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A PANDEMIA DA COVID-19 NA FRONTEIRA AMAZÔNICA: UMA ANÁLISE PRELIMINAR NAS CIDADES-GÊMEAS DE TABATINGA E LETICIA

This paper is a preliminary study that aims to analyze the Covid-19 pandemic in the Amazonian border between Brazil and Colombia, more specifically in the twin cities of Tabatinga and Leticia. To this end, it seeks to identify the main decrees issued by the public authorities, both municipal, state and national, and verify their impact on the circulation of people and air traffic and the results in the number of those infected and killed by this disease. The results show that Tabatinga and Letícia show considerable growth in the number of infected by Covid-19. It is concluded that the integration of these spaces with other regional centers made possible by the air and river transport network ended up contributing to the entry of the new Coronavirus, confirming the insertion of these cities in the globalization process.

Year

2020

Creators

Goveia, Luís Alberto Miranda

A DIFUSÃO TEMPORO-ESPACIAL DA COVID-19 NO AMAZONAS

O objetivo do trabalho foi analisar a difusão dos casos confirmados da COVID-19 no Amazonas, nos meses de março e abril de 2020. Para isso, foram coletados dados dos casos confirmados e óbitos da FVS/AM, dados da população e características dos municípios (IBGE, 2010; 2019) e dados dos equipamentos em saúde do CNES/DATASUS. Foram realizados mapeamentos das estruturas espaciais e da difusão da doença no software QGIS 3.8. Os resultados demonstraram aspectos coexistentes da difusão hierárquica no início da pandemia no estado e por contágio ao longo do tempo, bem como desigualdades no acesso aos serviços de saúde. Conclui-se que as medidas de isolamento social, as políticas públicas de proteção a população mais vulnerável, recursos humanos e físicos nos serviços de baixa e média complexidade no interior e alta na capital, bem como a logística de transporte para o acesso a saúde são ações que devem ser reforçadas no estado.

Year

2020

Creators

Aleixo, Natacha Cíntia Regina Silva Neto, João Cândido André da Catão, Rafael de Castro

PROPOSTA DE ÍNDICE PARA AVALIAÇÃO DE SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL AO COVID-19

O processo saúde-doença é permeado por fatores que vão além da susceptibilidade genética e biológica, mas também por variáveis ligadas às condições sociais e econômicas que podem ser expressas em situações de vulnerabilidade em saúde. O cenário de expansão da COVID-19 no Brasil tem demonstrado como as desigualdades sociais repercutem nesse processo saúde-doença, de modo que, avaliar tais disparidades pode oferecer suporte ao enfrentamento da doença no País. O objetivo do presente artigo foi estabelecer um índice para avaliação da situação de vulnerabilidade social à COVID-19. A partir da seleção de 12 variáveis, a modelagem consistiu na identificação das mais preditivas à ocorrência da COVID-19 no Estado de Goiás e no Distrito Federal. Para isso, foram testados dois algoritmos de machine learning: Random Forest e XGBoost. Os resultados indicaram como mais preditivas as variáveis: condições de renda, total de internações por doenças classificadas como mais vulneráveis e porcentagem da população em condições de trabalho informal. Diante disso, aproximadamente 23% dos municípios foram classificados em alta a muito alta vulnerabilidade.

