RCAAP Repository
Ericaceae da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil
A Serra Negra é um fragmento do Complexo da Mantiqueira, localizado entre os municípios de Lima Duarte, Santa Bárbara do Monte Verde, Rio Preto e Olaria, com altitudes variando entre 800 e 1700m. A vegetação apresenta um mosaico composto por florestas e ambientes campestres, destacando-se o campo rupestre por toda a amplitude altimétrica. Um amplo estudo florístico foi realizado entre os anos de 2003 e 2014, e os espécimes coletados foram depositados no Herbário Leopoldo Krieger (CESJ), da Universidade Federal de Juiz de Fora. O objetivo do presente estudo foi realizar um inventário florístico e taxonômico para a família Ericaceae da Serra Negra. Foram registradas oito espécies pertencentes a três gêneros, sendo Agarista e Gaylussacia os mais ricos, com quatro e três espécies respectivamente, e Gaultheria representado por apenas uma espécie. São apresentadas chaves de identificação, descrições das espécies, ilustrações de caracteres diagnósticos e comentários de distribuição geográfica, ecológicos e taxonômicos.
2016
Cabral,Andressa Romão,Gerson O. Roman,Sabrina A. Neto,Luiz Menini
Dorstenia (Moraceae) da região da Serra da Mantiqueira, Brasil
A Serra da Mantiqueira é uma formação montanhosa que ocupa importante área do Sudeste brasileiro. Entre as famílias ricas em espécies na composição da flora da Mantiqueira está Moraceae, sendo que Dorstenia se destaca como o segundo gênero mais representativo em número de espécies, depois de Ficus. Neste trabalho são apresentadas descrições, observações sobre fenologia e distribuição geográfica, comentários e ilustrações das espécies nativas de Dorstenia (Moraceae). Após o levantamento bibliográfico e análise do material coletado e de herbário foi possível reconhecer 14 espécies nativas, sendo, duas novas espécies que foram descritas durante a realização deste estudo.
2016
Santos,Alessandra dos José,Patricia Aparecida de São Vianna Filho,Marcelo Dias Machado Romaniuc Neto,Sergio
Winteraceae do Rio Grande do Sul, Brasil
Winteraceae apresenta cinco gêneros, dos quais apenas Drimysocorre na região neotropical. A taxonomia das espécies ocorrentes no Brasil ainda é controversa e dependendo do autor, são aceitas de uma a três espécies. O presente trabalho apresenta o estudo taxonômico de Winteraceae no Rio Grande do Sul, e visa esclarecer acerca das espécies da família no estado. Foram feitas revisões de herbários nacionais e internacionais, além de coletas em diversos pontos do estado para o levantamento de dados para o tratamento taxonômico e a análise morfométrica (ANOVA). Com base nas análises morfométricas, dados fenológicos e morfológicos, aceitamos a ocorrência de duas espécies no Rio Grande do Sul: Drimys angustifolia e D. brasiliensis. É fornecida uma chave de identificação, descrições, comentários, fenologia e ilustrações de ambos os táxons.
2016
Hertzog,Anelise Pellegrini,Marco Octávio de Oliveira Santos-Silva,Fernanda
Flora da Usina São José, Igarassu, Pernambuco: Zingiberales
Zingiberales está representada na flora brasileira por cerca de 300 espécies, ocorrendo na região Nordeste aproximadamente 100 espécies. O conhecimento sobre a ordem na Floresta Atlântica do estado de Pernambuco é incipiente, tendo esse estudo o objetivo de inventariar e caracterizar morfologicamente as espécies das Zingiberales da Usina São José, localizada em Igarassu. As coletas foram realizadas em oito expedições (entre Novembro de 2013 a Dezembro de 2014), além de visitas aos herbários HST, IPA, PEUFR e UFP. Na área de estudo foram encontradas uma espécie de Costaceae, três de Heliconiaceae, e sete de Marantaceae. Heliconia episcopalis eMarantasubterranea são citadas como novos registros para o estado. São apresentadas chave de identificação, descrições, comentários e ilustrações.
