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Volume anestésico mínimo para bloqueio retrobulbar extraconal: comparação entre soluções a 0,5% de bupivacaína racêmica, de levobupivacaína e da mistura enantiomérica S75/R25 de bupivacaína

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O volume anestésico mínimo (VAM) de um anestésico local é o volume efetivo para anestesia regional em 50% dos pacientes. O objetivo deste estudo foi calcular os volumes anestésicos mínimos das soluções a 0,5% de bupivacaína racêmica, de levobupivacaína e da mistura enantiomérica S75/R25 de bupivacaína para anestesia retrobulbar extraconal. MÉTODO: Foram estudadas duas séries de pacientes submetidos à extração de catarata. Na série 1, os pacientes receberam bupivacaína a 0,5% (n = 9) ou levobupivacaína a 0,5% (n = 11). Na série 2, os pacientes receberam bupivacaína racêmica a 0,5% (n = 11) ou a mistura enantiomérica S75/R25 de bupivacaína a 0,5% (n = 10). Os bloqueios foram realizados por injeção única ínfero-lateral. A mobilidade de cada músculo reto foi avaliada após 10 minutos como: 0 (ausente), 1 (diminuída) ou 2 (normal). A soma dos escores constituiu o escore total de mobilidade (ETM) do globo ocular. O volume inicial foi de 7,4 mL. Os volumes utilizados em pacientes subseqüentes corresponderam 0,1 unidade logarítmica maior (ETM > 2) ou menor (ETM < 2) que o logaritmo natural do volume precedente. Foram utilizadas as fórmulas de Massey e Dixon para cálculos dos VAM. RESULTADOS: Os volumes anestésicos mínimos da bupivacaína racêmica foram 6 mL e 6,2 mL, o da levobupivacaína foi 5,7 mL e o da mistura enantiomérica de bupivacaína S75/R25 foi 5,8 mL. Não houve diferença entre os grupos quanto aos volumes anestésicos efetivos. CONCLUSÕES: Volumes semelhantes de soluções a 0,5% de bupivacaína racêmica, levobupivacaína ou da mistura enantiomérica S75/R25 de bupivacaína são necessários para anestesia retrobulbar extraconal.

Year

2005

Creators

Soares,Luiz Fernando Barros,Ana Claudia de Melo Almeida,Gustavo Paiva Boos,Gustavo Luchi Oliveira Filho,Getúlio Rodrigues de

Avaliação da função renal do idoso em duas horas

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os idosos têm diminuição progressiva da função renal e os hipertensos, maior risco de lesão renal adicional no intra-operatório. Avalia-se a função renal pela depuração da creatinina, com débito urinário de 24 horas, para diluir o erro de possível volume vesical residual (VVR). O objetivo deste trabalho foi avaliar a função renal pré-operatória de idosos hipertensos e não-hipertensos, com débito urinário de duas horas, utilizando aparelho de ultra-som portátil para determinação do volume vesical residual. MÉTODO: Foram analisados 30 pacientes, distribuídos em dois grupos, Gn (15), idosos não-hipertensos, e Gh (15), idosos hipertensos, coletando-se urina durante 2 horas. Mediu-se o VVR com aparelho de ultra-som portátil. Analisaram-se os seguintes parâmetros: idade, sexo, estado físico, altura, peso, índice de massa corpórea, creatinina plasmática e urinária, sódio e potássio plasmáticos e urinários, osmolalidade plasmática e urinária, débito urinário, depuração da creatinina, osmolar e de água livre, excreção urinária e fracionária de sódio e potássio. Comparou-se a depuração estimada de creatinina com a depuração da creatinina. RESULTADOS: Os pacientes de Gn e Gh não apresentaram diferenças significativas quanto à maioria dos parâmetros estudados. Os idosos hipertensos apresentaram tendência a maior excreção fracionária de sódio e o potássio plasmático mostrou-se mais baixo nos hipertensos, porém com valores normais. A depuração estimada de creatinina correlacionou-se positivamente com a de creatinina apenas em Gn. CONCLUSÕES: Os pacientes hipertensos apresentaram potássio plasmático mais baixo e excretaram mais sódio, tendo ocorrido correspondência entre a depuração estimada de creatinina e a depuração da creatinina apenas para os pacientes do grupo dos não-hipertensos.

Year

2005

Creators

Benarab,Maria do Carmo B. Sammartino Castiglia,Yara Marcondes Machado Vianna,Pedro Thadeu Galvão Braz,José Reinaldo Cerqueira

Validação de escala de contração da musculatura paravertebral ao estímulo da punção lombar