Year

2020

Creators

Ramalho Barros, Juliana Barbara Gioia, Thamy Silva Vasques, Hérika

MONITORAMENTO ESPAÇO-TEMPORAL DAS ÁREAS DE ALTO RISCO DE COVID-19 NOS MUNICÍPIOS DO BRASIL

Em 11 de março de 2020 a doença COVID-19 foi declarada uma pandemia. No Brasil o primeiro registro oficial da doença foi em 25 de fevereiro de 2020, contabilizando até o dia 01 de Maio do mesmo ano um total de 90.982 casos e 6.367 óbitos. Utilizando-se do software SaTScan™, a partir de ferramentas de estatística espacial e espaço-temporal, é possível elaborar análises robustas de varredura retrospectiva e prospectiva para identificação da ocorrência e acompanhar o espalhamento da doença no espaço e no tempo. Nesse contexto foi criado o projeto MONITORA-CLUSTERS, cujo objetivo é verificar e acompanhar agrupamentos de alto risco dos casos confirmados e óbitos por COVID-19. Ao longo do período estudado os resultados mostraram a formação de agrupamentos de alto risco relativo significativos nas modelagens espaciais e espaço-temporais. A fim de identificar agrupamentos ativos de casos e de óbitos, a estatística de varredura espaço-temporal prospectiva mostra onde e quando tiveram início tais agrupamentos, apontando locais críticos para medidas de controle. Percebeu-se em ambas as abordagens que todas as macrorregiões brasileiras apresentam aglomerados com excesso de casos registrados e/ou de óbitos. Essa poderosa ferramenta de vigilância epidemiológica tem potencial para colaborar no auxílio de tomadas de decisão referentes à pandemia no país.

Year

2020

Creators

Barrozo, Ligia Vizeu Serafim, Mirela Barros Moraes, Sara Lopes de Mansur, Giselle

DIFUSÃO DA COVID-19 NAS GRANDES ESTRUTURAS TERRITORIAIS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL

O presente estudo tem como objetivo analisar a difusão espacial da COVID-19 e caracterizá-la em relação às grandes estruturas territoriais do estado do Rio Grande do Sul. Trata-se de um estudo ecológico, realizado com todos os casos registrados de COVID-19 (infectados e óbitos), no período de 10 de março à 02 de maio de 2020. Os dados foram coletados em fontes secundárias oficiais e modelados por município de residência do caso. A difusão dos casos e sua densificação permitiu reconhecer dois grandes eixos de difusão da COVID-19 no estado do Rio Grande do Sul: na rede urbana que vai de Porto Alegre à serra gaúcha, que é a rede de maior densidade e de maior fluxo, e na rede que vai na direção da campanha, que é uma rede urbana de menor densificação e fluxo, mais antiga e também mais fragmentada. Por essa razão, é maior o número de casos na rede urbana da serra, estendendo-se, por conseguinte, até Passo Fundo e Erechim. Mais de 90% dos casos estão concentrados em municípios de baixa privação social e melhores condições de saúde, exatamente no eixo Porto Alegre-Serra-Norte gaúcho. Todavia, há sinais de interiorização da COVID-19 em municípios de elevada privação social, sobretudo os localizados na região do Pampa e nas fronteiras sul e oeste. Recomenda-se, dessa forma, enorme atenção à interiorização do vírus, seja porque a extensão geográfica do evento torna mais difícil o seu controle, seja ainda porque municípios socialmente mais privados possuem piores condições de saúde e maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

Year

2020

Creators

Faria, Rivaldo Mauro de Erthal, Douglas Bouvier Costa, Iago Turba Rizzatti, Maurício Spode, Pedro Leonardo Cezar

MAPEAMENTO DE COVID-19 E ISOLAMENTO SOCIAL: FERRAMENTAS DE MONITORAMENTO E VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA

Contexto: A pandemia de COVID-19 tem demandado esforços dos sistemas de saúde em todo mundo. Uma análise local e geográfica, elaborada por meio de ferramentas de geotecnologias, é capaz de orientar a tomada de decisão e definir áreas prioritárias ao enfrentamento dessa nova doença. Objetivo: O presente estudo faz parte do esforço do Laboratório de Biogeografia e Geografia da Saúde da UNESP de Presidente Prudente para dar suporte à tomada de decisão em situação de emergência em saúde pública. Para isso, tem como objetivo analisar a concentração de casos suspeitos de COVID-19 em Presidente Prudente – SP, Brasil, considerando também as medidas de isolamento social. Metodologia: Os dados são oriundos da Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Prudente (de 28/02/2020 a 30/04/2020) e do Estado de São Paulo. Utilizamos uma API de geocodificação do Google Maps e elaboramos os mapeamentos em Sistema de Informação Geográfica. Calculamos a função K de Ripley dos casos de COVID-19, aplicamos o estimador de intensidade de Kernel e cruzamos as áreas de maiores concentrações dos casos com variáveis socioeconômicas do IBGE (menor renda, maior número de idosos e habitantes) para a identificação de áreas vulneráveis. Resultados: Os casos em Presidente Prudente estão aglomerados de 0,4 a 3,4 km. Identificamos cinco áreas de maior intensidade dos casos da doença, tanto em áreas mais centrais como mais distantes, das quais, por vulnerabilidade, as zonas quatro e dois são indicadas como prioritárias para o desenvolvimento de ações de monitoramento e vigilância. Também identificamos baixo índice médio de isolamento social em Presidente Prudente (46%), abaixo dos valores recomendados (>70%) que, por sua vez, estão correlacionados negativamente (-0,52, p-valor<0.05) com os casos de COVID-19 quatro dias após as taxas de isolamento.

