RCAAP Repository

Sinopse de Pilotrichaceae (Bryophyta) no Brasil

RESUMO A família Pilotrichaceae no Brasil apresenta 11 gêneros e 51 espécies, ocorre principalmente nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, com maior riqueza de espécies concentradas nas Regiões Sudeste e Sul. Trinta e quatro táxons são neotropicais e 10 endêmicos do Brasil. Quatro táxons são considerados Vulneráveis, um Em Perigo e dois Criticamente em Perigo no país. Neste estudo foram aceitos os vinte oito sinônimos recentemente realizados no tratamento para o estado do Rio de Janeiro e nas revisões dos gêneros Lepidopilum e Hypnella. Foram estudados materiais tipos de seis espécies. É apresentada uma chave para gêneros e espécies, e para cada táxom são fornecidas informação sobre o tipo, material examinado, distribuição geográfica no Brasil e no mundo, substrato, variação altitudinal, status de conservação dos táxons no país e comentários taxonômicos quando necessários. São apresentadas ao final do trabalho três listas, uma de sinônimos e duas de táxons excluídos. São fornecidas também ilustrações para aqueles táxons que representam novos registros ou que se encontram ameaçados no país ou que não possuem ilustrações. Este estudo permitiu uma redução de 20% do número total de táxons citados para o Brasil.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Vaz-Imbassahy,Thaís de Freitas Imbassahy,Caio Amitrano de Alencar Costa,Denise Pinheiro da

Espécies de restinga conhecidas pela comunidade do Pântano do Sul, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

RESUMO O objetivo deste trabalho foi efetuar um estudo etnobotânico com ênfase em espécies de restinga, um ambiente frágil e ameaçado pela expansão urbana. O estudo foi realizado na comunidade do Pântano do Sul (Florianópolis, SC, Brasil), bairro com traços da cultura açoriana trazida por imigrantes das ilhas dos Açores durante o século 18. Foram utilizadas duas metodologias: entrevistas através de check list e entrevistas com informantes-chave em turnês guiadas. Na primeira foram realizadas 43 entrevistas com moradores selecionados ao acaso, compreendendo cerca de 20% das residências do bairro, sendo entrevistado um morador por residência, nas quais foram efetuadas perguntas sobre o conhecimento sobre 10 espécies previamente selecionadas. A segunda foi realizada através de listagem livre de espécies, percorrendo-se uma trilha na restinga, com cinco entrevistados separadamente; foram relacionados 69 nomes populares, 47 gêneros e 39 espécies identificadas, distribuídas em 31 famílias. As três categorias de uso mais citadas nas duas metodologias foram: medicinal, seguida por alimentar e artesanal. Verificou-se que a comunidade tem conhecimento sobre a utilização das plantas de restinga e que este conhecimento está concentrado principalmente entre as pessoas mais idosas.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Melo,Sara Lacerda,Victoria Duarte Hanazaki,Natalia

A família Myrsinaceae nos contrafortes do Maciço da Tijuca e entorno do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO Myrsinaceae está representada no Brasil pelos gêneros Ardisia, Cybianthus, Myrsine e Stylogyne. Como parte dos estudos para a flora do estado do Rio de Janeiro, o presente trabalho apresenta o levantamento das espécies de Myrsinaceae ocorrentes nos contrafores do Maciço da Tijuca, incluindo os trechos de floresta urbana adjacentes ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. São descritas e ilustradas as seguintes espécies: Ardisia compressa, A. humilis, A. solanacea, Cybianthus cuneifolius, Myrsine coriacea, M. guianensis, M. hermogenesii, M. umbellata, M. venosa, Stylogyne depauperata e S. laevigata.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Freitas,Maria de Fátima Carrijo,Tatiana Tavares

Duas espécies novas de Anthurium (Araceae) endêmicas do litoral de São Paulo, Brasil

RESUMO Duas espécies novas do gênero Anthurium (seção Urospadix) são descritas para o litoral do estado de São Paulo. Anthurium alcatrazense é endêmica da Ilha de Alcatrazes (Estação Ecológica Tupinambás), município de São Sebastião, e pertence à subseção Obscureviridia. Anthurium navicularis pertence à subseção Flavescentiviridia, sendo endêmica da Estação Ecológica Juréia-Itatins, município de Peruíbe. Ambas ocorrem no bioma Mata Atlântica, em áreas rochosas litorâneas. São fornecidas diagnoses, ilustrações e comentários sobre distribuição geográfica, ecologia, fenologia e estado de conservação das espécies.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Coelho,Marcus A. Nadruz Catharino,Eduardo Luís Martins