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Validar escala para quantificação da intensidade da contração muscular paravertebral durante punções lombares que auxiliará na avaliação dos efeitos da infiltração com anestésico local em trabalhos futuros. MÉTODO: Participaram do estudo 31 observadores, de 2 Centros de Ensino e Treinamento (CET-SBA), 12 do CET-SBA 1 e 19 do CET-SBA 2. Oito participantes eram Médicos em Especialização (ME) de primeiro ano, 6 de segundo ano e 17 eram Instrutores. Aos avaliadores foram apresentados 23 filmes, repetidos em 3 amostras, segundo seqüência aleatória gerada eletronicamente. Os filmes continham estímulo da pele com agulhas de Quincke 25, 27 e 29G durante punções lombares e simulações de punções (toque de pontas de seringas). Os pacientes autorizaram a filmagem e utilização. Os movimentos da musculatura paravertebral foram quantificados pelos avaliadores, pela seguinte escala: 0 - ausência de contração visível; 1 - contração leve, sem deslocamento evidente da coluna; 2 - contração, com movimentação moderada da coluna vertebral; 3 - contração da musculatura com movimentação que impede a progressão da agulha. Para cálculo dos escores de cada filme, consideraram-se as modas das três amostras. Testou-se a consistência interna pelo coeficiente alfa de Cronbach e a concordância entre os múltiplos observadores pelo coeficiente alfa de Krippendorff. RESULTADOS: O coeficiente alfa de Cronbach foi 0,98. A mediana (quartil inferior; superior) dos coeficientes alfa de Krippendorff foi 0,81 (0,78; 0,84). CONCLUSÕES: A escala apresentou bom desempenho quanto à concordância entre múltiplos observadores, podendo ser utilizada para quantificar a contração da musculatura paravertebral durante punções lombares.

Year

2005

Creators

Alencar,Tiago Gayer de Almeida,Gustavo Paiva Boos,Gustavo Luchi Tambara,Elizabeth Milla Oliveira Filho,Getúlio Rodrigues de

Latência da lidocaína a 1% para anestesia infiltrativa da pele

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As latências T50 e T95 correspondem às medianas dos intervalos entre o término da infiltração da pele e subcutâneo com anestésico local e a ocorrência de estímulo nóxico, que garantem insensibilidade em 50% e em 95% dos pacientes, respectivamente. Este estudo avaliou o T50 e o T95 da infiltração de lidocaína a 1% para punção da pele da região lombar. MÉTODO: O estudo foi prospectivo seguindo a técnica de alocação seqüencial dependente da resposta do paciente anterior, incluindo 25 pacientes submetidos a bloqueios subaracnóideos com agulha de Quincke 25G. Lidocaína a 1%, 3 mL, foi infiltrada na pele e subcutâneo de L3-L4 ou L4-L5, com agulha de 10 mm 25G. Os intervalos de tempo decorridos entre o término da infiltração e a punção com agulha de Quincke 25G foram estabelecidos em escala logarítmica. O intervalo inicial foi de 30 segundos. Os intervalos subseqüentes dependeram da resposta do paciente anterior. Caso o paciente referisse ter sentido a punção da pele com a agulha de Quincke, o tempo de espera era aumentado para o tempo imediatamente superior no paciente seguinte. Caso contrário, era diminuído para o intervalo imediatamente inferior. O T50 e o T95 foram calculados pelas fórmulas de Dixon e Massey. RESULTADOS: As medianas (limites de 95% de confiança) do T50 e do T95 foram 25 segundos (20 - 31 segundos) e 53 segundos (33 - 85 segundos), respectivamente. CONCLUSÕES: Para obter anestesia da pele da região lombar para punção subaracnóidea em 95% dos pacientes, utilizando anestesia infiltrativa com 3 mL de lidocaína a 1%, deve-se aguardar de 33 a 85 segundos entre o término da infiltração e a punção.

Year

2005

Creators

Almeida,Gustavo Paiva Boos,Gustavo Luchi Alencar,Tiago Gayer de Oliveira Filho,Getúlio Rodrigues de

Efeitos da hipertensão arterial induzida sobre a complacência e pressão de perfusão encefálica em hipertensão intracraniana experimental: comparação entre lesão encefálica criogênica e balão subdural

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O trauma cranioencefálico (TCE) pode elevar a pressão intracraniana (PIC) e reduzir a complacência encefálica (CE). Diferentes lesões são aplicadas em modelos de TCE que estudam as mesmas variáveis. Como são usadas indistintamente, o objetivo é comparar a PIC e a CE em dois modelos de TCE. MÉTODO: Dezoito cães machos, anestesiados, ventilados e distribuídos aleatoriamente em dois grupos: BS - balão subdural (n = 9) e LC - lesão criogênica (n = 9). Análise da PIC, CE e pressão de perfusão encefálica (PPE) em cinco momentos: fim da preparação (M0), encéfalo normal (M1), início da lesão (M2), término da lesão (M3) e lesão estabelecida (M4). CE é a variação da PIC durante hipertensão arterial induzida (HAI) em 50 mmHg em M1 e M4. PPE = pressão arterial média (PAM) - PIC. Teste t de Student pareado para o mesmo grupo em momentos diferentes e t de Student para duas amostras distintas para o mesmo momento entre os grupos. RESULTADOS: A PAM foi semelhante nos grupos nos momentos estudados (p = 0,31 em M0; p = 0,25 em M1; p = 0,31 em M2; p = 0,19 em M3; p = 0,05 em M4). A PIC foi semelhante nos grupos em M0 (p = 0,27) e M1 (p = 0,21), mas diferente em M2 (p < 0,001). A PIC tornou-se semelhante nos grupos em M3 (p = 0,39) e M4 (p = 0,98), elevou-se no BS em M1 (p = 0,04) e M2 (p = 0,01), mas não em M3 (p = 0,36) nem M4 (p = 0,12). No LC a PIC aumentou em M1 (p < 0,01), M3 (p < 0,001) e M4 (p < 0,001), mas não em M2 (p = 0,18). Houve aumento da PPE em M1 (p < 0,001) e M4 (p < 0,001), semelhante nos grupos (p = 0,16 em M1 e p = 0,21 em M4). Em M2 houve redução da PPE nos grupos (p < 0,001), mais intensa em LC (p < 0,001). Em M3 houve aumento da PPE no BS (p = 0,02) e redução no LC (p = 0,01), o que tornou a PPE semelhante nos grupos (p = 0,43). Em M4 houve aumento da PPE semelhante nos grupos (p = 0,16). CONCLUSÕES: O efeito da hipertensão arterial induzida no modelo de LC é comparável ao observado no modelo de BS. Esse tipo de lesão deve ser melhor estudado para estabelecer precisão na proporção entre a sua extensão e a redução da CE, aparentemente, um processo gradual e evolutivo cujos limites ainda não são totalmente conhecidos.