Year

2020

Creators

Matsumoto, Patricia Sayuri Silvestre Tenório Crepaldi, Marcelo Avanzi Júnior, Paulo Sérgio Buttler de Oliveira, Matheus de Sousa Regala, Raisa Maria Vasco Rosseal, Thaís Pereira Caetano de Lima, João Pedro

EVOLUÇÃO E PERIFERIZAÇÃO DA COVID-19 NA ÁREA URBANA DE SANTA MARIA, RS: TRAÇANDO PADRÕES ESPACIAIS

A Geografia da Saúde é fundamental para o entendimento da evolução dos casos de COVID-19, levando a interpretação e a compreensão da dinâmica espacial da ocorrência da doença. É importante compreender que quanto maior for a abrangência espacial do evento, maiores as chances de propagação e maiores são os desafios para vigilância e contenção. Assim, o presente trabalho tem como objetivo compreender a distribuição dos casos confirmados da COVID-19, por bairros e por Regiões Administrativas (RA), na área urbana de Santa Maria, relacionando-a com o Índice de Privação Social (IPS) e identificando possíveis padrões espaciais decorrentes da sua evolução até a décima nona Semana Epidemiológica (SE). A metodologia do trabalho consistiu na sistematização cartográfica e análise de dados referente aos casos confirmados de COVID-19 da 14ª SE até a metade da 19ª, bem como com sua associação com o IPS, elaborado por Spode (2020). Os casos registrados demonstram o avanço da COVID-19 para regiões periféricas de Santa Maria, conduzindo a necessidade de planejamento de estratégias para o combate ao novo Coronavírus.

Year

2020

Creators

Rizzatti, Maurício Spode, Pedro Leonardo Cezar Batista, Natália Lampert Erthal, Douglas Bouvier Mauro de Faria, Rivaldo

COVID 19 E OS IMPACTOS NA EDUCAÇÃO: PERCEPÇÕES SOBRE BRASIL E CUBA

A Pandemia da Covid 19 tem causado sobre a população mundial impactos diretos na saúde física e mental, economia, política e relações sociais, dentre elas a educação. Nesta perspectiva, este trabalho analisa os efeitos da pandemia na área da educação no contexto espacial do Brasil e de Cuba, identificando as medidas adotadas, uma vez que o processo de aprendizagem depende diretamente do bem-estar, da saúde física e mental de alunos, professores e familiares. A partir das discussões apresentadas, destaca-se a ausência por parte dos governos dos países de um levantamento estatístico sobre a realidade, sobre as desigualdades regionais, do ponto de vista das infraestruturas nos países e sobre o acesso a internet por professores e alunos no caso do Brasil, uma vez que Cuba por dificuldades de acesso a rede mundial de computadores optou por tele aulas. Com isso, a dinâmica das famílias com crianças e adolescentes tem exigido um esforço maior dos pais, responsáveis e/ou cuidadores, que também é um impacto a ser considerado, uma vez que grande parte não possui preparação para a educação a distância no lar. Portanto, as medidas até agora adotadas são questionáveis quanto aos aspectos qualitativos não considerados no processo ensino aprendizagem e necessitam de mais reflexões e debates em torno da modalidade de ensino proposta frente ao contexto da pandemia, principalmente na educação básica.