2016
Luna,Naédja Kaliére Marques de Pessoa,Edlley Alves,Marccus
Plantas, polinizadores e algumas articulações da biologia da polinização com a teoria ecológica
Resumo A consolidação em uma área do conhecimento acontece principalmente quando as informações acerca de um determinado fato ou fenômeno são sistematizadas na forma de uma teoria explicativa, capaz de gerar novas hipóteses testáveis. Na biologia da polinização, o teste de diversas hipóteses ecológicas permitiu ampliar o entendimento sobre os processos que originam, mantêm, alteram ou ainda excluem as interações entre plantas e visitantes florais, gerando os padrões observados na natureza. Visando sintetizar esse panorama teórico e oferecer condições para que novas questões relacionadas ao funcionamento de interações de polinização sejam geradas, compilamos aqui um conjunto de 25 hipóteses, ideias e teorias ecológicas que fornecem aporte conceitual para a área. Essas ideias estão relacionadas a aspectos reprodutivos, morfológicos, cognitivos, macroecológicos e de coexistência, de acordo com a especialização das interações entre as plantas e seus polinizadores. Ao apresentarmos essas ideias principais, esperamos promover a utilização de uma abordagem teórico-conceitual explícita no planejamento e desenvolvimento de estudos em biologia da polinização. Concluímos com a expectativa de que essa contribuição direcione os estudos em biologia da polinização no Brasil e contribua para o avanço e internacionalização das pesquisas desenvolvidas no país.
2016
Barônio,Gudryan J. Maciel,Artur A. Oliveira,Arthur C. Kobal,Renan O.A.C Meireles,Desirée A.L. Brito,Vinícius L.G. Rech,André R.
Quando um visitante floral é um polinizador?
Resumo Os visitantes florais são animais que buscam, nas flores, recursos para si ou para sua prole. Às vezes uma mesma planta pode receber um espectro grande de visitantes, como é o caso de espécies cujas flores oferecem muito néctar. Porém, nem todo visitante floral realiza a polinização. Para ser um polinizador efetivo é necessário cumprir alguns requisitos, como: contato com a antera e o estigma, frequência de visita suficiente, fidelidade floral e a realização de uma rota adequada de visitação. Em muitos trabalhos sobre a estrutura de comunidades e, principalmente, sobre a rede trófica (ex. animal-planta), os autores adotam o termo polinizador para todo e qualquer visitante floral, categorizando-os com o mesmo papel e função para a planta. Neste trabalho, relatamos casos de visitantes florais que são polinizadores legítimos e efetivos, dos quais a planta depende de seu serviço para produção de frutos e sementes, distinguindo-os daqueles visitantes que não efetuam a polinização, ou não se tem certeza que o façam. Assim, espera-se ilustrar as diferenças, dando à devida importância e o peso correto para os muitos visitantes. Utilizamos abelhas como modelo, mas a idéia pode ser extrapolada para qualquer outro grupo de polinizador.
2016
Alves-dos-Santos,Isabel Silva,Claudia Inês da Pinheiro,Mardiore Kleinert,Astrid de Matos Peixoto
Floral traits as potential indicators of pollination vs. theft
Abstract Floral visitation does not necessarily mean pollination, as several animals utilize floral resources without transferring pollen. Since pollinators and thieves can affect the reproduction, morphology and diversification of flowering plants, we here investigated if attributes of flowers and flowering of plant species collected in the central Brazilian vereda would predict the pollination (pollen seeking) or theft (pollen/nectar theft) during the visits. It was hypothesized that non specialized flowers would have a higher incidence of thievery, where as specialization, for example, the presence of large and medium flowers with long corolla, making it difficult to access nectar, would lead to increased pollination. As a result, four attributes were mainly associated with illegitimate visits, and in order of importance, they are size (small), quantity of flowers per plant (large), flowering time (< 10 months) and floral type (inconspicuous). The richest and most abundant visitor groups, including bees, flies and wasps, acted mainly as potential pollinators, while cockroaches, butterflies, beetles, ants and hemipterans acted as thieves. However, further studies are required to confirm that this pattern is repeated in other larger and more diverse communities, thus confirming the possible preference for floral thieves.