FENOLOGIA E BIOLOGIA FLORAL DE NEOGLAZIOVIA VARIEGATA (BROMELIACEAE) NA CAATINGA PARAIBANA

RESUMO Este trabalho tem como objetivo conhecer o padrão fenológico e a biologia floral de N. variegata. Foram realizadas observações em três populações na fazenda Aragão, município de Campina Grande, PB, no período de maio/ de 2004 a abril de 2005. Foram registrados dados de intensidade e duração das fenofases brotamento, floração e frutificação, e a morfologia das flores, seqüência e duração da antese, concentração e volume de néctar. O comportamento dos visitantes foi descrito através de observações diretas no campo. Neoglaziovia variegata possui flores autocompatíveis e a estratégia de floração é do tipo explosiva. O volume de néctar acumulado foi de 5µl, com concentração média de açúcares de 39%. O beija-flor Chlorostilbon aureoventris foi considerado o polinizador efetivo desta espécie. A ornitofilia em Bromeliaceae tem sido interpretada como possível mecanismo de evolução paralela entre bromélias e beija-flores. Neoglaziovia variegata caracteriza-se como mais um exemplo desta estreita relação.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Pereira,Flavio Robson de Lemos Quirino,Zelma Glebya Maciel

SAMAMBAIAS DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO PANGA, UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS, BRASIL: ANEMIACEAE, ASPLENIACEAE, CYATHEACEAE E LYGODIACEAE

RESUMO O presente trabalho apresenta o levantamento das famílias Anemiaceae, Aspleniaceae, Cyatheaceae e Lygodiaceae da Estação Ecológica do Panga e traz o tratamento taxonômico de suas espécies. A Estação Ecológica do Panga abrange 409,5 ha e está situada a 30 km ao sul de Uberlândia, MG, entre as coordenadas 19º09'20"-19º11'10" S e 48º23'20"-48º24'35" W, entre 740-840 m de altitude. A área apresenta grande importância ecológica por ser uma das poucas formações de vegetação natural da região e por possuir diferentes fisionomias do bioma Cerrado, como campestres, savânicas e florestais. São tratadas neste artigo quatro famílias e oito espécies. São apresentadas chaves para as famílias, bem como ilustrações, distribuição geográfica e comentários dos táxons.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Arantes,Adriana A. Prado,Jefferson Ranal,Marli A.

COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO DE EPÍFITAS VASCULARES EM UM REMANESCENTE ALTERADO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO PARANÁ, BRASIL

RESUMO Estudos em várias regiões do globo têm demonstrado que a abundância, riqueza e estrutura das comunidades de epífitas vasculares, importantes elementos das florestas tropicais, mostram relevantes modificações de acordo com o grau de interferência sobre a estrutura das florestas. Este estudo teve como objetivo o levantamento e análise da distribuição da flora epifítica vascular do Parque do Ingá (Maringá, PR), verificando a existência de mudanças nesta sinúsia em zonas alteradas ao longo do fragmento estudado. Foram registradas 29 espécies de epífitas vasculares, representadas pelas famílias Bromeliaceae (7), Cactaceae (6), Polypodiaceae (4), Viscaceae (4), Orchidaceae (3), Araceae (2), Piperaceae (2) e Commelinaceae (1). A maioria das espécies são epífitas verdadeiras e as síndromes de dispersão predominantes são a endozoocoria e anemocoria. Em estudo quantitativo, foram amostradas 22 espécies, sendo as famílias mais importantes, quanto ao valor de importância epifítico, Polypodiaceae, Cactaceae e Bromeliaceae, ocupando preferencialmente o fuste alto e a copa. O índice de diversidade de Shannon para o Parque do Ingá foi de 1,106. Nas áreas de zoneamento do Parque há uma distribuição diferenciada das espécies epifíticas, de acordo com a umidade e oferta de luminosidade e nas áreas com maior impacto antrópico a riqueza de espécies foi menor, confirmando estudos anteriores em outras regiões de florestas tropicais.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Dettke,Greta Aline Orfrini,Andréa Cristina Milaneze-Gutierre,Maria Auxiliadora