Year

2020

Creators

Santos, Eva Teixeira dos Chavez, Eros Salinas Silva, Anderson Antonio Molina Lordano, Geovandir André Ayach, Lucy Ribeiro Anunciação, Vicentina Socorro da Batista, Ricardo Lopes

NOVAS EMERGÊNCIAS NO TERRITÓRIO DE ALAGOAS: DIFUSÃO DA PANDEMIA COVID-19, ROMPIMENTO DE BARRAGEM E AFUNDAMENTO DE BAIRROS

Esta nota técnica se refere a um estudo emergencial sobre a sobreposição e simultaneidade de três emergências no estado de Alagoas, sendo que uma delas, a pandemia da Covid-19, tem o potencial de agravar os impactos nesse território. O objetivo principal foi mapear e analisar esta simultaneidade, bem como apresentar uma primeira discussão sobre as características da vulnerabilidade social nesse cenário, bem como apresentar uma metodologia de análise espacial trabalhando com distintas escalas geográficas, a partir de dados georreferenciados dos casos confirmados da Covid-19 no período de 25 a 30 de abril de 2020. Para uma melhor condição de análise foi criado um Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) a partir de variáveis censitárias, bem como um Coeficiente de Casos Confirmados por Distritos Sanitários para a capital, Maceió. Constatou-se, assim, o padrão espacial da difusão da pandemia no estado através dos principais eixos rodoviários, bem como a influência do polo difusor do Recife, mostrando a importância da rede de cidades e sua hierarquia urbana na difusão da pandemia. Em Maceió, observou-se que os maiores coeficientes ainda estavam nas áreas nobres, embora todos os distritos sanitários apresentassem casos confirmados já nessa data.

Year

2020

Creators

Freire, Neison Cabral Ferreira Lins, Regina Dulce Barbosa Cavalcanti, Débora

SUSCETIBILIDADE À COVID-19 EM SANTA CATARINA: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA

Apresenta-se uma proposta metodológica de avaliação da suscetibilidade à COVID-19 no Estado de Santa Catarina. O interesse é contribuir com a análise da difusão espacial da doença e oferecer um parâmetro técnico-científico que auxilie os processos decisórios e gestão da saúde no Estado no que tange à previsibilidade de áreas e regiões mais propensas à observação, aumento e distribuição espacial da doença. O índice contemplou 47 variáveis dimensionadas em indicadores que agravam os quadros da COVID-19, considerando população residente, riqueza material e processo saúde-doença para as unidades espaciais dos 293 municípios catarinenses. Para construção dos índices os valores demográficos e de saúde foram submetidos à testes de normalidade, multicolinearidade, análise de componentes principais. A transformação de valores estatísticos para índices de suscetibilidade foi assumida a partir de duas componentes principais que explicou 84,8% da variância da matriz. Na espacialização, os índices se apresentam com padrão de distribuição, associados na maioria dos municípios com população mais alta e com os maiores casos confirmados Nestes aspectos o índice pode, em sua primeira versão, ser apresentado como uma estratégia para a análise e controle da epidemia no Estado, principalmente, na indicação de municípios para ação prioritária.

Year

2020

Creators

Nascimento Júnior, Lindberg Augusto Werneck Ribeiro, Eduardo Augusto Menegon, Fabrício Salaib Springer, Kalina Monguilhot, Michele Fernando Meliani, Paulo da Silva Celestino Reginato, Vivian

EQUIDADE, JUSTIÇA SOCIAL E CULTURA DE PAZ EM TEMPOS DE PANDEMIA: UM OLHAR SOBRE A VULNERABILIDADE MUNICIPAL E A COVID-19

Quando surge um novo vírus, com potencial pandêmico, comumente ocorre a partir do contato dos seres humanos com animais silvestres portadores. Nestes casos, o organismo humano não possui mecanismos para combater essa nova infecção, por não ter imunidade natural. Assim, devido à possibilidade de uma alta taxa de transmissão, pesquisadores em todo o mundo buscam estratégias que sejam eficazes contra quaisquer vírus da gripe. Neste artigo, o olhar científico foi direcionado à gestão pública municipal, sendo pertinente compreender de que forma as cidades minimizam a vulnerabilidade das pessoas em seus territórios e, a partir de suas ações, compreender como as medidas tomadas pelo poder público estão contribuindo para o enfrentamento da pandemia gerada pela doença Covid-19. Realizou-se, portanto, um estudo sobre o plano de contingenciamento brasileiro para infecção humana pelo novo coronavírus e, a partir deste, buscou-se compreender quais medidas podem contribuir para a equidade, a justiça social e a cultura de paz. O estudo buscou demonstrar que a adoção de indicadores de sustentabilidade no planejamento pode ser uma forma capaz de minimizar a vulnerabilidade das pessoas e dos lugares, no entanto as cidades brasileiras evidenciaram suas fragilidades, devido aos desafios impostos pela gestão territorial em países em desenvolvimento. Ainda é preciso avançar nas discussões e evidências. Até o momento, o que se sabe é que o distanciamento social é a única forma de evitar o contágio e ser capaz de achatar a curva de contaminação.

