RCAAP Repository
Avaliação dos fatores de risco no linfedema pós-tratamento de câncer de mama
A principal complicação tardia no pós-operatório de câncer de mama é o desenvolvimento do linfedema, uma doença crônica, progressiva, geralmente incurável. O aumento do volume do membro pode desfigurar a imagem corporal, assim como aumentar a morbidade física e psicológica da paciente, além de promover significativo prejuízo para as funções. O presente estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão sistemática a partir do cruzamento aleatório das palavras-chave: "linfedema", "compensações linfáticas", "sistema linfático", "dissecção axilar", "fatores de risco" e "câncer de mama". Foram selecionados 18 artigos entre os anos de 1979 e 2009, nos quais foram encontrados como principais fatores de risco para o desenvolvimento do linfedema a radioterapia, radioterapia axilar, infecção, dissecção axilar seguida de radioterapia, obesidade, número de linfonodos retirados e comprometidos e agressividade da cirurgia. As formas de compensação linfática após a dissecção axilar, como as anastomoses linfo-linfáticas, podem ser prejudicadas pela formação cicatricial, seroma pós-operatório, radioterapia e exercícios inadequados para reabilitação de ombro no câncer de mama.
2010
Rezende,Laura Ferreira de Rocha,Alessandra Vilanova Reis Gomes,Caroline Silvestre
Aneurisma verdadeiro da artéria radial: relato de caso
Aneurismas da artéria radial são raros e geralmente estão relacionados com traumas penetrantes. Um caso de aneurisma verdadeiro do segmento distal da artéria radial foi descrito com ênfase na sua apresentação extremamente rara. Aneurismectomia com ligadura proximal e distal dos cotos arteriais foi realizada com sucesso.
2010
Feres,Claudio Nacif Ferreira,Marcos Augusto de Araújo
Life saving surgery for ruptured pseudo aneurysm of external iliac artery: case report
The incidence of pseudo aneurysm after total hip arthroplasty is extremely rare. The most common mechanism of vascular injury is due to direct trauma during the operative procedure, and the most reported cases are acute in presentation. We reported an unusual case of ruptured pseudo aneurysm and control of life-threatening intra-operative hemorrhage of the external iliac artery in a male patient, 68 years old, with displaced total hip arthroplasty (THA), planned for removal, occurring 2 years after the last hip surgery, in Armed Forces hospital, Southern region, Saudi Arabia. This case highlights the importance of prompt recognition of life-threatening intra-operative hemorrhage to save the patient's life and the limb.
2010
Shalabi,Raafat Ahmed,Wagih Ouda Soliman,Samer Mounir Kandeel,Ahmed Yousof Assiri,Khaled Mohammed A.
Ressecção de aneurisma venoso em veia jugular externa direita
O aneurisma venoso é uma anomalia rara, cujo diagnóstico pode ser realizado a partir de exames físicos e complementares. Sua raridade justifica a necessidade de investigação e de publicações de estudos de caso, objetivo maior deste estudo. Relata-se aqui o caso de uma paciente que apresentava um abaulamento cervical anterior assintomático, progressivo e com seis meses de evolução. A paciente foi submetida à cervicotomia anterior, sob anestesia geral, com ressecção do segmento venoso acometido e ligadura da veia jugular externa. Realizado o estudo, verificou-se que aneurismas venosos podem causar tromboflebite, embolia pulmonar ou rotura. Cirurgia profilática, quando oferece baixo risco, é cuidadosamente recomendada para pacientes com aneurismas abdominais e altamente recomendada para aneurismas do sistema venoso profundo dos membros inferiores. Outros aneurismas venosos devem ser tratados cirurgicamente quando sintomáticos, desfigurantes ou se apresentarem aumento progressivo.
