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Quantitative ethnobotany of a restinga forest fragment in Rio de Janeiro, Brazil

ABSTRACT An ethnobotanical study was carried out in the local fishing community of Arraial do Cabo Municipality, starting with an inventory of a restinga forest remnant adjacent to the community being studied. Using quantitative ethnobotany methodology allied with ecological parameters (frequency, density, dominance and their relative values, importance value index), we sampled 296 individuals and identified 41 species in 26 families and 36 genera. The highest use value (U.V.) was attributed to Schinus terebinthifolius Raddi. Based on these data we interviewed local fishermen regarding useful species. We used structured interviews and quantitative analysis based on informant consensus. The 22 different types of usage mentioned were placed in five categories: food, medicine, technology, construction and firewood. Selective extraction of wood for construction, firewood and boat repair were the most important use values, involving 46% of the species, 57% of the families and 80% of the individuals.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Fonseca-Kruel,Viviane Stern da Araujo,Dorothy Sue Dunn de Sá,Cyl Farney Catarino de Peixoto,Ariane Luna

A utilização de plantas pelos pescadores, coletores e caçadores pré-históricos da restinga de Saquarema, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO Este estudo apresenta alguns resultados das pesquisas arqueológicas e interdisciplinares desenvolvidas em sítios arqueológicos tipo "sambaqui", localizados no município de Saquarema, estado do Rio de Janeiro. Enfatizando na análise a utilização de plantas silvestres pelos pescadores, coletores e caçadores pré-históricos da área de restinga situada entre a lagoa de Saquarema e o oceano Atlântico, observou-se que a coleta vegetal seria bem intensa tanto para fins alimentares quanto econômicos. Correlacionando tipos de cobertura vegetal (botânica) e unidades de paisagens (geologia), foi possível compor o quadro paisagístico contemporâneo às ocupações humanas. As análises antropológicas foram de fundamental importância. A pesquisa cobre um período de tempo que vai de 4520 ± 190 a 1790 ± 50 anos A.P.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Kneip,Lina Maria

Population structure and one-year dynamics of the endangered tropical tree species Caesalpinia echinata Lam. (Brazilian red-wood): the potential importance of small fragments for conservation

ABSTRACT Caesalpinia echinata Lam. an endangered species, occurs in forest fragments of the Cabo Frio region, in Rio de Janeiro, Brazil. Data from four sub-populations were used to describe local population patterns and one-year dynamics. In each subpopulation, 0.1 ha-plots were set up and all C. echinata trees were mapped, and diameter and height were measured. The fragments sampled had different sizes and were subjected to various degrees of man-made disturbance, representing a succession gradient from an earlier (small fragment) to a later stage (large fragment). We compared the sub-populations as regards density, size structure, spatial distribution, germination and mortality, to identify short-term responses to mechanical injuries (broken stems, sand burial and man-made cuts). Matrix analysis considering the four C. echinata sub-populations together showed a slight tendency for population expansion (λ = 1.0211) if injury patterns do not lead to habitat extinction. On the other hand, sub-populations showed aggregated distribution patterns, particularly at forest edges. Diameter size structure varied from a reversed-J pattern, i.e. seedling abundance in the small fragment (more impacted sub-population) to a uniform plant distribution of size classes in the large one (less impacted sub-population). The sub-population in the smallest fragment showed the highest birth and mortality, in contrast to reduced demographic variation in the largest fragment. Moreover, the smallest fragment also showed the largest seedling stand density and biomass. These data indicate the potential importance of small fragments for the conservation of the Brazilian red-wood.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Rodrigues,Pablo José Francisco Pena Abreu,Rodolfo Cesar Real de Barcellos,Eduardo M. B. Lima,Haroldo Cavalcante de Scarano,Fabio Rubio

Plant morpho-physiological variation under distinct environmental extremes in restinga vegetation