Year

2020

Creators

Gonzaga, Eunir Augusto Reis Lacerda, Isabella do Carmo Jesus, Tuila Tachikawa de Lima, Samuel do Carmo

CONDIÇÕES DE DESIGUALDADES E VULNERABILIDADES SOCIOESPACIAIS EM CIDADES DA AMAZÔNIA PARAENSE: ELEMENTOS PROMOVEDORES DA EXPANSÃO E DISPERSÃO DA COVID-19?

O objetivo do artigo é identificar e analisar as condições de desigualdades e vulnerabilidades socioespaciais das populações urbanas e populações tradicionais da Amazônia paraense, e como essas condições podem ser um elemento de dispersão e avanço espacial da Covid-19. O estudo se pautou a partir de pesquisa documental (de relatórios, atlas e sites institucionais de Organização Não-Governamental, Fundação e institutos de pesquisa estaduais e nacionais) acerca de desigualdades e vulnerabilidades e da Covid-19, porém também calcada em experiências, pesquisas e observações prévias da Amazônia paraense. Evidencia-se que as condições das populações urbanas são precárias em termos de saneamento básico, sistema adequado de esgoto, renda domiciliar baixa ou inexistente (mesmo contando com a renda emergencial), domicílios sem banheiro; tudo isso, associado com grandes aglomerações. Já populações tradicionais (sobretudo, indígenas, quilombolas, agroextrativistas e ribeirinhos) estão mais vulneráveis, devido a distâncias físicas, diferenciações na escala regional em termos de hospitais, leitos de UTI e dinâmicas sociais, econômicas e culturais específicas. As condições de desigualdades socioespaciais e vulnerabilidades constituem um dos principais elementos que contribuem para a dispersão e dificuldade do controle da Covid-19 em cidades amazônicas paraenses, bem como em espaços urbano-rurais onde residem populações tradicionais, com elevados níveis de vulnerabilidades.

Year

2020

Creators

Cardoso Rodrigues, Jondison Cardoso Rodrigues, Jovenildo

ESPACIALIZAÇÃO DOS CASOS DE SARS-COV-2 NA REDE URBANA DE MATO GROSSO DO SUL: UMA ANÁLISE DA 11ª À 18ª SEMANA EPIDEMIOLÓGICA DE 2020

A pandemia da COVID-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde, é uma emergência de saúde pública de importância internacional. Os agravos à saúde humana pelo vírus SARS-CoV-2, e os impactos socioambientais e econômicos dele decorrentes, exigem respostas imediatas e articuladas, envolvendo estudos de diferentes áreas do conhecimento. Nesta perspectiva, este artigo é resultado de um estudo em desenvolvimento, de caráter exploratório, descritivo e analítico, que objetiva mapear a distribuição espaço-temporal dos casos confirmados e dos óbitos registrados no estado de Mato Grosso do Sul. Da mesma forma, visa identificar, na rede urbana, a associação espacial entre os níveis de centralidade e os 280 casos positivos. Considerando sete semanas epidemiológicas, pode-se afirmar que, de forma geral e preliminarmente, o contágio evolui dos centros urbanos de maiores níveis de centralidade para os de menores níveis. Por outro lado, as interações espaciais heterárquicas também contribuem para compreender o início do contágio em centros de menor nível hierárquico. Ressalta-se que os resultados podem contribuir com a vigilância em saúde estadual, oferecendo subsídios para a priorização de locais para ações, para o monitoramento e para estudos que possam identificar riscos e vulnerabilidades socioambientais.