2016
Souza,Camila Silveira de Aoki,Camila Ribas,Augusto Pott,Arnildo Sigrist,Maria Rosângela
Functional diversity of reproductive traits increases across succession in the Atlantic forest
Abstract Niche and neutral processes shape community assembly with a possible shift of niche and neutral importance in communities undergoing temporal changes during succession. Functional diversity helps to discriminate assembly processes since trait distribution is dependent on those processes. We evaluated the changes in reproductive traits related to pollination and seed dispersal in a successional gradient in an Atlantic Forest area, Southern Brazil. We surveyed forests undergoing regeneration varying in age from 2 to 80 years after pasture abandonment. We expected an increase in functional diversity of reproductive traits and a greater role of limiting similarity across succession. Abiotic and mixed pollination systems, dioecious sexual system, biotic dispersed, many-seeded and small-seeded species decreased as the forest got older. Conversely, bee-pollinated, bell-shaped, small and androgynous flowers increased across forest succession as well biotic dispersed and large-seeded species. Functional richness and functional dispersion were higher in older forests. Changes in functional diversity were positively related to species richness, indicating that species enrichment in older forests added new sets of reproductive traits. These changes in trait distribution and functional diversity across succession in the Atlantic Forest suggest an increased role of biotic interactions and limiting similarity process structuring plant assemblages of second-growth tropical forests.
2016
Warring,Bianca Cardoso,Fernanda Cristina Gil Marques,Marcia C.M. Varassin,Isabela Galarda
Heterospecific pollen deposition among plants sharing hummingbird pollinators in the Brazilian Atlantic Forest
Abstract Hummingbirds are the most important group of pollinating birds in the Neotropics and tend to use, concomitantly, more than one plant species as food source. Pollen may be mixed on hummingbirds' body due to the visits to different plant species; therefore, these birds may promote heterospecific pollen deposition (HPD). The hummingbirds potential to promote HPD, the occurrence of HPD and its implications in plant reproduction are scarcely known in the Atlantic Forest. We have studied the transport of pollen by three hummingbird species from the Brazilian Atlantic Forest. We have also checked the actual HPD occurrence under natural conditions in two plant species, namely Canistropsis seidelii and Psychotria nuda. Moreover, we investigated Nidularium innocentii reproductive system evaluating the effect of HPD on its reproduction by simulating a pollen mixture pollination. We found hummingbirds transporting heterospecific pollen mixtures on their bodies, which in turn were deposited onto stigmas of different species. We have also found that mixed pollen deposition had negative effect on the fitness of N. innocentii. We conclude that hummingbirds carry pollen mixtures at the same body parts, leading to potential HPD at the community level. Moreover, hummingbird-plant communities in the Atlantic Rainforest show remarkable similarities in temporal organization and interaction pattern. This suggests that HPD may be a widespread phenomena in these communities.
2016
Fonseca,Lorena Coutinho Nery da Rech,André Rodrigo Bergamo,Pedro Joaquim Gonçalves-Esteves,Vania Sazima,Marlies
Economia de pólen favorecida pela heteranteria em Desmocelis villosa (Melastomataceae)
Resumo A heteranteria sempre despertou interesse quanto à sua funcionalidade. As flores de Desmocelis villosa (Melastomataceae), possuem estames dimorfos, sendo um grupo composto por cinco anteras amarelas e o outro por cinco anteras de cor púrpura. O presente estudo avaliou se a heteranteria promove divisão de trabalho nessa espécie. Foi realizado um experimento com remoção de anteras de cada tipo para se comparar a taxa de visitação por abelhas. Ao vibrar o conjunto de estames, as abelhas coletavam o pólen das anteras amarelas enquanto as de cor púrpura depositavam seu pólen na parte final do corpo das mesmas em uma posição próxima ao estigma favorecendo a polinização. Flores com anteras amarelas apresentaram maiores taxas de visitação que aquelas que tinham apenas anteras púrpuras. Nesta espécie a heteranteria se mostra como uma estratégia eficaz na economia do pólen utilizado com o serviço de polinização, pois embora os dois tipos de anteras apresentem alta porcentagem de grãos viáveis, as anteras amarelas apresentam significativamente menos grãos de pólen que as púrpuras, indicando que a planta estrategicamente reserva a maior parte do pólen para a reprodução sexuada.