2010
Savi,Eduardo Pereira Wagner,Fernando Boppré,Reginaldo Mamprim,Felipe Caetano Boppré,Alberto
Aneurisma de artéria esplênica corrigido por embolização com molas
O aneurisma da artéria esplênica é uma entidade clínica rara, embora seja o mais frequente entre os aneurismas viscerais, sendo encontrado em 0,8% da população. Apresenta-se mais frequentemente em mulheres, na proporção de 4:1, e raramente provoca sintomas ou sinais clínicos. Desenvolve-se de forma assintomática e, na maioria dos casos, é diagnosticado por meio de exames indicados para elucidar queixas clínicas decorrentes de outras doenças ou quando apresenta complicações por vezes fatais, como a rotura. A possibilidade de rotura dos aneurismas de artéria esplênica com diâmetro inferior a 2 cm é baixa; entretanto, os que apresentam diâmetro igual ou maior que 3 cm são usualmente encaminhados para tratamento cirúrgico, devido ao alto risco de rotura. O tratamento eletivo é indicado nos casos não complicados, sendo a embolização com molas um método interessante por evitar o tratamento cirúrgico convencional.
2010
Pino,Rafaele Maria Araújo de Sena Gois,Eduardo Alexandre Souza Aragão,Larissa Gouveia Bomfim Filho,Ângelo Mário de Sá Wanderley,David Campos
Ausência de veia cava inferior: relato de caso
A ausência congênita de veia cava inferior é achado incomum e ocasional durante exames complementares ou cirurgias do abdome. Em razão de a maioria dos pacientes sem outras malformações serem assintomáticos, há dificuldade em estimar a prevalência dessas anomalias. O objetivo deste trabalho foi relatar o caso de um paciente de 28 anos, sexo masculino, referido para radiografia de tórax devido a quadro de febre alta (39ºC) não-responsiva à medicação. Radiografia de tórax sugeriu dilatação de veia ázigos. Em inquérito dirigido para sintomas cardiovasculares, referiu dor torácica (durante atividade física e em repouso) e dispneia ocasionais durante o sono associada ao período em que intensificou a prática de exercícios. Realizada tomografia computadorizada sem contraste e, posteriormente, contrastada. As mesmas não esclareceram o caso, fazendo-se necessário angiotomografia, a qual evidenciou ausência de veia cava inferior torácica.
2010
Alves,Elton Correia Ferro,Gabriela Bóia Rocha França,Luciana Karla Lira Jacó,Mabel Batista Pitta,Guilherme Benjamin Brandão
Desenvolvimento inicial da parte aérea e do sistema radicular do guandu, Cajanus cajan (L.) Millsp
O desenvolvimento das cultivares de guandu IAC-Fava Larga (C1), ICP-7035 (C3) e daiinhagem IAC-87318 (C2) foi estudado em três idades, aos 14,28 e 42 dias após a semeadura, em casa de vegetação. Foram avaliados os seguintes parâmetros: altura (cm), número de folhas, área foliar (dm²), densidade de raízes (cm de raiz/cm³ de substrato) e massa seca (g) de caules, lâminas foliares e raízes. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com três repetições. As médias das medidas de crescimento das cultivares foram comparadas entre si, pelo teste de Tukey, em cada idade, tendo a cultivar C2 apresentado maior crescimento do sistema radicular e da parte aérea, aos 14, 28 e 42 dias. As cultivares C3 e C1, apresentaram plântulas menos vigorosas e com menor quantidade de raízes. Os sistemas radiculares de C1, C2 e C3 alcançaram cerca de 60cm de profundidade, aos 14 dias, e os de C2 e C3 no final do experimento, aos 42 dias, quando atingiram 100cm.
