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A HISTÓRIA DA AVENIDA RIO BRANCO DA CIDADE DE SANTA MARIA: UMA NARRATIVA ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA.

Este estudo apresenta a proposição de uma narrativa histórica da Avenida Rio Branco do município de Santa Maria/RS através da fotografia embasada nas teorias arquivísticas, e na composição de um álbum fotográfico que remete a sua própria história. O intento da pesquisa é utilizar a fotografia como documento arquivístico, unindo-a a temas como a história e memória, com aspectos ligados a história de uma das avenidas mais antigas da cidade de Santa Maria. As fotografias utilizadas no trabalho fazem parte do acervo fotográfico do Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria, da Casa de Memória Edmundo Cardoso e do acervo pessoal desta pesquisadora. O trabalho está divido em temáticas, as quais tratam da história, da memória, do patrimônio histórico, da fotografia e da arquivologia, demonstrando a relevância e a significância do tema em diversos aspectos, como o caráter social, cultural, entre outros. Por fim, foi construído um álbum com as fotografias que narram à história da Avenida Rio Branco, desde o ano de 1900 até o ano de 2012.

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2022-12-06T14:18:40Z

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da Silva, Carla Saldanha

A HISTÓRIA ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA: NARRATIVAS DA MODERNIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO NA CIDADE DO RIO GRANDE (1956 -1961).

O Brasil durante o período de 1956 a 1961 tinha como presidente Juscelino Kubistchek. Seu governo foi pautado pelo Plano de Metas, que tendia dar bases desenvolvimentistas para o Brasil. Como meta síntese tinha-se a construção da nova capital federal, Brasília. Essa foi construída sob os mais modernos padrões urbanistas, e, além disso, representava que todas as cidades do país, sejam interiores ou não, poderiam desenvolver-se, visto que Brasília, construída mesmo em meio ao sertão, conseguiu ser pensada, planejada e executada sob os ideais modernos perpassados da Europa e Estados Unidos e adaptados no Brasil. Chega-se então a cidade do Rio Grande, cidade que possuía uma economia considerável dentro do contexto do Brasil, visto que ainda que várias indústrias brasileiras tenham fechado no período estudado, a cidade conseguiu-se sobressair com a indústria pesqueira, ocasionando um desenvolvimento industrial e urbanístico dentro do contexto riograndino. Além disso, seu Porto configurava em termos de importância como o 3º do País. Dessa forma, questões como a urbanização, desenvolvimentismo e modernização estavam em pauta no contexto brasileiro, e pretende-se, então, analisar sob o prisma das fotografias do estúdio Casa Foto Rio Grande, importante estúdio da época e que fora contratado pela Prefeitura a fim de retratar as obras em curso da cidade, a representação da modernização e o possível desenvolvimento da cidade do Rio Grande evidenciado pelas fotografias.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Hallal, Maria Clara Lysakowski

O FOTOCLUBISMO NA HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA DE PORTO ALEGRE NO SÉCULO XX.

Este trabalho resulta de pesquisa para a dissertação intitulada “Do Photo-Club Helios ao DECIFOTOS: memória e patrimônio em Porto Alegre no século XX” (PPGMP/UFPel) que é um estudo pioneiro sobre o fotoclube fundado em 02 de março de 1907, por alemães e descendentes, que se reuniam no Turnerbund, antigo nome da atual Sociedade de Ginástica Porto Alegre, 1867 – SOGIPA, para desenvolver atividades em fotografia amadora. Seu surgimento ocorreu ao tempo dos primeiros fotoclubes do país, originários do final do século XIX, e alguns tiveram curta existência e poucos são os registros documentais preservados. O trabalho pretende lançar o olhar sobre essas práticas sociais e culturais e contribuir para o conhecimento acerca das relações firmadas pelo Helios e seu sucessor, o Departamento Fotográfico da SOGIPA, posteriormente denominado Departamento Cine-Fotográfico da SOGIPA - DECIFOTOS, e de sua produção no século XX. O longo período de existência do Helios, até 7 de dezembro de 1949, data de sua dissolução, foi exitoso e muito dinâmico, apesar das atividades paralisadas durante as Guerras. O DECIFOTOS foi ativo na instituição até a década de 1990, participando da produção fotográfica artística na cidade e no país e, ainda, com a missão de registrar os eventos da SOGIPA. A pesquisa se constitui, portanto, em nova fonte sobre a historiografia a respeito do fotoclubismo no Brasil, tema sobre o qual há muito que conhecer, dada a expansão do movimento nos principais centros urbanos.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Rodeghiero, Luzia Costa

UM OLHAR SOBRE ACERVOS ESCOLARES DE TORRES/RS – 1960/1980.