ESTUDO PALINOTAXONÔMICO DE ESPÉCIES DE SCHEFFLERA (ARALIACEAE) DA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL

RESUMO Foi estudada a morfologia dos grãos de pólen de 18 espécies de Schefflera ocorrentes na Região Sudeste do Brasil: S. angustissima, S. calva, S. capixaba, S. cordata, S. fruticosa, S. gardneri, S. glaziovii, S. longipetiolata, S. lucumoides, S. macrocarpa, S. malmei, S. morototoni, S. selloi, S. spruceana, S. succinea, S. villosissima, S. vinosa e Schefflera aff. varisiana. Os grãos de pólen estudados são geralmente médios, raramente pequenos, com âmbito triangular a subtriangular, anguloaperturados, oblato-esferoidais a prolato-esferoidais, 3colporados, exina reticulada heterobrocada ou rugulado-reticulada. Relações filogenéticas entre algumas das espécies estudadas são discutidas com base nos resultados obtidos.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Fiaschi,Pedro Cruz-Barros,Maria Amelia Vitorino da Correa,Angela Maria da Silva

HENRIETTEA E HENRIETTELLA (MELASTOMATACEAE, MICONIEAE) NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL

RESUMO É apresentado o tratamento taxonômico dos gêneros Henriettea e Henriettella na flora do estado do Rio de Janeiro. Cada gênero está representado por uma só espécie: Henriettea saldanhaei e Henriettella glabra, Os dois táxons ocorrem em floresta atlântica. Apresenta-se uma chave para identificação dos gêneros que integram a tribo Miconieae e as espécies estudadas, além de descrições, ilustrações, dados de distribuição geográfica e comentários sobre particularidades nomenclaturais e morfológicas. São propostos três lectótipos e Henriettea glazioviana, H. glazioviana var. verruculosa e Henriettella glazioviana são sinonimizadas. Registra-se a nova ocorrência de Henriettea saladanhaei e Henriettella glabra no estado do Espírito Santo.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Silva,Kelly Cristina da Baumgratz,José Fernando A.

MERIANIA (MELASTOMATACEAE; MERIANIEAE) NO RIO DE JANEIRO, BRASIL

RESUMO Apresenta-se o estudo taxonômico do gênero Meriania no Rio de Janeiro, com chave para identificação das espécies, descrições, ilustrações e comentários sobre distribuição geográfica e afinidades, bem como novos sinônimos. O gênero está representado por oito espécies, todas encontradas em formações de mata atlântica de altitude: M. claussenii, M. excelsa, M. glabra, M. glazioviana, M. longipes, M. paniculata, M. robusta e Meriania sp., uma nova espécie recentemente coletada no sul do estado. Excetuando-se M. claussenii, M. glabra e M. paniculata, as demais são endêmicas do Rio de Janeiro. Características do indumento, das folhas e das inflorescências se mostram como as mais diagnósticas para o reconhecimento das espécies.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Chiavegatto,Berenice Baumgratz,José Fernando A.

MORFOANATOMIA DE ESPÉCIES BRASILEIRAS DE OXYPETALUM (ASCLEPIADOIDEAE-APOCYNACEAE)

RESUMO É apresentado o estudo morfoanatômico dos 25 táxons do gênero Oxypetalum, que reúne cerca de 130 espécies distribuídas na América Central e América do Sul. O presente trabalho apresenta a morfologia externa da flor juntamente com aspectos anatômicos, sob microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Presença de feixes bicolaterais, idioblastos cristalíferos e, nas regiões intersepalares, de coléteres são assinaladas. A corona consiste de cinco segmentos parenquimatosos vascularizados ou não. No que concerne ao estabelecimento dos transladores (retináculo e caudículas), verifica-se que são formados pela substância viscosa exsudada pelas células secretoras que revestem a cabeça estilar. Esses resultados possibilitam uma melhor compreensão das características florais e reconhecimento dos táxons dentro do gênero, principalmente a partir das variações observadas na corona, polinários e apêndices estilares.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Silva,Nilda Marquete F. Valente,Maria da Conceição Pereira,Jorge Fontella Amado Filho,Gilberto Menezes Andrade,Leonardo R.