1998
Santos,Durvalina Maria Mathias dos Rodrigues,Teresinha de Jesus Deléo Banzatto,David Ariovaldo
Fisionomia e organização da vegetação do carrasco no planalto da Ibiapaba, estado do Ceará
O carrasco no planalto da Ibiapaba constitui formação vegetal própria? Para responder a essa questão, mediram-se a altura vertical (menos das trepadeiras) e o diâmetro basal (a partir de 3cm) do caule de plantas lenhosas e extraíram-se alíquotas de solo (0-50cm, 50-100cm de de profundidade) de 100 parcelas (10x10m) aleatórias em Jaburuna (3º54'34"S e 40º59'24"W, altitudes em torno de 830m), município de Ubajara, Estado do Ceará. Dados de clima, solo, diâmetro, altura, densidade, área basal e fisionomia foram comparados com os levantados por outros autores em carrasco, caatinga é cerrado no nordeste. O carrasco ocorre sob precipitação anual média entre 668 e 1.289mm e temperaturas entre 22 e 24ºC, sobre solo de Areias Quartzosas álicas, em altitudes entre 700e 900m: tem densidade maior e área basal menor que a catinga e o cerrado, diâmetros pequenos e similares, altura vertical média entre 3,7 e 5,4m. Difere da caatinga, do cerrado (e do cerradão) e da capoeira em vários aspectos do ecótopo, da organização e da fisionomia, sendo formação vegetal própria, que pode ser caracterizada como fruticeto caducifólio alto, fechado, uniestratificado, com trepadeiras, dossel irregular e árvores emergentes esparsas.
1999
Araújo,Francisca Soares de Martins,Fernando Roberto
Composição florística de um trecho de vegetação arbustiva caducifólia, no município de Ibimirim, PE, Brasil
Com o objetivo de contribuir para o conhecimento da estrutura taxonômica e identidade florística da vegetação arbustiva caducifólia das chapadas sedimentares do semi-árido de Pernambuco, foi realizado o levantamento da flora angiospérmica de uma área situada no município de Ibimirim, PE. Em 343 coletas, foram identificados 139 táxons, distribuídos em 92 gêneros e 38 famílias. As famílias com maior riqueza foram: Euphorbiaceae, Fabaceae, Caesalpiniaceae e Mimosaceae com 42% e 33% das espécies e gêneros, respectivamente. A partir da análise de 831 espécies listadas em 15 levantamentos florísticos, distribuídos em 19 áreas (Ceará, Pernambuco, Piauí e Sergipe), identificou-se que o maior número de espécies em comum ocorreu com levantamentos localizados em chapadas sedimentares e caatingas instaladas no cristalino, e o menor, com o levantamento de cerrado no Estado do Piauí. A partir dos aspectos florísticos, funcionais e grau de deficiência hídrica da área de estudo, a vegetação foi considerada como pertencente à caatinga.
1999
Rodal,Maria Jesus Nogueira Nascimento,Ladivania Medeiros do Melo,André Laurênio de
Morfo-anatomia de espécies de Blastocaulon Ruhland (Eriocaulaceae)
Estudou-se a morfo-anatomia das raízes, caules, escapos e folhas de Blastocaulon albidum, B. prostratum e B. scirpeum, que ocorrem nos campos rupestres de Minas Gerais, Brasil. Verificou-se que as espécies apresentam raízes muito finas com epiderme unisseriada, duas-três camadas de células do parênquima cortical e tecidos vasculares com poucos elementos. Os caules em B. albidum e B. prostratum são aéreos, prostrados, ramificados, enquanto em B. scirpeum alguns indivíduos apresentam rizoma ou caules muito curtos. Constituem-se de epiderme, córtex e cilindro vascular. As folhas são delicadas, com células da epiderme com paredes finas, parênquima clorofiliano frouxo e reduzido número de feixes vasculares colaterais. Os escapos são cilíndricos, finos, não formam costelas e possuem apenas quatro feixes vasculares colaterais. As características observadas nessas espécies estudadas são típicas de plantas que ocorrem em locais úmidos e sombreados, ambientes onde é encontrada a maioria das espécies de Blastocaulon e ainda caracterizam anatomicamente o gênero, que se diferencia de Paepalanthus.
