RCAAP Repository

Relações intergeracionais e intrageracionais: a matriz relacional da família multigeracional

<p>Este estudo analisa as redes sociais pessoais de indivíduos pertencentes a famílias com elementos em quatro gerações. Os dados foram recolhidos através do IARSP-R, administrado a 92 indivíduos, pertencentes a 23 famílias multigeracionais. Os principais resultados indicam que: existem diferenças nas características estruturais/morfológicas da rede consoante as gerações; os conteúdos funcionais/suporte da rede mantêm-se a partir da idade adulta; a contiguidade geracional reveste-se de grande importância nas famílias multigeracionais.</p>

Alentejo. População e economia em finais de Setecentos

<p>O Alentejo em finais do Antigo Regime foi objeto de estudo por parte de numerosos investigadores, os quais têm contribuído de forma determinante para o conhecimento da realidade demográfica e socioeconómica desta província do Portugal meridional.</p> <p>O trabalho pioneiro e monumental quanto ao conhecimento da história agrária do Alentejo nos finais do Antigo Regime é de Albert Silbert, publicado em 1966, que abriu as portas a uma realidade histórica até então totalmente desconhecida, e que passou a ser, daí em diante, referencia e inspiração de todos aqueles que acabaram por se preocupar com o Portugal da viragem do século XVIII para o século XIX.</p>

Year

2018

Creators

Fernando de Sousa João Cosme Manuel Nazareth José da Cruz Lopes Ricardo Rocha Fernando de Almeida

As figuras de costumes populares de José Joaquim Teixeira Lopes

<p>O escultor José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), também conhecido como Teixeira Lopes Pai, dedicou-se desde muito cedo à criação de miniaturas em barro cozido, representando costumes populares e pintadas “a carácter”, que constituíram uma pequena mas significativa área dentre as diversas que a sua multifacetada produção artística abrangeu. A proliferação de figurinhas e grupos atingiu a dimensão das dezenas e, apostando numa qualidade esculturo/pictórica elevada, conseguiu defrontar e vencer a vasta concorrência que invadia um mercado sôfrego de figuras, mas com limitadas apetências artísticas. De referir que, ao invés do que é sugerido por alguns autores, a magnífica produção do género que caracterizou os séculos XVII e XVIII, em Portugal, primacialmente no que se refere a figuras de presépio, não se interrompeu, mas, outrossim, manteve uma continuidade assegurada por artistas de primeira grandeza e por modestos barristas de cariz popular, sem subtilezas ou preocupações artísticas.</p>

O 1º Conde de Valenças e a encomenda artística, através de correspondência do Arquivo da Casa de Louriçal

<p>O estudo que se apresenta centra-se na documentação que subsiste e que diz respeito à casa denominada do Pau de Bandeira, localizada no bairro da Lapa, em Lisboa. A correspondência estudada permite uma aproximação aos objectos que actualmente subsistem, assim como facilita a compreensão de algumas opções tomadas para a decoração interna do edifício. O levantamento fotográfico efectuado é o único registo gráfico de muitos dos detalhes referidos na documentação.</p>

A capital federal e os imigrantes em registros literários. Rio de Janeiro, 1890-1920

<p>A região guanabarina foi ocupada pelos portugueses desde os remotos tempos coloniais por razões estratégicas de defesa, que, na conjuntura da luta contra os franceses, culminariam com a fundação, em 20 de janeiro de 1565 , de uma vila fortificada entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar que levaria o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro.</p>

"Podes vir que aqui estou a tua espera ": a viagem e a mala do e/imigrante na literatura epistolar de portugueses em São Paulo (1890 e 1930)

<p>Incorporando uma perspectiva da história cultural, estes escritos discutem a presença dos e/imigrantes portugueses em São Paulo (1890 e 1930) pela análise das cartas de chamada e demais correspondências localizadas no Memorial do Imigrante de São Paulo e em arquivos europeus. A análise particulariza, nas referências aos preparativos da saída, a travessia e a mala da viagem, bem como a constituição de redes na sociedade de acolhimento.</p>

Receptividade e/imigracional comparada Brasil-América: os portugueses

<p>O foco deste ensaio é a dimensão política da receptividade imigracional, com ênfase na especial configuração dos Estados receptores, tendo por referência os contextos históricos que moldaram sua formação, privilegiando o itinerário das nações emergentes no amplo quadro da primeira grande descolonização da modernidade, envolvendo as ex-colônias dos tradicionais impérios ibéricos, português e espanhol, na era das revoluções.</p>