Year

2005

Creators

Mizumoto,Nelson Tango,Humberto Katsuji Pagnocca,Marcelo Lacava

Efeitos hemodinâmicos e renais da injeção de doses elevadas de clonidina no espaço peridural do cão

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não existem estudos que relatem as repercussões renais determinadas pela injeção de doses elevadas de clonidina no espaço peridural. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos hemodinâmicos e renais determinados pela injeção de doses elevadas de clonidina no espaço peridural do cão. MÉTODO: Vinte animais anestesiados com tiopental sódico e fentanil foram distribuídos aleatoriamente e de forma duplamente encoberta em dois grupos: Grupo 1 ou placebo (n = 10), que recebeu 0,2 mL.kg-1 de solução fisiológica, e Grupo 2 ou clonidina (n = 10), que recebeu 0,2 mL.kg-1 de uma solução contendo 50 µg.mL-1 de clonidina, no espaço peridural. Foram avaliados os seguintes parâmetros hemodinâmicos: freqüência cardíaca (FC): bat.min-1; pressão arterial média (PAM): mmHg; pressão da artéria pulmonar ocluida (PAOP): mmHg; débito cardíaco (DC): L.min-1; volume sistólico (VS): mL; também, os seguintes parâmetros da função renal foram avaliados: fluxo sangüíneo renal (FSR): mL.min-1; resistência vascular renal (RVR): mmHg.mL-1.min; volume urinário minuto (VUM): mL.min-1; depuração de creatinina (D Cr): mL.min-1; depuração de para-aminohipurato (D PAH): mL.min-1; fração de filtração (FF); depuração de sódio (D Na): mL.min-1; depuração de potássio (D K): mL.min-1; excreção fracionária de sódio (EF Na): %; excreção urinária de sódio (U NaV): µEq.min-1; excreção urinária de potássio (U K V): µEq.min-1. O experimento consistiu em três momentos de 20 minutos cada. Os dados foram coletados aos 10 minutos de cada momento e a diurese, no início e no final de cada momento. Ao término de M1, a clonidina ou a solução fisiológica foi administrada no espaço peridural. Após período de 20 minutos iniciou-se M2 e, em seguida, M3. RESULTADOS: A clonidina na dose de 10 µg.kg-1 no espaço peridural do cão promoveu alterações significativas, com diminuições da freqüência cardíaca e do débito cardíaco e aumento da relação depuração de para-aminohipurato de sódio/débito cardíaco. CONCLUSÕES: Nas condições realizadas e nas doses empregadas, pode-se concluir que a clonidina não promoveu alteração da função renal, mas diminuiu valores hemodinâmicos (freqüência e débito cardíaco).

Year

2005

Creators

Roso,Nilson Camargo Vianna,Pedro Thadeu Galvão Castiglia,Yara Marcondes Machado Braz,José Reinaldo Cerqueira

Sistemas de liberação controlada com bupivacaína racêmica (S50-R50) e mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25): efeitos da complexação com ciclodextrinas no bloqueio do nervo ciático em camundongos

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os efeitos adversos associados ao uso de bupivacaína levaram à procura por novos anestésicos locais (AL) com perfil de bloqueio semelhante e menos tóxicos, surgindo novas preparações como a mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25). Os sistemas de liberação controlada, contendo AL em carreadores como ciclodextrinas (CD), têm como objetivo melhorar a eficácia anestésica e o índice terapêutico dessas drogas. Este estudo visou a preparação, a caracterização e a avaliação da eficácia anestésica dos complexos de inclusão da mistura enantiomérica da bupivacaína (S75-R25) e da bupivacaína racêmica (S50-R50) com hidroxipropilb-ciclodextrina (HPb-CD) comparando-os com as preparações atualmente utilizadas na clínica. MÉTODO: Os complexos de inclusão foram preparados misturando-se quantidades apropriadas de HPb-CD e S50-R50 ou S75-R25 nas razões molares (1:1 e 1:2) e caracterizados por estudos de solubilidade de fases. Determinaram-se as constantes de afinidade (K) de cada AL pela HPb-CD. Os bloqueios motor e sensorial induzidos pelas drogas livres e complexadas foram avaliados, em camundongos, através do bloqueio do nervo ciático. Para a realização dos experimentos, utilizaram-se três concentrações de AL: 0,125%; 0,25% e 0,5%. RESULTADOS: Os estudos de solubilidade indicaram a formação de complexos de inclusão de S50-R50 e S75-R25 com HPb-CD, com valores de constante de afinidade (K) similares para os dois anestésicos: 14,7 M-1 (S50-R50:HP-bCD) e 14,3 M-1 (S75-R25:HP-bCD). Os testes em animais mostraram que a complexação potencializou o bloqueio nervoso diferencial induzido pelos AL: i) a duração do bloqueio motor induzido por S75-R25 foi similar à do S50-R50, mas menos intenso (p < 0,001). Já os complexos, S50-R50HPb-CD e S75-R25HPb-CD reduziram a latência (p < 0,01 e p < 0,05, respectivamente) sem modificar a intensidade do bloqueio motor (Emáx), em relação às drogas livres; ii) a avaliação do bloqueio sensorial mostrou aumento na intensidade da analgesia com os sistemas S50-R50HPb-CD (2 vezes, p < 0,001) e S75-R25HPb-CD (1,5-1,8 vezes; p < 0,01 e p < 0,001, respectivamente), nas duas proporções molares (1:1 e 1:2, AL:CD), além do prolongamento da duração do efeito analgésico, quando comparados às formulações S50-R50 e S75-R25. CONCLUSÕES: Os efeitos analgésicos mais pronunciados, obtidos após a complexação com HPb-CD, mostram que ambas as formulações, S50-R50HPb-CD e S75-R25HPb-CD, são de grande interesse para o alívio da dor no período pós-operatório, com a vantagem de serem administradas em menores concentrações. Entretanto, há que se ressaltar que a mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25), por ser menos tóxica, representa uma alternativa no desenvolvimento de formulações de liberação controlada mais seguras e eficazes do que com a bupivacaína racêmica (S50-R50).