O artigo percorre o olhar sobre arquivos fotográficos de escolas da rede pública do município de Torres/RS entre os anos de 1960-1980. As instituições analisadas foram: o Instituto Estadual de Educação Marcílio Dias, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Justino Alberto Tietbohel e a Escola Estadual Governador Jorge Lacerda. Imagens que permitem identificar quais foram às opções iconográficas das instituições de ensino. Entre quatrocentas e quarenta e seis fotografias que foram digitalizadas, medidas, catalogadas e identificadas treze temáticas visuais. Destacaram-se imagens que podem ser enquadradas ao âmbito do extraordinário, ou seja, imagens que registraram os momentos festivos, os passeios, as comemorações cívicas, as formaturas, etc., a opção por essas temáticas constatou-se serem decorrentes em grande medida do acesso restrito da câmera fotográfica, e ao que diz respeito ao ordinário, o registro ocorreu, porém, em pequena proporção. Por meio desses registros iconográficos pretende-se discutir a importância e o uso dado as fotografias nas instituições de ensino. Visto que as fotografias foram encontradas em péssimo estado de conservação.

O ACESSO DA MULHER TRABALHADORA À JUSTIÇA DO TRABALHO DO RIO GRANDE DO SUL (1941-1946)

A pesquisa tem por objetivo verificar acerca do acesso da mulher trabalhadora à Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul, no recorte temporal 1941-1946. O estudo realizou-se no Memorial da Justiça do Trabalho da 4ª Região, na cidade de Porto Alegre, a quem coube a guarda dos processos judiciais preservados e utilizados como fontes primárias. Considerando a legislação protetiva em relação ao trabalho da mulher no Brasil entre 1930 a 1945, entre outros direitos, como o direito ao voto em 1932, quer-se verificar sobre a relação da mulher trabalhadora em busca de direitos a essa instância judicial, num período onde havia muito preconceito e discriminação em relação à própria mulher e ao trabalho feminino. Assim, a luz da historiografia, mais especificamente com o campo de estudo da história das mulheres, quer-se compreender sobre a mulher trabalhadora dentro da perspectiva de que tais mulheres sempre tiveram atuação política, participando da esfera pública, de acordo com as possibilidades encontradas em cada período. Ademais, a pesquisa em tais fontes pretende também, demonstrar o valor histórico dos documentos, no presente caso, dos processos judiciais, aliado à pesquisa e à revisão bibliográfica, visando compreender um pouco mais, do universo das mulheres trabalhadoras rio-grandenses no período e a possível relação da Justiça do Trabalho no tocante à promoção e efetividade dos direitos sociais.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Schneider, Giselda Siqueira da Silva

A MULHER TRABALHADORA EM SANTA MARIA DURANTE O ESTADO NOVO (1937-1945)

Este trabalho apresenta um estudo sobre a história das mulheres santamarienses no período da Ditadura do Estado Novo, que está sendo desenvolvido no Mestrado em História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O tema da pesquisa é a inserção da mulher no mundo do trabalho e sua atuação para a garantia e conquista de direitos sociais e trabalhistas durante o período do Estado Novo (1937-1945), no município de Santa Maria, RS. A escolha do Estado Novo no Brasil se deu em virtude deste ser um período onde muitas conquistas dos trabalhadores estavam sendo objeto de legislação específica e ao mesmo tempo um momento de repressão política, de forte aparato policial e repressivo e do fortalecimento dos sindicatos, sob a tutela do Estado e da luta dos trabalhadores para a garantia destes direitos, historicamente conquistados. As mulheres por séculos passaram despercebidas pela história, reprimidas em uma sociedade machista e autoritária, onde grande parte dos autores insere o homem no palco das lutas por reinvindicações e direitos trabalhistas.

ENTRE EL CORDOBÉS E O CATY: A RELAÇÃO ENTRE APARÍCIO SARAIVA E JOÃO FRANCISCO PEREIRA DE SOUZA NO ESPAÇO FRONTEIRIÇO PLATINO.