2016
Ferreira,Queroanne Isabel Xavier Araújo,Francielle Paulina de
Sistema reprodutivo atípico de duas espécies de Rubiaceae: distilia com autoincompatibilidade parcial no morfo brevistilo?
Resumo Espécies distílicas possuem populações com dois morfos florais. O morfo longistilo possui flores com pistilos longos e estames curtos e o morfo brevistilo, pistilos curtos e estames longos. Normalmente, os morfos apresentam um sistema heteromórfico de incompatibilidade e os morfos estão em uma razão de 1:1 (isopletia) nas populações. Diferentes variações podem ser encontradas em espécies distílicas, como a presença de autocompatibilidade, anisopletia e variações no nível de reciprocidade entre anteras e estigmas dos dois morfos. O objetivo desse trabalho foi investigar a ocorrência das características distílicas em duas espécies de Rubiaceae. Para isso, a razão dos morfos, a hercogamia recíproca, o sistema de incompatibilidade e os visitantes florais de Psychotria deflexa e Declieuxia fruticosa foram estudados. Ambas as espécies apresentaram os dois morfos em proporção semelhante, altos valores de reciprocidade entre a altura dos verticilos sexuais dos morfos florais e apenas insetos como visitantes florais. O morfo brevistilo das duas espécies apresentou autoincompatibilidade parcial. Dentro de Rubiaceae, mesmo em grupos filogenéticos distintos, o relaxamento ou quebra da distilia parece ocorrer em padrões similares e comumente tal variação é mais comum no morfo longistilo. Para as espécies estudadas, mesmo com a pseudocompatibilidade do morfo brevistilo, as populações apresentaram proporção igual dos morfos, indicando que fatores como a alta hercogamia recíproca e, possivelmente, o serviço de polinização podem promover a manutenção da isopletia característica da distilia.
2016
Matias,Raphael Oliveira,Alexandre Silva de Furtado,Marco Túlio Sá,Túlio Rodrigues,Ebenézer Barbosa Oliveira,Paulo Eugênio de Consolaro,Hélder
Biologia reprodutiva de Jacquinia armillaris (Primulaceae): uma espécie endêmica das restingas Brasileiras
Resumo Jacquinia armillaris é uma espécie que ocorre no litoral nordeste e sudeste do Brasil em formações sujeitas a intenso processo de fragmentação. Para melhor entendimento da ecologia de J. armillaris em seu habitat natural esse trabalho avaliou a biologia reprodutiva dessa espécie na restinga do Parque Estadual Paulo César Vinha, Espírito Santo, Brasil. Por meio da descrição de eventos relacionados à floração, morfologia das flores, receptividade estigmática, sistema de reprodução, viabilidade polínica e comportamento dos visitantes florais, observou-se que Jacquinia armillaris apresenta características da síndrome de cantarofilia e visitação de dois grupos de Coleoptera: Carpophilus sp. (Nitidulidae) e Horistonotus sp. (Elateridae). Os dados também sugerem que a espécie é autocompatível, porém os testes de cruzamento revelam que a espécie depende da polinização promovida pelos visitantes florais. A espécie não apresentou agamospermia e crescimento clonal, o que somado a uma baixa produção de pólen viável, a síndrome de cantarofilia e outros rigores comuns em ambientes de restinga pode resultar em anos com baixa produção de frutos.