Year

2005

Creators

Araújo,Daniele Ribeiro de Fraceto,Leonardo Fernandes Braga,Angélica de Fátima de Assunção Paula,Eneida de

Anestesia para correção intra-útero de mielomeningocele: relato de caso

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cirurgia fetal constitui tratamento de malformações no período pré-natal, que não são adequadamente corrigidas após o nascimento e tem como objetivo tratar ou evitar a progressão das anomalias. O objetivo deste relato é apresentar um caso de anestesia para correção intra-útero de mielomeningocele. RELATO DO CASO: Paciente com 19 anos, 23 semanas de idade gestacional, sem antecedentes anestésicos, estado físico ASA I, submetida à cirurgia fetal intra-uterina, sob anestesia geral associada à peridural contínua. No pré-operatório utilizaram-se indometacina (50 mg por via retal), metoclopramida (10 mg por via venosa), cimetidina (50 mg por via venosa), e como medicação pré-anestésica midazolam (2 mg por via venosa). No espaço peridural injetou-se bupivacaína a 0,25% com adrenalina (25 mg) associada à fentanil (100 µg), seguida de passagem de cateter cefálico, para analgesia pós-operatória. O útero foi mantido deslocado para esquerda com auxílio da cunha de Crawford. Indução anestésica em seqüência rápida, com fentanil, propofol e rocurônio e manutenção com isoflurano em concentração de 2,5% a 3% veiculado em O2 e N2O (50%). Após histerotomia, realizada com staplin (grampeadores) para promover hemostasia, a região fetal a ser operada foi exposta e a analgesia e imobilidade fetal, foram obtidas com a associação fentanil (10 µg.kg-1) e pancurônio (0,1 mg.kg-1) administrada na região glútea fetal. A pressão arterial sistólica materna foi mantida acima de 100 mmHg, com efedrina em bolus (5 mg), colóides e cristalóides. O líquido amniótico perdido foi substituído por solução fisiológica aquecida. Após correção do defeito fetal, procedeu-se ao fechamento uterino e da membrana amniótica em dois planos, com fio de vicryl e cola de fibrina. Seguiu-se a diminuição gradativa da concentração do isoflurano, e para a manutenção do relaxamento uterino utilizou-se sulfato de magnésio (4 g/20minutos), seguido de infusão contínua (2 g/hora). Ao final da cirurgia injetou-se morfina (2 mg) pelo cateter peridural para analgesia pós-operatória. CONCLUSÕES: A anestesia para cirurgia fetal envolve dois seres, mãe e feto, e o manuseio anestésico exige segurança materno-fetal, anestesia e imobilidade fetal, relaxamento uterino, prevenção do trabalho de parto prematuro e analgesia pós-operatória.

Year

2005

Creators

Braga,Angélica de Fátima de Assunção Rousselet,Monique Sampaio Zambelli,Helder Sbragia,Lourenço Barini,Ricardo

Anestesia em paciente obstétrica portadora de anemia falciforme e traço talassêmico após plasmaféresis: relato de caso