Mapeamento da vegetação e do uso do solo no Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO A região de Cabo Frio é reconhecida como um importante centro de diversidade vegetal (CDVCF) da Região Neotropical, devido à presença de diversos taxa endêmicos e comunidades vegetais singulares, o que pode ser relacionado tanto ao clima relativamente seco quanto à heterogeneidade do ambiente físico. Embora diversos estudos realizados na região tenham produzido informações importantes sobre a estrutura e composição florística de algumas comunidades vegetais, existe ainda uma considerável lacuna na classificação e definição dos tipos de vegetação bem como de sua distribuição espacial. Este trabalho tem como objetivo analisar e descrever os tipos de vegetação da região e sua relação com o ambiente físico, através do mapeamento da cobertura vegetal e uso do solo, baseado na análise integrada de imagens de satélite, fotografias aéreas, mapas temáticos e dados pontuais provenientes de levantamentos estruturais e florísticos e trabalhos de campo, com apoio do processamento digital de imagens e de sistema de informações geográficas. Os resultados são apresentados acompanhados de um mapa da vegetação e uso do solo da área do CDVCF, que poderá ser utilizado como base para novos estudos florísticos e ecológicos, para estudos da dinâmica da paisagem e para apoio ao planejamento ambiental e a conservação da biodiversidade da região.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Bohrer,Claudio Belmonte de Athayde Dantas,Heloisa Guinle Ribeiro Cronemberger,Felipe Mendes Vicens,Raul Sanchez Andrade,Sandra Fernandes de

Mapeamento da vegetação e da paisagem do município de Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO O município de Armação dos Búzios, que faz parte do Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio, é caracterizado por uma grande variação de fisionomias vegetais, relacionadas à sua fisiografia e ao clima da região. Nos últimos quarenta anos o crescimento urbano vem reduzindo e fragmentando a sua cobertura vegetal natural. O objetivo deste estudo é fornecer informações sobre a extensão, distribuição e estado de conservação dos remanescentes de vegetação natural do município, através da elaboração de um mapa de vegetação e uso do solo, baseado na interpretação de fotografias aéreas, com o auxílio de mapas temáticos (geologia, solo e relevo) digitais, e trabalhos de campo, com coleta de material botânico, posteriormente identificado em herbário.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Dantas,Heloisa Guinle Ribeiro Lima,Haroldo Cavalcante de Bohrer,Claudio Belmonte de Athayde

Algas marinhas bentônicas daregião de Cabo Frio e arredores: síntese do conhecimento

RESUMO Nas últimas décadas, foram realizados diversos estudos sobre as algas marinhas bentônicas da região de Cabo Frio (RCF), entretanto essa informação está dispersa em publicações avulsas, dissertações e teses. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é realizar a revisão da literatura sobre as algas marinhas bentônicas da RCF e fornecer uma listagem detalhada dos táxons com uma análise da composição florística e distribuição geográfica desta importante região do litoral brasileiro. Foram listados 339 táxons infragenéricos, distribuídos em 76 Chlorophyta, 60 Ochrophyta e 203 Rhodophyta. Os municípios com maior número de táxons foram os de Armação dos Búzios (212) e Arraial do Cabo (207). Ao comparar os 339 táxons encontrados com os registrados para o litoral brasileiro, 20 apresentam distribuição geográfica restrita a RCF e 8 possuem afinidade com águas frias. As espéciesPseudolithoderma moreirae Yoneshigue & Boudouresque e Gracilaria yoneshigueana Gurgel, Fredericq & J. Norris são endêmicas da RCF. A partir dos dados reunidos que indicam a elevada riqueza e a presença de elevado número de espécies com distribuição discontínua e restrita, podese afirmar que a RCF é uma das mais importantes áreas da diversidade de algas do Brasil.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Brasileiro,Poliana S. Yoneshigue-Valentin,Yocie Bahia,Ricardo da G. Reis,Renata P. Amado Filho,Gilberto Menezes

Área de Proteção Ambiental de Massambaba, Rio de Janeiro: caracterização fitofisionômica e florística

