RCAAP Repository

Fratura do acrômio associada a lesão arterial: relato de caso

A fratura do acrômio com lesão arterial é uma associação rara. O quadro clínico caracteriza-se por dor no ombro, incapacidade funcional e edema do membro acometido, com pulso e temperatura distais diminuídos. A radiografia do ombro e a arteriografia definem o diagnóstico e auxiliam na evolução pós-operatória. Os autores relatam um caso raro de fratura da base do acrômio associada a lesão da artéria ulnar ipsilateral, seu tratamento, bem como a avaliação pré e pós-operatória.

Year

2010

Creators

Fernandes,Marcos Rassi Fernandes,Rui José

Utilização da safena magna in situ para arterialização do arco venoso do pé

CONTEXTO: O tratamento da isquemia crítica de membros inferiores sem leito arterial distal pode ser realizado por meio da inversão do fluxo no arco venoso do pé. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi apresentar a técnica e os resultados obtidos com a arterialização do arco venoso do pé, mantendo a safena magna in situ. MÉTODOS: Dezoito pacientes, dos quais 11 com aterosclerose (AO), 6 com tromboangeíte obliterante (TO) e 1 com trombose de aneurisma de artéria poplítea (TA) foram submetidos ao método. A safena magna in situ foi anastomosada à melhor artéria doadora. O fluxo arterial derivado para o sistema venoso progride por meio da veia cujas válvulas são destruídas. As colaterais da veia safena magna são ligadas desde a anastomose até o maléolo medial, a partir do qual são preservadas. RESULTADOS: Dos pacientes, 10 (55,6%) mantiveram suas extremidades, 5 com AO e 5 com TO; 7 (38,9%) foram amputados, 5 com AO, 1 com TO e 1 com Ta; houve 1 óbito (5,5%). CONCLUSÃO: A inversão do fluxo arterial no sistema venoso do pé deve ser considerada para salvamento de extremidade com isquemia crítica sem leito arterial distal.

Year

2010

Creators

Busato,Cesar Roberto Utrabo,Carlos Alberto Lima Gomes,Ricardo Zanetti Hoeldtke,Eliziane Housome,Joel Kengi Costa,Dieyson Martins de Melo Busato,Cintia Doná

Percepção da doença arterial obstrutiva periférica por pacientes classe I ou II de Fontaine de um Programa de Saúde da Família

CONTEXTO: A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) se destaca por deteriorar a qualidade de vida dos pacientes, quando associada a elevado risco de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. O diagnóstico clínico é sensível e específico, por meio do índice tornozelo-braquial (ITB), que, se precocemente detectado, otimiza o controle dos fatores de risco. OBJETIVO: Avaliar a percepção da DAOP em pacientes classe I ou II de Fontaine assistidos pela Estratégia de Saúde da Família em Pará de Minas (MG), analisando características socioeconômicas e determinantes da qualidade de vida. MÉTODOS: Após cálculo amostral estratificado por gênero e idade, um questionário elaborado para o estudo foi respondido por 123 indivíduos com diagnóstico de DAOP classe I ou II de Fontaine. Para as associações, utilizaram-se testes do c² e exato de Fisher (p<0,05). RESULTADOS: Dos indivíduos que responderam o questionário, 96 (78%) eram do gênero feminino e tinham baixa escolaridade. Observou-se associação entre claudicação intermitente, o sintoma mais frequente da doença, e aperto nas pernas, câimbras, adormecimento dos pés, cansaço, inchaço e agulhadas. Não houve associação com tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, diabetes e alteração do colesterol. Dos participantes, 76 (61,8%) nunca ouviram falar da doença, apesar de serem portadores. Dor durante execução de tarefas dentro e fora de casa foi relatada por 48 (39%) indivíduos. A prática de atividade física foi mais recomendada por médico clínico geral - mencionada por 18 (14,6%) indivíduos - sendo que a caminhada, única atividade praticada em níveis recomendados, foi relatada por 102 (27,7%). CONCLUSÃO: É necessário esclarecimento para essa população quanto ao tratamento clínico não-farmacológico para controle das manifestações crônicas irreversíveis. Ressalta-se a relevância da veiculação de informações sobre a evolução silenciosa e sintomatologia da doença.