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A plasmaféresis é a técnica de tratamento de escolha para pacientes com anemia hemolítica grave. Uma de suas conseqüências é a depleção de colinesterase plasmática, o que interfere na metabolização de alguns bloqueadores neuromusculares de uso corrente na prática anestesiológica. RELATO DO CASO: Paciente com 26 anos, estado físico ASA IV, gestação de 30 semanas e 3 dias, portadora de anemia falciforme, traço talassêmico e alo-imunização para antígenos de alta freqüência. Apresentou crise de falcização, sendo transfundida com derivado sangüíneo incompatível. Evoluiu com hemólise maciça, sendo admitida com hemoglobina de 3 g/dL e hematócrito de 10%, icterícia intensa, taquicardia, apatia e descoramento. Na avaliação hematológica concluiu-se ser situação de inexistência de sangue compatível para transfusão. Foi tratada com corticoterapia, imunoglobulinas e plasmaféresis. No segundo dia de internação, evoluiu com insuficiência renal aguda e edema pulmonar agudo, piora do estado geral e instabilidade hemodinâmica. Indicada a resolução da gestação em decorrência do quadro clínico da paciente e do sofrimento fetal agudo que se sobrepôs. A paciente foi admitida na sala de operações consciente, dispnéica, pálida, ictérica, SpO2 de 91% em ar ambiente, freqüência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial de 110 x 70 mmHg, em uso de dopamina (1 µg.kg-1.min-1) e dobutamina (10 µg.kg-1.min-1). Optou-se por anestesia geral balanceada, com alfentanil (2,5 mg), etomidato (14 mg) e atracúrio (35 mg) e isoflurano. Não se observou intercorrências anestésico-cirúrgicas. Ao final, a paciente foi encaminhada à UTI, sob intubação orotraqueal, e em uso de drogas vasoativas, tendo sido extubada após 3 horas. CONCLUSÕES: Este caso mostrou-se um desafio para a equipe, visto que a paciente apresentava instabilidade hemodinâmica e alteração do coagulograma, condições que contra-indicam a anestesia regional; além disto, a plasmaféresis potencialmente depleta os estoques de colinesterases plasmáticas, o que interfere na anestesia. Entretanto, o arsenal medicamentoso disponível permitiu o manuseio seguro desta situação.

Year

2005

Creators

Leão,Eduardo Barbosa Barros,Guilherme A M de Navarro,Laís H C Castiglia,Yara Marcondes Machado

Uso da hidrocortisona no tratamento e na prevenção da cefaléia pós-punção da dura-máter: relato de casos

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cefaléia pós-punção da dura-máter é a complicação mais freqüente após a raquianestesia ou a sua perfuração acidental durante tentativa de bloqueio peridural. O objetivo deste relato é descrever o uso da hidrocortisona no tratamento e na prevenção da cefaléia pós-punção da dura-máter (CPPD). RELATO DOS CASOS: São relatados três casos em que a hidrocortisona foi utilizada no tratamento e na prevenção da cefaléia pós-punção da dura-máter. O primeiro foi de uma paciente obstétrica submetida à cesariana, que apresentou cefaléia no pós-operatório, não responsiva à medicação convencional e ao tratamento com tampão sangüíneo peridural (TSP), mas que apresentou remissão completa do quadro com hidrocortisona por via venosa. Outras duas pacientes, em quem ocorreu perfuração acidental da dura-máter durante a tentativa de localização do espaço peridural e que tratadas com hidrocortisona, por via venosa, com fins preventivos, não desenvolveram quadro de cefaléia. CONCLUSÕES: Nos casos observados a hidrocortisona mostrou eficácia no tratamento da CPPD após falha das medidas conservadoras e do TSP. A utilização da hidrocortisona em pacientes com perfuração acidental da dura-máter pode ser útil, pois não é técnica invasiva e a incidência e a gravidade das CPPD nesse grupo de pacientes é elevada. São necessários estudos controlados para estabelecer o real papel da hidrocortisona na prevenção e tratamento da CPPD.

Year

2005

Creators

Neves,José Francisco Nunes Pereira das Vieira,Vinícius La Rocca Saldanha,Rodrigo Machado Vieira,Francisco de Assis Duarte Coutinho Neto,Michele Magalhães,Marcos Gonçalves Neves,Mariana Moraes Pereira das Araújo,Fernando Paiva

Anestesia em paciente portadora de doença de moyamoya: relato de caso

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A doença de moyamoya é uma vasculopatia cerebral progressiva rara, mais freqüentemente diagnosticada em populações asiáticas, mas que também vem sendo identificada no Brasil. Durante a sua vida, pacientes portadores desta doença podem ser submetidos aos mais variados tipos de procedimentos cirúrgicos. O anestesiologista deve entender a fisiopatologia da doença e instituir as medidas peri-operatórias mais adequadas, no intuito de melhorar o prognóstico destes pacientes. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 22 anos, com insuficiência renal crônica, portadora da doença de moyamoya, submetida à intervenção cirúrgica para instalação de fístula arteriovenosa. A anestesia foi induzida com fentanil, propofol e atracúrio e mantida com sevoflurano. Durante o procedimento, a paciente foi mantida em normocapnia e normotermia. A extubação foi realizada e a paciente transferida à sala de recuperação pós-anestésica sem complicações. CONCLUSÕES: Este artigo apresenta os cuidados anestésicos dispensados a uma paciente portadora da doença de moyamoya.

Year

2005

Creators

Hobaika,Adriano Bechara de Souza Teixeira,Vera Coelho Cruvinel,Marcos Guilherme Cunha Ulhoa,Alexandre Cordeiro

Anestesia peridural torácica para cirurgia plástica de mama em paciente portadora de miastenia gravis: relato de caso

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A miastenia gravis é uma doença crônica, auto-imune, caracterizada pela fraqueza da musculatura esquelética em decorrência da diminuição dos receptores de acetilcolina na junção neuromuscular. O objetivo deste relato é mostrar um caso de paciente com miastenia gravis submetida a anestesia peridural torácica para cirurgia plástica de mama. RELATO DO CASO: Paciente com 51 anos, portadora de miastenia gravis foi submetida a anestesia peridural torácica com bupivacaína e fentanil. Não houve sinais de depressão respiratória. A paciente recebeu alta hospitalar após 36 horas. CONCLUSÕES: O presente caso sugere como conduta anestésica para o paciente portador de miastenia gravis a anestesia peridural como técnica única, sem a obrigatoriedade de intubação orotraqueal.