ABSTRACT This paper is a synthesis of over ten years of research on inter- and intra-population variation in morphophysiology of six plant species at the Jacarepiá restinga: the shrubs Alchornea triplinervia, Andira legalis, Clusia fluminensis and Myrsine parvifolia, the bromeliad Aechmea maasii (formerly identified as Aechmea bromeliifolia, now recognized as a species only found in Central Brazil) and the geophyte palm Allagoptera arenaria. Individual shape, stature and growth, leaf anatomy, photoinhibition, and carbon, nitrogen and water use were the main parameters studied. The isolated study of intra-specific variation in one or a few of the above-mentioned traits often does not allow a distinction between acclimation and stress symptoms. Thus, we used an approach that integrated morphology, anatomy, physiology and also population parameters. Variation in morphological, anatomical and physiological traits was found for the majority of these species, and often indicated great acclimation capacity to distinct environmental extremes. This acclimation capacity may be partly responsible for the broad colonization success of extreme habitats in restingas, by species often originating in mesic forest environments. This phenomenon is an additional element to be accounted for as an important component of the high biodiversity of the Atlantic forest complex. Finally, we discuss implications for biodiversity conservation of intra-specific variation at the population level.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Scarano,Fabio Rubio Barros,Cláudia Franca Loh,Roberta Kuan Tchuen Mattos,Eduardo Arcoverde de Wendt,Tânia

Classificação das fitofisionomias da América do Sul cisandina tropical e subtropical: proposta de um novo sistema - prático e flexível - ou uma injeção a mais de caos?

RESUMO O presente trabalho propõe um novo sistema de nomenclatura e classificação fisionômico-ecológica para a vegetação da América do Sul tropical e subtropical a leste dos Andes. A formulação do sistema procura desempenhar o papel de ferramenta da linguagem técnica e científica, mas também resistiu a trazer mais uma visão pessoal sobre as variações da vegetação. Desta maneira, o foco foi para a comunicação pela via da articulação prática e flexível de um conjunto de símbolos. Esta abordagem contrasta com aquelas que associam a precisão da linguagem a uma série de definições rígidas. Por outro lado, a formulação procurou também evitar excessos de liberdade para não perder o alvo prático em meio à anarquia. Foi por esse motivo que a proposta utilizou como ponto de partida o sistema mais familiar ao meio acadêmico: a classificação do IBGE para a vegetação brasileira. Entre as propostas de melhoria destacam-se as possibilidades de combinar símbolos para atender a uma ampla variação da escala espacial e respectivos níveis de detalhamento e de escolher apenas os símbolos com maior poder de descrição em cada caso.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Oliveira-Filho,Ary T.

Primeira referência de plantas gametofíticas em Spermothamnion nonatoi (Ceramiales, Rhodophyta)

RESUMO Durante estudo sobre as rodofíceas do litoral do estado da Bahia foram encontrados exemplares gametofíticos e esporofíticos de Spermothamnion nonatoi A.B. Joly. O material estudado é proveniente de diferentes coletas realizadas no médio e infralitoral. Apesar da espécie ter sido citada para várias regiões do litoral brasileiro, somente plantas inférteis ou esporofíticas haviam sido encontradas. Este trabalho apresenta descrição e ilustrações das estruturas masculinas e femininas da espécie.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Nunes,José Marcos de Castro Guimarães,Silvia Maria Pita de Beauclair

Composição florística da floresta ciliar do rio Mandassaia, Parque Nacional da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil

RESUMO Realizou-se o levantamento das angiospermas presentes em um trecho de floresta ciliar, adjacente ao rio Mandassaia (12º33'S e 41º25'W), pertencente à bacia Santo Antônio e situado no município de Lençóis, Bahia. O objetivo foi conhecer sua flora e verificar o papel da altitude e distância geográfica em sua composição, comparando os resultados com levantamentos de matas ciliares previamente realizados na referida bacia. Foram registradas 116 espécies distribuídas em 96 gêneros e 51 famílias, sendo Melastomataceae, Fabaceae, Orchidaceae, Asteraceae, Myrtaceae, Euphorbiaceae e Apocynaceae, as famílias de maior riqueza. Os resultados da análise de similaridade florística, baseada no componente arbóreo, entre a floresta ciliar do rio Mandassaia e as demais florestas ciliares estudadas na bacia Santo Antônio indicaram que distância geográfica foi o fator mais importante, uma vez que as áreas mais próximas tiveram valores de similaridade semelhantes, independente de sua altitude. Como espécies indicadoras de florestas ciliares da bacia Santo Antônio, na borda oriental da Chapada Diamantina, destacam-se Alchornea triplinervia, Clusia nemorosa, Simarouba amara, Tapirira guianensis e Vochysia pyramidalis.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Ribeiro-Filho,Alexandre Antunes Funch,Ligia Silveira Rodal,Maria Jesus Nogueira

