil, como alguns outros agentes, foi pouco usado. A duração dos procedimentos foi de 29,3 ± 10,6 minutos; maior peso e SCQ se correlacionaram com aumento significante da duração. Houve 30 casos de diminuição da SpO2 abaixo de 90%, sendo 3 casos (0,59%) no subgrupo que recebeu S(+)-cetamina e midazolam por via venosa, e 24 casos (1,93%) no que recebeu S(+)-cetamina, midazolam e fentanil pela mesma via (p = 0,039). Houve um caso de parada cardíaca em paciente moribundo, que foi recuperado, prosseguindo-se o banho até o final. CONCLUSÕES: A S(+)-cetamina, o midazolam e o fentanil foram os agentes mais empregados, sendo a S(+)-cetamina o principal agente. As técnicas anestésicas empregadas mostraram-se seguras e eficazes.

Year

2004

Creators

Cantinho,Fernando Antônio de Freitas Santos,Fernando Guedes Silva,Antônio Carlos Pereira da

Analgesia regional periférica com lidocaína em paciente queimado: relato de caso

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A realização de anestesia regional em pacientes queimados é dificultosa pela localização aleatória das lesões térmicas. Elevadas taxas de alfa1 glicoproteína ácida com grande afinidade para drogas alcalinas, especialmente a lidocaína, têm sido observadas nesses pacientes. Este caso relata como o uso intermitente de anestesia e analgesia regional periférica com altas doses de lidocaína podem ser úteis em fornecer efetiva analgesia num paciente com queimaduras de segundo grau nos quatro membros, abrangendo, aproximadamente, 20% de área superficial queimada. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 23 anos, 86 kg, estado físico ASA II, com queimadura superficial da face, segundo grau nos quatro membros e elevada taxa sérica de alfa1 glicoproteína ácida (260 mg.dl-1), teve sua dor controlada com 11,6 mg.kg-1 de lidocaína com adrenalina 1:400.000 administrada por cateteres introduzidos e tunelizados para diversos procedimentos - irrigações e troca de curativos, desbridamentos, fisioterapia, enxertos cutâneos e analgesia diária durante 28 dias. CONCLUSÕES: Em pacientes queimados com injúrias térmicas localizadas nas extremidades, a analgesia regional periférica pode ser útil. As elevadas taxas séricas de alfa1 glicoproteína ácida e o local da injeção podem permitir o emprego de altas doses de lidocaína.

Dexmedetomidina como droga adjuvante no despertar transitório no intra-operatório de correção cirúrgica de escoliose: relato de caso

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A escoliose é um defeito da coluna vertebral que necessita muitas vezes de correção cirúrgica. Uma peculiaridade desta correção é a necessidade do paciente despertar no intra-operatório e movimentar os membros inferiores com intuito de afastar lesões do sistema nervoso central (SNC), após a correção do defeito ortopédico. Neste relato, foi associada dexmedetomidina à anestesia venosa total com propofol e remifentanil com o objetivo de obter as ações sedativa, analgésica e de estabilidade ventilatória desta droga, durante o despertar transitório em paciente submetida à correção cirúrgica de escoliose. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 16 anos, branca, estado físico ASA I, com escoliose torácica e lombar em 12 níveis, foi submetida à cirurgia sob anestesia geral. Como medicação pré-anestésica foi utilizado lorazepam na dose de 2 mg, por via oral, na véspera e 90 minutos antes do procedimento. Após monitorização, foi realizada venóclise e punção da artéria radial no membro superior esquerdo; a veia subclávia direita foi puncionada com cateter de duplo lúmen, para infusão de drogas e medidas hemodinâmicas. A indução anestésica foi feita com 1 µg.kg-1 de remifentanil e propofol, em infusão alvo-controlada, para concentração plasmática de 3 µg.ml-1. Como bloqueador neuromuscular, foi utilizado atracúrio na dose de 0,5 mg.kg-1. A manutenção da anestesia foi realizada com infusão contínua de dexmedetomidina (0,4 µg.kg-1.h-1), remifentanil (0,3 µg.kg-1.min-1) e propofol (3 µg.ml-1) em infusão alvo-controlada. No momento do teste para movimentação dos membros inferiores, foram interrompidas as infusões de propofol e remifentanil, mantendo a dexmedetomidina. Com a superficialização do plano anestésico, o paciente assumiu ventilação espontânea e após 14 minutos da interrupção das drogas, sob comando verbal, movimentou os membros inferiores. Durante este procedimento, a paciente permaneceu no estágio 3 de sedação de Ramsay, isto é, sob analgesia, respirando espontaneamente e tranqüila. CONCLUSÕES: A dexmedetomidina associada à anestesia venosa total mostrou-se uma opção interessante, como droga adjuvante no teste de despertar, bem como para o propósito de analgesia e sedação no período perioperatório.