Year

2005

Creators

Barbosa,Fabiano Timbó Correia,Marta Cristiane Bezerra Cunha,Rafael Martins da Cavalcanti,Ismar Lima

Simpatectomia por videotoracoscopia no tratamento da hiperhidrose palmar: implicações anestésicas

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hiperhidrose primária é uma desordem caracterizada por sudorese excessiva difusa ou localizada. Existem inúmeros métodos terapêuticos não-invasivos que, em geral, não solucionam o problema, o que gera mais ansiedade, dispêndio de tempo e de dinheiro para os pacientes que sofrem com hiperhidrose. A ressecção de parte da cadeia simpática torácica está indicada em casos de hiperhidrose palmar e pode ser feita através de cirurgia toracoscópica com bons resultados e poucas complicações. A finalidade desta revisão é discutir as possíveis técnicas anestésicas para este procedimento, bem como possíveis complicações e seu manuseio. CONTEÚDO: Estima-se que a incidência de hiperhidrose primária seja de 0,6% a 1%, ocorrendo com maior freqüência em pacientes jovens. Enquanto a sudorese axilar e plantar, na maioria dos casos, causa apenas desconforto, o excesso de suor nas mãos causa problemas sociais, profissionais e psicológicos. A simpatectomia por videotoracoscopia tem sido realizada em vários hospitais e seu número é crescente. A não ser que ocorram contra-indicações específicas, a simpatectomia é realizada bilateralmente, sob anestesia geral, através de um tubo de duplo lúmen ou tubo simples com ou sem associação de insuflação de dióxido de carbono intrapleural. Os principais cuidados pós-operatórios são o diagnóstico precoce de pneumotórax ou hemotórax residual, prevenção de náuseas e vômitos e controle da dor pós-operatória. CONCLUSÕES: A simpatectomia torácica é método eficaz para o tratamento da hiperhidrose palmar e o número de procedimentos é crescente. A introdução da videotoracoscopia melhorou a técnica, reduziu a morbidade, o tempo cirúrgico e o tempo de permanência hospitalar. O adequado manuseio anestésico, monitorização contínua e as técnicas disponíveis permitem que o procedimento seja realizado com segurança ou modifiquem-se as condutas de acordo com as observações clínicas e as respostas do paciente às alterações dinâmicas decorrentes da cirurgia e terapêutica farmacológica. Cabe ao anestesiologista dispor com critério e bom senso das alternativas disponíveis para assegurar ao paciente um procedimento seguro, uma recuperação rápida com a menor morbidade possível.

Year

2005

Creators

Dias,Monia Di Lara Burlamaque,Artur Antônio Bagatini,Airton Ribas,Fábio Amaral Gomes,Cláudio Roberto

Efeitos da lidocaína por via venosa sobre a farmacodinâmica do rocurônio

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O rocurônio é um bloqueador neuromuscular (BNM) não-despolarizante de ação intermediária que apresenta início de ação mais rápido, indicado para situações onde há necessidade de intubação traqueal rápida. A lidocaína é freqüentemente utilizada por via venosa para diminuir as respostas hemodinâmicas associadas à intubação traqueal. A associação de um BNM a um anestésico local resulta em potencialização dos efeitos bloqueadores neuromusculares. O objetivo deste estudo é avaliar a interação entre a lidocaína e a farmacodinâmica do rocurônio avaliada por aceleromiografia. MÉTODO: Pacientes estado físico ASA I e II, com idade entre 18 e 65 anos, aleatoriamente distribuídos em dois grupos (GC: controle e GL: lidocaína), receberam rocurônio como bloqueador neuromuscular. O GL recebeu lidocaína (1,5 mg.kg-1) 3 minutos antes do rocurônio. A função neuromuscular foi avaliada pela resposta do músculo adutor do polegar à seqüência de quatro estímulos (SQE). Após a injeção do BNM foram anotados os tempos para a primeira resposta (T1) até a SQE atingir 10% e 0% do valor controle, e recuperar 25%, 75% e 95% da altura de contração (Dur25%, Dur75%, Dur95%). Anotou-se também o tempo de recuperação de T4/T1 = 0,8) e os intervalos Dur75%-Dur25% (IR25-75) e T4/T1 = 0,8 - Dur25%. RESULTADOS: Este estudo não demonstrou diferença estatística significativa entre os grupos quando comparados T1= 10%, T1 = 0, IR25-75, T4/T1 = 0,8 - Dur25%. Os tempos para Dur25%, Dur75%, Dur95% no GL foram estatisticamente superiores aos do GC. CONCLUSÕES: A associação de lidocaína ao rocurônio prolongou a fase inicial de recuperação do bloqueio sem interferir com o início de ação ou com a fase de recuperação final.