RESUMO A Área de Proteção Ambiental (APA) de Massambaba, criada em 1986 e administrada pela FEEMA, abrange 76,3 km2 de restingas, lagoas e morros baixos. Está situada nos municípios de Saquarema, Araruama e Arraial do Cabo, em uma área de restinga constituída por um sistema de dois cordões arenosos, coberto em parte por um campo de dunas. A região de Cabo Frio possui um clima sui generis para o litoral sudeste, com menos de 900 mm anuais de pluviosidade. A diversidade florística desta região é a mais alta do litoral, constituindo um dos 14 Centros de Diversidade Vegetal no Brasil. São descritas 10 formações vegetais e 664 espécies de plantas vasculares distribuídas em 118 famílias. As famílias mais ricas em espécies são Leguminosae e Myrtaceae. Das formas de vida, as mais abundantes são as ervas (30%), seguido pelos arbustos (23%), árvores (21%), lianas (19%), epífitas (6%) e parasitas/saprófitas (1%). Esta unidade de conservação abriga diversas espécies ameaçadas de extinção.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Araujo,Dorothy Sue Dunn de Sá,Cyl Farney Catarino de Fontella-Pereira,Jorge Garcia,Daniele Souza Ferreira,Margot Valle Paixão,Renata Jacomo Schneider,Silvana Marafon Fonseca-Kruel,Viviane Stern

Vegetação vascular litorânea da Lagoa de Jacarepiá, Saquarema, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO Esse trabalho referese ao levantamento florístico realizado na região litorânea da Lagoa de Jacarepiá, localizada no município de Saquarema, RJ. Essa área alagada representa um importante compartimento lagunar ocupado por vegetação sujeita a inundações permanentes ou temporárias. As plantas adaptadas a esse tipo de ambiente são denominadas macrófitas aquáticas e têm um papel relevante na dinâmica ecológica desse ecossistema. Plantas férteis foram coletadas, herborizadas e identificadas através da metodologia tradicional. As exsicatas foram depositadas nos Herbários RFA e RFFP. Foram registradas 101 espécies vasculares, sendo 93 espécies pertencentes a 78 gêneros e 40 famílias de Magnoliophyta e 8 espécies de Pteridophyta com 7 gêneros e 5 famílias. Destacam-se as famílias Cyperaceae (16 spp.), Asteraceae (13 spp.), Leguminosae (8 spp.), Poaceae (6 spp.) e Rubiaceae (5 spp.), correspondendo a 47,5% das espécies levantadas. A vegetação apresenta uma fitofisionomia dominada por Cladium jamaicense Crantz. Apenas 43,6% das espécies são exclusivamente macrófitas aquáticas. A forma biológica predominante é a anfíbia (48%), seguida de tolerante (30%), emergentes (15%), flutuantes fixas (4%), flutuantes livres (3%) e submersa livre (1%).

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Barros,Ana Angélica Monteiro de

Riqueza e distribuição geográfica de espécies arbóreas da família Leguminosae e implicações para conservação no Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO Leguminosae apresenta cerca de 727 gêneros e 19.325 espécies distribuídas pelo mundo, sendo uma das principais famílias na composição da flora arbórea de ambientes estacionais. A região de Cabo Frio é o principal núcleo de florestas secas do estado do Rio de Janeiro e por possuir elevada diversidade e endemismo é um dos seis centros de diversidade indicados para a Mata Atlântica. Com o objetivo de conhecer a diversidade de Leguminosae arbóreas no Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio (CDVCF) e seus padrões de distribuição geográfica foram registrados 81 táxons e reconhecido seis padrões de distribuição. Baseado nos endemismos e em análises de composição de algumas áreas do CDVCF, foi possível indicar os remanescentes de florestas sobre Tabuleiro nas proximidades da Praia da Gorda, Armação dos Búzios e dos morrotes mamelonares dos municípios de Araruama, Iguaba, Saquarema e São Pedro da Aldeia como prioritários para a conservação.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Ribeiro,Robson Daumas Lima,Haroldo Cavalcante de