Este trabalho integra as pesquisas que vem sendo desenvolvidas na Linha de Pesquisa “Integração, Política e Fronteira”, do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Maria; contando com bolsa FAPERGS/CAPES. Sendo assim, o artigo propõe uma reflexão acerca da relação mantida entre Aparício Saraiva e João Francisco Pereira de Souza, mostrando o modo como estes dois agentes entraram em contato com o findar da Revolução Federalista, e os meios como ambos aproveitaram este contato para por em prática seus interesses. Neste aspecto, buscamos uma discussão dentro da história política, dos estudos biográficos, e do caudilhismo, demonstrando assim a relação destes personagens com a região fronteiriça, a partir de diferentes vínculos, aprofundando assim as investigações no âmbito da História Platina, especialmente no que tange a fronteira Brasil-Uruguai.

A RELAÇÃO SUJEITO-ESTRUTURA NA HISTÓRIA SOCIAL - APONTAMENTOS PARA ANALISAR A ‘IDEIA DE RAÇA’ NESSA RELAÇÃO

A análise a seguir visa observar como no campo epistemológico pode-se interpretar a relação sujeito-estrutura tomando como base a perspectiva da história social, assim como lançar alguns apontamentos a fim de observar a presença da ideia de raça permeando essa relação, cujo pano de fundo está no pós-abolição do sul do Rio Grande do Sul e no norte do Uruguai no que tange aos sujeitos negros e suas associações observadas a partir dos seus membros como sujeitos coletivos. A estrutura é tomada como algo forte e com um grau de hierarquia perante a ação dos sujeitos, que por razões sociais foi moldada por ações desses, mas que parece ter se “emancipado” e adquirido vida fora deles. No entanto, as estruturas moldam as ações dos sujeitos e são moldadas por essas ações numa relação dialética. Dessa forma, as estruturas são tomadas enquanto processo que se dá a partir de relações sociais e não como algo estático. As relações sociais são responsáveis pela dinâmica histórica e sobre elas que se lança olhar a fim de captar a dinâmica da sociedade. Aqui as relações são destacadas no que tange às sociais que acionam a raça e que conduzem a análise da tese que desenvolvo centrada no processo de racialização.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Silva, Fernanda Oliveira da

NZINGA MBANDI NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA: ASCENSÃO E LIDERANÇA NO REINO DO NDONGO E MATAMBA

Observaremos o modo como a rainha Nzinga Mbandi ascendeu em 1623 à liderança dos reinos de Ndongo e Matamba em discussões oriundas de obras que compõem a historiografia brasileira e que trabalham com a história das sociedades africanas. Para tanto, ressaltaremos o referencial bibliográfico e as fontes documentais utilizadas, especialmente a obra História Geral das Guerras Angolanas, do soldado português António de Oliveira de Cadornega. Problematizaremos o acesso ao corpus bibliográfico e documental, inferindo analiticamente em questões que sopesem descrições rígidas e literalizadas, que via de regra excluem as contextualizações e as distintas linguagens políticas empregadas na produção de uma obra, logo, de uma discussão historiográfica.

FILHOS LIVRES DAS ESCRAVAS: TRABALHO E INSTRUÇÃO NO PROCESSO EMANCIPACIONISTA – RIO PARDO/RS

Mais intensamente na segunda metade do século XIX, leis passaram a ser pensadas e promulgadas para promover o final da escravidão, visando prejudicar o menos possível os interesses dos senhores de escravos. Dentre essas leis, está a N. 2040, de 28 de setembro de 1871. Ficou conhecida como Lei do Ventre Livre, porque considerou livre o filho da escrava nascido após a sua promulgação. No entanto, o mesmo artigo assegurou o controle dos senhores sobre o filho da escrava até a idade de oito anos e depois abria a possibilidade de utilizar os serviços do menor até completar vinte e um anos, ou então requerer uma indenização pecuniária. Na iminência dos primeiros nascidos de ventre livre completarem oito anos e com a possibilidade dos mesmos serem entregues ao governo, realizaram-se debates sobre o destino a ser dado a esses menores. Uma alternativa plausível residiu na criação de escolas destinadas a sua instrução e também a sua preparação para o trabalho. Dessa maneira, proponho trazer alguns apontamentos sobre as implicações dessas questões no cotidiano escravista.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Perussatto, Melina Kleinert

A TRAJETÓRIA DO LIBERTO JOSÉ VIRIATO MONTEIRO: EXPERIÊNCIAS DE CATIVEIRO, LIBERDADE E PARENTESCO EM PELOTAS/RS, 1830/1888