Year

2005

Creators

Cardoso,Leandro Sotto Maior Martins,César Romão Tardelli,Maria Angela

Efeito do priming na redução da latência do pipecurônio, novo bloqueador neuromuscular não-despolarizante

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Uma das mais importantes propriedades dos bloqueadores neuromusculares é o rápido início de ação, possibilitando intubação traqueal precoce. A administração de pequena dose de bloqueador não-despolarizante antes da dose plena é sabidamente redutora da latência da maioria dos bloqueadores neuromusculares utilizados. O brometo de pipecurônio é um agente aminoesteróide de longa duração com grande estabilidade cardiovascular, porém, com início de ação tardio. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito do priming do pipecurônio em pacientes adultos submetidos a cirurgias eletivas sob anestesia geral. MÉTODO: Foram estudados 33 pacientes adultos de ambos os sexos, com idade entre 20 e 65 anos, estado físico ASA I ou II, submetidos a cirurgias eletivas sob anestesia geral. Foram excluídos do estudo pacientes com insuficiência renal ou hepática, neuromiopatia, uso concomitante de drogas que influenciem a sua farmacocinética ou pacientes com histórico familiar de hipertermia maligna. Foram divididos em dois grupos: Grupo 1 onde foi utilizado o priming com 0,01 mg.kg-1 e três minutos depois completada a dose de 0,08 mg.kg-1 e o Grupo 2, sem dose priming (Grupo Controle). O relaxamento neuromuscular foi controlado pela aceleromiografia (Aparelho TOF-Guard) e no momento em que T1 < 10% era realizada a laringoscopia. A análise estatística foi feita pelos testes T para amostras independentes e a normalidade pelo Shapiro Wilks. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos e observou-se que o tempo para T1 < 10% no Grupo 1 foi de 161,4 ± 13,7 segundos e no Grupo 2 foi 217,8 ± 23,4 segundos, com p < 0,001, havendo diferença estatística significativa entre os grupos. CONCLUSÕES: Os resultados do estudo mostraram diferença estatística significativa entre os grupos com e sem priming, indicando que o pipecurônio também tem latência reduzida, assim como os demais bloqueadores neuromusculares conhecidos.

Year

2005

Creators

Canga,José Carlos Lehn,Carlos Neutzling Tonelli,Deoclécio Sacco,Paula de Camargo Neves Beltrão,Danielle Kirsch,Marcelo Serralheiro,Fernando César Cimerman,Gustavo

Dexametasona comparada à metoclopramida na profilaxia de vômitos pós-operatórios em crianças submetidas a procedimentos cirúrgicos ambulatoriais

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O vômito pós-operatório é uma complicação comum e desagradável. Porém, atualmente modelos matemáticos tais como número necessário para tratar (NNT) e redução do risco relativo (RRR) têm sido úteis para a decisão de que medicação utilizar para a profilaxia. O objetivo deste estudo foi verificar se a dexametasona, comparada à metoclopramida, reduz a incidência de vômitos, quando administrada por via venosa em crianças anestesiadas com sevoflurano em cirurgias pediátricas ambulatoriais. MÉTODO: Participaram do estudo 237 crianças, do sexo masculino, com idade entre 11 meses e 12 anos, estado físico ASA I e II, submetidas à herniorrafia inguinal. Como medicação pré-anestésica foi utilizado midazolam por via oral. Para a indução e manutenção da anestesia foram utilizados sevoflurano, óxido nitroso e fentanil (1 µg.kg-1). Os pacientes foram divididos em grupo D (n = 118) dexametasona (150 µg.kg-1) por via venosa na indução e grupo M (n = 119) metoclopramida (150 µg.kg-1) na indução. Foram analisadas as incidências de vômitos nas primeiras 4 horas de pós-operatório (PO), entre 4 horas e 24 horas de PO, o NNT de ambas as medicações utilizadas e a RRR da dexametasona em relação à metoclopramida. RESULTADOS: A incidência de vômitos foi 9,32% no grupo D e 33,61% no grupo M durante as primeiras 4 horas de PO e 1,69% com a dexametasona e de 3,36% com a metoclopramida entre 4 e 24 horas de PO. O RRR foi 72% da dexametasona em relação à metoclopramida nas primeiras 4 horas. O NNT da dexametasona foi 3,25 e o da metoclopramida foi 15,66. CONCLUSÕES: A dexametasona reduz, de forma mais eficiente que a metoclopramida, a incidência de vômitos quando utilizada durante a indução de anestesia com sevoflurano associado ao óxido nitroso e fentanil.

Year

2005

Creators

Bedin,Antonio Pinho,Mauro de Souza Leite Zanotelli,Cladir Terezinha Caldart,Ângela Sílvia Turazzi,Jurandir Coan Castro,Renato Almeida Couto de

Eficácia da N-butilescopolamina e dipirona sódica associadas ao cetoprofeno no alívio da dor pós-operatória de pacientes submetidas a duas técnicas diferentes de laqueadura por laparoscopia