2016
Andrich,Mariana Martins,Márcio Lacerda Lopes Thomaz,Luciana Dias de Brito,Letícia da Silva Martins,Rodrigo Lemes
Biologia reprodutiva de Campylocentrum micranthum (Orchidaceae, Angraecinae)
Resumo Campylocentrum micranthum é uma espécie amplamente distribuída pelo Brasil. A biologia reprodutiva de C. micranthum foi estudada no município de São Simão, no noroeste do estado de São Paulo. A vegetação da região é caracterizada por florestas semideciduais, matas palustres e cerrado. Na área de estudo C. micranthum floresce no verão. A população estudada é formada por mais de 35 indivíduos distribuídos em uma área de mata palustre. As plantas são epífitas, e as flores são ressupinadas e de coloração creme. Cada flor possui um nectário tubuloso na base que produz em média 0,053 µL de néctar. As atividades dos polinizadores se iniciam por volta das 07:30 e as visitas se estendem até 13:00 h. Os polinizadores de C. micranthum são abelhas dos gêneros Lophopedia e Ceratina. A espécie autocompatível e não autógama. No entanto, necessita de polinizadores para a transferência de pólen. Nos experimentos de polinização cruzada à formação de frutos foi de 3,17%, enquanto no tratamento de autopolinização manual foi obtido 16% de frutificação. Em condições naturais a taxa de frutificação foi de 36,4%.
2016
Cabral,Paulo Roberto de Medeiros Pansarin,Emerson Ricardo
Biologia reprodutiva e flores de óleo em Cipura paludosa (Iridaceae)
Resumo Cipura paludosa está inserida na família Iridaceae a qual se destaca pela grande diversidade de sistemas de polinização, ofertando recursos como néctar, pólen e óleo. Esse estudo foi conduzido em um fragmento de Mata Atlântica em área urbana, em Recife, Pernambuco. O trabalho teve como objetivo investigar a biologia floral e reprodutiva da herbácea C. paludosa. Foi avaliado o período de abertura floral, receptividade estigmática, deiscência das anteras, número de grãos de pólen e óvulos por flor, morfometria floral, experimentos de autopolinização espontânea e de polinização natural, além da observação de visitantes florais. Cipura paludosa é melitófila, autocompatível, oferece pólen e óleo (produzido em elaióforos tricomados) como recursos e recebe visitas de Plebeia sp. e Augochlora thalia. Por formar poucos frutos espontaneamente, C. paludosa se beneficia dos serviços de polinização para o seu sucesso reprodutivo. A ocorrência de abelhas não especialistas na coleta de óleo pode levar a má qualidade nos serviços de polinização, reduzindo a aptidão da espécie.
2016
Santos,Juliana Silva dos Athiê-Souza,Sarah Maria Almeida,Natan Messias Castro,Cibele Cardoso de
Biologia reprodutiva e guilda de visitantes florais de Pseudobombax marginatum (Malvaceae)
Resumo No Brasil, ocorrem 120 espécies do gênero Pseudobombax em diferentes formações vegetacionais. Espécies de Bombacoideae apresentam flores com antese noturna, visitadas por morcegos e esfingídeos. Objetivou-se investigar a biologia reprodutiva de P. marginatum, e conhecer relações entre planta e visitantes. O estudo foi desenvolvido em uma área de caatinga, no município de Afrânio, Pernambuco. Analisou-se a fenologia, biologia floral, comportamento dos visitantes e sistema reprodutivo. P. marginatum apresenta características de flores quiropterófilas, apesar de não receber visitas de morcegos, parecendo estar relacionado ao processo de fragmentação florestal ocorrente na área de estudo. A espécie floresceu entre maio e julho, recebendo visitas de esfingídeos, abelhas, vespas e aves. A produção de néctar foi elevada com baixa concentração de açúcares. Apenas na polinização cruzada obteve-se sucesso, devido à presença de mecanismos de incompatibilidade. P. marginatum apresenta-se em situação crítica quanto à sua regeneração, devido à carência de serviços de polinização eficientes, provavelmente ocasionados pela perturbação na área e ausência de quirópteros visitantes.