1999
Scatena,Vera Lucia Cardoso,Vanessa de Aquino Giulietti,Ana Maria
A relação V/VE da radiação solar sob o dossel de uma área de Mata Atlântica
A distribuição espectral da radiação foi obtida nos meses de agosto de 1994, junho e agosto de 1995 numa área de Mata Atlântica situada no Parque Estadual Intervales, Base do Saibadela (24º14'S e 48º04'W). município de Sete Barras, SP. As leituras de varredura do espectro foram realizadas com espectroradiômetro LI-1800, em 22 pontos sob o dossel da floresta e três pontos numa área aberta, em condições de céu aberto (sol) e céu encoberto (nublado). Para a análise foram utilizadas as variáveis PPFD e a relação V/VE (655-665/725-735nm). A qualidade da luz fora do dossel não foi influenciada pela radiação difusa. Sob o dossel, foi observado aumento significativo (P<0.05) da relação V/VE (0,54 ± 0,08) em condição de céu nublado comparado com a condição de céu aberto (0,27 ± 0,07). Esta grande alteração na qualidade de luz, devido aos longos períodos de chuva e céu encoberto que ocorrem com muita freqüência na região, pode ser de grande relevância para os processos fotomorfogênicos das espécies vegetais que ocorrem neste ambiente.
1999
Zaia,José Eduardo Takaki,Massanori
Citogenética de Angiospermas coletadas em Pernambuco: V
Foram analisadas 33 espécies, entre nativas e introduzidas, pertencentes a 20 famílias de angiospermas ocorrentes no Estado de Pernambuco. A caracterização cariotípica da maioria das espécies foi baseada no número e morfologia cromossômica, padrão de condensação de cromossomos profásicos e estrutura de núcleo interfásico. Cinco espécies tiveram seus números cromossômicos determinados pela primeira vez, sendo elas: Cereus jamacaru (2n=22), Clitoria fairchildiana (2n=22), Eugenia luschnathiana (2n=22), Licania tomentosa (2n=22) e Spondias tuberosa (n=16). No caso de Licania tomentosa esta é a primeira citação de número cromossômico para o gênero. Das outras 28 espécies, três (Cecropia cf. palmata, 2n=26; Crinum erubescens, 2n=70; e Schinus terebentifolius, 2n=28) apresentaram números cromossômicos diferentes dos registrados previamente na literatura.
1999
Pedrosa,Andrea Gitaí,Jailson Silva,Ana Emília Barros e Felix,Leonardo Pessoa Guerra,Marcelo
As Apocynaceae s. str. da região de Bauru, São Paulo, Brasil
Este trabalho consistiu no levantamento das Apocynaceae na Região de Bauru, centro-oeste do estado de São Paulo, em diferentes tipos de vegetação. Foram encontradas 25 espécies, distribuídas em 15 gêneros, representadas nesta ordem: Forsteronia G. Mey., cinco espécies; Aspidosperma Mart., quatro espécies; Mandevilla Lindl., três espécies; Prestonia R. Br., duas espécies, e Condylocarpon Desf., Hancornia Gomez, Himatanthus Willd. ex Roem. et Schult., Macrosiphonia Müll.Arg., Mesechites Müll.Arg., Odontadenia Benth., Peltastes Woodson, Rhodocalyx Müll.Arg., Secondatia A. DC., Tabernaemontana L. e Temnadenia Miers, uma espécie cada. São apresentadas chaves de identificação, descrições e ilustrações das espécies, além de dados de distribuição geográfica, floração e frutificação.
1999
Koch,Ingrid Kinoshita,Luiza Sumiko
Epiderme e padrão de venação foliar de espécies de Lauraceae
São descritas as características da epiderme e do padrão de venação foliar de eófilos e nomófilos de Cryptocarya moschata Nees, Endlicheria paniculata (Spreng.) MacBride e Ocotea catharinensis Mez. Tanto C. moschata, como O. catharinensis, mostraram variação considerável no grau de sinuosidade das paredes celulares anticlinais e na venação foliar microscópica de nomófilos, dificultando o uso destes caracteres para fins taxonômicos.