Year

2010

Creators

Diniz,Juliana Nogueira Pires,Regina Coeli Cançado Peixoto

Acesso venoso trans-hepático percutâneo para hemodiálise: uma alternativa para pacientes portadores de insuficiência renal crônica

CONTEXTO: Acesso venoso trans-hepático percutâneo para hemodiálise é uma opção para pacientes que já exauriram acessos venosos tradicionais. OBJETIVO: Apresentar uma série de casos que demonstram a factibilidade e a funcionalidade da implantação dos cateteres semi-implantáveis por meio de acesso venoso trans-hepático percutâneo em pacientes sem possibilidades de outros acessos. MÉTODOS: Análise observacional retrospectiva dos prontuários de seis pacientes que foram submetidos à implantação de nove cateteres trans-hepáticos percutâneos para hemodiálise. Os cateteres foram implantados na ausência de acessos venosos periféricos disponíveis. No seguimento dos pacientes, procurou-se avaliar: sucesso técnico do procedimento, taxa de complicação, taxa de infecção e patência do acesso. RESULTADOS: Quatro homens e duas mulheres com idades entre 31 e 85 anos (média: 55 anos). Sucesso técnico obtido em 100%. A média de duração dos cateteres foi de 300,5 dias (2 a 814 dias). Médias de patência primária e secundária foram de 179,60 e 328,33 dias, respectivamente. Taxa de trombose dos cateteres foi de 0,05 por 100 cateteres-dias, assim como a taxa de infecção. Houve três complicações precoces (30 primeiros dias de implantação dos cateteres): dois deslocamentos dos cateteres e uma infecção. Duas complicações tardias foram observadas: uma trombose e uma migração. Três pacientes (50%) tiveram que trocar seus cateteres. Taxa de mortalidade em 30 dias foi de 33%, porém não relacionada ao procedimento. CONCLUSÃO: Implantação do cateter para hemodiálise por meio do acesso venoso trans-hepático percutâneo parece ser uma técnica segura, porém a utilização desse acesso deve ser aplicada somente em casos de esgotamento de outros acessos vasculares profundos.

Year

2010

Creators

Motta-Leal-Filho,Joaquim Maurício da Carnevale,Francisco Cesar Nasser,Felipe Sousa Junior,Wilson de Oliveira Zurstrassen,Charles Edouard Moreira,Airton Mota Affonso,Breno Boueri Cerri,Giovanni Guido

Persistência da veia ciática

CONTEXTO: Durante um período da vida embrionária, a veia ciática é a principal coletora do membro inferior. Na embriogênese vascular, há diferenciação dos angioblastos em um plexo vascular primitivo, com posterior remodelagem e expansão. Consequentemente, durante esse processo, podem ocorrer anomalias. Quando ocorre persistência da veia ciática, esta pode se comunicar com a veia safena parva ou com a veia poplítea durante seu percurso, anastomosando-se com a veia perfurante superior e com a veia circunflexa medial do fêmur. OBJETIVO: Relatar o caso da persistência bilateral de veia ciática nos membros inferiores, comparando à literatura. MÉTODOS: Foram dissecados 32 membros inferiores de 16 cadáveres formolizados no Laboratório de Anatomia pela Disciplina de Anatomia Topográfica da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (Unisa), durante 2006 e 2007, observando-se em 2 membros inferiores de um único cadáver, a presença de veia ciática. RESULTADOS: No membro inferior esquerdo de um cadáver que apresentou a anomalia bilateralmente, a veia media 37 cm, tinha origem na região da veia poplítea, acompanhava o nervo ciático, perfurava o músculo adutor magno e desembocava na veia femoral profunda. No membro inferior direito, ela media 36 cm, originava-se recebendo as veias do compartimento tibial anterior, acompanhava o nervo ciático, perfurava o músculo adutor magno e desembocava na veia ilíaca interna. CONCLUSÃO: As variações anatômicas do sistema venoso do membro inferior são as mais prevalentes. A persistência da veia ciática pode causar insuficiência venosa crônica no membro inferior e, dessa forma, deve ser investigada para uma melhor conduta clínica ou cirúrgica.