Fitossociologia do componente arbustivo-arbóreo de florestas semidecíduas costeiras da região de Emerenças, Área de Proteção Ambiental do Pau Brasil, Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO O município de Armação dos Búzios, RJ, faz parte da região de Cabo Frio, considerada um dos 14 Centros de Diversidade Vegetal do Brasil. Para a caracterização da composição florística e estrutura do componente arbustivoarbóreo (DAP > 5 cm) de florestas sobre maciços litorâneos deste município, foram implantados cinco blocos de cinco parcelas de 10 x 20 m, distribuídos em diferentes encostas (total de 0,5 ha). Foram amostrados 1193 indivíduos, 98 espécies e 36 famílias. Myrtaceae e Fabaceae (20 e 11 espécies) destacaram-se em riqueza e Euphorbiaceae, em número de indivíduos (39% do total). As espécies mais importantes foram Pachystroma longifolium (VI = 31,9), Sebastiania nervosa (30,6), Chrysophyllum lucentifolium (11,3), Machaerium pedicellatum (10,5), Guapira opposita (9,9), Philyra brasiliensis (9,9), Capparis flexuosa (9,1), Lonchocarpus virgilioides (8,2), Syagrus romanzoffiana (7,6) e Acosmium lentiscifolium (7,5). O índice de Shannon (H') foi de 3,60 nat.ind.-1 e a equabilidade (J') foi de 0,79. A distribuição espacial das espécies parece estar condicionada às características ecológicas de cada encosta, como resultado de sua orientação. As florestas estudadas apresentaram, em geral, similaridade (Jaccard) muito baixa com outras florestas fluminenses.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Kurtz,Bruno Coutinho Sá,Cyl Farney Catarino de Silva,Daniele Oliveira da

Estrutura e florística de uma floresta de restinga em Ipitangas, Saquarema, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO A restinga de Ipitangas abriga um dos últimos remanescentes de floresta de restinga livre de inundação entre Marambaia e Cabo Frio. A estrutura desta floresta foi estudada utilizando o método de ponto quadrante central utilizandose dois critérios: DAP ≥ 5 e DAS ≥ 5. Foram encontradas 108 espécies distribuídas em 34 famílias, sendo Myrtaceae, Leguminosae e Sapotaceae as mais ricas. As espécies Algernonia obovata, Pterocarpus rohrii, Pseudopiptadenia contorta, Guapira opposita, Alseis involuta, Simaba cuneata, Astronium graveolens, Eriotheca pentaphylla e Ocotea complicata prevalecem entre as dez de maior valor de importância tanto na análise a partir do DAP como do DAS. Pouteria grandiflora destaca-se como uma espécie com elevada proporção de indivíduos com troncos múltiplos, tanto em relação ao DAP quanto ao DAS, enquanto Algernonia obovata e Pterocarpus rohrii apresentam destacadas proporções quando se consideram as medidas de DAS. As dominâncias totais obtidas a partir do DAP (23,3 m2/ha) e do DAS (39,2 m2/ha) são influenciadas principalmente pela forma dos troncos e das raízes tabulares de algumas espécies e pelos troncos múltiplos. A floresta de restinga em Ipitangas apresentou maior similaridade florística com áreas do Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio e do Espírito Santo do que com as restingas de São Paulo e do litoral sul do Brasil.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Sá,Cyl Farney Catarino de Araujo,Dorothy Sue Dunn de

Epífitas da floresta seca da Reserva Ecológica Estadual de Jacarepiá, sudeste do Brasil: relações com a comunidade arbórea

RESUMO Investigamos a vegetação arbórea e a comunidade epífita da floresta seca para responder às seguintes perguntas: i) como a abundância e riqueza de epífitas ocorrem sobre os indivíduos das espécies arbóreas? ii) a abundância de forófitos depende do número de indivíduos das espécies arbóreas? iii) a abundância e riqueza de epífitas dependem do número e tamanho dos forófitos? iv) espécies arbóreas são selecionadas por espécies epifíticas? Nesta floresta, as espécies arbóreas mais abundantes é que hospedam a maioria das epífitas. Quatorze espécies arbóreas foram especialmente propensas a apresentar muitos grupos epifíticos e nove propícias a possuir várias espécies de epífitas mas não em alta abundância. O número de indivíduos arbóreos foi um bom parâmetro para estimar a abundância de forófitos e seu número foi considerado um bom parâmetro para estimar a riqueza de epífitas a ocorrerem nesta floresta seca. Quatro espécies arbóreas foram especialmente preferidas pelas duas espécies epífitas de maior abundância e freqüência na área, onde ocorreram com alta abundância. Entretanto, não houve seletividade de nenhuma espécie arbórea por epífitas raras que ocorreram na área.

Year

2022-12-06T13:14:02Z

Creators

Fontoura,Talita Rocca,Marcia Alexandra Schilling,Ana Cristina Reinert,Fernanda