1999
Moraes,Pedro Luís Rodrigues de Paoli,Adelita Aparecida Sartori
Fenologia de uma comunidade de duna frontal no sul do Brasil
Este estudo visou descrever os padrões fenológicos em uma comunidade de dunas costeiras em Santa Catarina (27ºS), avaliar suas relações a fatores climáticos e comparar estes padrões aos de comunidades situadas em outras latitudes na costa brasileira. O estudo foi realizado com espécies da duna frontal da Praia da Joaquina, Ilha de Santa Catarina, SC. Empregou-se um método com base em freqüência, calculando-se mensalmente a ocorrência das espécies e de suas fenofases (n=73 quadrados fixos de 1x1m). Ocorreram espécies florescendo e frutificando ao longo de todo o ano. como observado nas comunidades situadas a menores latitudes (SP: 24ºS e ES: 20ºS). O maior número de espécies em floração e frutificação ocorreu no período quente e super-úmido. De forma distinta ao que ocorre no extremo sul do Brasil (RS: 32ºS), observaram-se várias espécies em floração nos meses mais frios de inverno. Muitas destas, entretanto, com floração longa, mostraram redução em suas amplitudes de floração neste período. Isto pode sugerir certa limitação por temperaturas mais baixas e/ou refletir o déficit hídrico ocorrido neste período. Das 34 espécies monitoradas, 15 mostraram episódios de germinação, sendo estes mais freqüentes em meses de outono/inverno, com temperatura e umidade em declínio. A germinação no outono/inverno é discutida como estratégia utilizada pelas espécies de duna como forma de escapar das condições de maior temperatura e evapotranspiração no verão. Processos de rebrota foram registrados para 17 espécies, sendo também mais freqüentes no período do outono/inverno. Restrições de umidade com ocorrência de déficit hídrico afetam tanto os eventos de floração e frutificação, como os de germinação e brotamento.
1999
Castellani,Tânia Tarabini Caus,César Antonio Vieira,Silvana
Revisão nomenclatural e taxonômica de liquens foliícolas e respectivos fungos liquenícolas registrados para o Estado de Pernambuco, Brasil, por Batista e colaboradores
Foram revisadas as coleções de liquens foliícolas realizadas pelo micologista Augusto Chaves Batista e seus colaboradores no Estado de Pernambuco. O estudo foi desenvolvido em três partes: (1) compilação e revisão nomenclatural dos nomes aplicados por Batista et al.; (2) revisão taxonômica dos espécimes determinados por Batista et al.; (3) identificação dos espécimes também presentes nas coleções, porém não registrados por Batista et al. As coleções estudadas compreendem 474 exsicatas com 1.130 espécimes identificados por Batista e seu grupo, nas quais esses autores aplicaram 55 nomes genéricos e 159 nomes específicos. A revisão nomenclatural aqui apresentada demonstrou que esses correspondem a 36 nomes genéricos e 101 nomes específicos válidos, mais 11 nomina dubia. No entanto, a revisão taxonômica desses 1.130 espécimes revelou que apenas 37 espécies em 16 gêneros foram corretamente identificadas, enquanto que os demais nomes representam determinações incorretas. No presente estudo, foram identificados 1.670 espécimes adicionais que não haviam sido registrados por Batista et al. Como resultado final da pesquisa, foram revisados 2.800 espécimes, os quais atualmente agrupam-se em 37 gêneros e 134 espécies de liquens foliícolas e/ou fungos liquenícolas.
1999
Lücking,Robert Cáceres,Marcela E. da Silva Maia,Leonor Costa
Quebra da dormência de sementes de quatro leguminosas arbóreas
Nas sementes de leguminosas é comum a ocorrência de dormência devido à dureza do tegumento. Sementes de bordão-de-velho (Samanea saman (Jacq.) Merr.), angico-de-bezerro (Piptadenia moniliformis Benth.), pau-ferro (Caesalpinia ferrea Mart. ex. Tul.) e sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.) foram submetidas aos seguintes tratamentos: escarificação com lixa, água a 80ºC por 1,0; 2,5 e 5,0min; água à temperatura ambiente (12; 24 e 48h); ácido sulfúrico concentrado (1; 5 e 10min) e álcool etílico (5; 10 e 25min), visando a quebra da dormência. De sabiá foram testados os artículos e as sementes nuas. Usou-se o delineamento inteiramente ao acaso, com quatro repetições (50 sementes/repetição). Os tratamentos com ácido sulfúrico resultaram em maiores percentuais de germinação para bordão-de-velho (98,5-99,0%) e para pau-ferro (76,5-89,0%). Para angico-de-bezerro, destacaram-se água a 80ºC durante 1,0 ou 2,5min, e ácido durante 10min (82,5; 74,0 e 87,0% de germinação, respectivamente). Maiores percentagens de germinação foram obtidas nas sementes nuas de sabiá do que nos artículos, destacando-se, com germinação de 73,0 a 93,5%, os tratamentos com água a 80ºC, com ácido 5 e 10min, e com álcool etílico por 5min. Considerando-se o custo e os riscos na utilização do ácido sulfúrico, é preferível, para quebrar a dormência das sementes estudadas, a utilização dos tratamentos com água a 80ºC, ainda que seja necessário aumento na densidade de semeadura.