Year

2020

Creators

Mota, Adeir Archanjo da Calixto, Maria José Martinelli Silva

Dispersion of Covid-19 in the state of Paraná

O presente texto tem como objetivo apresentar análise do processo de difusão espacial da Sars-Cov-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2), também conhecida como Covid-19 ou Coronavirus, no estado do Paraná. Para tanto, a análise dos dados é focada no primeiro mês após a confirmação do primeiro caso, ocorrido no dia 12 de março de 2020. Subjacente à análise está a compreensão de que a Covid-19, como um evento de saúde pública de interesse mundial, está atrelada às estruturas e dinâmicas do espaço geográfico. Dialeticamente, como singularidade e universalidade, simultaneamente faz parte do espaço geográfico, mas, também, é espaço geográfico. Metodologicamente, são considerados: 1) dados produzidos pelas Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde; 2) dados sobre Síndromes Respiratórias Agudas Graves do sistema Sivep-Gripe do Ministério da Saúde; 3) dados demográficos, de infraestruturas e organização do território do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); 4) dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). A partir da análise conjunta dos dados, subsidiada pela teoria da produção do espaço geográfico, foi possível chegar a algumas constatações: a) a dispersão do vírus pelo território se dá em dependência com as estruturas e dinâmicas territoriais; b) os pontos e rotas predominantes são as cidades médias e eixos rodoviários economicamente mais importantes que constituição basicamente em espaços de contágio e de dispersão; c) cidades médias são espaços estratégicos de contensão ou de aceleração da dispersão, pois as decisões nelas tomadas determinarão os impactos nas cidades pequenas sob sua influência; d) as cidades pequenas, que ainda não foram significativamente afetadas, têm redes de atenção à saúde muito frágeis, o que permite antever cenários de grande risco para as populações que nelas residem. A análise geográfica, por fim, pode dar uma dupla contribuição: reconhecer os padrões espaciais das rotas de dispersão, fornecendo informações relevantes para o planejamento das ações em saúde, por um lado, e aprofundar a compreensão dos modos de ser do espaço geográfico contemporâneo, através dos eventos em saúde, por outro.

Year

2020

Creators

Martinuci, Oseias da Silva Lima, Valeria Maria Endlich, Ângela Cristiano Montanher, Otávio Grochoski Felini, Matheus Cristina Rigoldi, Kelly Milene Caraminan, Laine Balieiro Crestani, Rafael Blaudt Lima da Silva, Rodrigo Henrique Sorato da Silva, Gabriel Rafaela Ferreira, Monique

COVID-19 NA REGIÃO INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO (RIDE): DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E MEDIDAS SANITÁRIAS DE CONTINGÊNCIA

Este artigo visa analisar a espacialização das taxas de incidência e mortalidade por COVID-19 na RIDE, a capacidade de atendimento da rede de saúde e as medidas sanitárias de contingência adotadas. Foram analisadas as taxas de incidência, mortalidade e ocupação dos leitos de UTI, a disponibilidade de respiradores e ambulâncias de emergência bem como as recomendações de saúde disponibilizadas pelo MS e secretarias estaduais de saúde. Desde o primeiro caso, observou-se um progressivo aumento diário e a taxa de incidência variou de 2,2 a 271,7 (casos por 100 mil habitantes) concentrando-se em Brasília-DF (53,6), Goianésia-GO (40,0) e Valparaíso de Goiás-GO (10,1) enquanto a maior taxa de mortalidade ocupa as regiões mais periféricas. Apenas 10 municípios e o DF apresentam o mínimo de leitos estabelecidos e o número de respiradores e ambulâncias atuais não atendem à demanda. Apesar do fluxo de pessoas em busca dos serviços de saúde em outro estado, não foi identificada essa previsão nas medidas de contingência estabelecidas pelas secretarias de saúde do DF, GO e MG. A experiência adquirida nesta pandemia evidencia a relevância de um sistema de saúde público, universal e gratuito e revela as fragilidades resultantes do subfinanciamento crônico do SUS.