A presente pesquisa tem por intuito analisar as experiências de liberdade e parentesco, visando compreender as estratégias utilizadas pelos cativos para alforriarem a si ou a um familiar. Verificamos que o esforço para comprar a alforria de um parente não se limitava as primeiras gerações familiares. Observamos a relevância da família escrava nos projetos de liberdade, visto que através dela os indivíduos poderiam galgar espaços por autonomia e mobilidade social, pois talvez sem esse auxílio dos parentes e aliados a liberdade ficasse mais distante ainda.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Pinto, Natália Garcia

ANTÔNIO JOSÉ DE MORAES: NOTAS SOBRE A TRAJETÓRIA DE UM CIRURGIÃO PORTUGUÊS NO BRASIL MERIDIONAL NO SÉCULO XIX

em 1863, numa fazenda localizada às margens do Rio Taquari, cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre, uma insurreição escrava se anunciou. As autoridades provinciais e locais rapidamente se mobilizaram, e os cabeças do movimento foram presos e levados para a capital da província, onde foram devidamente interrogados. O lócus daquele movimento foi a fazenda da Conceição, pertencente ao cirurgião Antônio José de Moraes, onde cerca de 168 cativos viviam. O inquérito policial evidencia que não se tratou de um movimento insurrecional, mas de uma desordem, que objetivava a garantia de manutenção de direitos costumeiros. Pesquisas posteriores nos permitiram verificar que essa fazenda pertencia, até o ano anterior, ao Barão de Guaíba (falecido em 1862) e que o cirurgião Moraes era seu compadre e herdeiro universal. Partindo desta comunidade escrava específica, pretendemos dialogar com fenômenos amplos e complexos que marcaram a sociedade brasileira na segunda metade do século XIX investigando, de quais formas a perda de legitimidade da escravidão, o fim do tráfico internacional de escravos (1850), o tráfico interprovincial, a imigração européia, a Guerra do Paraguai, a Lei do Ventre Livre (1871) e a abolição impactaram e influenciaram essa comunidade de senzala.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Schefer Cardoso, Raul Rois

AS ORIGENS DA CIDADE MODERNA A REPÚBLICA VELHA NO VALE DOS SINOS

objetivo desse artigo é identificar como ocorreu o processo de modernização das cidades de São Leopoldo e Taquara, na República Velha, para compreender os motivos da implantação da nova cidade sobre a antiga urbe colonial-imperial. Taquara e São Leopoldo estão localizadas no Rio Grande do Sul na região denominada de Vale do Rio dos Sinos, uma área de colonização portuguesa e alemã que exerceu na República Velha um importante papel na economia, política e cultura do Estado, já que era vital no abastecimento de alimentos da capital Porto Alegre e uma importante aliança dos republicanos. A modernização das áreas urbanas de São Leopoldo e Taquara na República tinham o objetivo de disciplinar os lugares por meio da interferência dos usos e costumes tradicionais da população. A modernização foi realizada sob a perspectiva da elite comercial que almejava o espaço urbano delimitado e distante da maioria populacional que vivia na zona rural. Essa análise é realizada por meio de fontes tais como: os códigos de posturas e bibliografias locais de diletantes disponíveis em acervos de instituições da região do Vale dos Sinos. Os resultados preliminares apontam que as cidades republicanas de São Leopoldo e Taquara reconfiguraram as representações urbanas através da segregação dos espaços urbano e rural, sob os interesses dos poderes locais.

A CIDADE COMO LUGAR DE CONFLITO: AS PRÁTICAS DE VIOLÊNCIA E CIVILIZAÇÃO NO COTIDIANO DE SENADOR POMPEU – CE (1901-1930)