Comunidades lenhosas no cerrado sentido restrito em duas posições topográficas na Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília, DF, Brasil

RESUMO A topografia afeta o regime hídrico e propriedades edáficas determinantes da vegetação do cerrado. Este estudo avaliou a distribuição espacial de árvores do cerrado sensu stricto em duas posições topográficas, interflúvio (I) e vale (V) na Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília. No total 15 parcelas, 20x50m cada, foram locadas, 10 no cerrado I e cinco no cerrado V, para amostrar árvores, DB≥ 5cm. O número(30cm) de árvores por parcela serviu para a classificação por TWINSPAN. A comparação da densidade e área basal de espécies preferenciais aos cerrados I e V em 18 localidades elegeu aquelas potencialmente indicadoras de condições ambiente no Brasil central. A topografia contribuiu para diferenças florísticas e estruturais nas comunidades I e V. Para o interflúvio foram indicadoras Blepharocalyx salicifolius, Dalbergia miscolobium, Miconia ferruginata, M. pohliana, Piptocarpha rotundifolia, Ouratea hexasperma, Pterodon pubescens, Qualea parviflora e Sclerolobium paniculatum em Latossolos. Byrsonima coccolobifolia, Caryocar brasiliense e Erythroxylum suberosum em Latossolos, solos Litólicos ou arenosos. Pouteria ramiflora em Latossolos e Neossolos Quatzarênicos. Para o vale e Cambissolos foram indicadoras Dimorphandra mollis, Eremanthus glomerulatus, Eriotheca pubescens, Guapira noxia, Plenckia populnea, Qualea multiflora e Symplocos rhamnifolia. As espécies Byrsonima verbascifolia, Kielmeyera coriacea, Qualea grandiflora, Stryphnodendron adstringens e Schefflera macrocarpa foram generalistas.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Silva Júnior,Manoel Cláudio da Sarmento,Thaise Rachel

Estrutura do sub-bosque lenhoso em ambientes de borda e interior de dois fragmentos de Floresta Atlântica em Igarassu, Pernambuco, Brasil

RESUMO No intuito de avaliar a fisionomia, estrutura e o efeito de borda de um sub-bosque lenhoso, foram estudados dois remanescentes de Floresta Atlântica em Igarassu, Pernambuco (Mata do Pezinho - MPZ, 27 ha e Mata da BR - MBR, 99 ha). Para tanto, instalaram-se 10 parcelas de 5 × 5 m nas bordas (até 50 m da margem), interior I (50 - 100 m) e interior II (> 300 m) em cada fragmento. Em MPZ, registraram-se 1152 indivíduos e 65 espécies (H' = 3,186 nats/ind.): 36 na borda, 42 e 39, no interior I e II. Entre ambientes, ocorreram diferenças estruturais que individualizaram a borda e poucas diferenças fisionômicas. Em MBR, registraram-se 1405 indivíduos e 67 espécies (H' = 3,068 nats/ind.): 37 na borda, 36 e 48 no interior I e II. Diferenças fisionômicas e estruturais distinguiram, principalmente, as parcelas referentes ao interior II. Floristicamente, os fragmentos tiveram similaridade de 45,5%, sendo estruturalmente distintos: em MPZ, há mais indivíduos típicos de sub-bosque e menos espécies raras; MBR conserva maior riqueza, mais espécies raras e mais indivíduos regenerantes do dossel. Em ambos, há uma diferenciação do ambiente de borda, mais evidente no menor fragmento, e do interior II, principalmente no maior remanescente.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Gomes,Juliana Silva Silva,Ana Carolina Borges Lins e Rodal,Maria Jesus Nogueira Silva,Henrique Costa Hermenegildo da