Year

2020

Creators

Silva, Eliane Lima e Miranda, Marina Jorge de Bezerra, Amarílis Bahia Matos, Karina Flávia Ribeiro Gurgel, Helen da Costa

RELAÇÕES ENTRE REDE URBANA E COVID-19 EM MINAS GERAIS

The year 2020 marked the first pandemic of the 21st century caused by COVID-19, a disease transmitted by the SARS-CoV-2 virus. Having emerged in the chinese city of Wuhan, the virus spread rapidly to other parts of the world, arriving in Brazil in late February. Since then, the brazilian population has been amazed at the spatial spread of the virus in the national territory. It entered the country through São Paulo, the largest and most important urban center in Brazil, and today it is present in all states. In this text we will deal specifically with the state of Minas Gerais, with the aim of analyzing the relationship between the spatial dynamics of COVID-19 and the configuration of the urban network of the Minas Gerais state. For that, we take as a base the data made available by IBGE, as well as by the Minas Gerais State Department of Health (SES-MG). The results allow a series of reflections on the spatial dynamics of the disease, particularly on its diffusion process, as well as its strong relationship with interactions and spatial concentrations of people.

Year

2020

Creators

Batella, Wagner Koiti Miyazaki, Vitor

A DIFUSÃO ESPACIAL DA COVID-19 NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Objetivo: caracterizar o processo de difusão espacial da Covid-19 pelos municípios do Estado do Rio de Janeiro. Método: Para análise da difusão espacial dos primeiros casos confirmados de Covid-19 segundo municípios do estado foi utilizada a metodologia de interpolação pelo IDW. Resultados: Foram identificados três eixos principais de difusão no Estado do Rio de Janeiro, todos partindo da Região metropolitana. O primeiro eixo segue em direção a São Paulo pela via Dutra promovendo a difusão pelo Vale do Paraíba. O segundo eixo segue em direção ao Espírito Santo pela BR-101. O terceiro eixo segue em direção a região da cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais pela BR-040.Conclusão: A caracterização da difusão da Covid-19 no estado do Rio de Janeiro demostrou seu processo de espalhamento tanto por saltos (seguindo a hierarquia urbana) quanto por contágio uma vez instalada nos novos centros de difusão. A interiorização da difusão impõe a urgente tomada de ações articuladas e solidárias considerando que as políticas de saúde para contenção da Covid-19 se baseiam majoritariamente em medidas não farmacológicas e que a capacidade médico-hospitalar dos municípios de médio e pequeno porte que se encontram nessa rota de difusão é limitada.

Year

2020

Creators

Pereira Caldas dos Santos, Jefferson Levy Ferreira Praça, Heitor Vouga Pereira , Leandro Gomes Albuquerque , Hermano San Pedro Siqueira, Alexandre

ANÁLISE GEOGRÁFICA DA COVID-19 EM MARINGÁ/PR

O presente artigo objetiva caracterizar e analisar a introdução do vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, na cidade de Maringá-PR. Maringá é a segunda maior cidade do interior do estado e, como cidade média, desempenha importantes papéis regionais. Estudos e análises preliminares indicam que a doença se dissemina no território estreitamente associada às estruturas espaciais preexistentes. Os eixos econômicos mais vigorosos, identificados pelas rodovias de maior fluxo e as cidades com destacados papeis regionais, que sediam aeroportos com voos comerciais, modulam significativamente a direção e a intensidade nos novos casos. Apesar de se tratar de uma cidade específica no interior do Paraná, no presente texto podem ser reconhecidos padrões espaciais, processos e dinâmicas que conectam e determinam diferentes territórios. Para tratar dessas questões, o texto está composto por três partes: 1) contextualização da situação geográfica de Maringá; 2) caracterização e análise dos dados de casos confirmados e notificados no período de 18/03/2020 a 30/04/2020, e; 3) Análise dos principais fatores de risco à Covid-19 na escala intraurbana. A análise permite concluir que: 1) os primeiros casos confirmados na cidade de Maringá foram importados diretamente do exterior, sem mediação de São Paulo ou Curitiba; 2) No primeiro mês, os casos estiveram fortemente concentrados nas áreas mais valorizadas, onde se situam as classes com os maiores rendimentos; 3) Após o primeiro mês, contado a partir da confirmação do primeiro caso, iniciou-se a tendência de dispersão para as áreas mais vulneráveis da cidade. Esta breve análise fornece importantes características geográficas de processos pandêmicos, sua configuração e dinâmica espacial na escala intraurbana. Além disso, contém elementos importantes para pesquisas futuras não só da Covid-19, mas de eventos de saúde de modo geral.