Remessas - construção de uma rede digital de investigação sobre emigração entre a Europa do Sul e a América do Sul

<p>Completa-se, em 2014, uma década de pesquisas desenvolvidas por investigadores portugueses, brasileiros, espanhóis e italianos em torno da emigração portuguesa para o Brasil, numa fase inicial, mas que cedo alargariam seu âmbito geográfico para a Europa do Sul e América do Sul. Nesse período, enformadas oficialmente por dois projetos de investigação apoiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia - "A emigração do norte de Portugal para o Brasil (2005-2008)" e "A emigração de Portugal para o Brasil. Dinâmicas demográficas e discurso político (2009-2014) " -, desenvolveram-se diversas atividades científicas.</p>

A árvore das patacas secou: o comércio português em Belém no primeiro quartel do século XX

<p>"A árvore das patacas secou !". É emblemática essa frase, colhida da revista Ilustração Portuguesa do ano de 1913, em matéria que focaliza as principais indústrias do Pará no sentido de lembrar que a borracha não era mais o Eldorado amazónico. O parque fabril de propriedade de portugueses era então o que se apresentava como o mais importante e promissor empreendimento do Pará, ou melhor, de Belém.</p>

Cadeias migratórias, indústria e comércio: a Tijuca como estudo de caso

<p>Um dos maiores avanços dos estudos migratórios na passagem dos séculos XX para o XXI vem sendo a reflexão sobre processos que contemplam seus atores, em uma riquíssima dialética entre o individual e o coletivo. Nessa abordagem, trajetórias individuais transformam-se em janelas para a compreensão de impulsos, desejos, projetos e práticas cotidianas que, para além do exemplo singular, remetem a impulsos e tendências escritos no plural. Daí a contribuição da história oral e o desvelamento da existência de cadeias migratórias a unir o lá e o cá dos processos de deslocamento.</p>

Os caixeiros e a imprensa lusa em Belém do Pará

<p>O presente estudo tem por objetivo contribuir para a interpretação dos jornais da comunidade portuguesa, especificamente da classe dos caixeiros. Propõe-se a analisar a afirmação e suscitar questões sobre a compreensão da identidade portuguesa em Belém do Pará relativamente ao uso de jornais como representativos e defensores de causas laborais e classistas.</p>

Pioneiros para o café: a experiência de colonos portugueses em Nova Lousã, no interior de São Paulo

<p>Abordar o fenómeno imigratório português para o Brasil é uma tarefa que comporta dificuldades que vão além daquelas que os estudiosos normalmente encontram ao privilegiar o estudo de grupos imigrantes de outras nacionalidades. Os portugueses nem sempre utilizaram os mesmos mecanismos de inserção na sociedade receptora empregados por outros imigrantes. O fato de dominarem a língua do país de acolhimento lhes conferia certa autonomia e vantagem em relação aos demais.</p>

Portugueses na região portuária do Rio de Janeiro : a Sociedade de Resistência e os conflitos de 1908

<p>Em novembro de 1904, foi fundada na sede da estiva a Sociedade União dos Trabalhadores de Café e constituída uma diretoria de que participavam José Fernandes Ribeiro, português; Henrique Roseira, brasileiro, dado como filho de português; e José Gomes Ferreira, também português. Apareceram depois mensagens convidando todos os trabalhadores do café a ir tratar de sua organização definitiva, mas, por razões desconhecidas, esse impulso organizador não prosperou. A sociedade formada desmanchou-se e os convites para reunião sumiram dos jornais.</p>

Emigração açoriana e o Brasil em finais do século XIX e inícios do século XX - o caso do distrito de Ponta Delgada (1895-1902)

<p>Os estudos publicados sobre a emigração açoriana ocorrida em finais do século XIX e inícios do século XX comprovaram já a viragem definitiva, durante esse período, dos emigrantes insulares rumo ao Havaí e aos EUA, em detrimento do Brasil. Alguns autores falam mesmo dessa época como o "primeiro ciclo norte-americano". Não se afigura bem elucidado, todavia, o papel que o Brasil continuou (ou não) a desempenhar como destino da emigração açoriana. A própria leitura ou enquadramento por ciclos faz esbater os desvios e as exceções quanto às tendências dominantes, pois ainda que tenha sido maioritária a procura da América do Norte, outros rumos eram demandados pelos habitantes das ilhas que, para mais, não eram homogéneos nas escolhas dos destinos de acolhimento.</p>

Frutos da violência: o olhar estrangeiro e a Cabanagem como vingança de índios contra os portugueses