Amaryllidaceae s.s. e Alliaceae s.s. no Nordeste Brasileiro

RESUMO O presente levantamento de Amaryllidaceae s.s. e Alliaceae s.s. no Nordeste do Brasil registrou 22 espécies. Amaryllidaceae está representada por 20 espécies e quatro gêneros: Griffinia (8 spp.), Habranthus (6), Hippeastrum (5) e Hymenocallis (1 spp.); e Alliaceae por duas espécies de Nothoscordum. São apresentadas chaves de identificação, descrições, ilustrações e dados sobre o habitat e distribuição geográfica das espécies no Nordeste.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Alves-Araújo,Anderson Dutilh,Julie Henriette Antoinette Alves,Marccus

Anatomia foliar de halófitas e psamófilas reptantes ocorrentes na Restinga de Ipitangas, Saquarema, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO O presente trabalho aborda a anatomia foliar de Blutaparon portulacoides (A. St.-Hil.) Mears. (Amaranthaceae), Ipomoea pes-caprae (L.) R. Br. e I. imperati (Vahl) Griseb. (Convolvulaceae), Canavalia rosea (Sw.) DC. e Sophora tomentosa L. (Leguminosae), Sporobolus virginicus (L.) Kunth (Poaceae) e Miegia maritima (Aubl.) Willd. (Cyperaceae). A maioria das espécies investigadas tem folhas suculentas e epiderme uniestratificada coberta por espessa camada cuticular. A densidade de tricomas apresenta-se distinta entre as espécies. Os estômatos ocorrem em uma ou ambas as faces da folha estando as células estomáticas situadas ao mesmo nível ou ligeiramente abaixo das demais. Tecidos aquíferos foram observados em todas as espécies estudadas, assim como cristais, fibras e estruturas secretoras. A estrutura do mesofilo varia entre as espécies, sendo dorsiventral, isobilateral ou Kranz. Em todas as espécies estudadas foram identificados caracteres xeromorfos.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Arruda,Rosani do Carmo de Oliveira Viglio,Natasha Sanfilippo Fontes Barros,Ana Angélica Monteiro de

Florística e síndromes de dispersão de espécies arbóreas em remanescentes de Chaco de Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, Brasil

RESUMO O Chaco brasileiro se situa na borda oeste do estado de Mato Grosso do Sul, ocupando cerca de 7% da sub-região do Pantanal do Nabileque. O objetivo deste estudo foi efetuar o levantamento florístico de espécies arbóreas em remanescentes de Chaco no município de Porto Murtinho, investigando os tipos de frutos, a ocorrência e a distribuição das síndromes de dispersão. Foram amostrados 24 famílias, 40 gêneros e 49 espécies. As famílias mais representativas em número de espécies foram Leguminosae (21 espécies), seguida por Bignoniaceae (três espécies), Anacardiaceae, Myrtaceae e Sapindaceae (com duas espécies cada). Os tipos de frutos predominantes foram cápsulas, legume s.s. e drupóides. Quanto às síndromes de dispersão, a zoocoria (52%) foi a predominante, seguida pela anemocoria (26%) e a autocoria (22%). O estrato arbóreo mostrou-se bastante dependente da fauna para a dispersão, o que pode resultar em lacunas de distribuição caso seus dispersores se tornem raros ou extintos.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Noguchi,Douglas Keiti Nunes,Graziela Petine Sartori,Ângela Lúcia Bagnatori

Redescrição de Heteropterys bahiensis (Malpighiaceae)

RESUMO Uma descrição completa, com ilustração e comentários taxonômicos são apresentados para Heteropterys bahiensis Nied. (Malpighiaceae), até então conhecida somente da coleção tipo. As amostras recentemente analisadas são os primeiros registros da espécie após ca. 160 anos, ampliando sua área de ocorrência no estado do Espírito Santo.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Amorim,André M. São-Mateus,Wallace M. B.