pensar as práticas de violência e civilização nas cidades e como elas se deram no decorrer do percurso histórico são essenciais para refletirmos a sociedade na qual habitamos, seus desejos, conflitos, medos e aspirações. Desta feita, na tentativa de compreender suas relações é que se insere esta pesquisa, na busca por analisar o cotidiano (CERTEAU), por hora violento e por hora civilizado da cidade de Senador Pompeu/CE, cidade do sertão cearense, nas primeiras três décadas do século XX. Este ensaio faz parte de inquietações da dissertação de Mestrado em curso. Buscaremos refletir até que ponto o processo de civilização (ELIAS), através da normatização do Estado (leis/convenções/normas), auxiliou ou não redução dos instintos violentos (DA MATTA) dos indivíduos na sociedade e na transformação de seus hábitos e costumes (THOMPSON). Essencialmente utilizamos como fonte para esta pesquisa as Ações Criminais encontradas no Fórum Dr. Francisco Barros Gomes em Senador Pompeu-CE. Utilizaremos também os Códigos de Posturas, Código Penal, Livros de Protocolos, Tombos, Atas de julgamentos e os Jornais de veiculação do recorte temporal. Apoiados numa relação de interdisciplinaridade entre história, sociologia e direito, buscamos discutir e problematizar o fenômeno da violência dentro do cotidiano de práticas da cidade de Senador Pompeu-CE. Dessa forma, historiadores dentro de suas possibilidades, sempre buscam trabalhar com questões que os inquietam e com os anseios da sociedade em que faz parte, na busca por identificar, traduzir e resignificar as ações dos homens no tempo.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Oliveira, Lucas Pereira

O VERANEIO DE ANTIGAMETE: IPANEMA, TRISTEZA E OS CONTORNOS DE UM TEMPO PASSADO NA ZONA SUL DE PORTO ALEGRE (1900-1960).

A proposta deste artigo é analisar a formação e o desenvolvimento de parte da Zona Sul Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande Sul, a partir uso da região para o lazer e veraneio na primeira metade do século vinte. Considerando as águas Lago Guaíba como espaços de recreação e descanso, , o aproveitamento do local, à beira rio, desencadeou e sedimentou relações sociais e culturais que culminaram com o progresso de toda a região. A orla do Guaíba, durante muito tempo, foi local preferido pelos porto-alegrenses que não podiam se deslocar até o litoral, e isso ocasionou um desenvolvimento econômico, motivado pela vinda de grupos que visavam o lazer. Nesse sentido, será abordada a forma como essas famílias, muitas delas de origem alemã, se apropriaram do local, vivendo e convivendo entre si, transformando a região em uma estação de repouso, verão e de sociabilidades à beira do rio.

A CIDADE DE ITAJAÍ, O PORTO E A EMPRESA G. MIRANDA AGENCIA MARÍTIMA LTDA.: A INTER-RELAÇÃO ENTRE ELES E O DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO (1970-2000).

O artigo pretende trazer à discussão os fatores que impulsionaram o desenvolvimento da cidade portuária de Itajai, a instalação de um porto e o consequente aparecimento de empresas ligadas ao setor portuário, o caso da G. Miranda Agencia Marítima Ltda. O recorte temporal estabelecido vai de 1970, período que se intensifica o êxodo rural em que a cidade precisava ser pensada no seu todo, ou seja, através de um Plano Diretor que pudesse contemplar de maneira eficaz o seu desenvolvimento; a alavancagem da produção industrial e o incremento das importações/exportações, até o ano de 2000, com significativa ampliação e readequação dos usos da estrutura urbana, dos novos espaços para o armazenamento das cargas e da quase extinção das empresas de agenciamento marítimo. A pesquisa encontra-se na fase inicial da revisão bibliográfica sobre os processos de desenvolvimento urbano; dos estudos técnicos de armazenagem de cargas e da legislação pertinente. No breve levantamento das fontes já se percebe a necessidade de investigar os rastros deixados pelos atores envolvidos e as distintas percepções dos mesmos.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Oliveira, Geneci Guimarães

CONSTRUINDO O ESPAÇO PRAÇA NA CIDADE: ENSAIO SOBRE A PLAZA DE MAYO “DA ARGENTINA”.

É extremamente difícil pensar sobre a pluralidade de formas pelas quais uma cidade se constitui. Contudo, o que podemos perceber é que independente do modelo de cidade há milhares de anos observamos a existência do “elemento urbano” praça, seja ela previamente pensada e projetada, ou ainda, aquela que surge através de um desenvolvimento orgânico. A praça, já foi considerada o “marco zero” de uma cidade, a condição de existência da mesma, um modelo “micro” da vida urbana, seja pela noção de sociabilidade, pelo local de expressividade popular, de poder, de comércio, ou ainda, pela mescla de tudo isso. Portanto, no presente trabalho iremos trata-la enquanto tal: território da cidade. Da mesma forma repousamos nossas considerações e análises sob um arquétipo, a Plaza de Mayo. Na tentativa de aliar a bibliografia à realidade da praça em questão, nos interessa discutir, desde a concepção deste local passando pelas transformações sofridas ao longo dos anos, suas multifacetadas funcionalidades, bem como, a multiplicidade de territórios abrigados em um mesmo espaço. Os conceitos de espaço e território que um local como a praça pode abarcar também são abordados, mesmo que brevemente, buscando conferir a complexidade que um local como esse afere.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Castelli, Natasha Dias