2016
Pequeno,Izaac Damasceno Almeida,Natan Messias Filho,José Alves Siqueira
Registros de espécies vasculares em unidades de conservação e implicações para a lista da flora ameaçada de extinção no estado de São Paulo
Resumo O conhecimento sobre a ocorrência de espécies ameaçadas de extinção é fundamental para o planejamento da conservação da biodiversidade. Neste estudo, atualizamos as informações referentes a dois dos 11 critérios utilizados para a elaboração da lista de espécies da flora ameaçada de extinção no estado de São Paulo, referentes à: i) ocorrência desconhecida e ii) ocorrência exclusiva da espécie em unidades de conservação (UC). Fizemos o levantamento da ocorrência das espécies de plantas vasculares nas UCs consultando os registros on-line de material depositado em herbário e revimos a necessidade de alteração na categoria de ameaça ou de exclusão de espécies da lista atual. Registramos 4846 espécies em 59 UCs. Nossos resultados apontam a necessidade de exclusão de 148 espécies da lista, das quais 82 não atendem mais ao critério de ocorrência desconhecida e 66 não obedecem mais o critério de ocorrência exclusiva em UCs. Outras 55 espécies deverão sofrer alteração em sua categoria de ameaça e 39 permanecerão inalteradas. Embora cerca de 60% das espécies da flora paulista já estejam em unidades de conservação, é urgente a necessidade de se estabelecer estratégias para proteger os 40% restantes, criando novas UCs de proteção integral ou ampliando as já existentes.
2016
Colli-Silva,Matheus Bezerra,Thayane Lee Franco,Geraldo Antônio Daher Corrêa Ivanauskas,Natália Macedo Souza,Flaviana Maluf
Are the wing's cells alive? Study case in Vriesea trichomes
Abstract The presence of peltate foliar trichomes is one of the main anatomical characteristic of Bromeliaceae. These complex structures are adapted to compensate water and nutrient absorption in species that have reduced or substrate and light-reflection independent roots. They have enabled species' survival in diverse and extreme environments contributing to the wide distribution of this family. In the present work, we analyzed the peltate trichomes' characteristics in three taxa of Vriesea (Tillandsioideae): Vriesea platynema var. platynema, V. platynema var. variegata and V. tijucana. Leaves in different developmental stages were analyzed with histochemical tests and Transmission Electron Microscopy. Main results include the presence of cytoplasmic content in the wing peripheral cells, as well as in mature leaves. This is the first register of the presence of such feature in this family, which brings the possibility of discussing how water can be absorbed by these cells.
2016
Kowalski,Vanessa Koza Pereira,Pamella Paula Diniz Alves Oliveira,Fernanda Maria Cordeiro de Costa,Maria Eugênia Tardivo,Rosangela Capuano
Análisis panbiogeográfico del género Galianthe subgénero Ebelia (Rubiaceae)
Resumen Galianthe (Rubiaceae: Spermacoceae) es un género con los subgéneros Galianthe y Ebelia, éste último comprende 11 especies neotropicales, con centro de diversidad se encuentra en Brasil. El análisis panbiogeográfíco enfatiza la importancia de la dimensión espacial de la biodiversidad para generar una comprensión más adecuada de los patrones y procesos evolutivos y enfoca los eventos vicariantes como la mayor fuerza de la fragmentación de biotas. Son escasos los estudios biogeográficos de Galianthe, por lo que el objetivo del presente trabajo es establecer los patrones de distribución de Ebelia mediante un análisis de trazos. Las especies poseen distribución mesoamericana, andina y chaqueña, cuatro de estas últimas son exclusivas de Brasil. Siete especies conforman un único trazo generalizado denominado "Paraná", que conecta las provincias biogeográficas Cerrado y Chaco del dominio Chaqueño y Atlántica, Bosque Paraná y Bosque de Araucaria, pertenecientes al dominio Paraná, ambos dominios se hallan íntegramente dentro de la subregión Chaqueña, región Neotropical. Debido a que el origen de la tribu Spermacoceae se ha establecido durante el Eoceno, la aridificación de Sudamérica generada por los eventos vicariantes como la orogenia andina e introgresiones marinas, posiblemente han favorecido la radiación adaptativa del subgénero Ebelia dentro de la subregión Chaqueña.