Year

2010

Creators

Cardoso,Bárbara Borges Alvarenga,Camila Oliveira Miyahara,Maíra de Souza Burihan,Marcelo Calil Lima,Maria Raphaella Queiroz Alves de Kuwahara,Mariana Cardoso Silva,Rafael Capobianco Maia e

Estudos de medicamentos biosimilares

No Brasil, o registro de novos medicamentos é feito apenas quando a agência reguladora - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - se satisfaz plenamente com as evidências de sua qualidade, eficácia e segurança, apresentadas por uma indústria farmacêutica que pleiteie esse registro. Com o vencimento de patentes, empresas farmacêuticas se sentem atraídas pela produção medicamentos biológicos chamados de biosimilares ou biogenéricos ou simplesmente genéricos, cuja aprovação pode resultar em redução de custos de tratamento. Mas é preciso que o biosimilar seja, pelo menos, igualmente eficaz e seguro e sem contaminantes em relação ao original. Consensos recentes apontam diretrizes para estabelecer critérios de eficácia e segurança desses medicamentos. Estudos pré-clínicos in vitro e in vivo, procedência da matéria-prima e estudos clínicos fase I, II e III são preconizados para registro do produto biosimilar no mercado internacional. As heparinas de baixo peso molecular encontram-se nessa situação. Nesta revisão, abordamos especificamente esse tipo de medicamento, o que pode servir de parâmetro para outros biosimilares.

Estudos clínicos de não-inferioridade: fundamentos e controvérsias

Estudos de não-inferioridade são modelos experimentais desenvolvidos com o objetivo de determinar se um novo tratamento ou procedimento não é menos eficaz que outro já estabelecido e considerado como controle. São de grande importância no estudo de tratamentos em que o uso de placebo é inviável. Requerem metodologia diferente dos estudos clássicos, chamados de estudos de superioridade, especialmente no planejamento e análise estatística. O presente artigo é uma revisão dos principais elementos diferenciais entre estudos de não-inferioridade e estudos tradicionais. Existe ainda em nosso meio um considerável grau de desconhecimento sobre o uso correto dessa metodologia, o que certamente compromete a validade de alguns estudos clínicos.

Dissecção isolada do tronco celíaco: relato de caso

A dissecção espontânea isolada do tronco celíaco sem a dissecção concomitante da aorta é uma condição rara, pouco descrita na literatura. O objetivo do presente trabalho é descrever um caso dessa entidade clínica em um paciente masculino, 74 anos, assintomático, cujo diagnóstico foi feito por ultrassonografia e confirmado com angiotomografia computadorizada. O paciente tem sido acompanhado com sucesso mediante observação clínica por um período de 25 meses.

Year

2010

Creators

Silvestre,José Manoel da Silva Sardinha,Wander Eduardo Piazzalunga,Marcelo Fernandes,Benedito Motta,Fernando Silvestre,Guilherme da Silva

Acute and chronic mesenteric ischemia: MDCT findings

Mesenteric ischemia is caused by a reduction in mesenteric blood flow. It can be divided into acute and chronic, based upon the rapidity and the degree to which the blood flow is compromised. The authors retrospectively reviewed 22 cases of mesenteric ischemia, diagnosed by multidetector computed tomography (MDCT) in our service, and confirmed by surgery or clinical follow-up. The frequency of the diagnostic findings of chronic and acute mesenteric ischemia was evaluated. The improvement of three-dimensional (3D) MDCT allows accurate assessment of mesenteric vessels. Therefore, it demonstrates changes in ischemic bowel segments helpful in determining the primary cause of the disease, and can identify the complications in patients with acute and chronic mesenteric ischemia.

Year

2010

Creators

Serpa,Bruna Schmitz Tachibana,Adriano Baroni,Ronaldo Hueb Aun,Ricardo Funari,Marcelo Buarque Gusmão

Endovascular repair of an aorto-iliac aneurysm succeeded by kidney transplantation

We present the case of aorto-iliac aneurysm in a patient with chronic renal failure requiring dialysis who were treated with an endovascular stent graft and, later on, submitted to kidney transplantation. A 53-year-old male with renal failure requiring dialysis presented with an asymptomatic abdominal aorto-iliac aneurysm measuring 5.0cm of diameter. He was treated with endovascular repair technique, being used an endoprosthesis Excluder®. After four months, he was successfully submitted to kidney transplantation (dead donor), with anastomosis of the graft renal artery in the external iliac artery distal to the endoprosthesis. The magnetic resonance imaging, carried out 30 days after the procedure, showed a good positioning of the endoprosthesis and adequate perfusion of the renal graft. In the follow-up, the patient presented improvement of nitrogenous waste, good positioning of the endoprosthesis without migration or endoleak. The endovascular repair of aorto-iliac aneurysm in a patient with end-stage renal failure under hemodialysis treatment showed to be feasible, safe and efficient, as it did not prevent the success of the posterior kidney transplantation.