Year

2004

Creators

Bagatini,Airton Volquind,Daniel Rosso,André Trindade,Rubens Devildos Splettstösser,João Carlos Germano

Tratamento de dor em paciente com tumor sacral inoperável: relato de caso

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Diversas técnicas podem ser utilizadas no controle de dor em pacientes oncológicos. O objetivo deste relato é mostrar o uso de algumas medidas terapêuticas empregadas para tratar um paciente com quadro doloroso importante de difícil controle. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 70 anos, com cordoma sacral e com possibilidade terapêutica muito difícil. Apresentava quadro de dor importante associado ao tumor. São relatadas diversas técnicas utilizadas no seu tratamento e os resultados obtidos. CONCLUSÕES: Os bloqueios neurolíticos, para o controle da dor em paciente com tumores cuja possibilidade terapêutica é difícil, constituem técnica eficaz quando bem indicados e realizados dentro de critérios estabelecidos.

Year

2004

Creators

Gasparini,Juliano Rodrigues Saraiva,Renato Ângelo

Prevenção da aspiração pulmonar do conteúdo gástrico

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apesar da baixa incidência, a aspiração pulmonar do conteúdo gástrico pode ter conseqüências devastadoras para o indivíduo. A diminuição na função do esfíncter esofágico e dos reflexos protetores das vias aéreas causadas pela depressão da consciência, predispõe os pacientes a esta grave complicação. Neste artigo, foi realizada uma revisão dos aspectos fisiológicos associados ao refluxo gastroesofágico, bem como os métodos utilizados para preveni-lo. CONTEÚDO: São feitos comentários sobre os mecanismos envolvidos na aspiração do conteúdo gástrico, suas conseqüências e métodos de prevenção, incluindo recentes guias de jejum pré-operatório elaborados após revisão da literatura, o uso racional de drogas que atuam no pH e volume gástrico e, finalmente, o efeito de diferentes métodos de manutenção da via aérea na prevenção da aspiração pulmonar. CONCLUSÕES: A aspiração pulmonar do conteúdo gástrico, apesar de pouco freqüente, exige cuidados especiais para sua prevenção. Guias de jejum pré-operatório elaborados recentemente sugerem períodos menores de jejum, principalmente para líquidos, permitindo mais conforto aos pacientes e menor risco de hipoglicemia e desidratação, sem aumentar a incidência de aspiração pulmonar perioperatória. O uso rotineiro de drogas que diminuem a acidez e volume gástrico parece estar indicado apenas para pacientes de risco. O melhor método de proteção da via aérea contra a aspiração continua sendo a intubação traqueal. Outros métodos de manutenção da via aérea vêm sendo adotados, mas a eficácia na prevenção da aspiração ainda é inferior, embora representem importante alternativa em casos de falha de intubação traqueal.

Transfusão sangüínea em crianças e os métodos para evitá-la: uma reavaliação

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Muitas medidas e técnicas são utilizadas, nos pacientes adultos, na tentativa de reduzir, ou evitar, tanto a perda sangüínea como a administração de sangue homólogo durante atos cirúrgicos para os quais se esperam grandes perdas na volemia. Enquanto as estratégias para evitar a utilização de sangue homólogo em pacientes adultos são largamente empregadas, nos pacientes pediátricos são negligenciadas. Talvez isso se deva ao fato de que em crianças essas técnicas podem não ser tão úteis quanto nos adultos, além dos problemas técnicos próprios do tamanho dos pacientes. O objetivo dessa revisão foi reavaliar as técnicas para reduzir a necessidade de transfusão de sangue homólogo em adultos e discutir sua utilização em pacientes pediátricos. CONTEÚDO: Através da pesquisa bibliográfica apresentam-se às estratégias mais freqüentes para diminuir, ou mesmo evitar, transfusão de sangue homólogo durante atos cirúrgicos nos quais esperam-se grandes perdas volêmicas. Como todos os métodos conhecidos foram desenvolvidos para pacientes adultos, projeta-se, a partir daí, reavaliando-se esses métodos, técnicas e fármacos, uma linha de ação visando a sua aplicabilidade nos pacientes pediátricos. CONCLUSÕES: Mais uma vez fica patente que as soluções obtidas para adultos não são aplicáveis inteiramente aos pacientes pediátricos. As medidas para reduzir o sangramento intra-operatório e a conseqüente redução na necessidade do emprego de sangue homólogo são eficientes em pacientes adultos, porém são de longe mais invasivas, complicadas e muitas delas ineficientes nos pacientes pediátricos, notadamente naqueles abaixo de dois anos de idade.

Manoel Duarte

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João José de Cunto

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Lembrando

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Year

2004

Creators

Kalaf,Amir Michel Messenberg,Rogério W. Inoue,Jorge Yutaka