2016
Florentin,Javier E. Arana,Marcelo D. Salas,Roberto M.
Behuria, Bertolonia, Cambessedesia, Huberia e Mouriri, e chave para identificação de gêneros de Melastomataceae no Estado do Paraná
Resumo A família Melastomataceae possui 22 gêneros e 150 espécies no estado do Paraná. Tratamentos com descrições e chaves de identificação já foram publicados para 17 destes gêneros. Neste trabalho, são apresentados os tratamentos taxonômicos dos cinco gêneros faltantes, com nove espécies: Behuria insignis, Bertolonia acuminata, B. margaritacea, B. mosenii, B. paranaensis, Cambessedesia espora, C. hilariana, Huberia semiserrata e Mouriri chamissoana. Também é apresentada uma chave de identificação para os gêneros de Melastomataceae ocorrentes no Paraná, além de ilustrações dos gêneros apresentados neste trabalho.
2016
Goldenberg,Renato Bacci,Lucas Freitas Bochorny,Thuane
Análises de açúcares e ácidos clorogênicos de cafés colhidos em diferentes estádios de maturação e após o processamento
Resumo Componentes como açúcares e ácidos clorogênicos, que são acumulados durante a maturação dos grãos de café, possuem importante papel na qualidade da bebidanão somente atribuído a sua alta concentração, mas também às alterações ocorridas nos grãos durante a torração. Os açúcares predominantes nos grãos de café são frutose, glicose e sacarose. Porém, os ácidos clorogênicos podem ser responsáveis pela desvalorização na qualidade da bebida, devido à intensa degradação térmica durante o processamento dos grãos. Este estudo teve como objetivo avaliar a composição química destas duas substâncias durante as etapas pós-colheita em cafés colhidos em diferentes estádios de maturação, pela técnica de Cromatografia Liquída de Alta Eficiência (CLAE). Com relação aos monoisômeros dos ácidos clorogênicos, o teor de 5-acido cafeoilquinico (5-CQA) teve aumento durante o processamento dos grãos, apesar de ter se mantido instável durante as etapas de secagem em terreiro. Os três lotes estudados foram: Lote 1, representado por 90% frutos cereja + 10% frutoscru; Lote 2, frutos 100% cereja; e Lote 3, 85% frutos boia + 10% frutos cereja + 5% frutos cru. Esses lotes diferiram significativamente entre si com relação ao teor de 5-CQA. Com referência ao lote 2, este foi o lote que apresentou a maior concentração de 5-CQA, por outro lado, durante o processo de torração e elaboração da bebida, ocorreu redução no teor de 5-CQA. Os teores dos isômeros 3 e 4 não apresentaram uma tendência definida de aumento ou diminuição durante o processamento. Com relação aos açúcares, uma maior concentração de sacarose foi encontrada no lote 3. Ainda vale ressaltar que o teor de sacarose teve um aumento durante o processamento, enquanto os teores de frutose e glicose teve uma diminuição. Após a torração, os níveis de sacarose, frutose e glicose diminuíram significativamente, e não houvedetectação tanto de glicose quanto de frutose nos grãos torrados. O método escolhido para a determinação dos açúcares e ácidos clorogênicos foi considerado eficiente diante dos resultados obtidos durante a validação dos métodos.
2018
Santos,Rogéria Assis dos Prado,Marcelo Alexandre Pertierra,Rosa Elena Palacios,Héctor Abel