Year

2020

Creators

Martinuci, Oseias da Silva Janete Veltrini Fonzar, Udelysses Francisco Pestana Biatto, Jair da Costa Francisco, Icaro Januário Augusto, Ingrid Diana Gazola, Bianca

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA TRANSMISSÃO DA COVID-19 NO NORTE DE MINAS GERAIS, BRASIL

O Brasil é um país com extensa dimensão territorial e com acentuadas desigualdades socioeconômicas entre suas regiões, o que reflete diretamente no acesso à saúde, principalmente da população mais carente. O mesmo ocorre nos estados, como é o caso de Minas Gerais, com diversidade regional, com características sociais, econômicas e culturais variadas. Daí a importância de se promoverem estudos de cunho regional na tentativa de evidenciar as potencialidades e fragilidades que as regiões apresentam, para que, assim, as políticas públicas de saúde possam ser desenvolvidas com maior eficácia, possibilitando as autoridades sanitárias ações mais assertivas no combate a COVID-19. Em face a essa realidade, o presente artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre a situação epidemiológica da transmissão da covid-19 no norte de Minas Gerais, Brasil. Considerando que a pandemia de Covid-19 ainda não chegou definitivamente ao Norte de Minas, e que a relação leitos de UTI/população não é adequada, isso impõe ao Estado e às autoridades sanitárias da Região de Saúde tomar medidas urgentes para ampliar o número de leitos com respiradores para atender a demanda crescente que se espera, quando a região enfrentar o  pico da pandemia. Outra questão importante é que a hora de estabelecer medidas que imponham o isolamento social com mais rigor é agora, para achatar a curva de transmissão, antes que o número de casos da doença cresça e a situação fique fora de controle.

Year

2020

Creators

Magalhães, Sandra Célia Muniz Santos, Flávia de Oliveira Lima, Samuel do Carmo Fonseca, Elivelton da Silva

VULNERABILIDADES PARA GESTANTES E PUÉRPERAS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 NO ESTADO DE SANTA CATARINA, BRASIL

Objetivo: Identificar as vulnerabilidades existentes para gestantes/puérperas no estado de Santa Catarina, ofertando subsídios para elaborar estratégias de enfrentamento à COVID-19. Métodos: Este é um estudo ecológico e exploratório em que foram utilizados dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil e Secretaria de Vigilância em Saúde - Portal Coronavírus Brasil. Foram analisados dados oriundos dos municípios de Santa Catarina compreendendo: IDHm, idade gestacional, número de consultas de pré-natal, número de leitos de UTI adulto e número de casos da COVID-19 notificados. Para identificar vulnerabilidades existentes para gestantes/puérperas considerou-se correlação de Pearson para as variáveis: idade materna (em anos), escolaridade materna, e o número de consultas no pré-natal. Resultados: Foi encontrada correlação negativa entre porcentagem pré-natal (mais que 6 consultas) e porcentagem idade abaixo de 20 anos (r= -0,44); e entre IDH e porcentagem idade abaixo de 20 anos (r= -0,63). Foi observada uma interiorização dos casos da COVID-19 em Santa Catarina. Notou-se uma possível carência de leitos de UTI nas regiões em que há mais vulnerabilidades para gestantes e puérperas. Considerações finais: As informações sobre a COVID-19 em gestantes/puérperas não são numerosas, contudo, a partir da análise das condições sociais e de saúde dos municípios no estado de Santa Catarina, podemos inferir as áreas que demandam maior investimento/atenção das autoridades sanitárias, em função das vulnerabilidades encontradas.

Year

2020

Creators

Wagner, Adriana Soares, Alex Silva Ribeiro, Eduardo Augusto Werneck Friestino, Jane Kelly Oliveira Lovatto, Marcos Vinicius Perez Faria, Rivaldo Mauro Weissheimer, Werner André