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL DO JORNALISTA MAXIMIANO POMBO CIRNE NO DIÁRIO POPULAR A PARTIR DA NARRATIVA DE SEU FILHO

No contexto proporcionado pelo Estado Novo no Brasil foram adotadas pelo governo Vargas diversas medidas trabalhistas. Pode-se destacar entre elas a implantação da Carteira Profissional, a qual era de responsabilidade das Delegacias Regionais do Trabalho. Através do acervo da Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, salvaguardado pelo Núcleo de Documentação Histórica da Universidade Federal de Pelotas, o qual comporta todas as requisições do documento no estado foi possível localizar a solicitação da Carteira de Trabalho do Jornalista Maximiano Pombo Cirne no ano de 1939. Dessa forma observaram-se diversos aspectos do requerente, como por exemplo, sua profissão, a qual declarou como jornalista do estabelecimento Diário Popular. O qual pode ser considerado um dos jornais mais antigos ainda em circulação da região sul do estado. No entanto foi constatado que o Senhor Maximiano atuou de forma mais complexa e diversificada no mesmo. Assim sendo, através da narrativa do filho de Maximiano, a partir da utilização da metodologia de História Oral Temática objetiva-se neste trabalho traçar a trajetória profissional deste no Diário Popular. Bem como sua presença na reabertura do jornal depois de seu fechamento em 1937.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Jaques Antunes, Biane Peverada

SEGUNDA CADEIA DA LEGALIDADE: REGISTROS HISTÓRICOS NO JORNAL CORREIO DO POVO

Este artigo apresenta um fragmento do trabalho realizado como bolsista BPA/PRAIAS do projeto sobre a “Segunda Cadeia da Legalidade: registros históricos e jornalísticos”, desenvolvido entre 2011-2012, envolvendo pesquisadores do Departamento de História da FFCH/PUCRS e do Curso de Jornalismo da FAMECOS/PUCRS. A Segunda Cadeia Radiofônica da Legalidade consistiu numa tentativa de reeditar a Cadeia da Legalidade de 1961, com a intenção de evitar o Golpe Militar de 31 de março de 1964. No campo histórico, a busca por fontes escritas levou a quatro periódicos de maior relevância, entre os quais o Correio do Povo foi escolhido para esta exploração por suas conexões com este evento, a fim de investigar juntamente à bibliografia revisada.

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2022-12-06T14:18:40Z

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Torres, Fernanda Vasconcelos

REVISITANDO REGISTROS BATISMAIS DA CAPELA DE ALEGRETE, 1821-1834: AS IDADES DOS BATIZANDOS E SUA RELAÇÃO COM AS PRÁTICAS CATÓLICAS

Na primeira metade do século XIX, os luso-brasileiros conquistaram áreas do antigo território missioneiro, do lado oriental do Rio Uruguai. Nesse espaço, ao sul do rio Ibicuí, localizavam-se férteis pastagens naturais que haviam sido palco das estâncias dos Povos das Missões. Naquela região, instalou-se a capela de Alegrete, abrangendo uma vasta área. Através dos registros de batismo, podemos realizar uma série de estudos, tanto referentes ao aspecto demográfico, investigando a presença e variações de pessoas de diferentes condições jurídicas, origens geográficas e enquadramentos étnicos. Também é possível estudar relações pessoais e familiares através do casamento e do compadrio. Porém, isso tudo implica em uma análise, anterior, sobre a efetividade do batismo e as condições em que eles se davam. O que se propõe neste trabalho é a exposição dos resultados de alguns desses procedimentos. Investigamos as idades dos batizandos, procurando descobrir se eram levados à pia batismal logo após o nascimento ou em idades mai avançadas e a partir destes resultados propor algumas hipóteses a respeito do tripé Batismo-Mundo espiritual – Inserção Social.

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2022-12-06T14:18:40Z

Creators

Tomazi, Taís Giacomini Righi, Karina de Souza