Year

2010

Creators

Dalio,Marcelo Bellini Bredarioli,Matheus Joviliano,Edwaldo Edner Cherri,Jesualdo Suaid,Haylton Jorge Piccinato,Carlos Eli

Doença cística da artéria poplítea: relato de caso

Apesar de sua raridade, a doença cística da artéria poplítea (DCAP) deve ser lembrada no diagnóstico diferencial de claudicação intermitente de membros inferiores em pacientes jovens. A literatura brasileira apresenta poucos relatos dessa doença. Este trabalho reportou o caso de um paciente masculino portador de DCAP e revisou a literatura, traçando um paralelo com a síndrome de aprisionamento da artéria poplítea.

Year

2010

Creators

Albernaz,Daiane Taís Schlindwein Albernaz,Luiz Fernando Lima Eggers,Eduardo Estevão

Salvamento de acesso vascular para hemodiálise: relato de caso

A insuficiência renal crônica (IRC) tem alta prevalência e a maior parte dos pacientes acometidos está em programa de hemodiálise necessitando, portanto, de acesso vascular. As fístulas arteriovenosas (FAV) são os acessos mais indicados e duradouros. Mesmo em casos de complicações, deve-se tentar o salvamento desses acessos. Trabalhos da literatura mostram a possibilidade de salvamento das FAV's, mesmo de maneira tardia. Deve-se tentar sempre a reparação do acesso atual, evitando o esgotamento do sistema venoso. Este trabalho relata o caso de uma paciente de 69 anos com IRC apresentando uma trombose de FAV braquiocefálica com drenagem para veia basílica por ramos colaterais, o que a tornou maturada. Essa veia foi utilizada no reparo do acesso, evitando o uso de cateteres.

Year

2010

Creators

Neves Junior,Milton Alves das Melo,Rafael Couto Almeida,Catarina Coelho de Fernandes,Allison Roxo Jacques,Neiva Maricia Pereira Iwasaki,Maria Lúcia Sayuri Petnys,Alexandre Rabboni,Edgar Manzioni,Renato

Tratamento endovascular de pseudoaneurisma da aorta abdominal: relato de caso

Um estudante de 17 anos, masculino, sofreu ferimentos por arma de fogo e foi submetido a uma laparotomia exploradora. No pós-operatório, queixava-se de dores em membros inferiores e de massa abdominal pulsátil. Realizou tomografia computadorizada (TC) de abdome, que evidenciou pseudoaneurisma de aorta abdominal de cerca de 8 cm no maior diâmetro, localizado entre o tronco celíaco e a artéria mesentérica superior. Uma arteriografia confirmou o diagnóstico e procedeu-se, então, a embolização da lesão com fragmentos de fio-guia montados com fios de algodão. Após seis meses, realizou ecoDoppler de aorta abdominal e nova TC de abdome, que evidenciaram fluxo no interior do saco do pseudoaneurisma. Foi, então, submetido a nova embolização endovascular e implante de stent não-revestido de 18 x 58 mm. Após seis meses do último procedimento, realizou-se nova TC de abdome que demonstrou exclusão da lesão.

Year

2010

Creators

Nascimento,Emerson Henrique do Correia,Adaylton Aragão Rebouças,Vânia Lúcia Cabral Simões,Stefan de Oliveira Leão Filho,Carmelo Silveira Carneiro Penha,Gustavo Tavares Collares da

Tratamento endovascular de pseudoaneurisma de artéria mesentérica superior: relato de caso

O pseudoaneurisma de artéria mesentérica superior é uma doença rara, porém com alta taxa de ruptura e mortalidade. Sua etiologia geralmente é infecciosa e comumente o diagnóstico é feito por meio de achado nos exames de imagem. Historicamente, seu tratamento de eleição tem sido o reparo cirúrgico aberto; entretanto, é associado a inúmeras complicações e dificuldades técnicas. Relatamos um caso de pseudoaneurisma de artéria mesentérica superior em um paciente portador de abscesso hepático no qual, após resolução do processo infeccioso, foi empregado, com sucesso, um tratamento minimamente invasivo endovascular, com implante de micromolas e stent não-recoberto.