<p>Neste artigo, abordaremos uma vertente interpretativa da Cabanagem surgida logo após a eclosão dessa revolta popular, ocorrida na década de 1830 no Grão-Pará e difundida por escritores estrangeiros em livros de memória, registros históricos e relatos de viagens. Abstraindo o efervescente debate político do período e tangenciando uma efetiva aferição da complexa sociedade colonial e pós-colonial do Grão-Pará, tais estrangeiros tenderam - como fez Daniel Kidder - a pensar a rebelião "como fruto da violência que desde o início da colonização do Pará pelos portugueses se praticou contra o índio desprezado" . Tal interpretação, em boa medida plasmada no discurso das lideranças rebeldes paraenses, legitimaria, um século depois, os argumentos da volumosa produção historiográfica, que passaria, após 1935 , a referenciar a Cabanagem, quase que exclusivamente, como movimento nativista.</p>

Imigrantes espanhóis no período pós - Guerra Civil: exílio ou imigração

<p>A imigração constitui-se num fenômeno histórico e faz parte de um processo que envolve não somente a oferta e a demanda entre países implicados, mas também considera aspectos sociais, históricos, culturais e identitários. O que move as massas humanas é a busca de melhores condições de trabalho, de vida, de dinheiro e, muitas vezes, a fuga da fome ou de guerras, sempre que as condições do país não permitem a sobrevivência.</p>

El enfrentamiento liberalismo - absolutismo en Portugal y Espana. Unas copias populares, de 1823, dan a conocer un episodio desconocido: la toma de Palencia por un ejército portugués

<p>El estudio que presentamos, con estas páginas, se refiere a un episodio por demás curioso y sorprendente, pues supone _la certeza de que simultáneamente a la entrada en Espana de los "Cien mil hijos de S an Luis", al mando dei Duque de Angulema, un ejército portugués absolutista (perseguido por otro, constitucionalista), penetra igualmente por nuestras fronteras, recorre las llanuras de Castilla y León, toma Palencia, junto con la partida dei guerrillero Merino, y participa incluso en una escaramuza contra el general Morillo en plena Tierra de Campos.</p>

A delimitação da linha de fronteira entre Trás-os-Montes e Castela-Leão em 1901

<p>Numa altura em que tanto se fala, debate e escreve sobre cooperação transfronteiriça, se renovam e validam acordos e protocolos de cooperação entre Portugal e Espanha e, concretamente entre Trás-os-Montes e as Províncias de Zamora e Salamanca, estão lançados os melhores ingredientes para se aprofundarem as razões históricas de tanto "afastamnto" ou "aproximação", compreender melhor o passado distinto e comum de dois povos, afinal com culturas e formas de estar tão semelhantes.</p>

A Indústria das Sedas em Trás-os-Montes (1835-1870)

<p>Com este trabalho, o autor pretende dar a conhecer a indústria das sedas em Trás-os-Montes entre 1835 e 1870. Trata-se de um estudo baseado em fontes manuscritas inéditas e em fontes impressas até ao presente não aproveitadas. Pretende-se assim dar um contributo  para a explicação da desindustrialização de que o Nordeste Trasmontano foi alvo no século XIX, muito particularmente, quanto ao declínio da indústria das sedas, fenómeno perante o qual o Governo e os grandes “capitalistas” da região revelaram um total desinteresse, fazendo jus às queixas de abandono a que o distrito de Bragança se sentia votado e que veio a marcar de forma duradoura, quase até aos nossos dias, o seu desenvolvimento socioeconómico.</p> <p><strong>Nota:</strong> <em>Por questões de direitos de publicação, apenas disponiblizamos as primeiras páginas da obra, que pode ser adquirida em livrarias ou consultada na Biblioteca do CEPESE.</em></p>

Artistas e Artífices e sua Mobilidade no Mundo de Expressão Portuguesa

<p>Em Julho de 2005, o CEPESE organizou o VII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte, no âmbito do projeto de investigação <em>Artistas e Artífices do Norte de Portugal</em>, um evento de grande envergadura e relevo no contexto da investigação em História da Arte, que contou com a participação de cerca de 60 oradores, de nacionalidade portuguesa e brasileira, oriundos das mais prestigiadas Universidades de ambos os países, cujos estudos agora se apresentam na presente obra.</p>

Year

2012

Creators

Natália Marinho Ferreira-Alves Joaquim Jaime Barros Ferreira-Alves Agostinho Marques Araújo Fausto Sanches Martins Lúcia Rosas Manuel Joaquim Moreira da Rocha Celso Francisco dos Santos Maria Leonor Barbosa Soares Manuel Engrácia Antunes