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A laqueadura laparoscópica (LL) é um dos procedimentos mais dolorosos e a intensidade da dor varia com a técnica selecionada, sendo mais intensa com a técnica de oclusão das tubas uterinas com anel. As pacientes submetidas à LL referem dor em cólica no período PO e a N-butilescopolamina e a dipirona sódica, por suas propriedades anti-espasmódicas e analgésicas, associadas às propriedades antiinflamatórias do cetoprofeno, podem ser opção para profilaxia e tratamento de dor. O objetivo deste foi estudar a eficácia da N-butilescopolamina e da dipirona sódica associadas ao cetoprofeno, na prevenção de dor PO em pacientes submetidas à LL, com duas técnicas diferentes - diatermia e pinçamento com anel. MÉTODO: Participaram do estudo 50 pacientes, estado físico ASA I e II, com idade entre 23 e 47 anos. As pacientes foram distribuídas aleatoriamente em dois grupos: G1 - oclusão das tubas uterinas com anéis, G2 - oclusão das tubas uterinas com diatermia. Todas as pacientes receberam N-butilescopolamina (20 mg) e dipirona sódica (2500 mg) e cetoprofeno (100 mg), por via venosa, imediatamente antes da indução da anestesia. A dor foi avaliada pelo critério de escala numérica verbal, variando de 0 a 10, sendo 0 ausência de dor e 10 o máximo de dor, a cada 10 minutos na primeira hora, na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) e na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª horas após a alta da SRPA. Dor com intensidade maior que 3 era tratada com tramadol (100 mg), por via venosa. A avaliação da dor foi realizada sem que se soubesse a que grupo pertencia a paciente. Para análise estatística, testes t de Student, Mann-Whitney e Friedman. RESULTADOS: Ambos os grupos foram idênticos com relação à idade, ao peso, à altura, à duração da cirurgia e anestesia. As pacientes do G1 apresentaram maior escore de dor que as do G2, em todos os momentos do estudo. Valores estatisticamente significativos: 80% das pacientes de G1 e 16% de G2 necessitaram de tramadol em algum momento do estudo. CONCLUSÕES: A N-butilescopolamina e a dipirona sódica associadas ao cetoprofeno mostraram ser alternativa de analgesia pós-operatória quando a laqueadura é realizada com a técnica de diatermia.

Year

2005

Creators

Ganem,Eliana Marisa Salem,Isabel C F Fukushima,Fernanda B Nakamura,Giane Dias,Rogério Fontana,André L Leite,Nilton J

Avaliação do atendimento anestésico da criança e do adolescente em um hospital universitário

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Qualidade em anestesia e na satisfação dos pacientes têm tido acentuado destaque. O objetivo foi avaliar o atendimento anestésico de crianças e adolescentes, entrevistando seus responsáveis. MÉTODO: Foram entrevistados 230 responsáveis por crianças e adolescentes submetidos à anestesia no período compreendido entre abril e dezembro de 2003. Realizou-se entrevista na visita pós-operatória através de questionário com quatro itens: identificação das crianças e de adolescentes e seus responsáveis (item 1); esclarecimentos na visita pré-anestésica (item 2), quanto à anestesia (item 3) e à recuperação pós-anestésica (SRPA) (item 4), determinando-se quem dera as informações aos entrevistados e se houvera complicação no pós-anestésico. O responsável atribuiu nota de 0 a 10 ao Serviço de Anestesiologia. RESULTADOS: A pesquisa foi respondida pela mãe em 189 (82,2%) casos. A maioria dos entrevistados, 114 (75,6%), tinha entre 20 e 39 anos, era casada (148 a 64,3%) e 140 (60,9%) não tinham ocupação. Para 89%, o anestesiologista se identificou; para 37% e 77,4%, esclareceu sobre importância e tempo do jejum; 82%, sobre anemia; 90%, alergia; 46,8%, importância da SRPA; 42,2%, tempo de permanência; 72,9%, estado de saúde de sua criança. Não houve apreensões para 49%, 58% e 58%, respectivamente, no pré, intra e pós-anestésico. Gostariam de ter estado com sua criança/adolescente na chegada à SRPA 78,9%. Foram relacionadas preocupações no período pré, intra e pós-anestésico com o sexo e a idade do paciente - não ter tido nenhuma preocupação - maioria dos entrevistados - e com a escolaridade do entrevistado - quanto mais completa, menor foi o número e a variedade das preocupações relatadas. As notas atribuídas ao Serviço de Anestesiologia tiveram maior freqüência entre 7 e 10 (97,4%). CONCLUSÕES: Considera-se que o Serviço de Anestesiologia desenvolve bom trabalho, apesar de falhas na comunicação, que são de solução simples e dependem mais da vontade do serviço que de seu conhecimento científico.

Year

2005

Creators

Aguiar,Andressa Simões Módolo,Norma Sueli Pinheiro Castiglia,Yara Marcondes Machado Bruschi,Bruno Augusto Moura

Entrevista com Sidney Possuelo, Revista das Aguas, Núcleo de Estudos Amazônicos, 1999

Nesta seção, a Revista Brasileira de Linguística Antropológica publica entrevista realizada com o sertanista Sidney Possuelo, em 1999. Possuelo era, então, chefe do Departamento de Índios Isolados - origem da atual Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato - da Fundação Nacional do Índio e foi sabatinado por nove entrevistadores, incluindo antropólogos, historiadores, indigenistas e jornalistas vinculados à Universidade de Brasília, ao Ministério Público e ao Instituto Socioambiental.

Year

2017

Creators

Costa, Kelerson Semerene

A Construção da Plataforma Digital Interativa do Mapa Etno-Histórico, de Curt Nimuendajú

Este artigo apresenta os resultados parciais da pesquisa que visa à documentação das várias versões do Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendajú, produzidas nos anos de 1942, 1943, 1944, cuja primeira versão foi publicada em 1981 pela Fundação Instituto de Geografia e Estatística, em colaboração com a Fundação Nacional Pró-Memória (reeditada nos anos de 1987 e 2002).

Year

2017

Creators

Lopes, Jorge Domingues Garcia, Marcus Vinicius Carvalho