Year

2010

Creators

Nasser,Felipe Affonso,Breno Boueri Jesus-Silva,Seleno Glauber de Araújo Júnior,Raimundo Teixeira de Andrioli,Mário Sérgio Duarte Campos,Juliana Carvalho de Afonso,Rogério Carballo Ferraz-Neto,Ben-Hur

Angioplastia carotídea com reversão do fluxo em octogenários: relato de caso

Pacientes octogenários submetidos à angioplastia carotídea apresentam maior incidência de eventos neurológicos quando comparados a grupos de pacientes mais jovens e a grupos da mesma faixa etária submetidos à endarterectomia carotídea. A maior taxa de complicações pode ser explicada por fatores anatômicos e anatomopatológicos que aumentam a dificuldade técnica e o risco de ateroembolismo do procedimento endovascular. O procedimento foi realizado no centro cirúrgico, com o paciente em decúbito dorsal e sob anestesia geral. Realizamos acesso cirúrgico transverso limitado, na base do pescoço à direita, com dissecção, identificação e reparo da artéria carótida comum e veia jugular interna. Foram administradas 10.000 U de heparina e puncionada a carótida comum pela técnica de Seldinger com introdução de bainha 8F em sentido cranial. Na sequência, foi puncionada a veia jugular interna com instalação de bainha 8F em sentido caudal. Em seguida, ambas as bainhas foram conectadas, utilizando-se um segmento de equipo de soro. A carótida comum foi fechada por cadarço duplo de silicone e o fluxo retrógrado pela carótida interna foi estabelecido. Subsequentemente, foi introduzido fio guia 0.014 x 190 cm com cruzamento da lesão, realizando-se angioplastia com balão 5 x 20 mm e em seguida stent (Wallstent® 7 x 50 - Boston Scientific) foi introduzido, posicionado e liberado. A angioplastia carotídea com reversão de fluxo, por via transcervical, constitui estratégia de proteção cerebral custo-eficiente e com menor potencial emboligênico em pacientes octogenários com anatomia desfavorável.

Year

2010

Creators

Massière,Bernardo Ristow,Arno von Vieira,Rafael Dias Cury,José Mussa Gress,Marcus Vescovi,Alberto Peixoto,Carlos Marques,Marcos Areas

Tratamento de tromboembolismo pulmonar por aspiração percutânea do trombo: relato de caso

O tromboembolismo pulmonar (TEP) maciço é uma importante causa de mortalidade. A principal causa de óbito é a disfunção do ventrículo direito, provocada pela alta resistência ao seu fluxo de ejeção, e a sobrevida do paciente, nessas situações, depende da pronta desobstrução das artérias pulmonares. A anticoagulação, o uso de trombolíticos e a embolectomia pulmonar representam opções terapêuticas consolidadas para diferentes cenários clínicos de TEP. A Radiologia Intervencionista representa hoje uma alternativa terapêutica para pacientes com TEP maciço e contraindicação ao uso de trombolíticos, sendo uma escolha menos invasiva do que a embolectomia. Os autores relataram um caso de paciente com TEP maciço e contraindicação à trombólise, a qual foi submetida a aspiração percutânea dos trombos das artérias pulmonares, e discutiram os principais mecanismos de técnicas endovasculares para tratamento de TEP.

Year

2010

Creators

Góes Junior,Adenauer Marinho de Oliveira Mascarenhas,Fabricio Mourão,Guilherme de Souza Elkis,Henrique Pieruccetti,Marco Antônio

Agenesia de veia cava inferior associada à trombose venosa profunda

A agenesia da veia cava inferior é uma anomalia congênita rara, que foi recentemente identificada como um importante fator de risco para o desenvolvimento e a recorrência de trombose venosa profunda de membros inferiores em jovens. O objetivo deste trabalho foi relatar o caso de uma paciente que apresentou trombose venosa profunda dois meses após a realização de cirurgia de varizes. A angiotomografia computadorizada demonstrou a presença de anomalia venosa complexa com ausência da veia cava inferior.

Year

2010

Creators

Konopka,Clovis Luis Salame,Marcelo Padulla,Geórgia Andrade Muradás,Raquel Rodrigues Batistella,Julio César

The evaluation of surgical reconstruction for intermittent claudication by the Walking Impairment Questionnaire