1999
Nascimento,Maria do P. Socorro C. Bona do Oliveira,Maria Edileide Alencar
Stemonitales (Myxomycetes) do Parque Nacional de Sete Cidades, Piauí, Brasil
Durante o período de dezembro/1994 a setembro/1995 foram realizadas coletas no Parque Nacional de Sete Cidades (4º5' e 4º15'S, 41º30' e 41º40'W, 450m alt.), PI, Brasil, a fim de conhecer as espécies de Myxomycetes da ordem Stemonitales ali ocorrentes. Foram obtidos e analisados 60 espécimes pertencentes a uma família, três gêneros e quinze espécies de Stemonitales, todos registrados pela primeira vez para o Estado do Piauí: Stemonitis flavogenita Jahn, S. fusca Roth, S. nigrescens Rex, S. pallida Wing., S. smithii Macbr., S. splendens Rost., Stemonitis cf. virginiensis Rex, Macbrideola martinii (Alexop. & Beneke) Alexop., Comatricha dictyospora Celak. f., C. elegans (Racib.) G. Lister, C. laxa Rost., C. longa Peck, Comatricha cf. meandrispora Castillo, Moreno & Illana, C. pulchella (C. Bab.) Rost. e C. thyphoides (Bull.) Rost. Descrições e informações sobre a distribuição geográfica de todas as espécies foram incluídas. C. dictyospora e M. martinii foram registradas pela primeira vez para o Brasil.
1999
Mobin,Mitra Cavalcanti,Laise de Holanda
Morfologia polínica de Capparis L. (Capparaceae Juss.) de Pernambuco, Brasil
Foram estudados os grãos de pólen de Capparis flexuosa L., C. frondosa Jacq., C. jacobinae Moric ex Eichler e C. yco (Mart.) Eichler, coletados no Estado de Pernambuco, com o objetivo de contribuir para a melhor delimitação das espécies e ampliar o conhecimento da morfologia polínica da família. O material polínico foi acetolisado e os grãos de pólen examinados em microscopia de luz e eletrônica de varredura. As diferenças morfológicas observadas, principalmente quanto à ornamentação da exina, mostram a tendência euripolínica do gênero Capparis.
1999
Costa e Silva,Maria Bernadete Watanabe,Hiroko Makino Sales,Margareth Ferreira de
Mortality and diameter growth of lianas in a semideciduous forest fragment in Southeastern Brazil
This is a 30-month study of mortality rates and diameter growth rates of lianas in a semideciduous forest fragment in Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brazil. Results are presented for 484 specimens of lianas, of which 103 experienced individual mortality (21.3% of the sampled population). Mortality varied according to class of stem diameter, but did not vary throughout the months of year, or between seasons or years. Mortality rates were higher than those recorded in other studies, perhaps due to the age of this secondary forest. Stem diameter growth rates were measured for 385 lianas, the survivors after 30 months plus four plants that died just before the final census, and averaged 1.2mm/year, ranging from 0mm/year (Chioccoca alba) to 4.8mm/year (Acacia sp.), significantly slower than the known growth rates in tropical trees in other areas.
1999
Lombardi,Julio Antonio Temponi,Lívia Godinho Leite,Claudia Aparecida