Fenologia reprodutiva, síndromes de polinização e dispersão em espécies de Leguminosae dos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

RESUMO A fenologia reprodutiva e as síndromes florais e de dispersão em 45 táxons de Leguminosae foram estudadas nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi (PEI), Minas Gerais, Brasil, entre setembro/2003 e outubro/2004. A floração na comunidade ocorreu durante todo o período de estudo, com o maior pico observado em março (66,6% dos táxons), havendo correlação positiva com a precipitação e a temperatura. A maioria dos táxons estudados (88,8%) apresentou características florais da síndrome de melitofilia. Foram descritos, para as espécies de Chamaecrista, dois padrões de deposição de pólen no corpo do polinizador, o direto e o indireto. Houve frutificação durante todo o período de estudo, com o maior pico em abril (57,7%), havendo correlação significativa dessa fenofase com a temperatura. A autocoria foi a síndrome de dispersão mais frequente (66,6%), associada principalmente aos frutos dos tipos legume e folículo. Os resultados indicam que a sazonalidade climática é importante para a floração, frutificação e dispersão dos diásporos nos campos rupestres do PEI e reforçam a importância das espécies de Leguminosae como uma importante fonte de recursos alimentares (pólen e néctar) para as abelhas.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Dutra,Valquíria Ferreira Vieira,Milene Faria Garcia,Flávia Cristina Pinto Lima,Haroldo Cavalcante de

Diversidade e densidade de espécies vegetais da caatinga com diferentes graus de degradação no município de Floresta, Pernambuco, Brasil

RESUMO Foram identificados padrões florísticos e estruturais relacionados à degradação pelo uso antrópico da caatinga a partir da seleção de comunidades vegetais em três ambientes: degradado, medianamente degradado e conservado. As plantas foram amostradas em três estratos verticais: lenhosas altas (altura ≥ 3 m), lenhosas baixas (50 cm ≤ alt. < 3 m) e regeneração (alt. < 50 cm). Foram estimadas riqueza, densidade e diversidade, e analisadas as curvas densidade-espécie e espécies-área. Como efeito da degradação, a vegetação apresentou menor número de espécies no estrato das lenhosas baixas: foram três espécies no ambiente degradado e 10 no conservado. Diversidade e densidade também foram menores no ambiente degradado (0,56 e 2.328 ind/ha), do que no conservado (1,32 e 26.557 ind/ha). Dominaram o estrato das lenhosas baixas Malvastrum coromandellianum no ambiente degradado, e Cordia leucocephala e Croton mucronifolius no conservado. Não se detectou influência da degradação no estrato da regeneração, exceto pelo menor número de espécies no ambiente degradado, estimado pelo modelo espécie-área. São condições favoráveis ao desenvolvimento desse estrato: maior densidade dos estratos superiores e maior espessura do horizonte A do solo.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Santos,Maria de Fátima de Araújo Vieira Guerra,Tassiane Novacosque Feitosa Sotero,Maria Carolina Santos,Jamile Inácio Noronha dos

Características químicas do solo e estrutura de um fragmento de floresta estacional semidecidual em Ipiaçu, Minas Gerais, Brasil

RESUMO As florestas estacionais semideciduais comportam grande biodiversidade e encontramse altamente ameaçadas pelo processo de fragmentação. O presente trabalho descreve a estrutura fitossociológica das espécies arbóreas, assim como as classifica pelas síndromes de dispersão e grupos sucessionais, em um fragmento de floresta estacional semidecidual no município de Ipiaçu, MG. Para tanto foram alocadas 25 parcelas de 20 x 20 m, a partir das quais foram amostrados 837 indivíduos, distribuídos em 25 famílias e 50 espécies, sendo Fabaceae a família mais representativa, com 15 espécies. Hymenaea courbaril foi a espécie com maior VI (18%), seguida por Piptadenia gonoacantha (10,7%) e Luehea grandiflora (10,6%). Das espécies listadas, 58% são pioneiras, 21% secundárias iniciais e 21% secundárias tardias; 58% zoocóricas, 33% anemocóricas e 17% autocóricas. No fragmento constatou-se que o solo é ácido, com alto teor de Fe e Mn, com saturação por bases abaixo de 50%. A baixa riqueza de espécies (50 spp.) e o valor reduzido de área basal (15,15 m2.ha-1), aliados à alta densidade de espécies pioneiras e/ou oportunistas e às inúmeras clareiras formadas devido a ações antrópicas ao longo do tempo, principalmente o corte seletivo para extração de madeira, são forte indicadores de perturbação na área de estudo.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Gusson,André Eduardo Lopes,Sérgio de Faria Dias Neto,Olavo Custódio Vale,Vagner Santiago do Oliveira,Ana Paula de Schiavini,Ivan

Composição florística de trepadeiras ocorrentes em bordas de fragmentos de floresta estacional, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil

RESUMO Foi realizado o levantamento das espécies de trepadeiras ocorrentes em bordas de fragmentos de floresta estacional em Santa Maria, RS. As coletas foram quinzenais, durante o período de março de 2006 a março de 2007, e se restringiram às margens dos fragmentos florestais que se estendem ao longo das principais rodovias de acesso ao município. Com base no modo de ascensão, hábito e ocorrência, as espécies foram classificadas respectivamente em: trepadeiras volúveis, com gavinhas ou apoiantes; herbáceas ou lenhosas; raras, ocasionais ou abundantes. Foram registradas 73 espécies, distribuídas em 47 gêneros e 24 famílias. Apocynaceae (nove espécies), Sapindaceae (oito), Bignoniaceae (sete), Convolvulaceae (sete) e Passifloraceae (seis) foram as famílias de maior riqueza específica. Constatou-se o predomínio de trepadeiras volúveis, seguido pelas formas dotadas de gavinhas e das apoiantes. O hábito herbáceo prevaleceu sobre o lenhoso e, quanto à ocorrência, a maioria das espécies foi abundante, seguida pelas ocasionais e raras.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Durigon,Jaqueline Canto-Dorow,Thais Scotti do Eisinger,Sônia Maria

Revisão taxonômica do gênero Curtia (Gentianaceae)

RESUMO A presente revisão do gênero Curtia (Gentianaceae) a qual inclui chave de identificação, descrições, ilustrações e sinônimos, reconheceu oito espécies: C. ayangannae, C. conferta, C. diffusa, C. obtusifolia, C. quadrifolia, C. tenella, C. tenuifolia e C. verticillaris. Curtia é um gênero neotropical, tendo o Brasil como seu centro de diversidade. Curtia tenella e C. tenuifolia têm ampla distribuição geográfica, ocorrendo nas Américas Central e do Sul, C. obtusifolia e C. quadrifolia concentram-se na região amazônica e C. ayangannae está restrita à Guiana. As demais espécies ocorrem no Brasil, distribuídas desde a Região Nordeste até a Região Sul. A distilia foi confirmada em C. obtusifolia e a tristilia em C. tenuifolia.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Crespo,Sônia Regina de Melo Marcondes-Ferreira,Washington

Lauraceae no Morro dos Perdidos (Floresta Atlântica), Paraná, Brasil

RESUMO O Morro dos Perdidos está localizado no município de Guaratuba, estado do Paraná (25º45'-25º50'S e 49º03'-49º06'O), abrange uma área de 1440 hectares de Floresta Ombrófila Densa, com altitudes entre 767 a 1439 m. Na área, a família Lauraceae está representada por 15 espécies: Cinnamomum hatschbachii; Cryptocarya aschersoniana; Endlicheria paniculata; Nectandra puberula; Ocotea bicolor; O. catharinensis; O. elegans; O. nunesiana; O. odorifera; O. porosa; O. pulchella; O. tristis; O. vaccinioides; Ocotea sp e Persea willdenovii. São apresentados chave, descrições, ilustrações e comentários sobre as espécies.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Brotto,Marcelo Leandro Santos,Élide Pereira dos Baitello,João Batista

Redescoberta e tipificação de Octomeria leptophylla Barb. Rodr. (Orchidaceae), micro-orquídea endêmica de Minas Gerais, Brasil

RESUMO A redescoberta de Octomeria leptophylla, micro-orquídea endêmica do estado de Minas Gerais, previamente considerada extinta, é aqui relatada. João Barbosa Rodrigues, em 1877, descreveu O. leptophylla baseado em material proveniente da Serra de Caldas (município de Caldas), sul de Minas Gerais. Desde então, não houve novos registros da espécie em herbários ou coleções particulares. Após 127 anos de sua descrição, expedições recentes localizaram populações de O. leptophylla nos municípios de Andradas e Poços de Caldas, adjacentes à localidade-tipo. Tal fato, contudo, não diminui a urgência de sua conservação. A perda de habitats e o endemismo extremo contribuem para sua categorização como espécie criticamente em perigo com base nos critérios da IUCN.

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2022-12-06T13:14:02Z

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Menini Neto,Luiz Docha Neto,Americo