BACKGROUND: No standards reflecting the quality of life (QOL) and activity of daily living (ADL) in postoperative clinical course have been validated in the area of vascular disease. The Walking Impairment Questionnaire (WIQ) is a disease-specific questionnaire that evaluates patients with intermittent claudication due to arteriosclerosis obliterans (ASO). The WIQ uses four subscales: pain severity, walking distance, walking speed, and stair climbing while walking. OBJECTIVE: To evaluate the correlation between postoperative arterial blood flow and the Japanese edition of the WIQ. METHODS: Thirty-one patients (47 limbs) with intermittent claudication who had been subjected to lower limb surgical arterial reconstruction were assessed by WIQ, and compared with Ankle-Brachial Pressure Index (ABPI) and angiography. RESULTS: A significant increase in the WIQ score was identified in walking pain (26 versus 89.5, p<0.001), walking distance (13.1 versus 83.3, p<0.001), walking speed (10 versus 46, p<0.001), and stair climbing (6.2 versus 79, p<0.001). The correlation coefficient between the increase in postoperative ABPI and the WIQ score was R²=0.1889, which shows weak correlation. The correlation between blood flow obstruction due to the postoperative bypass that was scored by angiography and WIQ score was R²=0.3894, which shows moderate correlation. CONCLUSION: An improvement in the Japanese edition of the WIQ score was correlated not only with the patients' QOL after bypass revascularization but also with the rate of increase of postoperative ABPI and image findings, such as the postoperative angiography.

Year

2010

Creators

Nakashima,Masaya Yamaguchi,Kazuo

A frequência da utilização de profilaxia para trombose venosa profunda em pacientes clínicos hospitalizados

CONTEXTO: A profilaxia para trombose venosa profunda (TVP) está sendo subutilizada, ainda que seja a causa mais comum de mortalidade hospitalar passível de prevenção. Assim, é relevante responder à pergunta de pesquisa: qual a frequência da utilização de profilaxia para TVP em pacientes clínicos hospitalizados? OBJETIVO: Determinar a frequência da utilização de profilaxia para TVP em pacientes clínicos hospitalizados. A hipótese foi de 20%. MÉTODOS: Tipo de estudo: Estudo transversal de frequência. Local: Hospital Geral do Estado Dr. Osvaldo Brandão Vilela, Maceió, Alagoas. Amostra: Foram incluídos os pacientes clínicos e excluídos os menores de 18 anos, as gestantes e os pacientes hospitalizados há menos de 72 horas. Variável primária: a frequência da utilização de profilaxia para TVP. Variáveis secundárias: a frequência da utilização de métodos físicos e farmacológicos para a prevenção de TVP. Métodos estatísticos: O tamanho da amostra foi de 246 indivíduos (proporção=20%, precisão absoluta=5%, nível de significância=5%). Foram utilizados o teste do qui-quadrado e o intervalo de confiança de 95%. RESULTADOS: A frequência da utilização de profilaxia para TVP foi 33% (80/246; IC95% 2 a 38). A frequência da utilização de métodos físicos para a prevenção de TVP foi 17% (41/246; IC95% 12 a 21) e de métodos farmacológicos foi 26% (64/246; IC95% 21 a 31). CONCLUSÃO: A frequência da utilização de profilaxia para TVP em pacientes clínicos hospitalizados foi 33%.

Year

2010

Creators

Pitta,Guilherme Benjamin Brandão Gomes,Rosamaria Rodrigues

Prevalência de marcadores de trombofilia em pacientes portadores da síndrome de May-Thurner e trombose de veia ilíaca comum esquerda

CONTEXTO: A relação entre trombose venosa profunda e trombofilia tem sido pouco estudada em indivíduos portadores de compressão da veia ilíaca comum esquerda, conhecida clinicamente como síndrome de May-Thurner. OBJETIVO: Avaliar a prevalência de marcadores de trombofilia nos pacientes portadores de síndrome de May-Thurner e trombose de veia ilíaca comum esquerda. MÉTODOS: Entre março de 1999 e dezembro de 2008, 20 pacientes com síndrome de May-Thurner e trombose de veia ilíaca comum esquerda foram avaliados retrospectivamente quanto à presença de marcadores de trombofilia. RESULTADOS: Foi detectada a associação entre síndrome de May-Thurner e marcadores de trombofilia em 8 pacientes (40%). CONCLUSÃO: A presença de marcadores de trombofilia em pacientes com trombose de veia ilíaca comum esquerda e síndrome de May-Thurner é frequente, porém não difere da prevalência encontrada em pacientes portadores de trombose venosa profunda sem a síndrome associada.

Year

2010

Creators

Marques,Marcos Arêas Silveira,Paulo Roberto Mattos da von Ristow,Arno Gress,Marcus Massière,Bernardo Vescovi,Alberto Cury Filho,José Mussa Vieira,Rafael Dias